Los sudores ocultos de los Olímpicos

 

Eliminaram das Olimpíadas, as Artes, como o Teatro, a Poesia, a Música, e restou apenas o corpo. O corpo como um negócio. O corpo que se vende dos esportistas. E os negócios paralelos administrados pelos cartolas, envolvendo empresários e governos.

Originalmente, os Jogos Olimpicos eram realizados na Grécia, em Olímpia (daí a origem do nome). Vararam séculos. Do século VIII a.C. ao século V d.C., quando os cristãos decidiram acabar com tal evento internacional, considerado de propaganda pagã. Um culto aos deuses do Olinto.

Tal ato de força só foi possível acontecer quando o cristianismo se transformou em religião oficial do Império Romano.  O fanatismo religioso, o poder militar da globalização do mundo (Pax Romana), visavam atingir, principalmente, o culto das Artes.

As artes passaram a ser meios de propaganda religiosa.

No século XIX, o barão Pierre de Coubertin fundou o Comitê Olimpico Internacional (COI) em 1894. E fez de um jeito que ficasse de fora qualquer manifestação artística.

Estavam banidas: A escultura. A pintura. A música.

Nada de mente sã. O culto do corpo são predomina. E nos pobres países pobres o corpo escravo. O trabalho escravo. As Olimpíadas viraram um grande negócio.

En la cima de la cadena alimentaria de los Olímpicos hay un festín de lavado de imagen por parte de las multinacionales patrocinadoras, ocultando la injusticia económica que sufren los trabajadores de fábricas asiáticas que producen sus productos. War on Want adelanta una campaña para reconocer la legislación global que les protege.

Entrevista a Murray Worthy, de “War on Want“, organización no gubernamental que lucha por la justicia económica 

No Brasil, a roubalheira que começou nos Jogos Pan-Americanos de 2007 foi apenas um ensaio da sacanagem dos Jogos Olimpicos de 2016 no Rio de Janeiro. A partir da danação de obras superfaturadas. Luxuosos estádios em um Brasil de universidades sucateadas. Idem a palhaçada dos gastos com os Paralimpicos, em um país que faltam escolas especiais, e hospitais e clínicas especializadas para paralíticos, cegos, mudos e surdos.

Do poeta romano Juvenal:

Deve-se pedir em oração que a mente seja sã num corpo são.

Peça uma alma corajosa que careça do temor da morte,

que ponha a longevidade em último lugar entre as bênçãos da natureza,

que suporte qualquer tipo de labores,

desconheça a ira, nada cobice e creia mais

nos labores selvagens de Hércules do que

nas satisfações, nos banquetes e camas de plumas de um rei oriental.

Revelarei aquilo que podes dar a ti próprio;

Certamente, o único caminho de uma vida tranquila passa pela virtude.

Orandum est ut sit mens sana in corpore sano.
Fortem posce animum mortis terrore carentem,
qui spatium uitae extremum inter munera ponat
naturae, qui ferre queat quoscumque labores,
nesciat irasci, cupiat nihil et potiores
Herculis aerumnas credat saeuos
que laboreset uenere et cenis et pluma Sardanapalli.
monstro quod ipse tibi possis dare; semita certe
tranquillae per uirtutem patet unica uitae.