Quem é covarde: Dilma ou Aécio?

Aécio chama Dilma de “covarde” por evitar discurso na TV
Aécio Neves discursa ladeado por Paulinho da Força que votou na terceirizacão
Aécio Neves discursa ladeado por Paulinho da Força que votou na terceirizacão

No ato do 1º de Maio promovido pela Força Sindical, o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), chamou a presidente Dilma Rousseff de covarde por ter optado por não se pronunciar na TV em razão do Dia do Trabalho. Já o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SD-SP) a chamou de desgraçada e puxou coro de “fora, Dilma” em cima do palco.

Para Aécio, o dia será lembrado como o dia de vergonha já que a presidente não se pronunciou na TV, como é de praxe no Dia do Trabalho.

“Esse 1º de Maio será lembrado como o dia da vergonha. A presidente não teve coragem de dizer aos trabalhadores que eles vão pagar o preço mais duro desses ajustes. A presidente da República se esconde hoje daqueles que vem sustentando esse Brasil. A irresponsabilidade do governo do PT faz com que os trabalhadores não tenham nada a celebrar”, afirmou o senador.

O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, também endossou o discurso raivoso, pedindo para os presentes contrários às medidas provisórias 664 e 665, que alteram a forma de acesso a pensões por morte e auxílio-desemprego, levantassem a mão. O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), estava presente no palco, mas, constrangido, não levantou a mão.

O projeto de lei 4.330, que permite a terceirização para qualquer atividade e é defendido pela Força Sindical, ficou de fora dos discursos no palco. In Gazeta do Povo

‘COVARDE É MARMANJO QUE ENTUPIDO DE PÓ, BATE EM MULHER’, POR ALDIR BLANC

aecio bate em mulher

Aos 68 anos, vi a tal foto que vale por mil, ou bilhões de palavras: no evento de 1º de Maio da Força (faz força, Paulinho, que a sujeira sai!), quase abraçadinhos sob o pé do flamboayant, Dudu Cucunha e Anéscio Neves, o canibal do avô, cochichavam.

Cucunha enfiou o indicador da mão direita na deep narina, enquanto fazia Aócio rir feito Mutley, o cachorro do Dick Vigarista. A chopeidança primou pelos discursos que pediam a cabeça da Dilma. Por isso, um dos seus aliados estava lá, quase osculando o Abóstulo do Terceiro Turno. De vomitar.

Aócio chamou Dilma de covarde por ter evitado pronunciamento na telinha. Está exercendo seu direito de livre expressão em uma democracia. Minha opinião é diferente: covarde é marmanjo que, entupido de pó, bate em mulher.

Outra frase jocosa foi de FHC I e II: “Nunca se roubou tanto nesse país”. Não, Fernandinho. Nunca se apurou e se prendeu tanto, o que não acontece quando os criminosos pertencem à tucanagem. Taí o mensalão do Azeredo, 20 anos de esbórnia nos trens metropolitanos de São Paulo, escândalos nas privatizações selvagens etc. que não me deixam mentir. Empreiteiros corruptos estão sendo soltos. Banqueiro condenado a 21 anos de cadeia tem a sentença anulada, todos em casa, aliviados, preparando o próximo golpe.

A balança da Cegueta precisa de um ajuste fiscal… In Plantão Brasil

quadrilha de aécio

Aldir Branc notabilizou-se como letrista a partir de suas parcerias com João Bosco, criando músicas como Bala com Bala (sucesso na voz de Elis Regina), O Mestre-Sala dos Mares, De Frente Pro Crime e Caça à Raposa.

Uma de suas canções mais conhecidas, em parceria com João Bosco, é O Bêbado e a Equilibrista, que se tornou um hino contra a ditadura militar

Dia 13 ato nacional em defesa do Brasil

faixa 13 março

Foto Paula Brandão
Foto Paula Brandão

 

A Central Única dos Trabalhadores conclama as trabalhadoras e os trabalhadores, militantes e dirigentes de todo o País para realizar um ato nacional contra a retirada de direitos, em defesa dos direitos da classe trabalhadora, da Petrobrás e da Reforma Política. O ato será no dia 13 de março, em todo o Brasil. Em São Paulo, o ato será em frente ao prédio da Petrobrás, às 15h, na Avenida Paulista.

“A CUT não deixará que os trabalhadores sofram o ônus de medidas fiscais pensadas para a economia. Também não permitirá que a Petrobrás, patrimônio do povo brasileiro, seja desconstruída por vontade de especuladores internacionais. Para defender os direitos de todos os brasileiros vamos às ruas!”, afirma Vagner Freitas, presidente nacional da CUT.

Pautas

O fim das Medidas Provisórias (MP´s) 664 e 665, que alteram direitos da classe trabalhadora, é uma das questões centrais. Os movimentos do Brasil estão em alerta desde que foram editadas pelo governo federal, em 30 de dezembro de 2014.

Outra das bandeiras é a defesa da Petrobrás, empresa que corresponde a 13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. O coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel, afirma que a defesa da soberania nacional e do emprego dos petroleiros é urgente. Da mesma forma, o controle das reservas.

Segundo ele, a empresa reúne mais de 86 mil trabalhadores diretos e milhares de indiretos que fazem a estatal ser reconhecida mundialmente por sua excelência. “A Petrobrás investe, por dia, R$300 milhões na economia brasileira e sabemos que o Petróleo por muitos anos ainda será a matriz energética do mundo. Nesse contexto, quem tem petróleo tem poder”.

A terceira bandeira é pelo Plebiscito sobre a Constituinte Exclusiva e Soberana para reforma do sistema político. A representante da Secretaria Operativa Nacional do Plebiscito Popular, Paola Estrada, explica que existe uma manobra no Congresso para que se aprove a reforma política pela Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 352/2013, considerada pelos movimentos como a “PEC da Corrupção” porque defende temas polêmicos, como o financiamento privado de campanha eleitoral.

“Setores conservadores e parlamentares, como Eduardo Cunha, querem constitucionalizar a corrupção, com a lógica de que pessoas jurídicas [empresas] votam neste país e tomam decisões acima de nós eleitores. Ou seja, querem constitucionalizar o poder econômico nas eleições brasileiras”, orienta.

A proposta que dialoga com a classe trabalhadora é a da Constituinte pela Reforma do Sistema Político. A consulta popular está prevista no Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 1508/14, da deputada Luiza Erundina (PSB-SP).

Música deGonzaguinha

Esta é a música para o povo cantar no dia 13 de março nas ruas do Brasil:

É!
A gente quer valer o nosso amor
A gente quer valer nosso suor
A gente quer valer o nosso humor
A gente quer do bom e do melhor…

A gente quer carinho e atenção
A gente quer calor no coração
A gente quer suar, mas de prazer
A gente quer é ter muita saúde
A gente quer viver a liberdade
A gente quer viver felicidade…

É!
A gente não tem cara de panaca
A gente não tem jeito de babaca
A gente não está
Com a bunda exposta na janela
Prá passar a mão nela…

É!
A gente quer viver pleno direito
A gente quer viver todo respeito
A gente quer viver uma nação
A gente quer é ser um cidadão
A gente quer viver uma nação…

É! É! É! É! É! É! É!…

É!
A gente quer valer o nosso amor
A gente quer valer nosso suor
A gente quer valer o nosso humor
A gente quer do bom e do melhor…

A gente quer carinho e atenção
A gente quer calor no coração
A gente quer suar, mas de prazer
A gente quer é ter muita saúde
A gente quer viver a liberdade
A gente quer viver felicidade…

É!
A gente não tem cara de panaca
A gente não tem jeito de babaca
A gente não está
Com a bunda exposta na janela
Prá passar a mão nela…

É!
A gente quer viver pleno direito
A gente quer viver todo respeito
A gente quer viver uma nação
A gente quer é ser um cidadão
A gente quer viver uma nação
A gente quer é ser um cidadão
A gente quer viver uma nação
A gente quer é ser um cidadão
A gente quer viver uma nação…

 

 

 

 

 

SECA. É hora de desobediência civil do paulistano, de não pagar a água tucana que não consumiu

Crise do abastecimento de água em São Paulo fica no centro da guerra por votos e do enriquecimento dos industriais da seca e da ganância dos piratas internacionais

sabesp-agua

Dilma afirma que o problema de abastecimento em São Paulo é responsabilidade do governo tucano. Do Geraldo Alckmin, que garantiu que não falta (mentiu para se reeleger no primeiro) nem faltará água enquanto for governador (mantém a mentira para eleger Aécio Neves).

Alckmin também escondeu  que privatizou a Sabesp, agora empresa de economia mista, com ações vendidas na bolsa de Nova Iorque. As contas de água continua a chegar na casa dos paulistanos. E os acionistas nada investem, apenas aumentaram o lucro. Que o preço da água vai aumentar na torneira da Sapesp, no caminhão-pipa, e nas garrafas e garrafões de plásticos das internacionais fábricas de água que possuem outorga de fontes e aquíferos brasileiros, inclusive em São Paulo, um estado tico em recursos hídricos.

 

É hora de desobediência civil

 

Martin Luther King Jr. profere o seu famoso discurso "Eu tenho um sonho" em agosto de 1963 frente ao Memorial Lincoln em Washington, durante a chamada "marcha pelo emprego e pela liberdade", na luta contra o racismo, o apartheid
Martin Luther King Jr. profere o seu famoso discurso “Eu tenho um sonho” em agosto de 1963 frente ao Memorial Lincoln em Washington, durante a chamada “marcha pelo emprego e pela liberdade”, na luta contra o racismo, o apartheid

É hora de não pagar a conta mensal de água. De uma água que não é fornecida pela Sabesp. De colocar as contas em um envelope e mandar para o palácio do governo em nome de Geraldo Alckmin.

A cobrança é um roubo. O dinheiro do povo não pode ir para o bolso dos industriais da seca, um bando de especuladores estrangeiros, de piratas internacionais e políticos brasileiros corruptos.

Wikipédia – Desobediência civil, que erradamente pode ser confundida como desacato, é uma forma de protesto político, feito pacificamente, que se opõe a alguma ordem que possui um comportamento de injustiça ou contra um governo1 visto como opressor pelos desobedientes. É um conceito formulado originalmente por Henry David Thoreau e aplicado com sucesso por Mahatma Gandhi no processo de independência da Índia e do Paquistão e por Martin Luther King na luta pelos direitos civis e o fim da segregação racial nos Estados Unidos.

Gandhi em uma das caminhadas em que protestou contra as imposições inglesas na Índia
Gandhi em uma das caminhadas em que protestou contra as imposições inglesas na Índia

Segundo os teóricos do direito, a desobediência civil possui cunho jurídico, mas não precisa de leis para garanti-la. Seria uma forma de expressão do direito de resistência, que é uma espécie de direito de exceção (ou seja, destacado do sistema de direito comum) e, embora tenha cunho jurídico, não necessita de leis para garanti-lo, por ser um meio de garantir outros direitos do Homem. O direito de resistência é o direito de lutar para garantir outros direitos básicos – tais como os direitos naturais à vida e à liberdade – quando as instituições públicas não cumprem seu papel e não há meios legais de assegurar o exercício desses direitos.  Trata-se portanto de manter, proteger ou conquistar direitos negados. Segundo John Rawls, a sociedade é “um sistema justo de cooperação social entre pessoas livres e iguais”. Todavia, mesmo numa sociedade bem ordenada pode haver instituições políticas, econômicas e sociais injustas. A desobediência civil é como “um aviso prévio da minoria à maioria, um protesto público não violento endereçado ao sentido de justiça da comunidade ou da sociedade como um todo, no intuito de reverter situações de injustiça”.

A desobediência civil está no mesmo patamar jurídico do direito de greve (para proteger os direitos dos trabalhadores) e o direito de revolução (para resguardar o direito do povo exercer a sua soberania quando esta é ofendida). A rigor, a desobediência civil é ilegal. No entanto, segundo o pensamento de Rawls, pode ser considerada como ato legítimo, na medida em que se fundamenta no princípio da justiça. Se a lei não for um instrumento de realização da justiça, o seu descumprimento é legítimo. Vale como uma espécie de legítima defesa contra a arbitrariedade e a injustiça.

Correio Braziliense – Estratégico tanto para Dilma Rousseff (PT) quanto para Aécio Neves (PSDB) por concentrar 22,4% do eleitorado, São Paulo está no centro das duas campanhas presidenciais nesta reta final do segundo turno. Enquanto o tucano tenta ampliar a vantagem que lhe assegurou a vitória no estado, com mais de 10,1 milhões de votos, a petista luta para reverter o quadro — no primeiro turno, ela foi indicada por 5,9 milhões de eleitores paulistas. No centro do duelo dos dois presidenciáveis, está a crise de abastecimento de água que se arrasta há 10 meses no estado e prejudica a rotina dos eleitores.

civil desobediência indignados

Ataques à gestão tucana: que começou com Montoro em 1983

 

Candidata à reeleição, a presidente Dilma Rousseff (PT) disse que causa “estranheza” a tentativa do adversário do PSDB, Aécio Neves, de atribuir ao governo federal a culpa pela crise hídrica em São Paulo. Em campanha na capital paulista, a petista afirmou que o governador do estado, Geraldo Alckmin (PSDB), não quis ajuda federal em obras emergenciais. “Olharemos com grande estranheza qualquer tentativa de transferir a responsabilidade para o governo federal. Não acredito que as estruturas do governo do estado podem atribuir a nós qualquer responsabilidade, ou qualquer omissão de ajuda. Nós ajudamos em todas as circunstâncias”, declarou a presidente.

Apoiadores de Dilma em SP: o estado tem 31,9 milhões de eleitores
Segundo Dilma, Alckmin tratou o problema em “alto nível”, mas não considerou uma questão “emergencial”. “Lamento o que aconteceu com a questão da água. Venho olhando essa questão desde fevereiro. Procurei o governador Alckmin e falei que as nossas avaliações indicavam forte seca no Sudeste, e que duraria um período significativo. A água é atribuição dos governos estaduais”, alegou. Segundo a presidente, o governador tucano apresentou uma única proposta: a transposição de água do Rio Paraíba do Sul. As obras, no entanto, serão feitas a longo prazo.

A declaração de Dilma foi dada uma hora depois de Aécio Neves dizer, em Caeté (MG), que “talvez o que tenha faltado” fosse uma parceria do governo federal com a gestão de São Paulo. “Meu governo não vai terceirizar responsabilidades, vai assumir as suas e agir em parceria”, disse.

Jbosco
Jbosco

 

Frank
Frank

Racionamento d’água: e se, ao invés de São Paulo, fosse no RS?

 

Gilmar Crestani: A condescendência da velha imprensa com o PSDB passa dos limites. Graças à blindagem dos grupos mafiomidiáticos, o racionamento de água foi postergado oficialmente, embora ocorresse de fato, e assim Geraldo Alckmin se reelegeu no primeiro turno. Agora, em contraste com a seca de informações anteriores, que pingavam em doses homeopáticas, jorram informações. Continua, contudo, o padrão traçado por Judith Brito e abraçado pelo Instituto Millenium: excluir da responsabilidade os governantes correligionários.

A manchete desta segunda da Folha é paradigmática do padrão de compadrio entre a Folha e o PSDB. Fosse num governo do PT, o partido apareceria na manchete também o nome do governante.

Folha água

 

São Paulo Capital tem 2.627 favelas

 

 

 

 

 

 

Contra a censura de Aécio, jornalistas mineiros publicam manifesto ALERTA AO POVO BRASILEIRO

 

Cerca de 100 jornalistas de diversos veículos de comunicação, intelectuais e educadores mineiros reuniram-se nesta quarta-feira (15), em Belo Horizonte, para denunciar a ofensiva promovida pelas sucessivas gestões tucanas em Minas Gerais contra a liberdade de imprensa e a democracia.

Kerison Lopes, presidente do SJPMG, afirma que denúncias de jornalistas se intensificaram no segundo turno
Kerison Lopes, presidente do SJPMG, afirma que denúncias de jornalistas se intensificaram no segundo turno

 

por Marina Viel

 

Alvo de constantes denúncias de censura e de perseguição a profissionais de imprensa, as administrações tucanas dos ex-governadores Aécio Neves e Antônio Anastasia e do atual governador Alberto Pinto Coelho foram aclamadas como antidemocráticas. Práticas como a demissão de jornalistas, a edição e publicação de matérias que não condizem com a realidade apurada nas ruas pelos profissionais e o descumprimento do Código de Ética foram relatadas como práticas comuns nas redações dos veículos de comunicação do estado.

Os profissionais denunciaram também o conluio explícito entre o governo e os principais jornais mineiros. Uma série de orientações e uma lista de temas e fontes proibidas em matérias políticas regeu os principais veículos de imprensa nos últimos anos. Andrea Neves, irmã do presidenciável tucano, foi citada pelos jornalistas como uma das grandes expoentes do controle do governo tucano sobre o conteúdo das notícias.

O presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais (SJPMG), Kerison Lopes, afirmou que neste segundo turno das eleições os princípios constitucionais da liberdade de expressão nas redações mineiras alcançaram um nível intolerável. “O Sindicato recebe inúmeras denúncias sobre o que aconteceu nos primeiros 10 dias do segundo turno. Nós mineiros temos que mostrar quem é Aécio Neves e os jornalistas têm um compromisso ainda maior. Devemos lutar para que a liberdade de imprensa e para que a verdade das ruas voltem às páginas dos nossos jornais.”

Recentemente, o jornal Estado de Minas, do grupo Diário dos Associados, convocou seus funcionários, através de sua intranet, para a participação de uma caminhada a favor do candidato Aécio Neves. A “convocação” chegava ao absurdo de orientar os jornalistas a vestir as cores azul ou amarelo, do PSDB.

Em nota pública, o SJPMG e o Sindicato dos Empregados da Administração das Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas de Belo Horizonte esclareceram que nenhum trabalhador pode ser obrigado a participar de ato de campanha de nenhum candidato a cargo eletivo.

Os jornalistas fizeram um chamamento nacional pela derrota nas urnas do candidato à Presidência da República, Aécio Neves, em nome da liberdade. Para os profissionais de imprensa a reeleição da presidenta Dilma Rousseff é imprescindível para assegurar que o Brasil não siga o caminho do obscurantismo e da censura praticado nos últimos 12 anos no estado.

jornalistas_com_dilma_apoio_vermelho69264

O ex-presidente do SJPMG, Aloísio Lopes, reafirmou que o maior compromisso dos jornalistas mineiros é com a liberdade. Ele falou do constrangimento e do assédio moral contra os jornalistas. Aloísio relatou ainda que outra prática do tucanato em Minas foi varrer das páginas dos jornais o movimento social. Ele citou manifestações promovidas pelo Sindicato Único dosTrabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUTE) e a greve da polícia que foi escondida pela imprensa mineira a mando dos governos do PSDB.

jornalistas_aloisio_vermelho69265

O encontro exaltou ainda a heroica resistência de muitos profissionais mineiros que não cedem às pressões dos veículos em que trabalham e lutam cotidianamente para, nas entrelinhas de suas matérias, divulgar a verdade. Os jornalistas também ressaltaram a necessidade de o governo federal enfrentar nacionalmente o debate sobre a regulação da mídia a fim de garantir que os episódios que marcaram a imprensa mineira não se repitam nunca mais.

Leiam abaixo a íntegra da nota aprovada pelos jornalistas de Minas Gerais:

Alerta ao Povo Brasileiro

 

censor censura2

Nós, jornalistas mineiros reunidos na noite de 15 de outubro de 2014, em Belo Horizonte, vimos manifestar à sociedade brasileira as nossas apreensões quanto ao grave momento vivido pelo país às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais:

1. Estarrecida, a opinião pública mineira e brasileira deparou-se nos últimos meses com uma escalada da cobertura jornalística das eleições pelos meios de comunicação em claro favorecimento de candidaturas à Presidência da República, seja por meio da manipulação de informações políticas e econômicas, seja pela concessão de espaços generosos a um candidato em detrimento dos outros. Tais fatos, públicos e notórios, são sobejamente atestados por instituições de pesquisa e monitoramento da mídia, revelando uma tentativa de corromper a opinião pública e de decidir o resultado das urnas.

2. Infelizmente, tais práticas antidemocráticas, que atentam contra os princípios constitucionais da liberdade de expressão e manifestação e do direito à informação, fizeram parte do cotidiano da comunicação em Minas Gerais, atingindo nível intolerável nos governos de Aécio Neves. A atividade jornalística e a atuação dos profissionais foram diretamente atingidas pelo conluio explícito estabelecido entre o governo e os veículos de comunicação, com pressão sobre os jornalistas e a queda brutal da qualidade das informações prestadas ao cidadão mineiro sobre as atividades do governo. Tais pressões provocaram censura e mesmo demissões de profissionais e uma permanente tensão nas redações. E quebraram as históricas vocações e compromissos de Minas com a liberdade de pensamento e de ideias, traços distintivos da formação e das tradições históricas do estado.

3. Diante do exposto e por dever do ofício, nós, jornalistas mineiros, alertamos a sociedade brasileira sobre os riscos que tais práticas representam para a Democracia, para o Estado de Direito e para os direitos individuais e políticos dos cidadãos. Reafirmamos que a essência da atividade do jornalista é a liberdade de expressão e manifestação, assegurando o direito da sociedade à informação, livre e plena.
Belo Horizonte, 15 de outubro de 2014

(O Manifeste foi censurado pela donos de jornais, rádios e televisões)

 

 

 

Classe Média. Música de protesto

por Max Gonzaga

democracia burguesa

Sou classe média
Papagaio de todo telejornal
Eu acredito
Na imparcialidade da revista semanal
Sou classe média
Compro roupa e gasolina no cartão
Odeio “coletivos”
E vou de carro que comprei a prestação
Só pago impostos
Estou sempre no limite do meu cheque especial
Eu viajo pouco, no máximo um pacote cvc tri-anual
Mas eu “to nem ai”
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não “to nem aqui”
Se morre gente ou tem enchente em itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda
Mas fico indignado com estado quando sou incomodado
Pelo pedinte esfomeado que me estende a mão
O pára-brisa ensaboado
É camelo, biju com bala
E as peripécias do artista malabarista do farol
Mas se o assalto é em moema
O assassinato é no “jardins”
A filha do executivo é estuprada até o fim
Ai a mídia manifesta a sua opinião regressa
De implantar pena de morte, ou reduzir a idade penal
E eu que sou bem informado concordo e faço passeata
Enquanto aumenta a audiência e a tiragem do jornal
Porque eu não “to nem ai”
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não “to nem aqui”
Se morre gente ou tem enchente em itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda
Toda tragédia só me importa quando bate em minha porta
Porque é mais fácil condenar quem já cumpre pena de vida

Barraco, palavra proibida

por Sandra Santos

 

barraco

 

Num protesto solitário contra a inclusão da palavra “barraco” na lista de palavras proibidas da Cartilha do Politicamente Correto; e também por tudo que está acontecendo no morro: fiz este sambinha aqui…

BARRACO

Por lei de nosso sinhô
– presidente do Brasil –
Nosso barraco
condenado à morte está

Mestre Adoniran
– que Deus o tenha –
há de se abismá
– onde nóis foi feliz, Isabé
não vai ser mais

Nosso barraco não tá mais lá
e ninguém pode falá
Ninguém qué ouvir nem explicá:
Mas com verbo pode sê
até deputado federá

 

Imagem: Releituras da Arte Moderna através do Graffiti (dentro do projeto Escola Aberta)

Chão de Estrelas

por Sílvio Caldas e Orestes Barbosa

 

Morro do Salgueiro, Rio de Janeiro
Morro do Salgueiro, Rio de Janeiro

 

Minha vida
Era um palco iluminado
Eu vivia vestido de dourado
Palhaço das perdidas ilusões
Cheio dos guizos falsos da alegria
Andei cantando a minha fantasia
Entre as palmas febris
Dos corações

Meu barracão no morro do salgueiro
Tinha o cantar alegre de um viveiro
Foste a sonoridade que acabou
E hoje,
Quando do sol,
A claridade
Cobre o meu barracão,
Sinto saudade
Da mulher pomba-rola que voou

Nossas roupas comuns
Dependuradas
Na corda,
Qual bandeiras agitadas
Pareciam um estranho festival!
Festa dos nossos trapos
Coloridos
A mostrar que nos morros mal vestidos
É sempre feriado nacional

A porta do barraco
Era sem trinco
E a lua, furando o nosso zinco
Salpicava de estrelas
O nosso chão…
E tu
Tu pisavas nos astros distraída
Sem saber que a ventura desta vida,
É a cabrocha,
O luar
E o violão…

A porta do barraco
Era sem trinco
E a lua, furando o nosso zinco
Salpicava de estrelas
O nosso chão…
E tu
Tu pisavas nos astros distraída
Sem saber que a ventura desta vida,
É a cabrocha,
O luar
E o violão…

 

 

 

 

Barracão de Zinco

por Oldemar Magalhães e Luiz Antônio

 

Favela, Di Cavalcanti, 1958
Favela, Di Cavalcanti, 1958

 

Vai barracão
Pendurado no morro
E pedindo socorro
A cidade a seus pés
Vai barracão
Tua voz eu escuto
Não te esqueço um minuto
Porque sei que tu és

Barracão de zinco
Tradição do meu país
Barracão de zinco
Pobre és tão infeliz

 

 

 

 

 

70% dos garis continuam em greve no Rio de Janeiro

O protesto dos garis que anunciaram que continuariam em greve nesta quinta-feira (6) terminou por volta das 15h35, em frente à Câmara Municipal do Rio, no Centro. Os manifestantes prometem um novo ato para esta sexta-feira (7), com concentração a partir das 10h, em frente à Prefeitura do Rio.

Na Câmara Municipal, líderes do movimento pronunciaram discursos e cantaram uma paródio do samba da Unidos da Tijuca, campeã do carnaval do Rio neste ano: “Acelera Comlurb que eu quero ver, esse lixo vai render”.

Fura-greves e trabalhadores avulsos, com escolta armada de guardas municipais e empresas de segurança, assumiram a coleta de lixo em alguns pontos da Cidade, conforme decisão do prefeito Eduardo Paes.

“Nós somos trabalhadores e decentes. Mobilizaram uma escolta armada pra que? Somos bandidos? Que venha bala de borracha e bomba de efeito moral. Quero meu direito de cidadão. A nossa proposta era de 1200 de salário básico, 40 por cento de insalubridade nesse valor, auxilio creche, salários diferenciados , tiquete refeição de 20 reais e a da prefeitura era de 800. Nós queremos um salário digno. Isso aqui é independente de sindicato, o sindicato nao nos representa mais. O nosso trabalho ninguém quer fazer. O prefeito nao quer pagar por isso. “, disse William Rocha de Oliveira, da comissão de greve da Comlurb.

Galeria de fotos da sujeira

AcordoColetivo2014full

Mais uma molecagem de Eduardo Paes e Sérgio Cabral

por Garotinho

Como sempre as Organizações Globo (O Globo e Extra e RJ TV) cumprem seu papel de porta-voz oficial do PMDB – RJ. Afirmam que o PR estaria por trás da greve dos garis. Francamente, isso é um absurdo. Da mesma maneira que inventaram que o partido patrocinava os Black Blocs para salvar Cabral, agora querem nos por a culpa pela incompetência da prefeitura em resolver seus problemas.

Quero deixar claro que embora respeite o direito de greve dos garis, como de todos os trabalhadores, não tenho nenhuma participação no movimento. Aliás, soube da greve pelo jornal, que por sinal afirmava que eram apenas 300 garis de um total de 15 mil, enganando a população, que agora vê que 70% estavam parados.

O lixo que se acumula pelas ruas do Rio é um problema que deve ser resolvido pelo prefeito dialogando com as partes envolvidas. Querer usar uma foto de alguém que está à frente do movimento tirada comigo pelo fato de ter sido candidato a vereador nas últimas eleições é uma falta de compromisso com a verdade.

Cabral e Paes têm essa mania querem sempre arrumar um culpado para a incompetência deles. Quer dizer que agora o prefeito não se entende com os garis, o culpado é Garotinho? As UPPs vão mal, o culpado é Garotinho? Quem gastou em R$ 1,2 bilhão em publicidade e marketing nos últimos sete anos podia pelo menos arrumar uma desculpa melhor.

Criminalização das greves e 30 anos de cadeia para quem protestar na Copa do Mundo, pede o senador Crivella. É a volta da ditadura

Enrico Bertuccioli
Enrico Bertuccioli

 

Sem os créditos devidos aos atos institucionais da ditadura militar de 64, os senadores Marcelo Crivella (PRB/RJ), Ana Amélia (PP/RS) e Walter Pinheiro (PT/BA), o PL 728/2011, cuja votação está sendo apressada no Congresso, prevê limitações ao direito à greve, além de considerar atos de manifestações, sob determinadas circunstâncias, terrorismo.

Jarbas
Jarbas
De acordo com a ementa – parte do texto em que se resume a proposta -, o projeto

define crimes e infrações administrativas com vistas a incrementar a segurança da Copa das Confederações FIFA de 2013 e da Copa do Mundo de Futebol de 2014, além de prever o incidente de celeridade processual e medidas cautelares específicas, bem como disciplinar o direito de greve no período que antecede e durante a realização dos eventos, entre outras providências“.

Dispõe o art. 4º:

Provocar ou infundir terror ou pânico generalizado mediante ofensa à integridade física ou privação da liberdade de pessoa, por motivo ideológico, religioso, político ou de preconceito racial, étnico ou xenófobo: Pena – reclusão, de 15 (quinze) a 30 (trinta) anos.

§ 1º Se resulta morte:

Pena – reclusão, de 24 (vinte e quatro) a 30 (trinta) anos.

§ 2º As penas previstas no caput e no § 1º deste artigo aumentam-se de um terço, se o crime for praticado:

I – contra integrante de delegação, árbitro, voluntário ou autoridade pública ou esportiva, nacional ou estrangeira;

II – com emprego de explosivo, fogo, arma química, biológica ou radioativa;

III – em estádio de futebol no dia da realização de partidas da Copa das

Confederações 2013 e da Copa do Mundo de Futebol;

IV – em meio de transporte coletivo;

V – com a participação de três ou mais pessoas.

§ 3º Se o crime for praticado contra coisa:

Pena – reclusão, de 8 (oito) a 20 (vinte) anos.

§ 4º Aplica-se ao crime previsto no § 3º deste artigo as causas de aumento da pena de que tratam os incisos II a V do § 2º.

§ 5º O crime de terrorismo previsto no caput e nos §§ 1º e 3º deste artigo éinafiançável e insuscetível de graça ou anistia”.

Neste ponto, cabe ressaltar a abertura do tipo penal, de forma que muitas condutas podem ser nele enquadradas. O fechamento de uma via pode ser considerado privação da liberdade de pessoa, considerando-se que a mesma terá, em certa medida, sua liberdade de ir e vir cerceada por uma manifestação que bloqueie uma via de acesso?

Como motivação ideológica ou política, pode-se enquadrar a aversão a possíveis gastos excessivos e a à corrupção e ao superfaturamento ocorrido nas obras voltadas aos citados eventos esportivos? Por que a motivação ideológica, justificativa apresentada para tais atos, deveria constituir um agravante, isto é, algo que enquadre a conduta no tipo penal?

O que seria considerado” infundir terror ou pânico generalizado “? Seria possível enquadrar manifestações de enorme vulto, que somem centenas de milhares de pessoas contrárias a determinado evento, atrapalhando a sua realização ou, indiretamente, coibindo a presença de pessoas no mesmo?

Caso, em manifestações pacíficas, alguns sujeitos, inclusive infiltrados por opositores aos protestos, iniciem depredações, haverá uma preocupação em distinguir participantes pacíficos? Em que medida esta lei poderá causar medo entre ativistas, considerando-se que, caso estejam em uma manifestação legítima e pacífica, poderão ser”envolvidos”em crimes que poderão atingir pena de até 30 anos?

Na justificativa, está escrito que “a tipificação do crime ‘Terrorismo’ se destaca, especialmente pela ocorrência das várias sublevações políticas que testemunhamos ultimamente, envolvendo nações que poderão se fazer presente nos jogos em apreço, por seus atletas ou turistas”. Conforme o dicionário Michaelis, define-se sublevação como “incitar à revolta, insurrecionar, revolucionar […] revoltar-se”.

Há discussões jurídicas quanto à violação do art. , inciso XVI, da Constituição Federal de 1988, o qual afirma que:”todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente“.

Ademais, critica-se a desproporcionalidade da punição ao” vandalismo “, o qual, ainda que reprovável, poderia acarretar sanção superior à cabível ao crime de homicídio, punível com pena de 6 a 20 anos.

Cabe a reflexão.

Felipe Garcia

Folha Política

http://www.folhapolitica.org/2013/06/senadores-propoem-que-protestos-durante.html

Postado em JusBrasil por Anderson Ferraz
Brasil bola Fifa Cristo Redentor Copa