Reale pai e filho golpistas

O pai de Miguel Reale Júnior redigiu o ato institucional n.1, assinado pelo golpista presidente Castelo Branco, que consolidou a ditadura militar de 64.

Reale Júnior, secretário da Segurança, nos tempos do ditador João Figueiredo presidente, foi substituído por Michel Temer, que também comandou as polícias civil e militar de São Paulo. Para completar foi ministro da Justiça de Fernando Henrique.

E professor de Janaína Paschoal, que recebeu 45 mil reais do PSDB, para redigir o pedido de impeachment, ora em julgamento no Senado, que leva as assinaturas de Reale e Bicudo, que aparecem como autores, quando são, realmente, co-autores.

Ficou mais do que demonstrado que Reale não passa de um senil co-autor. Esteve no Senado. E registra a crônica política: “Fala, fala, fala, mas não mostra quais crimes Dilma teria cometido”. Leia aqui

Escreve Talita Abrantes: “Em seu currículo, Janaína acumula experiências em governos tucanos. A primeira como assessora de pesquisa da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, durante o início da gestão de Geraldo Alckmin no estado, e a segunda como assessora especial do Ministério da Justiça do governo de Fernando Henrique Cardozo (PSDB), quando Miguel Reale Jr., seu orientador no doutorado, comandava a pasta”.

Reale ministro aconselhou Fernando Henrique a assinar pedaladas. Escreve Max Goniadis: “Uma das principais características de uma matéria jornalística é a imparcialidade dos fatos sobre tudo e todos. Transportando esta lei fundamental ao processo de impeachment de Dilma Roussef, presidente do Brasil, o principal argumento dos oposicionistas para pedir a saída de Dilma são as pedaladas fiscais, Só que pedaladas semelhantes foram feitas pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e ainda de modo muito mais grave.

A Carta Magna do Brasil obriga que a solicitação de um impeachment seja baseada unicamente na ocorrência de um crime a quem se possa imputar responsabilidade ou culpa. Dilma é acusada pelos oposicionistas de plantão, muitos dos quais são políticos de décadas ou carteirinha, de promover desvios na retirada de dinheiro dos bancos estatais no sentido de acobertar os custos e gastos de programas sociais. Por outro lado, não fez Fernando Henrique Cardoso o mesmo? Tanto fez, que comprometeu o Orçamento da União a fim de ir em socorro de um dos seus programas federais. Sim, o programa direcionado a salvar bancos do Brasil na beira do precipício da falência.

Naquela ocasião foi instituído pelo governo de FHC, o Proer – Programa de Estímulo à Reestruturação do Sistema Financeiro Nacional – sob a alegação de que o inteiro sistema bancário do país necessitava de modernização, objetivando o aporte de capital do exterior depois que Plano Real foi implantado. O desfecho real desse acontecimento foi sim, que a maior parte dos R$ 30 bilhões (ou R$ 71,4 em valores atuais) foi dada a banqueiros e aos seus bancos prestes a falir.

O Banco Nacional foi um dos agraciados, recebendo nada mais, nada menos do que R$ 6 bilhões para quitar os seus débitos e assim poder ser negociado com sua posterior venda para o Unibanco, conforme a reportagem feita por uma conceituada revista brasileira. O conglomerado era propriedade da família Magalhães Pinto, onde Ana Lúcia Catão de Magalhães Pinto, uma de suas muitas herdeiras, era casada com um personagem chamado Pedro Henrique Cardoso, que para quem não sabe, é o filho do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

O governo de FHC além de ter dado um fim obscuro a essa fortuna recebida dos cofres públicos brasileiros, ainda se calou diante do impacto catastrófico sobre as finanças do programa em questão. O ex-presidente, “social democrata”, Fernando Henrique Cardoso”, vetou nada mais do que 14 dispositivos da Lei de Diretrizes Orçamentárias, isso no ano de 1999, os quais requeriam ao Poder Executivo que prestasse contas dos gastos do Proer ao nem um pouco “comprometido”, Congresso do Brasil.

O mais curioso de todo esse imbróglio é que Fernando Henrique Cardoso, blindado pelos seus aliados políticos e empresários, não sofreu nenhum tipo de retaliação ou ação da justiça, uma vez que o presidente da Câmara naquele momento, que até hoje é um nome bastante conhecido, Michel Temer do PMDB-SP, simplesmente arquivou todas as quatro solicitações de impeachment iniciadas contra Fernando Henrique. Enfim, o Brasil é um país em que oposição e governo se confundem, trocando de lado com muita rapidez”.

Para Reale Júnior pedalada não é pedalada quando assinada por um correligionário tucano. Também pedalou o senador Anastasia, relator do impeachment no Senado.

Em três anos, Anastasia cometeu quase mil pedaladas no governo de Minas.
Entre 2011 e 2014, o relator do impeachment, senador e ex-governador mineiro, editou 972 decretos de suplementação orçamentária.

Os policiais da ditadura de 64 Reale e Temer tramaram o golpe do impeachment de Dilma

Miguel Reale Jr, junto aos juristas Hélio Bicudo e Janaina Paschoal, protocolou na Câmara dos Deputados um pedido de abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, que faz Michel Temer presidente, e Eduardo Cunha vice.

Os policiais Miguel Reale Jr e Michel Temer sempre fizeram parceria. Eram pessoas confiáveis da Ditadura Militar de 1964. Em 31 de janeiro de 1984, Reale passou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo para o parceiro e amigo Michel Temer, que foi três (3) vezes nomeado chefe das policias civil e militar de São Paulo. Confira aqui

Para exercer o cargo, precisavam do apoio dos aparelhos repressores do regime autoritário.

As polícias “foram criadas por um decreto-lei da Ditadura de 1969”, portanto, a polícia militar “é uma invenção, uma criação da ditadura”, diz Jair Krischke.

Segundo ele, “o decreto dizia que a polícia militar é força auxiliar e reserva do exército. Na Constituição cidadã de 1988 aconteceu um ‘copia e cola’, copiaram exatamente o texto do decreto-lei da Ditadura e colocaram na Constituição, dizendo que as polícias militares são forças auxiliares e reserva do exército”.

Outra prática que se mantém é a expressão utilizada pela polícia, “auto de resistência”, para justificar a morte de civis. “No tempo da Ditadura criou-se esse ‘auto de resistência’, porque a ditadura queria justificar sempre os assassinatos que cometia. (…) Esse ‘auto de resistência’ continuou sendo praticado pelas polícias militares, a polícia que mais mata no mundo”, pontua. Com a subordinação da polícia militar ao exército, acrescenta, “a formação do militar é destinada a prepará-lo para enfrentar o inimigo, vencê-lo e submetê-lo à sua vontade, isso é ser militar; não tem nada com polícia”.

O pai Miguel Reale, em 1969, foi nomeado pelo presidente Artur da Costa e Silva para a “Comissão de Alto Nível”, incumbida de rever a Constituição de 1967. Resultou desse trabalho parte do texto da Emenda Constitucional nº 1, de 17 de outubro de 1969, que consolidou o regime militar no Brasil.

Janaina Paschoal, coroada “a musa do golpe”, é a pomba-gira que participou com Hélio Bicudo de uma rídicula manifestação nazi-fascista.

Os Reale, pai e filho, Janaina e Temer são considerados juristas notáveis, e seus livros adotados nas nossas faculdades de ciências jurídicas, que promovem o ensino de um direito conservador, como elemento de conservação das estruturas sociais. Assim se explica a OAB apoiar o golpe, a criação da república do Galeão do Paraná de Moro, a prática da tortura física  por advogados delegados, uma “justiça PPV”, cara, anti-social, as prisões debaixo de vara, um sistema penitenciário tipo campos de concentração, o assédio, a tortura psicológica para as delações mais do que premiadas, o Brasil campeão da censura judicial.

Veja neste vídeo Janaina aplaudida por Bicudo