A grande imprensa abandona Aécio e apóia Eduardo Campos para presidente

A candidatura de Aécio Neves jamais decolou do aeroporto de Cláudio, o escravo, apesar do apoio da grande mídia, que fez de tudo para santificar o ex-governador e senador mineiro. Este um fato político, comprovado por todas as pesquisas de opinião, secretas e públicas.

Os interesseiros barões da mídia, respaldados por tucanos candidatos a governador – Geraldo Alckmin um deles – decidiram cristianizar a candidatura de Aécio, e passaram a divulgar apenas seus pequenos crimes (Escondem o mensalão mineiro, a pirataria do Nióbio, o desvio de verbas da saúde etc)

Coragem para mudar propaganda slogan Dudu

As recentes denúncias reverberam nos blogues petistas que, burramente, divulgam o “novo” maculado Aécio dos barões da mídia, a família Marinho, Mesquita e Frias, idem piratas estrangeiros associados nos meios de comunicação de massa.

A estratégia patrocina a debandada para a candidatura de Eduardo Campos, ainda desconhecido do eleitorado, apresentado, aconteceu com Fernando Collor, como o candidato da mudança, contra a corrupção, e por um moderno Brasil da ordem e do progresso.

Se Eduardo Campos vencer Aécio no primeiro turno, pode derrotar Dilma Rousseff no segundo, essa tendência aparece nas pesquisas.

Certo que na ciência política não existe o “se” (isso os marqueteiros burros não entendem). Um bom cientista político nem precisa ser profeta, mas Dilma, eleitoralmente, possui uma força que Lula nunca teve.

Não quer dizer que seja imbatível. Não existe já ganhou em eleição. Um segundo turno com Eduardo soma os votos da direita, dos ex-esquerdistas, dos ex-petistas, dos liberais, e os votos nulos e brancos do primeiro turno serão campistas no segundo.

Só existe uma estratégia para o PT: que Aécio derrote Eduardo Campos, que precisa ser mirado como o único alvo. Antes que seja tarde.

Na emoção de uma campanha todos os candidatos são blindados, puros e santos como uma noiva. E os tribunais eleitorais censuram qualquer denúncia.

Dudu

Exclusivo. Os cartazes das campanhas de Aécio, Eduardo Campos e Dilma

A polícia avaliou em um milhão de dólares uma notícia. Para a Sobornne pernambucana constitui um preço justo. Idem a justiça absolutista que bateu o martelo.

Um cartaz publicitário deve valer muito mais. Que os melhores marqueteiros são os que cobram a campanha mais cara, e possuem contas em paraísos fiscais.

Dizem que propaganda é plágio. Que seja. Ofereço de graça aos cientistas políticos de Dilma, Aécio, Eduardo Campos, Marina Silva, Serra, Joaquim Barbosa e outros presidenciáveis, algumas sugestões que a imprensa espanhola – La Marea – apresenta como “aberrações de ontem e de hoje”.

 

 

 

1.- Cañete corporativo.
1.- Cañete corporativo.

 

2.- Acuarela de abrazos y buen rollo socialista.
2.- Acuarela de abrazos y buen rollo socialista.
3.- Conciencia de clase, él la tenía.
3.- Conciencia de clase, él la tenía.
3.- Ilusionando desde 1990
4.- Ilusionando desde 1990
4.- Hijos de buena estirpe caminando.
5.- Hijos de buena estirpe caminando.
5.- Nos gobernó ocho años, dejando descendencia.
6.- Nos gobernó ocho años, dejando descendencia.
6.- Vota PSOE, y ¿volverá el feudalismo? ¿Haremos castillos e iglesias?
7.- Vota PSOE, y ¿volverá el feudalismo? ¿Haremos castillos e iglesias?
7.- Ejem…
8.- Ejem…
8.- Regenerándose.
9.- Regenerándose.
9.- E vaia que se volveron
10.- E vaia que se volveron (Aqui a foto de Tancredo ou Arraes com o neto no colo)
10.- Si no votas, Stalin y Sabino Arana se hacen un selfie
11.- Si no votas, Stalin y Sabino Arana se hacen un selfie
11.- También le votaron, y gobernó…la culpa es de los políticos.
12.- También le votaron, y gobernó…la culpa es de los políticos.
12.- Todos tenemos un pasado.
13.- Todos tenemos un pasado.
15.- Quiso volver a entrar.
14.- Quiso volver a entrar.
16.- Falacia Ad Hitlerum. Adolf Hitler también hizo campaña electoral
15.- Falacia Ad Hitlerum. Adolf Hitler también hizo campaña electoral

As armadilhas contra Dilma

Dilma faz reunião para tratar dos rolezinhos
Dilma faz reunião para tratar dos rolezinhos

 

Pessimamente aconselhada pelo marqueteiro, Dilma apanhou as Pedrinhas jogadas no telhado de Roseana Sarney. E as degolas de presos viraram pedradas na versão maquiavélica de Ricardo Noblat. Quando o sistema carcerário, com as polícias civis e soldados estaduais comandados pelos governadores, possui os panos quentes do judiciário, haja vista a última briga do ministro Joaquim Barbosa para nomear o juiz do presídio onde trancou os mensaleiros em Brasília.

Em mais uma jogada antipopular, Dilma entrou na onda dos rolezinhos, em defesa do governador Alkmin e dos donos de shopping. Uma armadilha que pode lhe custar a popularidade entre os beneficiados das cotas de negros nas universidades, na oferta de empregos e no bolsa-família.

O bom propagandista político não cai em ciladas. Pelo contrário, como estrategista, arma as armadilhas, os snares. Arquiteta e antecipa todas as ações de uma campanha.

Nada a ver com religiões e bruxarias. Um bom cientista político age como profeta. O propagandista político, mesmo quando a profecia não ocorre, faz acontecer.

Outro que anda com marqueteiro, Eduardo Campos. Dizem que um cara argentino, que não entende a alma brasileira além dos Pampas.

O governador de Pernambuco deixou a oportunidade passar. O inesperado apoio de Marina Silva – após sua desarmada  rede, talvez pela candidatura de Joaquim Barbosa a presidente – era mais do que uma soma, e  sim a multiplicação dos votos. E foram tantas as burradas que temos hoje uma conta de diminuir.

Nesta pré-campanha presidencial melhor vai o Aécio Neves, que estava na U.T.I. Pelo simples fato de ter dispensado o marqueteiro.

 

 

 

 

“Os juízes condenados por crimes cometidos no uso da toga têm como pena somente a aposentadoria compulsória por mais imoral que seja o crime”

OS AMARILDOS DA JUSTIÇA

Debaixo de vara a polícia prende qualquer um no Brasil. É assim que desaparecem os Amarildos. A polícia com o poder de fazer justiça fica próxima dos justiceiros.

A vara era a insígnia dos juízes.

O termo persiste. Vara é uma divisão na estrutura judiciária que corresponde à lotação de um juiz. No caso da Justiça Federal, funciona da seguinte maneira: o Estado é chamado de Seção Judiciária; as cidades formam as Subseções Judiciárias, as quais, por sua vez, são divididas em Varas. Cada Vara está sob a responsabilidade de um juiz titular.

juiz vara

“E os juízes ordinários trarão varas vermelhas e os juízes de fora brancas continuadamente, quando pella Villa andarem, sob pena de quinhentos réis, por cada vez, que sem ella forem achados” (Ordenações Filipinas, Liv. 1, Título LXV).

Simbolicamente (não estou defendendo o uso) significa uma justiça transparente, sem sigilo, quando no Brasil, país do segredo e da censura, persiste a justiça secreta do foro especial para os lá de cima, e os cá debaixo são expostos pelo jornalismo policial = a crônica social dos pobres e miseráveis.

Confirma o provérbio: Quem rouba pouco é ladrão, quem rouba muito é barão. Si tu voles un pain, tu és un voleur, si tu en voles plusieurs, tu es un roi. Ou ainda: Ladrão endinheirado nunca morre enforcado. Para quien roba un reino, la gloria; para quien hurta un burro, la horca.

O Brasil não pode continuar com a mesma polícia que prende e arrebenta e a justiça absolutista da ditadura de 64.

Acompanhei casos dos Amarildos da justiça. Caso Baiardo de Andrade Lima versus a funcionária mafiosa Cristine Epaud dos gabinetes de dois presidentes corruptos do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, envolvendo a máfia do frio. Caso do jornalista Ricardo Antunes, preso político, versus marqueteiro e cientista político Antonio Lavareda, quando foi criado o conceito de “jornalista inimigo”.

No Brasil existe duas justicas, duas polícias. Para favorecer o rei e punir os PPVs.

A polícia nunca precisou da justiça para punir os que ameaçam e matam policiais. O tribunal das milícias resolvem esses casos com a lei de Talião.

Na justiça, as maçãs podres, os bandidos togados agem impunemente. “Os juízes condenados por crimes cometidos no uso da toga (…) têm como pena somente a aposentadoria compulsória por mais imoral que seja o crime”.
PROCLAMAÇÃO DOS ADVOGADOS ATIVISTAS
aativistas

Em tempos antagônicos os pólos se radicalizam, e o que devemos impedir é o crescimento da violência. Em um Estado democrático de direito as forças institucionais devem ser capazes de contribuir para esse anseio de paz. Atualmente não temos visto isso por parte das forças policiais que se impõe através do Poder Executivo. Porém, o que não podemos permitir é que poderes constituídos para defesa do cidadão se mostrem enviesados no sentido de comprometer a legalidade em atos decisórios parciais e legalmente infundados e desmotivados no sentido principiológico do termo, exigência constitucional que esta semana não encontramos em uma decisão judicial, e que será atacada em defesa do direito de liberdade que 7 detidos possuem, mas que permanecem trancafiados no sistema carcerário, sem provas.

Esta semana que se inicia, devemos refletir quanto ao posicionamento de decisões jurídicas eivadas de interferência política filosófica, onde passa a imperar a decisão contra a lei.

Sistemas concebidos para verificação da decisão judicial foram incluídos nas constituições modernas como forma de garantia dos direitos individuais (réu primário responder em liberdade). Em nossa constituição temos como corte constitucional o Supremo Tribunal Federal que exerce a função de guardião da constituição e dos direitos e garantias individuais, quando estes são atacados por decisões judiciais concebidas a margem do Principio da Motivação da Decisão Judicial, prevista no art. 93, IX da CF88 que determina:

Art. 93. Lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, disporá sobre o Estatuto da Magistratura, observados os seguintes princípios:
IX – todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade, podendo a lei limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, ou somente a estes, em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

Tal Principio mesmo que presente em nossa Carta Constitucional é atacado como vimos recentemente por juízos resistentes a nova ordem constitucional, que se parabenizou em seu 25º aniversario este ano, mas que assistimos em uma sociedade inerte à sua lapidação e constante realizada por movimentos que permanecem impedindo sua efetivação. Crias que continuam produzindo a mesma mentalidade ditatorial, que em resumo construiu uma sociedade corrompida e rompida pela injustiça social, e que permanecem na contra mão deste novo período constitucional.

Não aceitaremos medidas judiciais, que se revestem de formalidade institucional do Poder Judiciário, mas que não produzem efetividade constitucional. Vejamos que o art. 93 da Carta Magna prevê a necessidade de uma legislação oriunda da mais alta corte para consagrar um Estatuto da Magistratura, que vemos ser urgente em nossa sociedade, que carrega como fardo previdenciário os juízes condenados por crimes cometidos no uso da toga, e que têm como pena somente a aposentadoria compulsória por mais imoral que seja o crime, isso acontece em razão da vitaliciedade que possuem e que é necessário às decisões imparciais, em um cargo que por eles é espezinhado quando vemos decisões politicas sendo proferidas ou crimes sendo cometidos por baixo da toga.

Nem mesmo noticias recentes advindas do próprio Supremo Tribunal Federal, na voz de seu presidente produziu repercussão alguma, quanto da necessidade de uma redação final da Loman (Lei Orgânica da Magistratura), sendo por isso que a sociedade civil na voz dos Advogados Ativistas invoca a reflexão, para atribuir a um parlatório democrático o qual seria o CNJ (Conselho Nacional da Magistratura), com a força constitucional que dela advêm, e com a contribuição de uma sociedade civil presente ali, que passa a intervir democraticamente em instituições judiciais proferindo inúmeras decisões amplamente respeitadas, é que analisamos ter legitimidade democrática para esta atuação legislativa especifica estabelecida pela Constituição.

De tal modo, existe uma necessidade emergencial da elaboração deste texto complementar exigido pela Constituição, e que sentimos não haver comoção institucional no Supremo Tribuna Federal, pensamos portanto, que uma casa democrática e efetiva e sensível a comunidade jurídica e a sociedade como é o caso do Conselho Nacional de Justiça seria o local mais adequado para conceber tal Lei Complementar.

tres macacos

Você não precisa ser advogado para entender de leis. Para saber ao menos o básico, basta ser humano. Todos os direitos que você instintivamente deseja, espera e merece são chamados de Direitos Humanos, ou seja, ser valorizado como pessoa, ter sua dignidade preservada, ser tratado como igual, ser livre para expressar-se, etc.

É perfeito, porém são apenas palavras em um papel. Inclusive foram escritas por países que historicamente desrespeitaram esses “direitos naturais”. Por exemplo, no século 19 a França possuía museus de antropologia, basicamente zoológicos de negros. Na Itália foi desenvolvida a antropologia criminal, conceito de que o crime era genético, e claro, os negros estavam na lista de mais propensos a cometerem tais atos. No Estados Unidos, na Carolina do Norte existiam leis para esterilizar crianças com QI abaixo de 70, na Virgínia leis para esterilizar crianças cegas, surdas e com problemas mentais. Detalhe importante, tudo isso antes de Hitler, ok?

Claro, Hitler levou a eugenia até as últimas consequências, e apesar de ter perdido a guerra, estamos longe de vencer o Darwinismo Social. Basta olhar as estatísticas sobre qual é a cor, escolaridade e classe econômica da população carcerária.

Filósofos modernos como Zygmunt Bauman entendem que a fórmula de ouro para a construção de uma sociedade “feliz” consiste em equilibrar liberdade e segurança. Segurança sem liberdade é escravidão. Liberdade sem segurança é caos. Para ter mais liberdade é preciso abrir mão da segurança. Para ter mais segurança é preciso abrir mão da liberdade. O sistema nunca atingiu esse equilíbrio, se é que admite tal equilíbrio.

Diversos filósofos políticos, como John Rawls , defendem que para construir uma sociedade justa é preciso usar o “véu da ignorância”. Imagine que você tem um bolo e precisa dividi-lo de maneira justa. Como faria?

Resposta: A maneira mais justa de dividi-lo é sem saber com qual pedaço você vai ficar. Dividindo-o sem saber qual é a sua parte, você estaria inclinado a dividi-lo de maneira justa.

O “véu da ignorância” trata justamente disso, algumas vezes a maneira mais justa de tomar uma decisão é se colocar em uma posição onde você tenha menos informação, isso o “força” a pensar coletivamente.

LA INTERPRETACION DEL BANCO MUNDIAL DE LAS PROTESTAS EN BRASIL, CHILE Y PERU

A imprensa brasileira é mais conservadora que o FMI. Permanece contra as manifestações (classificadas de caos, vandalismo, arruaças, anarquismo), sem entender a indignação e as reivindicações do povo nas ruas.

BRA_OPOVO propaganda política

A machete acima de um jornal de Fortaleza é puro besterol. Nas eleições de 2014, os eleitores desejam além de mais escolas, mais hospitais, mais casas populares. Consideram que esses serviços, e outros, são direitos que vêm sendo negados. Quem constrói um estádio de luxo, provou que existe dinheiro para oferecer obras com o mesmo padrão de qualidade para o povo em geral.

O candidato ideal já existe. O povo votará pela confiança. Pela garantia de que nada será roubado das pequenas conquistas sociais. Assim sendo, ninguém conseguirá, nestas eleições, vender um presidente como faz a publicidade comercial de um produto (Omo lava mais branco) ou serviço (Itaú, o banco feito para você).

 

A leitura dos protestos sociais foi realizada por Lula, em entrevista hoje ao Página 12, da Argentina, e pelo FMI.

 

Exigencia de mejores servicios

El Banco Mundial evalúa que las masivas protestas callejeras tienen su origen en los logros sociales y económicos de la última década y, por lo tanto, en la exigencia de más servicios y transparencia

 

 

Por Hasan Tuluy *

En los últimos meses han sido noticia las masivas protestas callejeras en algunos países de América latina. En junio, Brasil fue objeto de la manifestación pública más grande en más de veinte años. Un mes después, Perú fue testigo de la más grande en una década. Mientras tanto, en Chile las protestas estudiantiles de los últimos años han evolucionado hasta abarcar cuestiones que van mucho más allá de la educación. Estas protestas son de interés periodístico debido a su magnitud. Pero son aún más notables si se tiene en cuenta el hecho de que tuvieron lugar en tres de los países más exitosos económicamente de América latina.

Brasil es la economía más grande de América latina y la sexta más grande del mundo. Chile, considerado desde hace años como una de las economías emergentes mejor administradas, recientemente se transformó en un país de ingreso alto. Perú, a pesar de la incertidumbre mundial, logró un crecimiento económico espectacular en los últimos cuatro años. Entonces, ¿por qué la gente protesta en lugar de celebrar? Para empezar, estas protestas no deben equipararse con las de otras latitudes. No representan un levantamiento popular en contra de líderes autocráticos. En todo caso, como dijo la presidenta de Brasil, Dilma Rousseff, “el tamaño de [las] protestas es una muestra de la fortaleza de nuestra democracia”.

Esta vigorosa tradición democrática probablemente contribuya a hacer más sostenibles los logros sociales y económicos de la última década. A medida que la ciudadanía comienza a exigir mejores servicios y transparencia, los mecanismos de rendición de cuentas comienzan a aparecer. Los manifestantes no salen a la calle por reclamos exorbitantes. El hecho es que en los últimos meses han estado pagando más por servicios que no mejoran. En Brasil, por ejemplo, el precio de los servicios personales y los alimentos básicos comenzó a subir aceleradamente hace un año, duplicando la inflación promedio. En Chile, mientras tanto, el precio de la educación, los servicios personales y los alimentos y bebidas subió hasta tres veces más que la inflación promedio.

En la segunda mitad del siglo XX, las clases medias latinoamericanas eran pequeñas, menos del 20 por ciento de la población; tenían un escaso compromiso con el Estado. No se les pedía que pagaran mucho en impuestos y tampoco esperaban recibir mucho en términos de servicios públicos. Más bien los evitaban y preferían pagar por una educación, salud, seguridad e incluso electricidad privadas. Hoy, quienes forman parte de una clase media más numerosa, se dan cuenta de que hay un límite a la abstención. Existen bienes públicos de los que todos dependen, como vialidad, transporte público, calidad de la educación y atención a la salud, aire limpio y seguridad ciudadana, entre muchos otros.

Entre 2003 y 2011, la clase media creció un 50 por ciento. Por primera vez en la historia, hay más latinoamericanos de clase media que viviendo en la pobreza. Aun así, empero, para llegar a una sociedad de clase media, uno de los prerrequisitos es una mejora en la calidad y cobertura de los servicios públicos esenciales. Sólo entonces podrá fortalecerse el contrato social, quebrando el círculo vicioso de impuestos bajos y baja calidad de la educación, seguridad y salud pública.

Esto no quiere decir que las protestas evidencien el fracaso gubernamental. La reducción de la pobreza en los últimos años ocurrió bajo un contexto de estabilidad macroeconómica, lograda gracias a reformas fundamentales y en función de políticas sociales mejor orientadas que ayudaron más a los que menos tenían.

Las protestas sirven como recordatorio de que las sociedades latinoamericanas cambiaron de manera dramática en los últimos años. La transformación de hecho ocurrió tan rápido que para los gobiernos ha sido difícil seguirles el paso y mejorar los servicios de forma de satisfacer la demanda. Y si bien invertir en mejorar los servicios públicos representa una propuesta a largo plazo que puede no servir objetivos políticos de corto plazo, las protestas nos ayudan a entender que para el Estado no invertir es una muy mala apuesta.

En el mundo interconectado de hoy es probable que las expectativas de los latinoamericanos sigan aumentando. Los gobiernos a nivel nacional, estatal y local deberán volverse cada vez más eficientes para satisfacer las exigencias de la gente. Más que el precio inevitable del éxito, las recientes protestas representan el precio de una agenda exitosa, y todavía incompleta

* El autor es el vicepresidente del Banco Mundial para América latina y el Caribe.

 

 

A inveja e o premiado jornalista André Beltrão

André Beltrão
André Beltrão
Na inveja que permeia a vida dos incapacitados para o trabalho.
Depois de ganhar o prêmio de melhor Repórter Esportivo do Ceará, fui demitido sem justa causa. Nesta mesma semana, fiz uma matéria com o goleiro Birigui dos juniores do Ferroviário Atlético Clube que ganhou o prêmio de melhor matéria em todos os segmentos do estado Ceará. Essa matéria saiu no Globo Esporte local, e iria passar na edição nacional do Globo Esporte. Um mau caráter chamado Paulo César Norões, que só tem o segundo grau, e trabalhava como repórter porque o pai era diretor da Verdes Mares, resolveu pegar a minha matéria, regravar o meu texto, fazer a passagem e a entrevista com Birigui, e mandar a mesma para o Globo Esporte nacional, com a concordância do pai e do editor do programa. A matéria saiu no Globo Esporte nacional. Reclamei em vão. Uma semana depois fui demitido. Eu ganhava, na época, cinco mil reais por mês, e fui trabalhar na Tv Cidade Sbt, em Fortaleza, por 600 reais.
Na Globo, recebia mais de 300 cartas de telespectadores. Ele recebia umas 10 cartas. A maioria desses imbecis foram demitidos tempos depois, por roubarem à Verdes Mares.
Segui a minha carreira! Esta é uma pequena história sobre a inveja. Um dia,  faço um filme sobre a inveja.
Esse canalha me prejudicou em todos os sentidos, mas ele, e mais ninguém, conseguem tirar a minha dignidade. Sempre fui um Jornalista honesto e competente. Perguntem há quem trabalhou comigo. Confirmem esta história no Ceará. Quem tiver hombridade vai confirmar.
redação liberdade jornalista
Nota do redator do blogue: publico o testemunhal de André Beltrão por vários motivos. Primeiro para enaltecer seu idealismo e amor à profissão. Idem para afirmar que o Brasil precisa de uma política de direitos autorais que proteja os jornalistas e não os empresários. E mais: as redações são gaiolas de ouro, e os jornalistas trabalham como prisioneiros, que a profissão está demasiadamente hierarquizada por feitores que promovem assédio moral, assédio sexual, stalking e censura.
O paradoxal da história da Imprensa: o ditador Getúlio Vargas, no Estado Novo, regularizou o trabalho do jornalista. Trinta anos depois, o triunvirato da ditadura militar de 64 regularizou a profissão. 
Sabe o ditador que o dono do jornal não tem a ousadia de ser oposicionista.  
Vários nomes da imprensa (PJ) contratam uma equipe de terceirizados, preferencialmente estudantes e velhos jornalistas da lista negra, que escrevem as matérias que o figurão assina.
Acontece o mesmo com renomados marqueteiros (marreteiros), na maioria ex-contatos de agências de publicidade, analfabetos em ciências política e comunicação social. No caso do Mensalão: foram punidos Marcos Valério, um vendedor, e seu sócio diretor de arte. Um profissional de criação não tem tempo para se envolver em negociatas, e nada conhece dos feudos  da corrupção, desde que passa as 24 horas do dia preocupado em encontrar e planejar a estratégia de campanhas de publicidade e/ou propaganda, em idealizar os melhores filmetes, spots e jingles, em escrever o texto preciso , em selecionar a foto ícone, em resumir a mensagem em um slogan e em um símbolo. Coisa que os Marcos Valério não sabem fazer.

Confusão: a mala dos tucanos e o revólver do Lavareda

por Anna Ramalho

Bala por nota

Na última terça-feira, o cientista político Antonio Lavareda, tucano de alta plumagem, foi detido pela Polícia Federal no aeroporto de Recife, quando tentava embarcar uma mala com três balas de revólver 38 dentro.

Levado para uma delegacia da Polícia Civil, Lavareda esclareceu tudo, mostrou documento provando que tinha porte de arma e  ainda sugeriu que as balas devem ter ficado caídas na mala quando levou, algumas semanas atrás, o revólver carregado dentro dela. O engraçado foi o “telefone sem fio” que começou a tocar, até que Lavareda fosse liberado.

Diversos políticos receberam ligações de gente da oposição afirmando que Lavareda havia sido preso com uma mala de dinheiro. Já tinha até quem comparasse o fato com o momento crítico por que o DEM está passando. “Era tudo que a oposição não precisaria. Seria uma bala de prata. Depois dessa história terrível do Demóstenes, ter que lidar agora com uma coisa dessas… Deus me livre!”, comentou um dirigente do PSDB.

(Transcrito do Jornal do Brasil)

Nota do editor do blogue: Por publicar esta notícia, Ricardo Antunes foi preso pela polícia do governador Eduardo Campos.
Passou mais de seis meses na cadeia. Coisa que só acontece em uma ditadura militar.
Estou informado que ele vem sofrendo stalking policial.
Isso não pode acontecer em uma democracia.
Foi para defender a Liberdade de Imprensa que fui anticandidato a presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Pernambuco.
E como protesto, indiquei o nome de Ricardo Antunes para vice-presidente. Nesta decisão: o aviso de que os jornalistas não aceitam mais prisões, nem stalking policial, nem censura judicial.
Com tristeza e desencanto, nos últimos protestos de ruas, o Recife viu jornalistas espancados e presos.
2 – Nunca fui amigo de Ricardo Antunes. Antes da campanha sindical, este mês, vi Ricardo umas duas ou três vezes pelas redações que trabalhei. Talvez uma vez, cada dez anos.
3 – Tive a máxima honra de conhecer o pai de Eduardo Campos, desde minha juventude. E o tio dele, que foi meu companheiro de boemia literária. Não vou citar os nomes por conta da minha eterna admiração, e o mais profundo respeito.
4 – Também conheço Eduardo Campos, apresentado pelos primos como Dudu, na adolescência. E com ele devo ter participado de uma ou duas reuniões secretas da campanha de Miguel Arraes para governador. Reuniões que desisti de ir, depois de uma conversa com meu amigo Antonio Farias, cuja campanha de senador coordenei. Provocado, contarei os motivos.
5 – Não tenho nada pessoal contra Eduardo Campos. Inclusive votei nele para governador.
6 – Não tenho nada pessoal contra Antonio Lavareda. Fui professor de Lavareda durante dois anos, na Universidade Católica de Pernambuco.
7 – Minha bandeira é a Liberdade de Imprensa. Uma Liberdade que pertence aos jornalistas. Quem faz o jornal (devia ser o óbvio) é o jornalista, e não o patronato. Mas a liberdade, hoje, é exclusiva, uma propriedade do patrão.