Máfia do Asfalto tem 73 prefeitos ladrões

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A Justiça Federal aceitou ontem a denúncia do Ministério Público contra 19 pessoas acusadas de Integrar a chamada “Máfia do Asfalto” e mandou prender de novo 13 deies, incluindo o empreiteiro Olívio Scamatti, apontado como chefe da quadrilha, e o lobista Osvaldo Ferreira Filho, o Osvaldin, suspeito de fazer a intermediação do grupo com agentes públicos. A decisão é do juiz federai Dênio Thé Cardoso, de Jales, interior paulista.

Segundo as investigações da Operação Fratelli, os acusados se valiam de emendas parlamentares, federais e estaduais, para realizar obras em municípios via licitações fraudulentas – a maioria ligada a asfaltamento. A suspeita é que parte do dinheiro enviado às cidades acabava desviada.

Osvaldin é ex-assessor parlamentar de Edson Aparecido, hoje secretário-chefe da Casa Civil do governo paulista. Aparecido é citado nos relatórios da Polícia Federal e aparece em um dos grampos conversando com Scamatti. O empreiteiro, inclusive, fez doações, via suas empresas, para a campanha do político à Câmara dos Deputados em 2010.

A PF localizou logo cedo os quatro primeiros alvos – Scamatti, a mulher dele, Maria Augusta, Osvaldin e outro lobista, Gilberto da Silva, o Formiga. À tarde, por orientação do advogado Guilherme San Juan Araújo, quatro investigados apresentaram-se voluntariamente: Ilson Donizetti, Valdovir Gonçales, Humberto Tonnani Neto e Jair Émerson da Silva.

O grupo já havia sido detido, em regime temporário, na semana passada, por determinação da Justiça Estadual. Na segunda-feira, beneficiados por medida liminar do desembargador Paulo Rossi, do Tribunal de Justiça do Estado, eles foram soltos.

A Procuradoria calcula que as fraudes atingiram 78 prefeituras do noroeste paulista, com desvios que podem somar R$ 1 bilhão. Os denunciados respondem por quadrilha, falsidade ideológica e fraude em licitação.

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