Brasil terceiro país que mais mata jornalistas

Daria Castillejos
Daria Castillejos

Na presidência do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Pernambuco, abrirei um portal para a permanente memória dos jornalistas executados no exercício da profissão. E denúncia dos jornalistas espancados, presos, exilados e marcados para morrer. Idem denúncias de stalking, assédio judicial, assédio extrajudicial, assédio moral, assédio sexual.

Incluirei os blogueiros, os radialistas, os cinegrafistas, os estudantes, assessores de imprensa – todos os profissionais de comunicação. Temos que ser solidários no câncer.

A organização Presse Emblème Campagne (PEC) declarou que menos jornalistas foram assassinados no primeiro semestre de 2013 em relação ao mesmo período de 2012, mas muitos foram vítimas de sequestro.
Segundo o G1, informações divulgadas pela ONG apontam que, ao todo, 56 jornalistas perderam a vida desde janeiro em 23 países. No ano passado, 75 profissionais morreram em seis meses. A vítima mais recente foi um jornalista egípcio assassinado durante as manifestações contra o regime recém deposto.
Quanto ao sequestro, prática que se tornou comum no Iraque de 2003 a 2006, a PEC anunciou que ao menos sete jornalistas estrangeiros estão detidos ou desaparecidos atualmente na Síria: Didier François e Edouard Elias (França, desde 6 de junho), Armin Wertz (Alemanha, desde 5 de maio), Domenico Quirico (Itália, desde 9 de abril), James Foley (Estados Unidos, desde 22 de novembro de 2012), Austin Tice (Estados Unidos, desde 13 de agosto 2012) e Bashar Fahmi Al-Kadumi (Palestina, desde 20 de agosto de 2012).Outros jornalistas foram sequestrados recentemente em Honduras e no Iêmen.
De acordo com os dados da ONG, desde o início do ano, o Paquistão é o país mais perigoso, com dez vítimas, à frente da Síria, com oito. A Somália e o Brasil estão em terceiro lugar, com cinco repórteres mortos em cada local. (Fonte Portal da Imprensa)
Pela minha lista, o Brasil ganha para a Somália, com seis assassinatos. A lista de mortos, infelizmente, cresce, com a inclusão de blogueiros. Só em Minas Gerais, foram trucidados dois jornalistas.
SEIS JORNALISTAS MORTOS ESTE ANO
Walgney Carvalho
Rodrigo Neto
Mafaldo Bezerra Góis
Renato Machado
Lucas Fortuna
Gelson Domingos

No Brasil, a lista cresce em ano de eleições. Isso acontece porque as polícias estaduais são coniventes. As mortes de jornalistas sempre têm policiais ou ex-policiais envolvidos.
Presidente do Sinjope lutarei pela federalização das investigações dos crimes contra os jornalistas. Vide vídeo
 Alfredo Martirena
Alfredo Martirena

Morte do jornalista goiano Lucas Fortuna. Sindicato cobra ação do Governo de Pernambuco

Lucas Cardoso Fortuna, 28 anos
Lucas Cardoso Fortuna, 28 anos

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de Goiás vem publicamente cobrar das autoridades policiais do Estado de Pernambuco empenho nas investigações do homicídio do qual foi vítima o jornalista goiano Lucas Fortuna, com a rápida identificação do(s) culpado(s), para que o crime não fique impune. A sociedade brasileira não pode mais conviver com a violência, principalmente quando praticada como resultado do preconceito e da intolerância. Lucas Fortuna era um militante da luta contra a homofobia e, ao que tudo indica, foi mais uma vítima dela. O assassinato de um cidadão, jornalista, militante partidário e social é um atentado à democracia e aos elementares direitos do ser humano e deve contar sempre com a indignação de todos. Unimo-nos aos familiares, amigos e companheiros de luta de de Lucas para exigir uma rápida solução para o caso e também a penalização da homofobia no país. Goiânia, 20 de novembro de 2012. A diretoria