EM BUSCA DE UM NOVO TEMPO

por Miguel Sales

 

deusa da justiça

Uma nova luz,
Um novo Natal,
Um novo ano,
Um novo tempo,
Desejo de uma Justiça real e humana,
De um Direito que livre os oprimidos.
Terra que renasça um novo homem,
Cheio de paz, longe da violência.
É tempo de ter esperança:
Por um novo destino,
Um novo sentir, um novo pensar:
Harmonia entre tecnologias e natureza,
Na qual a vida respira mais forte.
Sonhos de construção de um novo lugar
Onde não falte o que essencial,
À dignidade da pessoa humana:
A morada, o trabalho, por exemplo.
Porém, apesar da fome,
Apesar do desabrigo,
Apesar do desemprego,
Apesar de tantos dias amargos,
De tanto descaso de certos governantes,
É preciso acreditar no homem.
É preciso acreditar no despertar do povo,
Na separação do joio do trigo,
Na vinda de um novo amanhã,
De novo significado para a vida.
De uma força que transforme o egoísmo de alguns
Em felicidade para cada um de nós.
Somente assim vale a nossa fé,
O amor pelo semelhante,
Que é a imagem de nosso Deus
E a medida de todas as coisas.

Caso Serrambi: Miguel Sales sempre em defesa da Justiça

serrambo miguel sales promotor

O promotor de Justiça aposentado Miguel Sales, que atuou por muitos anos na Promotoria Criminal de Ipojuca, é o mais novo advogado constituído pelos irmãos kombeiros Marcelo e Valfrido Lira no Caso Serrambi.

Informa o Diário de Pernambuco: Sales se tornou defensor deles porque o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) pediu a anulação do júri popular que absolveu, em setembro de 2010, os dois suspeitos de terem assassinado as adolescentes Maria Eduarda Dourado e Tarsila Gusmão, ambas de 16 anos, em maio de 2003.

Temendo que os pedidos de anulação e desaforamento (para julgar em outra comarca) sejam aceitos pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), os Lira pediram a Sales para acompanhar o caso a partir de agora. O ex-promotor de Ipojuca chegou a devolver por cinco vezes o inquérito que apontava os dois como culpados pelo duplo assassinato, alegando falta de provas.

As brigas entre Sales e o então chefe da Polícia Civil, Aníbal Moura, ganharam repercussão em meio ao caso, que até hoje está envolto em muitas dúvidas.

Miguel Sales afirmou que está analisando se vai fazer a defesa dos kombeiros no plenário do tribunal. “Eles me pediram para ser advogado deles e fizeram uma procuração. Se eu achar conviniente, irei atuar na defesa dos dois. Como já passei do período de quarentena e nunca os denunciei, não há impedimentos”, explicou Sales.

Já o kombeiro Marcelo Lira disse que ele o irmão Valfrido decidiram pedir ajuda ao promotor aposentado por ser uma pessoa que sempre acreditou neles. “Como a gente não tem condições de pagar um advogado, resolvemos pedir para doutor Miguel ficar acompanhando o nosso caso”, afirmou Marcelo.

Nota do redator do blogue: Os Lira, kombeiros, são dois pobres coitados, não são parentes dos Lira de Caruaru, que a partir deste mês de março assumem o governo de Pernambuco.

Os kombeiros jamais foram denunciados por Miguel Sales. Porque o inquérito policial nega a validade da polícia científica e foi todo armado com base em testemunhas, que podem ser compradas, e algumas pegaram sumiço. Este inquérito já assassinou várias pessoas. Isto é, testemunhas.

Para a população de Serrambi, Miguel Sales é um herói. E os kombeiros bodes expiatórios.

As adolescentes assassinadas – da mais alta sociedade recifense – foram passar um fim de semana na praia, com um grupo de adultos proprietários das maiores fortunas de Pernambuco. Foram três dias de farra, com muito álcool e drogas. Uma festança de uns dez homens e apenas duas meninas…

Escreve Wagner Oliveira: “Julgados no Fórum de Ipojuca ao longo de cinco dias, Marcelo e Valfrido foram absolvidos por quatro votos a três. Ao final do júri, Miguel Sales foi conduzido nos braços por parentes e amigos dos kombeiros pelas ruas de Ipojuca. Após esse resultado, os promotores Ricardo Lapenda e Salomão Abdo Aziz ingressaram com pedido de anulação do júri popular e de desaforamento, para o caso de haver um novo julgamento. Eles acreditam que o corpo de jurados foi contrário às provas constantes nos autos”.

Sales foi colocado nos braços após o júri popular. Fotos: Teresa Maia/DP/D.A Press
Sales foi colocado nos braços após o júri popular. Fotos: Teresa Maia/DP/D.A Press

Para toda a população de Ipojuca, o segundo maior Pib de Pernambuco depois do Recife, a justiça foi feita com o inocentação dos kombeiros.

A voz do povo é a voz de Deus, dizem. O júri popular representa essa voz.

Oa kombeiros são considerados inocentes pelas mães das jovens trucidadas, e todo Pernambuco teme falar do crime. E o noticiário da imprensa sempre foi tendencioso, opinativo, e contrário aos kombeiros, dois miseráveis, mortos de fome.

Fica o desafio: se a imprensa é neutra, que revele os nomes de todos os participantes da festa com as meninas na praia. Os nomes e as respectivas idades no dia do crime. Que os jornais sempre afirmaram que todos eram adolescentes.

E quantas testemunhas ou suspeitos ou cúmplices, citados no processo, encontram-se misteriosamente mortos ou desaparecidos.