De que Kertész tem medo? A censura dos TREs

A equipe de campanha do candidato à prefeitura de Salvador Mário Kertész (PMDB) conseguiu na Justiça uma liminar que determina a retirada do ar de duas páginas nas redes sociais Facebook e Twitter, que trazem críticas consideradas ofensivas ao candidato e à Lei Eleitoral.

A Justiça Eleitoral do Estado deu parecer favorável ao peemedebista, e expediu uma liminar que ordena a retirada tanto da página no Twitter quanto a do Facebook, sob a pena de R$ 500 por dia em que a página se mantiver no ar.

A página no Facebook, intitulada “Mário Kertész nunca mais”, já não está mais no ar, segundo a defesa do candidato, que acredita que a ação não seja uma consequência da liminar expedida nesta terça-feira, e sim consequência de uma notificação administrativa feita ao Facebook. O perfil com críticas no Twitter ainda segue ativo, mas deve sair do ar nas próximas horas, segundo Déborah.

Segundo a assessoria de imprensa de Kertész, a ação não se trata de censura às críticas, e sim de uma busca de um debate de qualidade na capital baiana. Para a equipe do peemedebista, a atitude visa impedir que a campanha parta para ataques pessoais e que não trazem propostas concretas para o desenvolvimento da cidade.

Democracia é debate. Todo debate tem crítica. Denúncias. Se um lado mente, falseia, o eleitorado não é burro, sempre pune um injuriador, o caluniador. Kertész só tinha a ganhar.

Quem tem rabo preso sempre usa a censura. E o povo vota no escuro.

Campanha eleitoral não é elogio para um lado, elogio para o outro. A censura dos TREs provoca o desinteresse do povo pelas programas de propaganda no rádio e na tv, principalmente. Isso proporciona vantagem para os grandes partidos, para os candidatos ricos que podem investir no uso das mais diferentes mídias, para os governantes que disputam a reeleição, pelo uso dos meios de comunicação da prefeitura, inclusive as informações administrativas.