As normas de trabalho escravo praticadas pela Contax passaram a vigorar em outras empresas no Brasil

 

O Ministério do Trabalho levou dois anos para descobrir que a Contax, empresa de teleatendimento, com mais de 185 mil funcionários, pratica normas de trabalho que violentam os direitos humanos e dos animais. Só agora, este mês, promoveu uma intervenção em uma de suas doze sedes, a de Pernambuco, que a justiça safada imediatamente anulou.

O Ministério do Trabalho demorou dois anos para intervir. A justiça sempre rápida, quando tem ocultos interesses, levou dois dias para ficar do lado da Contax. Que os tribunais usam os mesmos argumentos de antes da sanção da Lei Áurea. Que a abolição da escravatura iria prejudicar as exportações agrícolas. Falir latifundiários. E matar de fome milhões de negros, “peças” das fazendas, sem outra serventia que trabalhar na lavoura.

Contax no Recife
Contax no Recife

A Contax só faz contar dinheiro. Não paga nada. Ao todo, foram 932 autos de infração lavrados, R$ 318,6 milhões em multas, R$ 119,7 milhões de dívidas com o FGTS e quase R$ 1,5 bilhão em débitos salariais. “Sem contax com a infinidade de impostos recolhidos” é piada. Deboche da justiça PPV.

 Alex Falco Chang
Alex Falco Chang

 

 

CAUSA JUSTA? JUSTA CAUSA!

As denúncias contra a Contax são antigas. Apareceram com a sua formação quadrilheira. Em 26 de junho de 2012 era denunciado:

Na nova regra da Contax qualquer funcionário, com mais de dois anos de empresa, que precise ser demitido será, sempre que possível, desligado por justa causa!

Mas como poderia acontecer de todo funcionário, com esse tempo de empresa, merecer justa causa na hora da demissão? A Contax arranja um jeito!

Dá advertência por atrasar dez minutos, por baixar a cabeça na P.A (que, segundo o “código penal da Contax”, configura “dormir em serviço”); dá advertência por “abandono de posto”, quando o funcionário se levantou para tirar uma dúvida com um supervisor (capataz); monitora a vítima o dia inteiro, até que ela cometa algum erro; dá a menor nota possível pelo teleatendimento; ou inventa uma desculpa qualquer, para suspender varias vezes seguidas o funcionário, e fazer dele a escória da empresa.

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Simples assim! E fácil!

Mesmo com essa estratégia, a gigantesca maioria das justa causa distribuídas pela Contax é irregular. Não há motivo para demitir um funcionário com mais de dois anos de casa em justa causa por “desinteresse no trabalho”, por ter atrasado três vezes, e tido uma nota ruim no atendimento, mesmo porque a empresa trabalha com sistema de banco de horas.

A demissão por justa causa acontece quando o empregado comete algum tipo de falta grave que torne inviável a relação empregatícia. Seguindo o artigo 482 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), entre os motivos que dá direito ao empregador efetivar a dispensa por justa causa estão: roubo, abandono de emprego, negligência, embriaguez, prática constante de jogos de azar, violação de algum segredo da empresa, negociações sem a permissão do empregador.

Os procedimentos referentes à justa causa são iguais em lei para toda empresa e, dificilmente, um funcionário é demitido em justa causa sem os seguintes motivos: fraude, assédio sexual, agressão física, dano ao patrimônio da empresa, furto ou qualquer crime previsto em lei executado nas dependências da empresa, abandono de emprego e espionagem [engraçado, espionagem contra uma empresa tem punição; espionagem contra o Brasil enriquece muita gente lá em cima, paga pela CIA e multinacionais. Qualquer dupla nacionalidade sabe atentar contra a segurança nacional, e traficar as riquezas do Brasil].

Para obter lucro fácil, e levar vantagem em tudo, a Contax, empresa de banqueiros, tem a ganância de demitir muita gente e, também, a ganância de poupar dinheiro. Sendo assim, a fim de não pagar impostos, multas, rescisões etc, típica de uma demissão comum, a justa causa é a forma encontrada pela “maior empresa de relacionamento com o cliente do Brasil”, para lucrar uns trocados, que de grão em grão a galinha enche o papo.

O que mais impressiona é que o Ministério do Trabalho e o INSS parecem não perceber nenhuma irregularidade no fato de uma empresa, tão grande, demitir dezenas de pessoas por justa causa, com os motivos mais pifeis possíveis, numa mesma semana. Essa maçã tá é bichada, no mínimo…

Processos! Claro! A Contax enfrenta dezenas de processos por essas demissões e outros crimes. Não é de hoje que esse tipo de infração acontece, e não tem juiz ou advogado trabalhista nesse país que não teve um “caso Contax!”

As regras escravocratas de Contax são aplicadas noutras grandes empresas, desde o rasga da CLT no governo Fernando Henrique, que todo emprego no Brasil é precário, provisório e temporário. 

no Brasil todo emprego é temporário

A Contax rouba até a altivez, o civismo, a coragem do jovem brasileiro

 

trabalho degradante humilhante salário

O Ministério do Trabalho passou dois anos investigando a Contax. Dois anos. Uma eternidade. Bastavam dois dias para descobrir os casos de tortura física e de tortura psicológica na monstruosa empresa laranja da Oi, Vivo, Santander, Itaú, NET, Citibank e Bradesco.

Dois anos investigando os abusos trabalhistas contra mais de 185 mil pessoas que hoje prestam serviço de teleatendimento. Sem contar os milhares e milhares de jovens, de 18 a 25 anos, que já passaram pela Somar, uma empresa criminosa, que mais parece um motel pela sua alta rotatividade.

O que me impressiona é a submissão do jovem trabalhador brasileiro. Que não se revolta contra a servidão. Uma passividade, uma covardia, um medo de perder o emprego que bem sinaliza que vivemos em uma ditadura econômica.

Os jovens temem entrar na lista negra das multinacionais, das grandes empresas estrangeiras.

Também os jovens não contam com o apoio de nenhum partido político, de nenhum sindicato, de nenhuma grande mídia, apenas alguns blogueiros defenderam as vítimas da Contax, sendo exemplar a corajosa reportagem de Leonardo Sakamoto.

Todo dinheiro investido na investigação foi pelo ralo; e inútil a trabalheira dos funcionários do Ministério do Trabalho em sete estados; e quixotesca a intervenção nos currais da Contax.

Porque a justiça, sempre mui amiga do poder econômico, autorizou a permanência da superexploração da Oi, Vivo, Santander, Itaú, NET, Citibank e Bradesco nos doze estados que a Contax funciona.

Os salários da fome e do medo transformam o jovem brasileiro em um cidadão zumbi, sem altivez, sem coragem, sem hombridade. Um jovem que perdeu o brio, o orgulho, o civismo, pelo corpo usado, pela alma escrava.

E sem revolta, o cidadão vira-lata aceita o atual salário mínimo ou piso, abaixo de uma diária de um ministro de um Supremo Tribunal, de uma diária de um ministro de Dilma, para não citar os valores dos diferentes auxílios de moradia, de educação etc, que tem um juiz, que tem um deputado, ou mesmo um vereador do menor município do imenso Brasil.

 

 

assédio

 

 

O návio tumbeiro da escravocrata Contax já está navegando no espaço cibernético, apesar de R$ 1,5 bilhão em débitos salariais

Empresa obtém liminar contra interdição do MTE e volta a funcionar. É uma vergonha 

 

banco agiotagem escravo usurário rasha mahdi

Diario de Pernambuco – A empresa Contax, que na última terça-feira (20) tinha tido suas atividades suspensas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), conseguiu, na manhã desta quinta-feira (22), uma liminar na Justiça do Trabalho para voltar a operar. Com a decisão, a empresa já concovou os funcionários do turno de meio-dia a voltarem ao expediente normal. A unidade de telemarketing de Santo Amaro, no Recife, que é a maior da empresa no Brasil, havia sido interditada por “problemas de ordem trabalhista”. [Esses “problemas de ordem trabalhista” escondem vários crimes de uma empresa escravocrata:

* stalking

* bullying (eleição Miss Xixi)

* assédio moral

* trabalho escravo

* salários indignos

* punições físicas

* violência contra a mulher

* tortura psicológica

* publicidade enganosa para recrutar escravos

* normas de trabalho que lembram um campo de concentração nazista

* violação de todas leis trabalhistas

* violação de todos os direitos humanos

A liminar foi obtida pela assessoria jurídica da empresa na 14ª Vara do Trabalho e, no despacho, a Justiça destacou que a Contax é a maior empregadora do Recife e que a possível perda de contratos de prestação de serviço, por conta da suspensão imposta pelo MTE, poderia acarretar em uma demissão em massa de mais de dez mil funcionários [a decisão é tão imoral, que esconde o nome do juiz responsável pela 14a. vara no lombo dos trabalhadores]

Segundo nota da Contax, o texto da liminar destaca a importância da empresa para o desenvolvimento local: “(a Contax) é a maior empregadora do município e a paralisação das suas atividades, com possibilidade de perda dos contratos de prestação dos serviços, acarretará em demissão em massa de mais de 10 mil funcionários, afetando a vida particular de cada um, gerando sofrimento e angústia destes e de seus familiares, bem como a economia da localidade, sem contar com a infinidade de impostos recolhidos” [0s escravocratas apresentavam justificativa idêntica como defesa da escravatura, e contra a Lei Áurea]

Não importam as condições de trabalho. E sim, como na escravatura legal e oficial, que os empregos sejam mantidos
Não importam as condições de trabalho. E sim, como na escravatura legal e oficial, que os empregos sejam mantidos

Ainda de acordo com a empresa, “vale ressaltar que o Grupo Contax cumpre toda a legislação trabalhista e as normas específicas para o setor de call center e se mantém aberto ao diálogo com o Ministério do Trabalho e Emprego.”[ Isso é uma informação mentirosa. O Grupo Contax não cumpre nenhuma lei trabalhista, nenhuma norma específica para o setor de call center. É uma empresa de terceirização de mão-de-obra escrava, “aberta ao diálogo”… você, leitor, sabe porquê ]

Esta decisão deve beneficiar outras senzalas da Contax. O fechamento da Contax no Recife fez parte de uma megaoperação do Ministério do Trabalho e Emprego, que durou dois anos, e atuou em sete estados, e que responsabilizou Oi, Vivo, Santander, Itaú, NET, Citibank e Bradesco por abusos trabalhistas contra mais de 185 mil pessoas que prestam serviço de teleatendimento. Ao todo, foram 932 autos de infração lavrados, R$ 318,6 milhões em multas, R$ 119,7 milhões de dívidas com o FGTS e quase R$ 1,5 bilhão em débitos salariais.

 

Leia mais. Conheça as safadezas da Contax

 

Christine Epaud e a magia negra da multiplicação de empresas

 

Fundar empresas no Brasil é coisa fácil para a funcionária pública Christine Epaud.

A última lista que apresentei:

1. Atlantica Estate Investimentos Imobiliários Ltda
2. Nova Dimas Construção 2005 Ltda
3. Sol Brasils Com. & Construção Ltda
4. E Faros Processamento de Computação Ltda
5. C. Epaud
6. Loan Investimentos Imobiliários Ltda
7. Restaurante Marbella Ltda
8. Brazil Real Estate e Construção Ltda
9. RGN Brasil Incorporações Imobiliárias Ltda

 Apresento mais duas:
10. Gege Construcão e Comunicacão Ltda
11. Areia Preta Construtora Ltda
Tem mais empresas. Depois divulgo. Deixa eu pegar o CNPJ.
Olha que usa os termos
Investimentos, duas vezes nos nomes das empresas
Imobiliário ,duas vezes
Imobiliária, uma vez
Construção, três vezes
Processamento de computação, uma vez
Como uma funcionária pública, sem eira nem beira, da noite para o dia, ficou proprietária de tantas empresas?

Rico precisa pagar imposto já

No Rio Grande do Norte, a empresária Christine Epaud  paga imposto. Indireto. Como faz qualquer bolsa-família. Que o ministro da Fazenda mande investigar.

Tem mais empresas que funcionários. Nove empresas na minha última contagem. Vou apresentar mais. Que o ministro do Trabalho mande investigar.

E vive no tráfico. No tráfico aéreo. Paris via Natal. Se morasse no Brasil, por ser funcionária pública, precisava de uma autorização assinada pela governadora Rosalba Ciarlini, e pelo secretário de Administração, e publicada no Diário Oficial. Mas faz publicidade internacional de que é funcionária do Tribunal de Justiça. A lei de turismo é a mesma.

Todo funcionário briga por um birô. Até a presidente Dilma Rousseff tem. Nenhum potiguar sabe onde fica o de Christine. Mais difícil descobrir quanto ganha para não trabalhar. Visivelmente.

O Brasil é o país das Epaud, que tem quatro nacionalidades e, possivelmente, quatro passaportes.

Pedir dinheiro emprestado para ricos. Piada! Eles vão querer juros e mais juros.

O jornalista Sebastião Nery mostra o caminho:

“O governo francês anunciou a revisão de Orçamento de 2012, com aumento de 7,2 bilhões de euros em impostos de setores mais ricos do pais, para reduzir o déficit público. Como o partido de François Hollande, o PS, ganhou a maioria no Parlamento em junho, a proposta deve ser aprovada.

Na campanha eleitoral de maio, Hollande pediu crescimento para os países da zona do euro. Para 2013, seu governo cobrará menos impostos da industria e classe media e 75% sobre fortunas acima de 1 milhão de euros.

No Brasil, a política do PT é tirar da indústria e dar aos banqueiros”.

Vagaba

por Gilmar Crestani
Eliana Cantanhede é casa com um marqueteiro do PSDB. Ainda que não fosse, defenderia os interesses do partido a pedido do patrão.  Não é a única. A RBS, por exemplo, está cheia de colonistas e celetistas baba-ovos do patrão. Infelizmente, a esquerda gaúcha não ajuda. Vive de puxar o saco dos Sirotsky. Adão Villaverde, por exemplo, se vangloria de ter um texto seu publicado na Zero Hora no dia 1º de maio. Eu teria vergonha. Aliás, em tempos de internet, e sendo candidato a prefeitura de Porto Alegre, é verde demais para empreitada. Deveria ter publicado em página sua ou num blog. Mas nunca na empresa que vive de bater contra os movimentos sociais em geral e nos trabalhadores em particular. Eu, com muito menos recursos que ele, já fiz mais. Está aqui, descobri agora na internet.
Brizola Neto e a “jornalistinha”

Por Altamiro Borges

Boa parte da mídia está histérica com a nomeação de Brizola Neto para o Ministério do Trabalho. Mas o artigo mais asqueroso até agora é o da colunista da Folha, Eliane Cantanhêde, aquela da “massa cheirosa” do PSDB. Já no título, ela revela todo o seu baixo nível e arrogância: “Ministrinho e tijolaços”. O texto não é o de uma jornalista, mas sim de uma militante direitista rancorosa.

Cantanhêde não tolera o trabalhismo nem as visões críticas sobre a mídia patronal. Para ela, o Ministério do Trabalho não serve para nada. “Como o mundo, o Brasil e as relações trabalhistas evoluíram tanto, a pasta se tornou quase tão desimportante quanto a da Pesca”. Ela poderia falar isto para os trabalhadores escravos que produzem para o Zara, a Daslu e outras lojas de luxo – que possivelmente frequenta!