Dilma: “A investigação do juiz Sérgio Moro é melhor que o STF?”

“Prerrogativa de foro não é impedir a investigação, é fazer em determinada instância, e não em outra. E por que eu vou achar que a investigação do juiz Sérgio Moro é melhor que o STF?”, pergunta Dilma Rousseff. Esta é a resposta certa para quem critica a nomeação de Lula da Silva para a Casa Civil.

Moro não é o único juiz honesto do Brasil.

Supremo Tribunal Federal (STF) é a mais alta instância do poder judiciário brasileiro e acumula competências típicas de uma Suprema Corte (tribunal de última instância) e de um Tribunal Constitucional (que julga questões de constitucionalidade independentemente de litígios concretos). Sua função institucional fundamental é de servir como guardião da Constituição Federal de 1988, apreciando casos que envolvam lesão ou ameaça a esta última. De suas decisões não cabe recurso a nenhum outro tribunal.

Um juiz é apenas um juiz. Não é Deus. E não pode fazer do cargo um trampolim para ser desembargador e, depois, ministro. Pior, ainda, partidarizar a Justiça, por ter pretensões eleitorais.

“Haveria uma desconfiança” de Moro, de Gilmar Mendes, “sobre a suprema corte do País?”

Esta é a verdadeira Dilma. A que lutou contra a ditadura militar, que foi delatada por um dedo duro e foi presa e torturada.

Dilma não é Getúlio, que a república golpista do Galeão levou ao suicídio.

Não é Jânio, que renunciou, com medo das “forças ocultas”.

Não é Jango, que correu com medo dos milicos da direita.

Finalmente, Dilma saiu da defensiva.

Quem quer golpe tem uma lista de presos políticos. Presos que serão torturados para delatar companheiros de partido.

Basta de endeusamento de Silvério dos Reis, que delatou Tiradentes, que foi preso e enforcado.

Liberdade sempre, mesmo que tarde.

Independência ou morte.

DILMA REBATE GILMAR: MORO É MELHOR QUE O STF?

247 – A presidente Dilma Rousseff rebateu as críticas de que a ida do ex-presidente Lula para o ministério da Casa Civil seja uma espécie de fuga da Justiça, uma vez que ele é investigado na Operação Lava Jato pelo juiz Sérgio Moro. Como ministro, ele passa a ter prerrogativa de foro e se torna alvo do Supremo Tribunal Federal (STF).

“O STF não pode punir, investigar absolver? É a suprema corte do País! Haveria então uma desconfiança sobre a suprema corte do País? É isso que as oposições querem colocar?”, questionou Dilma, em coletiva de imprensa em que comentou a nomeação, anunciada hoje pelo Palácio do Planalto. A oposição já anunciou que recorrerá contra a nomeação de Lula para o ministério.

“Prerrogativa de foro não é impedir a investigação, é fazer em determinada instância, e não em outra. E por que eu vou achar que a investigação do juiz Sérgio Moro é melhor que o STF?”, voltou a perguntar Dilma, sobre o ministro que cuida dos processos da Lava Jato em primeira instância. Segundo ela, achar que a decisão de Moro seria hipoteticamente superior à do STF é uma “inversão de hierarquia”.

Mais cedo, o ministro do STF Gilmar Mendes colocou a corte sob suspeita ao dizer que Lula comete uma “grave interferência” política no processo judicial ao ir para a Casa Civil. “Precisamos limitar as coisas”, defendeu Gilmar (leia mais).

Dilma ressaltou que a ida de Lula para o seu governo é importante e relevante, pela experiência política de Lula. E que o ex-presidente terá compromisso com a estabilidade fiscal e o combate à inflação, como foi mostrado ao longo de seus oito anos de governo. “Lula terá os poderes necessários para ajudar o País”, afirmou.

Moro para ser eleito presidente tem que eliminar os adversários Lula e Aécio

Nos protestos deste domingo (13), o juiz federal Sergio Moro foi lançado candidato a presidente do Brasil nas eleições de 2018. Ele disse que ficou “tocado” com o apoio dos manifestantes. Fica implícito que aceitou a candidatura, e tem como principais adversários Lula da Silva e Aécio Neves, figuras que ele deve eliminar da disputa. São os únicos nomes que, nas urnas, podem derrotá-lo.

Partidarismo

Moro vem sendo acusado de partidarizar a Lava Jato. Inclusive mandou sequetrar Lula, para depor debaixo de vara. Fez vazar depoimentos em que Aécio aparece como acusado de receber propina. Que Aécio se cuide, vai chegar a vez dele…

Moro afirmou em nota que as “autoridades eleitas e os partidos” devem ouvir a “voz das ruas” e se comprometer com o combate à corrupção, “cortando, sem exceção, na própria carne, pois atualmente trata-se de iniciativa quase que exclusiva das instâncias de controle”. Isto é, iniciativa dele.

O juiz foi lembrado nos protestos em faixas, bonecos, camisetas e recebeu uma série de homenagens.

Íntegra da nota

“Neste dia 13, o povo brasileiro foi às ruas. Entre os diversos motivos, para protestar contra a corrupção que se entranhou em parte de nossas instituições e do mercado.

Fiquei tocado pelo apoio às investigações da assim denominada Operação Lavajato. Apesar das referências ao meu nome, tributo a bondade do povo brasileiro ao êxito até o momento de um trabalho institucional robusto que envolve a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e todas as instâncias do Poder Judiciário.

Importante que as autoridades eleitas e os partidos ouçam a voz das ruas e igualmente se comprometam com o combate à corrupção, reforçando nossas instituições e cortando, sem exceção, na própria carne, pois atualmente trata-se de iniciativa quase que exclusiva das instâncias de controle. Não há futuro com a corrupção sistêmica que destrói nossa democracia, nosso bem estar econômico e nossa dignidade como país.
13/3/2016, Sergio Fernando Moro”

El protagonismo de Lula

Luego de la reciente “Alianza del Pacífico”, la cual fue propuesta como una alternativa a la integración de algunos países de América Latina, el ex presidente brasileño reapareció en escena y visitó Colombia, Ecuador y Perú para recordar la importancia de la política llevada a cabo entre los gobiernos de la región.

GIRA DE LULA DA SILVA
GIRA DE LULA DA SILVA
por Pedro Brieger

En estos últimos días se habló mucho de la consolidación de la “Alianza del Pacífico” como una alternativa a los gobiernos progresistas en América Latina y el Caribe. Tanto la Casa Blanca como políticos y comunicadores alineados con el pensamiento neoliberal han resaltado las bondades de esta alianza, y no parece casual que esto se produzca poco tiempo después de la muerte de Hugo Chávez. Es indiscutible que la desaparición del venezolano deja un hueco en la política regional; entre otros motivos porque tenía la capacidad de proponer ideas y generar proyectos estratégicos.

 

“El presidente Rafael Correa no solo lo condecoró, también dijo que ‘sería maravilloso’ que fuera el próximo secretario general de Unasur.”

En este contexto reapareció Lula. El ex presidente de Brasil realizó una gira por Colombia, Perú y Ecuador que no tuvo gran cobertura mediática por parte de los grandes grupos periodísticos, que tampoco reprodujeron algunas de sus declaraciones de alto valor político.  Lula fue al Perú para participar del Foro “10 Años de la Alianza Estratégica Brasil-Perú 2003-2013″ donde recordó que en su momento le habían sugerido que era mucho mejor aliarse con Alemania o con Francia que tejer una alianza estratégica entre “dos países miserables, dos paisitos pobres”. En Perú también recordó que lo habían criticado mucho por oponerse al ALCA, y se mantuvo firme al respecto. Más aún, dirigiéndose al presidente Ollanta Humala dijo “usted fue muy amigo de Chávez como lo fui yo y yo siempre le decía: mira, Chávez, ya deja de hablar de Simón Bolívar. Está todo bien. Ya no hay integración con la espada, ahora es con bancos de desarrollo, con financiamiento, con tasas de intereses bajas”. Es interesante que -en una entrevista concedida al influyente diario colombiano El Tiempo- utilizara conceptos similares, pero también agregó que se debía desarrollar el Banco del Sur “y hacer de él una palanca de crecimiento”. Jugando de visitante y ante un Juan Manuel Santos que declaró hace apenas dos semanas que la Alianza del Pacífico era el nuevo motor de América Latina, Lula le respondió con el Banco del Sur, un proyecto bolivariano, aunque mantuvo un tono diplomático para no chocar abiertamente con los impulsores de la nueva alianza. Es así que a lo peruanos les dijo que era “natural poder integrar un bloque bioceánico Atlántico-Pacífico, porque la salida natural del Brasil al Pacífico es por Perú y la proyección natural de Perú hacia el Atlántico es por Brasil”.

En otras palabras, la integración se hace entre todos y no solamente entre los que quieren relanzar un proyecto neoliberal con el argumento de que el futuro está en el Pacífico. En Ecuador el presidente Rafael Correa no solo lo condecoró, también dijo que “sería maravilloso” que fuera el próximo secretario general de Unasur, sin duda para ganar aún más protagonismo.

(In Télam)

Lula gobernó Brasil con inteligencia para no alarmar al imperio y recibir sus golpes

por Pedro Echeverría V.

Lula cartoon

1. Luiz Inacio Lula da Silva –expresidente de Brasil- se convirtió en figura internacional. Dice el periódico La Jornada después de entrevistarlo: “es un ser práctico, intuitivo, que busca la resolución concreta de los problemas. Fue en buena medida gracias a esa capacidad, que se desarrolló en Brasil un complejo proceso de articulación política que tornó posible la prioridad de lo social y la promoción de políticas igualitarias, la soberanía externa y la recuperación del papel activo del Estado en la construcción de los derechos ciudadanos”. Sin embargo Lula tuvo que enfrentar a las derechas e izquierdas en Brasil y en el mundo por la fuerza que tuvo en su mandato. No hacer escarnio de su gobierno, pero tampoco halagarlo, porque pudo trabajar más para el pueblo.

2. Las tesis de Lula: a) Era plenamente posible crecer distribuyendo riqueza, que no era necesario esperar el crecimiento para distribuir. b) Era posible aumentar los salarios sin inflación. Explica: En 10 años, los trabajadores tuvieron un aumento real en sus ingresos; el salario mínimo creció casi 74 por ciento y la inflación estuvo controlada. c) Aumentamos nuestro comercio exterior y aumentamos nuestro mercado interno sin que eso entrase en conflicto. Explica: decían antes que no era posible que crecieran al mismo tiempo el mercado externo y el mercado interno. d) Probamos que poco dinero en mano de muchos es distribución de la riqueza y que mucho dinero en mano de pocos es la puerta para todo tipo de injusticias. Esos fueron algunos tabúes que nosotros rompimos.

3. Nos ironizaron, declara Lula: el Programa Beca Familia, el aumento del crédito para la agricultura familiar, el programa Luz para Todos y otras políticas sociales que desarrollamos; aquellos que los despreciaban diciendo que era limosna, que era mero asistencialismo, percibieron que fueron esos millones de personas, cada una con un poquito de dinero en la mano, las que comenzaron a dar estabilidad a la economía brasileña, haciendo que creciese, generase empleo y más riqueza. Llegaremos al 2016 como la quinta economía del mundo. Pero lo más importante mejorar día a día la calidad de vida del pueblo brasileño, sea desde el punto de vista del salario, de la vivienda, del saneamiento básico, de la educación. Creamos 14 universidades nacionales nuevas, 126 nuevos campus y 214 escuelas técnicas superiores. Esto entre 2003 y 2010.

4. No debe olvidarse que Lula recibió muchas críticas de los trabajadores o Movimiento Sin Tierra (MST) de Brasil, como se dice: probablemente, la organización social más importante del mundo. Surgido hace 20 años en plena dictadura militar en Brasil, el MST aglutina a los excluidos de la sociedad brasileña tanto del campo como de las ciudades. Brasil es de los países con una peor distribución de las tierras y la riqueza. El 50% de las tierras cultivables en Brasil están en manos del 1% de terratenientes; creando así millones de familias sin tierra y sin futuro que se agolpan en favelas miserables rodeadas de pobreza y violencia. El Movimiento Sin Tierra lucha por la reconquista del campo. Además de críticas de la parte radicalizada de su partido: el PT. Lula no fue el causante pero sí el gobernante.

5. Brasil tiene actualmente el segundo lugar en habitantes en América (200 millones) y el tercero en territorio más extenso del continente; suficiente para saber del poderío histórico que ha tenido y tendrá en las próximas décadas en América y en el mundo. Pero no sólo está presente su gran tamaño, sino además –y es lo más importante- el papel económico y político que han jugado en el mundo sus gobiernos. En el caso de Brasil se han manifestado convulsiones por golpes de Estado y revueltas armadas; por ejemplo en la Primera Guerra Mundial parece haberse iniciado un ciclo prolongado de inestabilidad financiera, política y social que se extendería hasta la década de 1920, manteniendo al país asolado por diversas rebeliones que poco a poco minaron el régimen.

6. El “nacionalismo” fue importante: Así como hubo un gobierno de Lázaro Cárdenas (1934-40) en México, hubo otro en Argentina, Juan D. Perón, (1946-55); también en EEUU: F. D. Roossevelt (1933-45), hubo también en Brasil un personaje que dominó de 1930 a 1990: Getúlio Vargas. Fue un político brasileño cuatro veces Presidente de la República (1930–1934 en el Gobierno Provisorio; 1934–1937, en el gobierno constitucional; 1937–1945, en el Estado Novo; 1951–1954, presidente electo por voto directo. Se suicidó de un tiro al corazón, dentro de su cuarto en el Palacio de Catete, en la ciudad de Río de Janeiro, por entonces capital del país y que fue probablemente –se escribe- el más importante y polémico político brasileño del siglo XX.

7. Quizá el Brasil moderno se inicia con el corrupto Color de Melo (1990-92) a quien le siguen Itamar Franco (1992-94), Henrique Cardozo (1995-2002) y la socialdemocracia sea creación de Lula Da Silva (03-11) y Dilma Roussett que parece ser la continuidad. Antes una serie de generales unidos al partido Arena mantuvieron sometido a Brasil: Castelo Branco, Costa e Silva, Medici, Geisel, Feguereido, hasta que llegó Sarney en 1985. No se sabe si Brasil ahora, en su nuevo rol como parte del BRICS conformado con China, India, Rusia y Sudáfrica, se transforme en unos años en una importante potencia económica o, –ahora sí- sea víctima de ataques económicos del bloque yanqui. Hasta hace 25 años, casi emparejado con México y Argentina, formaban una especie de liderazgo en América; hoy Brasil está muy por encima de los dos.

8. No hay que aminorar al gobierno de Lula. Su prestigio en la política mundial se hizo grande después de gobernar. Se ha dicho que si Dilma no busca su reelección Lula podría ser nuevamente el candidato. Buscar ser presidente del Brasil hace intervenir a fuerzas mundiales en pugna; no puede ser sólo decisión de los brasileños en un país donde los yanquis, China, el Mercomun, Alemania, intervienen para inclinar la balanza a su favor. Tampoco se puede asegurar que una segunda etapa de Lula será más beneficiosa o más perjudicial para los explotados y marginados de Brasil. En estos tiempos lo más importante no es la posición localista o nacionalista; al contrario: debe buscarse jugar un papel internacional contra la explotación, las guerras de rapiña y, sobre todo, contra toda idea imperialista mundial.

Das relações de Lula com a rosa da Operação Porto Seguro

Quem não corre o risco de escolher amigos, cônjuge, sócios e funcionários errados?

A imprensa anda a destacar que Lula da Silva falou 122 vezes ao telefone nos últimos dezenove meses, com sua amiga e chefe de gabinete da Presidência da República em  São Paulo, Rosemary Nóvoa de Noronha, segundo revela reportagem de Marcelo Freitas e Raphael Veleda para a edição brasiliense do Metro, jornal do Grupo Bandeirantes de Comunicação. Em média, uma ligação a cada cinco dias, entre março de 2011 e outubro de 2012, quando Lula já não era presidente da República.

Os telefonemas foram monitorados pela Polícia Federal, com autorização judicial, no âmbito da Operação Porto Seguro, deflagrada sexta-feira, 23, que prendeu seis pessoas, incluindo o nº 2 da Advocacia Geral da União, José Weber Holanda Alves, e dois dois irmãos dirigentes de agências reguladoras, Rubens Vieira, da Ana (Águas), e Paulo Vieira, da Anac (Aviação Civil). Um terceiro irmão, Marcelo, empresário, também foi preso [E todos soltos pela, mais que amiga, justiça federal].
A quadrilha é acusada de corrupção e tráfico de influência. Amiga íntima de Lula, que a nomeou e, ao final do governo, pediu para que ela fosse mantida no cargo, Rosemary é suspeita de ser uma das cabeças do esquema, que também vendia por até R$ 300 mil pareceres técnicos de servidores federais a empresas interessadas em negócios com o governo. Informa Dimas Oliveira.
Pouca interessa, neste caso as amizades. O importante para o Brasil é descobrir que empresas foram beneficiadas. Esse jornalismo investigativo a imprensa não tem coragem e interesse de realizar. Destacar a amizade de Lula vale como despiste.
Despistar tem como sinônimo:

1. desencaminhar, desnortear.

2. enganar, ludibriar, misturar.

3. baralhar, confundir, desorientar, enlear, iludir.

Fugir dos assuntos polêmicos, engavetar notícias, informar meias-verdades, o jeitinho brasileiro da imprensa esconder empresários e empresas.

Nenhuma autoridade é responsável pelas nomeações. Isso acontece em qualquer empresa com excelente serviço de RH. Nos governos existem os serviços de informações. Na ditadura militar tinha o SNI. Hoje eles existem em qualquer polícia militar que monitora todos os cidadãos. Nas forças armadas. Nos serviços de proteção ao crédito. No fisco. No sistema bancário. As operadoras de telefonia gravam todas as conversas. Todos os computadores são varridos. Cada edifício e milhares de ruas possuem câmaras de filmagem interna (sorria, você está sendo filmado). O Big Brother é

– Onisciente: Aquele que possui todo o conhecimento, toda a ciência.

– Onipresente: Aquele que está presente em toda parte.

– Onipotente: Aquele que pode todas as coisas.

Para facilitar, o TRE pretende um título eleitoral cujo número seja o mesmo para todos os documentos: identidade, carteira de motorista, carteira de trabalho, CPF…  A eficácia do método ficou comprovada nos campos de concentração de Hitler. Cada prisioneiro tinha um número marcado no braço.

Máquina de tatuagem nazista
Máquina de tatuagem nazista. Fique sabendo mais 

Determinaram tudo seria mais fácil
se em lugar de um nome
Sibonei tivesse um número.
A prática se mostrou bastante útil
nos campos de Treblinka e Dachau.
E Sibonei foi marcada
como o ferro marca o gado.

Um único número
para todos os documentos (…)
Um único número
economiza papel
e tinta.
Um único número
aligeira a burocracia
e facilita a localização de Sibonei
entre as demais jovens da boiada.


Leia mais. Transcrevi trechos do poema O Retrato de Sibonei

Buchenwald_Survivor_Tattoo_

Tatuagem de números nos campos de concentração nazista

Ate as crianças eram numeradas nos campos de concentração de Hitler
Ate as crianças eram numeradas nos campos de concentração de Hitler

Neste mundo dominado pelas multinacionais, um ex-presidente “é um velho caquético”, assim Rosemary (que amiga da onça!) definiu Lula.

Publica R7 Notícias: Uma conversa de Rosemary Noronha grampeada pela Polícia Federal em maio deste ano mostra a ex-chefe de gabinete da Presidência em São Paulo comparando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a “um velho caquético”. Ela dizia a Paulo Vieira, que estava preocupada com a imagem pública de Lula após um suposto tombo levado em casa. As informações são do Jornal Folha de S.Paulo.

A imprensa brasileira usa e abusa das palavrinhas  “suposto” e “suspeito”, com a desculpa do politicamente correto.

A queda de Fidel Castro
A queda de Fidel Castro

-rei-ruan

O tropeção do rei Juan Carlos
O tropeção do rei Juan Carlos

As nomeações para as agências reguladoras são sabatinadas e aprovadas pelo Senado.

Não é da competência de um presidente, de um rei, ou mesmo de um ditador, investigar a vida alheia. Isso é função dos serviços de informações estratégicas, da polícia, das promotorias e da imprensa.

Do governante o poder de nomear e demitir. A presidente Dilma Rousseff exonerou todos os funcionários denunciados pela Operação Porto Seguro. Que a Justiça faça sua parte. Coloque na cadeia os  corruptos e os corruptores.

ARMARAM A CAMA DE GATO PARA A DILMA (E O LULA) ?

SE A DILMA NÃO CONTROLAR A PF E A SSI


por Paulo Henrique Amorim

Controlar a Polícia Federal e a SSI é medida preliminar de qualquer Presidente que preze 8 horas de sono. A Polícia Federal, na mão do Cerra ou de um especialista em fogo amigo, derruba o Presidente da República.

A função da SSI é proteger as instituições e, num regime presidencial, a prioridade é proteger a Presidência.

Se a SSI funcionasse, o Presidente Lula teria sido advertido das atividades do Valdomiro, do Marcos Valério, do Mensalão e da família da Ministra Erenice.

A SSI é para tirar o pino da granada que inimigos e aliados jogam no Palácio.

Controlar a Polícia Federal e a SSI é medida preliminar de qualquer Presidente que preze 8 horas de sono.

A Polícia Federal, na mão do Cerra ou de um especialista em fogo amigo, derruba o Presidente da República.

Fogo amigo é o que não falta

Oposição representa contra Lula e defende Gilmar Mendes. Mas não explica a escolha de Gilmar, de exclusivamente Gilmar

Foi encaminhada à primeira instância da Justiça Federal a representação contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apresentada pelos partidos de oposição à Procuradoria Geral da República. O entendimento do procurador-geral, Roberto Gurgel, é de que, como Lula não tem mais foro privilegiado, uma investigação contra ele deve ser analisada pelo Ministério Público Federal do Distrito Federal e não pela PGR.

Líderes do PSDB, DEM, PSOL e PPS (ex PCB) representaram contra o ex-presidente, acusando-o de praticar os crimes de tráfico de influência, coação no curso do processo penal e corrupção ativa pela suspeita de ter feito “pressão” junto ao ministro Gilmar Mendes para que o Supremo Tribunal Federal adiasse o julgamento do escândalo do Mensalão. A informação foi publicada pela revista Veja desta semana a partir de entrevista de Gilmar Mendes.

Interessante se Lula cantou Gilmar. Diz mais de Gilmar do que de Lula.

Lula indicou oito ministros para o STF, com uma composição atual de 11 juízes. Os ministros nomeados pelo ex-presidente petista são Eros Grau, Carlos Alberto Menezes Direito, Ayres Britto, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Cezar Peluso, Joaquim Barbosa e Dias Toffoli. Os dois primeiros não atuam mais como magistrados do STF.

Dilma Rousseff, atualmente com um ano e meio de governo, escolheu dois:  Luiz Fux e Rosa Weber.  Sarney, Collor e  Fernando Henrique nomearam  Celso de Mello, Marco Aurélio e Gilmar Mendes, respectivamente.

Interessante que Lula procurasse um ministro designado por Fernando Henrique do PSDB, partido da oposição.

O peita de Lula a Gilmar Mendes teria sido feita no escritório do ex-ministro da Justiça e ex-ministro do STF Nelson Jobim. Em troca, Lula teria oferecido a Gilmar Mendes “blindagem” na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista que investiga as relações de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com agentes públicos e privados.

Lula divulgou nota dizendo-se indignado e, negando o pedido de adiamento do julgamento do Mensalão, admitiu ter se encontrado com Gilmar Mendes no escritório de Nelson Jobim. O ex-ministro da Justiça também confirmou o encontro, mas negou os termos da entrevista de Gilmar Mendes.

O Brasil precisa acabar com o foro especial, criado por Fernando Henrique, e com os julgamentos secretos.  Que a Veja plante notícia, entendo. Que sempre usou o “jornalismo” marrom praticado por Cachoeira, e Cachoeira sempre foi a principal fonte da Veja. Só não compreeendo porque, se verdadeiro, Lula apenas “pressionou”  Gilmar Mendes…

Também interessante que a grande imprensa não destaque  porque  o Ministério Público Federal do Distrito Federal não investiga a “blindagem”: as relações do bicheiro Cachoeira com agentes públicos e privados. No caso, em que esse escudo beneficiaria Gilmar.

Não é humor negro. Pretendem legalizar a escravidão no Brasil

Sempre repeti: A princesa Isabel votou uma lei para inglês ver. A Lei Áurea, que libertou os escravos. Portanto, não vou repetir nenhum um texto meu. Transcrevo da Wikipedia:

Leis para inglês ver é a expressão usada no Brasil para leis demagógicas e que não são cumpridas na prática. A origem da expressão tem várias versões, mas provavelmente deriva de uma situação vivenciada no Período Regencial da história brasileira.

Os britânicos, que tinham explorado a escravidão durante mais de duzentos anos, sobretudo monopolizando o tráfico de negros africanos, passaram a liderar os movimentos antiescravistas. As razões disso são diversas, mas prevalece a tese de que isso se deu por razões econômicas.

Em 1826, o império britânico obrigou o Brasil, que havia recentemente adquirido sua independência, a firmar um tratado de abolição do tráfico em três anos, o que não foi efetivamente cumprido.
Mas o Brasil, politicamente independente desde 1822, era economicamente dependente dos ingleses, porque eles lideravam a aquisição da produção do café, que estava em plena expansão e também forneciam a maior parte dos produtos manufaturados aos brasileiros. Além disso, os principais banqueiros do mundo eram os ingleses, que fomentavam a concessão de empréstimos e financiamentos aos produtores de café e aos que iniciavam a industrialização do país.
Dessa forma, e também por conta da vinculação política estabelecida desde a chegada da Corte portuguesa ao Brasil, em 1808, a pressão britânica era intensa, o que levou o Governo Regencial — que administrava o país em razão da menoridade do príncipe Dom Pedro II, e que fora colocado no trono com a abdicação de seu pai, Dom Pedro I do Brasil –  a promulgar uma lei, em 1831, que declarava livres os africanos desembarcados em portos brasileiros desde aquele ano. Mas o sentimento geral era de que a lei não seria cumprida, fazendo circular pela Corte, inclusive na Câmara dos Deputados, o comentário de que o Regente Feijó fizera uma lei só “para inglês ver”.
.
FROTA NAVAL BRASILEIRA
PRINCIPAL MOTIVO
Com a retirada dos ingleses do transporte dos escravos, o Brasil começou a construir navios, passando a possuir a quarta frota naval do mundo. Isso constituía uma ameaça comparável, nos tempos de hoje, o Brasil pretender criar armas nucleares.
 Os navios do tráfico eram confiscados pelos ingleses, mas o rendoso negócio do tráfico de negros, em navios chamados tumbeiros ou negreiros, valia o risco.
.
PROCESSO DE ABOLIÇÃO
NO BRASIL FOI GRADUAL
.

Teve a Lei do Ventre Livre de 1871, a Lei dos Sexagenários de 1885, e finalmente, a Lei Áurea em 1888.

O Brasil foi o último país independente do continente americano a abolir completamente a escravatura. O último país do mundo foi a Mauritânia, somente em 9 de novembro de 1981.

.

FERNANDO HENRIQUE ACABOU
COM A LEI DOS SEXAGENÁRIOS

FHC aumentou a aposentadoria por tempo de serviço dos 60, quando começa a velhice, para os 65 anos, quando se é idoso. Como se neste Brasil, do capitalismo selvagem e colonizador, existissem empregos para velhos.

Após sete anos tramitando no Congresso, o Estatuto do Idoso, outra lei para inglês ver, foi aprovado em setembro de 2003 e sancionado pelo presidente Lula da Silva no mês seguinte, ampliando os direitos dos cidadãos com idade acima de 60 anos. Mais abrangente que a Política Nacional do Idoso, lei de 1994 que dava garantias à terceira idade, o estatuto institui penas severas para quem desrespeitar ou abandonar cidadãos da terceira idade. É mais uma lei para inglês ver.

.

PRESSIONAM DILMA PARA
LIBERAR A ESCRAVIDÃO

A verdade, a verdade é que persiste o trabalho escravo no Brasil. Inclusive de crianças.

Em 28 de janeiro de 2004, no município mineiro de Unaí, o milionário produtor rural Antério Mânica, que foi eleito prefeito da cidade depois do crime, mandou assassinar os fiscais do trabalho Erastóstenes de Almeida Gonçalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva, e o motorista Ailton Pereira de Oliveira, durante fiscalização na zona rural de Unaí. O episódio ficou conhecido como Chacina de Unaí, e uma lei, para inglês ver, transformou  28 de Janeiro em Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. Veja vídeo.

Era presidente do Brasil Lula da Silva, e governador de Minas Gerais Aécio Neves. Do partido de Aécio, PSDB, Mânica foi reeleito.

No momento, produtores rurais pressionam Dilma Rousseff para sancionar a Lei Mânica, legalizando o trabalho escravo.

O Dia do Trabalhador devia ser comemorado em 28 de Janeiro de 2004. O Dia Primeiro de Maio não tem nenhum significado no Brasil. Não é nem feriado nos Estados Unidos
Que o Dia do Trabalhador seja comemorado em 28 de Janeiro. O Dia Primeiro de Maio não tem nenhum significado no Brasil. Não é nem feriado nos Estados Unidos
No local da chacina devia ser construído um momento pela Abolição da Escravatura
No local da chacina seja construído um Monumento pela Abolição da Escravatura
Líder ruralista Antônio Mânica,  mandante do crime
Líder ruralista Antério Mânica, mandante do crime
Lei Mânica passará?
Lei Mânica passará?

Nos governos de Itamar, Fernando Henrique, Lula da Silva e Dilma: Quem matou jornalista ficou numa boa

Quem investiga os assassinatos de jornalistas? As polícias dos governadores estaduais e a Polícia Federal do governo do Brasil.

Quem prende os assassinos de jornalistas? Este poder é da justiça. Dos juízes, dos desembargadores, dos ministros dos supremos tribunais.

Estes dois poderes são os principais responsáveis pelos espancamentos, pelas mortes anunciadas e encomendadas de jornalistas.

Do governo federal, a informação safada do Itamaraty:  que os jornalistas não morreram no exercício da profissão.

Que governo ficou marcado pela matança impune de jornalistas?

Cobramos dos governos militares os assassinatos de jornalistas. Devemos ter o mesmo sentido de justiça para cobrar dos governos civis a punição dos culpados.

Quando o Brasil vai ter uma verdadeira democracia?

Transcrevo do portal Terra:

Em 20 anos, 70% das mortes de

jornalistas ficaram impunes no País

 

 

Aproximadamente 70% dos assassinatos de jornalistas registrados no Brasil nos últimos 20 anos ficaram impunes, segundo levantamento da organização americana Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ). O caso mais recente é o do repórter de política e blogueiro Décio Sá, baleado em um restaurante no último dia 23 em São Luís (MA). Sá trabalhava no jornal O Estado do Maranhão, da família do presidente do Senado, José Sarney.

O CPJ contabilizou 20 assassinatos entre 1992 (posse de Itamar Franco) e 2012  no Brasil, sendo que 14 não foram punidos. Outros seis foram parcial ou totalmente esclarecidos e seus culpados punidos. O Brasil foi classificado pelo comitê em 11º lugar entre os países onde há mais impunidade contra profissionais da imprensa. “Os crimes contra jornalistas continuam sendo um dos principais problemas que a imprensa enfrenta nas Américas”, afirmou em nota Gustavo Mohme, da Sociedade Interamericana de Imprensa, após a morte de Sá.

Contudo, o levantamento da CPJ está desatualizado. A organização contabilizou em 2012 apenas o assassinato do jornalista Mário Randolfo Marques Lopes, em Vassouras (RJ), em fevereiro. Não foram incluídos no estudo a recente morte de Sá e os assassinatos do radialista Laécio de Souza, da rádio Sucesso FM, de Camaçari (BA), ocorrida em janeiro, e do repórter do Jornal da Praça e do site Mercosulnews Paulo Roberto Cardoso Rodrigues, em Ponta Porã (MS), em fevereiro.

Esclarecido


Apenas um dos quatro assassinatos de jornalistas de 2012 foi esclarecido pela polícia, o de Laércio Souza. Segundo a Polícia Civil da Bahia, ele foi morto por criminosos em janeiro, na cidade de Simões Filho (região metropolitana de Salvador) após descobrir e denunciar um esquema de narcotráfico que operava em uma comunidade onde ele planejava realizar trabalhos sociais.

Um suspeito foi preso e aguarda julgamento. Um adolescente foi apreendido e submetido a 45 dias de medida socioeducativa. Um segundo adolescente que participou do crime foi achado morto. A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão afirmou que um suspeito chegou a ser detido, mas não foi formalmente indiciado. Já as mortes de Rodrigues e Lopes permanecem sem solução.

Intimidação


Segundo a pesquisa do CPJ, a maior parte das vítimas são jornalistas que denunciaram casos de corrupção. No segundo lugar do ranking vêm os repórteres policiais e em terceiro aqueles que escrevem sobre temas políticos. Porém, mais comuns que os assassinatos são os casos de intimidação e ameaças.

Após escrever reportagens sobre assassinatos extrajudiciais cometidos por maus policiais em 2003, o repórter especial paulistano J., de 54 anos, que não terá o nome revelado, começou a receber ameaças e teve que “desaparecer” por 40 dias. Depois trabalhou por mais de quatro meses protegido por uma escolta armada. “Muda tudo na sua vida. Você se dá conta que é extremamente vulnerável”, afirmou J. “A minha família ficou desesperada, se eu atrasasse cinco minutos era motivo para muita preocupação. Quase entrei em depressão”, disse.

A lista é maior
Na lista de assassinatos de jornalistas raramente são incluídos blogueiros e radialistas. Existe um preconceito. Nos meus tempos de foca contra os radialistas.
Hojemente com os blogueiros.
Uma contagem mais realista, esta lista talvez duplicasse.
Quem sabe quantos blogueiros foram assassinados? E blogue não existia nos tempos dos militares.

Órfãozinhos do Brasil. O misterioso caso do filho adulterino de Fernando Henrique e a desumana lei das crianças apátridas

miriam

Nos blogues Aqui não dá, Jornalismo de Cordel, e outros que sofreram apagão da censura na internet, escrevi sobre o romance adulterino de Fernando Henrique com a jornalista Miriam Dutra. Inclusive participei de um debate no Comunique-se. com, o maior portal de jornalistas do Brasil, com testemunhais de importantes jornalistas, inclusive amigas de Miriam Dutra, sobre o estranho silêncio da imprensa brasileira, que acobertou o caso.

Miriam Dutra viajou exilada para Portugal, grávida de Fernando Henrique, e depois para Espanha. Tudo indica que o filho nasceu em Portugal.

Um caso – este, sim, o lado mais perverso da história – que criou vários órfãos brasileiros.

A partir do dia 7 de junho de 1994, as crianças que nasceram no exterior, filhos de brasileiros, perderam o direito à cidadania brasileira.

A Lei deixou mais de 200 mil crianças, filhos de brasileiros, nascidos no exterior sem pátria.

Foi o caso de Thomas, filho de Fernando Henrique.

Lei sancionada por Itamar Franco. Não esquecer que em 1992, Fernando Henrique deixou o Senado, para assumir o Ministério do Exterior. Em 1993- 1994, o Ministério da Fazenda.

Coincidência?

Lula da Silva, presidente, toda vez que viajava para o exterior, era recebido por protestos realizados por órfãos brasileiros. No final do seu governo, acabou com essa lei injusta, desumana e cruel.

O filho da Grande Imprensa

por Washington Araújo

Causa espanto que uma imprensa sempre tão ciosa de ter seu direito à liberdade de expressão cassado, censurado, suprimido, tenha de livre e espontânea vontade desistido de divulgar assunto tão mobilizador de corações e mentes como o do “filho de FHC”. Quando foi para falar sobre Lurian Cordeiro, filha de Lula, o comportamento foi bem distinto.

Data: 28/06/2011
Causa espanto a desfaçatez com que a grande imprensa decide tratar, destratar, maltratar ou não tratar assunto que por algum infinitésimo de segundo lhe cause incômodo na esfera política. Refiro-me ao filho adulterino do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso com a jornalista Miriam Dutra, então funcionária da Rede Globo de Televisão. A vida do inocente filho sempre foi permeada por mistério, muitos silêncios, excessivas pausas e imoderada paciência em levar a público o que já era de conhecimento de meia Brasília política, de meio país dos mexericos e se podiam contar nos dedos os jornalistas desinformados de paternidade tão noticiada nos bastidores do Poder quanto sigilosa nos meios noticiosos de circulação nacional e de maior audiência radiofônica e televisiva.

Causa espanto a desfaçatez com que a grande imprensa vem, com atraso de 19 anos, dar conta que o filho do experiente político com a renomada jornalista na verdade não é seu filho biológico: dois exames de DNA deram negativo. E o mesmo espanto é estendido à informação de que este filho, mesmo não sendo seu do ponto de vista biológico é assumido plenamente pelo velho patriarca como seu por “laços afetivos e emocionais”. E o assunto somente terá seu capítulo final após sua morte que é quando seus três filhos legítimos com D. Ruth Cardoso irão tratar do sensível tema chamado direito à herança. Até lá, este mais novo desdobramento de uma notícia há tanto tempo vetada de vir à luz pública, não por força de monstruosos sensores, e sim, de decisão editorial envolvendo os principais jornais do eixo Rio-São Paulo, as revistas de maior circulação nacional e as redes de televisão de maior audiência.

Causa espanto a desfaçatez com que a grande imprensa aceitou ser “furada” por uma revista de modesta circulação nacional e, para completar o contraste do furo, de regularidade mensal – a Caros Amigos. E foi em sua edição nº 37, de abril do ano 2000, que o editor de Caros Amigos Palmério Dória publicou a matéria “Por que a Imprensa esconde o filho de oito anos de FHC com a repórter da Globo?”. A revista questionava o silêncio concedido pela grande imprensa ao assunto, e apontava o grave contraste com o estardalhaço com que esta mesma grande imprensa tratara de filhos ilegítimos de outras personalidades do mundo político como Fernando Collor de Mello e Luiz Inácio Lula da Silva, não por acaso, também ex-presidentes da República.

Causa espanto que uma imprensa sempre tão ciosa de ter seu direito à liberdade de expressão cassado, censurado, suprimido, tenha de livre e espontânea vontade (editorial) desistido de divulgar assunto tão mobilizador de corações e mentes. Vale registrar que, à época, não foram poucos os jornalistas que se apressaram a não acusar o golpe – no caso o furo protagonizado por Caros Amigos – e deixando claro que o “filho ilegítimo de FHC” se tratava tão-somente de um “assunto pessoal”, desprovido de qualquer “teor jornalístico” e não oferecendo aqueles características basilares que têm o poder de converter a mera informação de bastidor em “notícia capaz de interessar à opinião pública”.

Causa espanto que o assunto, desde seu nascedouro, no caso, desde o nascimento do pequeno Tomás Dutra Schmidt, o tema já se impunha com todos os ingredientes com que uma informação assume ares e jeito de notícia e mesmo assim foi escanteado para o misterioso arquivos dos “assuntos que são, mas não deviam ser notícia”. Tinha a marca da novidade, relevância, importância (por se tratar de filho do Presidente da República); configurava aspectos de raridade (porque não é comum deixar de noticiar a existência de filho ilegítimo de um Presidente da República), trazia a força capaz de atiçar a curiosidade (porque era filho de famosa jornalista da principal rede de televisão do Brasil, a Globo); era, sobretudo, oportuna (porque na campanha eleitoral de 1989, um dos maiores escândalos era nada menos que a existência da jovem Lurian Cordeiro, igualmente filha ilegítima do segundo candidato mais votado à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Em resumo, noticiar a existência de Tomás não poderia ser chancelado, sob qualquer hipótese como “evento pouco significativo, banal ou corriqueiro”. Muito menos ainda vir a ser tratada como notícia destinada a passar ao largo do chamado interesse do público. E, no entanto, assim foi tratada. E não apenas pela Rede Globo de Televisão, como também pelo SBT, pela Record e pela Band. Deixou de ser impressa tanto nas páginas de Estado de São Paulo quanto nas de O Globo e da Folha de S.Paulo. Nenhuma emissora de rádio registrou algum locutor dando conta do assunto. E quando se levanta a tese da existência de personalidades premiadas com a blindagem da imprensa é óbvio que esta não surge do nada, do encontro do vento sudeste com o noroeste, do acaso com a mera coincidência. É que existe blindagem mesmo.

Causa espanto que somente no domingo, 15 de novembro de 2009, reportagem da jornalista Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo, dava conta que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reconheceria oficialmente Tomas Dutra Schmidt como filho. E agregava que “Tomas, que hoje tem 18 anos, nasceu da relação amorosa que FHC teve com a jornalista Mirian Dutra, da TV Globo.”. A jornalista informava ainda que “FHC consultou advogados e viajou na semana passada para Madri — onde vive a jornalista — para cuidar do reconhecimento do filho.” Cuidadosa na apuração de suas notícias exclusivas, Mônica Bergamo informava também que “FHC negou a informação e disse que estava na cidade para a reunião do Clube de Madri. Procurada pela Folha, Mirian disse que quem deveria falar do assunto seria ele e a família dele.” Com este punhado de informações parecia que, finalmente, nove anos após a alentada reportagem do jornalista Palmério Dória em Caros Amigos, um dos nossos grandes diários trazia à luz o mais comentado e também o quase-nunca-noticiado segredo da República. Outros veículos de comunicação fizeram o de sempre: repercutiram a notícia sem agregar qualquer nova informação.

É curioso observar como o mexerico, desde o início, recebeu as tintas da autenticidade. Bergamo não deixa margem à dúvidas quanto à paternidade de Tomás: “Tomás, que hoje tem 18 anos, nasceu da relação amorosa que FHC teve com a jornalista Mirian Dutra, da TV Globo.” E escancara nas entrelinhas a quantidade de energia despendida pelo ex-presidente para despistar nossos argutos jornalistas sobre o assunto, quando mesmo há poucos dias de reconhecer oficialmente o filho, na verdade encontrava-se na capital espanhola apenas para atender “a reunião do Clube de Madri”.
Causa espanto, e põe espanto nisso!, as três notas publicadas pela revista Veja (Edição 2223, de 29/6/2011), na coluna Radar, do jornalista Lauro Jardim. São elas:

DNA revelador 1
Dois exames de DNA, o último deles feito no início do ano, deram um desfecho surpreendente a uma história envolta em muita discrição há duas décadas: Tomás, de 19 anos, o rapaz que FHC reconheceu oficialmente como filho em 2009 em um cartório espanhol, não é filho do ex-presidente.

DNA revelador 2
Embora só tenha perfilhado Tomás há dois anos, FHC sempre ajudou a jornalista Miriam Dutra, sua mãe, a sustentá-lo. Como morava entre Portugal e Espanha, para onde Míriam foi enviada pela Globo pouco antes do seu nascimento, Tomás tinha contato com FHC quando o ex-presidente viajava para a Europa – tendo eles se encontrado também várias vezes no Brasil durante a passagem de FHC pela Presidência. A situação, porém, sempre foi envolta em total reserva, quebrada somente com a publicação pela Folha de S.Paulo, em 2009, de uma reportagem sobre o reconhecimento de Tomás.

DNA revelador 3
No ano passado, mesmo sem nenhuma contestação da paternidade, FHC e Tomás, hoje estudando relações internacionais nos EUA, decidiram fazer exames de DNA. Eles foram juntos ao laboratório. Antes, no entanto, FHC disse a Tomás que, qualquer que fosse o resultado, nada mudaria na relação entre os dois. Com o inesperado resultado dos exames em mãos, FHC reafirmou o que dissera. Portanto, nada muda na vida do rapaz no que diz respeito a seu ex-pai biológico.

Nenhuma das notas, com o que agora soa como irônico título “DNA revelador”, revelou algo que capaz de jogar luzes sobre o DNA da nossa grande imprensa: quais os reais motivos para sonegar do público a existência do filho ilegítimo de Fernando Henrique Cardoso? E, se optasse por condensar as três notas em apenas uma, o jornalista poderia ter brindado seus sonolentos leitores com informações como:

(1) Por quê o tratamento desigual concedido aos filhos ilegítimos de outros ex-presidentes da República?

(2) Por quê não buscar alguma declaração de Miriam Dutra sobre a real identidade do pai biológico de Tomás Dutra Schmidt?

(3) Quanto custou a Fernando Henrique Cardoso o peso de tão longevo silêncio por parte de nossa grande imprensa acerca de suas estripulias extramatrimoniais?;

(4) Por quê a revista Veja desconheceu o furo de Caros Amigos – ocorrido com antecipação de no mínimo 9 anos? – e oferece atestado de paternidade do referido furo ao jornal Folha de S.Paulo, que, a bem da verdade, publicou informações da jornalista Mônica Bergamo, apenas em sua edição de 15/11/2009?

Aberta a temporada de celebrações por ocasião dos 80 anos do pai-afetivo, mas não biológico do jovem Tomás, há que se inferir que seria tremendo mau gosto incluir o exame de DNA tão diligentemente divulgado por Lauro Jardim como… parte das comemorações.

Sem dúvida, o assunto que ainda parece longe de ter seu desfecho, oferece ensejo para alentada reflexão do papel de nossa grande imprensa e sua perigosa opção por continuar se equilibrando entre o bom e o mau jornalismo.

Até o momento, o mau jornalismo parece estar ganhando. E de goleada.

Tá faltando filho na história

por Eliakim Araújo

Quem pagou o castelo em barcelona? Quanto custou este favorzinho da imprensa? Imprensa? Que imprensa? Aliás e o editorial do jornal Goelbels sobre: “O povo tem o direito de saber.” ( oq que nós queremos que ele saiba). Depois estes filhos da puta destes tartufo da imprensa chia quando o chamamos de PIG! São uns golpistas safados sim. Não vê quem não quer.

Filho de repóter da Globo não é de FHC, revela DNA

por Mônica Bergamo

Dois testes de DNA, feitos em São Paulo e em Nova York, revelaram que Tomás Dutra Schmidt, filho da jornalista Miriam Dutra, da TV Globo, não é filho do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. 
Em 2009, FHC reconheceu Tomás como filho num cartório em Madri, na Espanha. 
O jovem, que hoje tem 18 anos, pode usar o documento a qualquer momento para colocar o nome do ex-presidente em sua certidão, segundo interlocutores de FHC. A informação sobre os testes foi publicada na coluna Radar, da revista “Veja”.