El caso de Mohamed Merah, un enigmático policial francés

Mohamed Merah, el terrorista de Toulouse muerto por la policía tras asesinar a siete personas, podría haber sido un informante en el oscuro submundo de los servicios secretos franceses, o un doble agente que engañó a sus controladores. Lo cierto es que con el correr de los días, la teoría del lobo solitario queda cada vez más en entredicho, mientras que las sospechas se vuelcan ahora hacia los supuestos pastores del rebaño; los servicios de inteligencia.

Los investigadores están tratando de reconstruir el brumoso perfil de Mohamed Merah, ese joven solitario, marginado y descarriado que quiso ser soldado, para dilucidar si era un informante de los servicios de inteligencia que perdió la chaveta y se convirtió al fundamentalismo islámico, o si fue un simple peón sacrificado en una operación de manipulación y engaño mucho más sofisticada. Lo concreto es que mientras las cloacas de los servicios de inteligencia aparecen cada vez más comprometidas en el caso, la conexión de Mohamed Merah con Al Qaeda se revela como más abstracta y fantasmal que real.

Como evitar que um candidato a serial killer comece as execuções

A Polícia Federal (PF) prendeu nesta quinta-feira (22/3) dois homens que planejavam um ataque a estudantes de ciências sociais da Universidade de Brasília (UnB). Por meio de um site, dois cabeças de búfalo doido, o ex-estudante da UnB Marcelo Valle Silveira Mello e o especialista em informática Emerson Eduardo Rodrigues postaram mensagens combinando o massacre.

Ontem, durante buscas realizadas em Brasília e em Curitiba, os policiais encontraram um mapa apontando uma casa de festas frequentada pelos universitários no Lago Sul. Local onde, segundo a PF, poderia ocorrer a tragédia. A página da internet também incitava a violência contra negros, homossexuais, mulheres, nordestinos e judeus, além pregar o abuso sexual contra menores.

Como evitar a ação de um serial killer, um outro Merah? – indaga Le Progrés.

O Brasil demonstrou como: a ação preventiva da Polícia Federal e uma Justiça rápida.

Facilitou que eles tivessem um site (sítio). Daí a importância da internet livre. Mais de 70 mil internautas denunciaram o Marcelo e o Emerson. E a PF, inclusive, ficou sabendo quais pessoas interagiam com os dois criminosos.

Serviços de informação dizem que era impossível identificar Merah mais cedo

“Nós questionamo-nos forçosamente: poderíamos ter agido de outra forma? Deixámos escapar qualquer coisa? Fomos suficientemente rápidos? Mas era impossível saber no domingo à noite ‘é o Merah, temos de ir buscá-lo'”, disse Bernard Squarcini, chefe da Direção Central das Informações Internas, a agência de contraespionagem de França.

Mohamed Merah, um francês de origem argelina de 23 anos, “não tinha aliás planeado atacar a escola judaica na segunda-feira de manhã”, disse Bernard Squarcini, referindo-se ao ataque em que Merah abateu a tiro três crianças e um professor, dias depois de dois ataques em que matou três militares.

“Segundo as declarações que fez durante o cerco, ele pretendia matar mais um militar, mas chegou demasiado tarde. E, como conhecia bem o bairro, improvisou e atacou a escola“, disse ao jornal “Le Monde”.

Um francês com o mesmo nome de Mohamed Merah, e a mesma idade, tinha um site, e tem sido alvo de ataques verbais. Mais que ele explique que se trata de um homônimo. E que não conhece o Mohamed serial killer.

As primeiras imagens do exterminador de Toulouse e de Montauban

 

Mohamed Merah
Mohamed Merah

 

Vídeo de Mohamed Merah.

A canal de televisão francês France 2 divulgou nesta quarta-feira (21), durante seu principal programa jornalístico, as primeiras imagens de Mohamed Merah, suspeito pelos atentados que mataram sete pessoas ao longo da última semana no sudeste da França.

As imagens foram entregues por um conhecido de Mohamed que procurou o canal. O vídeo apresentado mostra o suspeito brincando e dirigindo em um terreno baldio onde faz algumas manobras de derrapagem.

Mohammed Merah, o atirador de Montauban e Tolouse

O atirador de Toulouse e de Montauban reivindicou a autoria dos três ataques, nos quais disse ter agido “sozinho”, disse o procurador de Paris, François Molins.

“Ele não manifesta arrependimento algum”, a não ser por “não ter feito mais vítimas”, e se vangloria de ter “colocado a França de joelhos”, acrescentou o procurador.

Fontes ligadas à investigação afirmaram que o suspeito se chama Mohammed Merah, um fugitivo da cadeia de Kandahar, no Afeganistão.

O suspeito era investigado pela Direção Central de Informação Interna (DCRI), desde o primeiro atentado em Montauban, quando dois soldados foram mortos.

No dia 11 de março, este fanático matou um soldado de origem magrebina em Toulouse.

No dia 15, ele atirou em três soldados do regimento de paraquedistas na cidade vizinha de Montauban – dois de origem magrebina e o terceiro de origem caribenha – matando dois e ferindo um gravemente.

No dia 19, atacou uma escola judaica.

Os investigadores foram capazes de reconstituir parte do percurso do assassino desde o dia 6 de março, quando roubou a scooter que foi utilizada até o último ataque, na segunda-feira.

No período de 14 dias, o homem agiu a cada quatro dias e a cada vez utilizou uma scooter e duas armas calibre 9mm e 11.43, além de um capacete para evitar ser reconhecido.

Em todos os casos, o criminoso disparou na cabeça das vítimas “à queima roupa”, destacou o promotor de Paris Francois Molins, responsável por esta investigação de terrorismo classificado.

Horas antes da operação da polícia francesa para deter Mohammed Merah, uma jornalista da cadeia televisiva France 24 recebeu um telefonema de um homem a reivindicar a autoria das sete mortes dos últimos dez dias em Toulouse e Montauban.

Segundo a estação, o telefonema foi feito para a redação duas horas antes das autoridades cercarem a casa de Merah. O procurador da república de Paris confirmou esta tarde que a chamada foi feita pelo suspeito.

A conversa do homem de 23 anos com a jornalista Ebba Kalondo durou cerca de 11 minutos. O homem disse-lhe que os ataques faziam parte da uma «campanha muito maior» e que a França devia esperar mais ataques em Lyon, Marselha e Paris.

Foi explicado que as vítimas foram escolhidas de forma «aleatória».

O assassino mentiu. Todos os crimes foram premeditados. E as vítimas escolhidas.

Foi justamente esta seleção dos que iam morrer, que fez a polícia descobrir o criminoso.

Mas é sobretudo a troca de imeios entre a primeira vítima, morto em Montaudran, e um cliente falso para sua bicicleta que teria colocado os investigadores na pista do assassino. Eles conseguiram descobrir o endereço IP do computador, o irmão do suspeito.

“Queria vingar a morte de crianças palestinas”, atacando uma escola judaica. Mas foi “menos explícito para os militares. Ele disse que “alguns eram muçulmanos ou que pareciam ter origem no norte da África”. E  “queria atacar o exército francês”, dado “suas intervenções externas”.

As motivações do crime precisam ser ainda investigadas. Inclusive se agiu sozinho.

Trata-se de um francês de origem argelina com antecedentes criminais, que, após passagem pelo Paquistão e Afeganistão, declarou-se jihadista da facção terrorista Al-Qaeda.

Segundo uma fonte policial, recentemente foi negado a ele seu pedido de entrada no exército.

Mohamed Merah era conhecido da polícia de Toulouse por envolvimento com o tráfico de drogas. Molins disse que ele havia sido condenado “quinze vezes” quando ele era menor de idade. Segundo o promotor, ele tinha um “perfil violento” desde a infância.

Seu advogado para esses delitos, Christian Etelin, declarou que seu cliente foi “gentil e cortês”, e sempre muito discreto sobre suas posições religiosas e políticas. Ele vivia no bairro de Izards, ao nordeste de Toulouse, “uma área conhecida por tráfico de drogas”, acrescentou o advogado.

Um vizinho de Merah o descreveu como “discreto” e informou que o homem nunca lhe fez nada. Amigos do jovem, que preferiram se manter anônimos, deram versões mais íntimas e diferentes da personalidade do atirador. Segundo eles, ele era apaixonado por motocicletas e futebol, como a grande parte dos jovens de sua condição social. Segundo o Figaro, um dos amigos afirmou que ele era “calmo, gentil e respeitoso” e demonstrou espanto ao vê-lo envolvido em tais circunstâncias.

De acordo com um conhecido, Merah nunca falava de política e religião, como se esses assuntos não o interessassem. Ainda, disse que o convidava para ir à Mesquita por vezes, mas o amigo não era praticante. O informante revelou que foi a uma discoteca com  Merah na semana passada.

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