Em defesa das riquezas do Brasil contra o entreguismo da privataria

Cuiabá
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Salvador
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Salvador, trio elétrico
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São Paulo, cem mil nacionalistas na Avenida
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Fortaleza
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Brasília
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Começou hoje o aquecimento para o Ato Nacional de amanhã

Contra os golpistas, os inimigos do Brasil e os traidores da Pátria

 

Mais de mil mulheres

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Mais de mil mulheres da Via Campesina de Rondônia protestam em frente ao Palácio do Governo. Dentre as pautas, estão a educação no campo, a saúde, a reforma política e a defesa da Petrobras

 

Alagoas

Em Jornada de Lutas, movimentos sociais do campo reúnem-se com o governador de Alagoas

 

porto alegre

Nesta quinta, as diversas organizações que compõem a CMS se mobilizaram em defesa da classe trabalhadora, da Constituinte e da Petrobras

 

13 demarço

As ações de hoje se desembocarão nas mobilizações de amanhã, em defesa da Petrobras, da reforma política, dos direitos trabalhistas e contra qualquer tentativa golpista

 

 

Os medos de Aécio e Marina e a municipalização da campanha presidencial

paz guerra império indignados

 

Pretendem os inimigos do Brasil transformar a campanha presidencial em uma campanha de governador ou prefeito: em promessas de mais escolas, mais hospitais, mais segurança.

Uma campanha presidencial é para discutir o futuro do Brasil como nação, como país, e a felicidade do povo em geral.

Estadualizar e municipalizar uma campanha presidencial é Crime de Lesa-Pátria. Definido numa resposta para o Yahoo: “Crime de Lesa Pátria é o crime de atentado ou traição à Pátria e à sua Soberania. É o ato contrário aos interesses da pátria e da nação.

Exemplos: Entrega de tecnologia de um país a outro de modo ilegal ou por meio de espionagem. Apropriação de uma empresa pública para interesses partidários, auferindo prejuízos por gestão temerária e desvio de recursos”. Isso aconteceu adoidado nos tempos de Fernando Henrique, para privatizar mais de 70 por cento das estatais, além do fatiamento e entrega da Vale do Rio Doce, da Petrobras e toda riqueza nacional,i ncluindo o precioso nióbio. Começou com a estatal do aço no Espírito Santo, no governo Fernando Collor.

 

economico. eleições

Temos que eleger um presidente nacionalista, patriota, e que defenda a brasilidade. E tudo começa pela nossa independência econômica, o esquecido grito Independência ou Morte.

“A classe trabalhadora tem que assumir suas responsabilidades, ela tem que se emancipar e assumir a direção do seu país”, diz o economista Theotonio dos Santos. Este o medo de um Aécio Neves, de uma Marina Silva.

Eles são defensores do FMI. De um dupla nacionalidade dirigir o Banco Central. De um ministro da Economia ex-funcionário de banco estrangeiro. Um país vassalo, exportador de matérias primas, do tráfico de minérios, de uma agricultura de exportação, de uma dívida jamais auditada, dos brasileiros empregados de empresas estrangeiras, que pagam salários indignos. Um povo sem voz. Sem plebiscito. Sem referendo. Um país espionado. Uma imprensa vendida.

Por que o medo de discutir as reformas de base?

Por que o medo de debater as reformas do executivo, do judiciário e do legislativo?

indignados imperialismo burguesia

 

“O Brasil é mais forte com os Brics”

por Fania Rodrigues

Theotonio dos Santos, 77 anos, é um dos mais renomados economistas brasileiros e um dos formuladores da teoria da dependência e está entre os mais importantes intelectuais da América Latina. Atualmente é presidente da Cátedra e Rede UNESCO, da Universidade das Nações Unidas (UNU), sobre “Economia Global e Desenvolvimento Sustentável”. E nessa entrevista fala dos desafios e da importância da aliança comercial dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e a África do Sul).

Brasil de Fato – Qual é a importância dos Brics?

Os países que compõe os Brics são os cinco os maiores do mundo em termos de dimensão territorial e número de população. Juntas, essas nações representam cerca de 30% da população mundial e mais de 25% da renda do planeta. E com o nível de crescimento econômico desses países em menos de 20 anos vão acumular cerca de 40% das riquezas do mundo. Em 30 anos a estimativa é que esse percentual suba para 60%. Além disso, a China e a Rússia fazem parte do Conselho de Segurança da ONU, que hoje é o organismo de maior poder e que pode vetar qualquer intervenção militar no mundo. Então fazer parte dessa aliança nos dá um papel no mundo muito importante.

Brasil de Fato – Os Brics acabam de criar um banco. De que forma os povos desses países serão beneficiados? O que o povo brasileiro pode esperar desse banco?

Esse é um banco criado pelos governos desses países, que tem como objetivo fortalecer o desenvolvimento dessas nações. Os recursos serão destinados basicamente a obras de infraestrutura, como estradas, portos e investimentos em transporte. Isso será muito importante para a América Latina, pois não estamos suficientemente ligados entre nós. Isso limita muito o comércio e nossas relações. Tudo isso gera muito emprego. Mesmo que aquelas pessoas não tenham um emprego diretamente ligado às estruturas financiadas por esse banco, ainda assim vão ganhar com a diminuição do desemprego, por exemplo. Quando isso diminui temos maior capacidade de negociação e, portanto, melhores salários. Parte dos recursos também será destinada ao setor social, para melhorar a educação, assim como ciência e tecnologia. Então esse banco vai representar um avanço muito grande.

Brasil de Fato – Onde será a sede do banco e qual será a participação efetiva do Brasil?

A sede será em Changai e a presidência será conduzida pela Índia, por que foi ela que propôs a criação desse banco. A presidência do banco será rotativa entre os integrantes do bloco e o próximo presidente será brasileiro. O fato do Brasil participar de centros de decisões econômicas já dá ao país uma grande importância no mundo. O Brasil é mais forte com os Brics.

Brasil de Fato – Essa aliança econômica dos Brics, tal como acontece com o Mercosul, não corre o risco de ser apenas entre os governos e as elites desses países?

Isso vai depender do desenvolvimento político de cada país e da capacidade dos trabalhadores de serem donos do Estado e dirigir os interesses da classe. No caso do Mercosul, foi criada uma coordenação de trabalhadores, com participação também dos indígenas, que se reúnem e tomam decisões conjuntas. Nesses países mais próximos nós temos que ter uma coordenação muito grande. O MST faz um trabalho muito interessante nesse sentido. Os sindicatos também têm suas articulações internacionais, assim como os partidos políticos de esquerda, através do Fórum de São Paulo.

Brasil de Fato – Essa aliança com os Brics promete grandes transformações para o país. Como preparar a população e os trabalhadores para receberem essas mudanças e oportunidades?

Quem vai saber utilizar esses recurso é o povo, na medida em que ele tem influência sobre o governo. A direita tentou tirar do povo o voto. Quando a ditadura caiu, começaram a fazer propaganda para que as pessoas não votassem e não participassem politicamente, dizendo que na política só tem gente que não vale a pena. E tentaram afastar o trabalhador do mundo político, delegando a escolha a outras pessoas. A classe trabalhadora tem que assumir suas responsabilidades, ela tem que se emancipar e assumir a direção do seu país. Ela é maioria, tem que atuar em conjunto e com objetivos políticos comuns.

 

Brasil cercado exérciro defesa colonialismo

Brasil. “La derecha intentó disputar el control de la calle”

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Página/12

La derecha no piensa en otra cosa que impedir, como sea, la reelección de Dilma Rousseff (acaba de perder 21 puntos de popularidad) en los comicios de 2014, y a pesar de su espanto congénito ante la movilización popular, intenta hacer que se convierta en fuente de caos e ingobernabilidad. De todos modos es improbable que las oligarquías logren desvirtuar el sentido transformador de la revuelta en curso desde hace tres semanas, atizada por la bronca ante el derroche de la Copa de las Confederaciones.

Esta es la imperfecta síntesis de la entrevista, rica por su densidad analítica, concedida por Joao Pedro Stédile, líder (aunque él corrija a quien lo llame así) del Movimiento de los Trabajadores Rurales Sin Tierra.

–Si la derecha sueña con el impeachment de Dilma, ¿qué repercusión tendría ese desenlace en los gobiernos progresistas de Argentina, Ecuador, Bolivia y Venezuela?

–Creo que ese escenario es imposible, no hay viabilidad política para que la derecha logre un impeachment de Dilma porque esto desencadenaría un proceso de intensas movilizaciones de masas que podría causar un efecto contrario al buscado por la derecha; es decir, el pedido de impeachment llevaría al gobierno de Dilma hacia posiciones más populares y de izquierda. Además considero que las movilizaciones son un factor que está ayudando a fortalecer el carácter popular de los proyectos que están en curso en los países que usted citó. En el fondo, las masas juveniles brasileñas criticaron en las calles el fracaso de esta política de conciliación de clases de la cual Brasil era un modelo. Era un formato de conciliación en el que aparentemente todos ganaban, pero en realidad el que más ganaba era el capital.

–Existe una comparación, tal vez snob, entre las manifestaciones brasileñas y los jóvenes que desataron levantamientos en el mundo árabe. ¿Qué opina sobre la tesis de que las redes sociales son la columna vertebral de un movimiento social que prescinde de partidos y líderes?

–Yo tampoco veo una relación entre las movilizaciones de la Primavera Arabe y las de Brasil. Primero porque en cada país del mundo árabe había características diferentes, en función de la composición de intereses de clase que se pusieron en funcionamiento. Creo que los casos más trágicos fueron la guerra impuesta por la OTAN en Libia y la masacre que ocurre ahora en Siria. Los pocos avances que hubo en Túnez y Egipto fueron para que se instalaran instituciones burguesas de la burguesía comercial árabe.

Acá en Brasil, en cambio, estamos ante un proceso encabezado por la juventud, resultante de una crisis urbana grave, de ausencia de participación política de la sociedad y de una crítica latente al modus operandi de los políticos de todos los partidos que resultó en la formación de una burocracia que se mueve por intereses propios y en una tecnocracia que existe dentro del gobierno de Dilma.

–El cardenal Claudio Hummes, amigo de Lula y del papa Francisco (llega en julio a Río), respaldó las protestas. ¿La Iglesia retoma posiciones progresistas tras amoldarse al conservadurismo de Joseph Ratzinger?

–La Iglesia Católica de Brasil siempre tuvo mucha sensibilidad social, y creo que el retroceso ideológico que hubo en estos años también fue consecuencia del reflujo del movimiento de masas en general además de que en la sociedad hubo una cierta hegemonía de falsos valores del neoliberalismo que priorizan el mercado, el individualismo y el consumismo. Con esa hegemonía ideológica en la sociedad, es lógico que se hayan fortalecido, dentro de la Iglesia, las visiones religiosas carismáticas, que apuestan todo en la salvación individual y en prácticas religiosas alienantes. Creo que con estas movilizaciones juveniles puede llevar un ascenso del movimiento de masas, y todo esto puede traer oxígeno a las prácticas de la Iglesia.

–La FIFA presionó para que el ejército se involucrara en la seguridad de la Copa, la prensa publicó que el ejército se reunió para analizar las manifestaciones. ¿Usted descarta que las fuerzas armadas sean convocadas para actuar en la seguridad interna?

–El riesgo de que eso pase siempre existe, porque lamentablemente aún hay muchos gobiernos provinciales, como los de San Pablo y Río de Janeiro, que son conservadores, y podrían solicitar el refuerzo militar. En Brasil las policías están bajo control de los gobiernos estaduales. Creo que esto causaría un desgaste institucional a los militares.

Las fuerzas armadas están para defender la soberanía nacional y no para reprimir al pueblo.

–La repulsa ante los gastos de la Copa crece, ¿existe algún margen para que Dilma decida no realizarla?

–Considero que esa posibilidad no existe porque el gobierno no quiere y no tiene fuerza para romper su contrato con la FIFA, después de todas las inversiones que se han realizado, y hasta porque el pueblo quiere que se haga la Copa en Brasil, y al mismo tiempo la gente quiere saber quién se quedó con tanto dinero y si hubo hechos de corrupción que se penalice a los culpables. Leer más

 moradores rua protesto

Desde 1985, 1.566 personas han sido asesinadas en Brasil por defender su derecho a la tierra. El 8% de estos crímenes han sido juzgados

terra violência campo indignados

Entrevista a Joao Pablo Rodrigues Chaves, dirigente del Movimiento de Trabajadores Rurales sin Tierra
“Lula fue el padre de los pobres y la madre de los ricos”

por Gerardo Elorriaga
lavozdigital.es

Denuncia los graves problemas vinculados al monocultivo industrial y la «criminalización» que sufre el campesinado

A la vera de las inmensas carreteras brasileñas se encuentran acampadas más de 150.000 familias campesinas que aspiran a la propiedad de una pequeña hacienda. El Movimiento de Trabajadores Rurales Sin Tierra (MST) apoya esta demanda de los braceros desde su creación hace tres décadas. Hoy, convertida en una de las organizaciones sociales más importantes de Latinoamérica, mantiene su lucha en un escenario aún más complejo, globalizado, donde confluyen intereses económicos de enormes dimensiones. Joao Pablo Rodrigues Chaves, miembro de su Coordinación Nacional, acaba de recibir el Premio Gernika por la Paz y la Reconciliación, un galardón a una lucha dificultada por la represión oficial y el asesinato clandestino.
-El conflicto social permanece en el campo brasileño. ¿En estos últimos treinta años se han consolidado progresos o la situación ha empeorado?

-El movimiento se fundó en un periodo dictatorial y, para nosotros, supone un avance importante la consolidación de un proceso democrático y las conquistas económicas y de derechos sociales para el campesino, como la política de créditos agrícolas, la introducción de la energía eléctrica o la educación.

-Pero la concentración de la propiedad se ha agudizado en estas últimas décadas.

-Ha aparecido un nuevo factor, las transnacionales que adquieren tierras para dedicarlas al monocultivo de exportación. Pueden cultivar caña de azúcar y producir etanol en el estado de Sao Paulo o el nordeste, eucalipto con el fin de generar pasta de celulosa, gracias al capital finés o surasiático, o dedicarse al negocio de la soja en el centro oeste. En el negocio han entrado Monsanto, Bunge, Bill Gates y George Soros, entre otros.

-La agricultura brasileña es un ejemplo de globalización comercial.

-El capital internacional ha emigrado a nuestro país como una forma segura de inversión en tiempos de crisis. Toda la exportación de grano se lleva a cabo por cinco o seis firmas y la producción de carne se canaliza a través de tres frigoríficas. Ese fenómeno nos deja en una situación muy complicada porque el enemigo ya no es el latifundista local, sino la gran empresa internacional con sede en Nueva York o Helsinki.

-¿Los gobiernos progresistas de Lula da Silva y Dilma Rousseff apoyan esta expansión?

-Lula fue el padre de los pobres y la madre de los ricos, porque el modelo de desarrollo brasileño está basado en el apoyo al inversor extranjero. Se dedican 2.000 millones de dólares (1.535 millones de euros) a préstamos, subsidios para infraestructuras o incentivos para los campesinos, mientras que las empresas de agronegocio cuentan con 120.000 millones. Por ejemplo, la soja para la exportación no paga impuestos, solo la dedicada al consumo interno.

 

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Espiral de violencia

-En lo que va de año tres de sus representantes han sido asesinados. ¿Quién mata en Brasil?

-Mata quien detenta la tierra. Las grandes empresas son muy modernas, y sus plantaciones de Sao Paulo disponen de la tecnología más reciente, pero el mismo grupo puede poseer una hacienda en Maranhao, al nordeste, completamente arcaica, con sistemas de esclavitud y milicias armadas. También tenemos problemas con la Policía local, radicalizada contra nosotros. Sufrimos su persecución, la criminalización, porque hoy el agronegocio es hegemónico y el campesino sin tierra, el indígena, el sindicalista y el ambientalista son los malos.

-¿Persisten todavía lacras como la esclavitud y el trabajo infantil?

-Permanecen porque la agricultura es mixta, está la moderna y aquella que se basa en el trabajo barato de la mano de obra sin derechos, que destruye la foresta y presiona a los pequeños propietarios para que vendan. En sus haciendas aisladas los trabajadores han de pagar la cama, la comida y la ropa. El año pasado fueron liberados 2.000 personas que estaban en esta situación.

-¿Hay conciencia en el país de los riesgos de este monocultivo industrial, no solo en el plano económico sino en el sanitario, por el elevado uso de pesticidas que exige?

-No, Brasil es el mayor consumidor de agrotóxicos del mundo, con una media de cinco kilos por persona, lo que supone casi mil millones de kilos anuales. El fenómeno es muy grave porque se esparcen por avión, lo que afecta a la salud de las personas. Se fumigan los pastos y los cultivos de soja, maíz, eucalipto o los pastos, pero no hay crecimiento de la producción de frijoles, mandioca o de frutas como el mango. Los precios de los alimentos son los más elevados de Latinoamérica, el del tomate ha aumentado un 150%, va a ser más caro que la carne.

-¿Este modelo de desarrollo es viable?

-No es sostenible, los países emergentes necesitan procesos nuevos. No se invierte en tecnología que no sea para el biodiesel, estamos perdiendo la soberanía alimentaria, los campesinos emigran a las urbes y los grandes capitalistas quieren explotar la Amazonia para extraer el hierro. Vamos a tener enormes problemas sociales y ecológicos.

-La clase política parece carecer de conciencia sobre los riesgos asumidos, pero, ¿qué ocurre con la sociedad?

-Existe la conciencia de que el país se enriquece frente a un mundo decaído y una creciente clase media que reclama una buena casa, coche, televisión y frigorífico. La población brasileña se concentra en cinco ciudades, Sao Paulo, Río de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza y Salvador, y no le importa lo que pueda suceder en el Mato Grosso o la Amazonía, aunque el gran motor económico del país es el campo. Ahora existe mucha preocupación por el aumento de los casos de cáncer, pero no existe un debate sobre su causa. Se piensa en el crecimiento económico, pero no en el social ni en los riesgos que comporta.

 

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Contexto económico del país.

Exportaciones agrícolas. Brasil ocupa el tercer puesto mundial, tan solo por detrás de Estados Unidos y la UE.

Control de tierras. El 50% de su 65 millones de hectáreas aradas se encuentra en manos de grandes grupos económicos y el 54% de los cultivos son transgénicos.

Superficie cultivada. Las explotaciones superiores a las 100.000 hectáreas han pasado de 22 en el 2003 a 2.008 en el 2011.

Miembros del MST. Cuenta con 2,5 millones de afiliados y se atribuye el asentamiento de 500.000 familias.

Las víctimas. Desde 1985, 1.566 personas han sido asesinadas en Brasil por defender su derecho a la tierra. El 8% de estos crímenes han sido juzgados.

Juventude denuncia criminalização de blogueiros; Dilma cala-se

repremir censura protesto movimento indignados

As organizações que realizam uma jornada da juventude brasileira por mudanças estruturais na sociedade brasileira tiveram uma audiência com a presidenta Dilma Rousseff, na tarde desta quinta-feira (4/4), no Palácio do Planalto.

Na audiência, o coordenador do Coletivo de Juventude do MST, Raul Amorim, cobrou a apresentação do projeto com o marco regulatório dos meios de comunicação e denunciou as ameaças a jornalistas independentes, citando o exemplo do jornalista Luiz Carlos Azenha condenado a pagamento de multa em processo movido pelo diretor das Organizações Globo, Ali Kamel.

“Está em curso um processo de criminalização de jornalistas independentes a partir de ações da grande mídia no Poder Judiciário, como é o caso do Luiz Carlos Azenha”, disse Amorim à presidenta.

O coordenador da juventude do MST pediu que o governo encaminhe as deliberações aprovadas na 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), realizada em 2009, para que seja respeitado o direito à manifestação do pensamento, à expressão e à informação, como garante a Constituição.

Amorim defendeu a implementação de políticas públicas voltadas para a mídia alternativa, de forma a garantir um sistema de comunicação que represente a pluralidade da sociedade.

A presidenta Dilma não respondeu as propostas e preocupações, mas disse que a internet é um espaço democratizador, que deve chegar a todos os brasileiros por meio da implementação do Plano Nacional de Banda Larga.

A jornada organizada por mais de 40 entidades defende mudanças estruturais na sociedade brasileira, como o financiamento público da educação para universalização da educação em todos os níveis,o fim do extermínio da juventude nas grandes cidades, sobretudo negra, a democratização dos meios de comunicação, garantia de trabalho decente, reforma política democrática e a reforma agrária.

A jornada, que começou em 25 de março, somará protestos em 16 capitais. Já foram realizadas manifestações em São Paulo, Brasília, Minas Gerais, Paraná, Porto Alegre, Sergipe, Ceará, Manaus, Piauí e Goiás.

A jornada é um marco histórico na luta da juventude brasileira. “Isso demonstra a importância da mobilização de rua, que as mudanças estruturais nesse país só se dão com o povo na rua”, disse Raul Amorim.

“A reunião acontece no contexto das nossas mobilizações. O principal fruto dessa processo foi levar às ruas milhares de jovens e mostrar o protagonismo da juventude tanto nas pautas mais amplas da sociedade quanto as que dizem respeito à juventude”, disse Carla Bueno.

Paulo Vinicius, secretário de juventude da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), “os temas da juventude são estratégicos para o desenvolvimento do país, dentro de um contexto em que há 60 milhões de jovens que enfrentam variadas dificuldades”.

Para ele, a jornada demonstra a distinção entre o papel do governo e o papel da sociedade, que tem o dever de pressionar para avançar as mudanças. “Ficou evidente a necessidade do povo brasileiro ir às ruas para mudar a realidade deste país. Temos que fazer nossas lutas. A lutas da juventude tendem a crescer. Essa é a nossa tarefa”, acredita.

Educação

De acordo com Manuela Braga, da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), a educação tem um papel fundamental para o desenvolvimento do país e para a superação da desigualdade.

Os estudantes cobraram de Dilma a destinação de 10% do PIB, 50% do fundo social do pré-sal e 100% dos royalties do petróleo exclusivamente para educação. Segundo Braga, a presidenta declarou apoio à demanda, mas ponderou a necessidade de aprovação no Congresso Nacional da Medida Provisória 592/12, que destina a receita dos royalties do petróleo e recursos do Fundo Social do Pré-Sal para a educação.

“Para que o país tenha soberania e independência, é preciso uma reformulação da educação. Essa é uma luta do trabalhador e do estudante do campo e da cidade. Isso possibilitará mudar em profundidade o Brasil ”, disse Amorim, do MST.

Os jovens defenderam as cotas raciais nas universidades públicas, mas colocaram à presidenta a preocupação em relação às universidades estaduais, uma vez que parte delas ainda não incorporou esse sistema.

“Muitas das universidades estaduais trabalham numa lógica de exclusão, e não de inclusão. Levamos essa questão à presidenta e esperamos que se faça algo para mudar esse fato”, disse Braga.

Reforma Agrária

Amorim cobrou da presidenta o assentamento imediato das 150 mil famílias acampadas e a ampliação do programa de agroindústrias do governo federal. Ele denunciou também que, nos últimos 10 anos, 1 milhão de jovens saíram do campo brasileiro e migraram para a cidade.

Para o dirigente do MST, o êxodo rural dos jovens é consequência da paralisação da reforma agrária e da lentidão para a generalização de políticas de desenvolvimento da pequena agricultura. “As políticas públicas para os jovens do campo são insuficientes”, disse.

A presidenta Dilma não respondeu as colocações relacionadas ao meio rural.

Reforma política

Os jovens defenderam que o governo federal trabalhe para fazer a reforma política, que garanta financiamento público exclusivo das campanhas eleitorais e a regulamentação do artigo 14 da Constituição que trata da realização de referendos e plebiscitos de iniciativa popular.

“Sem a reforma política, a juventude, que é 40% do eleitorado, fica fora do debate político. Mulheres e negros também são sub-representados”, disse Amorim. Para ele, as eleições no Brasil são um “processo desleal”, já que quem tem mais dinheiro é beneficiado.

A presidenta disse que a reforma política depende da mobilização da sociedade, para pressionar o Congresso Nacional a aprovar a proposta de mudança.

futuro juventude estudante

Morreu o principal responsável pelo massacre de Eldorado dos Carajás

Em 1996, de seu gabinete partiu a ordem para a desobstrução da rodovia PA-150

Chacina de Eldorado do Carajás. Antigo distrito de Curionópolis. Momento em que a Polícia Militar do Pará inicia os primeiros disparos contra trabalhadores desarmados
Chacina de Eldorado do Carajás. Antigo distrito de Curionópolis. Momento em que a Polícia Militar do Pará inicia os primeiros disparos contra trabalhadores desarmados

 

 

 

 

Nota dos Amigos do MST Pará

 

Faleceu na manhã desta terça-feira (19), em Belém, o ex-governador Almir Gabriel. Em 1996, de seu gabinete partiu a ordem para a desobstrução da rodovia PA-150. Segundo depoimento do Coronel Mário Pantoja, condenado a 228 de prisão, seu pedido para que fosse enviada a tropa de choque para efetuar a desocupação da estrada foi negado pelo então Secretário de Segurança, Paulo Sette Câmara.

Cumprindo ordens de seus superiores (o então governador Almir Gabriel e o Secretário de Segurança do Estado), o Coronel Pantoja partiu de Marabá com seus 90 policiais militares, que não teriam “condições para cumprir a ordem”, segundo seu depoimento. Do outro lado, de Parauapebas, partiram 68 homens, a tropa comandada pelo Major José Maria Oliveira, condenado a 158 anos de prisão.

O cerco policial encontrou cerca de mil trabalhadores sem-terra bloqueando a PA-150, na altura da Curva do S, próximo a Eldorado dos Carajás. Estavam em marcha para Belém para reivindicar a desapropriação da Fazenda Macaxeira. Interromperam a marcha, após 40 km de caminhada, pois avaliaram que muitos não conseguiriam completar os mais de 600 km que os separavam da capital paraense, especialmente as crianças.

Pediam ônibus ou caminhões para transportá-los até Belém. O governador Almir Gabriel (PSDB) lhes enviou 160 militares, com revólveres, metralhadoras e bombas de gás.

A rodovia, enfim, foi liberada no início da noite de 17 de abril de 1996, suja com sangue e massa encefálica de alguns dos 19 mortos e 70 feridos.

Até hoje ninguém foi punido por esse massacre. Os dois condenados aguardam em liberdade o fim do processo, beneficiados por um habeas corpus concedido pelo ministro Cezar Peluso, do STF, em 2005.

O governador Almir Gabriel e o secretário de segurança Paulo Sette Câmara foram blindados. Dois Promotores de Justiça que defendiam a tese de que a responsabilidade de ambos deveria ser investigada foram afastados pelo então Procurador-Geral de Justiça, Manoel Santino. Anos depois, Santino assumiu a Secretaria Especial de Governo, no segundo mandato de Almir Gabriel. Outro inquérito, instaurado pelo STJ, foi arquivado a pedido do então Procurador-Geral da República.

Nenhum dos 268 policiais foi condenado. Todos se dirigiram à Curva do S sem a tarja de identificação em seus uniformes. Nenhum assinou o livro-cautela das armas em seu poder. Todos os corpos foram retirados do local do crime, para dificultar a perícia.

Mas os peritos puderam chegar a uma conclusão: pelo menos 10, dos 19 mortos, tiveram suas vidas ceifadas com característica de execução sumária. Três foram mortos com tiros na cabeça, a curta distância, sendo um deles na nuca. Outros sete tiveram seus corpos retalhados a golpes de foices e facões.

Ex-secretário de saúde e de segurança, no governo Alacid Nunes, da ARENA; ex-prefeito biônico de Belém; ex-governador do Pará e ex-cabo eleitoral de Ana Júlia Carepa (PT) nas eleições de 2010; morreu Almir Gabriel, 80 anos. Que seja enterrado ao lado do túmulo de Augusto Pinochet.

Belém, 19 de fevereiro de 2013

 

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Transcrito do Brasil de Fato

Asesinan a líder del MST en el estado de Río de Janeiro

Cícero Guedes dos Santos, uma voz silenciada
Cícero Guedes dos Santos, uma voz silenciada

Para comemorar o nono Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo mataram mais um brasileiro, que teve a ousadia de enfrentar os latifundiários tipo Eike Batista – o rei dos despejos judiciais, das concessões de terras e rios e lagos e praias, de poços de petróleo e outras riquezas naturais, e de empréstimos dos bancos oficiais. Que teve a ousadia de enfrentar os coronéis de terra e do asfalto.

Mais um crime que ficará impune. Assim deseja o governador Sérgio Cabral e sua polícia, que entra nas favelas atirando e derrubando portas. Um bando armado, que de dia é polícia e, de noite, milícia.

Infeliz Rio de Janeiro, capital do rock, e da matança de magistrados, jornalistas e líderes dos sem terra e dos sem teto.

cícero guedes2

cicero-guedes-mst
A polícia aparece para impedir qualquer manifestação. Em defesa da ordem pública. E o tráfico corra livre...
A polícia aparece para impedir qualquer manifestação. Em defesa da ordem pública. E o tráfico corra livre…
Cicero Guedes, líder del Movimiento Sin Tierra (MST) del municipio de Campos de Goytacazes, en el estado brasileño de Río de Janeiro, fue encontrado muerto con varios tiros en la cabeza, informó ayer la Policía. El delegado policial Geraldo Rangel señaló que el cuerpo sin vida de Guedes estaba tirado en una pequeña vía del norte de la zona fluminense, en Río y todo indica que falleció entre la noche del viernes y madrugada de este sábado.Vamos a esperar por el reporte de los peritos para brindar una información real de lo ocurrido con el dirigente del MST, que ocupaba desde 2002 junto con un grupo de campesinos unas tierras en la localidad de Campos, destacó la fuente, según la agencia Brasil.

Un comunicado del Movimiento Sin Tierra revela que este crimen demuestra la impunidad con que actúan pistoleros comandados por latifundistas y la lentitud con que trabaja el Instituto de Reforma Agraria para entregar tierras a los labriegos.

El MST insto al gobierno a arrestar a los responsables de este asesinato, juzgarlos y condenarlos.

Guedes era un cortador de caña que se unió al MST y coordinaba la ocupación de terrenos en Campos. (Rebelión)

50% de las tierras cultivables en Brasil están en manos del 1% de la población

 

Miradas al Sur

 

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Tierra sin hombres, hombres sin tierra: los mayores latifundios ocupan, y no todo el año, apenas dos personas por cada mil hectáreas. En los rancheríos, al borde de las estancias, se acumulan, miserables, las reservas siempre disponibles de mano de obra”, describió Eduardo Galeano en la primera edición de Las venas abiertas de América Latina, en 1971.

En Brasil, según el censo de 2010, viven 190.732.694 habitantes. Cuatro millones de las familias pobres reciben la Bolsa Familia (un programa de apoyo económico del Ministerio de Desarrollo Social) para no morir de hambre.

Aunque un 4,9% de desocupación sería un buen dato para muchas economías locales, en esta nación delata la existencia de millones de personas sin trabajo.

Según un reciente informe de las Naciones Unidas, el 50% de las tierras cultivables en Brasil están en manos del 1% de la población.

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