A preocupación por la democratización del sistema de medios que, creo, también es la preocupación por la universalización de un derecho, el de comunicar y recibir información múltiple, plural, diversa

  Saad Murtadha
Saad Murtadha

 

Quando, no Brasil, os barões da mídia impõe a ditadura do pensamento único, na Argentina está em prática a democratização, para que a voz do povo seja ouvida, principalmente as pessoas mais carentes.

Participam do debate as universidades, que no nosso País elitista e conservador, funcionam como feudos dos reitores chamados de magníficos – um dos títulos que aclamavam a divindade dos césares.

El rector de la Universidad Nacional de General Sarmiento, Eduardo Rinesi, uno de los siete directores de la Autoridad Federal de Servicios de Comunicación Audiovisual (Afsca), dice que la contracara del rol de la ley de medios como reguladora de los actores más poderosos es la promoción de “voces más pequeñas”.

–Se trata de un desafío muy interesante y una lindísima oportunidad para acercar al directorio de la autoridad de aplicación de la Ley de Servicios de Comunicación Audiovisual lo que venimos haciendo, que es mucho y muy bueno, en el sistema de universidades públicas, tanto a nivel teórico y académico sobre la problemática de los medios en general y de los medios audiovisuales en particular, como en la producción de medios: el desarrollo de canales de televisión y radios propias en el último tiempo ha sido muy grande gracias al estímulo de la política pública que nos ha permitido desarrollos muy interesantes. Entonces, esto ha generado un sistema en algunas universidades más fuerte que en otras, algunas con una historia larga en el tema y otras que recién empiezan, cuyo desarrollo es interesantísimo en la materia, desde el que espero poder aportar a la discusión hacia adentro de la Afsca.

–La preocupación por la educación superior universitaria y aquella otra por la democratización del sistema de medios en la que está empeñada la Afsca como autoridad de aplicación de la ley suelen ser presentadas como dos dimensiones diferentes, cuando sólo lo son en apariencia. En realidad están completamente vinculadas. Son, diría, dos caras de la misma moneda: la preocupación por la generalización, expansión y universalización del derecho a la educación superior, que es lo que las universidades públicas estamos procurando, y la preocupación por la democratización del sistema de medios que, creo, también es la preocupación por la universalización de un derecho, el de comunicar y recibir información múltiple, plural, diversa. La militancia en ambos casos apunta a procurar una sociedad más democrática en la que rijan de manera universal el conjunto pleno de derechos; se trata de dos componentes de una misma pelea. El ida y vuelta entre la academia como un lugar que investiga la problemática de los medios, pero también como productora de ellos y de profesionales que les dan vida y sentido, y la autoridad que verifica la aplicación de una ley que busca diversificar las voces, es plenamente necesario. Es más: cuanto más ida y vuelta haya, mejor.

–Con respecto a los desafíos de la ley me gustaría insistir en una cosa: el caso Clarín, la tremenda espectacularidad que ha tenido el asunto, la fortísima militancia del grupo y de todos sus medios en relación con la presunta ilegalidad o inconstitucionalidad de la ley, y todo el alboroto armado en relación con eso, le ha dado una importancia extraordinaria en el ámbito público a la gestión del carácter antimonopólico de la norma. Se discutió en todos lados si es justa o no, si es abusiva, si es inclusiva. Esta discusión es muy importante: es fundamental tener una ley antimonopólica que garantice el efectivo funcionamiento del mercado de los medios y que, a la vez, proteja a los menos poderosos, permitiendo una competencia razonable entre actores de diferente porte. Al mismo tiempo es importante la enorme capacidad que tiene la ley, y lo mucho que promueve la aparición y el sostenimiento de nuevas voces de sectores menos privilegiados, más débiles. Se ha prestado mucha atención a la capacidad de la ley de disciplinar al más grandote de los medios, pero junto a esa virtud tiene otras: la de promover voces más pequeñas que, sin ella, difícilmente hubieran logrado las condiciones para tener un lugarcito en el espacio público. Esta capacidad multiplicadora de la ley de medios es la contracara de su capacidad de regular el juego de los actores más poderosos y es, si se quiere, su desafío más grande.

O CAMINHO DA FRATERNIDADE. MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO PARA A CELEBRAÇÃO DO DIA MUNDIAL DA PAZ: 1º DE JANEIRO DE 2014

Globalização

Em muitas partes do mundo, parece não conhecer tréguas a grave lesão dos direitos humanos fundamentais, sobretudo dos direitos à vida e à liberdade de religião. Exemplo preocupante disso mesmo é o dramático fenómeno do tráfico de seres humanos, sobre cuja vida e desespero especulam pessoas sem escrúpulos. Às guerras feitas de confrontos armados juntam-se guerras menos visíveis, mas não menos cruéis, que se combatem nos campos económico e financeiro com meios igualmente demolidores de vidas, de famílias, de empresas.

A globalização, como afirmou Bento XVI, torna-nos vizinhos, mas não nos faz irmãos. As inúmeras situações de desigualdade, pobreza e injustiça indicam não só uma profunda carência de fraternidade, mas também a ausência duma cultura de solidariedade. As novas ideologias, caracterizadas por generalizado individualismo, egocentrismo e consumismo materialista, debilitam os laços sociais, alimentando aquela mentalidade do «descartável» que induz ao desprezo e abandono dos mais fracos, daqueles que são considerados «inúteis». Assim, a convivência humana assemelha-se sempre mais a um mero do ut des pragmático e egoísta.

Pobreza

Na Caritas in veritate, o meu Predecessor lembrava ao mundo que uma causa importante da pobreza é a falta defraternidade entre os povos e entre os homens. Em muitas sociedades, sentimos uma profunda pobreza relacional, devido à carência de sólidas relações familiares e comunitárias; assistimos, preocupados, ao crescimento de diferentes tipos de carências, marginalização, solidão e de várias formas de dependência patológica. Uma tal pobreza só pode ser superada através da redescoberta e valorização de relações fraternas no seio das famílias e das comunidades, através da partilha das alegrias e tristezas, das dificuldades e sucessos presentes na vida das pessoas.

Além disso, se por um lado se verifica uma redução da pobreza absoluta, por outro não podemos deixar de reconhecer um grave aumento da pobreza relativa, isto é, de desigualdades entre pessoas e grupos que convivem numa região específica ou num determinado contexto histórico-cultural. Neste sentido, servem políticas eficazes que promovam o princípio da fraternidade, garantindo às pessoas – iguais na sua dignidade e nos seus direitos fundamentais – acesso aos «capitais», aos serviços, aos recursos educativos, sanitários e tecnológicos, para que cada uma delas tenha oportunidade de exprimir e realizar o seu projecto de vida e possa desenvolver-se plenamente como pessoa.

Reconhece-se haver necessidade também de políticas que sirvam para atenuar a excessiva desigualdade de rendimento. Não devemos esquecer o ensinamento da Igreja sobre a chamada hipoteca social, segundo a qual, se é lícito – como diz São Tomás de Aquino – e mesmo necessário que «o homem tenha a propriedade dos bens», quanto ao uso, porém, «não deve considerar as coisas exteriores que legitimamente possui só como próprias, mas também como comuns, no sentido de que possam beneficiar não só a si mas também aos outros».

 Economia

As graves crises financeiras e económicas dos nossos dias – que têm a sua origem no progressivo afastamento do homem de Deus e do próximo, com a ambição desmedida de bens materiais, por um lado, e o empobrecimento das relações interpessoais e comunitárias, por outro – impeliram muitas pessoas a buscar o bem-estar, a felicidade e a segurança no consumo e no lucro fora de toda a lógica duma economia saudável. Já, em 1979, o Papa João Paulo II alertava para a existência de «um real e perceptível perigo de que, enquanto progride enormemente o domínio do homem sobre o mundo das coisas, ele perca os fios essenciais deste seu domínio e, de diversas maneiras, submeta a elas a sua humanidade, e ele próprio se torne objecto de multiforme manipulação, se bem que muitas vezes não directamente perceptível; manipulação através de toda a organização da vida comunitária, mediante o sistema de produção e por meio de pressões dos meios de comunicação social».

As sucessivas crises económicas devem levar a repensar adequadamente os modelos de desenvolvimento económico e a mudar os estilos de vida. A crise actual, com pesadas consequências na vida das pessoas, pode ser também uma ocasião propícia para recuperar as virtudes da prudência, temperança, justiça e fortaleza. Elas podem ajudar-nos a superar os momentos difíceis e a redescobrir os laços fraternos que nos unem uns aos outros, com a confiança profunda de que o homem tem necessidade e é capaz de algo mais do que a maximização do próprio lucro individual. As referidas virtudes são necessárias sobretudo para construir e manter uma sociedade à medida da dignidade humana.

Guerra

Ao longo do ano que termina, muitos irmãos e irmãs nossos continuaram a viver a experiência dilacerante da guerra, que constitui uma grave e profunda ferida infligida à fraternidade.

Há muitos conflitos que se consumam na indiferença geral. A todos aqueles que vivem em terras onde as armas impõem terror e destruição, asseguro a minha solidariedade pessoal e a de toda a Igreja. Esta última tem por missão levar o amor de Cristo também às vítimas indefesas das guerras esquecidas, através da oração pela paz, do serviço aos feridos, aos famintos, aos refugiados, aos deslocados e a quantos vivem no terror. De igual modo a Igreja levanta a sua voz para fazer chegar aos responsáveis o grito de dor desta humanidade atribulada e fazer cessar, juntamente com as hostilidades, todo o abuso e violação dos direitos fundamentais do homem.

Por este motivo, desejo dirigir um forte apelo a quantos semeiam violência e morte, com as armas: naquele que hoje considerais apenas um inimigo a abater, redescobri o vosso irmão e detende a vossa mão! Renunciai à via das armas e ide ao encontro do outro com o diálogo, o perdão e a reconciliação para reconstruir a justiça, a confiança e esperança ao vosso redor! «Nesta óptica, torna-se claro que, na vida dos povos, os conflitos armados constituem sempre a deliberada negação de qualquer concórdia internacional possível, originando divisões profundas e dilacerantes feridas que necessitam de muitos anos para se curarem. As guerras constituem a rejeição prática de se comprometer para alcançar aquelas grandes metas económicas e sociais que a comunidade internacional estabeleceu».

Mas, enquanto houver em circulação uma quantidade tão grande como a actual de armamentos, poder-se-á sempre encontrar novos pretextos para iniciar as hostilidades. Por isso, faço meu o apelo lançado pelos meus Predecessores a favor da não-proliferação das armas e do desarmamento por parte de todos, a começar pelo desarmamento nuclear e químico.

Corrupção

Penso no drama dilacerante da droga com a qual se lucra desafiando leis morais e civis, na devastação dos recursos naturais e na poluição em curso, na tragédia da exploração do trabalho; penso nos tráficos ilícitos de dinheiro como também na especulação financeira que, muitas vezes, assume caracteres predadores e nocivos para inteiros sistemas económicos e sociais, lançando na pobreza milhões de homens e mulheres; penso na prostituição que diariamente ceifa vítimas inocentes, sobretudo entre os mais jovens, roubando-lhes o futuro; penso no abomínio do tráfico de seres humanos, nos crimes e abusos contra menores, na escravidão que ainda espalha o seu horror em muitas partes do mundo, na tragédia frequentemente ignorada dos emigrantes sobre quem se especula indignamente na ilegalidade. A este respeito escreveu João XXIII: «Uma convivência baseada unicamente em relações de força nada tem de humano: nela vêem as pessoas coarctada a própria liberdade, quando, pelo contrário, deveriam ser postas em condição tal que se sentissem estimuladas a procurar o próprio desenvolvimento e aperfeiçoamento». Mas o homem pode converter-se, e não se deve jamais desesperar da possibilidade de mudar de vida. Gostaria que isto fosse uma mensagem de confiança para todos, mesmo para aqueles que cometeram crimes hediondos, porque Deus não quer a morte do pecador, mas que se converta e viva (cf. Ez 18, 23).

No contexto alargado da sociabilidade humana, considerando o delito e a pena, penso também nas condições desumanas de muitos estabelecimentos prisionais, onde frequentemente o preso acaba reduzido a um estado sub-humano, violado na sua dignidade de homem e sufocado também em toda a vontade e expressão de resgate. A Igreja faz muito em todas estas áreas, a maior parte das vezes sem rumor. Exorto e encorajo a fazer ainda mais, na esperança de que tais acções desencadeadas por tantos homens e mulheres corajosos possam cada vez mais ser sustentadas, leal e honestamente, também pelos poderes civis.

 Fome
De modo particular o sector produtivo primário, o sector agrícola, tem a vocação vital de cultivar e guardar os recursos naturais para alimentar a humanidade. A propósito, a persistente vergonha da fome no mundo leva-me a partilhar convosco esta pergunta: De que modo usamos os recursos da terra? As sociedades actuais devem reflectir sobre a hierarquia das prioridades no destino da produção. De facto, é um dever impelente que se utilizem de tal modo os recursos da terra, que todos se vejam livres da fome. As iniciativas e as soluções possíveis são muitas, e não se limitam ao aumento da produção. É mais que sabido que a produção actual é suficiente, e todavia há milhões de pessoas que sofrem e morrem de fome, o que constitui um verdadeiro escândalo. Por isso, é necessário encontrar o modo para que todos possam beneficiar dos frutos da terra, não só para evitar que se alargue o fosso entre aqueles que têm mais e os que devem contentar-se com as migalhas, mas também e sobretudo por uma exigência de justiça e equidade e de respeito por cada ser humano. Neste sentido, gostaria de lembrar a todos o necessário destino universal dos bens, que é um dos princípios fulcrais da doutrina social da Igreja. O respeito deste princípio é a condição essencial para permitir um acesso real e equitativo aos bens essenciais e primários de que todo o homem precisa e tem direito. Leia o texto integral aqui

União Européia quer saber quem são os donos dos media

[No Brasil, difícil descobrir os nomes dos proprietários das concessões de rádio e tv. Primeiro é um verdadeiro laranjal. Sobram laranjas podres.

Na imprensa escrita, criminoso de colarinho (de) branco compra jornal e/ou revista de papel cuchê para limpar o nome e fazer lóbi e propaganda de suas empresas, e para abrir portas de bancos oficiais e palácios do judiciário, do legislativo e do executivo.

Os que mostram as caras nos meios de comunicação de massa são os desprotegidos jornalistas empregados e os blogueiros, constantes vítimas da censura judicial.

Quando]

Um grupo europeu de alto nível para a liberdade e pluralismo na comunicação social recomenda, num relatório divulgado esta semana, apoios estatais ao sector e a divulgação sobre quem são os titulares de media nos países da União Europeia.

Este grupo de reflexão, que foi nomeado pela Comissão Europeia há cerca de um ano, é constituído por quatro membros, entre os quais o português Miguel Poiares Maduro, especialista em Direito Europeu e Constitucional e ex-advogado geral no Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias.

“Este relatório não vincula a Comissão Europeia”, explicou aquele responsável.

O relatório, denominado “”Uma comunicação social livre e pluralista para sustentar a democracia europeia”, apresenta 30 recomendações, entre as quais a que deverá haver formas de financiamento do Estado aos media porque são essenciais ao pluralismo.

Questionado sobre se este tema tem a ver com a eventual privatização da RTP, já que o tema é abordado em termos gerais no documento, Miguel Poiares Maduro foi peremptório: “O relatório não toma posição explícita sobre a necessidade de existir ou não televisão de propriedade pública, fala de formas de financiamento do Estado aos media”.

Poiares Maduro, que sublinhou estar a falar a título individual, explicou que “uma das razões porque o relatório não toma posição é porque a decisão da melhor forma de apoio do Estado aos media depende das condições de cada Estado, da cultura política” e até mesmo “da sua dimensão”.

Outra das recomendações assenta na maior transparência do sector, identificando os titulares dos meios de comunicação social.

“As pessoas devem saber quem tem a propriedade dos meios”, sublinhou.

Aliás, o relatório propõe que os órgãos de comunicação social publiquem quem são os seus proprietários, o código de conduta e a sua política editorial, de forma a tornar o setor mais transparente, utilizando assim os mecanismos de auto-regulação.

Outra das recomendações tem a ver com a informação disponível na Internet. Quer os fornecedores de acesso à Internet, nomeadamente os operadores de telecomunicações, como os motores de busca (Google, Yahoo!, entre outros) devem assumir um “princípio de neutralidade” em relação aos meios de comunicação social.

Ou seja, “não devem criar acessos mais rápidos a determinados meios de comunicação” em detrimentos de outros, explicou Poiares Maduro.

A criação de bolsas em universidades e institutos para apoiar o jornalismo de investigação, a recomendação de que os meios de comunicação detidos pelo Estado devem ser sujeitos a regras rígidas que proíbam interferência governamental ou que os apoios públicos aos media só sejam atribuídos a empresas que tenham o seu código de conduta publicado em local acessível de todos, incluindo na página electrónica, são outros dos temas abordados no relatório.

Estas recomendações foram enviadas para a Comissão Europeia, a quem cabe decidir se aproveita alguma destas reflexões sobre a comunicação social na União Europeia.

Lusa/SOL

Donos de jornais censuram os jornalistas pernambucanos

Estas duas notícias foram censuradas pelos proprietários dos meios de comunicação de massa em Pernambuco:

fome

 

1 – Na antevéspera do Natal, sexta-feira última, às 17h, os jornalistas recifenses realizaram uma caminhada de protesto, para que as empresas de comunicação efetivamente negociem a celebração de acordo para a Campanha Salarial 2012, e aceitem instituir o piso salarial para jornalistas, com valor de R$ 1.650.

O ato começou em frente à Folha de Pernambuco, no Recife Antigo, com a convocação de profissionais para participar, descendo toda redação e embarcando com destino aos Diários Associados onde foi promovida  uma concentração. Daí, todos seguiram em passeata para o Sistema Jornal do Commercio, na Rua da Fundição, em Santo Amaro. Lá, jornalistas, gráficos e representantes de entidades da sociedade civil ligados ao direito à comunicação, além de estudantes de jornalismo, participaram de mais um ato de protesto.

Informa o Sinjope – Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Pernambuco: “O piso salarial é uma bandeira inadiável para a categoria Jornalistas! A cada momento há notícia de profissionais contratados com salários aviltantes.

O sistema Folha de Pernambuco do grupo Eduardo de Queiroz Monteiro – EQN paga salários de apenas R$ 930 a jornalistas.

No Interior do Estado a situação é ainda mais drástica. Em Caruaru, jornalistas ganham 900 reais na TV Jornal/SBT, do Grupo João Carlos Paes Mendonça, e 1.100 reais na TV Asa Branca/Rede Globo.

Em Petrolina a remuneração é inacreditável. Na TV Grande Rio/Rede Globo um repórter em início de carreira recebe meros 835 reais por mês. Mas os baixos salários em rádio e TV não são privilégio dos rincões mais distantes. Estão também na capital.

A Rádio Jornal, do Grupo JCPM, líder absoluta de audiência há quinze anos e que tem fila de espera de anunciantes, paga apenas R$ 1.200 a um jornalista. E, na TV Jornal/SBT, do mesmo grupo, a remuneração para iniciantes gira em torno de R$ 1.300.

Assim, a adoção de um piso salarial para jornalistas se faz hoje mais urgente até que o percentual de reajuste dos salários. Os fatos mostram que o adiamento da resolução dessa questão tem se revelado nefasto e hoje é um problema que diz respeito a todos, mesmo para aqueles que já percebem acima do valor proposto.

Os baixos salários também colocam em risco a qualidade da informação prestada através dessas mesmas empresas, que cobram caro pelo anúncio mas não querem pagar o preço da qualidade de profissionais com formação superior.

A questão transcende a mera questão econômica para se tornar uma questão de dignidade profissional. As empresas não podem mais ignorar o que têm feito aos jornalistas, impondo-lhes salários vergonhosos e exigindo deles mais trabalho e qualidade. Essa conta não fecha e tem que ser revista!”

fome

2 – Hoje, na Câmara Municipal do Recife, foi realizada  uma reunião em comemoração do aniversário do Sinjope. Os jornalistas compareceram vestidos de preto. De luto. Os donos de jornais cada vez mais ricos. Enquanto, os jornalistas recebem o salário de fome e medo.

Os irmãos Marinho esqueceram seus empregados em Pernambuco
Os irmãos Marinho esqueceram seus empregados em Pernambuco

Desmontar la trampa del lenguaje

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por Fernando Luengo

Profesor de Economía Aplicada e investigador del Instituto Complutense de Estudios Internacionales. Miembro del colectivo econoNuestra

El lenguaje utilizado por el mainstream académico y por las élites políticas es imprescindible cuestionarlo desde la raíz misma, pues su aceptación y utilización ha supuesto una gran victoria cultural de las políticas neoliberales. Con un apoyo mediático sin precedentes, se repiten una y otra vez las mismas expresiones: “todos somos culpables y, en consecuencia, todos tenemos que arrimar el hombro”, “hemos vivido por encima de nuestras posibilidades y ahora toca apretarnos el cinturón”, “el Estado es como una familia, no puede gastar más de lo que ingresa”, “la austeridad es una virtud que, si la practicamos con convicción y firmeza, nos permitirá salir de la crisis”. Tan sólo son algunos ejemplos de uso bastante frecuente de un discurso simple (simplista),  directo y, por qué no decirlo, muy efectivo; nos entrega palabras y conceptos fácilmente manejables, que proporcionan un diagnóstico de quiénes son, o mejor dicho somos, los culpables y cuáles son las soluciones.

Dado que todos, sin distinción de estatus ni clase social, hemos sido responsables y que la única salida es el esfuerzo colectivo, ese discurso busca convertir a la ciudadanía en espectadores pasivos de un grupo tecnocrático cuyo cometido es gestionar con eficacia, con su saber hacer, la necesaria austeridad.

Según ese mismo lenguaje, ampliamente aceptado, todos somos culpables y el mayor de todos es el Estado, despilfarrador por naturaleza. Por esta razón toca adelgazarlo, y de esta manera liberar (literalmente) recursos atrapados y mal utilizados por el sector público, para que la iniciativa privada, paradigma de la eficiencia, los pueda utilizar.

Lo cierto es que estos razonamientos y su lógica, implacables e inexorables en apariencia, nos alejan de una reflexión sobre la complejidad, sobre las causas de fondo de la crisis; causas que apuntan a las contradicciones de la dinámica económica capitalista, la problemática asociada a la integración europea, la operativa de los mercados y los intereses que los articulan. Estos asuntos han quedado fuera de foco y, por supuesto, fuera de la agenda de una posible superación de la crisis. Agenda que, además de incorporar una visión de la misma de calado estructural, necesita hacer valer otro lenguaje —en realidad, otro marco conceptual e interpretativo— basado en las ideas de sostenibilidad de los procesos económicos, el trabajo decente y la cohesión social.

Quem deu o furo jornalístico do Mensalão?

Na sessão do Supremo, o procurador-geral Roberto Gurgel leu notícias do Jornal do Brasil, de Luiz Antônio Carneiro, e artigos de Carlos Chagas na Tribuna da Imprensa, sobre os primórdios do caso Mensalão que se tornou a Ação Penal 470.

O procurador preferiu citar fontes confiáveis. Mas o furo jornalístico foi do “jornalista” Carlinhos Cachoeira, que montou uma agência de notícias, formada por profissionais da imprensa e arapongas do extinto SNI.

O furo e/ou repercussão nacional  deve-se a Policarpo Jr. da revista Veja, parceiro de Cachoeira nas reportagens publicadas na Veja e jornalões e TV Globo e outras revistas de papel cuchê.

O interessante que o mensalão sempre existiu, e continua a ser praticado nas câmaras municipais, assembléias legislativas e no Congresso. O que pode mudar é a moeda de troca.

Sarney e Fernando Henrique usaram as concessões de rádio e tv. Hoje, praticamente todas, nas mãos de políticos ou laranjas. Certamente que alguns venderam as concessões. Roberto Jefferson, que denunciou o Mensalão na Câmara dos Deputados, foi um dos beneficiados.

Em Pernambuco, Newton Carneiro, deputado estadual, vendia o voto dele ao governo e à oposição. Oposição também compra. Idem empresários e banqueiros. Inclusive as doações para as campanhas eleitorais fazem parte do mercado. Pelas doações, possível prever os votos de todo um mandato de vereador, de deputado estadual, de deputado federal e de  senador.

Não é um jeitinho brasileiro. Os lobistas atuam no Congresso dos Estados Unidos. A troika vem pressionando as votações dos congressos da Grécia, de Portugal, da Espanha.

A Monssanto pagou o recente golpe parlamentar do Paraguai.

Uma reportagem típica da Época, Istoé, da Veja: Não separa o joio do trigo. E com a mensagem de um senador, agigantado, apequenar os outros.

Uma ditadura não compra deputados nem senadores. Simplesmente cassa, prende ou mata os dissidentes.

Assim contínuo crente que uma democracia é preferível. Sempre. Existem leis que punem a corrupção nos três poderes. E na imprensa, a liberdade de expressão precisa ser do jornalista e não dos proprietários dos meios de comunicação de massa.

Promotores contra internautas pobres?

Espero que não seja um apagão dos internautas que criticam a justiça PPV, conforme definição do exemplar ministro Edson Vidigal, quando presidente do STF. Ou dos que defendem todo poder ao CNJ, para fiscalizar e punir os bandidos togados.

Que não seja uma antecipada aplicação do azedo da Lei Azeredo, que visa mordaçar, encabrestar, censurar os blogueiros. Que estes, aí mora o absurdo!, dependendo da hospedagem dos blogues,estão submetidos à lei do Tio Sam.

Censura política, religiosa e filosófica é inaceitável.
Ou censura para defender o corporativismo do judiciário, da OAB e de todos os bacharéis em ciências jurídicas.
Porque continuarei a escrever contra o segredo eterno, a combater o sigilo fiscal (isso não existe na Noruega), o sigilo bancário (que protege os corruptos e dificulta o trabalho de investigação da polícia e dos promotores), o segredo de justiça dos poderosos, e a justiça secreta do foro especial.

O que se deve combater na internet são os crimes dos quintas-colunas.
E estimular campanhas nacionalistas, cívicas, patrióticas. Campanhas de brasilidade.

Hoje, no jornal A Tarde, que defende o apagão:
“O estudante de medicina, Davi Jorge Fontoura Solla, 23 anos, atropelou um homem na manhã desta sexta-feira (28). De acordo com a polícia, Marcos Maltez Tanajura Gomes, 26, fazia cooper na Avenida Oceânica, próximo ao Hospital Espanhol, quando foi atingido pelo Gol conduzido pelo jovem, que é filho do secretário de saúde do estado, Jorge Solla.
O estudante de medicina teve a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) apreendida, já que se recusou a fazer exame de sangue ou bafômetro para verificar se tinha ingerido álcool antes de dirigir. ‘Como a lei não obriga, é direito dele se recusar a fazer o exame’, disse o delegado João Cavadas, titular da 14ª Delegacia”.
Esqueceram de informar: álcool ou droga. Filho de secretário de Estado vai preso?

Também noticiado no jornal A Tarde de hoje: Advogados criticam lei sobre lavagem de dinheiro
“A advocacia se mobiliza contra artigo do Projeto de Lei 3.443 – aprovado terça-feira pela Câmara -, que endurece o combate à lavagem de dinheiro, prática do crime organizado para ocultar e dissimular a origem de bens ilícitos.
Especificamente, os advogados estão inquietos com a nova redação dada ao artigo 9.º da Lei 9.613/98 porque inclui no rol das pessoas sujeitas ao mecanismo de controle aquelas que prestam, mesmo que eventualmente, serviços de assessoria, consultoria, contadoria, auditoria, aconselhamento ou assistência de qualquer natureza em operações financeiras, comerciais, imobiliárias e empresariais”.

Temos que acabar com a blindagem dos advogados. Todos têm que explicar a origem dos honorários. Dinheiro sujo é dinheiro sujo.
Todo bandido tem direito à defesa. Ao socorro médico. Que procure, como acontece com os 99% dos pobres brasileiros, a justiça gratuita, os hospitais públicos.

Os promotores devem considerar os blogueiros como aliados. No combate ao crime. Seja ele organizado ou desorganizado. Do homem comum ou das pessoas com direito à prisão especial.
No combate à corrupção. Notadamente dos 1% dos ricos. E crimes outros: escravidão, todo tipo de tráfico (notadamente o de moedas para os paraísos fiscais), o assédio moral, o assédio sexual, o bulismo, o stalking, o turismo sexual, o trabalho infantil (o Brasil tem cerca de 400 mil crianças prostitutas, que jamais usaram um computador), o racismo, a discriminação social.

Temos que combater a corrupção dos banqueiros, dos sonegadores, dos especuladores. Idem a corrupção no executivo, no legislativo, no judiciário, nos meios de comunicação, nas empresas multinacionais. Toda corrupção que provoca a fome, a peste, a morte, o exílio econômico de milhões de brasileiros, e a marginalização econômica e social.

Os principais crimes na internet estão nos portais e blogues de empresas, órgãos públicos, ONGs, jornalismo on line, inclusive agências de notícias estrangeiras. Na divulgação de meias-verdades, de balões-de-ensaio, de boatos, de propaganda marrom, de publicidade enganosa etc.

Existem milhões e milhões de blogueiros, quase todos com uma ou duas visitas diárias ou semanais. Milhares e milhares com nenhuma. Blogues com a mesma significância de um muro com um slogan pichado.

E no mais, já funciona o abuso do apagão na internet – de blogues, de imeios – feito pelas empresas cibernéticas. Que todos os computadores são varridos, uma espionagem que chamam de vírus. Neologismo para a invasão de privaticidade. Isso precisa ser combatido.

Tirar um blogue do ar me lembra a queima de livros da Santa Inquisição, da Gestapo de Hitler, dos comissários de Stalin. A ditadura de 64, no Brasil, exigia o registro dos mimeógrafos.

Mais preocupante que o orquestrado suposto poder dos blogueiros anônimos é o monopólio dos meios de comunicação.

Incultura potiguar

Por Janilson Sales de Carvalho

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Se no Rio de Janeiro

Um Machado é cultuado e vira monumento

Aqui no RN dois Machados vão ao chão

E somem na poeira do esquecimento

A cultura no Rio é moeda forte

Lá surgiram movimentos nacionais

No RN a cultura é abandonada

E os artistas penam pra ter cartaz

Lá no Rio , o poeta Gentileza

Homem de rua e emoções

Tem seus versos reescritos e lembrados

Aqui no RN, até o grande Cascudo,

Pelas escolas, cidadãos e administradores públicos

É ignorado

Vejo a paixão dos baianos por Amado

Dos alagoanos por Graciliano

Dos pernambucanos por Gilberto Freire

Dos gaúchos pelos Veríssimo

E tantos e tantos pelo Brasil

Enchem de orgulho seus conterrâneos

E nós potiguares

Cultuamos o esquecimento

De escritores e poetas

Músicos , bailarinos e pintores

Atrizes e atores

Morte em vida

De alguns

A ignorância impera em canais de TV e FM

O povo segue rebolando axés, forrós sintéticos

Desconhecendo :

A Grande Arte Potiguar

A voz bonita de Terezinha de Jesus

O forró de Elino Julião

A poesia de Zila Mamede

A música dos Galvão

A obra maravilhosa de Cascudo

Não precisa ser Rio, nem São Paulo

Só precisa saber-se POTIGUAR

Saber-se dono de tesouros

Nunca escondidos, porém, abandonados