A pobre vida dos pobres traficantes do Brasil que lidam com milhões de dólares

Por que o traficante de drogas no Brasil reside nas favelas? Movimenta milhões e milhões e prefere morar em miseráveis mocambos. Quando poderia ter uma vida de luxo e luxúria.

No auge de seu império, a revista Forbes estimou Pablo Escobar como o sétimo homem mais rico do mundo, com seu Cartel de Medellín controlando 80% do mercado mundial de cocaína. Sua organização tinha aviões, lanchas e veículos caros. Vastas propriedades e terras eram controladas por Escobar durante esse período, onde ele ganhava uma soma de dinheiro quase incalculável. Estima-se que o Cartel de Medellín chegou a faturar cerca de 30 bilhões de dólares por ano.

 Sandra Ávila Beltrán
Sandra Ávila Beltrán

Escreve Paul Harris: Ela é elegante, atraente e aprecia Botox e as coisas boas da vida – mesmo na prisão. Mas a fantástica carreira de Sandra Ávila Beltrán, a baronesa das drogas mexicana, parece fadada a terminar em uma prisão norte-americana.

Ávila foi extraditada, em 2012, para os Estados Unidos. Conhecida como a “Rainha do Pacífico” por sua imensa influência nas rotas de tráfico de drogas, Ávila é uma das figuras mais excêntricas que surgiram nos últimos anos na indústria do narcotráfico mexicano, cuja violência extrema já causou 60 mil vítimas desde que a ofensiva do governo teve início em 2006. “É uma personagem curiosa. É a primeira chefona realmente sexy a chamar a atenção da mídia. Além de elegante e vaidosa, existe um fascínio por ela por ser mulher”, diz Howard Campbell, especialista em tráfico de drogas mexicano da Universidade do Texas em El Paso.

Há muito tempo os mexicanos são fascinados por Ávila, que é tema de uma popular balada sobre drogas, ou “narcocorrido”, gravada pela banda Los Tucanes, de Tijuana. “A Rainha das Rainhas” inspira o verso: “Quanto mais bela a rosa, mais afiados os espinhos”.

Ávila é famosa por apreciar boas roupas, e dizem que recebia a visita de um médico na prisão mexicana para lhe aplicar injeções de Botox. Ela queixou-se de que as regras prisionais que a impediram de receber em sua cela a comida enviada por restaurantes vizinhos infringiam os direitos humanos. E acreditava que servia de inspiração para a popular novela da TV mexicana, “La Reina del Sur”, sobre uma bela jovem envolvida no perigoso mundo dos cartéis.

México. Imagem publicada na página de Facebook de Serafín Zambada, um dos filhos de Ismael Zambada, líder do cartel de Sinaloa. No Brasil, as fotos dos traficantes são de favelados
México. Imagem publicada na página de Facebook de Serafín Zambada, um dos filhos de Ismael Zambada, líder do cartel de Sinaloa. No Brasil, as fotos dos traficantes são de favelados

Na Ilha do Governador, “e tudo isso ao lado do Galeão”, denuncia a revista Veja: Quem manda e desmanda é um barão das drogas: Fernando Gomes de Freitas, 35 anos, um dos traficantes mais poderosos e sanguinários do Rio e o que há mais tempo escapa por entre os dedos da polícia – no dia 1º de dezembro faz uma década que ele se estabeleceu no comando. Temido, temperamental, sempre cercado de seguranças, Fernandinho Guarabu, seu nome de guerra, controla o transporte, o gás, a TV a cabo, os bailes funk, a religião e, claro, a vida e a morte nos seus domínios.

O conjunto de favelas colado ao segundo aeroporto mais importante do país é uma fortaleza patrulhada dia e noite por um exército armado com mais de 200 fuzis, granadas, coletes e até armamento antiaéreo plantado nos becos. Drogas são vendidas abertamente nas ruelas. O QG de Fernandinho fica no Complexo do Dendê, por onde ele perambula com seus carrões, joias e roupas de grife, dormindo cada noite em um lugar (tem sete filhos com sete mulheres) e brandindo sua arma favorita, o fuzil AK-47 – ‘igual ao do Bin Laden’, como gosta de enfatizar. Nessa década de impunidade, colecionou catorze mandados de prisão por oito homicídios, além de tráfico de drogas, armas e extorsão. Jamais foi detido. Ele garante a liberdade na ponta da calculadora, num exemplo contundente de como a corrupção policial pode ser decisiva para a manutenção de um reinado de horror: o chefão do Dendê paga cerca de 300  000 reais por mês em propinas”.

É incrível: paga, anualmente, quase 5 milhões de reais de suborno para as autoridades brasileiras. Eis quanto a Polícia Militar do Rio de Janeiro é corrupta: “Veja ouviu mais de uma dezena de policiais com passagem pela Ilha do Governador e deles obteve ampla confirmação do propinoduto. ‘Lá no batalhão a gente brinca que o Dendê é o Citibank’, diz um sargento com quase uma década de experiência na área. ‘Os preços variam de 450 a 550 reais por dia de serviço no meio de semana, e até 1 000 no fim de semana, que é pra deixar o baile em paz’, conta um soldado. Uma das mais espantosas investigações ainda em curso sobre a quadrilha indica a participação no esquema até mesmo de uma equipe do Bope, a tropa de elite carioca. Sai caro: 12 500 reais por plantão. Outra parte do pagamento vem em forma de mimos e favores. Certa vez, ao descobrir que um PM não estava conseguindo bancar a festa de 15 anos da filha, o chefão pagou a conta. Em outra ocasião, mandou entregar picanha e linguiça para um churrasco no batalhão, e assim manteve os policiais longe das ruas em um dia de ação mais ostensiva do tráfico”. Confira 

Haja dinheiro! e esse estranho gosto de morar em uma favela. O traficante brasileiro tem mais cara de um bodegueiro, com seu pequeno estabelecimento comercial em uma rua da periferia, uma vida bem diferente de um proprietário de uma rede de supermercados, com residência nos mais paradisíacos lugares, seja no Brasil ou no exterior.

No Brasil, pelo noticiário da imprensa, não existe cartel de drogas, e sim quartéis militares. Outro mito que precisa acabar e já. Do traficante pé no chão.

As escondidas informações do helicóptero do deputado Gustavo Perrella mostram uma outra realidade. Quem comanda o governo paralelo do crime e da corrupção não é nenhum preso preso em prisão de segurança máxima, como pretende convencer a polícia e a grande imprensa. Governo oficial e governo paralelo é sempre um só. Que não existe poder acorrentado, movimentando bilhões. E bilhões. Nem voto de pobreza franciscana.

 “República do Pó” mostra seu Poder   

Texto e charge do Novo Jornal, Minas Gerais

 

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Enquanto a sociedade aguarda uma resposta das autoridades, apresentando os verdadeiros responsáveis pelo tráfico de 450 quilos de cocaína utilizando o helicóptero da família Perrella, as autoridades do Poder Judiciário estadual e federal do Espírito Santo recusam-se a assumir suas funções, utilizando justificativas que não convencem.

Exemplo? Segundo fontes do TRF, o juiz federal do Espírito Santo ao receber o processo transferido pelo juiz estadual solicitou parecer do Ministério Público, indagando se o caso não seria da “Justiça Militar” sob a alegação de que o crime “ocorreu dentro de uma aeronave”.

Evidente que o crime não ocorreu dentro da aeronave, mas sim se utilizando de uma aeronave. Juristas que acompanham o caso afirmam que esta apreensão não é um fato novo, pois nos últimos anos a maioria do tráfico de drogas tem utilizado aeronaves. 

 

Embora guardada a sete chaves, Novojornal teve acesso agora à tarde a movimentação do processo 0010730-56.2013.4.02.5001, que passou a tramitar a partir desta sexta-feira (29) na Justiça Federal capixaba, demonstrando ser verdadeira a informação de nossas fontes sobre o despacho do Juiz Federal. A versão corrente é que nenhum magistrado quer assumir o feito devido aos envolvidos.

 

Em Belo Horizonte, a imprensa ficou assustada com a novidade ocorrida no depoimento do deputado Gustavo Perrella, uma vez que por norma, nem mesmo os carros de delegados e agentes da PF passam pela portaria sem parar e identificar-se. Gustavo Perrella no depoimento prestado na última quinta-feira (28), dentro de um carro de vidros escurecidos passou junto com seu advogado direto pelo portão, dando a impressão que o mesmo teria sido aberto com a antecedência necessária para facilitar o ocorrido.

 

Opinião unânime dos jornalistas que estão cobrindo as ações da Polícia Federal na apuração da apreensão do Helicóptero, pertencente à empresa da família Perrella, que estava transportando 450 quilos de cocaína, é que o comportamento que vem sendo adotado não é comum.

 

Normalmente os delegados evitam emitir juízo de valor e antecipar conclusões investigatórias, o que não vem ocorrendo. Primeiro foi à informação transmitida mesmo antes de ser feito a perícia nos celulares apreendidos, assim como no GPS da aeronave sobre a ausência de suspeita de envolvimento do deputado Gustavo Perrella, agora o mesmo delegado apressou-se em informar à imprensa que a fazenda onde foi apreendida a aeronave não pertencia a um laranja ligado a “família Perrella”.

 

O comportamento vem passando a impressão de que existe uma tentativa em ir pouco a pouco esvaziando o caso. O piloto, co-piloto e demais personagens flagrados descarregando o helicóptero tiveram nesta sexta suas prisões em flagrante revertidas para prisões preventivas pelo juiz estadual de Afonso Cláudio ao encaminhar o processo para o TRF. Leia mais

Outra curiosidade. Toda droga do Brasil vem do exterior. Dos países do eixo do mal para os Estados Unidos. A cocaína é da Bolívia. Nunca do Peru ou da Colômbia. A polícia conhece a origem das drogas e desconhece o destino e o dono.

As armas são de guerrilheiros, exportadas via Venezuela ou Cuba.

Isso não é combate ao crime, parece mais propaganda política internacional.

Outro fato bem interessante: Os Estados Unidos jamais pediram a extradição de um traficante brasileiro. Jamais. É que o Brasil nunca prendeu um barão das drogas. Nunca.  

“Farinhaço” na Assembléia Legislativa de MG cobra apuração de droga em helicóptero

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Por que a grande imprensa esconde a maior apreensão de drogas deste ano? Por que é preciso o povo gritar os nomes dos narcotraficantes? Não é coisa de morro, não.  Que a polícia entra nas favelas, derrubando portas e atirando. É coisa de condomínio fechado do mais alto luxo. De gente palaciana. Não é qualquer um que possui milhões ou bilhões para investir em um negócio do mais alto lucro e do mais alto risco.

Publica o Novo Jornal, de Minas Gerais, o único com independência para noticiar certas sujeiras que acontecem na mais alta sociedade da tradicional família mineira:

 

 

 

Um grupo de cerca de 30 manifestantes se reuniu, na tarde desta quinta-feira (28), à frente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte, em um protesto contra a apreensão de um helicóptero da família do deputado Gustavo Perrella que carregava 445 quilos de cocaína. Na manifestação, que eles chamaram de “farinhaço”, eles pedem que seja plenamente investigada a apreensão da aeronave, feita pela polícia em uma fazenda no interior do Espírito Santo, no último domingo.

 

O comunicador Daniel Quintela se apresentou como “dono do helicóptero” que representa a aeronave de Perrella. Ele diz que o desejo dos manifestantes é que seja o Ministério Público e a polícia investiguem com imparcialidade o crime, que os reais responsáveis sejam punido. “Estamos aqui para manifestar, para expor a poeira que estão tentando esconder debaixo do tapete”, disse.

 

A aeronave foi flagrada no domingo (24) em Afonso Cláudio, na Região Serrana do Espírito Santo, com 445 quilos de cocaína. Quatro pessoas foram presas, entre elas o piloto, que era, então, funcionário da empresa de Perrella e também servidor da Assembleia. Ele foi demitido e exonerado.

 

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) reembolsa, por meio da verba indenizatória, o combustível do helicóptero da empresa Limeira Agropecuária, de propriedade do deputado estadual Gustavo Perrella (SDD). A informação está no Portal de Transparência da ALMG e foi confirmada pelo advogado da família, Antônio Castro, nesta quinta-feira (28).

 

Castro afirmou que o deputado usava a aeronave, em 90% das vezes, para o trabalho político. Os outros 10%, conforme o advogado explicou, eram para uso familiar e de lazer, e pagos particularmente. O advogado não falou sobre os destinos usados.

 

Entre janeiro e outubro deste ano, o parlamentar gastou R$ 14.078,31 com querosene para avião. Apenas nos meses de fevereiro e abril é que não foram feitos abastecimentos com a verba pública. Nos meses de junho e setembro, o deputado gastou cerca de R$ 3,5 mil, em cada mês, em combustível para o helicóptero. As informações são do G1.

 Ainda sobre drogas, veja abaixo duas manchetes de hoje:

 O DIA CHAMA DE PRECIOSO TESOURO. Confira: droga apreendida nos últimos três anos.

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A diferença de tratamento. Os favelados são perseguidos. Todo morador de morro é suspeito de ser traficante, por ser pobre, por ser negro.
Como aconteceu com Amarildo, mais uma vítima de sequestro e tortura e morte da violenta e bem armada Polícia Militar do Rio de Janeiro:
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Foi no Pará ou no Espírito Santo, a maior apreensão de cocaína em 2013?

HeliPÓptero, foto de Jc Bruno
HeliPÓptero, foto de Jc Bruno

 

A Polícia Federal realizou, no 17 de outubro, uma das maiores apreensões de cocaína do país em 2013. Os policiais federais encontraram quase meia tonelada da substância escondida nos tanques de combustível de um caminhão. A ação se deu na BR-316 em Ananindeua, região metropolitana de Belém. Confira

Cinquenta milhões de reais. Esse é o valor que poderia render os 445kg de pasta-base de cocaína apreendidos num helicóptero no município de Afonso Cláudio, Região Serrana do Estado, no último domingo. Essa foi a maior apreensão do produto já feita no Espírito Santo. O helicóptero do deputado estadual de Minas Gerais Gustavo Perrella pousou em um sítio recém adquirida pelo parlamentar de Minas Gerais. O sítio, de R$ 150 mil, teria sido comprado por cerca de R$ 500 mil. “A comunidade é de agricultores, gente humilde. Quando compraram esse sítio, a população começou a desconfiar. Resolvemos investigar e, ao perceber a grande movimentação de veículos, fizemos um cerco maior. Quando o helicóptero se aproximou, já tínhamos os policiais posicionados”, explicou o major Flávio Pereira Santiago, comandante da 2ª Companhia Independente de Afonso Cláudio, o local onde o helicóptero foi apreendido era investigado havia pelo menos 15 dias. Leia mais sobre a apreensão da droga que tinha como destino a Europa.

Qual foi a maior apreensão do ano? Que traficante investe 10 milhões em uma operação de alto risco? Nos dois casos, vão aparecer os milionários narcotraficantes?


Onde o vício custa mais caro
Dependendo da distância dos polos produtores e da eficiência da rede de distribuição, o custo da cocaína pode variar enormemente de um país para o outro. Esse é um dos dados que constam no novo relatório da Organização das Nações Unidas sobre a indústria do tráfico. Um grama da droga pode custar entre 2 dólares no Panamá e 312 dólares na Nova Zelândia. A tabela mostra o preço médio da cocaína em vários países.

preço cocaína

Advogado do piloto detido com 450 kg de cocaína desmente o deputado Gustavo Perrella ao afirmar que o parlamentar autorizara o serviço de frete

Amarildo
Amarildo
O advogado criminalista Nicácio Pedro Tiradentes, do piloto Rogério Almeida Antunes, informou ao Novojornal que seu cliente é inocente e não tem qualquer ligação com os traficantes.
Ele garantiu que seu cliente foi contratado para fazer frete de implementos agrícolas e que pediu autorização ao seu patrão na hora do frete, tendo sido autorizado, conforme será provado através de contato telefônico e outros meios. O advogado ressalta ainda que o piloto só ficou sabendo quando pousou que tratava-se de drogas.
A defesa de Rogério Almeida Antunes vai entrar com o pedido de habeas corpus, devido ao fato de seu cliente não ter cometido nenhuma ação ilegal conscientemente.
PILOTO É FUNCIONÁRIO DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DE MINAS GERAIS

Na segunda-feira (25), Perrella declarou em entrevista coletiva que o piloto teria sido indicado por um amigo da capital, é natural de Campinas, São Paulo, e fazia serviços particulares para a empresa da família. “Analisamos o currículo dele e ele tem experiência, tem horas de voo”, explicou Gustavo.

Ao contrário do que foi informado pelo deputado na coletiva, o piloto do helicóptero da empresa do deputado estadual Gustavo Perrella (SDD), preso no Espírito Santo, é lotado na terceira secretaria da Assembleia Legislativa. Com um salário de R$ 1,7 mil, Rogério Almeida Antunes, foi nomeado em abril desse ano na cadeira ocupada pelo deputado Alencar da Silveira Júnior (PDT).

Como dito anteriormente, em coletiva na segunda-feira (25) Perrella informou que o piloto trabalhava para Limeira Agropecuária – empresa administrada por ele – há pouco mais de um ano e que a aeronave era usada apenas pela família. Segundo companheiro de Antunes ele teria sido indicado a Perrella pelo senador Aécio Neves, devido forte amizade.
Alencar confirmou a nomeação, mas disse que se trata de uma indicação do próprio Perrella. Ele explicou que Antunes faz parte do pacote de indicações do qual Gustavo tem direito por presidir a Comissão de Turismo da Assembleia Legislativa.
“Olha, ele está lotado na terceira secretaria por causa da comissão. O Perrella preside a comissão, acho que de Turismo ou da Copa, e essas nomeações não são feitas no gabinete. Não fazem parte do gabinete, mas eles nomeiam nas secretarias”, declarou Alencar.
Ele declarou, ainda, que não questionou Perrella sobre a indicação.
“Não interfiro (nos pedidos de nomeação). Nunca interferimos na nomeação de nenhum deputado. A indicação é do deputado”, explicou o pedetista.
Até outubro desse ano, Perrella era filiado ao PDT, partido de Alencar da Silveira. Ele e outros deputados migraram de legenda depois que o deputado federal paulista Paulinho da Força, ex-PDT, fundou o Solidariedade (SDD).
Agente de serviços
Antunes foi nomeado em abril desse ano como agente de serviços de gabinete I, VL18, com exercício na terceira secretaria.
Há alguns anos as vagas das comissões eram centralizadas na presidência. Agora, são distribuídas entre as secretarias.
(Transcrito do Novo Jornal, Minas Gerais)

Operação realizada pelas polícias Federal e Militar capixaba apreende 400 kg de cocaína no helicóptero do deputado estadual Gustavo Perrella de MG

Os 443 kg de cocaína pura apreendidos nesse domingo (24) pelas polícias Militar e Federal, em Afonso Cláudio, seriam enviadas para a Europa. Segundo o major Flávio Pereira Santiago, comandante da 2ª Companhia Independente da Polícia Militar, em entrevista à Rádio CBN Vitória, na manhã desta segunda-feira (25), a informação teria partido de um dos detidos na operação.

Segundo informação da TV Gazeta, o helicóptero é da empresa Limeira Agropecuária, que pertence ao deputado estadual Gustavo Perrella (SDD-MG), que já foi presidente do time de futebol Cruzeiro, de Minas Gerais. O advogado da empresa disse que o piloto usou a aeronave sem autorização.

Gustavo Perrella
Gustavo Perrella

Ao todo, quatro pessoas foram presas e levadas para a Superintendência da Polícia Federal, em Vila Velha. Uma aeronave também foi apreendida. As investigações prosseguem agora com a Polícia Federal.

Em Afonso Cláudio, a Polícia Militar ainda faz buscas na região na tentativa de localizar outras pessoas envolvidas no caso.
O esquema foi desbaratado às 17 horas desse domingo (24). Um carro já aguardava a mercadoria no local para fazer o transporte.
carro droga
De acordo com o major Flávio Pereira Santiago, comandante da 2ª Companhia Independente de Afonso Cláudio, o local onde o helicóptero foi apreendido já vinha sendo investigado há pelo menos 15 dias. O sítio teria sido comprado por um preço muito acima do valor real, o que gerou desconfiança dos moradores da região.
Durante as investigações realizadas pelo serviço reservado da Polícia Militar, era possível perceber um grande movimento de veículos no sítio.
“A comunidade é simples, de agricultores e gente humilde, quando compraram esse sítio, a própria população começou a desconfiar. Resolvemos investigar e, ao perceber a grande movimentação de veículos, fizemos um cerco maior. Quando o helicóptero se aproximou da propriedade, já tínhamos os policiais posicionados estrategicamente para fazer a abordagem”, explicou o major.
Foram presos no local o piloto, o copiloto e duas pessoas que estavam encarregadas do transporte da droga. Segundo o major, a droga foi trazida da fronteira para São Paulo, e da capital paulista para o Espírito Santo.
Modelo
A aeronave apreendida – Robson 66 – permanece na localidade onde foi apreendida, Ibicaba, de onde será retirada por policiais federais nesta segunda-feira (25).
helicoptero
Há pelo menos dez dias a PM realizava uma operação na região, após receber a informação de moradores de que um grupo havia comprado uma fazenda na localidade, por um preço cinco vezes maior do que o de mercado. A desconfiança é de que o local estava sendo utilizado para tráfico internacional de drogas.
“A partir daí começamos a fiscalizar a região. Contamos com a ajuda do 14º Batalhão de Ibatiba. A vigilância foi intensificada nos últimos três dias”, explicou o major. Quando perceberam o envolvimento de um helicóptero, a PM pediu apoio do Núcleo de Apoio e Transporte Aéreo da PM (Notaer), que utilizou o seu helicóptero, o Hárpia. “Também solicitamos o apoio da Polícia Federal”, explicou o major.
A droga que estava sendo transportada no helicóptero estava embalada em tabletes, em diferentes cores, segundo o major. Logo após serem detidos, os presos foram encaminhados para a sede da Polícia Federal, em Vila Velha. As informações são da Gazeta.
droga
A reportagem do Novojornal teve acesso a informações de que a propriedade onde o helicóptero pousou para descarregar a droga foi adquirida
recentemente pelo deputado Gustavo Perrella (SDD-MG). Fato confirmado
por sua assessoria de imprensa. Leia comentários.

Lívia Francez escreve no SéculoDiario do Espírito Santo: Segundo o superintendente da Polícia Federal no Estado, delegado Erivelton Leão de Oliveira (foto), na ocasião da aquisição da propriedade houve um churrasco e os participantes comentaram que voltariam no fim do mês. Depois disso o monitoramento começou a ser feito.

delegado

No dia da chegada da droga, os policiais federais fizeram o monitoramento na região em que os suspeitos circulavam em terra. Eles ficaram de campana na mata aguardando a chegada do carregamento. Os suspeitos foram presos no momento em que descarregavam a droga e se preparavam para abastecer a aeronave.
De acordo com o delegado, o piloto alegou ter recebido R$ 60 mil para fazer o transporte da carga de São Paulo para o Estado. O superintendente acrescentou que as investigações vão prosseguir para apurar se as drogas seguiriam do Espírito Santo para outros estados. Além disso, o proprietário da terra adquirida também vai ser investigado. Ele não foi um detido na operação.

Em entrevista ao jornal O Estado de Minas, o advogado de Gustavo Perrella, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, o piloto utilizou indevidamente a aeronave. E disse que a aeronave foi “furtada” da família pelo piloto.
A PF não divulgou o nome dos suspeitos, mas o Estado de Minas reporta que foram presos o piloto Rogério Almeida Antunes, de 36 anos, que é natural de Campinas, São Paulo, o copiloto Alexandre José de Oliveira Júnior, de 26 anos, o comerciante Róbson Ferreira Dias, de 56, e Everaldo Lopes de Souza, de 37.
Já o deputado Gustavo Perrela, em entrevista coletiva na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), disse que ficou sabendo da apreensão pela imprensa e que um boletim de ocorrência foi feito pela família atestando o furto do helicóptero.

Compra de fazenda com ágio de 400% e a constante presença do helicóptero

 por Eduardo Santos
 

Os quatro traficantes presos na localidade de Ibicaba, no município de Afonso Cláudio, na Região Serrana do Estado, com 400 quilos de cocaína com alto teor de pureza, escolheram o local como ponte para o transporte de drogas para Minas Gerais e a Europa. É o que afirmou o major Flávio Pereira Santiago, comandante da 2ª Cia Independente da Polícia Militar. Segundo ele, a compra de uma fazenda avaliada em 100 mil e vendida com ágio de cerca 400%, a movimentação de veículos e pessoas estranhas e a constante presença de um helicóptero na região levantaram suspeita de algo errado estava acontecendo.

Foi então que o serviço de inteligência detectou que pessoas suspeitas estavam fazendo de Ibicaba, rota do tráfico de drogas. “Quando nos deparamos com a situação, nós vimos que não era um simples delito. Era coisa pesada, coisa grande. Decidimos, então, pedir ajuda à Polícia Federal. Montamos uma operação e conseguimos prender os suspeitos”, afirmou o major.

Segundo Flávio Santiago, nenhum dos detidos é do Espírito Santo. O piloto da aeronave contou que trabalha em uma empresa que faz frete aéreo. “Mas nas horas vagas, ele e co-piloto usam a aeronave para trabalhos particulares. Ele contou ainda que foi o amigo que o convidou para fazer essa viagem. Não é comum, essas aeronaves ficarem fazendo voos constantes nessa região. Isso chamou bastante a atenção. Os quatro suspeitos presos foram levados à sede da 2ª Cia e depois transferidos para a sede da Superintendência da Polícia Federal, em Vila Velha. (Folha Vitória)

FlagranteO superintendente da Polícia Federal no Estado, Erivelton Leão de Oliveira, apresentou ontem, em entrevista coletiva, um vídeo que mostra o flagrante da apreensão. Nas imagens, homens desembarcam da aeronave. Um veículo Volkswagen Polo branco e um homem aproximam-se do helicóptero.

Os suspeitos começam a retirar do carro galões de combustível que seriam usados para abastecer a aeronave. Depois, retiram a droga do helicóptero e colocam-na no veículo. E os policiais, de longe, esperam a aeronave ser desligada para se aproximar. Veja vídeo

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Prenderam um grandão do tráfico e ninguém pegou o dinheiro invisível

Tudo do tráfico é invisível. Começa pelo poderoso chefão. E, principalmente, o dinheiro. É um negócio encantado.

Interessante, nenhum primeiro comandante de capital (PCC) mora em palácio encantado. A maioria prefere uma vida franciscana nas favelas. Coisa de santo.

BRA^SC_DDL preso o homem mais rico de Santa Catarina.

Paraguay: Un candidato a presidente vinculado al tráfico de drogas por la CIA

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 murió en un accidente aéreo en la zona de Puerto Antequera, Chaco; había sido vinculado al  armas y contrabando, según publicó Eleonora Gosman en el año 2000.

Se maneja que el accidente fue causado por las condiciones climáticas. La aeronave tenía tres personas a bordo, el piloto, Oviedo y su secretario.

Lino Oviedo es un ex general y político que participó en el golpe de Estado que derrocó al dictador Alfredo Stroessner el 3 de febrero de 1989.  Oviedo murió exáctamente en el aniversario 24 del derrocamiento de Stroessner.

Fue jefe de las Fuerzas Militares en  hasta su arresto, el 22 de abril de 1996. Fue hallado culpable del intento de Golpe de Estado, del magnicidio del vicepresidente Luis María Argaña, de dirigir una masacre contra civiles y de haber incitado a un segundo intento golpista contra el Gobierno paraguayo. Fue condenado por el intento de golpe de Estado de abril de 1996 y posteriormente fue absuelto.

Era la tercera vez que pugnaba por ser presidente de la República del Paraguay

Oviedo y el tráfico de drogas

Una publicación de Eleonora Gosman (San Pablo) reveló, en junio de 2000,  que la CIA había dado a conocer un documento en el que se afirmaba que Lino Oviedo amasó una inmensa fortuna con el comercio ilegal de drogas, armas y contrabando.

La carpeta de 500 páginas de la Central de Inteligencia Americana (CIA) fue entregado a la Comisión Parlamentaria de Investigación del Narcotráfico en el Brasil. Se afirma en el informe que el ex militar es dueño de una fortuna de 1.000 millones de dólares.

En el material se dice que Oviedo fue jefe del cartel de Paraguay —sucedáneo regional del liquidado cartel colombiano de Cali—. Y desde ese puesto se transformó en uno de los principales proveedores de cocaína y marihuana para los mercados de la Argentina y el Brasil.

Gosman manifiesta en su nota que está claro que el carpetón de 500 hojas sólo podría ser producido por la CIA, “que cuenta con los recursos para averiguar vida y obra de quien en algún momento fue un aliado y ahora es un enemigo satánico. El mismo procedimiento utilizaron la CIA y la DEA cuando quisieron sacarse de encima a Manuel Noriega, quien alguna vez fuera la “niña bonita” panameña de los Estados Unidos”.

El documento, que quedó en manos de la comisión parlamentaria brasileña que conducía en ese tiempo el diputado Magno Malta, alude al “enriquecimiento vertiginoso gracias al tráfico de drogas, el contrabando y la corrupción” que quedaron aparentemente enmascarados con actividades legales.

Se dice, por ejemplo, que Oviedo se asoció con militares y políticos paraguayos y con comerciantes brasileños. Pequeñas partes del informe, publicadas por el diario O Globo de Río de Janeiro, indican que el ex militar no sólo distribuía la droga en la región sino que se encargaba de embarcarla hacia Europa y EE.UU.

Revela también que en la frontera entre el Brasil y Paraguay por los estados de Paraná y Mato Grosso do Sul se concentran las mayores operaciones de tráfico y lavado de dinero. Se calculaba, hace diez años, que eran “blanqueados” por ese corredor unos 500 millones de dólares al año.

Según sotenía la Comisión Parlamentaria de Investigación del Narcotráfico en el Brasil, uno de los contactos brasileños de Lino Oviedo era el carioca Luiz Fernando da Costa, más conocido por su alias Fernandinho Beira-Mar.

Las investigaciones, según O Globo, muestran que en 1994, una carga de 7,3 toneladas de cocaína secuestrada en el estado de Paraná, cerca de la frontera con Paraguay, pertenecían a un grupo de narcos vinculados con Oviedo. Esto se lo dijo al diario carioca la diputada Laura Carneiro, miembro de la comisión antidroga brasileña.

El informe de la CIA, entregado —no se sabe cómo ni por quién— a la comisión antinarcóticos, dejó claro que Oviedo se ocupó de desmantelar, durante el tiempo que duró su jefatura en el ejército paraguayo, todas las acciones emprendidas por la policía en la represión al comercio de drogas. Y, según cita O Globo textualmente: “Oficiales de primer nivel entrenados en EE.UU. fueron removidos de puestos clave por presiones de Oviedo”.