Así protestan ahora las estudiantes: Con capucha y sostén

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Fotos de Mario Téllez Cardemil.

En todas las protestas estudiantiles siempre hay algo que llama la atención, más allá de los discursos y la convocatoria, que la Confech estimó en 80 mil almas. Esta vez el foco estuvo puesto sobre un paradero del Transantiago, en calle Ismael Valdés Vergara, a pocos metros de La Piojera y el mercado Central. Allí, dos jóvenes encapuchadas y en sostenes, agitaron banderas negras, con la palabra libertad escrita en sus cuerpos.

La marcha se realizó en forma pacífica entre Plaza Italia y la Estación Mapocho y, según Carabineros, sólo hubo hechos aislados de violencia, como el apedreo a la sede del Registro Electoral, en calle Esmeralda, la quema de un paradero. El balance arrojó 214 detenidos, 52 de ellos menores de edad.

La jornada estuvo marcada, como todo estos días, por los 40 años del golpe militar, que según el presidente de la Feuc, Diego Vela, “no sólo significó la detención y desaparición de miles de chilenos, sino que también la implantación de un modelo que hasta el día de hoy evidencia la segregación y la injusticia”.

MARCHA ESTUDIANTIL A 40 AÑOS DEL GOLPE MILITAR

CADÁVER DE PINOCHET GOVERNA O CHILE DOMINADO POR UM GOVERNO DE ZUMBIS E UMA DAS POLÍCIAS MAIS VIOLENTAS DO MUNDO

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Estudantes de Pernambuco temem a polícia e inquéritos secretos

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“Dois policiais deixaram ontem uma intimação pra mim no DCE da UFRPE. Hoje, às 15h devo comparecer a Delegacia Civil de Santo Amaro para prestar depoimento. A Criminalização da luta da juventude e dos trabalhadores, marca do governo do ditador Eduardo Campos (PSB), é uma crescente nas jornadas de luta da juventude. Passa pela intimação que recebi, pelas demissões injustas dos rodoviários, sequestro e tortura de ativistas. A resposta a isso deve ser cada vez mais a luta e a ofensiva contra esses governos. Lutar não é crime!” Por Raíssa Bezerra

Informa a Folha de Pernambuco:A Polícia Civil começou a ouvir os membros da Frente de Luta Pelo Transporte Público, na delegacia de Santo Amaro, na área Central do Recife. Acompanhado dos advogados, o estudante Pedro Joseph, um dos líderes da Frente, prestou depoimento nesta quarta-feira (4) por cerca de uma hora e meia.Entre os assuntos da conversa estiveram a organização e lideranças do movimento, além da ligação com Black Bloc, grupo que assumiu a autoria dos atos de vandalismo cometidos no Recife, no dia 21 do mês passado. Segundo Pedro, foram mostradas fotos de pessoas que participaram da manifestação, mas ele garante não ter reconhecido ninguém.Já nesta quinta-feira (5), outra estudante será ouvida pela polícia. O depoimento da estudante de Serviços Sociais da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Raissa Bezerra está marcado para as 15h. Ela deverá prestar esclarecimentos sobre os últimos protestos realizados na Capital, sobretudo o que aconteceu há duas semanas, quando um ônibus foi incendiado e houve outras depredações na cidade.

De acordo com o delegado responsável pelo inquérito, Darlson Macedo, o caso corre em segredo de justiça, e por isso, ele não poderia dar detalhes sobre as investigações. O prazo para conclusão do inquérito é até o dia 23 deste mês, podendo ser prorrogado por mais trinta dias.

Nota do redator do blogue: Deve alardear, sim. Existem relatos de pessoas desaparecidas. E a polícia está sendo culpabilizada. Os estudantes estão com medo das intimações. De ser sequestradas. E o pior: de ser torturadas. O delegado Darlson Macedo pode perguntar para qualquer estudante se tem pavor da polícia. Vai ficar escandalizado com a resposta. A síndrome do medo nasce de um fato real ou de um boato. É diferente da síndrome de pânico, que é inexplicável.

Essas intimações a estudantes vêm criando uma legenda de medo, desde a prisão injustificada de Cris Patos, outra liderança universitária.
Diário de Pernambuco, “publicação: 23/08/2013 13:04. Atualização: 23/08/2013 13:20:
Policiais da Delegacia do Cordeiro prenderam um homem suspeito de roubar motos 50 cilindradas. A polícia chegou até o suspeito depois de receber vários registros de ocorrências relacionadas a esta prática criminosa.No depoimento, o preso confessou ser um dos responsáveis por incendiar o ônibus durante os protestos da quarta-feira passada, no Recife. Ele disse que recebeu R$ 150 para cometer o crime. O caso está sendo investigado pelo delegado João Gustavo Godoy. A Delegacia do Cordeiro está situada na Rua Antero Mota, bairro do Cordeiro, no Recife”.
Disse mais: que o financiador falava com sotaque. Esse bandido (ainda está preso?) tem comparsas: pelos menos, alguém compra as motos que rouba. O incêndio do ônibus foi patrocinado, obviamente, por quem tem dinheiro para comprar infiltrados, que são profissionais pagos pela polícia ou governos estrangeiros (espionagem internacional), multinacionais ou organizações golpistas da direita. Que, inclusive, prometem manifestações para o próximo dia 7 de Setembro, Dia da Independência.
Recentemente, a imprensa internacional denunciou que a presidente Dilma Rousseff foi espionada pela CIA, um serviço secreto que fez parte da organização da fuga, da Bolívia para o Brasil, do corrupto e assassino senador Roger Pinto.

Terrorismo da imprensa do Recife

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As manchetes visam justificar:

1 – Os atos ditatoriais do governador Eduardo Campos contra as manifestações populares.

2 – As ações truculentas de policiais contra o povo. De policiais violentos que jogam bombas de gás lacrimogêneo, atiram com balas de borracha, abusam do splay de pimenta e baixam o cacete.

3 – Criar uma legenda de medo para atemorizar, principalmente, os estudantes e os professores, com greve marcada para o próximo dia 30.

Transcrevo do Blog de Jamildo:

A marca do tiro na testa. Foto de Rodrigo Lôbo
A marca do tiro na testa. Foto de Rodrigo Lôbo

De acordo com o estudante Pedro Paulo Berto, de 22 anos, que levou um tiro de bala de borracha na cabeça, um policial civil que se identificou apenas por “Mauro” tem feito ligações desde esta manhã convocando-o para um encontro no Parque 13 de Maio, área central do Recife.

“Nunca vi a polícia marcar encontro em um lugar que não seja a delegacia ou a casa da pessoa. Ele disse ‘ou você vem aqui (no Parque) ou eu vou na sua casa”, questiona o estudante, que é membro do grupo Resistência Pernambucana. Ele conta que fez um Boletim de Ocorrência na Delegacia de Santo Amaro por causa do tiro e, agora, pretende acionar o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) por causa da ligação, que ele considera uma ameaça.

O suposto policial, além de saber o telefone do jovem, mencionou seu endereço e o nome da mãe dele. Pedro Paulo conta que não participou dos atos de vandalismo ocorridos no protesto, até porque, quando a manifestação se intensificou, ele estava na delegacia, por causa do ferimento.

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da Polícia Civil reconheceu que marcar um encontro em um parque não é prática da corporação e orientou o estudante a fazer uma queixa na Corregedoria do órgão.

Veja o depoimento dele em vídeo.

Informa Noelia Brito:

Que coisa! Hoje policiais da Delegacia de Santo Amaro (sempre aquela) foram à casa de uma das vítimas da violência policial ocorrida no protesto passado (levou um tiro de bala de borracha na testa) e intimidaram a mãe do rapaz para que este retirasse a denúncia feita ao MPPE e na própria delegacia contra prefalada agressão. Na oportunidade, deixaram uma notificação kafkiana para que a vítima comparecesse na segunda-feira às 14 horas à tal delegacia. Ele comparecerá devidamente acompanhado por mim, como sua advogada e o MPPE já foi comunicado sobre esses abusos também. Eduardo e seu secretário não pensem que vão criminalizar as pessoas que participam dos protestos só porque moram na periferia não! Ele terá a melhor defesa que eu puder lhe proporcionar. Ele e quem mais for vítima de polícia fascista!
Acabei de ver na REDETV declaração do delegado responsável pela prisão do rapaz que confessou o incêndio do ônibus que teriam sido várias pessoas que receberam R$ 150,00 para participar dos atos de depredação…muito dinheiro, heim?

Gênova 2001: a memória indignada

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por Josep Maria Antentas e Esther Vivas

Tradução: Paulo Marques

Os protestos em Gênova significaram o momento culminante da fase de crescimento linear do movimento altermundialista depois do Encontro Ministerial da OMC em novembro de 1999 em Seattle, que representou o início de um novo ciclo internacional de mobilizações. Foi a constatação de que o movimento havia passado de, essencialmente uma força simbólica a possuir uma capacidade de mobilização real. Gênova chegou pouco depois da celebração do primeiro Fórum Social Mundial de Porto Alegre em janeiro de 2001, sob a hoje já consigna de “outro mundo é possível”, cuja pertinência é ainda mais evidente em plena crise global.

Os acontecimentos nesta cidade italiana capturaram o imaginário de milhões de pessoas e de múltiplos movimentos e lutas sociais de todo o planeta, que se sentiram identificados com a mensagem de crítica radical a globalização capitalista de protestos que viveram como seus próprios. A massividade das mobilizações, sua radicalidade e o elevado nível de confrontação entre @s manifestantes e o poder marcaram a dinâmica de dias decisivos, onde o tempo histórico pareceu acelerar-se de forma muito intensa na esteira da intenção d@s ativistas de “liberar” a cidade, de entrar na proíbida “zona vermelha”, e de desestabilizar a cúpula. “Nós somos milhões, eles 8” era o sentimento geral daquel@s que desembarcaram na histórica cidade portuária dispostos a desafiar os amos do mundo.

O assasinato do jovem Carlo Giuliani na jornada de ação direta do 20 de julho por um disparo da policia e o assalto policial a escola Díaz foram os episódios mais dolorosos das mobilizações marcadas por uma feroz repressão. Habilitada como um lugar para dormir e reunir-se por parte de alguns manifestantes estrangeiros, a escola Díaz se converteu na noite de 21 de julho em cenário de uma vendeta policial que deixaria um saldo de 63 feridos e dezenas de presos, ocasionando um grande escândalo político e midiático e um longo processo judicial.

Gênova marcou o início de um forte período de protestos sociais contra o governo Berlusconi. Uma verdadeira “geração Genova” emergiu na Itália, que passou a ser um dos epicentros da luta global.

As mobilizações sustentadas na Grécia e a ascenção do movimento d@s indignad@s no Estado espanhol, sem esquecer a vitória no referéndum da água na mesma Itália, são os sintomas mais destacados da ascenção de um novo período de lutas, cujo desafio é internacionalizar e “europeizar” as resistências emergentes.

(Transcrevi trechos)

O filme Diaz e Black Bloc

por Celamar Maione

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Sobre os Black Blocs, o grupo que vem agitando as manifestações. Eu tenho a minha opinião sobre: são um bando de garotos mimados, rebeldes sem causa, que sofrem com o descaso do poder público, como todo cidadão, mas acreditam que têm o direito de protestar e conseguir mudança na base da força.

São verdadeiras massas de manobra, manipulados por partidos políticos, sofrem de um vazio patológico e ainda se acham cheios de razão. Quem não concorda com os ideais “utópicos” dos “black blocs” são chamados de reacionários.

Eles acham-se o supra sumo da intelectualidade. Ontem eu estava vendo num vídeo, um discurso de um deles e deu vontade de rir. Total falta de noção. Discurso vazio. Sem conteúdo.

Tenho certeza que os políticos estão adorando os “Black Blocs”. São patéticos. A que ponto chegamos! Já deu! Mudança se faz com inteligência. O resto é presepada.

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Concordo com Celamar Maione. Os “Black Blocs”, inclusive, justificam a ação brutal da polícia contra os manifestantes.

Existe um filme magnífico sobre esses extremistas, dependendo do regime, chamados de comunistas, anarquistas, capitalistas. Em Diaz, um grupo de jovens ativistas se reúne para o Fórum Social de Genova, que ocorre ao mesmo tempo que um encontro do G8. Eles ficam acampados na escola Diaz-Pascoli, e acabam surpreendidos com um ataque brutal da polícia, na noite de 21 de julho de 2011. Muitos vão parar no hospital e, mais tarde, acabam em um centro de detenção. A polícia planta dois coquetéis Motolov no local para justificar a ação. Mais informações aqui (clique). Inclusive trailer.

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É um filme que recomendo. A polícia em ação com seus cacetes, bate para matar; e chuta, e arrebenta estudantes e jornalistas. Até hoje nenhum policial foi preso pelo sangue derramado. As prisões, os interrogatórios são de um sadismo que lembra o fascismo. Do filme poderemos tirar várias lições.

Que sempre existirá infiltrados da polícia. Para motivar a violência dos jovens e, consequentemente, a resposta da ordem pública – o terrorismo policial, como legenda de medo, e assim afastar o povo das ruas – os manifestantes pacíficos.

Entre os vândalos existem, além dos policiais, agentes estrangeiros – a Primavera Árabe bem comprova essa participação.

O que difere um Black Bloc de um infiltrado, que este é um profissional pago.

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Papa Francisco. Por que a imprensa brasileira esconde o discurso de Dilma?

O Papa Francisco e Dilma Rousseff escutam os hinos do Vaticano e do Brasil
O Papa Francisco e Dilma Rousseff escutam os hinos do Vaticano e do Brasil
Francisco quebra protocolo ao beijar Dilma
Francisco quebra protocolo ao beijar Dilma

 

Que disse a presidente Dilma Rousseff que tanto incomodou a imprensa conservadora?

Destaco trechos do discurso:

 

A presença de Sua Santidade no Brasil nos oferece a oportunidade de renovar o diálogo com a Santa Sé em prol de valores que compartilhamos: a justiça social, a solidariedade, os direitos humanos e a paz entre as nações. Conhecemos o compromisso de Sua Santidade com esses valores. Por seu sacerdócio entre os mais pobres, que se reflete até mesmo no próprio nome escolhido como Papa, uma homenagem a São Francisco de Assis, sabemos que temos, diante de nós, um líder religioso sensível aos anseios de nossos povos por justiça social, por oportunidade para todos e dignidade cidadã.

Lutamos contra um inimigo comum: a desigualdade, em todas as suas formas.

Em seu discurso de 16 de maio, Vossa Santidade manifestou preocupação com as desigualdades agravadas pela crise financeira e o papel nocivo das ideologias que defendem o enfraquecimento do Estado, reduzindo sua capacidade de prover serviços públicos de qualidade para todos. Manifestou sua preocupação com a globalização da indiferença, que deixa as pessoas insensíveis ao sofrimento do próximo.

Compartilhamos e nos juntamos a essa posição. Estratégias de superação da crise econômica, centradas só na austeridade, sem a devida atenção aos enormes custos sociais que ela acarreta, golpeiam os mais pobres e os jovens, que são pelo mundo afora as principais vítimas do desemprego. Geram xenofobia, violência e desrespeito pelo outro. O Brasil muito se orgulha de ter alcançado extraordinários resultados nos últimos dez anos na redução da pobreza, na superação da miséria e na garantia da segurança alimentar à nossa população.

A juventude brasileira tem sido protagonista nesse processo e clama por mais direitos sociais: mais educação, melhor saúde, mobilidade urbana, segurança, qualidade de vida na cidade e no campo, o respeito ao meio ambiente. Os jovens exigem respeito, ética e transparência. Querem que a política atenda aos seus interesses, aos interesses da população e não seja território dos privilégios e das regalias. Desejam participar da construção de soluções para os problemas que os afetam.

Os jovens querem viver plenamente. Estão cansados da violência que muitas vezes os tornam as principais vítimas. Querem dar um basta a toda forma de discriminação e ver valorizadas sua diversidade, suas expressões culturais. Tal como em várias partes do mundo, a juventude brasileira está engajada na luta legítima por uma nova sociedade.

IMPRENSA DO EQUADOR
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