A farsa das estatísticas otimistas não alimenta o povo e nem oferece moradia

Que oferece o Brasil para a metade da população que tem um rendimento mensal abaixo dos 375 reais?

Os riscos globais não atingem os brasileiros. Aliás o capital estrangeiro, especulativo, não corre nenhum perigo no Brasil, terra das facilidades para os piratas, bancos, latifúndios, empresas e indústrias estrangeiras.

Sofrem os brasileiros sem teto, os moradores de rua, os que residem em áreas de risco, os sem terra, os sem nada, os bolsa-familia, os salários mínimo e piso.

Veja, pela primeira vez, um jornal do Chile reconhecer que os movimentos sociais constituem um sinal de “descontentamento do cidadão”. Quem diz é o próprio governo direitista.

O mesmo jornal no editorial de hoje:

Quizás parezca un tremendo contraste, pero es simplemente así. Por una parte el Gobierno orgulloso de sus logros económicos, especialmente el 19,4% de crecimiento durante el 2011, una cesantía inferior al 4,5% a nivel regional y una inversión pública que es la más significativa per cápita a nivel país, según las propias autoridades.

Y parecía que esto bastaba para generar una reacción ciudadana empática con estos logros, pero el movimiento social que hoy se expresa en el territorio demuestra que la ciudadanía no quiere frías cifras o técnicos informes estadísticos. La gente quiere cosas concretas y que hoy están puestas en un petitorio de once puntos. Combustible más barato, subsidio a la leña, más especialistas en salud y otras medidas más bien domésticas como un reconocimiento gubernamental al mayor costo de la vida en Aysén, con la creación de un salario mínimo distinto al oficial, lógica que también debiera aplicarse a las pensiones.

Hay otras demandas más amplias y sectoriales que están en ese documento, pero en definitiva la ciudadanía ha asumido que este movimiento social es una oportunidad para poner en la discusión y debate públicos, reivindicaciones que efectivamente son históricas y que a este Gobierno le corresponde atender.

Essa de governo rico, e o povo na miséria. De Brasil sexta potência mundial, e metade da população vivendo no terceiro mundo. De raspar todas as verbas da Educação, da Saúde, da Previdência Social, da construção de casas populares, da reforma agrária, do salário cidadania, do salário desemprego, para fazer déficit primário, isto é, economizar, economizar, para juntar dinheiro para pagar as dívidas externa e interna, e os supersalários além do teto constitucional, isso expõe o Brasil em transe, colônia internacional.

Nossa crise é endêmica. Crise moral. Crise econômica. Real e verdadeiramente, não há nenhum risco para o investidor internacional. No país das privatizações, das desnacionalizações de todas suas riquezas, o risco é exclusivo do povo. Do pobre povo pobre do Brasil.