Irmãos Marinho donos da rede Globo espalham boato de que amanhã não tem passeata contra os inimigos da democracia

Juan Hervas
Juan Hervas

 

É uma espantosa mentira. Para acabar com o Ato Nacional que será realizado amanhã em defesa da Liberdade, da Democracia, do Nacionalismo, da Petrobras, e contra o retorno da ditadura, as televisões, as rádios e os jornais impresso e online dos irmãos Marinho, proprietários do monopólio das organizações Globo, espalham a seguinte barriga:

“Governo pede à CUT para cancelar manifestação da próxima sexta-feira

Planalto quer evitar que ato estimule mais manifestantes contra o governo nas ruas no dia 15”

Confira aqui. O jornalismo da Globo é capaz de tudo para enganar o povo.

O jornalista pode tudo, menos mentir.

Escreve Andreia Rocha: “Pronto. Agora a Globo conseguiu me deixar boquiaberta. Estou, neste momento, completamente atônita com o nível de mau caratismo que o jornalismo dessa empresa alcançou. Um boato é desmentido por TODAS as fontes “consultadas” pelo jornal e mesmo assim é publicado em manchete como se verdade fosse. É o cúmulo da mentira e da manipulação.
A cara de pau é tão grande, que o jornal não sentiu nenhum tipo de constrangimento de usar a primeira parte da “notícia” para criar um fato e em seguida ser obrigado (para não levar um processo depois) a desmentir TUDO o que acabou de noticiar como verdade.

Gente!!!!! O ministro negou que tenha dito isso, o governo negou que tenha pedido para o ministro dizer, a CUT negou que tenha recebido qualquer pedido, mas a manchete do fato inexistente insiste na verdade fabricada: “Planalto quer evitar que ato estimule mais manifestantes contra o governo nas ruas no dia 15″.

Sério mesmo, estudo a mídia e seu comportamento há um tempo, e até escrevi em minha dissertação de mestrado que, hoje, a manipulação das massas ocorre de forma mais sutil e menos explícita do que as que ocorreram nas Diretas Já e no debate entre Lula e Collor em 89. Mas, percebo que me enganei. O negócio está cada vez mais aberto. A mídia sente cada vez menos vergonha de deixar de ser jornal para ser panfleto partidário.

Pasma, eu, Andreia, jornalista, realizo nesse momento o definitivo funeral de qualquer resquício de honestidade e respeito aos princípios democráticos daquele que, um dia, chamamos de jornalismo brasileiro”.

O jornalismo deixou de ser brasileiro quando, na ditadura, foi permitida a entrada da grana estrangeira para financiar a criação da TV Globo, que estendeu o Reporter Esso das rádios para os jornais e televisões. E para o jornalismo on line e qualquer outro meio que seja inventado.

Na monstruosa empresa Globo temos um jornalismo marrom, de propaganda ideológica e partidária. Um “jornalismo” que espalha mentiras, balelas, calúnias, embustes, farsas. Um “jornalismo”capaz de todo tipo de fraude, impostura, intrujice, trapaça, para enganar o povo.

vem pra rua

Carta aberta de funcionária da Petrobras e Campanha do Petróleo É Nosso

Michele Daher
Michele Daher

A carta aberta de uma funcionária da Petrobras continua com a crescente aprovação dos internautas, e transcrita por blogues e redes sociais, apesar da aparente indiferença dos irmãos Marinho, proprietários do monopólio midiático da Globo.

Michelle Daher Vieira escreveu a carta porque sua foto apareceu em uma reportagem publicada no jornal O Globo do dia 15 de fevereiro, intitulada “Nova Rotina de Medo e Tensão”.

A carta publicada na sua página do Facebook é dirigida ao jornal de propriedade dos irmãos Marinho e à jornalista Letícia Fernandes que assinou a reportagem embusteira e escandalosa.

Escreveu Michele: “Fico imaginando como a dita jornalista sabe tão detalhadamente a respeito do nosso cotidiano de trabalho para escrever com tanta propriedade, como se tudo fosse a mais pura verdade, e afirmar com tamanha certeza de que vivemos uma rotina de medo, assombrados por boatos de demissões, que passamos o dia em silêncio na ponta das cadeiras atualizando os e-mails apreensivos a cada clique, que trabalhamos tensos com medo de receber e-mails com represálias, assim criando uma idéia, para quem lê, a respeito de como é o clima no dia a dia de trabalho dentro da Petrobras como se a mesma o estivesse vivendo.

Acho que tanta criatividade só pode ser baseada na própria realidade de trabalho da Letícia, que em sua rotina passa por todas estas experiências de terror e a utiliza para descrever a nossa como se vivêssemos a mesma experiência”.

Michele tocou no calcanhar de Aquiles dos jornalistas da Globo, que recebem o salário do medo e da fome. E das redações onde imperam o assédio moral e o assédio sexual. Um trabalho servil. Um jornalismo marrom, faccioso e partidário, que tem como fontes desclassificados indivíduos como o bicheiro Carlinhos Cachoeira, delatores da Justiça e outros bandidos. A aberração do uso de fontes fictícias consideradas como não oficiais. Ou hipotéticas. Para dar uma aparência de verdade informam: trocamos os nomes para o informante não sofrer coação (mas não diz quem seria o perseguidor, apenas insinua, que é outra forma de caluniar, de criar um falso clima de terrorismo). Um jornalismo quinta-colua. Redações que espalham boatos, mentiras, rumores, balões de ensaio, meias-verdades, barrigas, e que deturpam entrevistas.

Michele consegue desnudar as Louras Platinadas da campanha que visa privatizar a Petrobras: “Minha intenção era mostrar que a Petrobras é um patrimônio brasileiro, maior que tudo isto que está acontecendo, que não pode ser destruída por bandidos confessos que posam neste jornal como heróis, por juízes que agem por vaidade e estrelismos apoiados pelo estardalhaço e holofotes que vocês dão a eles, pelo mercado que só quer lucrar com especulação e nunca constrói nada de concreto e por um jornal repulsivo como O Globo que não tem compromisso com a verdade nem com o Brasil“.

Lembra Michele: “Em abril próximo vou fazer 9 anos de Petrobras, no dia em que assinei o contrato, foi o meu primeiro dia como empregada da maior empresa do Brasil. Éramos muitos novos empregados sendo contratados naquele dia, estávamos todos num grande auditório e tocou o Hino Nacional. Isso dá um significado muito grande da importância do nosso trabalho: aquele contrato não é só a concretização de uma realização pessoal, é também um projeto de empresa e do país que queremos e trabalhamos para construir, se eu já sabia disso, naquele momento a dimensão desta minha certeza se ampliou. Nós não estamos aqui para trabalhar só para o mercado, estamos aqui para construir um Brasil melhor, maior e mais desenvolvido para todos”.

Os Marinho ordenaram que seus capatazes e escribas participem do chamado golpe “suave” ou golpe a jato.

Comenta o jornalista Paulo Nogueira: “Erick Bretas, que ocupou diversas posições de destaque no telejornalismo da Globo e hoje é seu diretor de Mídias Digitais, fez ontem uma coisa que desafia a capacidade de compreensão. Defendeu a cassação de 54 milhões de votos dados há menos de cinco meses para Dilma”.

No jornalismo on line, Bretas é quem ordena a publicação de matérias contra a Petrobras. Certamente faz tudo conforme mando, que ele não é doido para contrariar os patrões.

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Tal como fez com Michele , qualquer cidadão nacionalista, patriota pode fazer o mesmo: Funcionário da Globo defende estatização, a Petrobras para os brasileiros
O jornal O Globo, indevidamente, usou a imagem de Michele Daher Vieira. Qualquer cidadão nacionalista e patriota pode dar o troco: Funcionários da Globo realizam, sem medo e tensão, a Campanha do Petróleo É Nosso. Dos brasileiros. E defendem a estatização da Petrobras

Operação Lava Jato virou uma grande piada

pavao

O que poderia ser um passo para acabar com a corrupção nos três poderes, provocada pela terceirização de ser√iços, virou um arremedo da República do Galeão, um governo paralelo, criado por oficiais da Aeronáutica para investigar o “mar da lama” do Cadete, no segundo governo de Getúlio Vargas.

A República do Galeão foi uma farsa, um governo espetáculo para fecundar as barrigas dos jornais da oposição golpista, direitista e antidemocrática.

Da República do Galeão o filho bastardo: o Golpe Militar de 64, que mergulhou o Brasil no atraso de 21 anos de escuridão.

Hoje temos, com a Operação Lava Jato, a chamada República do Paraná,

pesado tanque, pela blindagem do governo de Fernando Henrique; ou
leve e perigosa peneira que vaza mentiras, boatos e meias-verdades para o Partido da Imprensa Golpista  realizar campanhas de propaganda marrom.

Falam que a República do Paraná constitui um governo paralelo formado por um delegado da Polícia Federal, um juiz, e uma terceira pessoa que ninguém sabe quem é.

Desta terceira pessoa se diz: É

* uma figura decorativa para formar um triunvirato

* um pessoa qualquer que participe do interrogatório do dia

* um sujeito oculto, que manda em todos, e tem pretensões políticas presidenciais

* uma misteriosa personagem da espionagem internacional que visa desestabilizar governos da América do Sul, e que projetos idênticos estão sendo executados na Argentina, na Venezuela e na Bolívia. E que, também, serão implantados no Chile e no Equador

Assim sendo é um boi voador.

Um pavão misterioso.

 

 

curioso

Boi-Voador
Leia aqui

Papa Francisco: Os pecados dos meios de comunicação

Nas ruas do Brasil
Nas ruas do Brasil

 

L’Osservatore Romano – Desinformação, calúnia e difamação são os pecados dos meios de comunicação, disse Francisco na manhã de 22 de Março, no discurso improvisado aos membros da associação «Corallo», na qual estão reunidas as emissoras de rádio e televisão católicas italianas, recebidos na sala Clementina.

Para o primeiro pecado, em particular, o Pontífice chamou a atenção porque – explicou – «a desinformação equivale a dizer metade das coisas, aquilo que para mim é mais conveniente, sem dizer a outra metade. E assim, quem vê a televisão ou ouve a rádio não pode manifestar um juízo perfeito, porque não dispõe de elementos». No final, o discurso preparado para essa ocasião foi entregue ao presidente da associação.

 

Ali Kamel é manipulador e faz jornalismo de hipóteses

tv manipulação pensamento globo

Neste blog existem várias reportagens, artigos, entrevistas denunciando o jornalismo das empresas Globo como manipulador, parcial, tendencioso, mentiroso e vendido. Vide links. Um jornalismo baseado em hipóteses.

E quem dirige esse jornalismo safado, vendido (vide relatório do honrado deputado Djalma Aranha Marinho, hoje nome do plenário da Comissão de Constituição e Justiça), principalmente o da TV Globo?

Os manipuladores são os jornalistas que exercem os cargos da máxima confiança dos proprietários. Um diretor de jornalismo aprova a pauta de reportagens, seleciona os textos, as imagens e os áudios. Tudo conforme os interesses dos patrões.

Um jornalismo livre apenas é possível quando o Conselho de Redação, exclusivamente eleito por empregados sem cargos de chefia, decide a linha editorial.

A criação dos Conselhos deveria constar da Lei dos Meios, que o Brasil não possui, para evitar o monopólio, que cria o atual jornalismo manipulador do pensamento único, da censura dos empresários, do nefasto e profético Big Brother (O grande irmão Marinho, empregador de Ali Kamel) previsto por Georger Orwell.

Denunciada a existência do Partido da Imprensa Golpista (PIG)
Denunciada a existência do Partido da Imprensa Golpista (PIG)

 

globo tv pig golpista

pensamento único censura justiça

Com o monopólio dos meios, a liberdade de imprensa constitui uma propriedade das empresas, e não um direito do jornalista.

O jornalismo é feito de hipóteses. Em geral, um enunciado (ou conjunto de enunciados) que possa ser colocado à prova, atestado e controlado só indiretamente, isto é, através das suas consequências. A característica da hipótese é, portanto, que ela não inclua nenhuma garantia de verdade nem a possibilidade de uma verificação direta.

A manipulação começa pela escolha do jornalista (o patrão sabe que tipo de texto escrito se pode esperar de um editor que ele empregou). A preferência das fontes de informação (agências nacionais e estrangeiras, autoridades, pessoas de prestígio etc), sem esquecer que Carlinhos Cachoeira era ouvido e cheirado pela Veja e Globo. O abuso dos releases. A definição do espaço na imprensa, no jornalismo on line; e do tempo na tv e rádio.  E a mensagem vai da mentira a uma meia-verdade. De um balão de ensaio à propaganda (repetição) dos teasers.

tv globo

Kamel versus Nassif: a diferença de tratamento que a Justiça dá a casos semelhantes

 

por Paulo Nogueira

Falta de objetividade e de coerência nas decisões da Justiça
Falta de objetividade e de coerência nas decisões da Justiça

Da Justiça se espera ao menos uma coisa: que seja coerente nas decisões.

É a única forma que os cidadãos têm de medir eventuais consequências jurídicas de suas ações.

Estou falando isso a propósito da decisão da Justiça do Rio de condenar Luís Nassif a pagar 50 mil reais de indenização para Ali Kamel, diretor de jornalismo da TV Globo.

A juíza Larissa Pinheiro Schueler baseou sua decisão no fato de Nassif haver afirmado que Ali Kamel é “manipulador” e faz “jornalismo de hipóteses”. Isso, segundo ela, extrapolaria o “direito à informação”.

Aplique esta mesma lógica não apenas para Nassif, mas para a mídia em geral. Não faz muito tempo, no âmbito da mesma Globo de Kamel, os nordestinos foram chamados de “bovinos” por Diogo Mainardi.

Se “manipulador” custa 50 mil reais, qual seria a indenização para “bovinos”? Ou, já que falamos de Mainardi, de “anta”, como ele tratava rotineiramente Lula em seus dias de colunista da Veja?

A Justiça deveria, em tese, ser igual para todos, mas é mais igual para alguns do que para outros.

monopólio tv censura

Há uma decisão jurídica recente que demonstra isso com brutal precisão.

O jornalista Augusto Nunes, o Brad Pitt de Taquaritinga, foi processado por Collor. Quer dizer: Collor fez o que Kamel fez.

Com uma diferença: perto do que Nunes disse dele, Nassif arremessou flores na direção de Kamel.

Começa no título: “O farsante escorraçado da Presidência acha que o bandido vai prender o xerife”.

Um trecho: “… o agora senador Fernando Collor, destaque do PTB na bancada do cangaço, quer confiscar a lógica, expropriar os fatos, transformar a CPMI do Cachoeira em órgão de repressão à imprensa independente e, no fim do filme, tornar-se também o primeiro bandido a prender o xerife.”

O site Consultor Jurídico noticiou o caso assim:

“Na sentença, a juíza Andrea Ferraz Musa, da 2ª Vara Cível do Foro de Pinheiros, disse que, em um estado democrático, o jornalista tem o direito de exercer a crítica, ainda que de forma contundente.

(…) “Embora carregada e passional, não entendo que houve excesso nas expressões usadas pelo jornalista réu, considerando o contexto da matéria crítica jornalística. Assim, embora contenha certa carga demeritória, não transborda os limites constitucionais do direito de informação e crítica”, disse a juíza.

(…) No pedido de indenização, Collor alegou que foi absolvido de todas as acusações de corrupção pelo Supremo Tribunal Federal e que há anos vem sendo perseguido pela Abril.

A juíza, entretanto, considerou irrelevante a decisão do STF. “As ações políticas do homem público estão sempre passíveis de análise por parte da população e da imprensa. O julgamento do STF não proíbe a imprensa ou a população de ter sua opinião pessoal sobre assunto de relevância histórica nacional”, justificou.”

Um momento. Ou melhor: dois momentos. “Irrelevante” a decisão do STF? Então você é absolvido de acusações na mais alta corte do país e mesmo assim isso não vale nada? Podem continuar a chamar você de bandido sem nenhuma consequência?

A juíza aplicou uma espetacular bofetada moral no STF em sua sentença. Como para Augusto Nunes, também para ela não houve nenhuma consequência.

Se um juiz trata assim uma decisão da Suprema Corte, qual o grau de respeito que os cidadãos comuns devem ter pela Justiça?

O segundo momento é por conta da expressão “certa carga demeritória”. Raras vezes vi uma expressão tão ridícula para insultos e assassinato de imagem.

Regular a mídia é, também, estabelecer parâmetros objetivos para críticas e acusações feitas por jornalistas.

Não é possível que “manipulador” custe 50 mil reais e “bandido”, “chefe de bando”, “farsante” e “destaque da bancada do cangaço” zero.

Quando você tem sentenças tão opostas, é porque reinam o caos e a subjetividade.

A única coisa que une o desfecho dos dois casos é que jornalistas de grandes empresas de mídia se deram muito bem.

Isso é bom para eles e as empresas nas quais trabalham.

Para a sociedade, é uma lástima.

Enio
Enio
O debate da lei dos meios na Argentina
O debate da lei dos meios na Argentina

Irmão de Eduardo Campos alimenta a teoria da conspiração. Aparece um drone da Aeronáutica no lugar de um misterioso helicóptero

A teoria da conspiração nasceu na hora da queda do avião da campanha de Eduardo Campos e Marina. Pelos boatos e rumores espalhados, o “atentado” beneficiaria Dilma, a candidata menos interessada que, pelas pesquisas, ganharia a eleição no primeiro turno.

Inicialmente falaram de colisão com um helicóptero. Se é para acreditar em atentado político, prefiro a teoria surgida nos Estados Unidos, e escondida pelos barões da mídia brasileira, o PIG, de que foi coisa da CIA e de George Soros & outros banqueiros associados.

No clima emocional teatralizado, as pesquisas indicam que Marina vence no primeiro e no segundo turno.

profecia

Quem deseja a morte de um presidente tem que ser investigado
Quem deseja a morte de um presidente tem que ser investigado

atentado bomba pesquisa Eduardo

Morte de Eduardo Campos: Assessor de Richa acusa PT de assassinato 

Júlio Jacob Júnior, assessor do governador Beto Richa (PSDB) e presidente da Copel Participações S/A, terá 48 horas para se explicar sobre acusação que fez contra o PT no caso da morte do ex-presidenciável Eduardo Campos; “Reafirmo, suspeito sim de sabotagem, típica de fanatísmos como vários radicais do PT”, escreveu  nas redes sociais, o que causou forte impacto nos internautas; decisão é da juíza Letícia Marina Conte, da 4ª Vara Criminal de Curitiba, que acolheu nesta quarta-feira (27) parecer do Ministério Público.
Júlio Jacob Júnior, assessor do governador Beto Richa (PSDB) e presidente da Copel Participações S/A, acusou o PT como responsável pela morte do ex-presidenciável Eduardo Campos; “Reafirmo, suspeito sim de sabotagem, típica de fanatismos como vários radicais do PT”, escreveu nas redes sociais, o que causou forte impacto nos internautas.

Escreve Esmaeal Moraes: No Paraná, o cadáver do ex-presidenciável Eduardo Campos (PSB) continua insepulto.

A juíza Letícia Marina Conte, da 4ª Vara Criminal de Curitiba, acolheu nesta quarta-feira (27) parecer do Ministério Público que dá prazo de 48 horas para que o advogado Júlio Jacob Júnior, assessor do governador Beto Richa (PSDB) e presidente da Copel Participações S/A, explique a acusação que fez ligando o PT a atentado contra o ex-governador pernambucano (clique aqui).

O quiproquó se deu no dia do acidente aéreo que vitimou o socialista, dia 13 de agosto, quando Jacob acusou o PT pelas redes sociais:

“Reafirmo, suspeito sim de sabotagem, típica de fanatísmos como vários radicais do PT”, escreveu o assessor de Richa.

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Diante da grave acusação, o diretório estadual do PT do Paraná ingressou no dia seguinte (14) com uma interpelação criminal. O objetivo dos petista é dar oportunidade de Jacob “reafirmar” ou “recuar” das acusações que fez contra o partido. Se confirmar, será processado criminalmente por calúnia e difamação (clique aqui).

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Publica o G1 (Globo): O irmão do ex-governador de Pernambuco e candidato à Presidência da República, Eduardo Campos (PSB), que morreu após um acidente aéreo no dia 13 de agosto em Santos, no litoral de São Paulo, esteve pela primeira vez no local onde o avião que levava Eduardo caiu. Antonio Campos se reuniu com vítimas que tiveram casas e seus comércios impactados com o acidente.

Antonio disse que prestará apoio para essas pessoas. “Mesmo sendo um momento muito difícil para mim, vindo pela primeira vez ao local onde ele faleceu, junto com mais seis vítimas, das quais algumas eram amigas minhas, também vimos a dor de pessoas que estão sofrendo danos materiais e merecem ser reparados. Vamos fazer o possível para que esses danos sejam reparados. Estaremos lado a lado, lutando por esse direitos deles”, diz.
O PSB, partido de Campos, também deve ajudar essas vítimas. A maneira como esse auxílio irá acontecer não está definida. “Nós vamos construir um caminho conjunto de melhorar a situação de quem sofreu esses danos materiais. Também houve danos psicológicos. Eduardo Campos é mais uma vítima do acidente, só que mesmo assim, vamos nos esforçar dia e noite para minimizar esses danos”, completa [sem informa de onde sairá o dinheiro]

Campos reforça as recentes declarações de Marina e do vice Beto Gonçalves, que jamais falam de morte acidental. Todos os três reforçam a teoria da conspiração aceita pela maioria dos eleitores.

Além disso, o parente de Campos esteve reunido com o Ministério Público da cidade, para saber detalhes sobre as investigações. Segundo o irmão, que está habilitado pela família a acompanhar as investigações do caso, o MP trabalha com a possibilidade de que um drone meteorológico, utilizado pela Força Aérea Brasileira, tenha atingido o avião de Eduardo. “Tomei conhecimento dessa possibilidade de um drone ter colidido com o avião do presidenciável Eduardo Campos. Essa é uma das linhas de investigação do Ministério Público e é uma hipótese real”, afirma.
Antonio destaca que um drone da Aeronáutica teria sido dado como desaparecido dias antes do acidente. “Existe imagens no inquérito civil de peças que podem ser de um drone meteorológico. Houve um alerta dias antes de um drone desaparecido na região. Esse pode ser considerado um fato significativo e novo sobre a morte de Eduardo Campos”, aponta.
O irmão de Campos também cita que o promotor Thiago Nobre pediu algumas explicações para diversos órgãos sobre possíveis causas do acidente. “Estou com a cópia da documentação e existe uma investigação que ganhou corpo sobre a possibilidade do drone, mas ainda não é conclusiva. É uma hipótese que ganha força também porque há registro de fotos e imagens, inclusive no G1, de imagens similares a esse drone no local do acidente. Fora isso, foram feitas perguntas pelo promotor sobre o sistema utilizado na Base Aérea de Guarujá, para saber se o equipamento estava em perfeito funcionamento. Isso pode também ter atrapalhado a aeronave”, comenta.

Para Antonio Campos, ainda não é possível saber quando haverá uma conclusão sobre o caso. “O inquérito civil não está em segredo de Justiça, mas ainda não podemos concluir nada. É preciso aguardar o encerramento das investigações”, conclui.

É isso aí. Fica o clima de suspense. O povo que tire as conclusões.

Pelicano
Pelicano

 

Uma Lei de Meios no Brasil que leve à democratização da mídia e consagre o direito de informar e ser informado

DESACATO EDITORIAL

 

expresão jornalista liberdade

Os Povos da Nossa América continuam vencendo vestígios das ditaduras cívico-militares. Ditaduras que defenderam os privilégios de poucos.  Nessa caminhada, um dos símbolos mais retrógrados das ditaduras sofreu uma derrota decisiva. A vitória popular é o resultado de mais de duas décadas de acumulação, desconstrução e construção, e amadurecimento democrático do Povo argentino. A aprovação da Lei de Meios, justo quando Argentina faz 30 anos de democracia sem interrupções, é um fato histórico que traz estímulos para o debate no Brasil na busca de quebrar os monopólios que restringem nossa democracia.

Horas atrás os meios monopólicos brasileiros confundiram propositalmente os resultados eleitorais do país vizinho, maquiando de derrota uma eleição onde a frente que lidera Cristina Fernández ampliou em 5 deputados sua maioria no Congresso. Capitaneados pela SIP replicaram os resultados de Buenos Aires e outros centros urbanos onde sempre triunfaram os candidatos do Grupo Clarín, ocultando o voto de municípios e províncias mais pobres, que deram seu majoritário apoio ao governo atual.

Estas leituras insidiosas têm a mesma assinatura que associou a incipiente democratização da mídia venezuelana a uma suposta restrição da liberdade de expressão, pensando, de fato, na liberdade que os meios monopólicos gozam para publicar o que bem lhes interessa, por mais alheio que seja à verdade, tornando a opinião publicada em substituta da Opinião Pública.

A Lei de Meios vitoriosa na Argentina, após mais de 20 anos de luta, é um modelo que junto com o venezuelano, e os avanços no Equador, precisa ser tido em conta no cotidiano de todos os jornalistas, comunicadores sociais e democratas do Brasil.

Desacato.info afirma seu compromisso com uma Lei de Meios no Brasil que leve à democratização da mídia e consagre o direito de informar e ser informado,  construindo, preservando e ampliando os espaços de Soberania Comunicacional e Popular.

Censura judicial e cobrança de danos morais por corruptos.

Ilustração Ramiro Zardoya
Ilustração Ramiro Zardoya

Um corrupto ativo ou passivo não tem moral nem ética. Tem a consciência pesada, o rabo preso e a alma sebosa. Aliás, lugar de corrupto é na cadeia, se o Brasil fosse um país sério, e não existissem duas justiças.

Sou favorável ao direito de resposta, que um bom debate promove o jornalismo opinativo, que é o futuro do jornalismo impresso. Idem o jornalismo investigativo.

Que a injúria, a calúnia, a difamação sejam punidas em nome da verdade, que na imprensa séria não há lugar para a mentira que tem pernas curtas.

A maior punição que pode receber uma mídia, ou um jornalista, é a perda da credibilidade.

Que botija de ouro e prata pode pagar um jornalista que recebe o salário da fome? Recentemente, uma repórter da TV Tribuna de Pernambuco, que sofreu assédio moral, e demitida apesar da imunidade sindical, recebeu uma indenização de 20 mil reais.

Quanto vale a vida de um jornalista? É dano moral ser espancado por escrever a verdade? Ou sofrer assédio extrajudicial?

Uma imprensa livre não se faz com meias-verdades,  e a cobrança por danos morais não pode entrar na lista de mais um jeitinho brasileiro de levar vantagem em tudo.

Tal cobrança, por um corrupto, constitui mais um abuso da censura judicial.

Ilustração Bernard Bouton
Ilustração Bernard Bouton

DIREITO DE RESPOSTA

por Helio Fernandes

Deveria ser líquido e certo, sem precisar de legislação. O projeto apresentado pelo senador Requião deveria ser apoiado com entusiasmo por todos, sem ser considerado vingança, represália, contestação despropositada. No mesmo tamanho, local, desmentido. E o órgão que publicou a matéria e a resposta, ficaria à vontade para tratar do assunto.

A Constituição de 1988 trouxe uma extravagância, inovação esdrúxula, que favorece apenas um lado: a indenização por dano moral, que praticamente acabou com o processo por injúria, calúnia e difamação, que proporcionou magistrais debates entre grandes advogados.

Essa indenização até poderia ser aceita, se tivesse mão e contramão. Assim como está, qualquer corrupto pede esse dano moral, exigindo o que bem entender. Deveria haver a compensação.

Se a Justiça considerar que o corrupto que entrou com o pedido não tem direito ou razão, ele deveria pagar o mesmo que pretendia receber. Poderia até constar do projeto do senador Requião, é uma verdadeira complementação.

Ativismo põe em xeque narrativas oficiais

por Mauro Malin

 Rainer Ehrt
Rainer Ehrt

A cobertura jornalística da revolta de junho testou cérebros e músculos da mídia convencional e de novas modalidades criadas pelo advento da telemática, como o testemunho de participantes que usaram telefonia móvel para relatar na internet, com imagens, áudio e texto, o desenrolar de passeatas e outros atos públicos.

Aldo Quiroga, da TV Cultura e da PUC-SP, fez ver que a mídia alternativa já existiu antes no Brasil e defendeu uma militância a favor do jornalismo. Milton Bellintani, do projeto Repórter do Futuro, disse que os jornalistas têm compromisso com o interesse público e a democracia. Bellintani relembrou que as redações já foram locais de debates como o que ali se realizava, característica anulada por uma lógica empresarial concorrencial.

Proteger repórteres

Antes do início da conversa propriamente dita, Sérgio Gomes, o Serjão, disse que o debate foi organizado com o objetivo de promover uma troca serena de ideias, sem caráter de espetaculosidade. O diretor executivo da Abraji, Guilherme Alpendre, relatou que a associação havia contabilizado 53 agressões policiais a jornalistas desde o início dos protestos até a última semana de junho, em várias capitais (leia aqui).

O bate-papo foi mediado pelo coordenador de Comunicação da Conectas, João Paulo Charleaux, que cobriu as manifestações em São Paulo para o jornal La Tercera, de Santiago do Chile. Charleaux disse que a ideia de promover o encontro surgiu “a partir do número assombroso de inscritos para o 12O curso Jornalismo em Situações de Conflito e Outras Situações de Violência (mais de 700 até meados de julho). Achamos que seria uma pena que só 25 pessoas pudessem discutir o assunto”.

O debate entre quem participou da cobertura “é uma chance de saber como esses jornalistas estão vendo uma situação desafiadora nos aspectos ético, logístico, técnico, em todos os aspectos”, avaliou o jornalista, que há bastante tempo participa de debates semelhantes, inclusive tentativas da ONU de fazer resoluções a respeito de proteção de jornalistas.

Instinto de sobrevivência

“Sei como isso é complicado e muitas vezes inviável. O Conselho de Segurança, em sua próxima reunião, vai abordar o tema de uma resolução de proteção de jornalistas, no âmbito jurídico, diplomático. E venho acompanhando o debate do Insi (International News Safety Institute) e da Abraji sobre como capacitar os repórteres para sofrer menos nessas situações, devido a ações cometidas pela polícia e às vezes o comportamento deliberado do Estado de atacar a imprensa. Assim como de pessoas que estão na manifestação e também atacam os jornalistas. A proteção de um fotógrafo, de um cinegrafista, de um cidadão que registra imagens com seu celular tem sido baseada no seu próprio instinto de sobrevivência, sua capacidade de se preservar para continuar registrando as situações”, disse Charleaux.

A verdade da rua

Você não pode dizer uma coisa nos jornais e as redes dizerem outra. Isso teve um papel tremendo até do ponto de vista de controle da ação policial. Quando terminou a manifestação e os policiais, na batalha da Consolação, foram perseguindo as pessoas nas ruas de São Paulo, qualquer reunião de duas ou três pessoas eles atiravam bombas de gás e bala de borracha indiscriminadamente, quando isso acontece, e não acontece em becos, acontece com todos os celulares virados para essas cenas, pessoas filmando da janela de casa o que estava acontecendo, isso para a polícia foi muito forte.

O comportamento deles nos dias seguintes se baseou muito nisso, eles não podiam fazer o que quisessem, estavam submetidos a esse tipo de controle, isso é muito bom, apesar de termos tido casos de jornalistas que foram agredidos, sofreram algum tipo de violência. O controle é maior e isso é possível porque vivemos numa democracia.

Aqui estão pessoas que fizeram, do ponto de vista jornalístico, alguns dos trabalhos mais interessantes dessa cobertura. Se o Piero tivesse querido fazer uma matéria sobre uma pessoa sendo presa por carregar vinagre, não conseguiria fazer o que ele fez sobre ele mesmo, com frieza, continuar filmando numa situação de estresse, sendo preso, e o vídeo que ele faz. Tem uma cena sensacional, uma hora em que o coronel pega o telefone e diz: Filma aqui. É um resumo muito bem acabado do que foi a polícia naquele dia, do absurdo da situação. Na última cena [Piero] pergunta ao comandante da operação se é proibido ter vinagre, e ele diz que não, ele admite o absurdo da situação. (Veja aqui o vídeo.)

A matança ignorada

E realmente estava todo mundo perdido, cada um pensando uma coisa, ninguém sabia o que estava acontecendo. Agora as coisas estão acalmando e vão surgindo análises um pouco mais sensatas e estamos começando a entender levemente o que está acontecendo. Ainda vai levar tempo para conseguirmos entender realmente.

Sobre a violência da polícia, eu não esperava nada diferente do que está acontecendo. Acho que a polícia foi violenta, mas menos violenta do que ela é todo dia na periferia. A polícia está matando geral na periferia. Você escuta relatos absurdos de gente morrendo, tem acusações gravíssimas de grupos de extermínio formados por policiais, segundo essas acusações, que colocam touca ninja e matam gente na periferia aleatoriamente. O que aconteceu na quinta-feira (13/6) foi significativo, mas muito menos do que a gente vê todo dia, e a gente grita muito menos por conta dessa violência que acontece na periferia. A polícia não matou ninguém na quinta-feira, mas está matando todo dia na periferia.

PM do regime militar

Basicamente, a polícia que o regime militar montou é a que está aí. Em São Paulo, quando houve eleição direta para governador e ganhou o Franco Montoro [1982], houve uma preocupação com o fato de que o quartel-general estava cheio de oficiais fascistas. Tiveram a “genial” ideia de dizer: Vamos espalhar esses caras. O que fizeram? Espalharam o fascismo. Cada coronel desses foi defender suas ideias, e seu processo de formação, no quartel para onde foi mandado. São informações que um cara da PM me deu. Era meu vizinho de mesa numa função que tive [no governo do estado de São Paulo]. Era indignado com a polícia, embora fosse da polícia.

(Transcrevi trechos). Leia mais

A justiça amiga dos assassinos do jornalista Décio Sá

O Brasil mata mais jornalistas que o México. Ilustração de  Osvaldo Gutierrez Gomes
O Brasil mata mais jornalistas que o México. Ilustração de Osvaldo Gutierrez Gomes

Uma rede criminosa de agiotas, que envolve prefeitos ladrões das verbas da Saúde e da Educação, eliminou o jornalista Décio Sá.

Tem de tudo neste crime hediondo. Inclusive o braço assassino da polícia. Eis a última notícia publicada no Comunique-se:

Conhecido como “Bochecha” e acusado pelo Ministério Público de participar do assassinato do jornalista Décio Sá, Fábio Aurélio do Lago e Silva conseguiu habeas corpus. A medida foi concedida pelo juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de São Luís, José Costa, de acordo com as informações do G1.

No processo, o MP acusa Silva de ter apresentado o executor confesso do jornalista, Jhonatan de Sousa Silva, para Júnior Bolinha e ter conseguido uma casa para abrigar o assassino. Bochecha é o segundo a ser beneficiado pela medida judicial. Em maio, o capitão da Polícia Militar do Maranhão, Fábio Aurélio Saraiva Silva, o ‘Fábio Capita’, também recebeu um habeas corpus.

O caso
Décio foi morto a tiros em um bar na Avenida Litorânea, em São Luís, Maranhão, no dia 23 de abril de 2012, após sair do Sistema Mirante, onde trabalhava. Segundo a polícia, o jornalista foi assassinado por conta das denúncias políticas que realizava em seu blog.

Apuração
As investigações sobre o caso de Décio Sá acontecem desde o ano passado. Peça importante no processo, Ricardo Silva, conhecido como “Ricardinho”, morreu em fevereiro. O homem foi vítima de atentado no bairro do Turu, na capital maranhense. Na ocasião, ele levou sete tiros, foi hospitalizado, mas não resistiu.

Segundo as informações, Ricardinho teria ligação com o grupo de agiotas acusado de tramar a morte e executar o jornalista. A polícia esperava a melhora da testemunha para colher novos depoimentos, já que Ricardinho afirmou ter novos detalhes para contar.

Impunidade

[O Conselho Nacional de Justiça acompanha o caso. A Polícia Federal idem. Pra quê?

O crime nem é notícia no portal da Federação Nacional de Justiça – Fenaj.

O assassinato tem, inclusive, a cumplicidade de jornalistas safados, vendidos.

Que fique esclarecido: Décio Sá foi trucidado no exercício da profissão. Esta a verdade nua e crua: a lei do silêncio impera no jornalismo brasileiro, o terceiro país na matança de jornalistas, e campeão em censura judicial].

Maranhão já fez uma CPI da pistolagem que lavou muito sangue
A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO MARANHÃO FEZ UMA CPI DA PISTOLAGEM QUE LAVOU MUITO SANGUE. PROMETE UMA CPI DA AGIOTAGEM QUE VAI LAVAR MUITO DINHEIRO