Prejuízo da Petrobrás: a grande mentira!

por Emanuel Cancella

Petrobras millor

A Petrobrás é uma empresa estatal. Uma das diferenças entre uma empresa privada e uma estatal é o seu compromisso não apenas com o lucro mas com um projeto de desenvolvimento nacional. Por isso é preciso desconfiar quando se alardeia que “a Petrobrás teve prejuízo em 2012”, o que é uma grande mentira. Como nada acontece por acaso, não demorou a serem plantadas justificativas para a privatização, como “saída inevitável para a crise”. O fato é que as aves de rapina não descansam. Estão sempre prontas a dar o bote.

Vamos colocar os pingos nos is: a Petrobrás lucrou em 2012 RS 21,1 mil milhões. Isso depois de produzir, refinar, comercializar, transportar e garantir o abastecimento de derivados de petróleo em todo o país. Aliás, essa é a sua função constitucional. A título de comparação, entre as empresas brasileiras, a Petrobrás continuou na liderança. Depois dela veio o Banco Itaú que lucrou R$ 13,59 mil milhões. Mas os bancos se utilizam de várias brechas legais para burlar o pagamento de impostos e não têm compromisso social, não investem no desenvolvimento nacional (ao contrário do que fazem as empresas estatais).

Por exemplo: a Petrobrás paga royalties à União, aos estados e municípios. A companhia também financia 50% do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC. É, ainda, a empresa que mais paga impostos para União, estados e municípios.Sem contar os inúmeros projetos culturais. Alguma outra empresa ficaria oito anos com o preço da gasolina congelado, para impedir que a inflação e os preços disparassem? E isso pode ser considerado ruim para o povo brasileiro? É bom refletir sobre o papel social da empresa, antes de aplaudir aqueles de raciocínio estreito que só calculam o lucro imediato. Historicamente, quem sempre financiou o desenvolvimento do nosso país foi o capital estatal.

Mas por que a Petrobrás lucrou menos em 2012? 

A crítica à Petrobrás é por conta da queda de seu lucro em 32%. Um dos principais motivos da queda nos lucros da Petrobrás foi a importação de gasolina durante certo período, em consequência da necessidade de suprir o mercado interno. Para estimular a indústria de automóveis, o governo isentou os compradores do pagamento do IPI. Resultado: aumentou significativamente a frota de automóvel nas ruas, sem esperar que a empresa se preparasse para a nova demanda.

Para atender o crescimento do consumo, a Petrobrás precisou importar parte da gasolina, pagando mais caro, e revendeu no mercado interno subsidiando parte do seu custo. Mas, a pergunta que não quer calar: por que a Petrobrás também teve que subsidiar a gasolina repassada aos postos de bandeira estrangeira (Shell, Esso, Texaco, Rpsol etc)? Por que os postos de bandeira estrangeira não dividiram o prejuízo no custo final da gasolina com a Petrobrás? Com a palavra, a responsável pela fiscalização, Agência Nacional de Petróleo e Gás Combustível – ANP. 

Mas a Petrobrás – repetimos – ainda é uma empresa estatal e, por isso, pensa no futuro e não apenas no lucro imediato. A preocupação com o futuro levou à construção de mais cinco refinarias o que, além de suprir o mercado interno, vai permitir a exportação de derivados de petróleo.

Então, por que privatizar? 

A sociedade tem que ficar atenta já que a presidente da companhia, Maria das Graças Foster, encabeça uma campanha junto à grande mídia para desgastar a companhia e possibilitar a privatização da Petrobrás, seja por inteiro ou, como já se cogita nos bastidores: a criação de uma empresa de refinação e a venda de 30% das ações dessa empresa.

Foster também já vendeu blocos de petróleo, o BS-4, na Bacia de Santos, para o mega empresário Eike Batista, através do plano de desinvestimento. Ou seja, Foster está entregando nossos poços de petróleo, que são patrimônio de todo o povo brasileiro. Será que teremos uma nova “privataria” pela frente.

Como os trabalhadores já fizeram no passado – nas campanhas Fora Collor e Fora FHC – principalmente por conta das privatizações, está na hora da campanha Fora Graça Foster Já! Será que as crises nos Estados Unidos, na Europa e que se refletem em todo o mundo, não foram suficientes para mostrar o quanto o neoliberalismo é nocivo? 

Sindicatos discutem saída da presidente Graça Foster 

Os sindicatos de petróleo ligados à Federação Nacional dos Petroleiros – FNP já discutem ação na justiça para a destituição da presidente da Petrobrás e de sua diretoria, por priorizarem metas alheias ao interesse nacional, e por macular a imagem da Petrobrás. Foster tem anunciado na imprensa a necessidade de sucessivos aumentos nos preços dos combustíveis, o que prejudica a sociedade que é quem paga a conta, e também alimentaria a alta da inflação. Uma das formas de resolver esse problema seria rever a margem de lucro das distribuidoras, por exemplo.

Por outro lado, os aumentos favorecem os acionistas. Em Londres, no dia 3/7/12, publicado em o Globo, Foster declarou a investidores estrangeiros: “Vamos dedicar as nossas vidas para recuperar o valor das suas ações”. Além disso, Foster tem sido a grande defensora dos leilões de petróleo, que é a entrega do nosso petróleo. A presidente da Petrobrás utiliza a mesma estratégia das privatizações da era Collor e FHC: deprecia a empresa para justificar a privatização.

A presidente da Petrobrás se auto-intitulou ex-catadora de papel. Mas como ex-baixa renda deveria se preocupar com as donas de casa brasileiras que no interior estão abandonando o gás de cozinha e utilizando lenha e carvão por conta do preço do botijão. Foster também poderia se esforçar para aumentar o subsídio do diesel, aliviando o bolso dos trabalhadores que gastam metade de um salário mínimo para ir e voltar do trabalho. Mas Foster parece preocupada apenas com o investidor estrangeiro.

FHC, construtor de uma ‘realidade irreal’, enganou a opinião pública por mais de 40 anos. Fingiu ter sido preso e cassado. Na última entrevista de 2012, mais falsidade.

por Helio Fernandes

Sobre alguns desses fatos escrevi fartamente nos 8 anos em que FHC foi presidente. Outros são inteiramente novos, extraídos dessa entrevista falsa, absurda, ridícula, indigna de um ex-presidente, mesmo sendo ele.

Durante toda a ditadura, FHC foi complacente com ela, complacente e envergonhado, constrangido, fervoroso participante da condição de “cassado que se manteve com todos os direitos”. Por várias vezes, com ele no Poder, desafiei-o a exibir o ato de cassação. O ato e a data.

Viajava para o Chile onde estavam amigos verdadeiramente cassados. Quando o Chile foi vítima do ditador-perseguidor-torturador Pinochet, passou a ir para Paris, ficando na casa de um amigo intelectual, verdadeiramente exilado.

Fui conselheiro da ABI (a pedido de Barbosa Lima Sobrinho) por 18 anos. Quando o grande jornalista foi embora, saí também. Um dia, o secretário-geral da ABI, jornalista Mauricio Azedo (hoje, excelente presidente), lia um ofício que seria enviado ao presidente FHC, pedi um aparte e contestei o ofício, dizendo que a ABI não podia se dirigir a FHC naqueles termos. Justifiquei as restrições. Democraticamente, Azedo colocou em votação o envio do ofício, foi amplamente recusado, a história da ABI ficou imune e intocável.

FHC, o único cassado que
disputou eleição na ditadura

O tempo correu, em 1978 o próprio FHC se encarregou de comprovar os fatos, desmoralizar a sua “verdade” sem corroboração (termo policial) e sem constrangimento. Em plena ditadura, se lançou candidato a senador, em chapa com Franco Montoro. Este teve 3 milhões de votos, FHC não chegou a 10 por cento. Mas por falha da legislação, ficou como suplente, começando a carreira política, surpreendentemente chegando a presidente.

Nesse mesmo 1978, dois episódios que provam a falsidade e a falsificação de FHC. José Serra, com quem só falei uma vez, num momento doloroso, se lançou candidato a deputado estadual, por SP. Foi vetado, a explicação: “Ainda estava cassado”. E a aprovação de FHC, tinha que base e justificativa?

Nesse mesmo 1978, o meu partido (MDB) tentou lançar minha candidatura ao Senado. Em 1966 fui cassado por 10 anos, o que deveria terminar logicamente em 1976. Resposta do ministro Gama e Silva: “Agora a cassação não é mais por 10 anos, é para toda a vida”.

Quase no fim da ditadura, apavorado, Gama e Silva enganou também os generais ditadores, pediu para ser embaixador. Como era monoglota, foi para Portugal.

O suplente que chegou a presidente

Em 1982, Montoro se elegeu governador, FHC assumiu a suplência, se transformou em titular. Em 1986 acaba o mandato (?), precisava se reeleger. Fez então todas as patifarias político-eleitorais. Apoiou Maluf, candidato a governador, e Antonio Ermírio de Moraes (também candidato), desde que não lançassem nomes para o Senado. O de Maluf era esse José Maria Marin (que já fora governador), o de Ermírio era o maior amigo de FHC, retirado. Ficaram então só ele e Covas, eleitos cada um com 8 milhões de votos. Mas não elegeram o governador. Orestes Quércia, que não tinha relações com eles, era invencível, ganhou.

Manobrou e manipulou o ingênuo Itamar, que ficara no lugar de Collor. Ganhou 2 ministérios, foi lançado presidenciável contra Lula em 1994. Mas não acreditava que fosse eleito, reduziu para 4 anos o mandato que era de 5. Lógico, quem acreditava na vitória não reduziria o mandato. Principalmente FHC, que na primeira oportunidade rasgou a Constituição (perdão, comprou) para se reeleger, fato único na História republicana.

Tentando se comparar com Marx, teve um filho com uma doméstica (hoje funcionária do Senado), mas Marx era Marx, único e indiscutível. FHC deveria ter sido julgado pelo Supremo ou investigado por CPI. Em dois episódios gravíssimos: 1 – Toda a Comissão de Desestatização, barbaramente enriquecida. 2 – O mensalão que possibilitou a reeleição de FHC. O dinheiro era entregue de uma vez só, imaginem quanto custou o voto de 513 deputados e 81 senadores, pelo menos a maioria.

A “compra” da Vale e dezenas de empresas se deu pelo “valor de face”. Que geralmente era de 5 cruzeiros, mas no mercado “valiam” míseros 10 centavos.

As duas últimas entrevistas

Uma para jornal impresso, outra para televisão. Na primeira, perguntaram se “estava namorando”, hesitou. O repórter insistiu, respondeu: “Estou, mas é ridículo estar namorando aos 82 anos”. Nada a contestar, FHC se definiu com inteira propriedade.

Quem FHC levaria, homem e
mulher, para uma ilha deserta

Na segunda entrevista, na televisão, novamente ridículo, com aquelas perguntas tolas e idiotas, com mais de 50 anos de existência e repetição. Por exemplo:

Com quem o senhor gostaria de ir para uma ilha deserta?”. A resposta deveria ser logicamente uma mulher. A bobagem da pergunta, exatamente igual à bobagem da resposta.

Seguindo no mesmo rumo, qual o “intelectual” que levaria para conversar também numa ilha deserta. Escolheu e indicou José Sarney, tentou explicar mas nem precisava.

Ivan Lessa e Millôr Fernandes

Na televisão, um dos entrevistadores arriscou ou afirmou: “Nesse ano de 2012, o senhor perdeu dois grandes amigos, Ivan Lessa e Millôr Fernandes. Como senhor se sentiu?”

Estavam mortos, FHC não teve a menor hesitação, “chutou” para valer. Sobre Ivan: “Não era amigo dele, o relacionamento não era profundo, mas estive com ele várias vezes”.

A verdade indiscutível e indestrutível: nunca esteve com Ivan Lessa. Nos tempos do Pasquim, Ivan não ia a Brasília, FHC não vinha ao Rio. E quando vinha ficava bem longe do Pasquim, amaldiçoado pela ditadura.

Depois do Pasquim, enojado, Lessa foi para Londres, onde morou e trabalhou na BBC, mantendo a colaboração com o Pasquim. Veio uma vez ao Brasil, mas não foi para conversar com FHC. Alguém me diz que foram duas viagens, não confirmei, mas publico.

Com Millôr Fernandes, a mesma pergunta, e a resposta de FHC: “Estive com o Millôr várias vezes, entendia e respeitava suas críticas ao meu governo”. Impressionante a capacidade de inventar ou falsear fatos.

A verdade: jamais falou com o Millôr, frustração total. Um dia, pediu ao jornalista Rodolfo Fernandes, com quem mantinha relacionamento jornalístico: “Pergunte ao seu tio Millôr se ele aceita almoçar ou jantar comigo no Alvorada. Se ele aceitar, telefone para ele”.

Rodolfo perguntou ao Millôr, este nem hesitou: “Não, Rodolfo, como presidente, de jeito algum. Quando ele deixar o governo, podemos examinar novamente a questão”. O Millôr era assim e não mudava.

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PS – Tudo o que está escrito aqui é rigorosamente verdadeiro. Os fatos políticos são públicos e notórios, as datas, conhecidíssimas. O resto, conto como personagem e como o maior opositor, por 8 anos seguidos, do precário e medíocre (e também corrupto) governo FHC.

(Transcrito da Tribuna da Imprensa)

 

Livra-te do homem que não fala e do cão que não ladra

Liliana-Oliveira

 

A imprensa é o quarto poder
Edmund Burke

Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados

Millôr Fernandes

A imprensa não é o Quarto Poder. É o contrapoder
Zuenir Ventura

A imprensa é a artilharia da liberdade
Hans Dietrich Genscher

O poder jamais careceu de quem lhe fizesse elogios
Elias Canetti

Onde está o poder estará, infalivelmente, o puxa-saco
Gustavo Krause

O que está em jogo neste lance é saber se poderemos praticar a Constituição, adotando métodos totalitários de sufocação à liberdade da palavra frouxamente, ou se defendendo esta liberdade, mesmo quando a palavra é injustamente usada, confiando em que possa ser contestada, não pela brutalidade do silêncio forçado, mas, pelo contrário, pela ampla discussão, a fim de que o abuso seja afinal corrigido
Djalma Marinho

A proibição futura de quaisquer textos representaria (…) censura à atividade jornalística, o que, definitivamente, não se coaduna com os princípios basilares do Estado Democrático de Direito, que elegeu a liberdade como um de seus pilares.
Catarina Vila-Nova Alves de Lima

“Fulano escreveu certo e você errado” ensinava, aos berros, a assessora, que é bem paga para fazer exatamente isso: Tirar da imprensa o que de “ruim” possa envolver o seu cliente
Ricardo Antunes

A liberdade de pensamento, de expressão e de informação são todas expressões de direitos individuais. Elas começam no artigo 5 da Constituição, os direitos e garantias individuais, são clausulas pétreas. Por isso não podem ser objeto de reforma nem por emenda constitucional
Ayres Britto

Essas críticas, quando emitidas com base no interesse público, não se traduzem em abuso de liberdade de expressão, e dessa forma não devem ser suscetíveis de punição. Essa liberdade é, na verdade, um dos pilares da democracia brasileira
Celso de Mello

Além de sermos seres que se emocionam, que têm sensações e vontades, somos seres pensantes e com pleno direito e, até, dever de compartilhar nossos conhecimentos e opiniões sobre e para o mundo. Somos todos livres, inteligentes e não podemos e nem devemos nos omitir e nem sermos repreendidos e censurados. E é disso que trata o Artigo XIX da Declaração Universal dos Direitos Humanos
Flavia Vasconcelos

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Crime contra o povo brasileiro sem moradia, sem saúde pública e escolas: desviar o dinheiro do petróleo para olimpíada e copa

 Cadê o povo unido, que jamais será vencido, para pedir mais escolas, mais hospitais, mais transporte, mais emprego?
Cadê o povo unido, que jamais será vencido, para pedir mais escolas, mais hospitais, mais transporte, mais emprego?
Covardia é bater no povo: nos piquetes dos grevistas, nas passeatas do movimento estudantil, nas paradas dos sem terra, dos sem teto. Covardia são os despejos de milhares de famílias para construir os estádios da Copa do Mundo e Olimpíada
Covardia é bater no povo: nos piquetes dos grevistas, nas passeatas do movimento estudantil, nas paradas dos sem terra, dos sem teto. Covardia os despejos de milhares de famílias para construir os estádios da Copa do Mundo e Olimpíada
O carioca esqueceu a Escola Municipal Friedenreich. Covardia derrubar uma escola para construir um estacionamento
O carioca esqueceu a Escola Municipal Friedenreich. Covardia derrubar uma escola para construir um estacionamento
Governo do Rio vai demolir a terceira melhor escola do Rio, o histórico Museu do Índio e prédios e mais prédios para presentear os empresários amigos
Governador Sérgio Cabral vai demolir a terceira melhor escola pública do Rio, o histórico Museu do Índio e prédios e mais prédios para presentear os empresários amigos

Eis a prova de que o governo federal e governos estaduais e prefeituras das capitais estão desviando o dinheiro de serviços essenciais para financiar a Copa do Mundo de futebol e a Olimpíada do Rio:

O governador Sérgio Cabral disse que, caso o projeto de redistribuição dos royalties do petróleo torne-se lei, a realização das Olimpíadas e da Copa do Mundo no Rio de Janeiro estão comprometidas.

“Quando falo que não tem Olimpíadas e Copa não é exagero e nem retórica”, disse “seu” Cabral. Vídeo 

Eis a prova de que passeata não atrapalha o trânsito. E de que a polícia só bate quando o povo pede moradia digna e um salário que não seja o mínimo do mínimo
Eis a prova de que passeata não atrapalha o trânsito. E de que a polícia só bate, prende e arrebenta, quando o povo pede moradia digna e um salário que não seja o mínimo do mínimo
Uma passeata contra os interesses de Pernambuco. O pré-sal é todos os brasileiros, e não da Fifa e dos cartolas do futebol do Rio e da realeza que promover a Olimpíada do Rio
Uma passeata contra os interesses de Pernambuco e a maioria dos Estados. O pré-sal é de todos os brasileiros, e não da Fifa e cartolas do futebol e realeza que promove a Olimpíada do Rio

Millôr
Millôr

Dime con quién te asesoras

Este artigo é importante, não tanto pelas denúncias que jamais serão confirmadas, como acontece no Brasil com os “assassinatos” de Siqueira Campos, Getúlio Vargas, Juscelino, Jango, Carlos Lacerda, delegado Fleury e outros.

Nestas eleições municipais nada se sabe dos marqueteiros comprados, tipo Duda Mendonça, e das fraudadas pesquisas de opinião pública. Idem os principais financiadores de campanhas.

Escreve Manuel E. Yepe:

En esta etapa de la campaña electoral, apenas puede negarse que Mitt Romney y Barack Obama sean prácticamente idénticos en todos los sentidos. En cuanto a sus posiciones en materia de salud pública, austeridad económica y perpetuidad de las guerras, el aspirante y el Presidente son dos imágenes idénticas en un mismo espejo.Lo anterior es la opinión del analista estadounidense Brandon Turbeville, de Carolina del Sur, en un artículo que publica la revista digital Activist Post en vísperas de las elecciones presidenciales de su país.Turbevile aprecia que hay identidad en cuanto a la expansión de las guerras y las masacres masivas; las diferencias están en que Obama las promueve mediante engaños y acciones encubiertas, y la psicosis de guerra de Mitt Romney se manifiesta mucho más abiertamente. “La carrera de Romney hacia una tercera guerra mundial -potencialmente termonuclear – no podría ser más clara”.

El equipo de política exterior de Romney estará integrado por neoconservadores que fueron parte del equipo de Bush, a los que se sumarán otros rabiosos halcones de guerra, sionistas e imperialistas, dice el analista.

Entre todos ellos, sobresale el neoconservador Dov Zakheim, considerado por algunos autor intelectual principal de los fatídicos actos terroristas del 11 de septiembre de 2001. Se asegura que será su asesor superior.

Turbeville recuerda que el diez de septiembre de 2001, el entonces Secretario de Defensa y jefe del Pentágono, Donald Rumsfeld, ofreció una conferencia de prensa en la que informó que del Pentágono se habían desaparecido 2.3 mil millones de dólares. (La periodista e informante de la CIA Susan Lindauer ha asegurado que la suma desaparecida era de 9.1 mil millones). Transcrevi trechos. Leia mais.

Uma terceira guerra mundial é o Apocalipse. Sua história jamais será contada.
Michel Serres, em entrevista ao Le Monde, em 10 de maio de 1981, falou que “hoje o político tem em mãos a violência absoluta, isto é, a bomba atômica. Nós não podemos fazer mais nada neste caso”.
Revela o filósofo: “O conhecimento estava de tal forma misturado ao poder e à violência, que o fim dessa história foi Hiroshima. E ainda é Hiroshima. Ora, se há desafios na cultura, na filosofia, é no sentido de descobrir as condições de algo que vá além dessa da data de vencimento, sempre adiada mais alguns milímetros. Nossa história é esse prazo de Hiroshima. Que é que fazem os políticos atualmente? Afastam esse prazo para um fim de semana, ou por mais uma semana, como as crianças que empurram com o pé sua madeira quando jogam amarelinha. Hiroshima está atrás de nós e à nossa frente. Isso não constitui um futuro”.
Para Michel Serres, se há uma esperança histórica “está além dessa data de vencimento, e é essa passagem que os filósofos devem negociar”. Para tanto, neste mundo hodierno, existe o cientista político que, no Brasil, está mais preocupado com a arte de ganhar dinheiro mais rápido e fácil. Viraram aduladores dos governantes.
Os primeiros cientistas políticos foram os profetas e os criadores de utopias. Serres afirma: “Acredito fundamentalmente que, em matéria de Antropologia, é a história das religiões que têm os conteúdos mais concretos, carnais, globais. (…) Sou um leitor assíduo de Homero, de Virgílio, de toda a Antiguidade grego-latina e também dos profetas de Israel que, para mim, inventaram a noção de História”.
E acrescenta:
“Eu posso dizer ao príncipe: você tem a bomba atômica nas mãos, não tem nenhuma necessidade de mim. Mas, enquanto filósofo, eu sou aquele que mostra, que revela que você tem isso nas mãos e que de agora em diante só fará reperti-se indefinidamente. Não lhe restou mais do que isto: a destruição universal. Somos nós, de agora em diante, que mostraremos a nudez absoluta de todos os reis. O real fugil deles, e vem em nossa direção”.
O real e a visão do futuro é a fala profética.

Millôr Fernandes: “A imprensa brasileira sempre foi canalha. A televisão já nasceu pusilânime”

 

P: Você acha que o jornalismo brasileiro melhorou?

MILLÔR 
Muito, tecnicamente. Lamentavelmente, porém, do ponto de vista ético, moral e social, melhorou muito pouco. E já era quase criminosamente ruim naquela época. Conforme você sabe, eu não tenho nenhuma formação marxista, não acredito em excessivos determinismos históricos. É evidente, é liminar, que as forças de produção regem muitas coisas. É liminar que o contexto da sociedade reja fundamentalmente muitas coisas. Agora o que não é liminar, é o seguinte: há forças metafísicas, há entrerelações no mundo, que não estão previstas em qualquer ideologia; a isso eu chamo o anticorpo. 0 Marx é o próprio anticorpo dentro da sociedade em que vivia. Se as teorias de Marx fossem perfeitas, ele não existiria. Porque o contexto social e as relações de produção da época não o previam, não o permitiriam. Você pode dizer que a imprensa é resultado do meio, a imprensa é resultado da sociedade em que funciona. Certo. Mas, às vezes, por força de um indivíduo, ou por força de um pequeno grupo de indivíduos, ela pode se antecipar ao seu meio e fazer progredir esse meio. Mas a imprensa brasileira sempre foi canalha. Eu acredito que se a imprensa brasileira fosse um pouco melhor poderia ter uma influência realmente maravilhosa sobre o país. Acho que uma das grandes culpadas das condições do país, mais do que as forças que o dominam politicamente, é nossa imprensa. Repito, apesar de toda a evolução, nossa imprensa é lamentavelmente ruim. E não quero falar da televisão, que já nasceu pusilânime.

P: Que tipo de imprensa poderia contribuir melhor pro bem social?

MILLÔR 
Estou pensando, além dos que já citei, no Village Voice. Hoje, jornal rico. Já é até um jornal do sistema. Talvez hoje, curiosamente, jornais maiores, feito o Washington Post e New York Times, pra falar dos dois que sempre se confrontam, ajam mais em função do bem público do que o Village Voice. Mas a imprensa alternativa (e o Village Voice foi um dos seus grandes exemplos), eu acho que ela é a grande solução para a liberdade de expressão. Os jovens precisavam se conscientizar disto. Saber que eles podem fazer um jornal que, ocasionalmente, vai ficar preso ao bairro, mas é importante que o bairro seja protegido, é importante que as misérias do bairro sejam mostradas ao poder público, até que o poder público chegue àquele negócio mínimo (que é o máximo!) que é consertar o buraco da rua. Não se vai partir para a solução do mundo, partindo do macrocosmo; precisamos partir do microcosmo, não tenha dúvida nenhuma. Cristo começou com uma cruz só. Essa pretensão do homem de fazer o organograma universal acaba em Delfim Neto, acaba em tecnocracia, acaba em “herói”. E chega de heróis. O homem tem que se convencer de que mais importante do que tudo o dia-a-dia. O homem vive é todo dia. A maior utopia é a resistência diária. Ser herói é fácil. Herói se faz em três meses. Têm amigos nossos que fazem três meses de heroísmo, viram heróis de todos os tempos e passam a viver disso. E é aquele negócio, é bicha porque está na moda, elogia mulher porque está na moda, é incapaz de dizer alguma coisa contra a corrente, mesmo que a corrente seja lamentável, odiosa, reacionária.

P: E você acha, por exemplo, que os jornais alternativos estão contribuindo pra alguma coisa neste sentido no Brasil?

MILLÔR
Neste momento estão um pouco em recesso. Mas de qualquer forma estão contribuindo. A maior contribuição que foi dada à imprensa brasileira, nos últimos tempos, foi a imprensa opcional a partir do Pasquim, não tenho dúvida nenhuma. Mas a própria abertura forçou um pouco o recesso no setor. A própria abertura trouxe junto muita vigarice, os caras estão explorando demais o sexo, estão explorando o homossexualismo, o sensacionalismo: pegando os vícios da outra imprensa. A coisa essencial é “vender”. Mas continuo achando que a imprensa opcional é uma solução. Bem feita, essa imprensa opcional forçará a grande imprensa a dar cobertura a certos assuntos. Cobra! Envergonha! Força! Aquele negócio: o socialismo força o capitalismo a ceder em certas coisas. Você pega o Manifesto Comunista do Marx: das 8 ou 10 exigências básicas do Marx, pelo menos uns 6 itens nem Uganda deixa de aplicar hoje em dia. O imposto de renda é um deles.

(Transcrevi trechos)

 

Millôr por Millôr
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