Manual para enfrentar o terrorismo policial

Diante dos últimos acontecimentos relacionados as repressões políticas nas manifestações, os Advogados Ativistas atualizaram o Manual Prático do Manifestante com novas orientações jurídicas.

Aroeira
Aroeira

Manual Prático do Manifestante (AA)
NA MANIFESTAÇÃO: Esteja SEMPRE com o seu documento/ Estar com o rosto coberto não é crime/ Não porte NADA ilegal/ Ande sempre em grupos grandes/ Cuidado com o retorno para casa, pois muitas prisões têm ocorrido neste momento/ Tenha o número de algum advogado, se possível.

Se alguém estiver sendo preso não entre no meio. Questionar a abordagem, filmar a ação e os policiais não é desacato. Não ofenda os policiais, isso é desacato. Procure FILMAR a manifestação e as abordagens policiais, caso capture algo relevante procure algum Advogado Ativista e coloque o vídeo na Internet.

NA ABORDAGEM/PRISÃO: Você só pode ser preso em flagrante ou por ordem judicial. Por isso, pergunte o motivo da prisão, demonstrando que não está resistindo, levante a mão e diga literalmente que não está resistindo.

Não argumente com a PM, o trabalho deles é apenas conduzi-lo até a DP (Polícia Civil), ou seja, você não precisa responder perguntas deles, apenas as que se referem aos seus dados pessoais. Se você estiver sendo preso arbitrariamente isso será discutido depois, não xingue os policiais e não reaja.

Mantenha o seu celular bloqueado, pois isso evita que seus vídeos e fotos sejam apagados arbitrariamente. Você não é obrigado a fornecer senha ou liberar o conteúdo sem ordem judicial.

NA DELEGACIA: Você tem o direito de comunicar alguém da sua prisão, seja família ou advogado. O seu depoimento deve ser acompanhado obrigatoriamente por um advogado e você pode permanecer calado, porém, é recomendável que você dê a sua versão dos fatos. Relate os possíveis abusos, porém apenas na presença do seu advogado. Não fale com a PM, apenas forneça seus dados pessoais se for pedido. Seus pertences podem ser entregues ao seu advogado ou familiar caso você queira.

 

tv rebando pensamento controle indignados

Quem será a próxima vítima do estuprador da UF-JF? Conheça o manual de sujeição sexual das calouras da UF-PR

A delegada que investiga o desfloramento de uma menor no campus da Universidade Federal de Juiz de Fora decretou a lei do silêncio para a proteção do criminoso, e anunciou que é muito difícil provar um crime de estupro. É mesmo? Então por que investiga?

Na Universidade Federal do Paraná, um bando de canalhas decretou que as calouras devem serviços sexuais gratuitos aos veteranos. Acontece que no caso da menor de Juiz de Fora a estudante tinha 17 anos e era virgem.

Um “manual de sobrevivência” foi distribuído a calouros do curso de direito da UF-PR. O livreto de oito páginas afirma que mulher “tem a obrigação de dar” e que não pode ser parcelado.

O manual machista foi tema de reportagem de Jean-Philip Struck publicada na Folha de S. Paulo.

O texto safado afirma que se uma garota disser “vamos com calma”, o aluno deve dizer “não pode o devedor obrigar o credor a receber parte em uma prestação e parte em outra”, segundo um trecho do artigo 252. E conclui: “Ela vai ter que dar tudo de uma vez”.

O livro foi produzido pelo PDU (Partido Democrático Universitário), grupo que até 2011 comandava o centro acadêmico local. Um grupo direitista, com tendências neonazistas, e cujas irmãs e noivas, servilmente e submissas, eles esperam que sejam escravas sexuais. Isso chamam de “democracia”. Quando não passa de um incitamento ao stalking, ao bullying, ao assédio sexual, ao estupro. Idênticas mentes criminosas programaram a calourada no Instintuto de Artes e Design, na UF-JF. Serviram bebidas alcoólicas e drogas.

O manual dá dicas aos calouros dos melhores bares vizinhos à instituição e de como “se dar bem na vida amorosa seguindo a legislação brasileira”. Uma legislação permissiva e que não criminaliza quase nenhum crime sexual. No caso de estrupo, a polícia só investiga se a vítima denunciar. Tem que ir a uma delegacia e prestar queixa. Cabe a qualquer cidadão denunciar todo crime que testemunha. Para não ser cúmplice pelo silêncio.

O caso da estudante da UF-JF foi um estupro programado e, possivelmente, um crime mais grave, porque existe a suspeita de que aconteceu uma currra.