Vídeo de decapitação faz mídia internacional olhar Maranhão

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“É uma cena horrível, mesmo em um país que tem visto sua quota de violência”, diz texto no site da CNN.

Em um primeiro momento, a rede norte-americana de TV descreve as cenas sem citar que se trata de um presídio. E acrescenta: “A parte mais surpreendente? O ataque aconteceu dentro de uma prisão”.

O Brasil caminha para ser conhecido como o país das prisões de condições sub-humanas. Depois da Organização das Nações Unidas (ONUcobrar investigação sobre as horríveis cenas de violência no sistema carcerário do Maranhão, veículos internacionais abordaram o vídeo, divulgado ontem pela Folha de S. Paulo, que mostra corpos de presos decapitados no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís.

Já o Wall Street Journal chamou a filmagem de macabra e destacou que os eventos podem afetar a família Sarney.

“A imprensa local descreveu o incidente como um golpe para a família Sarney – liderada pelo senador e ex-presidente do Brasil, José Sarney, pai de Roseana – que tem dominado a política do Maranhão por meio século” diz o WSJ.

O jornal mais incisivo, no entanto, foi o espanhol “El País”, que diz que cenas como essa não são nenhuma novidade por aqui.

“Uma prisão construída para 1.700 pessoas tem 2.500. Uma área que deveria ser monitorada por agentes penitenciários é dominada por gangues criminosas. Vigilantes que deveriam impedir as irregularidades se abstém e, em alguns casos, são facilmente corrompidos. Tudo isso acontece no complexo penitenciário de Pedrinhas, o maior do Maranhão, mas pode muito bem ilustrar o que acontece na grande maioria das 1.478 prisões no país”, afirma o início da reportagem – bem completa – do jornal.

A repercussão tem causado choque não apenas pelas imagens brutais, mas também pela informação – sempre presente – de que mulheres e irmãs de presos estavam sendo obrigadas a fazer sexo para que seus companheiros não fossem assassinados, como ressaltou o francês Libération.

O tablóide britânico Daily Mail reproduziu muitas imagens do vídeo, com várias tarjas.

Fora a imprensa e a ONU, a Anistia Internacional também se manifestou pedindo que o Brasil aja para melhorar seu sistema carcerário, onde as violações aos direitos humanos constam há tempos em relatórios de organismos internacionais. (Fontes Revista Exame/ Google)

 

Aviso para os assassinos de jornalistas: Conselho Nacional de Justiça vai monitorar processo da morte de Décio Sá

Alen Lauzán
Alen Lauzán

A Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) incluiu, no sistema de acompanhamento processual “Justiça Plena – Processos de Relevância Social”, a Ação Penal que trata do homicídio do jornalista Décio Sá – assassinado a tiros em São Luís, em 23 de abril de 2012.

A medida foi confirmada pelo ministro Fernando Falcão, corregedor nacional de Justiça, ao desembargador Antonio Guerreiro Júnior, presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, e ao corregedor-geral da Justiça, desembargador Cleones Cunha.

“Essa decisão é positiva para a Justiça estadual e, em especial, uma vitória de todos os maranhenses que acompanham esse caso e o querem resolvido”, comentou o presidente.

A inclusão do processo no sistema foi solicitada à Corregedoria Nacional pelo presidente Guerreiro Júnior, a pedido do juiz Márcio Brandão, que responde pela 1ª Vara do Tribunal do Júri de São Luís, onde a ação foi ajuizada. Com o cadastro da Ação Penal no sistema, o processo passa a ser monitorado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O TJMA deve encaminhar, no prazo de 15 dias, informações como a situação processual; a movimentação; segredo de Justiça; tramitação de recursos e data de julgamento. As informações ficam disponíveis na internet (www.cnj.jus.br), apenas para usuários cadastrados.

RELEVÂNCIA SOCIAL – O programa “Justiça Plena” monitora o andamento de processos de repercussão social e apoia a gestão de causas de grande interesse público.

O acesso pleno aos processos ocorre por meio do Sistema de Acompanhamento de Processos de Relevância Social (SAPRS) e é concedido aos representantes cadastrados, que podem consultar e atualizar o banco de dados.

Transcrito do Imparcial, Maranhão

Nota: Toda morte de jornalista tem repercussão internacional. Inclusive as ações nefastas e antidemocráticas de censura.

Outro processo que virou uma piada, envolve um assassino que já teve três absurdos habeas corpus, o da morte do jornalista Valério Luiz em Goiás. O mandante é dono do principal cartório de Goiânia: Maurício Sampaio, milionário cartola de futebol.

ASSASSINATO DE DÉCIO SÁ ABRE VÁRIOS CAIXAS DOIS DAS ELEIÇÕES DO MARANHÃO

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Tudo que consta nas provas e inquérito é que Décio Sá foi morto por ter descoberto a ligação dos envolvidos com a morte do Fábio Brasil, no Piauí - Augusto Barros
Tudo que consta nas provas e inquérito é que Décio Sá foi morto por ter descoberto a ligação dos envolvidos com a morte do Fábio Brasil, no Piauí – Augusto Barros
por Saulo Maclean
O desembargador do Tribunal de Justiça (TJ) do Maranhão, Raimundo Nonato Magalhães Melo, negou ontem o pedido de liminar do habeas corpus impetrado durante o plantão judiciário, pela defesa do advogado Ronaldo Ribeiro, um dos 12 réus no processo que apura o assassinato do jornalista Décio Sá. Este foi o segundo encaminhamento indeferido pelo TJ, ajuizado pelo advogado Aldenor Rebouças Júnior, que pleiteava, mais uma vez, o adiamento das audiências de instrução.“A liminar em habeas corpus constitui medida de extrema excepcionalidade. Ela somente é admitida nos casos em que são demonstradas de forma manifesta a necessidade e a urgência da medida, bem como o abuso de poder ou a ilegalidade do ato impugnado. O defensor do réu impetrou o pedido sob a justificativa de que tal fato prejudicaria a defesa do acusado, entretanto essas circunstâncias são inexistentes na hipótese em discussão”, observou o desembargador. (Estado do Maranhão)

imparcial capa

ENTREVISTA COM O DELEGADO AUGUSTO BARROS

O IMPARCIAL – A Polícia Civil encerrou o inquérito apontando os envolvidos na morte do jornalista Décio Sá. Na sua avaliação, todas as dúvidas a respeito foram esclarecidas?

AUGUSTO BARROS –  Sim, no nosso entendimento, foram esgotadas todas as possibilidades. O caso não começou no sentido de identificar a rede de agiotas. Este era mais uma das possibilidades. Às vezes as pessoas questionam o avanço das investigações por abarcar um grande número de pessoas. Foram ouvidas muitas pessoas, jornalistas e blogueiros, alguns destes até interceptados telefonicamente, mas não com objetivo de apontar como acusado, mas investigados. A linha que ficou clara e muito bem definida, a partir das reconstituições, dos interrogatórios das testemunhas e dos suspeitos, todas apontam para a ligação existente entre os agiotas, o escritório de advocacia do Ronaldo Ribeiro, o ‘Júnior Bolinha’ e o homicida. É uma inverdade quando os envolvidos tentam dissuadir e dizer não terem qualquer ligação com a morte do Décio. À Polícia Civil não interessa indicar pessoas que não tenham ligação com o crime de assassinato. Não temos dúvida quanto à conclusão das investigações. Todas as linhas de investigação foram investigadas.

Nos depoimentos tomados pela Justiça surgiram outros pontos, como a participação de pessoas que não constam do inquérito da Polícia Civil. Pode ser aberta outra investigação a partir destes depoimentos?

A nosso ver não, de forma alguma. Isso consta de todo caderno de provas que, a linha que eles dizem que não foi explorada, foi bastante explorada. À medida que a investigação aponta você foca na linha de maior possibilidade. Essa linha que envolve a família Teles, por conta de uma postagem e áudios que indicaram a possibilidade de participação são muito tênues e pequenas no caso. Não colocam na cena do crime e não colocam na linha de mando.

Qual sua avaliação sobre o desmembramento do processo contra o advogado Ronaldo Ribeiro, concedido pela Justiça?

Não tive acesso ao pedido, nem à ordem judicial para o desmembramento, mas acredito que não prejudique as investigações, nem o andamento do processo.

Porque ele continua solto, se há um áudio que comprovaria a participação dele no caso Décio Sá?

Solicitamos ao judiciário a prisão, mas foi negada. Nós entendemos que a participação dele, em vários níveis, poderia autorizar a concessão da prisão, mas respeitamos a decisão do judiciário. Mas, a participação dele ficou muito bem delineada quanto à relação com o assassinato do Décio. A justiça irá avaliar à parte o caso dele, para saber se ele vai compor grupo a ser julgado pelo Tribunal do Júri.

O réu confesso, Jhonatan Sousa, disse que fará revelações e apontará outros envolvidos. Isso pode mudar a linha de investigação da morte do jornalista?

Não mudará. O Jhonatan, frio como é, pode racionalizar a situação em que se havia se metido. Ele não tinha ideia da complexidade e da vítima que ele tinha contratado para matar. Ao longo de algumas reinquirições que foram feitas, ele raciocinou que, entrando no presídio com aquela série de acusações seria perigoso. Não foi estabelecido qualquer tipo de acordo, que não aquele que preservasse a integridade física dele. Todas as revelações que ele fez ‘casaram’ com o que colhemos dos demais envolvidos. A defesa se articula para tentar negar a autoria desse crime. Ele é um pistoleiro de extensa ficha, o que foi confessado logo no primeiro do inquérito e confessou inclusive outros crimes. Tudo filmado e com a presença do Ministério Público. Portanto, tudo o que poderia ter sido dito, foi dito e está comprovado no inquérito.

Porque Décio Sá foi assassinado?

Tudo que consta nas provas e inquérito é que Décio Sá foi morto por ter descoberto a ligação dos envolvidos com a morte do Fábio Brasil, no Piauí. Décio começou a postar informações no blog e os envolvidos temiam que fosse descoberta a participação deles e isso viesse à tona. Por não ter aceitado deixar o assunto de lado, Décio foi vítima.

 

Qual o andamento da investigação sobre agiotagem?

Estamos ainda averiguando os documentos e ouvindo os prefeitos. É uma investigação muito ampla. São 41 prefeituras, que, de alguma maneira têm ligação com o grupo de agiotas, o que não quer dizer que sejam culpados. São gestores atuais e os penúltimos. As investigações estão apurando a participação.

 

Qual sua avaliação da CPI da agiotagem da Assembleia Legislativa?

O trabalho de investigação deve ser feito pela polícia e com todo respeito à inclinação da Assembleia em colaborar, acreditamos que o mais prudente seria aguardara a investigação, para que, ao final, um trabalho concorrente não venha a interferir no mais antigo que vem sendo realizado.

 

O deputado Raimundo Cutrim defende a CPI, mas está sendo cotado para depor como envolvido no esquema de agiotagem, segundo a polícia. Qual sua avaliação desta iniciativa? Ele irá depor no inquérito?

Acredito que o deputado está imbuído das melhores intenções para ajudar nas investigações de agiotagem ao ter proposto a CPI. Ele foi citado pelo Jhonatan e será solicitado ao longo da investigação. Por ser deputado ele tem prerrogativa de foro e já enviamos ao Tribunal de Justiça, em agosto do ano passado, o pedido para que ele possa se posicionar. Estamos aguardando.

 

O que é atribuído a ele neste caso?

Não atribuímos culpa alguma a ele. Ele será ouvido. Não podemos dizer que há culpabilidade ou participação dele nesse caso. Estamos apurando e vamos ouvi-lo para tirar as conclusões.

 

Há previsão da conclusão deste inquérito?

Não é uma previsão exata, pois depende de muitos fatores e, de antemão, teremos de ouvir, pelo menos 41 advogados das prefeituras citadas, analisar inúmeros documentos, mas, se não sofrermos nenhum incidente, esperamos ter uma resposta satisfatória dentro de três meses.

 

ENTREVISTA COM O DELEGADO PEDRO MEIRELES

por Oswaldo Viviani e Jully Camilo / Jornal Pequeno
O delegado da Polícia Federal Pedro Roberto Meireles Lopes negou hoje (9), durante seu depoimento, na audiência de instrução do “caso Décio Sá”, que tenha favorecido Gláucio Alencar Pontes Carvalho durante as operações policiais realizadas por ele. Gláucio é o principal acusado de ter mandado matar Décio. Também é investigado, em outro processo, de atuar como agiota, em várias prefeituras do Maranhão, sangrando recursos públicos federais.A acusação de favorecimento à agiotagem, por parte de Pedro Meireles, foi formalizada à polícia pelo ex-prefeito de Serrano do Maranhão, Vagno Pereira, o “Banga” – alvo de uma operação da PF, em março de 2010, chefiada pelo delegado.Delegado Pedro Meireles

Delegado Pedro Meireles

Pedro Meireles mostrou à Promotoria documentos emitidos pela Controladoria Geral da União (CGU), que comprovavam desvios de mais de R$ 2 milhões da Prefeitura de Serrano do Maranhão durante a gestão de Banga.

Ele garantiu que todas as operações da PF são acompanhadas e controladas pela escala hierárquica da Polícia Federal, além de contar com a participação de vários órgãos, como a CGU, e, portanto, não teria possibilidade de serem tendenciosas ou benéficas a alguém.

“O relatório da Controladoria atestou que 96,34% dos recursos avaliados em seis meses, foram desviados da prefeitura de Serrano, com saques na ‘boca do caixa’, totalizando R$ 2.720.471,92 milhões. Além disso, áudios demonstram toda uma cadeia de irregularidades que foram cometidas. Então, eu devo concluir que o depoimento de um ex-prefeito que foi preso por mim, não tem nenhuma credibilidade”, disse Meireles.

Por sua vez, Banga, que também depôs hoje na Justiça, confirmou o que já havia denunciado em agosto de 2012: que sua prisão pela PF se deu porque ele não pagou ao agiota Glaucio Alencar uma dívida de R$ 200 mil, contraída pelo prefeito anterior, Leocádio Olímpio Rodrigues (PDT), no período da campanha eleitoral de 2008. Leocádio foi cassado em abril de 2009, por improbidade administrativa, ocasião em que Banga assumiu o cargo de prefeito.

Em seu depoimento, Pedro Meireles afirmou, ainda, que o seu relacionamento com o jornalista Décio Sá era estritamente profissional, sem vínculo de amizade. Ele relatou que tomou conhecimento da morte do jornalista por meio de uma rede social, na internet.

Meireles também contou à Promotoria que é amigo de infância do advogado Ronaldo Henrique Santos Ribeiro e que conheceu Gláucio Alencar em decorrência de frequentarem a mesma igreja evangélica, situada no bairro do Vinhais.

México mata jornalistas. No Maranhão, a polícia não apresenta retrato falado do assassino de Décio Sá

Na­cio­nes Uni­das y la CIDH ins­ta­ron hoy al go­bier­no de Mé­xi­co a avan­zar de for­ma “rá­pi­da y efec­ti­va” en la pro­mul­ga­ción de la “Ley pa­ra la Pro­tec­ción de Per­so­nas De­fen­so­ras de De­re­chos Hu­ma­nos y Pe­rio­dis­tas” pa­ra de­te­ner “in­me­dia­ta­men­te” los ase­si­na­tos y ame­na­zas con­tra es­te co­lec­ti­vo.

Tan só­lo en las dos úl­ti­mas se­ma­nas, cin­co pe­rio­dis­tas han si­do ase­si­na­dos en Mé­xi­co.

El estado de Morelos no había sido lastimado desde 1994 con un homicidio de periodista y por ende en la etapa del 2000 a la fecha en que se han recrudecido en todo el país los delitos contra las libertades de prensa y expresión, hasta este domingo que fue encontrado el cadáver del colega, René Orta Salgado.

Nuestro registro puntual sobre los homicidios de periodistas se inicia con el asesinato del reportero Eliseo Morán Muños del periódico La Voz, ocurrido en esa entidad el 19 de marzo de 1983, siguieron los de Jorge Martín Dorantes del periódico El Crucero y Enrique Peralta Torres de La Unión de Morelos, el 6 de junio y el 6 de julio de 1994, respectivamente.
“Ahora son 109 las víctimas de las libertades de prensa y expresión en nuestro sufrido país; llegamos a esta cifra mortal, horas después de que en la hermana República de Honduras también fue sacrificado otro colega, además de sumar toda una serie de agresiones físicas y verbales a trabajadores de la prensa y agresiones amedrentadoras con armas de fuego a las sedes de medios de comunicación.

El estado de Morelos, que hasta ahora había sido ajeno en estos trágicos hechos de los últimos 12 años, es el escenario del asesinato que comprueba nuestro aserto de que el gremio mexicano vive en un inmisericorde y permanente duelo.

El cuerpo del periodista y líder estatal de la organización priista Emprendedores por la Nación, René Orta Salgado fue localizado por elementos de la Policía Estatal en el interior de una camioneta de lujo en la calle del Hueso de la Colonia Buena Vista, a unos metros de la 24 Zona Militar y de la sede de la Secretaría de Auxilio Ciudadano de Cuernavaca.

El cuerpo que se hallaba en el área de equipaje del vehículo tenía más de 36 horas de haber fallecido al parecer por estrangulamiento, presentaba huellas de tortura, se encontraba maniatado y amordazado. El vocero de la Procuraduría General de Justicia, Efraín Vega Giles, se apresuró a informar que René Orta había dejado recién la profesión y “estaba dedicado a la actividad política” tras de ejercer el periodismo por 23 años en el Sol de Cuernavaca en la fuente policiaca y de justicia. Su desaparición había sido denunciada por sus familiares.

Con respecto al colega asesinado en Honduras, la Federación Latinoamericana de Periodistas, FELAP, por medio de nuestro presidente Juan Carlos Camaño, manifestó nuestras condolencias y solidaridad a los familiares, compañeras y compañeros de profesión de Erik Alexander Martínez Ávila de 32 años, candidato a diputado por el partido del ex Presidente Manuel Zelaya, su cadáver fue encontrado en una alcantarilla en la aldea Guasculile, Distrito Central. El joven era además fundador del Movimiento de la Diversidad en Resistencia y formaba parte de la Asociación Kukulcán, organizaciones defensoras de los derechos de las minorías sexuales.

Asimismo, la FELAP expresó su más enérgico repudio ante su asesinato y exigió verdad y justicia a las autoridades judiciales y políticas de aquel país. Añadió que este crimen se suma a otros 21 asesinatos contra trabajadores de la prensa, tras el derrocamiento del presidente Manuel Zelaya en 2009.

Con la muerte de René Orta Salgado, el número de asesinatos en México se eleva 109: 92 periodistas, 9 trabajadores de prensa, 6 familiares y 2 amigos de comunicadores, además de las 18 desapariciones forzadas, 4 colegas fueron encontrados muertos, por lo que 14 continúan en la incertidumbre de su paradero. Crímenes todos, ocurridos durante el sexenio de Vicente Fox Quesada y en lo que va del gobierno de Felipe Calderón Hinojosa.

Ahora son 109 los asesinados. Por Teodoro Rentería Arróyave. Alainet

Por que mataram Décio Sá? Será que a resposta está em um dos buracos da investigação?

Suspeita demora na apresentação do retrato falado do pistoleiro que foi visto por dezenas de testemunhas

Décio Sá e a governadora Roseana Sarney
Décio Sá e a governadora Roseana Sarney
Transcrevo:

Caso Décio Sá, imensa névoa no ar…

Crimes de pistolagens, tantos porquês sem respostas…

Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, que veio ao Maranhão para saber sobre as investigações do assassinato do Jornalista Décio Sá, foi impedida de agir. Por quê?

Quem diria que Décio Sá seria lembrado por quem sempre fez questão de ser contra, e esquecido por aqueles que sempre foi a favor.

A matéria abaixo foi retirada de um dos blogues da Mirante, do jornalista Marco Deça, que faz a leitura correta da nebulosa situação que paira sobre as investigações do caso Décio Sá, que foi mais um a ser assassinado pelo crime de pistolagem no Maranhão.

Não dá para entender como alguém tão amigo da família Sarney, até hoje foi esquecido.

Por que tanto mistério da polícia? Por que até agora ninguém foi preso? Será que o matador ainda vive? Será que os mandantes serão pegos?

Fiquem abaixo com a matéria do blog do Marco Deça:

Névoa paira no ar: autoridades desrespeitadas

Não dá pra desconfiar? Segurança ignora comissão da Câmara que veio investigar caso Décio

A cúpula do Sistema de Segurança Pública tem se incomodado com a sequência de críticas ao desempenho desastrado da polícia na investigação do assassinato do jornalista Décio Sá.

Mas a própria Segurança não faz por onde.

Além de ver tudo com os olhos da politiquice, a Segurança parece querer esconder algo da sociedade no caso investigado.

Afinal, que desculpa têm para não receber a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal que veio ao Maranhão para saber a quantas anda a investigação do caso?

A comissão – formada pelo maranhense Domingos Dutra (PT) e pelos deputados Érika Kokay (PT-DF) e Severino Ninho (PSB-PE) – reuniu-se com representantes da OAB.

E apontaram algumas falhas da polícia, que na avaliação dos parlamentares, geram suspeitas sobre o interesse em elucidar o caso.

Os deputados questionam o fato de a cúpula da Segurança não ter solicitado à Polícia Rodoviária Federal, Capitania dos Portos e Infraero o fechamento das rotas de fuga, vias terrestre, marítima e aérea, no dia do crime.

Também não solicitaram apoio técnico à Polícia Federal para as investigações, aceitando apenas uma colaboração pontual.

Tampouco divulgaram o retrato falado do executor, mesmo após 18 dias do ocorrido, o que enfraquece a participação da sociedade.

Somadas a todas as trapalhadas em série já publicadas, desde o início das investigações, estes erros respaldam a afirmação deste blog.

A de que a polícia ainda bate-cabeça no caso Décio…

 

 

Jornalistas esperam divulgação de retrato do pistoleiro que matou o jornalista Décio Sá

Polícia caça suspeito reconhecido em foto

A Secretaria de Segurança já tem o nome do principal suspeito do assassinato do jornalista e blogueiro Décio Sá, executado com seis tiros de pistola ponto 40, anteontem, à noite, no bar Estrela do Mar, na Avenida Litorânea. Desde o final da tarde passada, uma verdadeira caça está sendo empreendida ao suspeito.

Jornalista e blogueiro Décio Sá

A polícia chegou ao suspeito depois de conseguir imagens do circuito externo de um prédio localizado no Calhau, onde ficou estacionado o veículo que resgatou o executor logo depois que ele abandonou a moto usada no crime. As imagens levaram à foto de uma determinada pessoa que foi reconhecida por testemunhas com quase 90% de certeza.

Depois do morro – Depois de assassinar Décio Sá, o executor pegou a moto do outro lado da pista, em frente ao Estrela do Mar (bar conjugado com o Alternativa Beach) e foi deixado pelo executor antes do radar da Litorânea, para despistar a Polícia, que, baseada nas informações colhidas no local, diligenciaria à procura de duas pessoas numa moto.

Ao deixar a moto, o executor subiu um morro, passou por um grupo de evangélicos, deixou cair o carregador da pistola, e pegou o veículo que estava parado em frente a um edifício residencial, com circuitos interno e externo de câmeras. Essas imagens foram repassadas à polícia, que, a partir delas, chegou à foto do suspeito e levou para reconhecimento.

Uma fonte da Secretaria de Segurança garantiu ao Jornal Pequeno, ontem, à noite, que o suspeito número 1 foi reconhecido através da foto com quase 90% de certeza. E que a polícia já estava diligenciando no sentido de capturar o suspeito. Até o fechamento desta edição as buscas não haviam obtido sucesso.

Disque Denúncia oferece recompensa de R$ 100 mil por informações do assassino do jornalista Décio Sá

A morte do jornalista Décio Sá está sendo muito repercutida nas redes sociais, principalmente no twitter. Jornais de todo o país utilizam o microblog para divulgar a triste notícia da morte do também blogueiro.

O Jornal O Globo, a Revista Época, Congresso em Foco, Estado de Minas, veículos de comunicação de grande tiragem publicaram em seus twitters postagens sobre a morte do maranhense.

Além dos veículos de comunicação, alguns políticos e amigos de Sá deixaram mensagens, como o ex-deputado federal e presidente da Embratur, Flávio Dino. A deputada estadual Eliziane Gama também postou nota sobre a morte de Décio.

A imprensa e blogueiros devem cobrar a prisão e julgamento dos assassinos – o covarde mandante e executores – até que todos estejam presos. O Maranhão não pode ser terra de extermínio de assassinos.

Mais de 20 vão ser ouvidas no inquérito policial

“Mataram um jornalista e com isso tentaram matar a imprensa”. Frases do diretor de redação do jornal O Estado do Maranhão, Ribamar Corrêa. Segundo informou em matéria publicado no periódico hoje, “não é possível aceitar isso; nós, jornalistas militantes, não podemos nos conformar com o que aconteceu”.

Corrêa lamentou a perda do profissional Décio. “Décio Sá era ativo. Vivia para o jornalismo e procurava sempre surpreender com informações importantes e em primeira mão. Não é justo que lhe tenham tirado a vida dessa maneira. A imprensa está de luto e, nós, jornalistas, indignados”.

“É um crime que choca a todos e deve ser investigado com profundidade. Além de uma tragédia humana, é uma afronta à liberdade de expressão no Maranhão e no Brasil”, comentou.

Décio foi repórter dos jornais Folha do Maranhão, O Imparcial e O Estado do Maranhão. Desde o início sempre buscou atuar como jornalista político, investindo em temas exclusivos e polêmicos.

“Não faz isso, não!”, ainda teria dito Décio Sá após primeiro tiro

Segundo a dona do bar onde Décio Sá foi assassinado, Jackcilene Moreira, o jornalista ao levar o primeiro tiro, teria levantado o braço e gritado “Não faz isso, não!”.

Testemunhas oculares contam que ao chegar ao bar Estrela do Mar, o blogueiro pediu uma comida e ficou tomando cerveja enquanto esperava, sozinho em uma mesa. O assassino teria entrado, identificado-o e atirado nele pelas costas. As pessoas ficaram apavoradas e saíram correndo. “Era mesa virada pra todo lado, pedaços do cérebro dele espalhados, um horror”, contou Jackcilene.

Ela ainda revelou que o garçom que estava trabalhando no momento está traumatizado, dizendo que não quer mais voltar a trabalhar.A Secretaria de Segurança do Maranhão (SSP-MA) realizou coletiva de imprensa para divulgar o primeiro balanço das investigações sobre a morte do jornalista Décio Sá, executado com seis tiros na noite desta segunda-feira (23).

Décio Sé foi atingido por seis tiros
Décio Sé foi atingido por seis tiros

Retrato falado, e recompensa de cem mil
O tão esperado retrato falado não foi divulgado nesta terça, mas, por outro lado, foi anunciado que serão ouvidas mais de 20 pessoas e o cartaz de procurado será divulgado nesta quarta-feira (25).

Algumas pessoas serão convocadas por terem presenciado o crime dentro do bar Estrela do Mar, e outras por avistarem a fuga e troca de veículo do assassino.

Segundo novas informações, após atirar em Décio, o assassino teria fugido na garupa de uma moto. Antes de chegar próximo ao redutor de velocidade na Avenida Litorânea, o criminoso teria trocado de veículo, seguindo fuga em um carro, que estaria na pista contrária.

O sócio-acionário do grupo Diários Associados e presidente de O Imparcial, jornalista Pedro Freire, condenou nesta manhã o assassinato do colega de profissão Décio Sá.