A temida autonomia do Banco Central, o poder dos banqueiros, a dependência do Brasil colônia e a servidão do trabalhador

 Rasha Mahdi
Rasha Mahdi

 

Em nova inserção que começou a ser exibida nas redes de TV e rádio de todo o Brasil, o PT diz que a ideia de Marina de dar autonomia ao Banco Central “tira o poder do presidente e do Congresso” de controlar a política econômica, transferindo decisões importantes sobre a vida dos brasileiros para os banqueiros.

“Marina tem dito que, se eleita, vai dar autonomia ao Banco Central. Parece distante da vida da gente, né?! Parece. Mas não é. Isso significa entregar aos banqueiros um grande poder de decisão sobre a sua vida e da sua família. Os juros que você paga. Seu emprego. Preços e até salários. Ou seja, os bancos assumem um poder que é do presidente e do Congresso, eleitos pelo povo. Você quer dar a eles esse poder?”, declara o locutor na nova propaganda do PT (ver vídeo).

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A autonomia do Banco Central implicará na terceirização do emprego, que passará a ser temporário, porque quanto mais mínimo o salário maior o lucro das empresas.

Dilma Rousseff afirmou hoje (17) que não fará reformas na lei trabalhista que reduzam direitos dos trabalhadores, “nem que a vaca tussa”. Segundo Dilma, o direito às férias e ao décimo terceiro salário está entre os itens que não podem ser alterados para atender a interesses de empresários.

“Eu não mudo direitos na legislação trabalhista. Férias, décimo terceiro, FGTS [Fundo de Garantia do Tempo de Serviço], hora extra, isso não mudo nem que a vaca tussa”, enfatizou a candidata, em entrevista após encontro com empresários na Associação Comercial e Industrial de Campinas, no interior paulista.

Em alguns casos, segundo Dilma, é possível fazer adaptações na lei, mas sem reduzir direitos, como no caso de trabalho de jovens aprendizes em micro e pequenas empresas. A candidata lembrou que a lei determina que os empresários paguem pela formação dos aprendizes, mas, para estimular a contratação, o governo anunciou na última semana que, nesses casos, a formação será custeada com recursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

A candidata à reeleição voltou a comentar uma proposta apresentada nos últimos dias, de que, se reeleita, criará um regime tributário de transição para que micro e pequenos empresários não tenham que limitar o crescimento por medo de perder os benefícios e isenções do Simples Nacional. Dilma também se comprometeu a “acabar com a indústria da multa”, garantindo que a atuação dos fiscais tributários nas empresas de pequeno porte seja primeiro educativa, antes da aplicação da punição.

Ela reforçou o compromisso de reduzir a burocracia para os processos de abertura e, principalmente, fechamento de empresas e disse que as primeiras medidas serão anunciadas ainda neste mês. “Abrir e fechar empresas no Brasil é, de fato, um grande desafio. Temos o compromisso de assegurar que esse tempo seja reduzido, que saia de 100, para, em alguns casos, cinco dias”.

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Papa Francisco: “A medida da grandeza de uma sociedade é dada pelo modo como esta trata os mais necessitados, quem não tem outra coisa senão a sua pobreza!”

A Imprensa avisava que faltaria transporte. O jornal O Globo botava mais areia: “A chuva prejudicou parte dos eventos previstos com a presença do Papa Francisco no Rio de Janeiro”. O povo nem aí para o que a mídia fala. E foi para Copacabana.

“Sempre ouvi dizer que o carioca não gosta de frio e de chuva. A fé de vocês é mais forte que o frio e a chuva. Parabéns!”, disse o Papa.

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Francisco fala de temas que a imprensa censura. Na fala do Papa, palavras que o povo grita nas ruas:

“Não deixemos entrar no nosso coração a cultura do descartável. Não deixemos entrar no nosso coração a cultura do descartável, porque nós somos irmãos, ninguém é descartável”. Uma sociedade assim simplesmente empobrece a si mesma; antes, perde algo de essencial para si mesma. Lembremo-nos sempre: somente quando se é capaz de compartilhar é que se enriquece de verdade; tudo aquilo que se compartilha se multiplica! A medida da grandeza de uma sociedade é dada pelo modo como esta trata os mais
necessitados, quem não tem outra coisa senão a sua pobreza!

Queria dizer-lhes também que a Igreja, «advogada da justiça e defensora dos pobres diante das intoleráveis desigualdades sociais e econômicas, que clamam ao céu» (Documento de Aparecida, 395), deseja oferecer a sua colaboração em todas as iniciativas que signifiquem um autêntico desenvolvimento do homem todo e de todo o homem. Queridos amigos, certamente é necessário dar o pão a quem tem fome; é um ato de justiça. Mas existe também uma fome mais profunda, a fome de uma felicidade que só Deus pode saciar. Não existe verdadeira promoção do bem-comum, nem verdadeiro desenvolvimento do homem, quando se ignoram os pilares fundamentais que sustentam uma nação, os seus bens imateriais: a vida, que é dom de Deus, um valor que deve ser sempre tutelado e promovido; a família, fundamento da convivência e remédio contra a desagregação social; a educação integral, que não se reduz a uma simples transmissão de informações com o fim de gerar lucro; a saúde, que deve buscar o bem-estar integral da pessoa, incluindo a dimensão espiritual, que é essencial para o equilíbrio humano e uma convivência saudável; a segurança, na convicção de que a violência só pode ser vencida a partir da mudança do coração humano.

Queria dizer uma última coisa. Aqui, como em todo o Brasil, há muitos jovens. Vocês, queridos jovens, possuem uma sensibilidade especial frente às injustiças, mas muitas vezes se desiludem com notícias que falam de corrupção, com pessoas que, em vez de buscar o bem comum, procuram o seu próprio benefício. Também para vocês e para todas as pessoas repito: nunca desanimem, não percam a confiança, não deixem que se apague a esperança. A realidade pode mudar, o homem pode mudar. Procurem ser vocês os primeiros a praticar o bem, a não se acostumarem ao mal, mas a vencê-lo. A Igreja está ao lado de vocês, trazendo-lhes o bem precioso da fé, de Jesus Cristo, que veio «para que todos tenham vida, e vida em abundância» (Jo 10,10).

Papa Francisco: “Homens e mulheres sacrificados aos ídolos do lucro e do consumo: esta é a cultura do descarte”

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Vou repetir: a grande imprensa brasileira vem censurando o Papa Francisco. O sermão do Papa, realmente, vem sendo mais realista que qualquer denúncia de líder político da esquerda (ainda existe partido esquerdista no Brasil?).

Os “partidos de mentirinha” falam uma língua só: sem as palavras amor, povo, solidariedade, fraternidade, igualdade, liberdade, nacionalismo, civismo, brasilidade e qualquer outra que incomode os barões da imprensa, os empresários e banqueiros financiadores de campanhas eleitorais.

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Transcrevo:

“Homens e mulheres sacrificados aos ídolos do lucro e do consumo: esta é a cultura do descarte. Ai de quem se deixar contagiar”. No dia mundial do meio ambiente o Papa Francisco, na audiência geral de quarta-feira 5 de Junho, lançou uma forte chamada à necessidade de eliminar os desperdícios e de salvaguardar a criação.

O Pontífice renovou também a sua denúncia contra a tirania do dinheiro: “O que comanda – disse improvisando – é o dinheiro; o dinheiro manda, e Deus nosso Pai não confiou ao dinheiro a tarefa de guardar a terra, mas a nós, homens e mulheres, nós temos esta tarefa”. E prosseguiu: “Se uma pessoa morre não é notícia, se muitas crianças não têm o que comer não é notícia, parece normal; não pode ser assim”.

O Papa Francisco citou Bento XVI para reafirmar a necessidade de preservar a criação sem se deixar capturar “pela lógica de dominar, de manipular”, porque fazendo assim – frisou – “não respeitamos a criação, não a consideramos como dom gratuito, estamos a perder a atitude da admiração, da escuta, da contemplação da criação, assim já não aguentamos o ritmo da história de amor de Deus com o homem”.

Em seguida o Pontífice observou que cultivar e preservar não diz respeito só ao meio ambiente, mas também às relações humanas e os Papas falaram de ecologia humana, estreitamente ligada à ambiental”. Confira 

 

O valorizado bandido do Espírito Santo

A imprensa e a polícia e a justiça, principalmente no Rio de Janeiro, em São Paulo e Brasília, costumam desvalorizar socialmente o bandido. Considerar que a ladroagem é coisa de miserável. Dos selvagens que moram nas favelas.

Bandido pobre não patrocina os governos paralelos de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. O tráfico de moedas, de drogas, de armas, de petróleo, de água, de ouro, e o mercado negro e a economia subterrânea possuem seus barões infiltrados nos três poderes e na alta sociedade.

O Espírito Santo reconhece este status social. Ser honesto não enriquece ninguém.

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Kiss y Cromañón, la misma lógica asesina

En 2004 Argentina tuvo que contar casi dos centenares de muertos, tras una bengala perdida que causó un incendio en el local «República Cromagnon», una sala donde la mayoría de las salidas de emergencia estaban selladas con cadenas. Un grupo de jóvenes comenzó a lanzar bengalas. Cundió el pánico y una avalancha humana se atropelló en su huída de la muerte. Murieron por aplastamiento o asfixia.

por Santiago Morales

Santiago Joaquín Morales (23 años), sobreviviente de Cromañon junto a Martín y hermano de Sofía (+). La segunda batalla: acabar con las condiciones estructurales que producen injusticias. Es hora de creaciones heroicas.

Reproducimos un artículo de Santiago Morales, sobreviviente de Cromañon. “Parece un calco, una copia. Desafortunado es que lo que exportamos al mundo son mecanismos de exterminio colectivo, no la creación heroica de proyectos productores de vida. Afirmamos una única y concreta cuestión: en la Argentina están dadas las condiciones para que otro Cromagnón se repita.” Reflexiona el compañero en la nota. “Cromagnón, como tantos otros hechos de impunidad (…) es expresión de una lógica perversa de negociación corrupta con la cual el Estado (sus funcionarios, su policía, sus bomberos, y el resto de los actores), y el empresariado (:::)  articulan mecanismos para, por un lado, producir el máximo nivel de ganancias posible, y por otro lado, reproducir la situación de privilegio en la que se encuentran.” remata Santiago.

“Tragedia en Brasil: 232 muertos por un incendio en un boliche. Fue en la disco Kiss, en la ciudad de Santa María, en Río Grande Do Sul. El fuego se desencadenó a las 2.30, en medio de la presentación de una banda que habría realizado un show de pirotecnia.” Fuente: http://www.clarin.com

El “Cromagnón brasilero”, como lo han llamado decenas de periodistas, nos alerta trágicamente de una premisa que tiene que tener presente todo el pueblo argentino que palpita cada injusticia ajena en el corazón propio: en la República Argentina, todavía hoy, están dadas las condiciones para que otro Cromagnón se repita.

Parece un calco, una copia. Desafortunado es que lo que exportamos al mundo son mecanismos de exterminio colectivo, no la creación heroica de proyectos productores de vida. Afirmamos una única y concreta cuestión: en la Argentina están dadas las condiciones para que otro Cromagnón se repita. No estamos planteando que en Argentina están dadas las condiciones para que la adversidad de la calle mate a los pibes y las pibas que andan harapientos día y noche bajo el cuidado de nadie y protegidos integralmente por nada; aunque así sea. No estamos planteando que en Argentina están dadas las condiciones para que el consumo de drogas asesine a cientos de pibes que, sin un pan entre sus dedos, eligen la droga que, además de sacarles el hambre, les permite olvidar el olvido al que son condenados por el conjunto de la sociedad. No estamos planteando que en Argentina están dadas las condiciones para que la desocupación estructural condene a miles y miles de trabajadores/as a alimentar a sus hijos con “las gotitas que chorrean de un fuentón lleno de agua cuando uno mete un dedo y se desborda”, es decir, con la indignante plata de un “plan social”, que ata al hombre y a la mujer a la dependencia del Estado y les impide desarrollar la siempre próspera experiencia del trabajo humano, dador de capacidades de responsabilidad, de lograr metas, de autosuperarse, de fortalecer el autoestima, y más; no estamos planteando eso, aunque así sea. Ni siquiera estamos planteando que en Argentina están dadas las condiciones para que más temprano que tarde vuelva a producirse un crimen social que asesine a usuarios del tren Sarmiento o cualquier otro tren, y que no se produjo otro choque mortal después del 22 de febrero de 2012 por cuestiones de azar. No estamos planteando eso, no. Ni muchas otras cuestiones que podríamos plantear (y que debemos plantear) que ponen en peligro la vida de miles y miles.

Como las muertes en discotecas son una parte y no el todo, pareciera que es más posible de generar las condiciones para que no se repita. Pero no es así. Y además, no es un problema nacional, es una realidad del mundo contemporáneo globalizado esta mala costumbre de matar jóvenes.
– 4 de diciembre de 2009, incendio en la Discoteca Lame Horse, en Rusia. Resultado: 109 jóvenes fallecidos.
– 20 de septiembre de 2008, incendio en la Discoteca Dance King, en China. Resultado: 43 fallecidos.
– 18 de marzo de 1996, incendio en la Discoteca Ozono Club, en Filipinas. Resultado: 162 muertos.
– 28 de octubre de 1998, incendio en la Discoteca Gothenburg Dance Hall, en Suecia. Resultado: 63 fallecidos.
– 20 de febrero de 2003, incendio en la Discoteca The Station, en Estados Unidos. Resultado: 100 asesinados.
– 19 de abril de 2008, incendio en la Discoteca Factory, en Ecuador. Resultado: 15 muertos.
– 20 de junio de 2008, incendio en la Discoteca News Divine, en México. Resultado: 12 fallecidos.
– 27 de noviembre de 2006, incendio en la Discoteca Jazzys Elite Club, en República Dominicana. Resultado: 9 fallecidos.
– 20 de diciembre de 1993, incendio en la Discoteca Kheyvis, en Argentina. Resultado: 17 fallecidos.
– 20 de octubre de 2000, incendio en la Discoteca Lobohombo, en México. Resultado: 20 muertes.
– 30 de noviembre de 2002, incendio en la Discoteca La Goajira, en Venezuela. Resultado: 50 fallecidos.
– 4 de septiembre de 1993, incendio en la Discoteca Divine, en Chile. Resultado: 20 muertos.
– 27 de enero de 2013, incendio en la Discoteca Kiss, en Brasil. Resultado al momento: 232 muertos. (fuente: http://www.quenoserepita.com.ar)

Cromagnón, como tantos otros hechos de impunidad -no vamos a cansarnos de denunciarlo-, es expresión de una lógica perversa de negociación corrupta con la cual el Estado (sus funcionarios, su policía, sus bomberos, y el resto de los actores), y el empresariado (del rubro que sea, en este caso “empresarios de la noche”) articulan mecanismos para, por un lado, producir el máximo nivel de ganancias posible, y por otro lado, reproducir la situación de privilegio en la que se encuentran. No parece ser importante para ellos y ellas que ese objetivo se lleve unas cuantas muertes en el camino, pues lo primero que recortan para incrementar las ganancias son las inversiones en pos de la seguridad de los consumidores/as, usuarios/as, ciudadanos/as, seres humanos.

Con la lucha del Movimiento Cromagnón y con el acompañamiento de quienes se solidarizaron con los sobrevivientes, familiares y amigos de las víctimas, se conquistó -no del todo aún- una forma de Justicia, imprescindible: que el Poder Judicial sancione a quienes han infringido la ley en tanto actores necesarios para que se produzca semejante hecho de muerte. De los hombres y mujeres responsables directos de la Masacre de Cromagnón, hay catorce que están con prisión efectiva, más allá de los problemas psiquiátricos de tal o cual. Y todavía falta un fallo de Casación en relación a la sentencia dada por el Tribunal Oral 24 en el segundo Juicio Oral (Cromagnón II), la cual fue apelada por las partes, pues absolvía a todos de responsabilidades exceptuando a Rafael Levy. En este Juicio aún en proceso están procesados: el ex Secretario de Seguridad porteño Juan Carlos López, el segundo de Aníbal Ibarra en orden de responsabilidades, y, además, su concuñado; Rafael Levy, dueño de República Cromagnón, quien mandó a cerrar la puerta de salida de emergencia con candado, vinculado, además, a trata de personas, prostíbulos y talleres textiles clandestinos; Gabriel Sevald, ex comisario, Enrique Carelli y Vicente Rizzo, ex funcionarios.
Sin embargo, todavía no podemos decir que esta gran humanidad ha dicho basta y ha echado a andar… todavía no somos el pueblo unido los que planteamos “queremos acabar con las injusticias de una vez y para siempre”. Cuando eso suceda, más temprano que tarde, esa marcha de gigantes no se detendrá hasta que dejen de repetirse Cromagnones o hechos de masacre ética, como la desigualdad social y económica al interior de la condición humana. Eso va a estar bueno.

Por lo tanto, todavía nos falta la segunda batalla para que Cromagnón ni ningún hecho de impunidad se repita: acabar con las condiciones estructurales que producen estos hechos, terminar con la lógica perversa de negociación corrupta de la que hablé más arriba. Se trata de invertir la lógica de las cosas: primero la vida y la naturaleza (pues somos lo mismo), después el progreso económico y la ganancia particular. Para esto, como dice Isabel Rauber, tenemos que construir raizalmente (desde la raíz) una nueva civilización, una nueva condición humana.

Santiago Joaquín Morales (23 años), sobreviviente de Cromañon junto a Martín y hermano de Sofía (+)


A VOZ DO PAPA

por Woden MadrugaWoden Madruga

O Papa Bento XVI falou: “A economia não pode funcionar como uma economia autorregulada. O homem deve estar no centro da economia, e este não é o lucro, e sim a solidariedade. Isso se confirma na crise atual. A economia não pode ser medida pelo máximo lucro. É preciso colocá-la a serviço da proteção do trabalho para todos”.

Foi assim que o papa falou no seu primeiro pronunciamento ao chegar em Madri para participar da Jornada Mundial da Juventude, quinta-feira, 18. No encerramento do encontro, sábado, quando reuniu mais de 2 milhões de pessoas, nos arredores da capital de Espanha, o papa anunciou, com leve sotaque, que o Rio de Janeiro será a sede da próxima Jornada Mundial, que acontecerá em 2013.

Não é a primeira vez que a Eco-nomia entra nos discursos e outros pronunciamentos de Bento XVI. Ano passado, em sua visita a Portugal, o papa não escondeu a sua preocupação com a crise que abalava ( e abala ainda) a economia portuguesa. Disse falando para uma multidão concentrada na Praça do Comércio, bordejada pelo Tejo:

“A prioridade pastoral hoje é fazer de cada mulher e homem cristão uma presença irradiante na perspectiva evangélica no meio do mundo, na família, na cultura, na economia e na política”.

Para o Papa (agora no seu discurso de Madrid) a atual crise acontece porque a economia está assentada numa perspectiva mercantilista, baseada no lucro e não no homem. Os protestos da juventude que vêm ocorrendo em várias partes da Europa seriam decorrentes deste quadro preocupante que se vê na Europa. A Europa tem muita responsabilidade em conduzir a Economia em direção de outros prismas.