Paulo Câmara anuncia secretariado e investe no mito de Campos

Paulo Câmara anuncia os novos secretários estaduais com herdeiros políticos e representantes dos governos Marco Maciel, José Muniz Ramos, Roberto Magalhães, Carlos Wilson Campos, Joaquim Francisco Cavalcanti, Jarbas Vasconcelos,  José Mendonça, Eduardo Campos e João Lyra Neto.

Estranhamente não existe ninguém do governo de Miguel Arraes. Têm políticos que divergiram dele. Arraes foi governador em 1963-64, 87-90, 95-99. Talvez seja uma represália à Marília Arraes, que não aceitou a troca do mito Arraes por Eduardo Campos.

Marília Arraes se fortaleceu com a vitória de Dilma Rousseff em Pernambuco
Marília Arraes se fortaleceu com a vitória de Dilma Rousseff em Pernambuco

Paulo Câmara contemplou os partidos da Frente Popular e abriu espaço para parlamentares não reeleitos neste ano ao convocar deputados federais e estaduais para seu governo.
Paulo Câmara mudou a estrutura do governo, criando novas secretarias, como a de Justiça e Direitos Humanos, e fazendo a fusão de outras, como a de Turismo com Esportes e Lazer. O governador eleito também atendeu às demandas da sociedade civil organizada, mantendo a Secretaria da Mulher.

Confira a lista abaixo:

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+ Chefe da assessoria especial
José Cavalcanti Neto

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Chefe de gabinete de projetos estratégicos
Renato Thièbaut

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+ Chefe de gabinete de projetos do governador
Rui Bezerra Filho

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+ Chefe da Casa Militar
Coronel Pedro Mário Cavalcanti
+ Procuradoria geral do estado
Antônio César Reis

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+ Secretaria da Casa Civil
Antônio Figueira
Comandou a pasta da Saúde durante a gestão Eduardo Campos. Neste ano, deixou o governo para fazer parte da coordenação da campanha de Paulo Câmara ao governo do estado.

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+ Secretaria de Planejamento
Danilo Cabral
Eleito deputado federal, ele volta ao governo do estado. Durante as gestões de Eduardo Campos atuou nas pastas de Cidades e Educação. Com a ida de Danilo para o governo, Paulo Câmara abre espaço para que Augusto Coutinho (SD) assuma uma cadeira na Câmara dos Deputados.

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+ Secretaria da Fazenda
Marcio Stefani
Atual secretário de Desenvolvimento Econômico, ele também fez parte do governo Eduardo Campos. Antes da atual pasta, ele foi presidente da AD-Diper.

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Secretaria da Administração
Milton Coelho
Foi secretário de Governo da segunda gestão de Eduardo Campos e um dos aliados mais próximos do ex-governador.

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+ Secretaria de Educação
Fred Amâncio
Também fez parte das gestões de Eduardo Campos e de João Lyra Neto no comando de várias pastas. Fazendário de carreira, foi secretário da Saúde, deDesenvolvimento Econômico e, atualmente, é de Planejamento e Gestão.

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+ Secretaria da Saúde
Iran Costa
Médico e interventor do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) desde março de 2013.

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+ Secretaria das Cidades
André de Paula
Eleito deputado federal, ele vai comandar uma pasta responsável por algumas das principais obras do governo estadual. Com a escolha de André de Paula, ele contempla o partido aliado PSD e abre espaço que Cadoca (PCdoB), não reeleito, permaneça na Câmara dos Deputados.

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+ Desenvolvimento Social, Criança e Juventude
Isaltino Nascimento
Ele foi secretário de Transportes na gestão de Eduardo Campos. Deixou o governo para concorrer uma vaga na Assembleia Legislativa, mas não foi eleito.

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+ Secretaria de Agricultura
Nilton Mota
É outro que volta à gestão estadual. Foi secretário da Educação de Pernambuco, presidente da Companhia Estadual de Habitação entre 2011 e 2012. Quando Geraldo Julio foi eleito prefeito do Recife, ele deixou o governo estadual e assumiu a pasta de Infraestrutura e Serviços Urbanos da capital. Nestas eleições, conquistou uma das 49 cadeiras da Assembleia Legislativa.

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+ Desenvolvimento Econômico
Thiago Norões
Procurador de carreira, ele foi procurador-adjunto na primeira gestão de Eduardo Campos (2007-2010). No governo seguinte, foi o titular da pasta. Deixou o governo neste ano após desentendimentos com o governador João Lyra Neto, quando se integrou à equipe de transição.

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+ Secretaria do Trabalho e Micro Empresa
Evandro Avelar
Atual secretário das Cidades, Avelar deixa a pasta após quase oito meses – ele foi nomeado quando João Lyra Neto assumiu o governo, em abril. É engenheiro civil e já foi secretário de Desenvolvimento Urbano e de Projetos Especiais. Já esteve à frente também da secretaria de Infraestrutura e Mobilidade Humana de Jaboatão dos Guararapes e da Empresa Metropolitana de Transporte Urbano (EMTU).

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+ Secretaria de Relações Institucionais
André Campos
Não reeleito deputado estadual, ele fará parte do primeiro escalão do governo.

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+ Secretaria de Meio Ambiente
Sérgio Xavier
Ele volta ao governo para a mesma pasta que ocupou durante a gestão de Eduardo Campos. A escolha dele abre espaço para o Partido Verde e para um aliado da ex-ministra Marina Silva, que foi candidata do PSB à Presidência da República.

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+ Secretaria de Imprensa
Ênnio Benning
Jornalista, Benning foi repórter e editor dos cadernos de política e economia do Diario. Já foi titular da secretaria de imprensa durante a gestão do ex-governador Jarbas Vasconcelos (PMDB), para quem trabalhou até este ano, quando foi cedido (a princípio, temporariamente) para a campanha de Paulo Câmara (PSB) ao governo do estado, estando à frente do núcleo de comunicação.

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+ Secretaria de Turismo
Filipe Carreras
Formado em Ciências Contábeis, Carreras iniciou sua atuação na vida pública em 2013, quando ocupou a secretaria de turismo e lazer da prefeitura do Recife. Até então, trabalhava na indústria de entretenimento. Neste ano, candidatou-se a deputado federal, sendo o candidato mais votado na capital pernambucana e um dos mais votados em todo o estado. A cadeira de Carreras na Câmara Federal será ocupada por Fernando Monteiro (PP), sobrinho do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), José Múcio Monteiro.

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+ Secretaria de Transportes
Sebastião Oliveira
Formado em Medicina, Sebastião Oliveira é deputado estadual, sendo integrante, inclusive, da mesa diretora da Assembleia Legislativa (Alepe). Neste ano, conseguiu se eleger deputado federal, com mais de 115 mil votos. Natural de Serra Talhada, no Sertão, Oliveira é filho do ex-deputado e ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Sebastião Ignácio de Oliveira Neto. A vaga de Sebastião na Câmara Federal será ocupada por Raul Jungmann (PPS), que atualmente é vereador do Recife.

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+ Secretaria de Defesa Social
Alessandro Carvalho
O secretário permanecerá como titular da pasta, cargo que ocupa desde 2013. Bacharel em Direito pela Universidade Federal da Bahia, é delegado de Polícia Federal desde 1999. Já atuou nos estados do Rio Grande do Norte, da Bahia e do Paraná. Ele é especialista em Gestão de Políticas de Segurança Pública pela Academia Nacional de Polícia e exerceu o cargo de secretário executivo de defesa social entre julho de 2010 e dezembro de 2013.

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+ Secretaria de Infraestrutura
Fernando Dueire
Já ocupou a titularidade da secretaria durante a gestão do ex-governador Jarbas Vasconcellos (PMDB). A indicação de Dueire, inclusive, teria sido do próprio Jarbas.

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+ Controladoria-Geral do Estado
Rodrigo Amaro
É presidente da empresa Pernambuco Participações (Perpart), vinculada à Secretaria de Administração.

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+ Secretaria de Justiça e Direitos Humanos
Pedro Eurico
É o atual secretário de Criança e Juventude do governo do estado. Faz parte do PSDB, mas trata-se de uma escolha pessoal de Paulo Câmara.

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+ Secretaria da Mulher
Silvia Cordeiro
É a atual secretária da Mulher da Prefeitura do Recife. É médica sanitarista e feminista.

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+ Secretaria de Cultura
Marcelino Granja
Foi titular da secretaria de Ciência e Tecnologia durante a gestão do ex-governador Eduardo Campos. Deixou o governo para concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa do estado, mas não foi eleito. A escolha de Marcelino contempla o PCdoB, partido aliado do PSB durante a campanha de Paulo Câmara ao governo do estado.

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+ Secretária da Ciência, Tecnologia e Inovação
Lúcia Melo

PSB perde rumo e enterra princípios, diz neta de Arraes

Marília Arraes

 

A vereadora recifense Marília Arraes (PSB) conta que escutou seu avô criticar debandadas de grupos de esquerda para a direita, como agora está acontecendo com o PSB. “A meu ver, o PSB está perdendo o rumo e enterrando os seus princípios.

Escutei Miguel Arraes se referir, algumas vezes, a situações parecidas como ‘o caminho da perdição’.” Marília subiu o tom das críticas e afirmou que dirigentes querem transformar o “S” da sigla em apenas uma letra. O “S” em questão, significa: Socialismo.

Prima de Eduardo Campos, a vereadora em Recife era contra o lançamento de Eduardo à Presidência da República e apoiou as candidaturas do PT no estado. Na última quarta-feira (8), quando o PSB decidiu apoiar a candidatura do tucano Aécio Neves, Marília questionou como uma legenda de esquerda, que teve entre seus quadros Antonio Houaiss, João Mangabeira e Miguel Arraes, pode se unir ao PSDB.

Para ela, o partido de Aécio é ligado aos interesses conservadores da parcela mais privilegiada da população: “Como é possível aliar-se a um partido de direita, que sempre combatemos e que não representa em nada os nossos ideais progressistas e socialistas? Como é possível ignorar todos os avanços sociais do projeto político conduzido por Lula e por Dilma?”

A “nova política” também foi alvo de Marília durante as eleições, por achar um conceito que leva ao descomprometimento. “Acredito que em política a gente tem que ter lado”, dizia ela durante o primeiro turno.

Marília tomou a decisão certa. Marina tem o apoio dos generais que prenderam Arraes

Pris_o_de_Miguel_Arraes

A vereadora do Recife Marília Arraes, do PSB, prima de Eduardo Campos, está realizando campanha em favor da candidata do PT, Dilma, no plano nacional, além de pedir votos, no plano local, para o petebista Armando Monteiro Neto, adversário do candidato Paulo Câmara (PSB). A socialista também avisou que vai apoiar o petista João Paulo, deputado federal, para a disputa ao Senado.

Marília desaprovava as alianças realizadas por Eduardo Campos com direitistas. Mais razão tem agora que Marina tem o patrocínio da extrema-direita. Inclusive dos generais que prenderam seu avô Miguel Arraes.

Várias vezes Marília Arraes fez questão de ressaltar que a divergência ideológica não interfere na relação pessoal da família. “Ele foi no meu casamento, eu vou na casa dele”, afirmou, em referência ao primo Eduardo Campos.

Os primos Eduardo e Marília. Foto do álbum da família
Os primos Eduardo e Marília. Foto do álbum da família

Quando Eduardo faleceu, revelou: “Eduardo é o meu primo mais velho, uma pessoa muito querida por mim, alegre, saudável e que amava viver. Apesar de discordarmos politicamente nos últimos tempos, mantínhamos o nosso relacionamento familiar preservado. Sempre deixei claro que qualquer divergência seria menor do que os laços que nos uniriam para sempre – tanto com ele, quanto com qualquer familiar tão próximo. Isso porque, desde cedo, aprendemos a separar os assuntos políticos dos familiares. Era uma das pessoas mais inteligentes que conheci, um pai exemplar, bom marido e filho dedicado, que amava e protegia muito sua mãe. Lamento bastante pela perda, principalmente, por minha tia Ana, por Renata, Eduarda, João, Pedro, José e Miguel. Eduardo morreu em um dia que já era muito doloroso para todos nós, porque é aniversário da morte de meu avô Miguel Arraes. Agora, a dor se tornou insustentável.”

 

Marina só continua perto de Eduardo Campos nas fotos de propaganda que ela explora. Partidariamente está cada vez mais distante. Faz os cambalachos da velha política que Campos jamais imaginária.

 

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247 – Depois de receber o apoio oficial do deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP), conhecido e duramente criticado por entidades que lutam pelos direitos humanos, por suas posições radicais e polêmicas contra os homossexuais, Marina Silva recebe o voto de um setor ainda mais conservador: o Clube Militar do Rio de Janeiro.

Em manifesto divulgado na última quarta-feira, o clube mais conservador do Exército trata a candidata do PSB como “um fio de esperança” para derrotar o PT. “Esperança de algo novo e diferente, que rompa com a tradição negativa representada pelos atuais homens públicos”, diz trecho do texto.

Regi
Regi

Autor do documento, o general da reserva Clóvis Purper Bandeira diz que os militares veem Marina como a grande aposta para tirar os petistas do poder. Entre as reivindicações dos militares está a preservação da Lei da Anistia, para que se evite que os agentes da ditadura militar sejam punidos enquanto ex-militantes da esquerda armada contra o regime permaneçam impunes.

Embora defina Marina como a esperança, o manifesto também aponta “uma nova política misteriosa” comandada pela “figura messiânica” da eventual presidente da República. A candidata, segundo o Clube Militar, faz “declarações vagas” e “propostas esquerdistas e ambientalistas”, com “cheiro de bolivarianismo”, em referência à maior participação popular, como por meio de plebiscitos. Depois, acrescenta que “ser uma incógnita camaleônica é uma vantagem”.

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Leia abaixo ou no site do Clube Militar a íntegra do texto:

UM FIO DE ESPERANÇA

As surpresas que o destino nos reserva são assustadoras. Tudo corre num determinado sentido quando, de repente, um acontecimento totalmente inesperado muda nossa história, nossa vida.

O terrível acidente aéreo que, no meio de agosto (sempre agosto) ceifou a vida do Senador Eduardo Campos, candidato à Presidência da República, bem como as da tripulação e de assessores que o acompanhavam, mudou em duas semanas todo o panorama e as previsões para as eleições de outubro, em nível federal e estadual.

Subitamente elevada à condição de presidenciável, a até então candidata a Vice Presidente, Marina da Silva, foi talvez a pessoa diretamente mais atingida pelas consequências da tragédia.

Relembremos.

Tendo obtido 20 milhões de votos nas últimas eleições presidenciais, em 2010, Marina despontou como um fenômeno eleitoral, séria pretendente ao cargo nas próximas eleições.

Para conseguir ser apontada como candidata, procurou fundar um partido próprio, a Rede de Sustentabilidade, ou simplesmente Rede. No entanto, a burocracia – e os problemas reais ou criados pelos cartórios para o reconhecimento de centenas de milhares de firmas necessárias para a criação de um partido – terminaram por impedir que o mesmo viesse à luz no prazo legal para permitir o registro de seus candidatos.

Assim, sem uma sigla que a apresentasse, Marina teve que se contentar em aderir ao PSB, que já apontara Eduardo Campos como candidato a Presidente da República. Ela teve, então, que limitar-se à Vice Presidência.

A morte do cabeça da chapa do PSB a menos de dois meses das eleições determinou sua substituição por Marina, que imediatamente decolou nas pesquisas de intenção de votos.

Atualmente, já empata com Dilma Roussef no primeiro turno e vence folgadamente por dez pontos percentuais no segundo turno.

Na verdade, a nova candidata incorporou o desejo vago de mudanças que levou o povo às ruas em junho do ano passado. Que tipo de mudança, isso já é outro problema.

Não tendo ainda sido atacada pelos demais candidatos – pois sua candidatura não foi, inicialmente, percebida como grande ameaça – navega em mar calmo e vento muito favorável, enquanto o tempo, cada vez mais curto, corre a seu favor.

Sua figura messiânica, suas declarações vagas, suas promessas iniciais muito generosas, mas fora do alcance do cofre nacional, acenam com uma “nova política” misteriosa, mistura de propostas esquerdistas e ambientalistas, entre as quais maior participação direta, governar com pessoas e não com partidos, participação direta popular no governo, por meio de plebiscitos e consultas populares (cheiro de bolivarianismo), criação de conselhos do povo (cheiro dos sovietes petistas), orçamento participativo etc.

Cálculos preliminares orçam suas promessas – entre as quais 10% do orçamento para a saúde, outros 10% para a educação, aumento da bolsa esmola, do efetivo da Polícia Federal – em quase 100 bilhões de reais por ano, cuja origem não é esclarecida.

Seu calcanhar de Aquiles é o fraco apoio político, pois na verdade não tem o apoio firme de nenhum partido. Seus apoiadores são aqueles interessados em pegar carona em sua súbita popularidade, sem nenhum compromisso com a realidade política durante seu possível governo.

Mas uma excelente candidata não será, necessariamente, uma excelente Presidente.

No governo, terá que descer das nuvens “sonháticas” onde flutua e lutar na arena do dia a dia da Praça dos Três Poderes, enfrentando as feras insaciáveis que fazem as leis, sempre cobrando algum preço político por seu apoio.

Na verdade, os políticos temem o populismo de suas propostas e os desvios que promete adotar, para evitar o isolamento de seu governo pelos partidos, percebendo uma ameaça de autoritarismo na ideia de governar sem os mesmos. Será real isso ou será apenas uma ameaça para angariar apoios mais fortes dos partidos, que seriam enfraquecidos com um governo mais populista?

Dona de um discurso inatacável, é a favor de tudo que é bom e contra tudo que é ruim. Como, aliás, todos os candidatos.

Ser uma incógnita camaleônica é uma vantagem, pois o que é conhecido da política e dos políticos é rejeitado pelos eleitores.

A esperança de algo novo e diferente, que rompa com a tradição negativa representada pelos atuais homens públicos, parece impulsionar a subida de Marina nas pesquisas eleitorais.

A desilusão popular procura o novo. As mudanças podem ser para melhor ou para pior, desde que interrompam a malfadada corruptocracia instalada no poder pelo lulopetismo.

Como está não pode continuar. Há expectativa de que novos rumos e novos governantes tragam melhores dias e maior esperança para os eleitores desiludidos.

É um fio de esperança, mas parece que as pessoas a ele se agarram com fé, apostando no futuro para esquecer o presente.

Gen Clovis Purper Bandeira – Editor de Opinião do Clube Militar

Neta de Arraes condena abuso da propaganda fúnebre com o nome de Eduardo Campos

Do álbum de Marília
Do álbum de Marília

A vereadora do Recife Marília Arraes, prima do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, pediu para os candidatos deixarem o ex-presidenciável descansar.”Homenagem não se faz com voto”, disse.

“Querem uma homenagem…? A gente pode levar uma flor; quem for evangélico, católico pode fazer uma oração. Deixem a pessoa descansar e não ficar usando exaustivamente a imagem de uma pessoa que já faleceu”, criticou a vereadora.

Filha da psicóloga Sônia Valença Rocha e do administrador de empresas Marcos Arraes de Alencar, Marília é a primeira neta do governador de Pernambuco Miguel Arraes, e sobrinha da ex-deputada e atual ministra do Tribunal de Contas da União, Ana Arraes, e do cineasta e diretor da Rede Globo de Televisão, Guel Arraes.

Nascida em momento de grande efervescência política, participou, desde os 14 anos de idade, das movimentações políticas de Pernambuco, ao lado de Miguel Arraes.

Em 2002, ingressou na Faculdade de Direito do Recife (UFPE), onde atuou no Movimento Estudantil, defendendo o Movimento Faculdade Interativa.

É filiada ao PSB e trabalhou na Secretaria de Juventude e Emprego do Estado de Pernambuco, em 2007, no programa a geração de emprego e renda para mulheres.

Em 2008, deixou a Secretaria para ser candidata nas eleições municipais daquele ano.

Em 2012, reelegeu-se vereadora.

 

Marília pensamento

Marília pretendia disputar eleição à Câmara Federal, mas por não concordar com os rumos que o PSB está tomando com relação ao pleito, renunciou à candidatura. Marília revelou, na ocasião, que não seria possível fazer campanha e, posteriormente, assumir um possível mandato defendendo o que não acredita.

“Sempre fui uma militante disciplinada, durante minha vida respeitei meu partido e a hierarquia (sim, para um militante partidário isso é fundamental!) que havia nele. Cumpri missões. Entretanto, sinto-me com o dever moral e político de divergir, quando as determinações e orientações possam alterar o rumo de nossa caminhada à justiça social”.

Por sua fidelidade aos ideais socialistas do avô, tudo indica que passou a ser a herdeira política de Miguel Arraes.

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LÍDER DA CAMPANHA DE ARMANDO MONTEIRO GOVERNADOR

Marília justificou o seu apoio ao senador petebista: “Eu conheço Armando há 20 anos e eu tenho 30 anos de idade. Desde 1984 estamos juntos. Por que estaríamos separados agora?”, questionou a vereadora, que rechaçou, novamente, a candidatura de Paulo Câmara ao executivo estadual: “Ele pode até ser uma boa pessoa; mas não é suficiente para ser um grande governador de Pernambuco”.

Com o objetivo de fundamentar os seus argumentos contra a postulação de Câmara, Marília lembrou o avô: “Miguel Arraes era um homem preparado. E não ficava apenas atrás de uma mesa cobrando imposto, enfrentando burocracia de Estado, sem colocar os pés na lama e sem conhecer a realidade do povo”.

A parlamentar vem sendo vítima de retaliação. Funcionários do comitê central da campanha do PSB, no Recife, batizaram de “Marília” o nome de uma cadela encontrada na rua por militantes da legenda. O caso foi criticado por organizações de defesa dos direitos da mulher.

Fontes: Wikipédia/ 247