A polícia de Sérgio Cabral sempre contra o povo

████████████████ Em diversas ocupações temos presenciado um modus operandi da policia militar no sentido de proibir a entrada de alimentos para os manifestantes. O caso mais recente aconteceu (está acontecendo) na ocupação da Aldeia Maracanã, no Rio de Janeiro.

Em primeiro lugar, é importante termos em mente que no âmbito do Direito Internacional, privar civis de comida e água é uma violação da Convenção de Genebra. Mesmo em tempos de guerra qualquer exército que tome o controle de um local deve providenciar comida para seus habitantes.

Mas trazendo a questão para a nossa realidade, pode a policia militar privar manifestantes de alimentos e água, colocando-os involuntariamente em uma greve de fome?

Qualquer privação de um direito ou necessidade básica, desde o acesso a saúde até a liberdade de expressão, constituem em uma violação do princípio da dignidade humana, e portanto, um atentado a um dos fundamentos da nossa Constituição.

Fechar o cerco e proibir a entrada de alimentos pode ser encarado inclusive como lesão corporal, tendo em vista que ofende a saúde dos manifestantes. Além de abuso de autoridade, uma vez que, igualmente, é uma agressão a incolumidade física do indivíduo.

Não existe previsão legal que autorize a policia militar a proibir o ingresso de suprimentos aos ativistas, portanto, em caso de descumprimento não há o que se falar em crime de desobediência. Transportar os alimentos através de uma tirolesa ou simplesmente arremessa-los para dentro da ocupação não violará nenhuma norma ou princípio moral, pelo contrário.

Movimentos sociais colocados em prática por meio de ocupações não devem ser tratados como zonas de guerra, até porque, nem zonas de guerra podem ser tratadas (teoricamente) de tal maneira. Mas o que esperar de uma policia militar, né?

Advogados Ativistas

Crédito foto – NINJA

 

Alimentação

As reivindicações sociais não têm sido ouvidas ou acatadas. “Temos uma série de liminares que foram apreciadas diretamente pela presidência do Tribunal de Justiça, que derrubou todas as que tiveram parecer favorável dos juízes de primeira instância”

Flávia Villela (Agência Brasil)

O Comitê Popular da Copa e das Olimpiadas do Rio de Janeiro está organizando uma manifestação para domingo, no entorno do Maracanã, estádio que as seleções do Brasil e da Espanha disputam, a final da Copa das Confederações. As entidades que compõem o comitê vão protestar, sobretudo, contra o processo de urbanização do Rio de Janeiro para os dois megaeventos, que, segundo elas, envolveu remoções forçadas e violação de direitos humanos, e contra a privatização do Maracanã.

Hoje, em entrevista coletiva, os coordenadores do ato informaram que a concentração será na Praça Saens Peña, a cerca de 1 quilômetro  do Maracanã, de onde os manifestantes se dirigirão ao estádio. Depois de anunciarem suas reivindicações, eles vão se dispersar na Praça Afonso Pena, no mesmo bairro.

O movimento reivindica, sobretudo, a interrupção do que chamaram de elitização e privatização do Maracanã, fim do processo de demolição do Parque Aquático Julio De Lamare e do Estádio de Atletismo Célio de Barros, que fazem parte do complexo desportivo do Maracanã, e da Escola Municipal Friedenreich, no entorno da arena.

“O Maracanã agora só tem 75 mil lugares, as áreas VIPs [áreas exclusivas] se multiplicaram, e o preço das entradas subiu muito. Além disso, estão retirando pessoas pobres das áreas centrais e nobres para lugares mais distantes, e tudo isso com recursos públicos para os jogos”, lamentou Cosentino. “Estão transformando o Maracanã em um shopping. O Julio De Lamare e o Célio de Barros eram aproveitados diariamente por cerca de 10 mil pessoas que ali se exercitavam, usando-os como equipamentos de saúde. Tirar esses espaços para transformá-los em estacionamento, que é a proposta do projeto de privatização, é um absurdo”, completou.

Gustavo Mehl, também integrante do Comitê Popular da Copa no Rio, lembrou que protestos paralelos ocorrerão durante todo o domingo em outras áreas da cidade. Ele espera que as manifestações pressionem as autoridades para que ajam de forma mais transparente e democrática, já que, pelas vias legais, as reivindicações sociais não têm sido ouvidas ou acatadas. “Temos uma série de liminares que foram apreciadas diretamente pela presidência do Tribunal de Justiça, que derrubou todas as que tiveram parecer favorável dos juízes de primeira instância.”

(Transcrito da Tribuna da Imprensa)

A corrupção é mãe de todos os crimes hediondos

corrupção indignados

 

Dilma propôs uma nova legislação que considere a corrupção como crime hediondo. Isso depende de um plebiscito. Que o povo diga sim.

SIM. A corrupção pariu as quatro bestas do Apocalipse: a fome, a morte, a peste, a guerra. Só um corrupto, obviamente, defende a impunidade, uma justiça que não prende bandido de colarinho (de) branco: os empresários de obras super, super faturadas, ou inacabadas, e os negociadores de serviços fantasmas.

O Brasil precisa acabar com as chacinas dos fins de semana. A morte dos jovens pobres, dos negros pobres, dos moradores de rua (Belo Horizonte, em dois anos, trucidou cem filhos da rua).

policia terrorista 2

Quem rouba as verbas do SUS mata os doentes nas filas e dentro dos hospitais. Rouba as verbas para erradicar as doenças terceiro-mundistas como a dengue.  Quem rouba a merenda escolar mata os pobres estudantes pobres das escolas públicas.

Os principais vândalos desviaram o dinheiro da construção de mais escolas, mais hospitais, mais moradias populares, para edificar, a toque de caixa, estádios luxuosos, elefantes brancos e palácios com rachaduras como aconteceu com a sede do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, com o estádio Engenhão, que pode ser derrubado com uma ventania.

Estes ladrões, sim, são os vândalos invisíveis, que destroçam os prédios públicos. O prefeito e o governador do Rio de Janeiro vão demolir um parque aquático, um estádio, um museu, uma escola, a décima melhor do Brasil, para doar os terrenos a um grupo de empresários liderados por Eike Batista.

A corrupção só acaba se for considerada um crime hediondo.

 

corrupção

Terrorismo policial: Gás de pimenta é refresco nos olhos dos estudantes e professores. As chacinas dos finais de semana

estudantes polícia indignados

Os crimes de guerra e contra a humanidade se tornaram uma “realidade cotidiana” no território sírio, denunciou nesta terça-feira a comissão de investigação da ONU. Pelo uso de armas químicas e da tortura. E repetição dos massacres.

O gás lacrimogêno é sim arma química. Comprovadamente letal.

Massacres, no Brasil, temos todo final de semana. Tortura nunca faltou. O País trava uma guerra interna.

A repressão policial funciona apenas contra estudantes, militantes de movimentos sociais, sendo famosa a costumeira apatia do povo. Que não protesta. Que suporta calado a fome, a sede – uma vivência de bicho nos lamaçais das favelas. Idem contra professores grevistas.

Para enfrentar a guerra interna do crime, o governo legal – há uma confusão e mistura do que seja polícia, milícia, empresa de segurança e fogo paramilitar – não sabe enfrentar o governo paralelo, cujo mando continua invisível.

Na guerra interna, apenas são presos os soldados rasos, os descamisados, os pés-rapados. E o dinheiro dos capos do tráfico em geral e dos bandidos de colarinho branco continua invisível.

políicia gás

AS LÁGRIMAS DO POVO 

Gás lacrimogêneo (do latim lacrima = lágrima) é um nome genérico dado a vários tipos de substâncias irritantes da pele, olhos (pode causar cegueira temporária) e vias respiratórias, tais como o brometo de benzilo, ou o gás CS (o-clorobenzilideno malononitrilo). O uso crescente do gás lacrimogêneo, pela polícia e exército, como arma de “controle de multidões” deveu-se ao fato de, supostamente, ser capaz de dispersar multidões sem causar efeitos letais (mortes). Os primeiros estudos clínicos mostravam que o gás causava irritação e mal-estar e em concentração CONTROLADA era incapaz de deixar marcas ou causar óbitos. Por isso era chamado de arma “não letal”. Porém, notadamente em crianças, o efeito pode ser consideravelmente perigoso.

Gases lacrimogênios populares são os irritantes oculares CS, CN e CR, e o irritante respiratório aerosol de pimenta.

As espécies de gases lacrimogêneos são: o gás CS, o gás CN (chloroacetophenone), gás CR (dibenzoxazepine) e o Spray de pimenta.

gás explosivo

FÓRMULAS DE GÁS LACRIMOGÊNEO

A forma mais comum de gás lacrimogêneo, o CS (chlorobenzylidenemalononitrile), foi desenvolvido nos anos 50, na Inglaterra, pelo laboratório CBW (no polêmico centro de pesquisas de armas químicas de Porton Down). Depois, nos anos 60, foi utilizado em larga escala pelos Estados Unidos durante a Guerra do Vietnam.

Suas fórmulas variam. Podem ser, por exemplo, cloro-acetona (CH3–CO–CH2–Cl), bromo-acetona (CH3–CO–CH2–Br) ou acroleína (CH2=CH–COH). O CS é mais forte que o CN, porém desvanece mais rápido.

 

índios

UTILIZAÇÃO CONTRA O POVO DESARMADO

Estes produtos químicos podem produzir rapidamente irritação ou incapacitação sensorial, que desaparecem após cessar a exposição. Também podem ser utilizados em guerra química, ainda que seu uso em guerra é uma violação da Convenção Sobre Armas Químicas. Informa Wikipedia.

Que ironia: em guerra tipo Síria, proibido. Para dispersar jovens estudantes, totalmente permitido.

Estes gases podem ser dispersos por meio de sprays (aerosol) de mão por meio de recipientes que emitem gás a um ritmo fixo ou de forma explosiva. Tais recipientes são tanto construídos na forma de granadas de mão como projéteis a serem lançados tanto de armas adequadas portáteis como fixas em veículos ou mesmo por morteiros. Podem ainda ser construídas conjuntamente com bombas de efeito moral, liberando o gás conjuntamente com explosão de ruído extremamente intenso.

 

made in Brazil

OS EFEITOS NOCIVOS QUE A POLÍCIA NEGA

Os efeitos da exposição ao gás lacrimogêneo são reações involuntárias de lacrimação com uma forte sensação de queimadura nas terminações nervosas da pele. Coceiras, inflamações, dor de cabeça, leve vertigem, sensação de insuficiência respiratória são os efeitos mais comuns. Isso tem nome: tortura física.

Atualmente, os gases lacrimogêneos, bem como os sprays de pimenta são legalizados em alguns países, sendo valido como arma apenas para auto-defesa, porém tais “armas” – disponíveis em portáteis como latas de spray – necessitam de licença e treinamento para seu porte e uso (restrito). Acontece o mesmo para o porte de armas de fogo. Por que a precaução, quando usadas por civis?

Edema causado por exposição a gás lacrimogêneo
Edema causado por exposição a gás lacrimogêneo

Informa CMI: Até hoje, muitos poucos estudos médicos independentes foram realizados e as fontes da maior parte dos dados clínicos disponíveis são justamente das empresas que fabricam a substância. Segundo estudo feito por uma equipe de especialistas e publicado no periódico da Associação Médica Americana em 1989, a inalação de gás lacrimogêneo (na sua forma mais difundida, CS) pode causar pneumonia química e edemas pulmonares fatais. Em situações analisadas de grande exposição ao gás, foram notadas também paradas cardíacas e há casos registrados de morte entre adultos. Segundo um dos autores do estudo, Dr. Howard Hu, epidemologista da Universidade de Harvard, “a extensão dos efeitos nocivos desses químicos é ainda desconhecida, pois não existem estudos rigorosos independentes sobre populações afetadas”.

Essas evidências têm levado os fabricantes a chamar essas armas de “menos letais”, ao invés de “não letais”. Relatos de mortes relacionadas a gás lacrimogêneo têm aumentado nos últimos anos. Em 1996, 76 pessoas morreram, entre elas 25 crianças, depois que o FBI bombardeou com gás lacrimogêneo uma casa da seita dos davidianos em Waco, nos Estados Unidos. Dados da Anistia Internacional, de 1988, mostram que médicos em Israel citaram o gás lacrimogêneo como causa ou fator relevante na morte de mais de 40 palestinos nos territórios ocupados. E dados recentes de autoridades médicas palestinas estimam que do total de mortes em conflitos com forças israelenses, pelo menos 1,4% são causadas por gás lacrimogêneo.

Desde 1969, o uso de gás lacrimogêneo em guerras é condenado pelo Protocolo de Genebra, mas o uso “doméstico” não é recriminado. No debate ocorrido na Assembléia Geral da ONU, à época, destacou-se a posição da Embaixadora da Suécia que enfatizou que embora o uso militar do gás fosse condenável o mesmo não podia ser dito de seu uso para o “controle de tumultos” – assim “como não se pode confundir o uso de pesticidas na guerra e seu uso na agricultura”. O Brasil aderiu ao tratado em 1970.

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Brecha? Tem lugares com rombo
Brecha? Tem lugares com rombo

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Brasil. Memoria de una masacre indígena

por Fernando Gualdoni

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Esta semana en Brasil sucedió un hecho clave para su historia. Tras 45 años perdido o creído extinto, reapareció un tristemente célebre informe sobre las atrocidades cometidas contra los indígenas de Brasil entre los años cuarenta y sesenta por parte de los terratenientes y el propio Servicio de Protección Indígena (SPI).

El conocido como Informe Figueiredo, presentado en 1967 por el fiscal Jader de Figueiredo Correia, describe las torturas, los robos de tierras, los envenenamientos, las violaciones y el genocidio de las tribus indígenas. Algunas de estas comunidades desaparecieron o quedaron al borde de la extinción. Cuando se hizo público el documento de 7.000 páginas hubo un gran revuelo internacional por las brutalidades que describía. Dio pie a una investigación que acabó con 134 funcionarios acusados de cometer más de un millar de crímenes de toda índole. Apenas una cuarentena fueron destituidos y ninguno fue a prisión.

Poco después de salir a la luz, el informe supuestamente quedó destruido en un incendio. Se achacó a la dictadura una maniobra para hacer desaparecer el documento, en un intento de echar tierra sobre el escándalo y de paso lavar la imagen de muchos latifundistas aliados del régimen. Sin embargo, 45 años después el texto fue hallado en el Museo del Indio de Brasil.

Entre las atrocidades recogidas en el informe, se describe la “masacre del paralelo 11”, en la que se arrojó dinamita desde un pequeño avión sobre una comunidad de indígenas Cinta Larga. Treinta indígenas murieron, y solo dos sobrevivieron para contarlo. También se da cuenta del envenenamiento de cientos de indígenas con azúcar mezclada con arsénico, y brutales métodos de tortura como aplastar lentamente los tobillos de las víctimas con un instrumento conocido como el “tronco”.

En 1969, en un artículo titulado Genocidio que apareció en el Sunday Times británico, el cronista Norman Lewis escribió: “Desde el fuego y la espada al arsénico y las balas: la civilización ha enviado a seis millones de indígenas a la extinción”. El artículo motivó a un pequeño grupo de personas a fundar Survival International ese mismo año. De acuerdo con la ONG Survival, el informe será considerado por la Comisión Nacional para la Verdad de Brasil, que investiga las violaciones de derechos humanos que tuvieron lugar entre 1946 y 1988.

Relatório Figueiredo

Indígenas de Brasil 

Foto da reportagem

Foto da reportagem Genocide 

EIKE PLANEJA E GANHA LICITAÇÃO DO MARACANÃ

por Helio Fernandes

copa estádio Maracanã

Tudo dentro da mais completa normalidade, em se tratando de Eike Batista e do governo Cabral. Quem disse “como o Maracanã devia ser dirigido” ganhou a licitação. Tudo sóbrio e legítimo, Cabral e Eike jogam no mesmo time. Mas não é só isso.

No dia em que Cabral anunciou a “vitoria” de Eike, fez também esta comunicação entre aspas: “As obras custarão mais 200 milhões”. Alguma suspeita? De jeito algum, pura coincidência. As obras previstas para custarem 700 milhões, ultrapassaram a casa dos 900 milhões.

Agora, esses 200 milhões, que o lúcido e lisérgico Cabral chama de “imprevistos”. Se eram “imprevistos”, como Cabral e Eike poderiam prever?

PS – E o Engenhão do ex-prefeito Cesar Maia e agora do ínclito Eduardo Paes? Tudo tem a cara do “Palácio das Artes”. Calculado inicialmente em 80 milhões, custou mais de 700 milhões.

PS2 – E Eduardo Paes, que interditou o estádio por não resistir a ventos de 55 quilômetros por hora?

PS3 – Isso depois de 5 anos, para livrar a empreiteira-construtora de arcar com as despesas da reparação.

Ps4 – Agora Paes vem a público e garante: “O Engenhão está todo errado, mas a construtora pagara as despesas”.

PS5 – Pagará? Quando as coisas forem esclarecidas (?), Paes estará longe. E Cesar Maia, que não pagou pelo Palácio das Artes, cobrirá o prejuízo do Engenhão? Maia, Paes e os responsáveis por tudo, estarão de divertindo na Disney. Poderão até convidar Cabral e Eike.

PS6 – Provocada pelo Ministério Público, uma juíza do Rio anulou a licitação. Utilizou os mesmos argumentos que este repórter vem utilizando há tempos: “A empresa de Eike Batista que fez o estudo de viabilidade não poderia participar da licitação”.

copa estádio despejo indignados maracanã

Nota do redator do Blogue: Atualizando os gastos. Apenas na reforma, até o presente, torraram R$ 1,45 bilhão. Falta contabilizar os edifícios que rodeiam o estádio: Museu do Índio, Escola Municipal Friedenreich, Parque Aquático Júlio Delmare, Marcanãzinho, Estádio Célio de Barros e outros, inclusive trechos de ruas e praças. (T.A.)

Prédios nas alturas esconderão o Maracanã & maracangalhas

Excelente furo do jornal O Dia:

Recém-reformado, o Maracanã será parcialmente encoberto por dois edifícios-garagem que ocuparão os lugares do Estádio Célio de Barros e do Parque Aquático Julio Delamare. A perspectiva consta de vídeo feito pela IMX, empresa de Eike Batista autora do projeto de privatização da administração do complexo.

Os estádios de atletismo e de natação têm altura máxima de 15 metros, os novos prédios poderão chegar a 22 metros, cerca de sete andares: um deles será mais alto, pois terá um heliponto no teto. No vídeo, os edifícios são mostrados com apenas quatro andares. O Maracanã tem 32 metros de altura.

Maracanã ficará encoberto por edifícios de 22 andares. Escondido mesmo é o jetinho de Eike ser dono do antigo
Maracanã ficará encoberto por arranha-céus. Escondido mesmo é o jetinho de Eike Batista ser dono do antigo Museu do Índio, da Escola Municipal Friedenreich – a terceira melhor do Rio de Janeiro -, do Estádio Célio de Barros, do Parque Aquático Julio Delamare e outros prédios que rodeiam o estádio construído para a Copa do Mundo de 1950, que já passou por várias reformas, consumindo milhões e, agora, bilhões, do sofrido povo brasileiro

Concessionária fará projetos

O edital de privatização prevê ainda a construção do de um Museu do Futebol no terreno do estádio. Pela proposta, haverá também centro comercial no térreo dos edifícios-garagem.

Os projetos das edificações serão elaborados pela concessionária que vencer a licitação do Maracanã. Mas a altura máxima e as áreas dos dois edifícios-garagem — que terão, pelo menos, duas mil vagas — estão definidas no edital.

Segundo uma Nota de Esclarecimentos do governo estadual, os prédios não poderão ocupar espaço superior ao estabelecido. Ilustração do documento mostra que as construções terão comprimento superior ao das arquibancadas do Célio de Barros e Julio Delamare.

Análise do Iphan

Os projetos dos edifícios-garagem e do Museu do Futebol terão que ser aprovados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), pois estão no entorno delimitado do Maracanã, um bem tombado. O Célio de Barros e o Julio Delamare já existiam em 2000, quando houve o tombamento.

[Maracangalhas

Os prédios – que custaram uma fortuna aos governos da União, do Estado e do Município do Rio de Janeiro – quanto valem?

Quanto custam os terrenos dos prédios públicos e das moradias, incluindo demolições e despejos, que rodeavam o Maracanã?

Quantas praças e avenidas e ruas e árvores vão ser engolidas pelo mega projeto?

Maracanãzinho já era
MARACANÃZINHO JÁ ERA

Museu do Índio já era 1

MUSEU DO ÍNDIO JÁ ERA
MUSEU DO ÍNDIO JÁ ERA

escola já era

escola já era 22

ESCOLA MUNICIPAL JÁ ERA
ESCOLA MUNICIPAL FRIEDENREICH JÁ ERA

dudu paes cabral contra escola

Estádio Célio de Barros já era 1

estádio 1

estádio celio 3

estádio já era

ESTÁDIO CÉLIO DE BARROS JÁ ERA
ESTÁDIO CÉLIO DE BARROS JÁ ERA

Parque Aquatico já era ll

Parque Aquático Júlio Delamare já era 1

PARQUE AQUÁTICO JÚLIO DELAMARE JÁ ERA
PARQUE AQUÁTICO JÚLIO DELAMARE JÁ ERA

Você acha que Eike Batista está nesta Maracanã cangalha sozinho?
Sérgio Cabral quando brigava pelos royalties do petróleo ameaçava: “Sem royalties não tem Copa”. Aí está uma partizinha do dinheiro.
Dinheiro de Eike só se for emprestado pelo BNDES.

Eu vou prá Maracangalha
Eu vou!
Eu vou de liforme branco
Eu vou!
Eu vou de chapeu de palha
Eu vou!
Eu vou convidar Anália
Eu vou!
Se Anália não quiser ir
Eu vou só!
Eu vou só!
Eu vou só!
Se Anália não quiser ir
Eu vou só!
Eu vou só!
Eu vou só sem Anália
Mas eu vou!…

Eu vou só!…

Você acha que Eike está nessa sozinho?

já era não as privatizações e demolições

Cante Marangalha de Dorival Caymmi

Medicamento contra Leucemia Mielóide Crónica perde guerra de patentes na Índia

De acordo com a decisão do Supremo Tribunal, a partir de 2014 poderão ser postos à venda genéricos a valores 15 vezes inferiores. Isto é, o Supremo da Índia. Da Índia. A Índia é a Índia. O Brasil tem índios. E foram expulsos por Sérgio Cabral.

Transcrito do jornal Público PT (PT de Portugal, que o PT brasileiro não briga com empresas multinacionais):

Uma das maiores farmacêuticas do mundo, a Novartis, viu rejeitado um pedido de patente na Índia para uma nova versão do medicamento Glivec, usado para tratar a Leucemia Mielóide Crónica.

O fim da patente estava previsto para 2014, mas a farmacêutica suíça apresentou em 2007 uma nova versão do Glivec, que o Supremo indiano considerou agora ser apenas “ligeiramente diferente da anterior”, pelo que rejeitou o pedido da Novartis.

A Índia é um dos maiores produtores e exportadores para os países mais pobres de medicamentos genéricos para o tratamento de vários cancros, do HIV/sida, da tuberculose ou da malária, entre outras doenças.

A indústria de genéricos indiana começou a florescer em 1972, ano em que as autoridades do país decidiram não reconhecer patentes de medicamentos. Em 2005, uma nova Lei da Patentes passou a impedir as empresas indianas de produzirem genéricos de medicamentos patenteados, mas deixou de fora todos os medicamentos criados antes de 1995.

E, mais do que isso, proibiu o processo conhecido como “perenização”, através do qual as farmacêuticas introduzem pequenas alterações nos seus medicamentos para tentarem renovar os direitos de exclusividade – é por causa dessa disposição legal que já é vendido na Índia um genérico do Glivec original. O custo mensal do tratamento com o Glivec ultrapassa os 2000 euros por mês, mas o genérico vendido na Índia custa cerca de 135 euros, segundo a BBC. Em 2011, a venda do Glivec rendeu à Novartis mais de três mil milhões de euros.

O processo andou de tribunal em tribunal desde 2007, até que o Supremo anunciou, esta segunda-feira, a sua decisão final: na prática, a partir de 2014 qualquer empresa indiana poderá começar a comercializar genéricos a partir do Glivec.

Talvez por já esperar esta decisão, a Novartis deu início a uma campanha, no final do ano passado, para convencer médicos e pacientes de que um novo medicamento, o Tasigna, é mais eficaz no tratamento da Leucemia Mielóide Crónica (LMC) do que o Glivec.

“A estratégia da Novartis”, lê-se numa notícia publicada no site Bloomberg News, em Outubro do ano passado, “é promover o Tasigna como o melhor tratamento disponível no mercado. Tão bom que será falado como se representasse uma cura”, disse Andrew Weis, analista da empresa suíça Bank Vontobel AG.

O Glivec revolucionou o tratamento da LMC há mais de uma década, transformando-a de uma doença incurável numa doença crónica, com potencial de cura em determinados pacientes.

Citado pelo jornal Ciência Hoje, o director de hematologia do IPO de Lisboa, Manuel Abecasis, explicou – por ocasião do Dia Internacional de Sensibilização para a Leucemia Mielóide Crónica, celebrado a 22 de Setembro – que, “há 15 anos, a LMC era uma doença mortal para a grande maioria dos doentes e hoje é vista como uma doença crónica e não como uma sentença de morte”.

Manifestantes protestam contra a empresa Novartis, junto à representação da farmacêutica em Bombaim. Tinha que ser na Índia. Que o brasileiro só vai pra rua atrás do trio elétrico
Manifestantes protestam contra a empresa Novartis, junto à representação da farmacêutica em Bombaim. Tinha que ser na Índia. Que o brasileiro só vai pra rua atrás do trio elétrico

Racismo. O Museu do Índio que “seu” Cabral quer demolir para dar o terreno para Eike Batista

por Ollantay Itzamná

 

Museu do índio abraço

En la Abya Yala actual, permanentemente se recurre a la palabra indio para referirse a las personas originarias en condición de exclusión y de subalternidad. En sociedades fragmentadas como la hondureña o la guatemalteca, los “citadinos” nos llaman “inditos” para no faltar a la caridad cristiana y edulcorar la “tolerancia”. Para los sectores que monopolizan la construcción y reproducción de prejuicios sociales, “el indio siempre fue indio, y seguirá siendo indio”. Pero no se dan cuenta que el concepto indio es una categoría de dominación sociopolítica intencionalmente construida y “naturalizada” a partir del siglo XVI.

La palabra indio es la materialización más burda del darwinismo sociopolítico y cultural que intencionalmente se aplicó en la colonia y en las repúblicas bicentenerias sobre nosotros los originarios/as, con la finalidad de deshumanizarnos. Es decir, asumirnos como no humanos, complemento (laboral) para las nuevas tierras usurpadas. Por tanto, si tan ni siquiera contamos como humanos, tampoco podemos tener derechos, ni propiedades. Mucho menos podemos ser ciudadanos plenos (sólo votantes, jamás gobernantes).

Por eso, cuando Ud. escucha la palabra indio, automáticamente lo relaciona con lo antiestético (feo, sucio), miserable, vago, desconfiado, bruto, ignorante, inútil, supersticioso, providencialista, resignado, borracho, lujurioso, y un largo etc. En otras palabras, la palabra “indio” no es otra cosa que la materialización de los vicios.

Y lo más triste e irracional. Cuando Ud. se encuentra con un nativo de la América profunda, con idioma, estética, gustos y olores diferentes a las de Ud., casi automáticamente siente repulsa o lástima. Su inconsciente le revela que Ud. está ante un “indio”. Sólo ante un prójimo (un semejante) se siente amor. Pero, ¿qué es el indio? ¿Los primeros europeos que llegaron a Abya Yala, en el siglo XVI, como Cortés, Pizarro o Alvarado se habrán encontrado con indios? ¿Quiénes y por qué construyeron/establecieron el concepto indio en Abya Yala?

El indio es una construcción sociopolítica y cultural de la colonia, y afianzada por las repúblicas. Los invasores no encontraron en Abya Yala habitantes vagos, brutos, resignados, ignorantes. No encontraron indios. Encontraron nativos del lugar a las que en los primeros documentos los llaman “naturales”. La categoría indio fue una construcción colonial para deshumanizarnos filosóficamente a los nativos, negarnos derechos, apropiarse de nuestras tierras y bienes, y explotarnos sin eliminarnos.

Ahora, Ud. dirá que las montañas y valles de México, Guatemala, Ecuador, Perú, Bolivia y otros, actualmente están habitados por seres sumisos, resignados, desconfiados, sucios, analfabetos, brutos, etc. En parte sí. Pero no somos indios. Somos seres humanos que hemos llegado a corporizar la dominación y las estigmatizaciones impuestas por varios siglos sobre nosotros. Si acaso algunos aún somos “indios” (colonizados), no hemos nacido indios. Nos hicieron indios. Por tanto, no somos una realidad “natural”, innata, ni definitiva. Somos una realidad políticamente configurada, y estamos en proceso de emancipación de esa configuración.

Producto de las nefastas historias irredentas, y de nuestras circunstancias adversas fuimos asumiendo (corporizando), en muchos casos, actitudes, roles, sentimientos e incluso una falsa conciencia de ser indios para siempre. El sistema colonial y republicano nos ha repetido (inoculado) tanto, por activa y por pasiva, nuestra situación de “ignorantes”, “brutos”, “salvajes”, “resignados”, hasta el límite que nos habita el complejo de inferioridad. Pero sólo es eso: un complejo. Y así como fue construido también podemos y debemos deconstruir y liberarnos.

Si los invasores durante la colonia crearon la categoría indio para afianzar la maquinaria colonial del despojo; las repúblicas, algunas, en su intento de construir la “nación”, se empecinaron en asimilarnos y ladinizarlos. Para este objetivo se institucionalizó el racismo y el desprecio del “indio” para justificar la exclusión de los pueblos originarios.

En el siglo XVI, juntaron a nuestros abuelos/as (quienes vivían esparcidos en territorios), y organizaron los sistemas de pueblos indios (caso de la Audiencia de Guatemala). Y ¿qué era un pueblo indio? Nativos aglomerados en pueblos con la finalidad de organizar, garantizar y repartir mano de obra gratuita para los hacendados que ocupaban las tierras de donde fueron sacados los mimos originarios, y garantizar de manera segura el pago de los tributos al Rey. A cambio nos dejaron el bautismo y la Biblia.

Durante la República, las diferentes revoluciones no significaron cambios sustanciales para nosotros/as. Las revoluciones liberales y las reformas agrarias, en buena medida, sirvieron para legalizar el despojo de las tierras comunales de los pueblos originarios. Sin tierra, sin derechos, sin oportunidades, humillados, en espantoso empobrecimiento, ¿cómo podíamos no convertirnos en indios? Así como la condición de la colonialidad es producto histórico de relaciones de poder, también la condición de “indio” es una construcción histórica colonial para afianzar el sistema de saqueo y de despojo.

Por esta perversa intencionalidad de la categoría indio, construida para deshumanizarnos, no nos llamen indio. Somos hijos/as de la Tierra como tú. Con diferentes estéticas, sentimientos y pensamientos, pero siempre abiertos aprender de las y los demás, si ellas y ellos también están dispuestos a aprender de nosotros. Así como no deberíamos llamar extranjero/a a ningún hijo/a de la Tierra. Después de todo, incluso la categoría de nacionalidad (fronteras) es una construcción política para estabularnos. Dinos indígena, originario, nativo, Tierra que piensa, que siente, que llora, que sueña, pero no nos llames indio, ni extranjero. Sólo unidos/as le haremos frente a este sistema de muerte que, ahora, incluso hasta a la capacidad del metabolismo de la Madre Tierra ya lo está convirtiendo en dólares. Ler más

POR QUE ENTREGAR O MARACANÃ A EIKE BATISTA?

por Hélio Fernandes

Museu do Índio
Museu do Índio
Escola Municipal Friedenreich, o terceiro melhor educandário do Rio de Janeiro
Escola Municipal Friedenreich, o terceiro melhor educandário do Rio de Janeiro

estadio célio de barros

Estádio Célio de Barros e o Maracanã
Estádio Célio de Barros e o Maracanã

parque aquático

Parque Aquático Júlio Delamare e o Maracanã
Parque Aquático Júlio Delamare e o Maracanã

Depois de duas reformas quase seguidas, de 400 milhões cada uma, o estádio símbolo do Rio está terminando, cada vez mais lentamente. E isso ao custo de quase 1 bilhão de reais. E já preparam, às escondidas, a entrega imediata de tudo ao bilionário aventureiro.

Fluminense e Flamengo já fizeram acordo para administrar, em conjunto, aquele que já foi o maior estádio do mundo. Encontram dificuldades, a proteção a Eike é total.

Deveríamos seguir a fórmula de Milão. Há mais de 50 anos a Prefeitura construiu o estádio, entregou aos dois grandes clubes da cidade, Inter e Milan. A prefeitura fiscaliza de longe, nunca houve problema.

[Nunca se viu nada igual. Vão demolir um Museu, uma Escola, um Estádio, um Parque Aquático para Eike Batista construir um shopping e um estacionamento. Esqueça os prédios, cujo valor histórico não tem preço. Quanto vale todos os terrenos dos prédios citados, doados por Sérgio Cabral? Quanto os diferentes governos, desde o presidente Dutra, já investiram no Maracanã?]