QUO VADIS. Cuidado que tem boi na linha

Gente, cuidado com os aventureiros. Quem pede um impeachment, pede em nome do vice-presidente ou do vice-governador.
Gente, cuidado com os aventureiros.
Gente, cuidado com o PIG – o Partido da Imprensa Golpista.

 

AOS CACOS

AOS CASCOS. Por Heriberto PozzutoEquipe da Globo é expulsa de manifestação em SP

Manifestantes expulsam equipe da Rede Globo. O jornalista Caco Barcellos e seus repórteres não conseguiram ficar no protesto, que fecha a avenida Faria Lima.
Os manifestantes que protestam contra o aumento da tarifa do transporte público no largo da Batata, em São Paulo, expulsaram uma equipe da Rede Globo do ato que acontece desde as 17h. O jornalista Caco Barcellos e seus repórteres não conseguiram ficar no protesto, que fecha a avenida Faria Lima. Os manifestantes expulsaram os profissionais com gritos de “Fora Globo” e “Central Globo de Mentiras”.
tv marcha povo pensamento indignados

Por Gilmar Crestani: Para a Rede Globo e seu retransmissores, manifestantes “com rumo” só os do CANSEI. Quando o rumo é contra os grupos mafiomidiáticos, são eles que perdem o rumo. Hoje os grandes responsáveis pela desinformação são os próprios meios de comunicação. Hoje, não. Lembro de 1987 quando participei da greve dos bancários em Porto Alegre, e Olívio Dutra era do Sindicato dos Bancários. Numa assembléia da categoria no Gigantinho, quando o pessoal da RBS apareceu toda categoria virou as costas, porque sabíamos que a RBS estava ao lado dos banqueiros, não dos bancários. No outro dia a Zero Hora estampou foto dizendo que os bancários haviam virado as costas aos seus dirigentes. Hoje, uma mentira como esta seria desmentida em tempo real na internet. É por isso que eles, os a$$oCIAdos do Instituto Millenium estão perdendo o rumo.

ELIANE CANTANHÊDE, da Folha, só tem olhos para Dilma, mas, pelo que se tem visto, todas as movimentações tem mais  olhos para gente como Eliane.

Juan Hervas
Juan Hervas

Paulo Henrique AmorimClique aqui para ler “Globo se esconde do povo”.

Foi mais fácil protestar em frente ao Palácio do Governador do que em frente de quem governa, de fato.

Estava navegando nas redes sociais, e eis que encontro o vídeo cujo endereço segue nesta mensagem. É uma crítica de Claudia Riecken ao comentário que o Arnaldo Jabor fez sobre a manifestação contra o aumento do  transporte coletivo em São Paulo.  Como não assisto a Globo, fui buscar o “comentário” do Jabor, que se encontra no youtube. Quem tiver estômago veja o mesmo.

Não conheço a Claudia Riecken,  mas uma rápida busca na internet trouxe informações sobre a mesma. Ela é uma cidadã que não usa ônibus, que não teria porque se indignar com o ocorrido. Mas ela externa o que parece ser a realidade: o aumento de R$ 0,20 na passagem do transporte coletivo em São Paulo foi a gota d’água. (Lembrei-me da música do Chico Buarque: “deixe em paz meu coração, ele é um pote assim de mágoa “Deixe em paz meu coração. Que ele é um pote até aqui de mágoa. E qualquer desatenção, faça não. Pode ser a gota d’água”).

Vejam o vídeo da Claudia Riecken: Aqui 

 

De Luiz Carlos AzenhaDa direita nada podemos esperar. É preciso que Haddad e Dilma, eleitos por um partido que tem compromisso com os movimentos sociais, se manifestem e assumam a dianteira. Se ficarem à reboque da direita, vão se perder. Até o FHC já elogia os manifestantes…

De NataCastro:Não, reaça, eu não estou do seu lado. Não vem transformar esse protesto legítimo em uma ação despolitizante contra a corrupção. Não vem usar nariz de palhaço, não tem palhaço nenhum aqui. Agora que a mídia comprou a manifestação tu vem dizer que acordou?
O povo já está na rua há muito tempo, movimentos sociais estão mobilizados apanhando da polícia faz muito tempo. São eles os baderneiros, os vândalos, os que atrapalham o trânsito. Movimento pelo transporte, Movimento Feminista, Movimento Gay, Movimento pela Terra, Movimento Estudantil… Ninguém tava dormindo! Essa violência que espanta todo mundo não é novidade, não é coisa de agora. Acontece TODOS os dias nas periferias brasileiras, onde não tem câmera pra registrar ou repórter para se machucar e modificar o discurso da mídia.
Não podemos admitir que nossa luta seja convertida pela direita numa passeata contra a corrupção. Não é uma causa de neoliberais. Não é uma causa pelos valores e pela família. Não estamos pedindo o fim do Estado – pelo contrário! – Esse “Acorda, Brasil” não tem absolutamente NADA a ver com a mobilização das últimas semanas.
Então se tu realmente acredita que a mídia tá do nosso lado, abre os olhos! São muitas as maneiras de se acabar com um levante: força policial, mídia oportunista, adoção e desconstrução do discurso

 

slavoj

Infanticidas e escravocratas contra Bolsa Família

O boato do fim do Bolsa Família nasceu de um balão de ensaio da Folha de São Paulo, que reverberou na classe média escravocrata e ameaçou as empregadas domésticas. Ouvi de uma dondoca: – “Essa gente pobre, sustentada pelo governo, não quer mais trabalhar”.

Esquecem os católicos o sermão do Papa Francisco: – “Salário indigno é escravidão”.

Que reclamem as madames: elas ajudaram a espalhar o boato infanticida.

br_atarde. bolsa família mortalidade infantil

E para Áecio o aviso: os conselhos da Folha de São Paulo derrotam qualquer candidato.

O povo não lê a Folha, cujas opiniões e notícias são espalhadas por proprietários de rádio e outros meios de comunicação do PIG.

Escreve Paulo Henrique Amorim: “O editorial da Folha – que só este ansioso blogueiro leu – critica severamente o Aécio Neves, porque deu ‘sinais de hesitação’: já que se recusou a atacar com ‘denúncia ácida’ o assistencialismo do Bolsa Família”.

E acrescenta: “O boato sobre a extinção do Bolsa Família atingiu 12 estados. Milhares de brasileiros (os mais pobres) correram às agências da Caixa com medo de não receberem o benefício.

Dizem que o boato começou na internet. Pode ser. Mas duvide-o-dó que tenha sido espalhado por ela. Aí tem rádios populares, com toda certeza, pois o povão do Bolsa Família só tem computadores, carros e aviões na mensagem distorcida da mídia corporativa.

Esse atrevimento de bolar e botar em execução um plano com esse alcance só acontece porque temos três ministérios fracos, acocorados – o da Justiça, o da Comunicação e a Secretaria de Comunicação, que enche de verba o inimigo que lhe ataca. Três bananas.

A presidenta Dilma que não se engane: esse boato plantado, e que atingiu seu objetivo de provocar pânico, é apenas balão de ensaio do que vem por aí.

Caso ela continue apoiando esses ministérios inoperantes, pode ter a desagradável surpresa de ver adiante um boato como o de que todos devem correr aos bancos porque eles vão quebrar, ou, ainda (vamos ver se assim ela se move), o de sua renúncia, um golpe etc., trazendo caos ao país, sem que nada disso tenha sido detectado pelas agências de inteligência (nas mãos do bananão da Justiça), com apoio das concessionárias de rádio, TV e teles ( nas mãos do bananão da Comunicação) e com as fartas verbas publicitárias do governo (nas mãos da bananona da Secom).

Presidenta, Lula quando chegou à presidência já havia concorrido três vezes. Além disso, percorreu o país com a Caravana da Cidadania, nasceu pobre no interior do nordeste, e virou um grande líder metalúrgico.  Sua imagem é conhecida, admirada e está na imaginação e no coração de todos. Lula fala diretamente com o povo. Você, presidenta, ainda não. Grande parte do seu prestígio ainda vem dele, por isso a mídia não se cansa de querer dissociá-los.

Portanto, cuidado. João Goulart, com uma proximidade do movimento sindical imensamente maior que a sua, foi defenestrado com um aviso falso de que havia fugido do país, divulgado pelas rádios e espalhado pelos jornais. O Congresso fez o resto, enquanto os tanques tomavam as ruas.

O boato do fim do Bolsa Família abriu a jaula. Ou a presidenta prende as feras ou pode vir a ser devorada por elas”.

Para Luiz Carlos Azenha: O “resumo do filme: hoje o Bolsa Família tem um benefício médio de R$ 237 por mês, o que dá R$ 2.844,00 por ano. Por outro lado, desde 2000, por cálculos oficiais, a família Marinho recebeu um Bolsa Família anual de R$ 488 milhões e 824 mil reais em recursos públicos federais, só através da TV. Chique, né?”
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Juventude denuncia criminalização de blogueiros; Dilma cala-se

repremir censura protesto movimento indignados

As organizações que realizam uma jornada da juventude brasileira por mudanças estruturais na sociedade brasileira tiveram uma audiência com a presidenta Dilma Rousseff, na tarde desta quinta-feira (4/4), no Palácio do Planalto.

Na audiência, o coordenador do Coletivo de Juventude do MST, Raul Amorim, cobrou a apresentação do projeto com o marco regulatório dos meios de comunicação e denunciou as ameaças a jornalistas independentes, citando o exemplo do jornalista Luiz Carlos Azenha condenado a pagamento de multa em processo movido pelo diretor das Organizações Globo, Ali Kamel.

“Está em curso um processo de criminalização de jornalistas independentes a partir de ações da grande mídia no Poder Judiciário, como é o caso do Luiz Carlos Azenha”, disse Amorim à presidenta.

O coordenador da juventude do MST pediu que o governo encaminhe as deliberações aprovadas na 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), realizada em 2009, para que seja respeitado o direito à manifestação do pensamento, à expressão e à informação, como garante a Constituição.

Amorim defendeu a implementação de políticas públicas voltadas para a mídia alternativa, de forma a garantir um sistema de comunicação que represente a pluralidade da sociedade.

A presidenta Dilma não respondeu as propostas e preocupações, mas disse que a internet é um espaço democratizador, que deve chegar a todos os brasileiros por meio da implementação do Plano Nacional de Banda Larga.

A jornada organizada por mais de 40 entidades defende mudanças estruturais na sociedade brasileira, como o financiamento público da educação para universalização da educação em todos os níveis,o fim do extermínio da juventude nas grandes cidades, sobretudo negra, a democratização dos meios de comunicação, garantia de trabalho decente, reforma política democrática e a reforma agrária.

A jornada, que começou em 25 de março, somará protestos em 16 capitais. Já foram realizadas manifestações em São Paulo, Brasília, Minas Gerais, Paraná, Porto Alegre, Sergipe, Ceará, Manaus, Piauí e Goiás.

A jornada é um marco histórico na luta da juventude brasileira. “Isso demonstra a importância da mobilização de rua, que as mudanças estruturais nesse país só se dão com o povo na rua”, disse Raul Amorim.

“A reunião acontece no contexto das nossas mobilizações. O principal fruto dessa processo foi levar às ruas milhares de jovens e mostrar o protagonismo da juventude tanto nas pautas mais amplas da sociedade quanto as que dizem respeito à juventude”, disse Carla Bueno.

Paulo Vinicius, secretário de juventude da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), “os temas da juventude são estratégicos para o desenvolvimento do país, dentro de um contexto em que há 60 milhões de jovens que enfrentam variadas dificuldades”.

Para ele, a jornada demonstra a distinção entre o papel do governo e o papel da sociedade, que tem o dever de pressionar para avançar as mudanças. “Ficou evidente a necessidade do povo brasileiro ir às ruas para mudar a realidade deste país. Temos que fazer nossas lutas. A lutas da juventude tendem a crescer. Essa é a nossa tarefa”, acredita.

Educação

De acordo com Manuela Braga, da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), a educação tem um papel fundamental para o desenvolvimento do país e para a superação da desigualdade.

Os estudantes cobraram de Dilma a destinação de 10% do PIB, 50% do fundo social do pré-sal e 100% dos royalties do petróleo exclusivamente para educação. Segundo Braga, a presidenta declarou apoio à demanda, mas ponderou a necessidade de aprovação no Congresso Nacional da Medida Provisória 592/12, que destina a receita dos royalties do petróleo e recursos do Fundo Social do Pré-Sal para a educação.

“Para que o país tenha soberania e independência, é preciso uma reformulação da educação. Essa é uma luta do trabalhador e do estudante do campo e da cidade. Isso possibilitará mudar em profundidade o Brasil ”, disse Amorim, do MST.

Os jovens defenderam as cotas raciais nas universidades públicas, mas colocaram à presidenta a preocupação em relação às universidades estaduais, uma vez que parte delas ainda não incorporou esse sistema.

“Muitas das universidades estaduais trabalham numa lógica de exclusão, e não de inclusão. Levamos essa questão à presidenta e esperamos que se faça algo para mudar esse fato”, disse Braga.

Reforma Agrária

Amorim cobrou da presidenta o assentamento imediato das 150 mil famílias acampadas e a ampliação do programa de agroindústrias do governo federal. Ele denunciou também que, nos últimos 10 anos, 1 milhão de jovens saíram do campo brasileiro e migraram para a cidade.

Para o dirigente do MST, o êxodo rural dos jovens é consequência da paralisação da reforma agrária e da lentidão para a generalização de políticas de desenvolvimento da pequena agricultura. “As políticas públicas para os jovens do campo são insuficientes”, disse.

A presidenta Dilma não respondeu as colocações relacionadas ao meio rural.

Reforma política

Os jovens defenderam que o governo federal trabalhe para fazer a reforma política, que garanta financiamento público exclusivo das campanhas eleitorais e a regulamentação do artigo 14 da Constituição que trata da realização de referendos e plebiscitos de iniciativa popular.

“Sem a reforma política, a juventude, que é 40% do eleitorado, fica fora do debate político. Mulheres e negros também são sub-representados”, disse Amorim. Para ele, as eleições no Brasil são um “processo desleal”, já que quem tem mais dinheiro é beneficiado.

A presidenta disse que a reforma política depende da mobilização da sociedade, para pressionar o Congresso Nacional a aprovar a proposta de mudança.

futuro juventude estudante

Justiça condena Azenha a indenizar Kamel

ANUNCIO DIA DO JORNALISTA misão

 

A Justiça do Rio de Janeiro condenou o jornalista Luiz Carlos Azenha a pagar R$ 30 mil em indenização por danos morais em ação proposta pelo diretor de jornalismo e esporte da TV Globo, Ali Kamel, por conta de uma série de críticas veiculadas no site www.viomundo.com.br, de Azenha. Entre outras afirmações, o site, notoriamente favorável à eleição da então candidata do PT à Presidência da República em 2010, Dilma Rousseff, acusou o diretor de participar de uma suposta estratégia das organizações Globo de influenciar o resultado de uma pesquisa eleitoral durante a campanha.

De acordo com a decisão, desde 2008 Ali Kamel já foi citado pelo menos 28 vezes no site que se declara um “contraponto à mídia tradicional”. Atualmente na TV Record, Azenha trabalhou na Globo até o início de 2007. A sentença é do dia 19 de março.

Na ação, Kamel afirma sofrer uma “campanha difamatória” e destacou algumas expressões empregadas por Azenha para rotulá-lo, como “aprendiz de feiticeiro” e praticante de um “jornalismo pornográfico”. A expressão surgiu em post no qual Azenha repercutiu uma polêmica levantada por outro site sobre a conicidência entre o nome de Ali Kamel com o de um ator de filmes pornográficos.

“As críticas perpetradas contra o autor [Ali Kamel] exacerbaram o limite salutar do debate de opiniões, que visa o aprimoramento da democracia, e alcançou a seara da ofensa à honra, contrariando o que deveria ser a principal meta do jornalismo, ou seja, e dever de informação e de formação da opinião pública de forma isenta”, afirmou a juíza Juliana Benevides de Araújo, da 43ª Vara Cível.

“Direitos alheios”

De acordo com a decisão, a motivação das críticas de Luiz Carlos Azenha está ligada à cobertura jornalística da sucessão presidencial. Em seu site, Azenha afirma que uma pesquisa eleitoral teria sido influenciada pelo conteúdo dos veículos de comunicação da Globo, que teriam “as digitais de Kamel”.

Para a juíza, a vinculação de Ali Kamel com a linha editorial dos meios de comunicação da Globo é uma “falsa afirmação”, já que ele está subordinado a superiores hierárquicos e a empresa possui um Conselho Editorial composto pelos editores dos diversos veículos do grupo, incluindo Kamel. A juíza ressalta ainda que um texto juntado pelo próprio Azenha diz que a influência de Kamel sobre o grupo não passaria de uma “lenda urbana”.

Em sua defesa, Azenha diz que os textos publicados em seu site possuem conteúdo crítico, de opinião e de cunho jornalístico, e defendeu que a liberdade de expressão é um preceito constitucional que deveria prevalecer sobre o direito à honra. A juíza, porém, repeliu a argumentação e disse que “admitir-se a liberdade absoluta dos meios de comunicação em detrimento dos direitos alheios seria subverter o princípio de que a liberdade individual encontra limite no direito alheio”.

Clique aqui para ler a decisão.

Luiz Carlos Azenha censurado por Ali Kamel, via justiça dos ricos

CENSURADO O BLOG

Escreve Azenha:

az

Não sei para onde minhas escolhas vão me levar, mas é para lá que eu quero ir.

Caros amigos. Começo por aqui minha despedida. As discussões com a Conceição Lemes, que é co-editora do Viomundo, tem sido intensas. Ela tentando me convencer a manter o blog, em nome do idealismo. Eu, pensando na coisa concreta: Ali Kamel, que é apenas o nome que pisca REDE GLOBO, tentando sufocar e calar os críticos à atuação criminosa da emissora contra os governos trabalhistas, contando com advogados caríssimos fundos sem fim, além dos lobistas no Congresso, na Justiça e em todos os governos. Talvez por ser mulher, muito mais corajosa, Lemes acha que dá; eu estou no limite. Vamos refletir…

COMENTÁRIOS DOS LEITORES

http://www.blogdacidadania.com.br/2013/03/o-imperio-contra-ataca-2/

Emília disse…

Não desista, Azenha!
Teime, Azenha!

Ralph disse…

Azenha,
Eles podem ser grandes, mas nós somos muitos.
abraço,
Ralph

Nilson Dimas disse…

Fale agora ou cale-se para sempre. Garanta seu pão, não olhe para trás. Já passamos por isso em 68, vista seu pijama daqui alguns anos e esqueça o resto.

Anônimo disse…

Azenha, imagine a pressão que os ministros que julgaram o mensalão receberam..

Gilberto Burlamaqui Bastos disse…

Azenha,

Permita que a audiencia do blogue demonstre o seu apreco pela causa. Crie uma conta para querelas judiciais.

Nanda disse…

Marco, o Azenha tem que refletir.
Tudo que o Ali Kamel quer é calar todos os que não se alinham com o seu pen$amento pequeno. Azenha tem idealismo e Ali tem ideali$$$mo.

Raquel disse…

Marco, se tu tiveres amizade ou um contato mais próximo com o Azenha, conversa com ele, tente demovê-lo dessa ideia.

Anônimo disse…

Reitero o que comentei no Azenha:
acho que juntando muitos podemos ajudá-lo. Elisabete

Anônimo disse…

Companheira Conceição:
Convença o Azenha para continuar.
Sugiro que seja formado um fundo a
ser administrado pelo Baraão de Itararé/PHA/LNassif e outros blogueiros sujos. Em um post você
informou que recebeu mais 48 000
apoios no STF. Com R$ 10,00/mês
teremos R$ 480 000,00. Este fundo
será importantíssimo apoiar outros
jornalistas/blogueiros que venham
ser perseguidos e ou censurados.
Não desanimem.
José Carlos Martins

Luís CPPrudente disse…

É necessário estudar a ideia de se criar um fundo para a defesa judicial de blogues filiados ao Barão de Itararé.

Tendo esse fundo, os diversos blogues podem divulgar e pedir o apoio dos comentaristas e leitores dos blogues progressistas filiados ao Barão de Itararé.

Muitos de nós leitores e comentaristas queremos ajudar na manutenção desse fundo que será utilizado em casos como esse do Azenha.

Leve essa ideia adiante. Ela pode ser o início de uma frente única de blogues progressistas, nacionalistas e de esquerda na defesa da liberdade de imprensa, da democracia e da Ley de Medios.

Rossi disse…

Quando o “ratzinger” cair no ostracismo ou a própria “organização” cair(já vimos esse filme)o porvir será melancólico.Walter Clark todo poderoso e servil sentiu.

 —
Talis Andrade disse…
Nestes tempos de ditadura da justiça, muitos jornalistas apelam para o anonimato.

A multa judicial como forma de censura é a “morte e vida severina” do jornalista. Assim como o Congresso funcionava na ditadura militar, para aparentar a existência da democracia, a justiça evita prender. Fica feio para o Brasil, apesar das mortes matadas.

Este ano já assassinaram três ou quatro jornalistas. Tudo indica que vamos manter o índice de um defunto a cada mês.

Somos muitos Severinos
iguais em tudo na vida:
na mesma cabeça grande
que a custo é que se equilibra,
no mesmo ventre crescido
sobre as mesmas pernas finas,
e iguais também porque o sangue
que usamos tem pouca tinta.
E se somos Severinos
iguais em tudo na vida,
morremos de morte igual,
mesma morte severina:
que é a morte de que se morre
de velhice antes dos trinta,
de emboscada antes dos vinte,
de fome um pouco por dia
(de fraqueza e de doença
é que a morte severina
ataca em qualquer idade,
e até gente não nascida).
Somos muitos Severinos
iguais em tudo e na sina:
a de abrandar estas pedras
suando-se muito em cima,
a de tentar despertar
terra sempre mais extinta,
a de querer arrancar
algum roçado da cinza.
(João Cabral de Melo Neto)

A morte é a solução final da censura. Mas a morte por bala, encomendada, tem choro e vela.
Tem o mesmo efeito o apagão dos blogs por falência econômica, parece morte morrida, coisa natural e desonrosa em um regime de capitalismo selvagem.

Eis o motivo da queixa crime: buscar na justiça uma multa que o jornalista não consiga pagar, e mais a censura prévia.

A arma dos verdadeiros jornalistas é a palavra, o debate democrático, apenas os covardes apelam para a justiça.

E o juiz censor deve ter seu nome propagado. Dele a vergonha ou a honra do feito.

Conheça o dia em que morreram as noticias da televisão brasileira

Chute-na-santa

A televisão promoveu a santificação da mãe de Plínio Corrêa de Oliveira, fundador da seita TFP – Tradição, Família e Propriedade, adorada como imagem da mãe de Jesus; e da segunda esposa de Roberto Marinho.

Como esdrúxulo  reverso: a cena de um pastor chutando a imagem de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.

Nada pessoal. Sou contra a divinização pretendida, e o absurdo iconoclasta.

Jornalistas experientes aderem ao crowdfunding do Viomundo

terrorismo tv polícia

por Luiz Carlos Azenha

Um golpe palaciano, daqueles que se viu no Vaticano, me relegou ao papel de cuidar dos vídeos e docs do Viomundo, sob as ordens da papisa Conceição Lemes.

A boa notícia é que jornalistas experientes já se declararam dispostos a submeter projetos ao crowdfunding do site, ou seja, ao financiamento de produção jornalística livre de governos ou patrocinadores privados, bancada pelos próprios leitores.

O formato está sendo organizado por Leandro Guedes, da Café Azul.

1. Importante produtor da TV brasileira, ganhador dos prêmios Vladimir Herzog, Esso e Embratel, pretende fazer um mini-doc no Nordeste sobre uma tribo indígena em extinção ameaçada por madeireiros.

2. Autor do livro Privataria Tucana, que por enquanto pretendemos não identificar, quer saber se a modelo morta em importante escândalo político de Minas Gerais cometeu suicídio ou foi assassinada.

3. Premiadíssima repórter pretende passar alguns dias em Minas Gerais, debruçada sobre números do governo e da oposição, para avaliar se o “choque de gestão” dos governos Aécio/Anastasia de fato arrumou as finanças do Estado.

4. Premiadíssima repórter de Direitos Humanos considera viajar para o interior do Brasil e, em um mini doc, avaliar se de fato mudaram as condições de vida onde se deu um foco guerrilheiro durante a ditadura militar, além de revelar fatos inéditos sobre a repressão.

5. Experiente repórter na área de economia junta documentos e entrevistados para se perguntar: o objetivo de FHC era mesmo vender a Petrobras ou foi apenas um truque eleitoral do PT para pintá-lo de privatista? Quanto se gastou com o projeto de mudar o nome pata Petrobrax? Quem foi autor da ideia?

6. Jovens repórteres querem explicar como é possível que o veneno dos agrotóxicos termine no leite materno; quais são as outras substâncias que podem afetar desde os primeiros dias a saúde do seu bebê?

7. Repórter desempregado pretende demonstrar como um terreno da Telesp, que na verdade ainda hoje deveria pertencer ao patrimônio público (um bem reversível, ou seja, só controlado pela concessionária durante o período da concessão) foi negociado para um dos maiores empreendimentos imobiliários do Brasil.

8. Veterana correspondente internacional vai aos arquivos norte-americanos e faz, pela primeira vez em vídeo, a cronologia dos documentos que demonstram que o golpe cívico-militar no Brasil se enquadrava num plano muito mais amplo de contenção que, ao fim e ao cabo, levou à Operação Condor.

Estas são apenas algumas das dezenas de ideias que nos foram sugeridas por gente quem tem interesse especial na elucidação de determinados assuntos obscuros de nossa História, passada ou contemporânea. Obviamente haverá um processo de seleção inicial para submeter apenas quatro ou cinco à decisão dos leitores.

Vocês poderão acompanhar online os que querem ver aqueles reportagens realizadas, através de um contador de adesões.

Algumas serão em texto, outras em mini-docs e, eventualmente, chegaremos aos documentários.

Como o processo é complexo, vamos começar devagar, mas um dos objetivos finais é permitir que leitores sugiram ou façam suas próprias pautas, com o auxílio de profissionais experientes.

Seria o embrião para estabelecer no Brasil uma rede de correspondentes comprometidos com o interesse público, no modelo da GRNlive.

Plínio Corrêa de Oliveira preside solenidade da TFP ladeado pelas imagens da mãe e de Nossa Senhora
Plínio Corrêa de Oliveira preside solenidade da TFP ladeado pelas imagens da mãe e de Nossa Senhora
Plínio Corrêa de Oliveira em uma marcha golpista da TFP
Plínio Corrêa de Oliveira em uma marcha golpista da TFP
As procissões da Tradição, Família e Propriedade estão narradas no célebre romance Quando Alegre Partiste - Melodrama de um delirante golpe militar de Moacir Japiassu
As procissões da Tradição, Família e Propriedade estão narradas no célebre romance Quando Alegre Partiste – Melodrama de um delirante golpe militar de Moacir Japiassu

Judicialização e asfixia econômica dos blogs

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) fez dois pronunciamentos nesta segunda-feira, 1º de abril, na Câmara dos Deputados.

Na segunda manifestação, mais demorada, o deputado anunciou que vai propor ao PT chamar a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom-PR) para dar explicações sobre a concentração publicitária em alguns veículos de comunicação.

Paulo Pimenta. Veja vídeo clicando aqui
Paulo Pimenta. Veja vídeo
clicando aqui
 Trechos dos discursos:

Ora, Sr. Presidente, o que nós estamos a assistir no País hoje é a um processo muito semelhante ao que foi feito na época da ditadura militar, na época contra jornais como O Pasquim e o jornal Movimento. Qualquer órgão de comunicação alternativo que tinha coragem de questionar o status quo ou chamar a sociedade brasileira para refletir de maneira crítica sobre os anos de chumbo era calado pela baioneta ou era sufocado, asfixiado pela dificuldade de buscar qualquer tipo de apoio publicitário. Nem estou falando do Governo, mas eram perseguidos também os setores da iniciativa privada que, de alguma forma, dispusessem-se a apoiar essas iniciativas do jornalismo alternativo.

E hoje estamos a assistir, Sr. Presidente, infelizmente, a algo semelhante, a um processo crescente de judicialização coordenado pelos grandes meios de comunicação, com empenho e apoio do Judiciário conservador, diante de uma nova tecnologia que é a Internet, que possibilita uma multiplicação de protagonistas que podem fazer com que suas opiniões e ideias circulem na sociedade sem a dependência editorial dos grandes e tradicionais meios de comunicação e que vêm sendo perseguidos e condenados pelas suas ações.

E eu estou aqui, Sr. Presidente, para denunciar esse fato, para trazer a público esse episódio lamentável que atenta contra a democracia, contra a liberdade de expressão num País como o nosso, onde esses grandes barões da mídia são os mesmos que em 1964 estiveram ao lado dos militares para combater o regime democrático da época. E eles estão novamente mostrando sua determinação e sua força contra qualquer possibilidade de movimentação de qualquer setor da sociedade que atente contra os seus interesses.

Não é possível, Sr. Presidente, hoje, 1º de abril, a data que marca do Golpe de 64, que aqueles grandes setores da mídia nacional que estiveram ao lado dos militares no Golpe, que usufruíram das benesses de serem amigos da ditadura, durante todo o período ditatorial, sejam os mesmos que até hoje dominem e controlem e tenham o apoio direto dos recursos públicos para a sustentação das suas empresas, em detrimento de uma iniciativa mais ousada, que possa enfrentar essa concentração e possa democratizar de fato a possibilidade de acesso da população aos meios de comunicação alternativos.

Veja, Sr. Presidente, que a internet é uma ferramenta que hoje permite uma inovação que até há algumas décadas era impossível de ser pensada: a possibilidade de termos protagonistas fazendo com que as suas opiniões e ideias possam ser divulgadas, debatidas,independentemente da necessidade de haver uma concessão, de haver o controle de um grande canal de rádio e de televisão. Mas hoje é clara a ação no sentido de asfixiar a possiblidade de que esses espaços alternativos façam o debate e que possam apresentar, muitas vezes, uma versão diferenciada e alternativa dessa realidade que, tradicionalmente, os veículos de comunicação buscam vender ao povo brasileiro como verdade.

Eu quero dizer que estou muito incomodado, Sr. Presidente, com esse episódio. Eu me solidarizo ao Azenha. Espero que ele não feche o seu blog, hoje já havia uma notícia que anunciava que o blog permanecerá no ar, somente ele irá se retirar, porque não podemos abdicar de fazer essa disputa. Existe uma verdadeira rede hoje no Brasil de rádios comunitárias, de blogs, de sites progressistas, que têm sido fundamental para fazer com que a sociedade tenha a possibilidade de acesso a uma outra visão, a um outro olhar, a uma outra leitura a respeito, não só da política nacional, mas também da política no âmbito dos estados e dos municípios.

Ações como essa, do Poder Judiciário, ou ações como essa, em que através da dificuldade de acesso ao financiamento — e não estou falando aqui só do apoio público, mas também de empresas que muitas vezes acabam sendo constrangidas pelo fato de estarem apoiando um ou outro meio alternativo de informação — causam um desserviço à democracia e impedem a pluralidade necessária na divulgação da informação e da liberdade de expressão do nosso País.