Enquanto Pernambuco lida com a pobreza, o governador Eduardo Campos gastou cem milhões com propaganda este ano

100milhoes

Dinheiro gasto com publicidade, propaganda, relações… públicas, marketing, embelezamento e purificação da imagem é como pé de cobra e enterro de milhares de indigentes, ninguém vê.

Publica o portal Poços 10: O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), no início deste ano aprovou uma licitação de R$ 100 milhões em propaganda. O valor deve ser aplicado neste 2014, e será o maior já gasto para divulgar os feitos de sua gestão desde que tomou posse, em 2007.

Até 2012, o governador de Pernambuco gastava R$ 55 milhões anuais com propaganda. No ano passado, reajustou o valor em 25%. O aumento em 2014 foi de 42,9%.

Metade dessa verba é dedicada à publicidade institucional do governo. Nos últimos cinco anos, a tarefa foi destinada à agência Link Bagg do publicitário Edson Barbosa, marqueteiro de Campos.

Ao mesmo tempo em que atendia o Estado, sendo remunerado com recursos públicos, ele coordenou as campanhas eleitorais do governador e do prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB).

PERNAMBUCO LIDERA RANKING DE CIDADES POBRES 

Recife escondido

(247) Pernambuco é o Estado com o maior número de cidades dentro da lista do g100, na qual estão contemplados os 100 municípios com mais de 80 mil habitantes e as menores rendas per capita do Brasil. Elaborada pela Frente Nacional dos Prefeitos (FNP).

Em Pernambuco, as cidades incluídas foram São Lourenço da Mata (10º), Abreu e Lima (14º), Paulista (16º), Olinda (24º), Jaboatão dos Guararapes (39º), Igarassu (62º) e Camaragibe (73º), na Região Metropolitana; Santa Cruz do Capibaribe (18º), Vitória de Santo Antão (20º), na Zona da Mata, Caruaru (63º) e Garanhuns (57º), no Agreste, e Petrolina (87º), no Sertão.

Na mata de São Lourenço, Eduardo Campos construiu o estário (arena) da Copa 2014, por um preço não declarado que, oficialmente, passa dos 600 milhões, mas foi muito mais… muito mais…

Esses municípios são tornam mais dependentes do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), cuja arrecadação tributária, que vem principalmente do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto de Renda (IR).

Um levantamento revela que, nos municípios pernambucanos presentes na lista, ocorrem uma média de 37,8 homicídios para cada 100 mil habitantes, índice três vezes maior do que o considerado “epidêmico” para a Organização Mundial de Saúde (OMS). De acordo com o órgão, um município vive uma epidemia de homicídios quando ultrapassa uma taxa de 10 assassinatos para cada 100 mil habitantes.

Nas localidades do ranking, a porcentagem da população num estado de extrema pobreza, dos enterros de indigentes, chega a ser o dobro em comparação com os municípios cuja população é superior a 80 mil habitantes e que não se encontram na listagem. Além disso, a arrecadação de impostos das cidades do g100 representa apenas 27,4% do que as de mesmo porte em termos de população recolhem.

Memes da página Fui Bloqueado por Dudu:

 

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UMA CAMPANHA POLÍTICA SINGULAR (COM DESEJO DE MUDANÇA)

por Tereza Cruvinel/
Correio Braziliense
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Márcia Cavallari, presidente do Ibope Inteligência, é uma das maiores conhecedoras da alma do eleitorado brasileiro. Em entrevista ao portal El País Brasil, ela resume a sorte de Dilma, ao dizer que “há um desejo de mudança, mas o problema é que, por enquanto, as pessoas não estão vendo na oposição quem possa representar essa mudança. Nas pesquisas que a gente fez, não vemos os candidatos da oposição se apropriando desse sentimento. Dilma ainda tem uma grande vantagem”.
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[“Há um desejo de mudança”. Leitura: Há um desejo do eleitorado de mudar, de não reeleger Dilma.
“As pessoas não estão vendo na oposição quem possa representar essa mudança”. Não estão vendo mesmo não. Eduardo Campo foi ex-ministro de Lula. É apoiado por outros ex-ministros, inclusive Marina Silva. E o povo, nas urnas, derrotou toda elite tucana para presidente depois do governo de Fernando Henrique.
“Não vemos candidatos da oposição se apropriando desse sentimento”. Qual sentimento? Mudar por mudar? Mudar o quê? Diz Eduardo Campos: o jeito de fazer política. Isso não quer dizer nada.   Reclama Aécio: tem faltado “generosidade” ao PT para reconhecer que os avanços sociais dos governos Lula e Dilma se apoiam em contribuições de administrações anteriores.
Dilma, Aécio e Campos não possuem carisma, e são pessimamente assessorados, pela crença de que propaganda política é marketing]
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Afora o baixo conhecimento que o eleitorado tem dos candidatos Aécio Neves e Eduardo Campos, ela aponta a desconcentração eleitoral decorrente da realização da Copa do Mundo aqui. “Vão chegar as delegações, vai estar aquela convivência com outras pessoas e tal, então as pessoas só estarão focadas nas questões eleitorais depois que acabar a Copa, a partir de 13 de julho.
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[Feio dizer que um ex-presidente do Congresso e ex-governador de Minas Gerais não é conhecido. Vale para o ex-ministro e governador de Pernambuco. Quer dizer: Não realizaram nada que seja lembrado.
Desconhecido era Fernando Collor, ex-prefeito de Maceió e governador das Alagoas.
“Vão chegar as delegações, vai estar aquela convivência com outras pessoas e tal”. Esse randevu não existirá. O povão vai assistir a Copa pela TV. E como aconteceu na Copa das Confederações, a polícia estará na rua para evitar qualquer contato fora do campo. Dentro dos estádios, todo mundo sentado. E na horizontal, nos motéis e hotéis, que toda Copa concentra milhares de prostitutas.
“As pessoas só estarão focadas nas questões eleitorais depois que acabar a Copa”. Não é verdade. Desde junho que o povo está nas ruas. E política se faz todos os dias profanos e santos. Basta a leitura das capas dos jornais, ou ficar enquadrado no jornal dito nacional da TV Globo. Ou o exemplo deste artigo que começa com a propaganda “há um desejo de mudança”]
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A campanha pegará o fim de julho, agosto e setembro. Vai ser uma campanha muito curta, o que dificulta as ações. A partir do horário eleitoral gratuito na televisão, que começa em 19 de agosto, é que todos os candidatos passarão a ser conhecidos de uma forma mais homogênea pela população.”
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[A campanha permitida por lei é curta, por que assim desejam os grandes partidos, e os mercadores de legendas, que vendem o tempo de propaganda paga pelo povo na tv e rádio. Os pequenos partidos ficam sem espaço para eleger uma zebra no primeiro turno]
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Hoje, diz ela, não dá para dizer com certeza que influência terá a Copa: “Vai depender muito do que acontecer. Quero dizer: a gente vai passar vergonha? Tudo vai ser entregue? Vai estar tudo remendado? Não vai? Isso é algo que a gente vê. A população, a opinião pública, não quer passar vergonha com a Copa. E aí tem as manifestações, que a gente também não sabe se vão voltar.”
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[Certamente “vai depender muito do que acontecer”. As perguntas são obscuras ou abrangentes (parece mais palavreado de cartomante, de horóscopo: “A gente vai passar vergonha?” De quê? De não ser campeão? Pela continuação dos protestos? Por faltar transporte? Faltar luz?]
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“Vai estar tudo remendado”.
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[improvisado?
As manifestações são as mesmas de junho. Gastar com a Copa e não se fazer nada que preste para o povo.
Quem tiver a resposta certa para o povo deu um passo para a vitória. Que uma eleição não é um samba de uma nota só.]

“Es imposible inventar una fuerza peor que el nacionalismo chovinista de las grandes potencias”

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“Amigos todos, soy del Sur, vengo del Sur”, se presentó con simpleza el martes el presidente uruguayo José Mujica, sorprendiendo a la Asamblea General de la ONU con un discurso en el que destrozó al capitalismo salvaje y la situación mundial actual.

Como si estuviese cantando “Cambalache”, el célebre tango del poeta Enrique Santos Discépolo que pinta un mundo en decadencia, Mujica entregó a los líderes mundiales reunidos en Nueva York una visión oscura de los tiempos que corren.

“Hemos sacrificado los viejos dioses inmateriales y ocupamos el templo con el dios mercado. Él nos organiza la economía, la política, los hábitos, la vida y hasta nos financia en cuotas y tarjetas la apariencia de felicidad”, afirmó.

“Parecería que hemos nacido solo para consumir y consumir”, martilló, señalando que si la humanidad aspirase a “vivir como un norteamericano medio” serían necesarios “tres planetas”.

“El hombrecito promedio de nuestras grandes ciudades deambula entre las financieras y el tedio rutinario de las oficinas, a veces atemperadas con aire acondicionado. Siempre sueña con las vacaciones y la libertad, siempre sueña con concluir las cuentas. Hasta que un día el corazón se para y adiós, dijo.

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Comentó que “hay márketing para todo: para los cementerios, el servicio fúnebre, para padres, abuelos y tíos, pasando por la secretaria, los autos y las vacaciones”. “Todo es negocio. Las campañas de márketing caen deliberadamente sobre los niños y sus psicologías e influyen sobre sus mayores”, lamentó.

Opinó José Mujica que “es tiempo de empezar a batallar para preparar un mundo sin fronteras” y para el establecimiento de “reglas globales”. “Ni los estados nacionales grandes ni las transnacionales, y mucho menos el sistema financiero, deberían gobernar el mundo. Sí la alta política entrelazada con la sabiduría científica. Esa ciencia que no apetece el lucro pero que mira el porvenir y nos dice cosas”, afirmó. “Nuestra época es revolucionaria como nunca ha conocido la historia de la humanidad, pero no tiene conducción consciente”, continuó.

Lamentó que “se bloquee en los hechos a la ONU, que fue creada como un sueño de paz para la humanidad”, y opinó que ese organismo “languidece, se burocratiza por falta de poder, de autonomía y de reconocimiento”. “Es imposible inventar una fuerza peor que el nacionalismo chovinista de las grandes potencias”, remarcó. Culminó su discurso defendiendo la importancia de la vida. “La especie es nuestro nosotros”, concluyó.

 

O povo nas ruas dispensa marqueteiro

Lenin diferenciava propagandista de agitador.

O termo propagandista foi usada até o fim do nazismo.

Nos Estados Unidos foi substituído por relações públicas.

O Brasil adotou o palavrão marqueteiro. Ou marreteiro. Porque profissionais proprietários da área de contato das agências de publicidade comercial. Vendem mais a própria imagem. Esquecem o santo ou a santa cuja imagem é pago para carregar.

Com os poderes da bilocação realizam ao mesmo tempo várias campanhas em vários Estados, inclusive de candidatos de partidos diferentes. De esquerda ou direita, tanto faz – o que importa é o dinheiro.

Lenin comparava o propagandista a um apóstolo; Goebbels, a um apaixonado, um amante.

Para Lenin, o propagandista possuía várias idéias; e o agitador apenas uma, para persuadir o povo.

É o caso dos marreteiros brasileiros. Pela falta de Cultura. Das chamadas ciências encruzilhadas da Propaganda: Ciência Política, História Geral (inclusive a história da Propaganda), Psicologia Social, Comportamento (como ciência na proposta de Skinner) etc.

No Brasil, a melhor campanha é a mais cara. E o marqueteiro sempre se baseia em pesquisas manjadas de opinião pública.

Desconheço o pai-de-santo de Dilma. Estranho ele abrir a estratégia. Leia Luiz Tito:

 

O marqueteiro João Santana, hoje festejado como o 40º ministro do governo Dilma Rousseff, está tranquilo quanto aos resultados das manifestações das ruas, acontecidas no último mês na grande maioria das maiores cidades brasileiras. Ele foi categórico em dizer, em relatório de avaliação do momento político formalizado e entregue ao ministério de Dilma, que ao se constatar que tais protestos foram difusos e sem especial liderança, o prestígio da presidente Dilma não fora afetado sem possibilidade de recuperação. Previu ainda que a reconstrução de sua popularidade é uma obra para ser concluída nos próximos quatro meses.

Pelo grau de incômodo que as pesquisas divulgadas na semana passada pelo Instituto Datafolha geraram, ao denunciar o estrago nos índices de popularidade da chefe do governo, o grupo da presidente não parece acreditar tanto no diagnóstico do marqueteiro.

Certo ou não, não se pode negar que João Santana, substituindo os ministros e assessores mais próximos de Dilma, conseguiu, com a ideia do plebiscito, deslocar para outro patamar as atenções, devolvendo à presidente seu caráter de empreendedora. O governo, que estava sem para onde correr, ainda que desastradamente, assumiu uma postura propositiva. O plebiscito, como anunciado, é uma aberração jurídica, um desvirtuamento político só possível diante de um Congresso desfigurado, apequenado e desmoralizado como o que temos. Mas está na ordem do dia.

PELO ENGODO…

Mais uma vez, de tantas, vemos que as decisões políticas no país são o resultado da equação que serve à eleição e à conservação do mando, o que seria até natural se não fossem tais conquistas alcançadas pelo engodo, pela mentira e pela fraude das realidades que as propagandas oficiais se incumbem de promover.

No último sábado, reunidos no Palácio da Alvorada, Dilma bateu na mesa para dizer que quer ver as próximas eleições se realizarem sob as formulações produzidas pelo seu plebiscito, ainda que até o momento não se tenham esclarecidas as questões que serão avaliadas pela sociedade, seu formato de consulta, a extensão das mudanças e o início de sua vigência.

As manifestações de rua não tinham foco em mudanças plebiscitárias; pediram, primeiro, a revogação do reajuste do preço das passagens e conseguiram. Depois bateu nos gastos comprometidos com a Copa, confrontando-os com a vergonhosa situação da saúde em todo país, da educação, da segurança e da mobilidade urbana, que muitos governos resumiram a ações de maquiagem das vias públicas das cidades. Dilma já mandou liberar recursos para tais demandas. A corrupção virou crime hediondo, o que não basta se não tivermos revistos nossos códigos e o aparelho Judiciário.

Estamos no caminho, mas é preciso mudar, com profundidade. Para termos nova agenda, o governo tem que cortar na carne os privilégios, cessar com a viligiatura a bordo dos jatos da FAB, cortar os orçamentos do Congresso, das assembleias legislativas e das câmaras municipais, em todo país. Acabar com as contratações desnecessárias, com o festival de cargos de confiança e levantar a bandeira de combate à corrupção. Com atos e não com discursos feitos por marqueteiros, com promessas do que não vai cumprir. Por isso, vale manter acesa a vigilância das ruas.(Transcrito de O Tempo /Tribuna da Imprensa)

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Nota do redator do blogue: Plebiscito e referendo são conquistas democráticas de países que não temem a voz do povo.

As multidões nas ruas, reivindicando leis e condenando outras, provam que o povo antecipou ora o plebiscito, ora o referendo.

Falta o diálogo do executivo, do legislativo e do judiciário com o povo. A Justiça anda desaparecida em um oportuno recesso. Caberia, quem perde popularidade, explicar as responsabilidades dos poderes da República. Principalmente Dilma, que está sendo um bode expiatório. Por burrice do marqueteiro e dos conselheiros políticos.

Bancos, un negocio chino

Que os bancos estrangeiros oferecem? E os bancos nacionais, inclusive os de propriedade do povo: Caixa Econômica, Banco do Brasil, Banco Central, Banco do Desenvolvimento, Banco do Nordeste e outros de nomes escondidos?

 

 

Nenhum pirulito. Para o povo, pelo povo: neca de pitibiriba.

Buenos Aires/ Página 12. La filial local del Standard Bank, cuya mayoría accionaria fue adquirida en agosto de 2011 por el Industrial and Commercial Bank of China, concluyó ayer con el cambio de nombre la entidad. De aquí en más se denominará ICBC Argentina. La empresa que opera en el país era antes propiedad en su totalidad de la firma sudafricana Standard Group, que ahora se desprende del 80 por ciento de las acciones. La nueva empresa debutó con una agresiva política de promoción: regalará a todos los niños nacidos ayer un plazo fijo de mil pesos a un año. Desde la compañía calcularon que se trataría de 2300 bebés, lo que podría exigir una erogación inicial de hasta 2.300.000 pesos. “La forma de acceder es que el padre o la madre se presenten en la sucursal más cercana, o a través de Oca, con la partida de nacimiento”, indicaron desde la empresa, que cuenta con 103 sucursales en todo el país, oficinas, cajeros automáticos y terminales de autoservicio. El banco fue potenciado en febrero con cien millones de dólares por los capitales chinos.

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A farra do governo da Bahia na Suiça

A cara do Brasil

por Moacir Japiassu

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Foi publicado no Facebook:

Myrna Mello, brasileira que vive na Suiça:

Atenção contribuinte brasileiro!

Fui hoje visitar a Feira do Chocolate em Zurique (…) Para minha surpresa, o maior stand e o carro-chefe da exposicão era representado pelo governo baiano.

Cheguei às 10:00 (hora de abertura) e o stand do Brasil estava praticamente vazio (…). Os representantes só chegaram por volta das 12.00.

Perguntei qual seria o objetivo maior da participacão do Brasil e a resposta que obtive seria para divulgar a copa. Me confirmaram que o stand do Brasil foi o mais caro (situa-se na abertura da exposicão) e as atendentes brasileiras não falavam os idiomas necessários para a comunicacão (sendo traduzidas por outros colegas).

Como brasileira e residente aqui há 6 anos, e conhecedora da cultura local, acredito que a melhor forma de utilizar o recurso empregado, o dinheiro do contribuinte, e consequentemente divulgar a copa seria talvez enviar uma equipe para aprender com os suiços como operar melhor no fluxo dos aeroportos, como realizar a logística durante o evento, aprender a forma como lidam com o fluxo de pessoas em grandes eventos, que procedimentos devem ser seguidos, etc.

Isto teria um efeito muito mais positivo!

Vir à Suiça, montar o stand mais caro de todos, fazer demonstracōes de capoeira, mostrando o que o estrangeiro já sabe sobre o Brasil não trará mais turistas. O turista quer saber o que estamos fazendo com nossa infraestrutura, se estamos com maior segurança, com melhores estradas, vias de acesso, etc.

Ou seja, creio que bater na velha tecla da terra que tudo dá, que tem samba, capoeira e futebol, não é suficiente.

E o pior: cada vez mais imprime o rótulo do país que samba, joga e dança mas não passa disto…

Copa a pé

Deu na coluna Política & Economia NA REAL, assinada pelos considerados Francisco Petros e José Marcio Mendonça:

“Os projetos de mobilidade urbana para a Copa do Mundo caíram na real (sem trocadilhos). As obras estão indo, sem grande eficiência em termos de calendário de execução. Todavia, estão tropeçando em algo inicialmente nada esperado : não há como encomendar ônibus a tempo para acrescer as frotas urbanas de novas unidades para os torcedores e turistas. A indústria não tem como entregar as encomendas.”

O “filho” pródigo de Lula ganhou Dilma como madrasta

 

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A gestão da presidente Dilma Rousseff derrubou repasses federais para financiar projetos apresentados por Pernambuco, do governador Eduardo Campos (PSB), potencial adversário da petista na eleição presidencial de 2014. Dilma alterou, assim, a trajetória de transferência desse tipo de recurso, iniciada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo dados do Tesouro Nacional, em 2012, o valor repassado voluntariamente pelo governo federal chegou a patamar menor que o de 2006, último ano de gestão do então governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB), que fazia oposição ao governo do PT. As transferências voluntárias são aquelas em que não há obrigatoriedade prevista em lei, como nos repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE) ou do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Compreendem recursos obtidos por meio de convênios ou acordos, mediante solicitação dos Estados. Também não incluem investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), cujos projetos são definidos pelo governo federal.

Campos tem dado sinais de que pode ser candidato em 2014. Aumentou as críticas à política econômica de Dilma, num aceno ao empresariado, que está insatisfeito com as taxas de crescimento do PIB. Passou também a fazer reuniões políticas com maior frequência, inclusive com integrantes da oposição – embora aja como candidato, ainda analisará o cenário de 2014 para ponderar a conveniência de se lançar ou de negociar com o PT a retirada da candidatura.

De acordo com os dados do Tesouro, o governo federal aumentou o porcentual de verbas distribuídas ao governo pernambucano quando Lula e Campos estavam no poder. Em 2007, primeiro ano do mandato de Campos, a participação de Pernambuco no total das transferências voluntárias era de 5%. Em 2010, último ano de gestão Lula, alcançou 14,6%, a maior fatia de tudo o que foi repassado aos Estados no ano.

No mesmo período, caiu a participação de São Paulo, administrado pelo PSDB, maior partido de oposição. Em 2007, o Estado recebia 9,62% do total de transferências voluntárias do governo federal. Três anos depois, o porcentual caiu para 6,27%. Enquanto isso, os valores totais repassados pela União cresceram: de R$ 4,4 bilhões para R$ 6,8 bilhões.

Em 2010, Campos chegou a receber R$ 994 milhões dessas transferências voluntárias. O governador disputava a reeleição com o apoio do PT – e Lula usava Pernambuco como vitrine de projetos federais em infraestrutura e combate à pobreza para promover a candidatura de Dilma.

Os números do Tesouro mostram que a trajetória de crescimento dos repasses para Pernambuco foi interrompida por Dilma. Em 2011, as transferências caíram para R$ 318 milhões. O valor, no entanto, ainda era maior que o verificado em 2007, 2008 e 2009. Mas em 2012 os repasses diminuíram mais uma vez e chegaram a R$ 219 milhões, o menor desde 2006, ano em que o governador era Vasconcelos. As transferências voltaram a 4,88% do total enviado para os Estados, o mais baixo porcentual do governo Campos.

Em 2012, o PT e o PSB de Campos saíram rachados na eleição para a Prefeitura do Recife. Venceu o candidato do governador, Geraldo Julio. A partir daí, a relação com o PT começou a azedar.

Na semana passada, Lula chegou a criticar a postura de Campos, que integra a base governista, mas ensaia um discurso oposicionista. “Se alguém quiser romper conosco, que rompa. Não podemos impedir as pessoas de fazerem o que é de interesse dos partidos políticos”, disse. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

De olho em 2014, Eduardo Campos reforça cuidado com imagem

Folha Online

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), diz estar com a cabeça em 2013 e afirma que as eleições presidenciais serão discutidas só em 2014. Mas sua agenda e sua estratégia de comunicação já o indicam como candidato ao Planalto.

Além de ter subido o tom em críticas recentes ao governo federal, Campos anda com a agenda repleta de encontros com empresários, políticos diversos e jornalistas e até lançou um perfil “nacional” no Instagram –rede social de compartilhamento de fotos.

Seu perfil, administrado por assessores, adotou o BR no nome, em vez do estadual PE: eduardocamposbr.

Até ontem pela manhã, 651 seguidores visualizavam 79 imagens do governador em momentos de trabalho e de descontração com a família.

Campos ainda mantém intactos dois hábitos: sempre olhar para as câmeras das TVs durante as entrevistas e sempre andar acompanhado de cinegrafista e fotógrafo.

MÍDIA

O grupo de comunicação do governo tem 41 funcionários. A equipe distribui textos à imprensa com destaque a declarações do governador e transmite ao vivo pelo site eventos oficiais.

Essa estrutura, segundo o governo, é a mesma desde 2007, quando Campos assumiu o primeiro mandato.

O governador e presidente nacional do PSB também tem cuidado da sua imagem. Nos eventos públicos, por exemplo, adota estratégia semelhante à do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Seu fotógrafo oficial sempre distribui cartões aos fãs que posam para fotos com o governador e depois querem uma cópia de recordação.

Esses eventos, antes acompanhados só pela imprensa local, agora contam com jornalistas de outros Estados, que passaram a ver Campos criticar o governo federal.

Entre os alvos estiveram o financiamento da saúde, o deficit habitacional, as desigualdades regionais e o desempenho da economia.

O governador ainda diz combater o que chama de velha política, numa crítica ao embate de PT e PSDB.

“Ele entrou [na mídia nacional] como o governador bem avaliado e com essa proposta do novo pacto federativo”, afirma Adriano Oliveira, cientista político e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

DEFINIÇÃO

Oliveira diz que o momento para Campos anunciar a candidatura está nas mãos da presidente Dilma Rousseff.

Caso ela dê um ultimato, Campos terá de informar sua decisão e antecipar o “fuso horário” do PSB, aliado do Planalto à frente de dois ministérios (Integração Nacional e Secretaria de Portos).

Segundo a legislação eleitoral, ele tem até o fim de março de 2014 para deixar o cargo e disputar a eleição.

Pesquisas de popularidade também podem acelerar o relógio socialista, caso apontem que Campos já está sendo reconhecido pelo país.

“Para não perder a identidade e o eleitorado não o ver como oportunista, traidor ou do mesmo campo do PT, ele vai ter de se posicionar”, diz o professor da UFPE.

Ex-rival e atual aliado, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) afirma que o próprio PT estimula Campos.

“As declarações de Lula [ao lançar Dilma à reeleição] aumentaram a disposição dele de disputar a eleição. Acho que fizeram uma tentativa de acuá-lo, de intimidá-lo, e aí a coisa foi pior, o estimulou”.

O sumidouro dos petrodólares
O sumidouro dos petrodólares

“Campos chegou a receber R$ 994 milhões dessas transferências voluntárias”

[Isso não é nada. Quantos bilhões receberam os bancos de Sílvio Santos e Ermírio de Morais?

Com a divisão dos royalties do petróleo para todo o Brasil, quanto receberá Pernambuco?

Os marqueteiros de Eduardo Campos erraram feio. Marqueteiro sempre quer mais dinheiro. O tempo que tem é para administrar o próprio dinheiro. E depois, e depois, em política, não existe marketing. Isso é coisa de publicidade comercial. Nenhum político é um produto ou serviço.

Acredito em propaganda política que visa propagar uma idéia. Qual o ideário político de Eduardo Campos, de Aécio Neves, de Marina Silva, que saiu do Partido Verde para criar uma Rede para se deitar?

Na propaganda existe a lei do inimigo único. Exemplo de uma campanha: os indefinidos “marajás” que elegeram Collor.

Ou a lei do exemplo. Que obra realizou Aécio Neves para mostrar ao povo brasileiro: “Fiz em Minas e vou fazer no Brasil”.

Existem outras leis. Que Eduardo Campos releia o livro que o avô traduziu. E que foi censurado pela ditadura militar. Um livro que fala da guerra de símbolos.

No mais, os jornalões – sem candidato que polarize com Dilma – jogam com o nome de Eduardo Campos que entrou, sem projeto, sem estratégia, e apressadamente, na campanha presidencial de 2014.