A hipótese de que Eduardo Campos tenha sido assassinado e o voto dos justiceiros

Marina-Santa

 

Eu não acredito na teoria da conspiração. Mas os eleitores de Marina Silva estão convencidos, sim, de que Eduardo Campos foi assassinado; e deles, o voto dos justiceiros.

Este clima emocional de vingança foi criado pela mídia e pela alta direção do PSB, partido de Eduardo, e pela Rede, partido clandestino de Marina, nos sete dias da mentirosa trégua de luto pela morte de Eduardo.

“Está claro: o PMDB” 

Escreve Ricardo Mota: “Com um humor de puro mau gosto e um desrespeito sem limites à comoção geral, trataram de encontrar o grande inimigo “que matou” o presidencial: foi o PT, foi o PSDB – assim variou a acusação do maluco ou do picareta de plantão na rede.

Se alguém saiu ganhando com a morte do ex-governador de Pernambuco (politicamente)?

Aí é outra história.

Está claro: o PMDB“.

Ricardo Mota não cita nenhuma vez o partido Rede de Marina Silva, nem o PSB de Beto Albuquerque.

Acusa o PMDB, que faz parte da base aliada de Dilma, apesar das dissidências.

 

PT ASSASSINOU CAMPOS

Propaganda divulgada por Carlos Parrini
Propaganda divulgada por Carlos Parrini

Escreve Carlos Parrini: “Algo estranho aconteceu. O jato que carregava o Eduardo Campos explodiu no ar antes de cair. Alguns fatos não se pode negar: Eduardo Campos seria uma pedra na chuteira do PT ao provocar um segundo turno? A coisa ficou tão feia que tudo foi estilhaçado. Só com testes de DNA poderão reconhecer alguns pedaços de cadáveres que conseguiram achar. Por que Marina Silva que sempre ficou como papagaio de pirata de Eduardo Campos, resolveu não acompanhar o presidenciável? Milagre? Ou a Salvação de Dilma que está no fundo do poço?

 

Como temos falado aqui, Marina Silva sempre foi PT, apenas mudou de partido. A pouco tempo ela falou que no segundo turno, apoiaria a DILMA.

Agora ficou fácil para Dilma pois são duas Petralhas a tirarem votos da Oposição. Foi exatamente como foi feito em 2010. A diferença dessa é que nesse suposto acidente morreram ou foram assassinadas 7 pessoas. Marina Silva não podia morrer pois será a Salvação da Dilma. Vão explorar essa tragédia, colocando Deus no meio e dirão que foi Ele quem salvou Marina. A Petralha conseguirá seus 20 milhoes de votos e, somados com os da Dilma. Sua vitória será fácil e continuaremos com os ladrões dando as ordens no Governo por mais quatro anos.

Que o Eduardo Campos descanse em paz e vele por nós, os otários”.

Carlos Parrini pede o voto de vingança contra Dilma. Que os eleitores promovam o linchamento nas urnas.

AUTO_simanca religião marina bíblia

AS DÚVIDAS LEVANTADAS PELA GLOBO

Perguntas e respostas do G1 (Globo): “O piloto pode ter escolhido o local de colisão?

Pelo que restou da aeronave, especialistas creem que ela “bateu voando”, no jargão aeronáutico. Ou seja, teria havido um impacto muito forte, que não indica o padrão de quem tenta um pouso forçado, gradual, que teria arrasado várias casas no entorno do acidente. O avião atingiu apenas uma casa e abriu uma cratera de cerca de três metros no solo.

A fuselagem pode dar pistas?
Apesar de o impacto ter destruído o jato, ainda é possível analisar as peças do avião com perícia especializada, para saber se explodiu no solo, no ar, entre outros”.

“Bola de fogo”, “bateu voando”, “impacto muito forte” etc são palavras senhas da teoria da conspiração.

 

xalberto Aécio aeroporto avião Marina

A QUEM INTERESSARIA O SUMIÇO DO EX-CANDIDATO DO PSEB?

 

Escreve hoje Arnaldo Bloch: “(…) uma hipótese literalmente explosiva está a rondar o ambiente eleitoral, embora não se esteja dando atenção a ela, atropelada pela reta final da disputa: a de que Eduardo Campos tenha sido assassinado. Foi?

Por mais baixa que seja a probabilidade de atentado, ela é infinitamente superior, por exemplo, à chance de Jim Morrison estar vivo numa fazenda no Texas, dados os absurdos que cercam a tragédia. Por exemplo, como é que não se acha a documentação de um jato de ponta, a serviço de todos os deslocamentos de um importante candidato? Quando é que, na história da aviação, um piloto se esquece de ligar a caixa preta? E a bola de fogo, sem vestígios de que a aeronave bateu? E a trajetória da queda, incomum nas condições estudadas?

A tese de atentado deverá ficar nos anais como tantas outras mortes suspeitas de políticos de calibre incômodo, caso da tríade JK/Jango/Lacerda. Mesmo assim, não é sem utilidade, ainda que no terreno ficcional, indagar: a quem interessaria a execução de Eduardo Campos, se o improvável se confirmasse? No terreno imaginário das motivações “puras”, tanto Dilma (e/ou o PT) quanto Marina estariam no páreo.

Na primeira hipótese, Campos despontava como nome de potencial eleitoral meteórico para o médio prazo, situado numa esquerda moderada e dono de uma aura de renovação pela qual o país anseia há décadas. Ainda que Dilma se reelegesse, a chance de, em 2018, virar-se de fato uma página na História, interrompendo com eloquência o projeto de poder petista, era altíssima.

O queixo de Mussolini
O queixo de Mussolini

Campos tinha pinta de colosso em formação. Em certas fotos, como a de recente capa da ‘Veja’, enxerga-se nele o ‘queixo de grande estadista’ comum a Kennedy, De Gaulle e Getúlio.

Mas o PT seria capaz de matar? Os defensores dessa tese recorreriam ao caso Celso Daniel e a outras sombras que até hoje pairam sobre a chamada República de Ribeirão Preto.

marina enterro 2

Já a hipótese de que o advento de atentado interessaria a Marina soa dolorosa e sacrílega. Como é que uma senadora comprometida com a causa ambiental, temente a Deus, e a quem Campos resgatou quando estava impossibilitada de concorrer, seria capaz de tal cogitação?

Os imbuídos da corrosiva teoria, contudo, não deixariam de notar que Marina, em profundos luto e tristeza, estava a postos para ocupar rapidamente o lugar da vítima. As reuniões e articulações não tardaram, e ela aceitou, com presteza, quiçá avidez, o convite. Se não é proibido nem absurdo Marina concorrer agora, não seria, tampouco, nenhuma ofensa se ela tivesse declinado, modesta que é (é?) para deixar claro que aquele lugar era de Campos, assim como as ideias, e adiasse seu calendário de poder para um timing mais ético.

Os mais radicais irão mais longe e dirão que, seguidora da corrente neopentecostal (que abriga o núcleo duro do fundamentalismo cristão contemporâneo), Marina estaria apenas dando sequência à vontade divina de construir a comunhão do mundo.

De resto, imerso no ambiente dos líderes da disputa, não consegui, a tempo, montar uma hipótese de motivação assassina para Aécio e o PSDB, ainda que os tucanos devam ter dado lá os seus tiros no pé. Aceito, em nome da boa ficção, sugestões, razoáveis ou insanas.

É vital, porém, considerar, num terreno bem mais plausível, que, na possibilidade de falha humana, os péssimos hábitos da atual aviação, os turnos dobrados e as bizarras relações que regem os contratos entre políticos e prestadores de serviços sejam os verdadeiros culpados do que aconteceu. E isso incluiria o PSB. E, em trágica ironia, a própria vítima, no rol de suspeitos, ainda que involuntários.

Felizmente, teorias da conspiração são apenas teorias e, ao contrário do que disse Waly, os paranoicos não estão sempre certos. Marina, com certeza, está só e modestamente cuidando de fazer da obra de Campos um legado pela grandeza do Brasil, Dilma é uma mulher honesta (como diria Marco Antônio, em Roma, todos o são…), e o PT não chegaria a tal extremo, apesar das distorções que a História provoca nos grandes conglomerados políticos”.

Luscar
Luscar

Arnaldo Bloch escreve uma página de humor negro. Mas escondeu que o “queixo de grande estadista” era o símbolo de Mussolini, assim como o bigodinho representava Hitler.

Neste Brasil dos cacutus ladrões, prefeitos são assassinados pelos agiotas que emprestaram dinheiro para a campanha eleitoral (só no Maranhão existem quatro máfias, uma delas matou o jornalista Décio Sá), pelos vice-prefeitos, pelas empreiteiras e prestadoras de serviços.  Matam, inclusive, os prefeitos honestos. Em cada Estado, pós-ditadura, são dezenas de prefeitos trucidades, inclusive em São Paulo.

Interessante esta tese de que Dilma pode ser suspeita pelo que não tem de parecência  com Marina, a dolorosa, a evangélica, a viúva em “profundos luto e tristeza”. É! culpar Marina “soa dolorosa e sacrílega”, santa que é, que nunca pecou contra o Quarto Mandamento. E “a hipótese de que o advento de atentado interessaria” a Dilma?

Concordo com Arnaldo Bloch: “Uma hipótese literalmente explosiva está a rondar o ambiente eleitoral, embora não se esteja dando atenção a ela, atropelada pela reta final da disputa: a de que Eduardo Campos tenha sido assassinado”.

Quem mantém esta certeza macabra, incrustada na cabeça e no coração, vota emocional, desorientado e fanaticamente, em Marina. É o voto justiceiro. O voto de vingança.

 

AUTO_dalcio urna propaganda fúnebre Marina

 

 

Presentado en Berlín un documental sobre la España de hoy

por Rafael Poch

Con su documental “Los Colonos del Caudillo”, mostrado en pre-estreno en Berlín, los cineastas Lucía Palacios y Dietmar Post han ofrecido este domingo un espejo a la sociedad española. Precisamente cuando ésta se adentra en lo que parece va a ser la tormenta perfecta de la eurocrisis, con una triple discusión nacional ya en marcha, sobre el recorte y la estafa social, sobre los nacionalismos y su convivencia en el reino, y sobre su dramática historia.

Pocas veces llega una película tan a propósito de los tiempos. Quizá por eso este documental de referencia ha sido, de momento, excluido de todos los festivales cinematográficos españoles en los que se ha presentado.

Con “Los Colonos del Caudillo” los autores lanzan una “doble mirada” a unos de los 300 pueblos nuevos creados por el régimen en los años cincuenta y sesenta, fundamentalmente en Castilla y Extremadura, para abonar la hoja de parra de su dimensión “social” falangista. El resultado una especie de Koljoz manchego del que la mayoría de los beneficiados huyeron en cuanto la emigración, bien a la España desarrollada, bien a Europa, abrió la perspectiva de una vida más libre y desahogada. Cincuenta mil familias participaron en aquellas obras sociales dirigidas por el Instituto Nacional de Colonización inspirado en la Italia de Mussolini, con el objetivo de potenciar, “al hombre antiurbano y antiobrero, apegado a la tierra, temeroso de Dios y devoto al régimen, del cual es deudor de todo: casa, tierra y trabajo, todo bajo control del partido”.

El documental narra, sin música ni efectos, la historia de Llanos del Caudillo (Ciudad Real). Su mirada es doble, porque Palacios nació en un pueblo de los alrededores y lidia con lo familiar y conocido, mientras que Post aporta la estupefacción y el asombro del foráneo ante el crudo universo ibérico. Hay una sucesión de entrevistas a los vecinos del pueblo, sus autoridades (alcaldes, curas y maestros), así como las suficientes excursiones al contexto, de la mano, entre otros de Felipe González y del ministro falangista José Utrera Molina, como para que el espectador, independientemente de su nacionalidad y nivel de información se pregunte: ¿Qué es España hoy?, ¿Cómo es posible que haya tantas contradicciones? Es decir la pregunta con la que está incubando la actual tormenta perfecta de incierto resultado y que, por lo visto, va a poner a prueba nuestra calidad como sociedad.

Solo en La Mancha quedan 800 calles dedicadas a José Antonio Primo de Rivera y 500 a Franco. Los Llanos del Caudillo, uno de la docena de pueblos celtíberos que aún lleva el nombre del Insigne, no quiere cambiar su nombre. El alcalde, Santiago Sánchez, ya lo intentó en un referéndum de 2003, y perdió. Una de las escenas más deprimentes del documental es cuando se le pregunta a una clase de niños del pueblo sobre la conveniencia o no de cambiar el nombre: 12 de los 13 niños son partidarios de mantener al caudillo.

Poco importa que una mano guerrillera transforme el rótulo de entrada al pueblo, tachando la elle y la ese de “llanos” y convirtiendo su nombre en un anarco “Ano del Caudillo” porque estamos ante algo más que una broma: el drama miserable de un país que no ha hablado de su historia, que tiene en sus cunetas 115.000 desaparecidos, cien veces más que los del Chile de Pinochet y trece veces más que los 9000 de la pesadilla militar argentina. Un país que creía haber hecho una “modélica transición” y que hoy, sometidos aquellos narcisismos a las actuales terapias de choque, se asombra al verse tan fea ante el espejo de su triple crisis, con su flamante democracia evidenciada como corrupto y tradicional neocaciquismo ibérico, su juez Garzón inhabilitado, y sus nacionalismos coqueteando con la ruptura. Leer más 

La extrema derecha no para de avanzar

 

La derecha, según la RAE, es el conjunto de personas que profesan ideas conservadoras, es decir, favorables a la continuidad en las formas de vida colectiva y adversas a los cambios bruscos o radicales. Si estos hacen apología de sus valores mediante medidas totalitarias, son considerados de extrema derecha o incluso fascistas.
En conclusión, la derecha representa una extensa amalgama ideológica que va desde la centro derecha al fascismo, pasando por otras fórmulas puramente derechistas.

 

Analizando Europa, la mayoría de países europeos está experimentando un auge de la derecha, sí…pero también de la extrema derecha. En total, más de una treintena de parlamentarios representan a partidos de extrema derecha: ocho de la Liga Norte (Italia), cuatro del Partido de la Libertad (Holanda), tres del Frente Nacional (Francia), tres de Jobbik-Hungría Mejor (Hungría), dos de Interés Flamenco (Bélgica), dos del Partido Popular (Dinamarca), dos del Partido Liberal (Austria), dos de la Unión Nacional de Ataque (Bulgaria), dos del Partido de la Gran Rumanía (Rumanía), dos de Concentración Popular Ortodoxa (Grecia), dos de Orden y Justicia (Lituania), uno de Verdaderos Finlandeses (Finlandia), uno del Partido Nacional Británico (Reino Unido) y uno del Partido Nacional Eslovaco (Eslovaquia).

 

En algunos casos, como recientemente en Hungría,supuestos partidos “liberales” como la Fidesz, ejercen actos parecidos a la extrema derecha, aunque no se consideren tal. Es el caso de la abolición del derecho a la huelga en su constitución. Poco a poco la derecha se va aficionando a reformar constituciones, o a imponer unas nuevas que se adaptan a “los nuevos tiempos”.
¿Por qué en España a estas alturas no está representada la extrema derecha en el Congreso? La respuesta, según  la Sociedad Austriaca para el Asesoramiento y el Desarrollo Políticos analiza que en España -pero también en Gran Bretaña- los partidos conservadores tradicionales cubren suficientemente el ámbito a la derecha, de modo que su ideología es tan abstracta que abarca en su seno a la extrema derecha y el populismo.

 

(Transcrevi trechos do Afonia Social)

Los delitos contra la humanidad, ni prescriben, ni son amnistiables

por Virginia Díaz

Cartaz de propaganda do franquismo
Cartaz de propaganda do franquismo. Viva Itália de Mussolini. Viva Alemanha de Hitler. Viva Portugal de Salazar

… una cuestión de fondo de trascendencia mucho más profunda para la sociedad en su conjunto y que afecta a la esencia de la defensa de los derechos humanos entendidos como bienes protegidos universalmente.

… el Tribunal Supremo aborda las cuestiones relativas a la calificación penal de los crímenes del franquismo, a la competencia de los tribunales españoles y a la vigencia y aplicación en el momento de la comisión de los hechos de los Convenios y Pactos de Derecho Internacional y a la Ley de Amnistía.

… seguimos afirmando que nos encontramos ante la comisión de los delitos más graves que pueden ser cometidos contra  hombres y mujeres, y que éstos gozan de la mayor protección por parte de la comunidad internacional y ello, por si solo, obliga a los países democráticos a intervenir, garantizando la investigación de los hechos, la persecución de los responsables y el resarcimiento a las víctimas.
            Así, la propia sentencia recoge, a pinceladas, la doctrina opuesta a la aplicada por el Alto Tribunal relativa a la fuerza expansiva de los derechos humanos que hace posible la condena por delitos contra la humanidad,  desde cualquier país y por cualquier tribunal, con independencia de donde se hayan cometido los terribles crímenes, precisamente, por el carácter universal que tiene la protección de estos derechos. Ello es lo que lleva a que los tribunales españoles hayan conocido, perseguido y condenado a los autores de crímenes contra la humanidad cometidos por los militares y todos los miembros de la cadena de mando en Argentina, durante la dictadura que asoló ese país. Difícil de entender para las víctimas y los defensores de derechos humanos que en esos casos si son competentes los tribunales españoles, y no lo son para conocer de los crímenes cometidos en nuestro país desde el golpe militar de 18 de julio de 1936, hasta años después de la muerte del Dictador Franco. Los problemas jurídicos planteados son muy parecidos, prácticamente idénticos.
            Desde esta premisa, lo que nosotros hemos mantenido es que existen pruebas evidentes de que en España, tras el golpe militar, ilegal y anticonstitucional, se produjo una guerra civil prolongada durante casi 3 años y una feroz dictadura que reprimió durante 40 años – y algunos más tras la muerte de Franco-, a la población civil mediante asesinatos, torturas, desapariciones…, con el fin de acabar físicamente con una parte de la población: aquella que era contraria a los objetivos pretendidos por los golpistas y criminales.
            Ello despeja las cuestiones de prescripción y amnistía, pues los delitos contra la humanidad, ni prescriben, ni son amnistiables. Y ello lleva también a la aplicación del Derecho Internacional -incluido el derecho consuetudinario internacional  (cláusula Martens y principios de Nuremberg)- con lo que el hecho de que los delitos se hayan cometido con anterioridad a la aprobación de la Declaración de Derechos Humanos y de los Convenios y Tratados que la desarrollan, no es impedimento para su aplicación. Recordemos -como hace la sentencia- que el art. 15 del Pacto Internacional de Derechos Civiles y Políticos de 1966 (ratificado por España en 1977) establece, tras asegurar el principio de irretroactividad de las leyes, que: “el presente artículo no impedirá el juicio o la condena de una persona culpable de una acción o de una omisión que en el momento de su comisión, constituía delito según los principios generales del derecho reconocidos por las naciones civilizadas”. 
Esos principios generales son los que se aplicaron en Nuremberg para condenar a todos los nazis responsables de los crímenes (sin que se pudiera alegar la inexistencia de norma positiva cuando se cometieron los hechos, ni el principio de obediencia debida a los mandos, estableciendo toda la responsabilidad criminal de todos los intervinientes en la cadena de mando); y lo que ha producido, también, que se dicte en nuestro país una sentencia condenatoria contra el capitán de marina argentina Scilingo, aunque  cuando la comisión de los hechos por él perpetrados no existía el do delito de lesa humanidad. Por eso se le condena por los crímenes cometidos dentro del contexto de delitos contra la humanidad porque, de otra manera, hubiera sido imposible su condena y el Tribunal Supremo consideraba que la gravedad de dichos delitos no podía quedarse sin sanción penal por esta razón. Y esa condena, y esos argumentos, los utiliza el mismo Tribunal Supremo de nuestro país  pero ahora en sentido contrario, alegando la inexistencia de delitos que puedan ser encajados dentro del contexto de delitos contra la humanidad y llevándolo al terreno de delitos “comunes” que como tales, han prescrito y, además, en ningún caso. podría existir condena al no existir tipificación del delito en la época en que se cometieron (vulneración del principio de legalidad). Es decir, para nuestro Alto Tribunal, los asesinatos, secuestros, torturas, desapariciones…, perpetrados durante la dictadura franquista desde el golpe militar de 18 de julio de 1936, no son delitos de lesa humanidad, pero si se cometen en Argentina, si lo son.
La Comisión de Derechos Humanos de Naciones Unidas, en su resolución de 21 de abril de 2005, establece que no se puede conceder amnistía a quienes hayan cometido violaciones de derechos humanos y del derecho internacional humanitario que constituyan delito.
Por lo tanto, las víctimas, las asociaciones de derechos humanos y  los organismos internacionales de derechos humanos, no acuden a los tribunales sólo en busca de la verdad, acudimos a ellos porque sólo en sede judicial y sólo a través de la intervención de los tribunales y de la aplicación de las leyes penales en materia de derechos humanos, podemos llegar al resarcimiento de las víctimas, a levantar el manto de la impunidad y a conseguir los tres objetivos que cualquier país civilizado debe anteponer para completar su sistema democrático de valores y derechos: la justicia, la verdad y la reparación. Esta sentencia es un nuevo retroceso en el avance y consecución de la defensa de los derechos humanos.”
(Transcrevi trechos)

Itália. Os olhos do povo e a imprensa caolha

Basta uma charge para desmascarar a farsa da imprensa dos banqueiros:

Uma questão de foco

Inimigo do povo, o jornalista hoje faz o mesmo serviço sujo da polícia

A polícia deu a foto repetida pela imprensa dos banqueiros
A polícia deu a foto repetida pela imprensa dos banqueiros
Uma única foto e o pensamento único
Uma única foto e o pensamento único
Uma repetência que não convence
Uma repetência que não convence
Repetição é propaganda
Repetição é propaganda
A reprise da mesma foto
A reprise da mesma foto
A volta de Mussolini
A volta de Mussolini

Herói assassino

por Sebastião Nery

LIBIA
(trechos)

A Líbia é um misterioso pedaço do outro mundo. Numerosas tribos andarilhas de beduinos negros caminhando no deserto escaldado, com seus camelos tortos e vivendo em acampamentos. Tinham apenas o deserto amarelo e abrasado, os camelos de lombo duplo e o horizonte sem fim.

Nos romances e filmes sobre os tempos de Cristo, como “Ben Hur”, “Barrabás”, havia sempre soldados líbios prisioneiros, grandes e luzidios negros fortes, gladiadores que lutavam até o ultimo instante, valentes e enormes, que acabavam sangrados, nas farras oficiais dos Césares.

Os gregos ocuparam. Depois, egípcios, romanos, turcos, otomanos. Há ruínas e restos surpreendentes de civilizações, como a cidade romana de Lepsis, bem preservada. E chegaram alemães, italianos. Em 1936 Mussolini pôs 400 mil soldados para dominarem 800 mil habitantes. Não conseguiu.

***
EUA

Depois da 2ª Guerra, em 1951, ingleses e americanos puseram lá um rei de mentira, Idris I, para explorarem o país. Em 61, a Esso descobriu petróleo. Um povo miserável sentado em cima de uma riqueza fantastica.

Não podia dar certo. Os jovens tenentes da Academia Militar de Bengazi criaram o grupo “Oficiais Unionistas Livres” para tomarem conta de sua terra e seu povo, depois de três mil anos de ocupação e escravidão. Eram quase meninos liderados por um jovem tenente de 27 anos, Kadafi, que estudou 2 anos em Londres. O projeto era expulsar os invasores que mandavam no rei e tinham forças militares poderosas, com aviões ultra-modernos e a maior base norte-americana fora dos Estados Unidos.

***
KADAFI

Em 1º de setembro de 1969, os tenentes de Alá desencadearam a “Operação Jerusalém”, derrubaram o rei, expulsaram os americanos, ingleses, italianos, fecharam a base americana, nacionalizaram os bancos e empresas estrangeiras, sob a liderança de um “Conselho do Comando Revolucionário”, dirigido por Kadafi e mais onze, todos mais jovens que ele.

Era a “Revolução do Al Fatah”, sob a inspiração do herói nacional Omar Al-Moukhtar, que em 1936 foi fuzilado por resistir à invasão de Mussolini, lutando “pela Libia, pelo Arabismo e pelo Islã”. Em 1969, ninguém foi fuzilado ou enforcado. Todos os estrangeiros expulsos do país.

***
O “BUNKER”

Fui ver a casa de Kadafi, no centro de Trípoli. Disseram que era uma casa comum, em um bairro popular. Mentira. De fato, uma fortaleza, em um bairro popular. Um enorme quarteirão, cercado de muros altos, sistema de defesa completo, TV e foguetes para defesa. Dentro, casas onde vive a guarda com suas famílias, roupas nas varandas. E o “bunker” de Kadafi no centro. Três andares ligados por escadarias e elevador, varios quartos, a suite dele, imensa, escritórios. Vivia lá com a mulher e oito filhos.

Uma noite, dezenas de aviões americanos mergulharam sobre a casa e bombardearam. Se estivesse em casa teria morrido. Os tiros atingiram sobretudo os quartos, as salas, arrasando tudo. Um caça americano foi derrubado no quintal, outros perto do mar. Kadafi não estava. Ou estava no subsolo, com a família. A menina Ana, de dois anos, morreu, no quarto. A mãe, na cozinha, salvou-se. Hoje Kadafi vive em um “bunker” no deserto.

Agora, 42 anos depois, o herói da libertação da Líbia em 69 tornara-se um ditador corrupto, histérico, genocida, assassino de seu povo.