Brasil tem 500 mil prostitutas infantis e a justiça faz que não sabe

Onde estão essas invisíveis pobres crianças pobres, esfomeadas e tristes?

Estão nas ruas, nas praças, nas proximidades dos hotéis de luxo do turismo sexual. Estão nas estradas. E nos puteiros.

São filhas dos sem terra, dos sem teto, dos sem nada.

São crianças, que começam na profissão aos 7 ou 8 anos, levadas pelo êxodo rural, pelos despejos judiciais, pela vida de bicho nas favelas e cortiços.

Não são citadas nos protestos de rua, e a imprensa nunca trata das coisas costumeiras.

O uruguaio age diferente do brasileiro.

Concentración frente al juzgado pidió priorizar esclarecimiento de explotación sexual de menores

Representantes de varias organizaciones sociales, entre ellas el Comité Nacional para la Erradicación de la Explotación Sexual Comercial y no Comercial de la Niñez y la Adolescencia, la Red Uruguaya contra la Violencia Doméstica y Sexual, Cotidiano Mujer y la Comisión Departamental de Lucha contra la Violencia Doméstica, se concentraron pasado el mediodía en plaza Constitución, frente al Poder Judicial.

movilizacion y juzgado - 07/08/2013 - andres Franco

Posteriormente, se dirigieron al edificio sede de los juzgados, donde entregaron una declaración, la que fue recibida por la actuaria Lilian Rodríguez. En el documento pidieron a las autoridades judiciales que “se adopten todas las medidas de investigación necesarias para dilucidar los hechos de explotación sexual de adolescentes en Paysandú, considerando especialmente que se trata de hechos que vulneran los derechos humanos, por lo que su tratamiento ha de ser priorizado por la justicia”.
También pidieron que “se tenga especialmente en cuenta el testimonio y las necesidades de las víctimas, implementando los mecanismos necesarios para que sean oídas en condiciones dignas y seguras y para que participen en el proceso asesoradas jurídicamente y atendidas desde el punto de vista psíquico y social”.
La declaración dejada en la sede judicial solicitó también que “se dispongan medidas de protección frente a posibles represalias o amenazas, en virtud del poder que ostentan los involucrados y las repercusiones que los hechos han tenido en los ámbitos social y político”.
Se hizo especial hincapié en que “se condene a los actores de estos hechos en forma equivalente a la gravedad de los mismos, ya que su minimización de invisibilización contribuyen a la naturalización y legitimación social de conductas intolerables” y se pidió que “se aplique en todos sus términos la Convención de los Derechos del Niño, el Comité para la Eliminación de la Discriminación Contra la Mujer (Cedaw, por su sigla en inglés) y la Convención de Belem do Pará así como la ley 17.815 y las que reconocen los derechos a las víctimas de crimen organizado (leyes 18.026, 18.494, 18.914) teniendo en cuenta las directivas de Naciones Unidas sobre derechos de niños víctimas y testigos ante la Justicia”.

pri el telegrafo

Octógono da solidão (Sessão de blues)

por Cristina Moreno de Castro

Cristina Moreno de Castro
Cristina Moreno de Castro

 

VIII

 

Pronto: a lágrima veio.

Desafogar tudo.

Parou por quê?

Chora um pouco, menina

Seus olhos já estão secos e duros

E você arde demais; dói.

Chora, chora, shhhh, chore a chuva

A cinza do céu não foi suficiente só de olhar.

Molha sua alma um pouco

porque ela já está encharcada

Mas vai acabar calcificada.

A ruga não é de preocupação,

É solidão velha e carcomida.

Pronto: agora a lágrima ficou tímida

Voltou para o lago que a abrigara.

Afogue-se toda, então, com uma sanguessuga enterrada na garganta

Cuspa golfadas de sangue

Engolfe-se.

Porque quem busca a solidão ou é louco ou triste

Ou quer se afogar de vez, sem derrubar uma só gota.

A INFLUÊNCIA DA PUBLICIDADE NO CONSUMO DA MODA INFANTIL

por Tânia Patricia Cardoso

Concurso de beleza infantil
Concurso de beleza infantil

Pesquisas revelam que as crianças são alvos constantes da publicidade em prol do consumo, pois, de acordo com as estatísticas, elas influenciam 80% das decisões de compra de uma família. Neste sentido, a publicidade não se preocupa com as consequências de sua influência sobre o desenvolvimento infantil, assim atinge a criança por meio de estratégias direcionadas para um público que ainda não entende a intenção da propaganda e que, portanto, não é capaz de distinguir as representações enganosas da mesma. Desta forma, o presente trabalho tem como objetivo analisar a influência da publicidade no consumo, dando destaque à moda infantil, a partir da análise da publicidade da grife Lilica Ripilica, a fim de constatar os efeitos propagados pela mesma no desenvolvimento da criança, como a erotização precoce e o possível desaparecimento da infância. A pesquisa será fundamentada em autores que desenvolvem suas pesquisas na área, como Postman (1999) e Ariès (1981) que trabalham com a questão da infância e Shor (2010) e Ticianelli (2007) que analisam o tema publicidade, dentre outros.

erotizacao

Erotização da infância e moda

Atualmente, a publicidade e a mídia vêm criando condições de incentivo ao comportamento erotizado de crianças e adolescentes que, de acordo com Puggina, revela-se de forma sutil, por meio do modo de vestir dos adultos, forma de posar e fotografar, ou mesmo, a imitação de comportamentos erotizados. Neste sentido, segundo o autor, esse processo de erotização pode ocorrer por meio do estímulo infantil para adotar comportamentos estereotipados, como: forma de vestir, uso de maquiagem, dança, dentre outros. Desta forma, a mídia acaba, por meio de diversos instrumentos, produzindo uma infância em acelerado processo de erotização.

Puggina expõe que as telenovelas também têm contribuído com o processo de erotização da infância, à medida que apresentam cenas eróticas em horários de audiência infantil ou mesmo pela precocidade sexual de alguns personagens. Segundo o autor, existe uma reiterada degradação de valores morais e culturais nas telenovelas, à medida que, por meio do sensacionalismo de mercado, tem conduzido autores e diretores a explorar a sexualidade como atrativos de audiência. Neste sentido, acabam estabelecendo um padrão de naturalidade com relação à conduta de antecipação dos processos sexuais.

A partir do argumento de liberdade de expressão cultural, segundo Puggina, a mídia se aproveita para passar conteúdo ilícitos e o Estado, por sua vez, se ausenta no controle destes conteúdos, não apenas na questão da qualidade dos programas televisivos, como também na publicidade abusiva dirigida ao público infantil.

Nos países de primeiro mundo, a suspensão de emissoras de televisão que apresentam conteúdos impróprios ao público infantil é comum; já no Brasil, segundo Puggina, nada acontece, pois o Estado se omite em fiscalizar e punir tais práticas. Assim, sexo oral, bestialismo, estupros, enfim, tudo quanto se possa imaginar a respeito de sexualidade, já foi objeto de exibição nos horários televisivos.

Além disso, o autor destaca o fato do constrangimento gerado entre as famílias, quando cenas impróprias são presenciadas pelas crianças, acarretando em discussões acerca das mesmas, que acabam antecipando conteúdos os quais não são adequados a sua faixa etária, ou mesmo, que não são respondidos corretamente ou ignorados pelos pais.

De acordo com Puggina, o mercado da moda movimenta milhões de dólares no mundo inteiro e o Brasil possui destaque no fornecimento de ‘top models’ para o mundo. As agências internacionais, vedadas em seu país de origem de selecionar modelos com menos de dezessete ou dezoito anos, voltam-se para o Brasil, haja visto que aqui tudo é permitido. Assim, as modelos do mercado brasileiro, ao chegar aos dezessete anos, já possuem experiência para competir no mercado internacional, sendo este o sonho de muitas meninas. Referente ao ingresso precoce de meninas na carreira de modelo, Puggina indaga acerca de quantas garotas conseguem alcançar o estrelato entre as milhares que buscam o ingresso na carreira, ou mesmo o que elas fazem quando recebem ofertas inescrupulosas ou são rejeitadas pela seleção.

Neste sentido, o autor enfatiza que, em sua maioria, o que sobra às meninas que fracassam é a alta prostituição, ou mesmo o caminho das drogas como forma de superar a frustração. Além disso, Puggina expõe que muitas das jovens acabam abandonando os seus estudos, a fim de alcançar o sonho de ser modelo. Segundo o autor, nos cursos de modelo destinados a crianças, são perpassados postura, gestos e olhar adulto; assim, por meio desse erotismo postural, as crianças compreendem que tais comportamentos são bons e agradáveis ao olhar dos outros.
Dessa maneira, o autor salienta que o aumento do processo de erotização da infância, inclusive em níveis hormonais, acarreta na antecipação da puberdade e da vivência sexual. A mídia, por sua vez, contribui para tal processo, seja pelos estímulos eróticos que produz, seja pela permissividade com que tais estímulos chegam às crianças, ou mesmo pelo incentivo a reprodução a expressões de comportamento de conteúdo erótico.

As crianças estão crescendo cada vez mais rápido, pois, de acordo com Lurie (1997), na década de 1960, aproximadamente, a idade da primeira menstruação das meninas na América era 16 anos, as meninas que ainda não haviam atingido tal idade eram vestidas como crianças. Entretanto, atualmente, a idade média para a primeira menstruação é menos de 11 anos, consequentemente as meninas já começam a usar adereços de mulher adulta como sutiã, “as roupas de uma menina, mesmo as de 3 ou 4 anos, são freqüentemente desenhadas de modo a sugerir o desenvolvimento das características sexuais secundárias.” (LURIE, 1997, p. 60)

Referente à moda infantil no Brasil, Puggina expõe que é uma imitação da moda adulta, especialmente a feminina, sendo este um dos fatores do processo de erotização infantil. Segundo o autor, no Brasil, a moda infantil não objetiva vestir crianças como crianças, mas sim como adultos; desta forma, um desfile de moda infantil acaba sendo uma explícita imitação de um desfile de moda para adulto, inclusive no caminhar e no gestual erotizado.

Masquetti (2008) pontua como um dos impactos que a publicidade pode acarretar na formação, no bem-estar e na segurança infantil o comprometimento da formação sexual das crianças, pois a estimulação erótica, principalmente no período entre a segunda infância e a adolescência, põe em risco a formação sexual. De acordo com a autora, a necessidade de usar roupas da moda e maquiagem não é compatível com a inocência infantil. Assim, destaca que o período que vai da segunda infância à adolescência constitui-se num tempo necessário para o alcance do amadurecimento genital e para a formação das barreiras psíquicas que, mais tarde, irão ajudar a criança a controlar seus impulsos.

Diante de tais acepções, Puggina argumenta que o avanço de manifestações de pedofilia é decorrente, dentre outros fatores, do processo de erotização da infância, tanto pelo fato de se produzir crianças que emitem sinais e códigos típicos de sexualidade adulta, seja pelo alargamento consequente da reprovabilidade ética e até penal que tais sinais e códigos acabam gerando.

De acordo com o autor, existe um descuido por parte do Estado na fiscalização e controle de atividades midiáticas e publicitárias nocivas à infância, pois a erotização tem avançado, cada vez mais rápido, por meio da mídia em geral. Assim sendo, segundo o autor, existe um abrandamento com relação a tal fato, não apenas no interior das famílias, mas, especialmente, nas instâncias de poder estatal, analisado pela falta de padrão cultural que crie estruturas familiares, sociais e psicológicas capazes de por limites a tais padrões estabelecidos.

A partir disso, Puggina enfatiza que se faz necessário e é possível interferir nos meios de comunicação, estabelecendo limites e mecanismos de controle. Portanto, o Estado deve se fazer presente, haja visto que existem competências legais que não exercidas, assim como existem caminhos legais a serem construídos. Desta maneira, as instituições estatais e privadas direcionadas à proteção da infância devem criar grupos de trabalho que possam identificar os problemas acerca desse assunto, encontrando e apontando mecanismos de ação capazes de controlá-los.

Nesse ínterim, o autor destaca a importância da criação de grupos de trabalho específicos que busque as diretivas de ação para o Estado com finalidade de controlar e fiscalizar a ação da mídia no processo de erotização da infância. Transcrevi trechos

http://www.dfe.uem.br/TCC/Trabalhos%202011/Turma%2031/Tania_Cardoso.pdf

Como terminou o caso da menina do Pará estuprada várias vezes por presos em cadeia pública

O Supremo Tribunal Federal (STF) anulou uma decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que tinha punido uma juíza por ter permitido que uma adolescente de 15 anos, chamada apenas de L., ficasse presa numa cela com 20 homens durante quase um mês em Abaetetuba, no interior do Pará. No período em que a jovem ficou na delegacia por suspeita de envolvimento com um furto, ela teria sofrido agressões e estupros. Como consequência da decisão do STF, a juíza Clarice Maria de Andrade poderá voltar a atuar.

Durante o julgamento, os ministros do STF disseram que não havia evidências de que a magistrada tinha consciência das condições do cárcere nem que ela tinha sido notificada sobre a situação da jovem. Eles também afirmaram que o CNJ, que é o órgão de controle externo do Judiciário, não pode analisar o conteúdo de decisões judiciais, mas apenas avaliar se os juízes tiveram ou não conduta compatível com o cargo.

Com isso, o processo aberto contra a juíza voltará para o CNJ para ser julgado novamente. No julgamento anulado pelo STF, o CNJ tinha determinado em abril de 2010 que a magistrada fosse punida com a pena de aposentadoria compulsória – recebendo ainda vencimentos proporcionais ao tempo de serviço. Essa é a maior pena prevista na esfera administrativa.

Pela decisão do STF, o processo voltará para o CNJ, mas a juíza não poderá mais ser punida com aposentadoria compulsória. De acordo com os ministros, a suposta falta cometida pela magistrada (ter supostamente rasurado a data de um ofício no qual determinava providências para transferência da jovem) não pode ter como pena a aposentadoria.

 

Fonte: Estado de Estado de S. Paulo

Por que os cristãos não adotam ou casam com uma Nakushi?

 

por Tania Nienkotter Rocha:

Mundo cruel: na Índia meninas indesejadas finalmente recebem nome em cerimonia

 

Autoridades indianas organizaram uma cerimônia para dar nesta semana novos nomes a 222 meninas batizadas de “Nakushi” (“Indesejada”), informa nesta terça-feira o diário The Indian Express. A cerimônia acontecerá no distrito de Satara, com a intenção de “fomentar” o prestígio das meninas na região ocidental de Maharashtra, onde na atualidade nascem apenas 881 meninas por cada mil meninos devido aos abortos seletivos e feticídios.
Na Índia, é notória a preferência por meninos: o filho varão perpetua a linhagem, herda a propriedade e cuida de seus pais na velhice, enquanto, no caso das meninas, os progenitores devem pagar um vultoso dote à família do noivo. No distrito de Satara, as autoridades produziram neste ano uma pesquisa para saber quantas meninas se chamavam “Nakushi”, com o que o oficial de saúde do distrito, Bhagwan Pawar, descobriu se tratar de 222. “Fazem isso para deixar claro que não queriam que seu bebê fosse menina. Esta região tem terras muito férteis e uma indústria poderosa, pelo que os pais acreditam que os meninos poderiam trabalhar a terra e ganhar mais dinheiro”, afirmou Pawar à Agência Efe desde o distrito de Satara. Segundo disse ao The Indian Express o assessor de comunicação do distrito de Satara, U. B. Sawant, as meninas poderão escolher o nome que terão a partir de agora no transcurso da cerimônia pública que acontecerá no próximo dia 21. O censo de 2011 revelou que há na Índia 7,1 milhões de meninas a menos que o número de meninos com idades compreendidas entre 0 e 6 anos. Além disso, no total da população indiana (1,2 bilhão de pessoas) há 940 mulheres por cada mil homens. Fonte:Terra
por Luis M. Faria:

São centenas de raparigas. Os pais não as querem. Dão-lhes o nome de ‘Indesejada’. O estado vai rebaptizá-las

Em certas partes do mundo, ter um filho homem não é uma mera questão sentimental ou de orgulho; é uma variável económica da maior importância. Muitos dos trabalhos disponíveis exigem a força de um homem. Além disso, uma rapariga pode implicar despesas extra.
Na Índia, por exemplo, é normal as filhas levarem dote para o casamento, e pagá-lo pode ser insustentável para a família. Assim, compreende-se que muitos pais sintam frustração, e que a exprimam de alguma forma, mesmo sem chegar ao extremo — infelizmente comum, nesse país e não só — de abortarem ou matarem os bébés do sexo errado.
Uma prática que se tornou habitual em certos estados indianos é dar às filhas o nome de Nakushi, que significa ‘indesejado’. Forma horrível de agressão a quem não tem culpa, esse estigma acompanha-las-á pela vida fora, e será quase de certeza transmitido à geração seguinte.
Nos últimos tempos, porém, os responsáveis públicos começaram a reagir.
No estado de Maharashtra, foi decretado que as centenas de raparigas chamadas Nakushi serão rebaptizadas. Algumas escolhem elas próprias o novo nome, outras deixam que o estado decida. O objectivo é combater a ideia de que as pessoas em causa têm menos valor do que as outras. O que parece ser comum, a avaliar por uma dessas cerimónias, é a felicidade das raparigas ao adquirirem um novo nome, o qual tipicamente alude a qualidades desejáveis (Vaishali, i.e próspera, bonita), deusas hindus ou estrelas de Bollywood. A reação das adolescentes faz pensar em quem recebe um bonito vestido quando jamais pensou que um dia teria direito a mais do que andrajos.