Minha professora, meu primeiro amor

BRA jornal notícia agora assédio professor estudante

“Elas, alunas. Eles, professores. Ambos, partes de uma relação que, em alguns casos, confunde as barreiras do profissional e do pessoal. O G1 deixou de lado as histórias de amor entre alunos e professores que terminaram com um final feliz para mostrar um lado obscuro dessa relação: o de alunas que se sentiram assediadas por seus professores”, escreve Naiara Arpini. Leia aqui

A História ensina, pelos casos mais célebres, as paixões dos alunos pelos professores. Do jovem Alcebíades por Sócrates. De Heloísa (17 anos) por Abelardo (36 anos).

Eu tinha dez anos quando me apaixonei por minha professora do admissão.

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Que outros prefeitos sigam o exemplo: SP ganha primeiro prédio de moradia popular para abrigar artistas com mais de 60 anos

Palacete dos Artistas faz parte do projeto da Prefeitura de ocupação do Centro de São Paulo (Foto Olivia Florência/ G1)
Palacete dos Artistas faz parte do projeto da Prefeitura de ocupação do Centro de São Paulo (Foto Olivia Florência/ G1)

Que sejam contemplados todos os artistas. Incluídos os poetas, os escritores, os escultores, os arquitetos, os jornalistas

 

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, inaugurou o edifício Palacete dos Artistas, destinado a moradia popular de artistas com mais de 60 anos e renda familiar de um a três salários mínimos.

Os 50 artistas beneficiados terão que pagar de 10% a 12% da renda mensal deles pelo apartamento. O contrato será renovado a cada quatro anos.

O imóvel permanecerá como propriedade pública. “Uma locação social a um preço bastante módico para permitir que o prédio seja sempre destinado a artistas que dependam de locação”, explicou Haddad.

Os 50 apartamentos são destinados a entidades como Sindicato dos Artistas, Movimento de Moradia dos Artistas e Técnicos, Cooperativa Paulista de Teatro, Associação Cultural de Condomínio dos Artistas e Técnicos, Ordem dos Músicos, Balé Stagium, GARMIC (Grupo de Articulação para Moradia do Idoso da Capital) e Associação Nova Conquista.

A idéia do prefeito Haddad é louvável e exemplar, e outros prefeitos e, inclusive, governadores deviam realizar o mesmo feito, que para isso existem secretarias de Cultura e Habitação em todos os Estados e Municípios.

POETAS MORREM DE FOME NO BRASIL DA DEGRADAÇÃO CULTURAL

O estigma da pobreza dos artistas é universal. Basta lembrar que, na Europa, morreram na miséria os pintores Van Gogh e Modigliani. No Brasil, colonizado Brasil, o índice de leitura é a cara da TV Globo. O índice de leitura dos brasileiros é de quatro livros por ano. Não há como viver de literatura.

Raros os escritores que conseguem viver no Brasil, exclusivamente, da venda de livros. A 14ª edição do reality show Big Brother Brasil, exibida de 14 de janeiro a 1 de abril de 2014, ofereceu um prêmio de R$ 1,5 milhão para o participante vencedor. Um poeta jamais conseguirá tanto dinheiro em toda sua vida de poesia.

Mas a pobreza não é exclusividade de nenhuma arte. E um programa de moradia precisa beneficiar todas as artes. Todas.

In Wikipédia: A numeração das artes refere-se ao hábito de estabelecer números para designar determinadas manifestações artísticas.

1ª Arte – Música (som);
2ª Arte – Dança/Coreografia (movimento);
3ª Arte – Pintura (cor);
4ª Arte – Escultura/Arquitectura (volume);
5ª Arte – Teatro (representação);
6ª Arte – Literatura (palavra);
7ª Arte – Cinema (integra os elementos das artes anteriores)

MORADIA PARA  OS CANTORES DE RÁDIO E TELEVISÃO

Vender 500 mil discos pode render algumas capas de revistas e assédio dos fãs, mas vale lembrar que glamour nem sempre paga contas – nem mesmo o aluguel. Após fazer sucesso entre as décadas de 70 e 80, o cantor Raimundo José volta a sorrir. O motivo não é a música, mas a inauguração do Palacete dos Artistas, um prédio no centro de São Paulo (SP) que foi reformado para ser a casa de 50 artistas com mais de 60 anos, – entre eles, Raimundo.

Localizado na Avenida São João, a poucos metros do cruzamento com a Avenida Ipiranga, o prédio, construído em 1910, era o antigo Hotel Cineasta e estava há anos abandonado. Após um investimento, por parte da Prefeitura, de R$ 8,2 milhões – sendo R$ 4,2 milhões gastos apenas com a desapropriação do edifício – e dois anos de reforma, os apartamentos de 40 metros quadrados estão prontos para serem habitados. Os moradores são músicos, cantores, atores e diretores de teatro com mais de 60 anos, renda de até três salários mínimos e que estejam ligados a entidades como o Sindicato dos Artistas e o Movimento de Moradia dos Artistas e Técnicos.

A Prefeitura possui outros três prédios no centro da cidade, um deles já em reforma, e outros 31 edifícios que estão em processo de desapropriação. “Este é o reencontro da cidade com seu centro histórico”, afirmou o prefeito Fernando Haddad durante a inauguração do Palacete dos Artistas.

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O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, na inauguração do edifício Palacete dos Artistas, em 12 de dezembro de 2014. Fotos Fabio Arantes
O prefeito de São Paulo Fernando Haddad na inauguração do edifício Palacete dos Artistas, em 12 de dezembro de 2014. Fotos Fabio Arantes

Empetur paga caro para fazer um carnaval sem a cara de Pernambuco

Caboclinhos
Caboclinhos

Desculpem o trocadilho. Ninguém sabe quanto as prefeituras e o governo do Estado investem no nosso autêntico Carnaval, realizado por clubes e troças e grupos folclóricos que divulgam o frevo, o maracatu, a ciranda, o coco, os caboclinhos, entre outros ritmos.

Jamildo Melo denuncia: Entenda porquê artistas nacionais vão às lágrimas, como Fafá de Belém, ao falar do Carnaval de Pernambuco

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Acrescenta Jamildo: “No Carnaval de Pernambuco, a Empetur está dando uma força para as bandas de fora para que toquem no interior. Os gastos parciais foram compilados com base no Diário Oficial de Pernambuco e a relação dos principais contratos. Curiosamente, o Maestro Spok, homenageado do Carnaval do Recife, só recebeu um contrato para tocar fora do Recife. O seu cachê de apenas R$ 35 mil é mais barato que o show de Waleska Popusuda no Baile dos Artistas”.

Essa gente vai descaracterizar o Carnaval interiorano. Que as cidades têm seus carnavais típicos, como Nazaré da Mata com o Maracatu Rural, Bezerros com os Papangus, Pesqueira com o Carnaval dos Caiporas, Triunfo com o Carnaval dos Caretas.

 

Maracatu Rural
Maracatu Rural
Caiporas, foto de Ricardo Moura
Caiporas, foto de Ricardo Moura
Papangus
Papangus
Caretas
Caretas

A variedade de ritmos, de manifestações carnavalescas representa uma diversidade que enriquece nossa Cultura. Basta o exemplo de que o Carnaval do Recife é totalmente diferente do Carnaval de Olinda.

Os shows patrocinados pela Empetur visam uma unicidade que corrompe em todos os sentidos do termo. Corrompe o comportamento do povo, nossos costumes, marginalizam os grupos folclóricos, principais responsáveis pela autenticidade do Carnaval pernambucano, festa do povo, feita realizada e patrocinada pelo povo, que o dinheiro dos governos estadual e municipais o rei Momo não sabe bem o destino.

 

 

 

 

Escreve Moacir Japiassu

Moacir Japiassu2

 

Chance & risco
Chamada de capa do UOL:

Estocar água
eleva chance de
afogamento
infantil em casa

Janistraquis só não deu risada porque o assunto é sério:

“Para o redator do UOL, se você encher um balde grande e não providenciar cerca de proteção, terá boa chance, ou seja, terá ótimas possibilidades de ver um filho morto. Note bem: o comprador do balde não corre o risco de afogar a criança, só aumenta a chance da tragédia… Pois se eu fosse diretor do UOL, o responsável pela chamada seria escalado para cobrir baile gay na terça-feira de Carnaval!!!”

 

Céu e inferno

Por sugestão do considerado Elio Gaspari em sua coluna, Janistraquis visitou o endereço do YouTube abaixo reproduzido e adorou a “campanha eleitoral” de Maviael Melo, compositor, poeta, cantador e cordelista pernambucano.

 

Samba-enredo

Mais uma do nosso Roldão, em carta publicada na Folha de quinta-feira, 12/2:

Um fantástico patrimônio cultural brasileiro –a música de Carnaval– vem sendo desprezado. Explico: as músicas de Carnaval, com harmonia e melodia, acabaram. Há mais de 50 anos, só existe o samba-enredo, que é uma batucada, uma marcha acelerada para apressar o desfile.

 

(Transcrevi trechos. Leia mais)

SÓ TROCARAM AS MOSCAS

por Gilberto Prado

 

Amarildo
Amarildo

Wesley Safadão, Nando Reis, Jota Quest, O Rappa, Del Rey e Tiesto, contratados para o Carnaval do Marco Zero. Só pergunto. Esse pessoal tem alguma identidade com o evento? Será que o Recife trocou “seis por meia-dúzia”, substituindo os Joãos (Paulo e da Costa) pelo atual prefeito? Como é triste ser enganado. O “monturo é o mesmo”.

 

 

 

Mundial ou festinha de infantário?

 

Jennifer Lopez
Jennifer Lopez
Cláudia Leite
Cláudia Leite

por Andréia Azevedo Soares

Público/ Portugal

 

 

Apesar de ser brasileira, não entendo nem gosto de futebol. Mas gosto muito de Mundiais de futebol, sobretudo quando estes campeonatos acontecem no país onde nasci. Como estou sem televisão em casa (esta história fica para outra crónica), tive de acompanhar a cerimónia de abertura através das redes sociais e de links manhosos (obrigada, amigos!). E ainda bem que assim foi. Ver em directo aquele espectáculo sofrível teria sido ainda mais traumatizante. Pessoas vestidas de relva? Gotinhas d’água saltitantes? Flores dançantes? Mas isto é o Mundial ou uma festinha de infantário para os pais aplaudirem?

O que senti foi vergonha. Aquilo foi tão mau que uma hora após o encerramento já circulavam pela Internet memes e piadas. Depois de todas as polémicas e confusões que ensombraram o arranque do Mundial, não dava para ter preparado pelo menos uma apresentação com a beleza e a energia a que os Carnavais nos habituaram? Caramba, era só dar aos carnavalescos um terço do orçamento entregue à belga Daphne Cortez que eles davam conta do recado. Como assim a Jennifer Lopez e companhia a cantar num playback sem sincronia sobre uma bola transformada em casca de banana? Eu não estou nem a comentar o facto de a plataforma elevatória não ter funcionado (isso acontece), refiro-me mesmo ao mau gosto, ao repisar de um sem-número de estereótipos que não fazem justiça à criatividade e diversidade do Brasil. Índios e baianas? Não havia nada menos óbvio para representar o país?

Havia. Um bom exemplo até estava em campo mas quase ninguém viu : uma tecnologia criada pelo neurocientista Miguel Nicolelis permitiu a um paraplégico dar o pontapé de saída do Mundial. Tudo graças a um exoesqueleto (ou seja, um esqueleto externo), uma estrutura metálica que recebe as “ordens” do cérebro do paciente e as transforma nos movimentos desejados. Vocês leram bem: Juliano Pinto, 29 anos, paralisado da cintura para baixo, levantou-se da cadeira de rodas e chutou uma bola em pleno estádio. Passou despercebido e até se entende o porquê: é muito difícil competir com pessoas vestidas de vegetais coloridos.

 

 

Margaret Thatcher, inspiradora de canciones

Nos habíamos odiado tanto

margaret mt

por Gonzalo Curbelo

La madre de la concepción actual del capitalismo (verhttp://ladiaria.com.uy/ACGa y http://ladiaria.com.uy/ACGb) falleció, generando reacciones de insólita alegría ante la muerte de alguien que muchos consideran una figura clave (en el sentido positivo) de la historia del siglo XX. Entre sus panegíricos, una columna de David Mathieson en El País de Madrid de ayer, titulada “La dama y los Sex Pistols”, sostiene: “La exprimera ministra supo conectar con una generación que estaba harta de una élite política que parecía incapaz de entender un mundo nuevo”. Una opinión un tanto polémica si se tiene en cuenta el material lírico que inspiró en los músicos de dicha generación de ingleses, y que casi constituiría un subgénero caracterizado por la violencia casi brutal del rechazo producido por su figura. Ya en 1980, a sólo un año de haber asumido como primera ministra, el grupo new wave The Beat (en absoluto una banda particularmente politizada) estaba cantando su hit “Stand Down Margaret” (bajate, Margaret) y dejando en claro la poca gracia que les hacía la filosofía que la líder conservadora estaba promulgando.

Posiblemente las quejas más conocidas -y de las más tempranas del rock británico con respecto a Maggie en el Río de la Plata fueron las de Roger Waters en el disco de Pink Floyd The Final Cut (1983), un disco que se puede considerar una extensa protesta pacifista en relación a la Guerra de Malvinas, que Waters definió como “el réquiem del sueño de posguerra”, imaginándose un asilo (“The Fletcher Memorial Home”) en el que se internara a Thatcher junto a demás “tiranos y reyes” contemporáneos como Leonid Brezhnev, Menachem Begin, Leopoldo Galtieri y Ronald Reagan. Pero en las Islas Británicas las reacciones líricas eran aún más furiosas.

Como era de esperar, los punks ingleses (y ni hablar de los irlandeses) la convirtieron en el símbolo de todo mal, utilizándola como figura automática contra la que despotricar. Si la primera generación de punks había más bien ignorado en los 70 a la figura del anterior primer ministro, el laborista James Callaghan, sus epígonos arremetieron con saña contra su sucesora, algunos en forma primaria -los Exploited y su “Maggie (You Cunt)”- y otros desde una óptica de militancia política más orgánica -Crass y su “How does it feel to be the mother of a thousand dead?” (¿cómo se siente ser la madre de 1.000 muertos?). Durante el primer lustro de los 80 era rara la banda de punk inglés que no tuviera a Thatcher en alguna de sus portadas, e incluso los apolíticos metaleros de Iron Maiden la dibujaron (vestida de militar y a punto de robar a la mascota de la banda, Eddie) en la tapa de su simple “Women in Uniform”. Pero si las reacciones de los punks ante Margaret Thatcher eran tan brutales como su música, éstas se quedarían cortas en relación a la virulencia lírica que le dedicarían músicos en apariencia más serenos.

Viva la muerte

No fueron los politizados The Clash quienes retomarían la ofensiva lírica contra Thatcher -aunque muchos interpretaron los versos en castellano de “Should I Stay or Should I Go” como una alusión a la Guerra de Malvinas-, sino el apasionado pero delicado Morrissey, ex cantante de The Smiths, quien le dedicó la primera de las varias canciones en las que no sólo rechazaban la figura de Thatcher, sino que le deseaban la muerte en forma explícita y violenta. “Margaret on the Guillotine”, un tema breve y etéreo de su primer disco, Viva Hate (1988), resumía sus sentimientos de la siguiente manera: “La gente amable / tiene un sueño maravilloso: / Margaret en la guillotina./ Porque la gente como vos / me hace sentir tan cansado. / ¿Cuándo vas a morirte? / Y la gente como vos me hace sentir tan viejo por dentro. / Por favor, morite. / Y, gente amable, / no se guarden ese sueño. / Háganlo real. / Hagan el sueño real”.

No fue el único en sentirse así; Elvis Costello, quien ya era uno de los compositores más populares de Reino Unido, escribió, imaginándose un día como el de ayer, la poderosa “Tramp the Dirt Down” (1989), en la que le dedicaba algunos de los versos más furiosos y directos de toda su obra: “Bueno, espero no morir muy pronto. / Le rezo al Señor que salve mi alma. / Oh, seré un buen chico, / estoy tratando con todas mis fuerzas portarme bien / porque sé que hay una cosa para la que quiero vivir / lo bastante como para poder saborearla, / y es que cuando finalmente te entierren / voy a pararme sobre tu tumba y apisonar la tierra”. Costello ya había compuesto otra canción -tal vez la mejor de toda su carrera- indirectamente dirigida a Thatcher, “Shipbuilding” (1983), que fue compuesta para que la cantara el furibundo Robert Wyatt, uno de los músicos ingleses más identificados (hasta el día de hoy) con la izquierda, quien realizó una versión ante la cual es imposible no estremecerse.

El gobierno de Thatcher duró casi exactamente una década, y pocos artistas musicales se lamentaron de su fin (sólo algunos outsiders como Phil Collins y Steve Strange se declararon sus seguidores). Incluso el habitualmente tibio en términos políticos Paul McCartney celebró el fin del mandato de Thatcher, en 1990, con una versión de una canción clásica de protesta de los años 60, “All My Trials”, cuyo mensaje antimonetario y esperanzado fue interpretado en forma inequívoca como un festejo de la conclusión de la era Thatcher, algo que el ex beatle no desmintió. Pero la partida de Thatcher del gobierno no terminó con un odio que parecía haberse hecho carne en las letras de los músicos británicos.

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Mirando hacia atrás con furia

Ya hacía una década que Thatcher había abandonado las oficinas cuando Hefner -una de las bandas más interesantes, y menos conocidas, del britpop- incluyó en su disco We Love The City (2000) la canción “The Day That Thatcher Dies” en la que prometía: “Vamos a reírnos el día que Thatcher se muera, / aunque sabemos que no está bien. / Vamos a bailar / y cantar toda la noche”. El mismo concepto fue retomado en 2008 por el musicalmente inquietísimo Pete Wyle (uno de los secretos mejor guardados de la música disidente británica), quien luego de que se conociera el endeble estado de salud de la ex primera ministra editó un tema extremadamente jovial (y casi homónimo del de Hefner) llamado “The Day That Margaret Thatcher Dies”, en el que sobre los acordes de “Wild Thing” cantaba: “¿Quieren darle un funeral estatal? / Bueno, eso es genial. / Es irónico, porque ella nos dejó en un estado lamentable. / ¡Yo protesto! / Es dinero desperdiciado. / En vez de eso construyan una escuela. / El único motivo por el que voy a asistir es para asegurarme de que está muerta / […] / Díganle a todo el mundo que lo sabemos. / ¡Ella se fue! / Coloréenme de amor, / pinten el cielo. / Vamos, voy a decirles por qué. / ¡Ella se fue! / Y nadie llora”.

Pero tal vez uno de los análisis en forma de canción más lúcidos que se han hecho sobre el período de Thatcher provenga de alguien que, curiosamente, ni siquiera había nacido cuando la Dama de Hierro asumió por primera vez. El compositor folk Frank Turner (1981) incluyó una canción en su primer EP, Campfire Punkrock (2006), llamada “Thatcher Fucked the Kids”. En ella Turner, luego de describir el pánico que le producen unos delincuentes callejeros adolescentes, procede a diseccionar ese miedo de la siguiente manera: “Todos nos preguntamos cómo terminamos tan asustados. / Pasamos diez años enseñándoles a nuestros hijos que no les importe nada / y que, de cualquier forma, ‘no existe algo llamado sociedad’. / Y todos los ricos actúan como sorprendidos / cuando todo el concepto de comunidad se muere. / Pero ustedes cerraron sus ojos al otro lado; / de todas las cosas que ella hizo / Thatcher se cogió a los niños / […] / Por cada chorro adolescente con una campera deportiva / hay un tipo de traje que no movería un dedo por nadie. / Ustedes tienen a una generación educada en el Estado de Bienestar. / que disfrutó de todos sus beneficios y le fue bárbaro, / pero apenas se asentaron como los más ricos de los ricos / patearon la escalera, / le dijeron al resto de nosotros que la vida era cruel. / Y no es ninguna sorpresa que todas las cagadas / no se notaran hasta que los niños habían crecido. / Pero cuando nadie jamás sonríe o ayuda a un extraño, / ¿qué mierda tiene de extraño que nuestra sociedad esté en peligro de colapsar? / Así que todos los chicos son unos bastardos, / pero no los culpes, sí, ellos aprenden por el ejemplo. / Culpen a los que vendieron el futuro al mejor postor. / Es eso, Thatcher se cogió a los niños”. Una reflexión que, mutatis mutandis, bien podría adaptarse a la realidad actual de otras latitudes.

Los biógrafos de Thatcher sostienen que no era una mujer a la que le disgustara la música pop, y que su tema favorito era “Telstar”, una composición del excéntrico Joe Meek, pero evidentemente no hay nada en el tema que pueda identificarse positivamente con la filosofía de la Dama de Hierro. Como se sabe, se trata de una composición instrumental.

El Oxímoron: danza contemporánea africana

Las cuatro bailarinas de la compañía Tché Tché: Nadia Beugré, Nina Kipre, Flavienne Lago y la misma Kombé. Fuente: Dance View Times.
Las cuatro bailarinas de la compañía Tché Tché: Nadia Beugré, Nina Kipre, Flavienne Lago y la misma Kombé. Fuente: Dance View Times.

Posted by Gemma Solés

El discurso puritanista respecto a las identidades africanas ha tendido a juzgar de no suficientemente auténtico a muchos africanos estupefactos ante acusaciones de “descafeinados”, “occidentalizados” o “pervertidos”. En una realidad en tensión como la que viven los jóvenes artistas africanos de hoy, las creaciones más subversivas y desafiantes se presentan como una contestación firme a aquellos que discriminan la modernidad africana. La creatividad que caracteriza a los artistas africanos contemporáneos redefine y reconstruye un continente en constante movimiento, a regañadientes de los que creen que la tradición es inmovil o la modernidad es un suicidio de la autenticidad africana. El Oxímoron, como dos conceptos opuestos que generan un nuevo sentido, nos sirve para reivindicar esa nueva África de lo tradicional moderno, y va a ser nuestro espacio para una serie sobre el dinamismo cultural que conlleva la danza contemporánea sursahariana.

Béatrice Kombé (2004) Fuente: Antoine Tempé

Empezamos en el África Occidental Francófona, rindiendo homenaje a una de las coreógrafas africanas contemporáneas que más ha contribuido a desmitificar la danza africana. Béatrice Kombé nos dejó en 2007 con tan solo 35 años, pero en su corta carrera llevó los espectáculos más rompedores fuera de las fronteras africanas y contribuyó a echar por tierra algunos de los clichés más arraigados en torno al concepto de la danza en África. Empezó con grupos como la compañía nacional de Costa de Marfil Ballet de Marahouét, pero su principal legado se ha convertido en una auténtica escuela, en la que queremos ahondar en ésta sección.

La compañía Tché Tché (‘águila’ en lengua Beté), fundada en Abiyán, Costa de Marfil, en 1997 junto a Guillaume Lebri Bridji es un referente cuando hablamos de danza contemporánea africana. La agrupación, exclusivamente femenina, intenta romper con los estereotipos de la danza africana. Las chicas que conforman la escuela, exhiben cabezas rapadas y cuerpos atléticos. Nada de melenas o cuerpos suaves, nada de cumplir con los cánones de la belleza occidental o intentar complacer imposiciones estéticas. Las amazonas de Tché Tché quieren representar la identidad de un África joven y perdida, que busca su propia identidad entre lo que debería ser (esa supuesta tradición de la que le cargaron los padres de la emancipación nacional) y lo que es en realidad. Estas mujeres africanas -hijas, esposas y madres- buscan a la vez el reconocimiento occidental y el africano. Quieren mostrarse de acuerdo a los cánones de sus padres, de sus maridos y de sus hijos, pero sin dejar de ser ellas mismas. Su responsabilidad recae en mostrar una imagen real de sí mismas a través del movimiento corporal, con una alquimia que nace del eco de las danzas locales y que se nutre del legado europeo, convertido en tan propio como el pre-colonial.

La presión que representa la cuna de la comunidad, que les juzga si innovan, o la mirada occidental, que las clasifica de inmovilistas si se ciñen a lo tradicional, se convierte en la principal fuente de inspiración de la compañía Tché Tché. Esta angustia reconcilia ambos universos, y la energía que emana de su creativa síntesis cultural se erige como la respuesta a una sociedad patriarcal siempre dura con la mujer africana. Por ello, las mujeres aparecen fuertes, pasionales y protagonistas absolutas del “hoy” africano. Se constituyen como el principal foco del mundo urbano y a su vez, como la medula espinal del mundo rural. Con el símbolo del ‘águila’, la compañía Tché Tché representa el poder y el dominio de la mujer africana contemporánea sobre todos los campos. Su principal característica, la representación ambiciosa del africano que no renuncia a seguir con la tradición pero tampoco se resigna a instalarse pasivamente en ella.

Su obra Dimi o La pena de la mujer (1998), es su pieza más famosa. Premiada por la UNESCO en el Festival MASA (Marché des Arts du Spectacle Africain du Côte d’Ivoire) de 1999 y subtitulada Un Himno a la Solidaridad Femenina, se convirtió en pionera en su género y fue incluida en el documental African Dance: Sand, Drum, and Shostakovich, que explora a través de distintas compañías de danza africanas las consecuencias de la colonización y la urbanización, el cambio de roles de la masculinidad y las relaciones familiares en el Festival Internacional de la Nueva Danza de Montreal, Canadá. Con Dimi, Kombé y las demás bailarinas de Tché Tché, pretenden trasladar la angustia de ser mujer africana al espectador. Con la dinámica constante de andar, metáfora del no estar nunca quieto, y el vocabulario gestual que expresa el abrazo de la naturaleza, el grupo afronta las escenas en conjunto. Estas cuatro mujeres escinden el grupo para experimentar en las emociones individuales y dilatan su individualidad hasta las fronteras del otro. Todo aderezado con la delicadeza sonora de una flauta y el ritmo percutido de un teclado, ha sido una de las obras de danza africana contemporánea más internacionales de la última década.

A pesar de haber llevado por los escenarios de África, Europa y Estados Unidos obras como Sans Reperes (1999), Source (2000) o Geeme (2002), la muerte de Kombé ha truncado la actividad de la compañía marfileña. Pero su estilo sigue vivo en festivales, auditorios y teatros de todo el mundo. La escuela continúa reivindicando el fuerte papel de la mujer en las sociedades africanas contemporáneas, ya sea gracias a la actuación de sus compañeras de reparto (especialmente, Nadia Beugré) como la de otras muchas mujeres que encuentran en la danza contemporánea la mejor manera de desenquistar la identidad del África actual.