LUTO. Imprensa francesa hoje

A França, em luto nacional, parou nesta quinta-feira por um minuto para prestar homenagem aos mortos do violento ataque terrorista contra a sede da revista satírica Charlie Hebdo.

Na sede da Charlie Hebdo, cuja redação foi dizimada pelo ataque, os parisienses seguiam levando nesta quinta-feira flores e velas em sinal de luto e solidariedade.

Na esquina da rua Nicolas Appert, na qual a sede da revista se localiza, retratos dos chargistas falecidos Charb, Cabu, Wolinski e Tignous foram pendurados na fachada do edifício. Diante das fotos se acumulavam coroas de flores, buquês de rosas e velas levadas por cidadãos anônimos.

terror

Na imprensa francesa, fundos pretos e desenhos prestam homenagem aos 12 mortos, entre eles famosos cartunistas, no atentado com kalashnikov cometido na quarta-feira em Paris contra a revista.

“Todos somos Charlie”, afirma o jornal “Libération”. A frase, apresentada por muitos manifestantes na noite de quarta-feira, figura em muitas manchetes de jornais.

“A liberdade assassinada”, afirma, por sua vez, o jornal conservador Le Figaro.

voixdunord.fr

progres. fr

parisien.fr

ouestfrance. fr

liberation.fr

lacroix.fr

l_equip.fr

humanite.fr

echos.fr

depeche. fr

dauphine.fr

Viúvas, como se sabe, reivindicam, por força de sua condição, o espólio

 

 

Marina anuncia ao mundo que está sofrendo mais do que a viúva. Não dá!
Genildo
Genildo

 

por Reinaldo Azevedo

Desculpem a crueza, mas não tenho paciência para mistificações. Leio na Folha a seguinte informação, de Mônica Bergamo. Prestem atenção. Volto em seguida.

A ex-senadora Marina Silva (PSB-AC) telefonou ontem para Renata Campos, viúva do ex-presidenciável Eduardo Campos.
Foi a primeira vez que as duas se falaram depois do acidente que matou o ex-governador.
A conversa durou mais de uma hora e foi bastante emotiva.
Renata contou à candidata como estava cuidando dos filhos e como os quatro mais velhos tinham reações distintas diante da tragédia.
Houve momentos de descontração em que as duas rememoraram episódios divertidos da campanha.
De acordo com relatos que Marina fez a interlocutores, a viúva estava serena e firme, a ponto de consolar a ex-senadora.
“Eu quero te agradecer por você me dar esse momento. Eu liguei para te confortar e, na verdade, quem me confortou foi você com a sua tranquilidade e a sua força. Você é muito corajosa”, teria dito Marina.
De acordo com testemunhas, as duas não conversaram sobre campanha eleitoral.

Voltei

Não tenho dúvida de que Mônica Bergamo apurou exatamente o que está aí. Ocorrem-me algumas coisas. Vamos a elas:
1: era uma conversa privada, entre Marina e Renata;
2: Renata não falou com a imprensa, como se sabe;
3: logo, quem falou “a interlocutores”, que, por sua vez, falaram com a imprensa, foi… Marina Silva, este ser que flana acima do mundo, sem maldades.

Sinceramente… Eu estou entendendo direito ou Marina, segundo a informação divulgada por seus “interlocutores” pretende sofrer mais do que a viúva, mãe de cinco filhos. Não é preciso ser muito rigoroso para considerar indecoroso esse tipo de vazamento de “informação”. Não estou criticando a jornalista, não — até porque, quando acho que é o caso, critico. Cumpre a sua função e informa.

O que me incomoda, meus caros, é que Marina está, vamos dizer, se comportando como a viúva política. E viúvas, como se sabe, reivindicam, por força de sua condição, o espólio.

Com a devida vênia, esse tipo de informação me causa mais repulsa do que admiração.

 

benett
benett

Marco Antonio Cabral, príncipe do Rio, candidato a deputado federal

Governador Sérgio Cabral continua com a vida impune de novo rico
Governador Sérgio Cabral continua com a vida impune de novo rico

 

Por ter o pai que tem, a vida de Marco Antonio Cabral sempre foi marcada por escândalos. Um deles a morte da noiva, a estudante Mariana Noleto, num misteriosos e não investigado desastre de helicóptero na Bahia, envolvendo a amante do então governador Sérgio Cabral, a jornalista da Globo Fernanda Kfoury.

Mariana Noleto, uma linda e inocente menina que teve a vida destruída
Mariana Noleto, uma linda e inocente menina que teve a vida destruída

Escreveu Ricardo Gama: “O pai de Mariana Noleto, nora de Sérgio Cabral, que morreu na tragédia na Bahia está revoltado, reclama do descaso e da omissão das autoridades, e exige explicações sobre a morte de sua filha.Uma coisa é certa, as autoridades estão escondendo e abafando muitos detalhes dessa tragédia, por que será?”

Não é um acontecimento que a justiça venha hoje decretar qualquer tipo de sigilo, porque na época o governo Sérgio Cabral decretou luto oficial.

Fernanda Kfoury, jornalista da TV Globo
Fernanda Kfoury, jornalista da TV Globo

Dois ou três blogueiros noticiaram que Fernanda Kfoury passou uma noite ferida à espera de socorro médico. Conheça a história desse amor que terminou em morte. 

Para completar a trama: Fernanda era irmã de Jordana, esposa de Fernando Cavendish, dono da Delta Construções.

Anselmo Melo publica, no seu blogue A Pedra, esta montagem de fotos do local que seria a lua de mel de Sérgio Cabral:

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Estudante e candidato, filho de Sérgio Cabral declara R$ 363 mil

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Publica SpressoRJ: O estudante de Direito Marco Antônio Cabral ainda não estreou nas urnas, tem uma trajetória profissional curta, porém já está com o bolso cheio: candidato pelo PMDB a deputado federal, Marco declarou à Justça Federal ter R$ 360 mil em bens.

O filho do ex-governador Sérgio Cabral, tem apenas 23 anos e, devido ao esgotamento e altíssima taxa de rejeição do pai, é uma das apostas do PMDB para puxar votos para a bancada federal.

Vascaíno e mangueirense, Marco Antônio Cabral é aluno da PUC-Rio e sua campanha tem a previsão de custar até R$ 9 milhões. O jovem cupa também o cargo de vice-presidente do PMDB do Rio de Janeiro e, assim como o pai, é muito amigo do governador Luiz Fernando Pezão e do prefeito Eduardo Paes, que o nomeou como seu assessor especial para fiscalizar grandes obras.

A burguesia brasileira e os extravagantes gastos nos Estado Unidos

charge-capitalista PCdoB

Os emergentes brasileiros viraram notícia internacional. O New York Times publicou no último fim de semana uma matéria sobre essa gente brasileira. Com um certo tom de surpresa, espanto e muita ironia, a matéria desfila alguns casos de ricos que adquiram o hábito de celebrar festas e casamentos “extravagantes” nos Estados Unidos — principalmente Nova York.

Longe de mim julgar essas pessoas. Como diz o Times: “Ainda é uma pequena fração de brasileiros que têm os recursos, o tempo de férias e o desejo de dar uma festa, ou uma série delas, em outro país”. Não sei se o dinheiro foi ganho de maneira limpa, mas quem tem muito faz o que quer com isso. Talvez eu queira ser convidado para um convescote desses e esteja sofrendo com o fato de que isso não vai acontecer tão cedo. Talvez eu esteja sendo invejoso ao achar que gastar essa grana em Nova York é uma das coisas mais patéticas do mundo, quase tanto quanto sair na Caras. Provavelmente, sim. Eu já sabia: a culpa é minha.

 Por Roberto Amado. Leia mais. Principalmente os fiscais da Receita.

Informa Ricardo Setti: A piada do momento é a seguinte: “Hoje em dia, brasileiro rico passa o verão na Bahia. Brasileiro pobre vai para Miami”.A brincadeira corre em Miami, a principal cidade da Flórida, onde os brasileiros estão sendo recebidos com tapete vermelho. Os brasileiros estão entre os maiores grupos de turistas estrangeiros na Flórida, rivalizando apenas com canadenses, mas são imbatíveis no gasto por visitante.

Em 2010, deixaram 1 bilhão de dólares no estado. No ano passado, o dobro, mas a conta não inclui o setor em que, por artes do câmbio e da sorte, os brasileiros estão se tornando insuperáveis: o setor imobiliário. Em cada edifício novo de Miami, haverá sempre um comprador do Brasil.

“Os brasileiros estão salvando Miami da crise”, diz Craig Studnicky, presidente do International Sales Group, que fechará o ano com 500 milhões de dólares em vendas de imóveis, dos quais 98% vêm de latino-americanos, sobretudo brasileiros e argentinos.

40% dos imóveis de luxo foram vendidos a brasileiros

“O Brasil é o nosso principal parceiro comercial”, diz o governador da Flórida, Rick Scott, que esteve no Brasil em outubro com uma comitiva de 180 pessoas e defende o fim da exigência de visto para brasileiros. Até meados do ano, a nacionalidade que mais comprava imóveis no sul da Flórida eram os canadenses (33% dos imóveis), seguidos dos venezuelanos (14%) e, em terceiro lugar, dos brasileiros (9%).

Mas, considerando-se apenas imóveis de luxo, com preço acima de 1 milhão de dólares, só dá brasileiro: 40% dos imóveis foram arrematados por brasileiros. “Há muito brasileiro no mercado de luxo”, diz o paulista Lipe Medeiros, veterano morador de Miami e dono do SoFi Group, divisão de luxo da Keller Williams, gigante do mercado imobiliário americano.

VEJA O QUE OS BRASILEIROS ESTÃO COMPRANDO

Miami Beach Sul

 

Miami Beach Sul: confira abaixo o que significa cada algarismo (clique na foto para ampliar):
Miami Beach Sul: confira abaixo o que significa cada algarismo (clique na foto para ampliar):

1. APOGEE: é o edifício mais caro de Miami. Tem 67 apartamentos. Mais de 10 unidades são de brasileiros

2. CONTINUUM I e CONTINUUM II: as duas torres somam 505 apartamentos. Entre 30 e 35 unidades foram compradas por brasileiros

3. OCEAN HOUSE: antes da abertura oficial das vendas, um brasileiro comprou a primeira unidade, por 4,5 milhões de dólares

4. W SOUTH BEACH: dos compradores, 65% são estrangeiros. Entre eles, 43% são brasileiros

Miami Centro: proprietários brasileiros estão por toda parte (clique na foto para ampliar)
Miami Centro: proprietários brasileiros estão por toda parte (clique na foto para ampliar)

1. VIZCAYNE: as duas torres somam 849 apartamentos. Das 420 unidades vendidas, 45% foram adquiridas por brasileiros

2. ICON BRICKELL: tem 1 200 apartamentos residenciais, quase todos vendidos. Os brasileiros compraram 196 unidades

3. INFINITY AT BRICKELL: dos 300 apartamentos relançados no ano passado, cerca de 50 unidades foram compradas por brasileiros

4. MARQUIS MIAMI: das 230 unidades já vendidas, 22 foram adquiridas por brasileiros

5. PARAMOUNT BAY: tem 346 unidades. As vendas começaram no dia 15 de outubro. Já havia 11 brasileiros na lista de espera

Miami Beach Norte (Detalhe do casal José Ribamar e Idalegugar, na varanda do novo apartamento no norte de Miami: em busca de um Rio de Janeiro com segurança). Clique na foto para ampliar
Miami Beach Norte (Detalhe do casal José Ribamar e Idalegugar, na varanda do novo apartamento no norte de Miami: em busca de um Rio de Janeiro com segurança). Clique na foto para ampliar

1. ST. REGIS: cerca de 10% do edifício foram comprados por brasileiros, incluindo a cobertura de 20 milhões de dólares

2. TRUMP TOWERS I, II E III: juntas, as três torres têm 813 apartamentos. Na torre III, com 271 unidades, 60% dos compradores são brasileiros

3. JADE OCEAN: das 150 unidades vendidas de 2010 até agosto passado, 47 foram compradas por brasileiros, inclusive a cobertura de 4 milhões de dólares

4. PENINSULA II: das 223 unidades, 110 foram vendidas a brasileiros

5. TRUMP HOLLYWOOD: dos 200 apartamentos, já foram vendidos 118, dos quais 15 para brasileiros. Leia reportagem 

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[Nota do editor: as ilhas da Bahia estão sendo ocupadas por estrangeiros e novos ricos brasileiros, inclusive a gangue dos guardanapos de Sérgio Cabral]

A tragédia de Santa Maria sai das manchetes e os culpados desaparecem. Vai sobrar para os músicos

A imprensa apela para a resignação das famílias enlutadas. Com notícias tipo “quase metade dos feridos recebeu alta”. Quando o título certo é: 23 pacientes entubados.

A vida é preciosa. Bastaria um morto ou um ferido para a população da cidade pedir cadeia para os culpados. Pedir justiça faz parte do luto.

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Una irresponsabilidad que es criminal

Otros dos jóvenes murieron por el incendio y las víctimas fatales suman 238. En todo el país, las autoridades se lanzaron a inspeccionar todo tipo de locales. Los repentinos controles evidencian la incapacidad de los órganos estatales de fiscalizar espacios públicos.

Por Eric Nepomuceno

 

En la tarde del lunes 5 de febrero, y luego de ocho días internado en Porto Alegre, capital de Rio Grande do Sul, murió Rodrigo Almeida, de 20 años. El sábado 2, otro joven, Bruno Fricks, había muerto en un hospital de Santa María, ciudad donde el domingo 26 de enero un incendio en la discoteca Kiss provocó una de las mayores tragedias de la historia brasileña. Almeida ha sido el muerto número 238. Hay otros 81 jóvenes todavía internados en hospitales de Rio Grande do Sul. En la noche del pasado lunes, 23 de ellos recibían respiración mecánica a través de aparatos clínicos. Su estado era considerado muy grave y, en al menos diez casos, crítico.

Desde la nefasta madrugada de aquel domingo de horror, fue de-satada en todo Brasil una oleada de súbita preocupación por la seguridad de casas nocturnas, boliches, restaurantes, cines, teatros, locales de show, casas de fiesta y discotecas. Es como si de un momento a otro alcaldes, gobernadores, concejales, diputados y una larga lista de autoridades de todo calibre se diesen cuenta de que hay que cuidar la seguridad. Y en ese espectáculo de repentina preocupación pública saltaron, y saltan, datos que serían cómicos si no fuesen tan preocupantes.

La cuenta de las víctimas fatales de la tragedia de Santa María todavía no estaba cerrada cuando el alcalde de Rio anunció, con pompa y circunstancia, una severa ronda de vigilancia en la ciudad. Primer resultado: en una semana, 209 establecimientos fueron visitados por fiscales municipales y miembros del cuerpo de bomberos: 127 fueron cerrados y otros 50, multados.

Otra curiosidad: al menos 20 locales que eran alquilados para fiestas infantiles jamás fueron fiscalizados porque jamás pidieron licencia municipal para existir. Pese a ser casas de fiesta conocidas y frecuentadas por batallones de niños y niñas, para la municipalidad no existían.

Y no sólo en Rio se verificó la absoluta ineficacia de los órganos responsables por fiscalizar establecimientos públicos. En San Pablo, mayor ciudad sudamericana y centro financiero del país, se pudo comprobar que además de ineficaz, la fiscalización también abría generosas brechas para la corrupción. Al menos 754 denuncias de pedidos de coima fueron registradas el año pasado. Es decir, al menos dos veces al día algún fiscal pedía algún dinero para liberar licencias a casas y locales públicos.

La ciudad, cuya población ronda los 12 millones de habitantes, cuenta con casi seis mil bares y alrededor de 300 discotecas registradas. Menos de 10 por ciento fueron fiscalizadas el año pasado. En Río, la segunda principal ciudad brasileña, las irregularidades súbitamente encontradas sirven más para confirmar la incompetencia olímpica de las autoridades a la hora de autorizar y fiscalizar que para cualquier otra cosa. La discoteca 00, una de las más frecuentadas por los jóvenes, tenía licencia para funcionar como “bombonnière” –así de elegante– y nada más. Otro local de moda, el Barzin, en Ipanema, presentó un permiso de los bomberos que caducó hace seis meses. Además, no tenía autorización para funcionar como discoteca.

Quedó evidente, en Río, que tanto el Estado como el municipio son absolutamente incapaces de fiscalizar hasta a sí mismos. De los 56 espacios culturales del municipio, 36 funcionan sin autorización, sin fiscalización, sin nada. De los 23 establecimientos estaduales, 13 no cuentan con el certificado del Cuerpo de Bomberos, exigido por ley.

El alcalde de Río, Eduardo Paes, un tránsfuga político (frecuentó al menos cuatro partidos distintos en los últimos diez años), acaba de ser reelegido el pasado octubre. Lleva cuatro años en la alcaldía. Sergio Cabral, un parlanchín dispuesto a aliarse a cualquier poder (ahora mismo es fidelísimo a Dilma Rousseff, como antes lo fue a Lula da Silva y antes a Fernando Henrique Cardoso) lleva, entre uno y otro escándalo, siete años depositando su robusto cuerpo en la silla de gobernador. Ambos saltaron de repente de su largo letargo para trasvestirse de cuidadosos responsables por la población que frecuenta espacios de cultura y entretenimiento.

Con pequeñas variantes, la escena se repite en todo el país. De las diez capitales estaduales más pobladas de Brasil, solamente cuatro (Río, Belo Horizonte, Salvador y Curitiba) dijeron saber cuántas casas nocturnas funcionan en sus territorios. Aun así, la fiscalización es inconstante y no hay información precisa sobre el número de veces a la semana que la capacidad máxima autorizada se desborda.

Cálculos informales indican que el sector de casas nocturnas, mayor fuente de empleo en el segmento del turismo en Brasil, obtiene ingresos anuales de más de dos mil millones de dólares. Pese a eso, no hay reglas claras para su funcionamiento. Son leyes municipales, o sea, cambian de un municipio a otro. La fiscalización también es municipal, lo que refuerza su ineficacia.

Santa María quedará, por los tiempos, como sinónimo de tragedia e irresponsabilidad. Pero no es más que la síntesis de un abandono criminal e irresponsable que abarca a todo el país.

A propósito: en Santa María, ni la alcaldía ni la comisaría tienen licencia de los bomberos para funcionar. Nada podría ser más ilustrativo. Nada podría ser más coherente con lo que pasó. La diferencia es que alcalde, funcionarios de su despacho, comisario y otros policiales siguen vivitos. Y 238 jóvenes fueron muertos con un gas tóxico similar al cianeto utilizado en las cámaras de gas de Hitler mientras conmemoraban la vida. ¿Quién responderá por ese crimen absurdo?

 

 

Sérgio Cabral e Fernando Cavendish unidos na dor e nos negócios

Dono da construtora Delta se diverte na Europa com integrantes do governo do Rio de Janeiro
Dono da construtora Delta se diverte na Europa com integrantes do governo do Rio de Janeiro

A divulgação de vídeos e fotos que mostram Sérgio Cabral e diversas autoridades estaduais em uma confraternização em Paris. Por Ricardo Noblat.

A festança com o empresário Fernando Cavendish, dono da Delta Construções e acusado de envolvimento com a máfia do contraventor Carlinhos Cachoeira, provocou a revolta de representantes de movimentos sindicais do Rio de Janeiro. Nas imagens, registradas em 2009 e publicadas nesta sexta e sábado no blog do deputado federal Anthony Garotinho, o grupo aparece em clima de galhofa dançando no Hotel Ritz – um dos mais luxuosos do mundo. Segundo Garotinho, a festa foi bancada com dinheiro público. Por Carlos Caroni

Cabral e Cavendish dançam na porta do Hotel Ritz, enquanto os amigos caem na gargalhada
Cabral e Cavendish dançam na porta do Hotel Ritz, enquanto os amigos caem na gargalhada

Cabral se pronuncia

Com relação a imagens veiculadas no blog do ex-governador Anthony Garotinho, o governador Sérgio Cabral declara: “Nunca neguei minha amizade com o empresário Fernando Cavendish. Jamais imaginei e, muito menos tinha conhecimento, que a sua empresa fizesse negócios com um contraventor no Centro-Oeste brasileiro.

Quando assumi o governo, a Delta já era uma das maiores empreiteiras do Rio e do Brasil. Nunca na minha vida misturei amizade com interesse público. Levantamento feito pela Secretaria de Fazenda demonstra que no Governo anterior ao nosso, os investimentos totais foram de R$ 4 bi e 985 milhões. E a Delta recebeu por obras realiadas R$ 402 milhões.

Já no nosso Governo, os investimentos totalizaram R$ 14 bi e 754 milhões. E a empresa recebeu R$ 1 bi e 176 milhões. Isso significa que a empresa teve no governo anterior uma participação de 8,07% no total investido. E, no nosso Governo, de 7,98%.

 

Delta e o Tribunal de Justiça
Que diz a imprensa das relações da Delta com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro? Neca.
São dois pesos e duas medidas.
Não encontra nada de grave nos contratos de construção dos luxuosos e modernos anexos do Tribunal. Um deles repleto de rachaduras.
Cavendish e Cabral concunhados 
Na residência de Fernando Cavendish, Sérgio Cabral conheceu a jornalista da Globo Fernanda Kfouri. Foi amor à primeira vista.
fernandakfoury
Fernanda Kfoury
Fernanda era irmã de Jordana, esposa de Cavendish.
As duas irmãs morreram num acidente de helicóptero na Bahia. Uma tragédia que uniu mais ainda os dois. Veja vídeo .
A imprensa, na época, escondeu o romance.
Foi a cobertura de abafa da imprensa vendida e dos cortesãos palacianos que, possivelmente, impediu a salvação de Fernanda.
FERNANDA KFURI PASSOU UMA HORA E MEIA ESPERANDO SOCORRO NA BEIRA DA PRAIA

Aurea Catharina Rivera, escreveu na época (22.06.2011):
– O dono do helicóptero conseguiu cruzar o espaço aéreo, sem ter licença pra isso. Até aí, super normal por aqui, onde, quando se tem dinheiro, se pode tudo. Era um tipo de aeronave que não tinha condições de voar com o tempo apresentado naquele dia e, ainda mais à noite, portanto o senhor Marcelo Mattoso de Almeida assumiu a responsabilidade de conduzir vidas numa aeronave. Correu o risco e perdeu 6 vidas, inclusive a dele.
– Fernanda Kfuri, uma das passageiras, conseguiu, apesar dos ferimentos, nadar até a praia, onde encontrou caseiros que tentaram socorrê-la, e aí começa todo o drama.
A moça estava com um braço quebrado, uma perna, o calcanhar, e tinha o cérebro à mostra, pois na queda sofreu um escalpo…
Na beira da praia, essa moça ficou durante 1 hora e meia, com a água do mar, salgada, batendo em seus ferimentos, inclusive em seu crânio, lavando o sangue que saia de seu corpo. Já imaginaram a dor?
Os caseiros desesperados foram de carro até Trancoso buscar ajuda. Nesse meio tempo apareceu um helicóptero, que tentou ajudar a moça, mas não cabia na aeronave, já que ela teria que ser imobilizada numa maca.
Depois de uma hora e meia o SAMU apareceu, e levou a moça para Porto Seguro.
Vou ser boazinha e contar uma meia hora do local até o hospital (sonho meu…). Lá, ela teve 4 paradas cardíacas e veio a falecer.
Peço perdão à essa moça, que tinha 34 anos, um filho lindo que também morreu no acidente. Peço perdão à ela, pela falta de estrutura em nosso paraíso.
Sabe moça, aqui a gente se preocupa em ter belos condomínios, belas casas, trazer gente importante para passear em nossas ruas, sair na revista Caras, mas o que a gente não se preocupa é com a estrutura, para que todos nós, independentes de quem sejamos, turistas ou moradores, tenham acesso a um resgate decente numa hora dessas.
Essa moça lutou para viver, nadou com partes do corpo quebradas, com o crânio a mostra, e literalmente morreu na praia…
Sabia que podia ser eu, você, filho, pai, mãe, marido, amigo, enfim, todos nós corremos esse risco e, apesar disso, nada fazemos!
Bom, quem será á próxima vítima? Façam suas apostas!
Ah, ia me esquecendo, no primeiro dia de buscas, o sábado, os bombeiros iniciaram as buscas sem nenhum equipamento, como se diz por aqui, na tora…

Pai de Mariana Noleto reclama do descaso e omissão das autoridades

Mariana Noleto
Mariana Noleto
Informa Ricardo Gama: “O pai de Mariana Noleto, nora de Sérgio Cabral, que morreu na tragédia na Bahia está revoltado, reclama do descaso e da omissão das autoridades, e exige explicações sobre a morte de sua filha.Uma coisa é certa, as autoridades estão escondendo e abafando muitos detalhes dessa tragédia, por que será?”
Não concordo com a linguagem de Ricardo Gama, mas entendo. Ele fala com raiva, revoltado. Continua com a morte anunciada, foi gravemente baleado, escapou por milagre. Encontra-se paralítico.
Luto oficial 

O governador Sérgio Cabral emitiu uma nota de pesar pela morte de Mariana Noleto, de 20 anos, namorada de seu filho Marc Antônio Cabral:

“Mariana Noleto fez parte da nossa família durante sete anos.

Namorada de um dos meus filhos, Marco Antônio, ela contagiou a todos nós com a sua leveza e alegria.

Estudante aplicada, filha cercada de amor e de amigos, Mariana trará sempre à lembrança todo o seu encantamento.

A nossa família está triste e presta os mais profundos sentimentos à família da para sempre querida Mariana.

Estendo os sentimentos e lamento às famílias dos demais passageiros do helicóptero que sofreu a queda na noite de sexta-feira, 17/6, na praia de Ponta de Itapororoca, em Porto Seguro (BA).

Sérgio Cabral

Governador do Estado do Rio de Janeiro”

Além da nota, Sérgio Cabral decretou luto oficial no Estado. Para a imprensa, o luto era por Mariana. Para os amigos, que sabiam do sofrimento do governador, o luto foi por Fernanda.

Polícia do governador Sérgio Cabral espanca o povo para defender assassinos, sequestradoress e torturadores

No Hospital Pedro Ernesto, de onde concederam entrevista exclusiva para o QTMD?, dois jovens feridos na manifestação no Clube Militar seguram um exemplar do livro "Direito à Memória e à Verdade". Foto: Ana Helena Tavares
No Hospital Pedro Ernesto, de onde concederam entrevista exclusiva para o QTMD?, dois jovens feridos na manifestação no Clube Militar seguram um exemplar do livro "Direito à Memória e à Verdade". Foto: Ana Helena Tavares

O governador romântico, que decretou luto oficial pela morte da amante em um acidente de helicóptero na sua luxuosa ilha na Bahia, Sérgio Cabral Filho, tem seu lado cruel como comandante da polícia do Rio de Janeiro, formada por milícias que assaltam, traficam e comandam chacinas nas favelas cariocas. São mais de mil.

Esta polícia de dia, e mílicia de noite, foi para a porta do luxuoso e nababesco Clube Militar, o do centro do Rio, no dia 29 de março último, para dissolver na porrada uma manifestação política contra uma reunião proibida comemorativa do golpe militar de 1 de abril de 1964.

Os espancamentos, as prisões arbitrárias do terrorismo estatal foram escondidas pela imprensa golpista do Rio de Janeiro, que propaga os manifestos de uma minoria de militares de pijama. Entre eles, sequestradores, torturadores e assassinos de presos políticos. Há uma tremenda diferença em matar no campo de batalha, e seviciar um preso nu e acorrentado.

Quem tem medo da democracia?

por Ana Helena Tavares

Eles empunhavam cartazes com rostos. Rostos que não têm corpos.
“Ali, a gente não estava fazendo um carnaval, não estava fazendo palhaçada. Para ver um cara que foi do regime que matou rindo das fotos dos companheiros que foram mortos. E sumiram. Rindo também de gente que estava lá, que tinha sido torturada e que traz cicatrizes no corpo”, desabafa Rodrigo Mondego, de 27 anos, bacharel em direito, que esteve na quinta-feira, 29 de Março, em frente ao Clube Militar no Rio de Janeiro, protestando contra a comemoração do golpe de 64, promovida no mesmo dia por integrantes do Clube.

Ele não estava sozinho. Segundo seus cálculos, havia cerca de 700 pessoas. Gustavo Santana, sociólogo, de 28 anos, também estava lá. Ambos dizem ter sido agredidos por PMs. Mondego sofreu ferimentos leves, porém Santana teve o braço quebrado e terá que ser operado. Do Hospital Universitário Pedro Ernesto, onde está internado, ele e Mondego concederam entrevista exclusiva para o site “Quem tem medo da democracia?”.

Processo

Os jovens pensam em processar o Estado pelas agressões dos PMs e o Clube Militar por apologia ao crime: “Para mostrar que alguma coisa tem que ser feita. Porque nós ainda não chegamos ao ideal pretendido pelos que lutaram contra a ditadura e o Estado tem que ser responsabilizado pelas atrocidades cometidas naquele período”, diz Santana, que completa: “O troglodita que me agrediu pode até ter consciência do que fez, mas ele é produto de uma formação militar absolutamente equivocada. E temos que discutir, inclusive, porque a polícia tem que ser militar. Ela pode nos proteger, mas é o contrário. Então, nós não estávamos ali por um ato específico, estávamos por uma série de questões que têm que ser revistas”.

Denúncia

Os dois estão receosos pela vida de um colega, Felipe Garcês (conhecido como “Pato”), de 22 anos,

que foi fotografado cuspindo em um militar e está sendo ameaçado de receber represálias. A foto  é da Agência Estado e foi publicada na Veja.com, no blog de Reinaldo Azevedo, que chama Garcês de “baderneiro”.

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