Levante das mulheres para cassar Eduardo Cunha

As mulheres estão realizando passeatas na ruas das principais cidades para cassar o mandato de Eduardo Cunha

mulheres contra cunha passeata 1

marcha mulheres cunha 2

cartazes mulheres cunha 2

marcha das mulheres cunha

marchas mulheres cunha 1

mulher fora cunha2

mulheres contra cunha

Um movimento feminista parecido, na Islândia, por igualdades de direitos, promoveu uma verdadeira revolução.

Cunha vem sendo acusado pelos seus posicionamentos golpistas, direitista e machistas na presidência da Câmara dos Deputados.

Posições políticas

Registra Wikipédia: Assumidamente evangélico, Cunha é considerado um dos parlamentares mais conservadores do país. No Congresso Nacional desde 2003, tem se notabilizado como defensor de valores tradicionais, por exemplo, posicionando-se contra a união estável homoafetiva, a descriminalização do aborto e da maconha.

Em 2010, o deputado apresentou um projeto para criminalizar o preconceito contra os heterossexuais. Ele é o autor do projeto para a instituição do “Dia do Orgulho Heterossexual” no Brasil. É também o autor de um projetos que quer punir com prisão de até 10 anos os médicos que auxiliarem mulheres a fazer aborto. Militante evangélico e frequentador assíduo de cultos, Cunha é detentor de centenas de domínios de cunho religioso na internet, dos quais 154 com a palavra “Jesus”.

O deputado é contrário à regulação da mídia. É conhecida a sua posição em relação ao Marco Civil da Internet, defendendo o controle de fluxo de dados dos usuários por parte das empresas de telecomunicações e, assim, ferindo o princípio da neutralidade da rede.

ninja mulheres cunha 2

ninja mulheres cunha

ninha cartazes mulheres cunha 2

ninha cartazes mulheres cunha

mulheres fora cunha

mulheres cunha

cartazes mulheres ninja cunha 2

cartazes mulheres ninja cunha

cartazes mulheres estupro cunha

A greve geral de mulheres que tornou Islândia o país ‘mais feminista do mundo’

por Kirstie Brewer
Reykjavik, Islândia

Milhares de mulheres em toda a Islândia participaram de atos por igualdade de direitos em 1975
Milhares de mulheres em toda a Islândia participaram de atos por igualdade de direitos em 1975

Há 40 anos, as mulheres islandesas entraram em greve –recusaram-se a trabalhar, cozinhar e cuidar das crianças por um dia. O momento mudou a forma como as mulheres eram vistas no país e ajudou a colocar a Islândia na vanguarda da luta pela igualdade.

O movimento também abriu espaço para que, cinco anos depois, em 1980, Vigdis Finnbogadottir, uma mãe solteira divorciada, conquistasse a Presidência do país, tornando-se a primeira mulher presidente da Europa, e a primeira mulher no mundo a ser eleita democraticamente como chefe de Estado.

Finnbogadottir ocupou o cargo por 16 anos –período que ajudou a fazer a fama da Islândia como “país feminista mais do mundo”. Mas ela diz que nunca teria sido presidente se não fosse o que aconteceu naquele ensolarado 24 de outubro de 1975, quando 90% das mulheres do país decidiram demonstrar sua importância entrando em greve.

Em vez de ir aos seus escritórios, fazer tarefas domésticas ou cuidar de crianças, elas foram às ruas, aos milhares, para reivindicar direitos iguais aos dos homens. O movimento ficou conhecido como o “Dia de Folga das Mulheres”, e a ex-presidente o vê como um divisor de águas.

Ideia de greve foi proposta por movimento radical de mulheres, mas foi adotada amplamente ao ser batizada como "dia de folga"
Ideia de greve foi proposta por movimento radical de mulheres, mas foi adotada amplamente ao ser batizada como “dia de folga”

“O que aconteceu naquele dia foi o primeiro passo para a emancipação das mulheres na Islândia”, disse. “Ele paralisou o país completamente e abriu os olhos de muitos homens”.
Bancos, fábricas e algumas lojas tiveram que fechar, assim como escolas e creches – deixando muitos pais sem escolha a não ser levar seus filhos para o trabalho.

Houve relatos de homens se armando com doces e lápis de cor para entreter a multidão de crianças superexcitadas em seus locais de trabalho. Salsichas, fáceis de serem preparadas e populares entre crianças, sumiram rapidamente dos supermercados.

Foi um batismo de fogo para alguns pais, o que pode explicar o outro nome que o dia recebeu: “Sexta-feira longa”. Leia mais em BBC 

greve das mulheres islândia

Aécio responde a jornalista preso: não é viciado em cocaína

“ME ACUSAM HÁ 15 ANOS”

 

Aécio

247 publica com destaque: Senador Aécio Neves atribuiu ao PT a insinuação de que seria usuário de drogas; “A gente vive um submundo da política nas redes, onde se dissemina qualquer tipo de acusação contra os adversários esperando que alguém, talvez desavisadamente, leve o assunto para o dito jornalismo sério. Tenho uma história de vida, para quem não me conhece, absolutamente digna e honrada, reconhecida até pelos adversários”, afirmou, ao ser questionado sobre uso de cocaína; “Como não têm sobre a minha vida absolutamente nada, dizem que eu sou despreparado, que eu sou incompetente. Me acusam (de usar drogas) há 15 anos, mas ao longo dos últimos 15 anos eu me especializei em uma coisa: em derrotar o PT. Há 15 anos eu ganho do PT no primeiro turno, em todas as eleições, no meu Estado”

pó

Aécio Neves parece disposto a exorcizar o tema das drogas, na pré-campanha presidencial. Nesta semana, em entrevista ao jornalista Fernando Rodrigues, confessou ter experimentado maconha aos 18 anos. Disse que não gostou, que não recomenda aos jovens e afirmou, ainda, que é contra experiências de legalização, como vem ocorrendo no Uruguai.

As informações na Rede e no censurado Novo Jornal indicam que Aécio gosta de beber e cheirar pó. Sobre o uso de cocaína, o jornalista mineiro Marco Aurélio Carone assinou várias reportagens, que motivaram sua prisão em Minas Gerais, vítima de um nebuloso inquérito da polícia mineira comandada por tucanos.

Aécio Neves teve negado pela Justiça de São Paulo dois pedidos de bloqueio em links de sites e perfis em redes sociais que relacionam seu nome ao “uso de entorpecentes” e desvio de dinheiro durante a gestão como governador de Minas Gerais. As ações têm como alvos os sites de busca Google, Yahoo! e Bing, e pedem a exclusão de notícias e remoção de sugestões de pesquisas.

O tucano não conseguiu derrubar as notícias na primeira instância, no caso da ação sobre desvio de verbas, e entrou com um recurso, com pedido de liminar. No processo, os advogados do Google disseram que Aécio “parece sensível demais às críticas sobre sua atuação”. A empresa afirmou ainda que é impossível retirar o conteúdo do ar sem prejudicar outras buscas relacionadas ao nome do senador.

A ação que busca excluir postagens que vinculam o nome de Aécio ao consumo de drogas corre em segredo de Justiça e foi iniciada em dezembro de 2013.

Por ter comprovado o uso de drogas (socorro de emergência em hospitais), o jornalista Marco Aurélio Carone continua preso, numa armação idêntica que o jornalista Ricardo Antunes sofreu da polícia de Pernambuco. A prisão de Ricardo criou o precedente da criação da figura  “jornalista inimigo” e “perigoso para a ordem pública”.

Aécio responde a vários processos, e além do perdão da justiça, pretende que sua vida pública seja segredo de justiça.

Outro presidente acusado de usar cocaína foi Fernando Collor.

Lula – diziam os tucanos – vivia constantemente bêbado. Escrevi sobre a cachaça de Lula e o pó de Aécio.  Ficaram famosos os porres do presidente Jânio Quadros. E acompanhando o deputado federal Djalma Aranha Marinho e o prefeito de Natal Djalma Maranhão, fiquei bêbado com o presidente Jango e Darcy Ribeiro. Remember que  Churchill foi primeiro-ministro com um copo de uísque na mão. E que Stalin e Hitler não bebiam e eram assexuados.

bafometro

Djalma Marinho, um dos políticos sérios e honestos com quem convivi, revelou: – Não acredito em político sem vício.

Repeti, em uma poesia, um ditado religioso: “Não empreste dinheiro a homem que não trepa”.

AÉCIO FUMOU MACONHA UMA ÚNICA VEZ

No 247, a entrevista sobre cocaína foi precedida pela confissão de Aécio Neves de que fumou maconha: “Quando tinha 18 anos, experimentei maconha e ficou por aí. E não recomendo que ninguém faça”, reafirmou Aécio, que se posicionou contra a decisão do Uruguai de legalizar o consumo da droga: “Não gostaria de ver o Brasil como cobaia de uma experiência que não se sabe o resultado. Não acho que essa seja uma agenda para o Brasil”. A declaração vai de encontro com a opinião do tucano FHC sobre o assunto. “Não sou a favor da descriminalização”, concluiu.

Fernando Henrique, por Nani
Fernando Henrique, por Nani

Fumei maconha com universitárias em congressos estudantis no Brasil, e em faculdades dos Estados Unidos, Equador, Espanha e com estadunidenses hippies, universitárias, na Europa. Gosto de um cigarro de maconha babado. A ponta molhada de doce saliva.

 

 

Presidente Pepe Mujica do Uruguai, por Gusmão
Presidente Pepe Mujica do Uruguai, por Gusmão

 

 

Fip, poesia afro & linchamento. Por que magia negra?

Qual a diferença entre magia negra e magia branca?

Acontece que no Brasil sempre ligam a magia negra às religiões tradicionais africanas, dos negros descendentes de escravos. Há muito racismo na classificação. E faz parte da contrapropaganda religiosa de fanáticos evangélicos.

Muita gente esquece que na Europa, inclusive na corte católica da monarquia francesa, se praticava a missa negra.

Fip

O Recife realiza entre os próximos dias 22 e 25, um secreto Festival Internacional de Poesia para debater: “Em vários momentos na história a palavra esteve ligada à divindade e a poesia serviu de veículo para essa aproximação com o sagrado. Desde a epopéia de Gilgamesh ao Popol Vuh maia, passando pela Divina Comédia de Dante, o Paraíso Perdido de Milton ou a poesia xamânica da beat generation, a sacralidade é evocada de alguma forma”. O xamanismo beat buscava o êxtase e o transe na mescalina.  E o uso da maconha pelos poetas brasileiros?

Uma discussão poética como linguagem mística, profética, não pode fugir da contemporaneidade  dos linchamentos, recentemente abordada pelo Papa Francisco, nem de Aleister Crowley, por sua influência nos principais poetas do Século XX: T.S. Eliot, Rilke, Fernando Pessoa e outros.

Leia na Wikipédia: “Em 2001, uma enquete da BBC descrevia Crowley como sendo o septuagésimo terceiro maior britânico de todos os tempos, por influenciar e ser referenciado por numerosos escritores, músicos e cineastas, incluindo Jimmy Page, Alan Moore, Bruce Dickinson, Ozzy Osbourne, Raul Seixas, Marilyn Manson e Kenneth Anger. Ele também foi citado como influência principal de muitos grupos esotéricos e de individuais na posterioridade, incluindo figuras como Kenneth Grant e Gerald Gardner”.

Crowley dizia ter criado Hitler. Estava com Fernando Pessoa no seu lendário desaparecimento em Lisboa, quando, na verdade, morreu em Londres, secreta e miseravelmente, dopado de cocaína fornecida pelo governo inglês.

Quais os principais brasileiros discípulos de Crowley, notadamente os poetas?

 Curioso no Fip é discutir o sagrado e esquecer Adélia Prado. Não reivindicar para a mística/profana poetisa mineira, o Primeiro Prêmio Nobel para o Brasil.

Haverá uma mostra da poesia negra, lusófana? (T.A.)

 

bruxaria

por Paulo Teixeira

 

Estou perplexo com as imagens do espancamento da dona de casa Fabiane Maria de Jesus, no bairro de Morrinhos, Guarujá (SP).
Essa ação revela o comportamento mais bárbaro que o ser humano pode ter. Uma ira coletiva impregnada de ódio contagioso e violência em estado bruto.
A (des)humanidade estimulada pela grande mídia e por informações imprecisas e inverídicas que circulam em páginas nas mídias sociais incitando o lema: “justiça com as próprias mãos” fizeram com que Fabiane fosse linchada.
Mesmo após quase 200 mil anos sobre a Terra, ainda vemos pessoas capazes de algo tão primitivo e irracional como o que vem ocorrendo semanalmente.
Fabiane deixou duas filhas (de 12 e 1 ano) e marido, o porteiro Jailson Alves das Neves, de 40 anos.

Fabiana
Na foto, parentes e amigos revoltados durante o enterro de Fabiane, no Guarujá.
Uma passeata pedindo justiça foi convocada para o dia das mães (domingo), às 10h

Justiça manda soltar piloto que transportou meia tonelada de cocaína em helicóptero dos Perrella

Congresso em foco publica: A Justiça Federal mandou soltar os quatro homens que participaram do transporte de ‘quase’ meia tonelada de cocaína apreendida em um helicóptero do deputado estadual Gustavo Perrella (SDD-MG), filho do senador Zezé Perrella, no final do ano passado. O piloto Rogério Almeida Júnior, o copiloto Alexandre José de Oliveira Júnior, Robson Ferreira Dias e Everaldo Lopes de Souza – que descarregavam a droga no momento em que foram flagrados pela Polícia Federal – vão responder em liberdade a processo por tráfico e associação para o tráfico de drogas.

A aeronave, apreendida em novembro de 2013 em uma fazenda no município de Afonso Cláudio, no Espírito Santo, segue em poder do governo capixaba. Elio Rodrigues, dono da fazenda, também responde a processo, mas não está preso. Já Gustavo Perrella não foi citado na denúncia. Para a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, não há indícios de que o deputado estadual soubesse que a droga estava sendo transportada no helicóptero de sua empresa.

As investigações apontam que a cocaína veio do Paraguai e que o grupo receberia R$ 186 mil para transportar a droga. Em discurso feito em dezembro, na tribuna do Senado, o senador Zezé Perrella disse que sua família foi “traída” pelo piloto e que seu filho jamais teve qualquer envolvimento com drogas.

Segundo ele, parte da imprensa foi “sacana” na cobertura do episódio. “Mas a imprensa, quando não quer entender, quer ver sangue, quer massacrar. Meu filho não conhece sequer droga. Tanto eu como meu filho lutamos contra as drogas”, declarou o senador.

pó

Polícia Federal invade universidade para prender estudantes que estava fumando maconha, droga liberada nos Estados Unidos, Uruguai e outros países.

BRA^SC_NDF estudante maconha

Sobra policial no combate ao consumo da maconha. Estão na guerra a Polícia Federal, as polícias militares e as polícias civis estaduais e municipais.

BRA^SC_NDF estudante maconha

BRA^MG_FDM drogas dinheiro

Guerra da maconha. Polícia Federal invade universidade e diz que reitoria não precisa ser avisada. Que esta é a lei do cão chupando manga

“Todas as vezes que a PF tem que agir ela age. Às vezes, informamos a determinados dirigentes por uma questão de deferência (consideração), mas não se trata de uma exigência da lei”, disse o delegado dos delegados da polícia de Dilma em Santa Catarina.

BRA^SC_NDF estudante maconha

O Brasil é, realmente, um estado policial. Não precisam os nazistas realizar marchas de retorno do ditadura. O povo, sim.  O povo em geral necessita fazer uma campanha para sair. Acabar com todos as leis em vigor do golpe de 64. E colocar limites na polícia federal e nas polícias e soldados estaduais. Todos prendem e arrebentam.

Publica o jornal Notícias do Dia de Florianópolis: O superintendente em exercício da Policia Federal em Florianópolis, Paulo César Barcellos Cassiano Júnior, 35 anos, disse que os agentes entraram no campus da UFSC para coibir o tráfico e o consumo de drogas. Segundo Paulo César, o pedido da investigação foi feito pela reitoria da universidade no ano passado. No entanto, quando a PF foi ao campus identificar e reprimir o tráfico, ocorreu o confronto com os estudantes.

 

Delegado Paulo Cassiano Jr. esteve no conflito no campus da UFSC. Foto: Marco Santiago
Delegado Paulo Cassiano Jr. esteve no conflito no campus da UFSC. Foto: Marco Santiago

Após a reitora Roselane Neckel repreender a ação policial, o superintendente rebateu: “Não vou permitir que a reitora transforme a universidade em uma república de maconheiros”. Leia abaixo os principais trechos da entrevista.

Como o senhor analisa a posição da reitora ao repreender a ação policial no campus da UFSC, no confronto com os estudantes?
Pelo que tenho observado, os estudantes estão pressionando a reitora para que ela atenda aos desejos deles. Isto é uma subversão da ordem porque é a reitora quem deve dar o comando, e não os estudantes. O que nós não permitiremos é que as atribuições da Polícia Federal sejam limitadas, impedidas ou restringidas por parte da reitoria, ainda que ela esteja atendendo anseios dos estudantes.

Havia necessidade de mandado judicial para entrar na UFSC?
Não, não havia.

Por que não era necessário?
Porque o crime (consumo/porte de drogas) estava acontecendo.

A assessoria da reitoria informou que a reitora não foi comunicada da presença da PF no campus. Isto é legal, é ilegal?
A regra da PF é a de não avisar com antecedência a ninguém. Todas as vezes que a PF tem que agir ela age. Às vezes, informamos a determinados dirigentes por uma questão de deferência (consideração), mas não se trata de uma exigência da lei.

A PF foi ao campus para reprimir o tráfico ou para identificar o comércio de drogas?
As duas coisas.

Vocês prenderam estudantes ou traficantes?
As duas coisas. Estudantes que estavam fazendo o uso de entorpecente. Para nós a profissão é irrelevante, o que importa é a conduta.

Há quanto tempo a PF investiga o tráfico de drogas na UFSC?
Neste inquérito policial que está em aberto, desde o ano passado.

A reitora esteve na PF ou vocês foram à UFSC para dar início às investigações?
Ela nos procurou no dia 29 de agosto do ano passado, solicitando providências pelos fatos criminosos que estavam acontecendo lá, relativamente ao tráfico de drogas.

Era tráfico ou somente consumo?
Tráfico.

O senhor falou na entrevista coletiva que a universidade está um antro de prática criminosa. O que o senhor quer dizer com isso?
Somente ontem [terça-feira] tivemos crime de dano, incitação para a prática de crimes, uso de entorpecente, crimes contra a honra e crime de lesão corporal. Todas as vezes que a Polícia Federal se dirige para o campus universitário é desta forma que ela é recebida.

A violência foi por parte de vocês ou dos estudantes?
Nós fomos repelidos pelos estudantes quando tentamos trazer os presos para a superintendência.

Vocês vão instaurar inquérito sobre danos (depredação de viaturas)?
Além do inquérito que já existe para apurar o tráfico de drogas, nós também vamos abrir inquérito para apurar lesões em nossos policiais e para apurar o crime de dano contra o patrimônio público federal.

O senhor vai ouvir a reitora?
Ainda não sabemos. Mas, certamente, assessores ligados a ela e professores que se apresentaram como membros da diretoria da universidade serão ouvidos. Possivelmente a reitora será intimada.

Vocês têm informações que existe tráfico entre professores ou apenas entre alunos?
Não temos informações de envolvimento de professores, mas também não descartamos.

Não seria mais viável reprimir o tráfico na origem, nos traficantes?
Todas as duas frentes de atuação são válidas. Tanto os universitários que praticam crime (consumo de drogas) quanto os traficantes em qualquer lugar onde estejam.

Na sua opinião a reitora não se importa com o tráfico na UFSC, faz vistas grossas?
Acho que ela deve estar preocupada com as aspirações políticas internas, porque é incoerente e irresponsável que ela nos procure para dizer que no ambiente da universidade esteja acontecendo tráfico de drogas e depois emite uma nota de repúdio quando a polícia reprimir estes mesmos crimes lá.

Como o senhor analisa a liberação da maconha no Uruguai?
Não tenho opinião formada.

Uruguay defendió ante la ONU la regulación de la marihuana

maconha 1

maconha 2

maconha 3

maconha 4

“Enfrentar el problema de las drogas requiere de un enfoque múltiple, de una gran flexibilidad, de comprensión por realidades diferentes, aceptando la posibilidad de transformaciones de las legislaciones nacionales o de impulsar cambios en la legislación internacional”, aseguró en su discurso el prosecretario de la presidencia, Diego Cánepa, informó a Télam la delegación uruguaya desde Viena.

Si bien “el llamado `problema de las drogas` es un fenómeno global, también tiene especificidades regionales y nacionales que no deben descuidarse a la hora del diseño e implementación de políticas”, fundamentó su posición Cánepa, a la cabeza del grupo.

La delegación está integrada además por el secretario de la Junta Nacional de Drogas, Julio Calzada; el embajador de Uruguay ante la OEA, Milton Romani, y el representante en el país europeo, Carlos Barros.

En la lectura en la 57 sesión de la Comisión de Estupefacientes de Naciones Unidas, Uruguay sostuvo que ha “insistido todos estos años en promover la apertura de un debate amplio y fecundo sobre el modelo actual, conocido como `guerra contra las drogas`”.

“Constatamos que sigue habiendo varios enfoques, la aplicación de la estrategia generalmente no es equilibrada y es necesario el diálogo que nos permita avanzar para cumplir con los objetivos de las Convenciones”, establece el documento del gobierno de José Mujica.

El texto también señala el apoyo de la Comisión Global para la Reforma de las Políticas de Drogas, integrada entre otros por los ex presidentes Fernando Henrique Cardoso (Brasil), Cesar Gaviria (Colombia), Ernesto Zedillo (México), Jimmy Carter (EEUU) y Ruth Dreyfus (Suiza), y de figuras de renombre internacional como Mario Vargas Llosa, Kofi Annan o Paul Baulker.

“La no penalización del consumo de marihuana en Uruguay, fundada en la normativa constitucional, junto a la prohibición del cultivo, la producción, comercialización, etc… ha derivado en el desarrollo de un mercado ilegal en el cual el narcotráfico funda su accionar en nuestro país”, insistió Uruguay y remarcó: “No creemos, ni queremos, ser modelo para nadie”.

La ley que pone bajo órbita estatal la producción, venta y consumo de la droga en Uruguay fue sancionada en diciembre pasado y el Ejecutivo trabaja junto a los ministerios en su reglamentación.

 

Uruguai 2

Consumo recreativo de maconha é aprovado em dois estados dos EUA

 

denver_post.

Vinte e cinco cidades e condados do estado do Colorado (EUA) passam a permitir a partir desta quarta-feira a venda legal e limitada de maconha em cerca de 160 estabelecimentos. A medida é resultado da Emenda 64, aprovada por voto popular em novembro de 2012 e que legalizou a posse e uso de pequenas quantidades de maconha (até 28 gramas) para uso não medicinal entre maiores de 21 anos, assim como sua produção e venda de acordo com o novo marco legal.

>>> Fotogaleria: Maconha é liberada no estado do Colorado, nos EUA

A norma estabelece um imposto de 25% pela venda dessa substância e permite que cada pessoa cultive até seis plantas, com um limite de 12 plantas por família. Porém proíbe o consumo de maconha em lugares públicos.

Durante 2014 e 2015, serão apenas os dispensários de maconha medicinal os que poderão também vender a maconha recreativa. A partir de 2016 serão outorgadas licenças a qualquer centro ou comércio que cumpra com os requisitos estabelecidos na lei.

In a historic swirl of commerce and cannabis, the world’s first stores licensed to sell marijuana legally to anyone 21 or older opened in Colorado on Wednesday.

From Telluride to Denver, thousands of people cheerfully stood in lines for hours to buy legal marijuana after presenting nothing more than identification.

Marijuana activists hailed the day as a watershed in their effort to overturn anti-cannabis laws. Store owners — several of whom said the turnout exceeded even their own ambitious expectations — feared running out of supply.

Police reported no problems with the crowds, and government officials marveled at the calm.
Mais fotos 

CONSIDERAN UNA EXPERIENCIA PIONERA A NIVEL INTERNACIONAL: La aprobación de la ley que regula el mercado de marihuana

uy_republica. ele pepe

 

La aprobación de la ley que regula el mercado de marihuana no pasó inadvertida a nivel mundial y la mayoría de los medios internacionales dedicaron un espacio a la iniciativa promovida por el Frente Amplio.

El diario español ABC destacó la “euforia” que se vive en el país tras la aprobación del proyecto. Según narró en una crónica, “una marea humana formada por consumidores de marihuana y activistas procannabis celebró en las calles de Montevideo después de que el Senado aprobase de forma definitiva la iniciativa”.

La novedad de la propuesta puso a Uruguay en boca de todos y, de hecho, el sitio mexicano Univisión asegura que “una nación de apenas 3,3 millones de habitantes se situó este martes a la vanguardia del mundo entero”.

Desde la vecina orilla, Clarín destacó el carácter inédito de la ley.

La Nación catalogó la medida como “un paso histórico”, mientras que Página 12 agregó que “Uruguay abre el camino a una experiencia pionera en el mundo”.

Desde Estados Unidos, el Washington Post destacó que Uruguay es el primer país del mundo en “quitar el estigma que recae sobre los consumidores de marihuana”.

“Con el movimiento, Uruguay se pone al frente de las naciones que ensayan alternativas contra el narcotráfico, guerra cuyos costos humanos y económicos rara vez muestran signos de progreso”, explica el diario.

En la misma línea, el Wall Street Journal considera la iniciativa como “una de las más liberales del mundo” y asegura en sus páginas que con la regulación Uruguay toma “un rumbo radical” y propone “un nuevo modelo en la guerra contra las drogas”.

Según se manifiesta en la nota, el narcotráfico “dejó un legado de violencia y crimen en esta pequeña nación sudamericana” y por ello, con la ley, el gobierno decidió “convertirse en una especie de cartel de drogas en sí mismo”.

En el sitio de opinión de CNN, una columna de Hannah Hetzer asegura que la propuesta uruguaya constituye una decisión “inteligente” porque el país ha comprendido que “hacer lo mismo una y otra vez sin resultados es algo insano”.

Además, la columnista trae a colación el “historial uruguayo” y concluye con que el país “está acostumbrado a realizar cosas excepcionales y tiene una historia remarcable a nivel de derechos humanos”.

Los Ángeles Times escribió que la decisión del Parlamento uruguayo fue un “atrevido y controvertido paso” al convertir la marihuana en un producto “de la granja a la mesa”, además de calificar a Uruguay de “país pionero”.

El diario Trouw de Holanda también destacó la ley uruguaya y resalta en su versión digital el hecho de que el principal motor sea hacer frente al delito del tráfico y a las adicciones.

“El gobierno podrá cumplir si todo el proceso, desde la producción hasta el consumo, se mantiene controlado”, estima la prensa de los Países bajos.

El británico The Independent resaltó que “Uruguay aprueba una ley que sacude el piso y se convierte en el primer país del mundo en permitir el cultivo, venta y consumo de la droga”.

La revista Forbes asegura que Uruguay “rompe el tabú” y aclara que “el pequeño y poco conocido país de Sudamérica hizo historia”. A su vez The Guardian subrayó: “La ley de cannabis más ambiciosa del mundo fue aprobada este martes por el Parlamento uruguayo”. “Bajo Mujica, Uruguay emerge como una de las naciones más progresistas de América Latina, al legalizar el matrimonio igualitario y despenalizar el aborto”, concluyó.

A aprovação da Lei da Maconha, no Uruguai, pode ser o começo do fim da guerra às drogas

Uruguay
Uruguay

por Luis Fernando Tófoli

Hoje é um dia que será lembrado, no futuro, pelos historiadores. É a data em que o Uruguai de Pepe Mujica poderá se tornar o primeiro país, desde o início da proibição mundial do comércio das plantas psicoativas do gênero cannabis, há oito décadas, a legalizar completamente o ciclo da produção, venda e consumo da maconha para uso recreativo.

Para alguns, esse dia será recordado como uma iniciativa fracassada que irá causar impacto negativo na saúde mental e na criminalidade. Essas pessoas tendem a acreditar que os problemas relacionados ao uso de drogas serão resolvidos exclusivamente com a polícia e as ações de repressão, temerosos do que as drogas são capazes de fazer com a sociedade. Esse medo gera o tabu de que a questão não possa nem ao menos ser discutida e, na eventualidade de que surjam pessoas que proponham alternativas ao atual modelo criminalizante, elas são olhadas com desconfiança, tendo seus pensamentos interpretados como simples apologia.

Entre os que se lançaram à corajosa iniciativa de transformar o modelo pautado na chamada ‘Guerra às Drogas’ estão o presidente uruguaio José Mujica e o sociólogo Julio Calzada, secretário-geral da Junta Nacional de Drogas do Uruguai.

Calzada tem sido o responsável pelo processo de regulamentação do mercado da maconha no Uruguai. Regulamentação? Mas o que vai acontecer no Uruguai não é justamente a “liberação” da maconha? Não.

A proposta uruguaia é de regulamentar por meio da legalização e do controle estatal, um mercado cujos grandes mecanismos organizadores são as decisões de traficantes e a corrupção policial. É mais ou menos o que ocorre com o tabaco e o álcool.

Calzada é uma das pessoas que compartilham do pensamento de que as penalidades contra a posse de uma droga não podem ser mais danosas para o indivíduo e a sociedade – incluindo aí os que não usam drogas – do que o próprio uso da substância. Em uma recente visita a Brasília, ele afirmou que não defende que a maconha seja inofensiva, mas afirma que o processo de legalização do consumo e a regulamentação da comercialização permitirão que se controle um mercado que hoje está nas mãos de criminosos. Os gestores uruguaios esperam regulamentar toda a cadeia produtiva, com controle de qualidade, fornecimento e acesso ao produto.

Espera-se que este processo seja permeado de educação e informação e que a estrutura de atenção aos usuários de drogas do Uruguai seja ampliada e qualificada. No Brasil, conseguiu-se reduzir drasticamente os problemas relacionados ao consumo do tabaco com política semelhante. Todavia, houve investimento maciço em informação e campanhas educativas. Isso remete ao que disse, em uma recente entrevista, o psiquiatra e epidemiologista britânico Robin Murray sobre o controle dos riscos médicos associados à maconha: “A educação é mais importante do que a lei”.

As previsões de cunho apocalíptico – entre elas, a invasão de maconha uruguaia no sul do Brasil, uma epidemia de esquizofrenia e a degradação geral da sociedade uruguaia – são oriundas do oportunismo político e sensacionalista. Esse medo é criado pelo bombardeio de noticiários repetindo que a violência gerada pelo combate às drogas é justificável a todo custo, ainda que agrave o encarceramento em massa de pessoas, a concentração do poder econômico nas mãos dos traficantes, e, o que é mais relevante, sem conseguir diminuir os problemas associados ao uso de drogas.

A saída da maconha —  a droga ilegal mais usada no mundo, cujo uso pessoal já foi descriminalizado no Uruguai há muitos anos – do ciclo do tráfico nos convida à esperança de que o 10 de dezembro de 2013 possa ser lembrado na história como o dia em que a Guerra às Drogas começou a terminar.

Tófoli é psiquiatra e professor da Unicamp/ Transcrito do Diário do Centro do Mundo

 

Legal a maconha no Uruguai

uy_telegrafo. maconha

 

O Uruguai se tornou na noite desta terça-feira o primeiro país do mundo a legalizar a produção e a venda de maconha, com o qual pretende enfrentar o narcotráfico e a violência ligada às drogas.

Após 12 horas de debate, o projeto foi aprovado por 16 dos 29 votos, com o apoio total da coalizão governista de esquerda Frente Ampla.

A aprovação foi recebida por aplausos dos 150 militantes a favor da legalização que ocuparam as galerias para assistir ao debate.

No lado de fora do Senado, centenas de militantes pela legalização – que haviam participado da “última passeada da maconha ilegal” – soltaram fogos de artifício para celebrar a nova lei.

“É um dia histórico”, afirmou a organização Regulação Responsável, que realizou várias campanhas para apoiar a legalização.

O senador governista Alberto Couriel destacou que o “Uruguai passa a ser uma espécie de vanguarda internacional neste tema”.

“O Uruguai está votando esta lei em um contexto de leis de defesa dos direitos”, disse Couriel, lembrando a legalização do aborto e do casamento homossexual, aprovados nos últimos meses.

O plano uruguaio, que excede as legislações dos Estados americanos de Washington e Colorado e de países como Holanda e Espanha, é uma “resposta” ao fracasso da guerra contra as drogas, afirmou o senador Roberto Conde.

O senador assegurou que, entre outros aspectos, a lei busca solucionar a “grotesca incongruência jurídica” no Uruguai, onde o consumo não é discriminado, mas a produção e comercialização, sim.

O presidente José Mujica, um ex-guerrilheiro de 78 anos, admitiu que o Uruguai faz uma “experiência”, mas destacou que “a dúvida não deve paralisar a busca de novos caminhos para um problema que nos mantém presos”.

“Não estamos totalmente preparados” para implementar a nova lei, mas é preciso ter “audácia”, disse Mujica.

A oposição qualificou a lei de inconstitucional e advertiu que ela provocará o aumento do consumo de maconha no Uruguai.

“Nem o nosso governo e nem o restante do mundo deveriam realizar experiências com o povo uruguaio”, disse o senador Alfredo Solari, do opositor Partido Colorado.

O senador Luis Alberto Heber, do Partido Nacional, disse que acreditar que isto poderá evitar o mercado negro e o consumo entre os menores “é muita inocência”.

O objetivo da lei é “proteger, promover e melhorar a saúde pública da população, através de uma política que visa a minimizar os riscos e reduzir os danos do consumo da maconha”, provendo educação, prevenção, tratamento e reabilitação dos usuários delinquentes de drogas.

Segundo a ONG americana Drug Policy Alliance (DPA), a medida adotada pelo Uruguai promoverá o apoio da opinião pública latino-americana no sentido de legalizar a maconha.

O diretor executivo da DPA, Ethan Nadelmann, recordou que a autorização, em novembro de 2012, para o consumo de maconha nos Estados de Washington e Colorado “teve um impacto catalizador na opinião pública dos Estados Unidos”.

“Acredito que há uma boa possibilidade de que a iniciativa do Uruguai tenha um impacto similar na opinião pública da América Latina (…). Isto tem um significado histórico”. (AFP)

Apresentado em junho de 2012, a lei da legalização da maconha faz parte de um pacote de medidas para combater o aumento da violência. A lei prevê o controle do estado sobre a importação, plantio, cultivo, colheita, produção, aquisição, armazenamento, comercialização e distribuição da maconha e seus derivados.

O governo defende que o objetivo é tirar o narcotráfico do mercado, alegando que a guerra direta contra as drogas fracassou.

E fracassou mesmo. E, no Brasil, tem provocado inúmeras chacinas da polícia e das milícias, e guerra entre traficantes, com milhares e milhares de mortes, e discriminação das populações residentes nas favelas.

28 mil uruguaios (5% da população entre 15 e 65 anos) fumam um cigarro de maconha por dia. Comparado com outros países, é um mercado pequeno – mas move US$ 40 milhões ao ano.

(Agência Brasil) – A partir desta quarta-feira (11), o pequeno país sul-americano será o primeiro do mundo a legalizar e regulamentar a produção, venda e o consumo da marijuana.

uruguai

Antes mesmo de a votação terminar, defensores da lei marcharam até o Congresso para festejar. No Uruguai, o consumo de maconha (ou de qualquer outra droga) não é considerado crime há 40 anos, mas era proibido comprar e vender os produtos. A nova lei pretende acabar com essa contradição e buscar uma alternativa à guerra contra as drogas.

O presidente do Uruguai, Jose “Pepe” Mujica, quer que o Estado regule o comércio e uso dessa droga – a quarta mais consumida no país, depois de bebidas alcoolicas, cigarros e remédios psiquiátricos. Pelo menos a metade dos uruguaios, no entanto, segundo as pesquisas de opinião, acha que a nova política não vai funcionar e que pode inclusive facilitar a vida dos narcotraficantes.

Os defensores da lei argumentam que a “guerra contra as drogas”, implementada durante as últimas décadas, fracassou no Uruguai e em outros países.

Em 2016, a Organização das Nações Unidas vai rever as políticas de combate ao narcotráfico e seus resultados. Segundo Diego Pieri, que fez campanha pela aprovação da lei uruguaia, nos últimos anos mais países e até estados norte-americanos têm buscado alternativas para regular o mercado em vez de tentar destruí-lo com armas. “Os ventos estão mudando, mas vai levar tempo convencer outros países a mudar de estratégia”, disse Pieri, em entrevista à Agência Brasil. “Por isso mesmo, o presidente Mujica pediu apoio internacional à sua iniciativa”.

BBC – Como a legalização afetará outros países?

A maconha será produzida em solo uruguaio, mas as sementes poderão ser provenientes de outros países.
Além disso, o Uruguai poderá se voltar para o mercado global para vender suas sementes e poderá exportar os seus produtos para outros países onde o uso medicinal ou recreativo da droga é permitido.

Segundo Calzada, “há um movimento interessante de produtores, agricultores, tanto a nível nacional como internacional, que excede em muito as licenças que o Estado irá proporcionar.”

“Há empresas interessadas e também alguns casos governos, que estão interessados em licenças para o uso medicinal”, diz ele.

Alguns países, entretanto, como o México e o Brasil, demonstraram preocupação com a aprovação da lei.
“Em nenhum momento tentamos convencer nenhum país do que estamos fazendo aqui”, diz Calzada, “mas queremos dar a garantia a outros países de que a maconha produzida legalmente aqui não vai acabar no mercado negro. Este é o nosso compromisso”.

O consumo deve aumentar?

Mujica defendeu publicamente a aprovação de controversa proposta.

Segundo o governo, a medida não ampliará o mercado de maconha: a lei simplesmente regulariza o uso para não incentivar o consumo.

No entanto, os opositores da lei temem quem, com a legalização, mais jovens queiram consumir a droga.
O governo já anunciou que vai desenvolver planos para prevenir o consumo e proibiu a publicidade e venda do produto para menores de 18 anos.

A lei também determina a criação de uma Unidade de Monitoramento e Avaliação da aplicação e cumprimento da nova legislação.

Segundo o governo, as receitas obtidas com a legalização da maconha serão destinadas ao financiamento de programas de prevenção, reabilitação e outros fins sociais .
A indústria de cannabis pode crescer?

Enquanto o governo diz que a prioridade é roubar o negócio do tráfico de drogas e promover a prevenção, algumas pessoas disseram que a lei poderia até trazer benefícios econômicos para o país.

De acordo com o grupo que reúne as organizações a favor do projeto, o Regulación Responsable, “oportunidades de negócios para os produtores nacionais, farmácias e outros atores envolvidos na cadeia de produção são abertas.”
“Nos últimos anos, o mundo iniciou um processo de pesquisa e geração de conhecimento sobre a maconha , especialmente na área médica e farmacêutica”, disse à BBC Martin Collazos, do Regulación Responsable.

“Há cannabis com fins psicoativos, mas também industriais: produção de tecido a base de cânhamo, papel, biocombustíveis e infinitas possibilidades de incorporar a produção de mais-valia da cannabis”, diz ele .