STF volta atrás e decreta sigilo em processo que investiga Renan

A suprema justiça ora decide uma coisa, ora outra. É uma justa sem jurisprudência, elitista e cara.

Quem tem dinheiro e/ou poder leva vantagem em tudo.

Informa a Agência Estado: Menos de 24 horas depois de tornar público o inquérito que investiga o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), envolvendo a ex-amante do parlamentar, a jornalista Mônica Veloso, o ministro Edson Fachin, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a decretar sigilo do processo. O caso, que remonta ao ano de 2007, ficou conhecido como “Renangate”.

A denúncia contra Renan já foi liberada por Fachin para ser julgada no plenário do Supremo e, se for aprovada, o peemedebista passará a responder a processo como réu. Ainda não há uma previsão para quando isso deve acontecer. A Procuradoria-Geral da República (PGR) disse que não iria se pronunciar sobre o restabelecimento da condição de sigilo do processo.

O inquérito no STF investiga o pagamento de pensão alimentícia à Mônica por um lobista da empresa Mendes Júnior. Na denúncia, oferecida ao Supremo em 2013, a Procuradoria-Geral da República acusa o presidente do Senado de uso de documento falso, falsidade ideológica e peculato. O escândalo levou-o a renunciar à presidência do Senado na ocasião para não ter o mandato o cassado.

Os documentos do processo, que ficaram disponíveis nessa quinta, 4, no sistema do STF, mostram que Calheiros não tinha recursos para bancar a pensão para a jornalista, com que ele teve uma filha fora do casamento. Em troca de ter recebido recursos da empreiteira Mendes Junior para arcar com seus gastos, o senador, segundo a acusação, apresentou emendas que favoreciam a empresa.

Agência Estado poderia levantar os casos de envolvimentos amorosos de jornalistas com políticos. Eduardo Cunha teve. Terminou casando com uma âncora da TV Globo.

Fernando Henrique, quando senador, também teve um caso com uma jornalista da TV Globo.

São as mesma relações perigosas de pastores com cantoras gospel.

Operação Lava Jato vazou informações para a imprensa golpista e para os executivos de empreiteiras que pagavam toco. Estão mais lisos que qualquer salário mínimo. Não sobrou nenhum tostão para ressarcir o dinheiro superfaturado da Petrobras

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Um cara para lá de milionário, sem nenhum tostão em um banco, de duas uma: ou sacou o dinheiro na véspera da prisão e/ou mandou para uma conta em algum paraíso fiscal.

Isso é fácil de saber: basta pedir o extrato (conta bancária) deste mês.

A mesma fonte que passou as informações para revista Veja, na antevéspera das eleições do segundo turno, fez esse favorzinho para os milionários executivos das empreiteiras. Ninguém faz graça de graça. Quem informou recebeu sua parte. Ficou com quantos por cento dos 20 milhões que seriam bloqueados de cada preso? São 16 sortudos.

 

MUITAS DAS CONTAS BANCÁRIAS DOS EMPREITEIROS ENVOLVIDOS NO ESQUEMA DE LAVAGEM DE DINHEIRO DA PETROBRAS FORAM ENCONTRADAS VAZIAS. UMA DELAS TINHA APENAS R$ 4,60

 

 Osvaldo Gutierrez Gomes
Osvaldo Gutierrez Gomes

 

O Brasil é o país da piada pronta. Todo mundo tira o sarro da justiça

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(Terra) Nesta semana, a Justiça Federal determinou o bloqueio das contas bancárias dos empresários investigados na Operação Lava Jato. Ao cumprir a determinação, no entanto, teve uma surpresa: elas já haviam sido esvaziadas. As informações são do jornal O Globo.

De acordo com a publicação, o Banco Itaú informou em ofício que não havia valores a serem bloqueados nas contas de Walmir Pinheiro Santana (UTC Participações S.A.), de Valdir Lima Carreiro (presidente da Iesa Óleo e Gás) e do lobista Fernando Soares. Na conta de Ildefonso Colares Filho, que deixou a presidência da Queiroz Galvão em abril passado, foram bloqueados R$ 4,60.

Ainda segundo O Globo, os valores encontrados nas contas do mesmo banco de outros executivos também não foram altos. Foram bloqueados R$ 4 mil de Erton Medeiros Fonseca (sócio da Galvão Engenharia), R$ 6 mil de Agenor Franklin Magalhães Medeiros (diretor da área Internacional da Construtora OAS) e R$ 33 mil de Sergio Cunha Mendes (vice-presidente da Mendes Junior).

Apenas as contas de Gerson de Mello Almada, um dos sócios da Engevix, tinham valores superiores a R$ 1 milhão.

O informe do Banco Caixa Geral do Brasil foi semelhante. De acordo com o jornal, as contas de Dalton dos Santos Avancini, presidente da Camargo Corrêa, e de João Ricardo Auler, presidente do conselho de administração da empresa, também foram encontradas vazias.

As duas instituições foram as primeiras a atender à determinação da Justiça Federal, que determinou o bloqueio de R$ 20 milhões por pessoa. No total, 16 pessoas foram alvo de pedido de bloqueio de valores.

Empreiteiros. A sétima lista de corruptores

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Para a justiça e a polícia dos governos estaduais (capitanias/ províncias) e governo do Brasil (vice-rei/ imperador/ ditador/ presidente) eram os santos do povo, os libertários, os heréticos (hoje temos o ateu comunista/bolivariano), o escravo negro fugitivo, o índio (o genocídio de várias nações indígenas) os inimigos da ordem, do progresso, de Deus, da tradição, da família e propriedade.

A história da conquista portuguesa começou com os índios amarrados nas bocas de canhões. Para assassinos e ladrões pobres, para o santo Antonio Conselheiro, para os heróis Zambi, Pedro Poti,  Tiradentes, Frei Caneca e outros libertários, a prisão, a tortura, a forca, o fuzilamento, a cabeça degolada, o esquartejamento.

O mito do brasileiro cordial sempre valeu para uma minoria: os cortesãos, os nobres, os bandeirantes, os mineradores, os enriquecidos comerciantes e fazendeiros. Silvério dos Reis foi um dos primeiros a receber delação premiada. Era um sonegador.

O Brasil nunca foi de prender as grandes fortunas. Temos cinco séculos de justiça PPV.

Com Dilma Rousseff na presidência (“Não ficará pedra sobre pedra”, uma profecia de Jesus), pela primeira vez os adoradores do bezerro de ouro vão presos. Milionários e bilionários que a imprensa chama de “bons ladrões”.

Eis uma lista de encarcerados jamais imaginada. A justiça deve colocar todos, mais hora, menos hora, em liberdade, para tocarem seus nababescos negócios corruptos, que começam com a grilagem de terras no campo e nas cidades, com a especulação imobiliária, e uma colheita de concessões, alvarás, terrenos doados e despejos judiciais. Fundaram ONGs e fundações que lavam mais branco as notas fiscais, para desconto no imposto de renda. São generosos no pagamento de propina, notadamente, para prefeitos das capitais e governadores.

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O único pecado deles, em um dos feudos, a Petrobras, a despreocupação em confiar em um traidor, Alberto Youssef que, em 2003, no escandaloso caso de lavagem de dinheiro no Banco Banestado, o banco do governo paranaense privatizado na gestão de Jaime Lerner (1995-2002), dedurou todos os companheiros de tráfico de moedas. E como era esperado ninguém foi condenado. Teve até morto de mentirinha.

A confiança dos piratas das empreiteiras vem da certeza da impunidade. Porque não é a primeira vez que Youssef canta para o juiz Sergio Fernando Moro.

Morou?

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Mandados de prisão, a lista de presos

Na sétima etapa da Lava Jato, a Polícia Federal prendeu executivos e fez buscas e apreensão em sete das maiores empreiteiras do País, apontadas como o braço financeiro de um esquema de corrupção na Petrobras. Veja os mandados de prisão decretados pela Justiça Federal:

Prisão preventiva:

1. Eduardo Hermelino Leite, da Construtora Camargo Correa;

2. José Ricardo Nogueira Breghirolli, da OAS;

3. Agenor Franklin Magalhães Medeiros, da OAS;

4. Sergio Cunha Mendes, da Mendes Júnior;

5. Gerson de Mello Almada, da Engevix;

6. Erton Medeiros Fonseca, da Galvão Engenharia.

Prisão temporária:

1) Dalton dos Santos Avancini, da Construtora Camargo Correa;

2) João Ricardo Auler, da Construtora Camargo Correa;

3) Mateus Coutinho de Sá Oliveira, da OAS;

4) Alexandre Portela Barbosa, da OAS;

5) José Aldemário Pinheiro Filho, da OAS

6) Ednaldo Alves da Silva, da UTC;

7) Carlos Eduardo Strauch Albero, da Engevix;

8) Newton Prado Júnior, da Engevix;

9) Otto Garrido Sparenberg, da IESA;

10)Valdir Lima Carreiro, da IESA;

11) Ricardo Ribeiro Pessoa, da UTC;

12) Walmir Pinheiro Santana, da UTC;

13) Othon Zanoide de Moraes Filho, da Queiroz Galvão;

14) Ildefonso Colares Filho, da Queiroz Galvão;

15) Jayme Alves de Oliveira Filho, subordinado de Alberto Youssef;

16) Adarico Negromonte Filho, subordinado de Alberto Youssef;

17) Carlos Alberto da Costa Siva, emissário das empreiteiras;

18) Renato de Souza Duque, ex-diretor da Petrobras;

19) Fernando Antonio Falcão Soares, lobista

Investigados que sofreram bloqueios bancários:

1) Eduardo Hermelino Leite

2) Dalton dos Santos Avancini

3) João Ricardo Auler

4) José Ricardo Nogueira Breghirolli

5) José Aldemário Pinheiro Filho

6) Agenor Franklin Magalhaes Medeiros

7) Ricardo Ribeiro Pessoa

8) Walmir Pinheiro Santana

9) Sérgio Cunha Mendes

10) Gerson de Mello Almada

11) Othon Zanoide de Moraes Filho

12) Ildefonso Colares Filho

13) Valdir Lima Carreiro

14) Erton Medeiros Fonseca

15) Fernando Antonio Falcão Soares

16) Renato de Souza Duque

 

 

 

 

Mendes Júnior quis censurar um incêndio cujo fumacê foi visto por toda Cuiabá

A direção do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor/MT) repudia de modo veemente o cerceamento do exercício de jornalismo praticado por funcionário da empresa Mendes Júnior no dia 25, contra a jornalista Mayara Michels, do site RepórterMT, durante cobertura de incêndio na Arena Pantanal.

Com perfil jornalístico de conferir os fatos, a jornalista havia visto de fora do estádio fumaça do incêndio e, guiada pela fumaça, ela chegou à arena. Se identificou como jornalista e conversou com um segurança, que confirmou o incêndio. Mayara solicitou entrar no estádio e o pedido foi autorizado, mediante uso de equipamentos de proteção individual, exigência cumprida pela repórter.

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Quando começou a tirar foto dentro da arena em construção, o engenheiro da Mendes Júnior tomou o aparelho celular da mão da jornalista Mayara e só o devolveu com a garantia de apagar os registros, o que foi feito, diante do nervosismo na situação. Tal atitude denota desrespeito ao trabalho jornalístico, além de violência ao ser humano. A assessoria da empresa ainda solicitou para a jornalista não registrar Boletim de Ocorrência (BO), mas a jornalista o fez.

Situações como essas constrangem profissionais da Imprensa no legítimo exercício da profissão e caracterizam abuso de autoridade e impedimento da liberdade de expressão por pessoas e fontes de fatos cobertos cotidianamente por jornalistas.

Mais que isso, acompanhar o uso de dinheiro público é direito de todo cidadão e a imprensa é responsável por ampliar essa fiscalização.

O Sindjor/MT reforça apoio à jornalista Mayara Michels e sua conduta e lamenta a falta de tratamento adequado que deve ser dispensado aos profissionais.

Direção do Sindjor/MT
Cuiabá, 4 de novembro de 2013.

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Los desplazamientos forzados, la militarización y criminalización de la pobreza y la conversión del aficionado en consumidor de élite son los efectos visibles del ‘milagro’ deportivo brasileiro

Por José Manuel Rambia

pão circo indignados copa show

Más policías, la misma pobreza

También aquí han sido numerosas las voces que dentro y fuera de Brasil han denunciado esta criminalización de la pobreza. Y ello a pesar de que, según sus críticos, los macrooperativos policiales y militares desplegados en Rio con motivo de otros eventos, no han logrado una reducción de los altos índices de criminalidad. En cualquier caso, está previsto que el aparato de seguridad en torno a la Copa del Mundo tenga un costo de 2.100 millones de reales (803,7 millones de euros) e implique la contratación de 53.000 nuevos agentes. Mientras tanto, el pasado mes de marzo expresaba su preocupación otro grupo de trabajo de Naciones Unidas, el responsable de analizar los casos de detenciones arbitrarias. En sus conclusiones, los expertos censuraron la política de “limpieza de las calles” que se está realizando en las ciudades brasileñas a costa de detenciones masivas de toxicómanos y pobres. Al mismo tiempo destacaban su preocupación porque “según relatos, habría presiones para reforzar este tipo de detenciones debido a los grandes eventos de los que Brasil será sede, como la Copa del Mundo 2014 y los Juegos Olímpicos en 2016”.

Eugenio
Eugenio

Las sombras ligadas a estos macroeventos también se proyectan sobre uno de los aspectos más destacados en su justificación: el empleo. En este sentido, las condiciones laborales en las obras de construcción de las instalaciones han provocado no pocos paros y huelgas, hasta el punto de que el entonces ministro de Deporte, Orlando Silva, del Partido Comunista de Brasil (PCdB), llegó incluso a apelar al “patriotismo de los trabajadores” para no retrasar las proyectos. A ello se le suma el castigo que sufre el comercio informal, un sector clave para la supervivencia económica de miles de brasileños de renta baja. Y es que el monopolio económico impuesto por la Federación Internacional de Fútbol (FIFA) sobre los estadios y sus alrededores para garantizar el negocio a sus empresas y patrocinadores, pasa por la marginación, cuando no directa criminalización, de vendedores callejeros tan tradicionales como las baianas de Salvador que estos días se movilizaban contra el veto que les impedirá vender junto al estadio, su típica comida afrobrasileña de acarajé.

En realidad, no resulta extraño si se tiene presente que la organización de este tipo de eventos es, esencialmente, un gran negocio. Y tampoco muy transparente. La adjudicación de la gestión del nuevo estadio Maracanã de Rio de Janeiro es una buena muestra. El contrato fue adjudicado este mes de mayo al Consorcio Maracanã S.A. por un periodo de 35 años, a cambio de la inversión de unos 300 millones de dólares en mejoras del entorno y el pago de unos 2,2 millones de dólares al año al gobierno estadual. En compensación obtendrá unas ganancias totales de 715 millones de dólares. Entre las empresas que componen el consorcio está Odebrecht que junto a la sociedad Mendes Junior, responsable de la construcción del nuevo estadio de Salvador de Bahía, son dos de las firmas que mayores aportaciones realizaron a las campañas electorales de 2006 y 2010 de Aldo Rebelo, candidato del PCdB y actual ministro de Deportes. En concreto, juntas donaron unos 83.500 dólares a su candidatura, si bien los defensores del ministro señalan que en aquel momento las empresas – que también donaron dinero a otros candidatos – no podían saber su nombramiento en octubre de 2011. Un nombramiento, por cierto, provocado por la salida de su antecesor y compañero de partido, acosado por denuncias de corrupción. En cualquier caso, el pasado 27 de abril la policía dispersaba con gases a un grupo de manifestantes que denunciaba irregularidades en la concesión durante la inauguración del nuevo campo de fútbol. Solo unos días más después la Justicia iba más allá y anulaba la adjudicación, después de que una jueza carioca aceptaba el recurso de la Fiscalía en el que se planteaba “la presencia de ilegalidades que contaminan la licitación”.

De este modo, el deporte se transforma en motor de una burbuja especulativa que, en ocasiones, adquiere niveles ilógicos. La evolución del mercado inmobiliario en Rio es un buen reflejo de ello. La capital carioca experimentó entre 2010 y 2012 una encarecimiento del 116,6% en el precio de venta de las viviendas, revalorización que en el caso de los alquileres fue del 68,5%. En algunas zonas la subida de los precios ha sido todavía mayor, sobre todo en el área centro donde barrios como Cidade Nova e Estácio se revalorizaron desde 2008 hasta enero de 2013 por encime del 300%.

De nuevo, las obras del emblemático Maracanã resultan paradigmáticas. Entre 1999 y 2006, el gobierno de Rio de Janeiro invirtió unos 400 millones de reales (unos 153,9 millones de euros)  en adaptar sus instalaciones a las exigencias de la FIFA. Solo  cuatro años más tarde toda esa inversión acabaría en la basura al decidirse cerrar el campo y acometer las obras del Nuevo Maracanã por un valor mínimo de 808 millones de reales (unos 310,9 millones de euros). Los trabajos, además, también han implicado la demolición del Estadio de Atletismo Célio de Barros, una de las mejores pistas del país, o el parque acuático Julio Alamare que ahora, en el mejor de los casos, tendrán que ser reconstruidos en otro lugar.

copa despejo estádio