A violência faz o Brasil mais branco

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Senado quer instalar uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar os casos de violência contra jovens negros no país.

“De cada dez jovens assassinados, [quase] oito são negros! Nós não queremos que ninguém seja assassinado, é claro. Agora, em face desse número tão representativo negativamente, tem de haver uma investigação. Estão dizendo que, se nada for feito, rapidamente, de cada dez homicídios, nove serão de jovens negros. E nós temos de ir a fundo na questão, para combater todo tipo de crime contra a nossa gente, contra o nosso povo”, disse o senador Paulo Paim (PT-RS).

Segundo a autora da proposta, senadora Lídice da Mata (PSB-BA), dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostram que, a cada três assassinatos no país, dois se referem a negros. Segundo a senadora, a chance de um adolescente negro ser assassinado é 3,7 vezes maior que a de um adolescente branco.

Para a senadora, o abandono da escola e a baixa inserção no mercado de trabalho são alguns dos fatores que deixam os jovens mais vulneráveis à violência.

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O jovem brasileiro. O futuro roubado e violentado

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Escreve Dom Walmor Oliveira de Azevedo:

Caminhar com a juventude é compromisso que deve ser assumido por todos, como inestimável bem para a sociedade e a Igreja.

Essa manifestação com os jovens, grandes protagonistas desta nova etapa que exige um novo tempo para a sociedade brasileira, será a oportunidade de qualificar o atual, complexo e exigente processo de transformação social com os valores do Evangelho de Jesus Cristo. O tratamento político indispensável ao contexto requer esse aprimoramento para superar superficialidades partidárias e galgar níveis de comprovado sentido de bem comum. Muitas referências e instâncias, outrora com força de colaborar com incidências em processos dessa natureza, estão enfraquecidas. As razões de seu enfraquecimento incluem desde a falta de maior sensibilidade social até práticas perigosas de favorecimentos ou de dominação cartorial, especialmente daquilo que deveria funcionar em benefício de todos.

Nessa busca por mudanças estão inscritos os desafios da educação, saúde, trabalho, moradia e o inegociável anseio, direito e exigência de todos os cidadãos, pela reforma política, particularmente com modos novos de fazer e de ser político.

Transcrevi trechos

A juventude roubada

Por que prender o jovem, enriquecendo os bandidos do judiciário e do executivo, quando

a deliquência juvenil está relacionada com a exclusão social e a vulnerabilidade da família?

“A exclusão pode acontecer sob várias formas. Uma delas e, talvez a mais grave, pois pode gerar outros tipos de exclusão, é a econômica. Quando o país, por questões políticas, administrativas, ou como resultado de um processo mundial, não gera emprego para seus cidadãos, deixa de lado, geralmente, os menos preparados, os que já se encontram em uma zona menos privilegiada. O desemprego estrutural, por sua vez, aliena uma parcela da população que anteriormente se encontrava inserida na sociedade, com papéis definidos”.

Quanto o Brasil gasta com esses “presídios” para jovens? Gastança considerada necessária. Para beneficiar quem?

Este 9 mil mil e 400 reais por mês está superfaturado. Para a justiça o jovem vale apenas

O mercado de trabalho paga menos que o salário mínimo.
Estudo divulgado nesta quinta-feira pelo Ministério da Justiça mostra que o homicídio é a principal causa de morte de jovens entre 15 e 24 anos no Brasil. Elaborado pelo Instituto Sangari, o estudo “Mapa da Violência 2011 – Os Jovens do Brasil” mostra que entre 1998 e 2008 o homicídio foi a causa da morte de 39,7% dos jovens no Brasil.

De acordo com o estudo, as epidemias e doenças infecciosas , principais causas de morte de jovens há cinco décadas, foram gradativamente substituídas por “causas externas”, tais como acidentes de trânsito e homicídios.

O Mapa da Violência também analisou as mortes de jovens causadas por acidentes de trânsito e suicídios. De acordo com o estudo, entre 1998 e 2008, a taxa de mortes no trânsito entre a população jovem foi de 32,4%. Entre a população adulta, a taxa foi de 26,5%.
No período de 1998 a 2008, a taxa de suicídio entre os jovens aumentou 22,6%, passando de 1.454 sucídios, em 1998, para 1.783 , em 2008.

A Globo festeja a retomada da Rocinha. Esta invasão policial já aconteceu várias vezes. E o Rio de Janeiro tem mais de mil favelas.

Nada vai mudar na Rocinha. Não importa o mando. Se do governador Sérgio Cabral. Se do governo paralelo.

Segundo uma pesquisa publicada no periódico médico britânico The Lancet, as maiores causas de mortes entre os jovens são violência decorrente de crimes, o suicídio e os acidentes de trânsito.

Segundo Russel Viner, especialista da University College London e coordenador do estudo, o desenvolvimento econômico, a mudança da zona rural para as cidades, o aumento da urbanização e as mudanças sociais geradas a partir daí estão sendo prejudiciais aos jovens, se pensadas em termos de mortalidade. “A juventude costumava ser o período mais saudável de nossas vidas. Isto já não é mais uma verdade”, afirmou à BBC.

“O mais evidente é que os maiores riscos aos jovens, além de viverem em locais de extrema pobreza ou com grande riscos de doenças infecciosas e guerra, estão nos comportamentos que eles adotam e no contexto em que se encontram”, disse Michael Resnick, da Universidade de Minnesota e um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo. Segundo o especialista, é necessário uma maior atenção às vizinhanças violentas, ao acesso a recursos básicos e ao aumento das oportunidades de trabalho e sociais para que o índice de morte prematura entre os jovens seja controlado.