Marina Silva prefere a vida mansa de vice

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Com o jeitinho manso de madre superiora da Igreja Católica, apesar de evangélica da Assembléia de Deus, Marina Silva queria um partido exclusivo, mas não foi para a rua buscar as assinaturas suficientes. Ficou na espera. No balanço de uma rede de dormir.

O deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ), um dos articuladores da Rede Sustentabilidade,  afirmou em seu blog que a “autoilusão” e a “autocomplacência” fizeram com que Marina não conseguisse o número necessário de assinaturas válidas para obter o registro. Ele afirmou também que Marina é uma “líder extraordinária”, mas tem “limitações” e “não sabe reagir a críticas”.

Três partidos – PPS, PEN e PHS – convidaram Marina para se filiar como candidata a presidente, mas ela preferiu o PSB de Eduardo Campos, outro que “não sabe reagir a críticas”. É chamado pelos amigos e inimigos de “Imperador”. O jornalista Ricardo Antunes criticou o autoritarismo de Dudu, e terminou preso por seis meses, via um rocambolesco processo de ‘negociação’ de uma notícia por um milhão de dólares, coisa jamais vista na história da imprensa mundial.

Com sua entrada no PSB, Marina perdeu o cavalo selado que só passa uma vez. Não conhece o ditado pernambucano: quem não é Cavalcanti é cavalgado. Dudu acabou com este domínio e outros. O último governador da família Cavalcanti, Joaquim Francisco (1991-95), está na campanha de Eduardo.

Marina tem, na última pesquisa do Ipobe, realizada em setembro último, 16% das intenções de voto; e Eduardo, 4%. Se Marina projetava ser candidata a presidente, pode tirar o cavalinho da chuva. O Imperador vai fazer de Marina escada.

Marina precisa se contentar em ser vice. Parece que prefere. Não nasceu para comandar.

PDS de Agamenon e Eduardo Campos presidente

William
William

A campanha presidencial de Eduardo Campos começa por eliminar, em Pernambuco, as lideranças populares (os Antonios Joaquim de Medeiros, o “Chapéu de couro”, preso pela polícia de Arraes em 1964)  e estudantis (os Demócritos de Sousa Filho) de Dilma Rouseff.

E proteger os  aliados no primeiro e, com certeza, no segundo turno, que são Aécio Neves (PSDB + DEM + dissidência do PMDB) e Marina Silva.

Quero dizer que estarão juntos, seja no primeiro, seja no segundo turno: Eduardo Campos, a família Lira de Caruaru, a família Coelho de Petrolina, Sérgio Guerra, Jarbas Vasconcelos. Para esta aliança faltam os acordos com Armando Monteiro e Marco Maciel.

Uma campanha dos netos. O de Arraes (Eduardo Campos), o de Tancredo (Aécio Neves) e o de Agamenon Magalhães (Armando Monteiro).

Pernambuco continua um feudo político de Agamenon. Vejamos quais os governadores herdeiros do “China gordo“: Barbosa Lima Sobrinho (este sobrinho vem do governador Alexandre José Barbosa Lima, 1892-96); Etelvino Lins, que tentou uma aliança idêntica a de Eduardo Campos para disputar a presidência da República; Miguel Arraes de Alencar (protegido de Barbosa Lima); Paulo Guerra, Nilo Coelho, Moura Cavalcanti, Marco Maciel, Joaquim Francisco, todos da escola do PSD de Agamenon; e Roberto Magalhães (sobrinho de Agamenon).

Um feudo de barões ruralistas, delegados de polícia e de familiares.

Para não repetir o fracasso de Etelvino, de Agamenon (vetado pela poderosa filha de Getúlio, Alzira Vargas), de Arraes (uma história nebulosa, e baseada em uma profecia), Eduardo Campos precisa selar os pactos pernambucanos e nacionais.

Em Pernambuco, calar os gritadores de rua. Daí a repressão policial contra os estudantes.

Tem como trunfos de propaganda o julgamento do Mensalão e, na imprensa internacional, a força do nome do Partido Socialista Brasileiro (PSB), que preside.

Mensaleiros festejam o tiro no pé de Dilma

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Dilma não gostou nada deste julgamento adiado para os dias da campanha eleitoral.

Eleitoralmente favorece seus possíveis adversários: os presidenciáveis Aécio Neves, Eduardo Campos, Marina Silva, e alguns candidatos a governador, notadamente do PSDB, que pareciam derrotados nas pesquisas, como é o caso de Geraldo Alckmin em São Paulo.

Se o PT torceu pela liberdade dos mensaleiros, deu um tiro no pé. Ou melhor dito, no pé de Dilma.

Eike Batista cerca o mar do Rio + 20 + X. Inclusive a praia do Flamengo

O Ministério Público Federal acusa a MGX Serviços Náuticos, do empresário Eike Batista, de impedir, com portões e tapumes na administração da Marina da Glória, o acesso de pedestres e barcos a pontos da praia do Flamengo, no Rio.

Em ação civil pública proposta na semana passada, a procuradora Ana Padilha Oliveira afirma que a empresa instalou grades, portões e tapumes em três pontos impedindo a passagem de pedestres próximo à orla da baía de Guanabara e o uso de antigas rampas por embarcações.

Se a Justiça acatar o pedido do MPF e a empresa se recusar a tirar as barreiras, está sujeita a multa de R$ 1.000 por dia (Isso é lá dinheiro para o homem mais rico do Brasil? Quanto ele fatura por dia com Marina? Marina, morena /Me aborreci, me zanguei/ Já não posso falar/ E quando eu me zango, Marina/ Não sei perdoar).

Por meio de sua assessoria de imprensa, a MGX disse que desconhece o processo. Afirmou ainda que não impede o acesso da população ao local.

Oliveira alega que a praia é um espaço público cujo acesso não deve ser cerceado. Aponta ainda que o tombamento do parque do Flamengo se estende até cem metros além da praia.

“O que o Ministério Público Federal pretende com essa ação é possibilitar ao público o acesso e o uso da praia, bem de uso comum do povo”, disse a procuradora.

O MPF aponta três pontos principais onde há barreiras à livre circulação. Entre eles está o portão da Marina da Glória e as cercas que a circundam. Aponta ainda como ilegais tapumes nas proximidades do Clube Náutico Santa Luzia e um portão instalado no muro do parque.

A MGX administra a marina desde 2009, quando assumiu o controle da MG Rio Gerenciamento e Locações, antiga detentora da concessão.

Pela legislação brasileira é proibido praia particular. Mas nada impede o avanço da ganância do rei do Rio. Que se apossou das praias do Norte Fluminense.