A menina que roubava livros terminou em Gaza

a garota que roubava livros

As comoventes imagens da menina que procura seus livros e cadernos na sua casa, destruída por um foguete em Gaza, lembram cenas do romance e filme de outra menina na Alemanha nazista.

O que era uma ficção se transforma em uma brutal e desumana realidade nas guerras do deserto. Principalmente na guerra das estrelas na Palestina. Precisamente da guerra da Estrela de Davi contra a Lua árabe. É um novo holocausto: agora dos palestinos, os antigos filisteus.

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The Book Thief  – A menina que roubava livros (título no Brasil) ou A rapariga que roubava livros (título em Portugal)) é um drama do escritor australiano Markus Zusak, publicado em 2005 pela editora Picador. No Brasil e em Portugal, foi lançado pela Intrínseca e a Presença, respectivamente.

O livro é sobre uma garota que encontra a Morte três vezes durante 1939–43 na Alemanha nazista.

The Book Thief tem como narradora a Morte, cuja função é recolher a alma de todos aqueles que morrem sem intervalos. Durante a sua passagem pela Alemanha, na Segunda Guerra Mundial, ela encontra a protagonista, Liesel Meminger, numa estação de comboio enquanto o seu irmão mais novo é enterrado próximo ao local.

livro a Morte

A menina, ao perceber que o coveiro presente deixou um livro, O manual do coveiro, cair na neve, rouba-o e é levada, então, até a cidade fictícia Molching, onde a sua mãe pretende entregá-la a uma família para que a adotem.

Na Rua Himmel, reside o casal de classe trabalhista formado por Hans e Rosa Hubermann. Lá, ela convive com os novos responsáveis e vai à escola.

Como ajudante de sua mãe, começa uma amizade com a mulher do prefeito Ilsa Hermann, embora ela só perceba o tamanho dessa amizade no fim da história.

Ao longo dos quatro anos que viveu com os Hubermann, roubou diversos livros e aprendeu lições com eles.

images a menina

No filme, a jovem Liesel Meminger (Sophie Nélisse) sobrevive fora de Munique através dos livros que ela rouba.

Ajudada por seu pai adotivo (Geoffrey Rush), ela aprende a ler e partilhar livros com seus amigos, incluindo um homem judeu (Ben Schnetzer) que vive na clandestinidade em sua casa.

Enquanto não está lendo ou estudando, ela realiza algumas tarefas para a mãe (Emily Watson) e brinca com a amigo Rudy (Nico Liersch).

A história revela quando terrível um regime que impõe o pensamento único, destrói a cultura de um povo, queima livros, cria uma lista de autores proibidos, estabelece o controle judicial-policial, e prende e arrebenta.

A história é uma mensagem de esperança. A fraternidade, a amizade, o amor ao próximo vence a Morte e a xenofobia, e todo tipo de preconceito, notadamente o racial.

Você entenderá porque os judeus são chamados de o Povo do Livro.

As prisões brasileiras são as piores da história da humanidade

Obras primas foram escritas no cárcere. E, também, porcarias como Mein Kampf de Adolf Hitler.

São Juan de la Cruz, o maior poeta místico, proibido de escrever, memorizou grande parte do Cántico Espiritual.

Prisioneiros nos campos de Hitler e Stalin podiam escrever cartas que, mesmo censuradas, hoje comprovam a brutalidade dos dois ditadores.

São Paulo escreveu de sua detenção em Roma, parte de Novo Testamento.

Só no Brasil, um condenado, em presídio de máxima segurança, pode montar um governo paralelo. Se isso não é uma farsa, sinaliza que o sistema carcerário atingiu um grau de corrupção sem similar na história da criminalidade. Primeiro não entendo como um preso prefere governar São Paulo dentro de uma prisão, quando poderia fugir, e conseguir o poder da liberdade.

images José Dirceu

Transcrevo  da Tribuna da Imprensa, esse comentário da Folha de São Paulo: “Sob o argumento de que os presos também têm direito à informação e a se expressar, a defesa de Dirceu enviou à Justiça um pedido de autorização para que ele possa continuar atualizando seu blog na cadeia.

No pedido à Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, o advogado José Luis Oliveira Lima cita que a Lei de Execução Penal estabelece como direito dos presos  ‘o contato com o mundo exterior por meio de correspondência escrita, da leitura e de outros meios de informação’.

Por isso, na visão de Lima, o direito à liberdade de expressão e informação está garantido aos presos. No seu entender, só poderia haver restrição visando impedir crimes, para preservar a segurança do presídio ou para evitar fugas e motins.

Citando juristas, ele destaca que ‘mesmo encarcerado, [o preso] mantém o direito de estar informado dos acontecimentos familiares, sociais, políticos e de outra índole, pois sua estadia na prisão não pode significar marginalização da sociedade. Em suma, o sentenciado mantém íntegro o direito à liberdade de informação e expressão’.

A prisão de Dirceu e outros condenados no Complexo da Papuda gerou insatisfação de familiares de outros presos devido ao tratamento diferenciado. Eles receberam no início visitas de parlamentares em dias e horários flexíveis”.

No meu entender, um governador, um deputado, um senador, um advogado, um juiz e outras autoridades competentes têm todo o direito de visitar qualquer preso, para investigar se os direitos humanos não estão sendo violados. Essas visitas deveriam acontecer sempre. Evitariam tortura, prisões sem julgamento, mortes e outros crimes. Inclusive assaltos aos cofres públicos, notadamente na compra de marmitas.

Será que existe maneira de impedir que um preso, em regime semi-aberto ou em regime domiciliar, use um computador, um telefone?

No Brasil atual estes livros jamais poderiam ser escritos:

OS DEZ MAIORES LIVROS ESCRITOS ATRÁS DAS GRADES

por Cynara Menezes

(Miguel de Cervantes por Salvador Dalí)
(Miguel de Cervantes por Salvador Dalí)

Vi essa lista na internet em vários lugares –parece que originalmente saiu daqui. Achei que tem tudo a ver com os tempos que “rugem”. Eu acrescentaria o brasileiro Memórias do Cárcere (publicado postumamente em 1953), deGraciliano Ramos, escrito durante e após a prisão, em 1936, acusado de participar da Intentona Comunista (1935). Prisões por desviar impostos, por bandidagem, por desviar dinheiro público… A vida imita a arte ou a arte imita a vida?

UPDATE: vários leitores do blog sentiram a falta de Os Cadernos do Cárcere, de Antonio Gramsci, na lista. Talvez no lugar de Minha Luta, que tal?

UPDATE2: outros leitores também se lembraram, com razão, do francês Jean Genet, que escreveu Nossa Senhora das Flores na prisão; e o exploradorMarco Polo, que também estava preso quando ditou a um companheiro de cela O Livro das Maravilhas ou Il Milione.

1. Dom Quixote de la Mancha, Miguel de Cervantes: Cervantes engendrou o Quixote na cárcere de Sevilha, quando, sendo arrecadador de impostos, foi preso no ano de 1597 por se apropriar do dinheiro público após serem investigadas diversas contas das quais ele era responsável.

2. Mein Kampf de Adolf Hitler: Minha Luta  foi escrito por Hitler na prisão de Landsberg, no verão de 1924. Hitler se encontrava ali depois de ter sido condenado a cinco anos de prisão por haver planejado e executado o falido Golpe (ou putsch) de Munique. Este livro condensa as principais ideias que ele levaria a cabo durante seu governo de triste memória.

3. Cancioneiro de Ausências, de Miguel Hernández: Ao começar a Guerra Civil Espanhola, Hernández se alistou no bando republicano. Quando acabou a guerra, por haver pertencido ao lado perdedor, foi condenado à morte, mas depois a pena foi comutada para 30 anos de prisão. Durante sua estadia encarcerado escreveu esta coleção de poemas com uma linguagem nova que marcava o início de uma mudança de estilo. Neles, as ausências, as marcas do que viveu, a meditação interior, a morte de seu primeiro filho e as esperanças que gera no segundo, na perspectiva de um futuro impossível, constituem um estremecedor testemunho do final de uma poética e de um homem, que é também o final de uma história.

4. A história me absolverá, de Fidel Castro:  o livro representa a auto-defesa de Fidel Castro no julgamento contra ele que começou no dia 16 de outubro de 1953 pelos ataques aos quartéis de Moncada e Carlos Manuel de Céspedes, ocorridos no dia 26 de julho do ano anterior. Diante do júri, Fidel Castro, então licenciado em Direito Civil, decide assumir sua própria defesa.

5. Lazarillo de Tormes, Anônimo: Ainda que  a história tenha declarado este clássico do relato picaresco como uma obra anônima, o nome de Diego Hurtado de Mendoza, um poeta e diplomata espanhol, foi um dos que mais força teve à hora de outogar-lhe um possível autor. A história conta que Hurtado de Mendoza, sendo governador de Siena, foi acusado de irregularidades financeiras, pelo qual foi levado à cárcere de la Mota. Se diz que durante o tempo em que permaneceu atrás das grades redigiu o famoso Lazarillo de Tormes. Em seguida foi desterrado em Medina del Campo por ordem de Felipe II.

6. De Profundis, de Oscar Wilde: É uma longa e emocionada carta que Oscar Wilde escreveu a seu amante Alfred Douglas, filho de marqueses, na prisão de Reading, onde cumpria uma pena por comportamento indecente e sodomia. Nesta carta, datada de 1897, expõe os sentimentos, inquietudes e ressentimentos em relação a Douglas.

7. Justine, do Marquês de Sade: Justine ou os infortúnios da virtude é um romance escrito pelo Marquês de Sade em 1787 durante uma de suas estâncias prolongadas na prisão da Bastilha. É considerada uma obra maldita por expor os pensamentos mais obscuros do autor.

8. Dos nomes de Cristo, de Frei Luis de León: Frei Luis de León foi um poeta, humanista e religioso agostino espanhol da Escola Salmantina. Esteve na prisão por traduzir a Bíblia à língua vulgar sem licença. Na prisão escreveu Dos nomes de Cristo, uma obra em três volumes. Nela mostra a elaboração última e definitiva dos temas e ideias que esboçou em suas poesias em forma de diálogo, onde se comentam as diversas interpretações dos nomes que se dá a Cristo na Bíblia. Com esta obra, sua prosa alcança a máxima perfeição.

9. Décimas, de Miguel Hidalgo: Miguel Hidalgo foi um sacerdote e militar que se destacou na primeira etapa da Guerra da Independência no México, que iniciou com um ato conhecido na historiografia mexicana como Grito de Dolores. Hidalgo dirigiu a primeira parte do movimento independentista, mas, após uma série de derrotas, foi capturado em 1811 e levado prisioneiro à cidade de Chihuahua, onde foi julgado e fuzilado quatro meses depois. Décimas é um conjunto de vários poemas que escreveu na parede de sua cela dias antes de ser executado. Neles agradecia ao carcereiro, o cabo Ortega, e ao chefe da prisão, Melchor Guaspe, o bom tratamento que lhe deram, pois tinham recebido ordens contrárias.

10. A Morte de Artur, de Sir Thomas Malory: Sir Thomas Malory saqueou e se comportou de forma cruel e temerária durante a Guerra das Rosas. Após ser derrotado seu grupo, Malory se viu em uma situação desesperadora, pois havia contraído grandes dívidas para custear a guerra e tinha sido acusado de bandidagem e violações. Enquanto permaneceu nela escreveu esta maravilhosa obra que apaixona qualquer fã de romances de aventuras. Sir Thomas morreu na prisão em 1471 devido a uma crise respiratória e, com sua morte, se pode dizer que a cavalaria chegou ao fim.

Estudante brasileiro um dos piores em ranking leitura

opinião, imprensa, livro

 

Livro no Brasil, uma mercadoria de luxo vendida em papelarias com nome de livrarias, e supermercados. O preço continua absurdo, e apenas oferecem best sellers estrangeiros, que foram temas de filmes.

Os governos estaduais e municipais não investem em bibliotecas públicas, apesar da existência das secretarias de cultura apenas no nome, cujas verbas são desviadas para o pagamento de shows comícios e outros e-ventos políticos.

Nas escolas, os professores  desatualizados empurram os clássicos: Machado de Assis, romancista, e algum poeta parnasiano, também de leitura entediante para quem tem quinze anos. Ou algum livro paradidático, cujo autor escreveu nas coxas, acreditando que o jovem brasileiro, por natureza, não passa de um burro.

Os didáticos são também mal escritos, e não possuem a beleza de um livro, lembram cadernos xerocados, e selecionados via lóbi das editoras que faturam adoidado, repassando parte do lucro como jabá para secretarias de educação, diretores de colégios e alguns professores.

‘Leitores’ analfabetos

Quantas vezes, na Universidade, ouvi de estudantes de comunicação a triste revelação: “li, mas não entendi”? Leia mais 

España. Conozca los diez libros prohibidos en este imperio borbónico

InSurGente

Al menos diez libros que afectan a los principales personajes de la partitocracia o de la Historia de España han sido censurados por los medios de comunicación españoles o por su “establisment” académico y forman parte del conocido “Índice” que, al igual que en la época de la Inquisición, rige para las publicaciones comprometedoras. Cinco siglos después, aquel “Index expurgatorius” sigue teniendo vigencia y esta es la primera parte de la lista de los 10 proscritos, susceptible de ser ampliada con los testimonios de los lectores, pero hoy encabezada por varios títulos relacionados con la Casa Real española.

Periodistas de varios medios de comunicación están haciendo llegar a “Espía en el Congreso” sus denuncias por el aumento “considerable” de la “presión” y la “censura” de dirigentes políticos, grandes empresarios y sobre todo de Casa Real para evitar la difusión de investigaciones y denuncias sobre la corrupción de las élites españolas.

La queja se relaciona con las habituales peripecias del rey y la cada vez mayor cercanía de las elecciones europeas de 2014, así como con las encuestas que vaticinan la pérdida de 11 millones de votos por parte de los principales partidos, fundamentalmente PP, PSOE y CiU. De todo ello informaremos en cuanto podamos documentar estas denuncias, pero hoy nos detendremos en otro tipo de censura: frente a las prohibiciones más burdas que los mass media acostumbran a ordenar, figuran otras que aluden expresamente a determinados libros que, tras el revuelo que ocasiona su salida, son rápidamente confinados en el ostracismo para evitar su divulgación y lectura. Estos son algunos de ellos:

el rey

“23-F, el rey y su secreto” de Jesús Palacios (Libros Libres).  La censura hacia este libro la justificaban en el Grupo Prisa con el calificativo de “extrema derecha” cuando su autor, profesor en la Universidad Complutense sin militancia política alguna, se limita a recoger y documentar el testimonio del embajador de EE.UU en Madrid, Terence Todman al que se ha sumado también Lothar Lahn, embajador alemán. Cada vez surgen más testimonios que acreditan como el golpe de Estado fue organizado por el rey junto a los principales políticos de la época (Felipe González, Enrique Múgica, Santiago Carrillo, Solé Turá y Manuel Fraga, entre otros) para derrocar a Adolfo Suárez y formar un “Gobierno de concentración”. Como Suárez no tragaba, para lograr sus fines aprovecharon el descontento militar, jugaron a dos bandas con múltiples ambiguedades y después, cuando se les fue de las manos por la “opereta” del coronel Tejero al ser ésta retransmitida inesperadamente por una cámara de TVE, se presentaron a la opinión pública como víctimas.Jugaron con fuego y estuvieron a punto de chamuscarse, lo que se dejó entrever gracias a una indiscreción de la reina Sofía sobre los militares golpistas: “El rey los engañó a todos”.

El conciliábulo de aquella noche en el Congreso, sólo parcialmente escrito, pretendía mantenerse en secreto pero la médico del Congreso, Carmen Echave, escuchó algunos de sus detalles, que también han sido hurtados del relato oficial aunque por fortuna están escritos. Y además Tejero se negó a utilizar el avión que le tenían preparado desde Zarzuela para exiliarse. De aquel monumental engaño a los españoles, que gozó de la complicidad de los principales periodistas y políticos de la época que se enriquecieron con su silencio, surgió uno de los principales mitos de la actual partitocracia, hoy ya muy deteriorado, de ahi la importancia en censurar este libro.

princesa

“Adiós Princesa” de David Rocasolano (Ediciones Akal). Aunque se le ha tildado de “vendetta” del primo de Letizia, lo cierto es que si prescindimos de los “chascarrillos” rosas y de los asuntos más privados (el aborto de la princesa es uno de ellos), el libro arroja suculenta información de primera mano sobre el funcionamiento cotidiano de la Casa Real, sus protagonistas y el verdadero carácter de sus personajes, algo que no asoma habitualmente a la luz pública por falta de testimonios directos. Los fariseísmos y corrupciones de la Familia Real, de los que informaremos próximamente, son lo más jugoso de este volumen.

gaviotas

Gaviotas que ensucian su propio nido” de Illy Nes (Bubok). Que un dirigente gay del PP como era Carlos Alberto Biendicho desvele las tripas de la homosexualidad oculta en Génova 13 es algo cuando menos curioso, pero si además se documentan profusamente las salidas del armario de su líder, Mariano Rajoy, junto a media docena más de conocidos dirigentes del partido (hombres y mujeres, como Rita Barberá, Miguel Angel Cortés o Luisa Fernanda Rudi) el silencio hacia este libro resulta escamante.

golpe

“Un rey golpe a golpe” de Patricia Sverlo. (Ardi Bertza). La biografía mejor documentada de Juan Carlos podía haber sido un clamoroso éxito de ventas pero los medios de comunicación se conjuraron para silenciarla todo lo que pudieron, con el argumento de que había sido ¡editada! por un periodista condenado por terrorismo. Fue una manipulación más: su autora, hoy profesora en Barcelona, tuvo que refugiarse en un pseudónimo para evitar represalias y solo encontró posibilidad de publicar el libro en el entorno abertzale o en Francia, lo que la condenaba a no ser leída en España. Si los ciudadanos leyeran este libro, la monarquía de partidos se disolvería en nuestro país como un azucarillo, situación que de hecho ya está ocurriendo porque el libro circula libremente por internet.

espia

“Cisne. Yo fui espía de Franco” de Luis González Mata (Argos Vergara). Si hay algún personaje que merezca la pena en los estertores del franquismo ese esLuis González Mata, uno de los principales espías de los servicios secretos del régimen, que al final de su vida se decidió a “cantarlo” todo y publicarlo en un libro. Infiltrado en la mayor parte de los movimientos antifranquistas, González Matarevela como los rusos vendieron a Franco la información que les proporcionó o robaron a Santiago Carrillo sobre la infraestructura del PCE en España a cambio de la información que el dictador tenía sobre los americanos en la negociación de las bases militares, lo cual pudo costarle la vida a Carrero Blanco por la inacción americana ante su atentado. No se entiende como la documentación que aporta este libro sobre ese y otros sucesos no forma parte del acervo histórico de España si no es por la pervivencia de una censura que alcanza no solo a los vivos sino a los muertos que puedan poner en tela de juicio el relato histórico de un régimen que ha sido continuidad del franquismo con la complicidad de todos los que se llevaron algo en el trasvase.

Concluímos esta reflexión sobre los “libros prohibidos” en España con otros cinco títulos proscritos: El primero hace referencia al político y banquero Jordi Pujol, ex presidente de Cataluña, que logró erradicar de las librerías el volumen que afloraba las tropelías financieras de su padre,Florenci Pujol, experto en evasión de capitales y encarcelado por ello. De aquellos polvos vinieron estos lodos que tan bien manejan sus herederos y que han gozado durante decenas de años de la misma impunidad judicial en Cataluña que la que posee el rey Juan Carlos de Borbón en el resto de España. Junto a este libro, una biografía de Florentino Pérez, presidente del Real Madrid, un libro del politólogo republicano Antonio García Trevijano y dos volúmenes heterodoxos sobre Miguel de Cervantes y Cristóbal Colón, repudiados por el academicismo oficial, completan el vigente “Index expurgatorius” que, al igual que en tiempos de la Inquisición, aún rige consciente o inconscientemente en España.

Pujol

“Jordi Pujol: en nombre de Cataluña” de Félix Martínez y Jordi Oliveres (Ed. Debate). Aunque gozan de la máxima impunidad, tanto en Cataluña como Madrid, los Pujol han evadido decenas de millones de euros fuera de España pero ninguno entrará jamás en la cárcel y ni siquiera será procesado. Dos periodistas alertaron hace años que el dirigente nacionalista catalán no era trigo limpio y que le guiaban más afanes financieros que políticos, por muy bien que disfrazara su discurso y lo envolviera de manera oportunista en la senyera. Hoy los hechos vienen a darles la razón, pero su libro sigue estando censurado porque cuestiona la moralidad de una familia que lleva la corrupción en los genes desde que el patriarca, Florenci Pujol, padre del presidente de la Generalitat y abuelo de los codiciosos nietos, fuera encarcelado por evasión de divisas.

Lea un extracto del libro pinchando aquí

La fortuna de los Pujol

La evasión de capitales, especialidad de la familia

Jordi Pujol vendió a su socio republicano al franquismo a cambio de Banca Catalana

blanco e negro

“Florentino Pérez, retrato en blanco y negro de un conseguidor” de Juan Carlos Escudier (Akal). En España a nadie extraña que solo se permita construir rascacielos en la Castellana a un solo constructor, o que el palco del Real Madrid se llene habitualmente de banqueros, políticos, empresarios y periodistas para organizar un fabuloso tráfico de influencias a costa del contribuyente. Tampoco que un presidente dilapide cientos de millones de euros cada temporada y mientras que los clubes exportaron en 2013 por primera vez 150 millones de euros en jugadores, él solo desequilibró la balanza de pagos nacional con los 100 millones que ha gastado con Bale. Su poco tino le llevó a pagar 40 millones por Illarramendi cuando tenía gratis a Casemiro en casa. Pero esto son solo significativas cuestiones futbolísticas de un presidente derrochador, cuando estamos ante uno de los miembros más afamados de la “casta”, conocido en el mundo entero por sus tropelías, despilfarros y negocios siempre al amparo del sector público y el poder. Este libro lo desenmascara, pero la censura mediática lo condenó a galeras. No obstante, sus procedimientos intimidatorios, parecidos a los que usan en el sur de Italia (el periodista José María García asegura que “Floren” intentó comprarlo), le obligan a realizar piruetas cada vez más complicadas que alguna vez lo llevaran a la lona: el homenaje a Raúl o a Del Bosque, a quienes él mismo expulsó antes del Real Madrid, y la complicidad con el rey para mejorar su escasa popularidad, revelan que ya solo da golpes de ciego. Su segunda caída será la más estrepitosa de la partitocracia y mucho más dolorosa que la primera.

Republica

“Teoría Pura de la República” de Antonio García Trevijano. El viejo pensador y filósofo, referente del republicanismo en España,  se ha convertido en un testigo incómodo de la Transición que ha logrado sobrevivir a casi todos los que traicionaron las ideas demócratas a la muerte de Franco: muertosManuel Fraga, Santiago Carrillo, Peces Barba, Solé Turá y Gabriel Cisneros,enfermos Juan Carlos de Borbón y Adolfo Suárez, jubilado y desacreditadoJordi Pujol, escondidos, viviendo del erario público y avergonzados Alfonso Guerra y Herrero de Miñón, enriquecidos y opulentos Felipe González, Miquel Roca, Pérez Llorca y Enrique Múgica… el abogado García Trevijano los conoció a todos en la intimidad cuando se trataba de construir un nuevo régimen en España. Por fortuna, dejó escrita su “Teoría Pura de la República”, donde explica como debería empezar a construir una arquitectura democrática y política en España digna de tal nombre, pero Trevijano sufre el silencio, cuando no el ataque, de quienes no soportan su decencia moral e ingobernable espíritu crítico. Esa miopía general y ausencia de altura de miras impide que progresen aún más sus ideas, ya muy extendidas entre las capas ilustradas de la sociedad española, aunque ya es sintomático que su libro de referencia y toda su biblioteca solo pueda leerse en internet.

Cervantes

“Cervantes en Sanabria. Ruta de Don Quijote de la Mancha” de Leandro Rodriguez. El cervantismo oficial es un próspero negocio en España, aún a costa de mantener desinformados y en la ignorancia, tanto en espíritu como en la letra, al emblema del idioma y la cultura española. Al igual que las élites políticas han secuestrado la democracia, las élites sindicales han sustituido a los trabajadores y las élites empresariales, bancarias y financieras han saqueado el país, las élites académicas se han apropiado de la figura de Cervantes y no soportan discrepancia o heterodoxia alguna en torno suya. Comandan esta partida el filólogo Francisco Rico, que ha tejido un emporio editorial en torno a su ortodoxia, con millonarias subvenciones por medio de las que luego se beneficia, y Francisco de la Concha, actual responsable del Instituto Cervantes y ex director de la Academia de la Lengua. Fuera de este abrevadero, el cervantismo no oficial aparca en la riqueza de las relecturas e investigaciones contemporáneas e independientes y ahí figuran dos nombres excepcionales: Leandro Rodríguez y César Brandariz (“Cervantes decodificado” o “El hombre que hablaba difícil”). Acreditados investigadores sólidamente formados pero sin el “plácet” de las autoridades, sus conclusiones ponen en solfa la imagen que de Cervantes han transmitido los gobernantes de la cultura española. Sus libros figuran en lo más alto del “Index expurgatorius” y su sola mención en los círculos académicos o mediáticos de la cultura oficial suscita el anatema o el ataque de nervios.

geografia

“La geografía secreta de América” de Jacques de Mahieu. Con este libro en torno a otra de las figuras míticas de la cultura española, Cristobal Colón, ocurre otro tanto. Su autor, acusado al tiempo de “nacionalista-socialista” o “comunista” (y no sin cierta razón), ha sido desacreditado por sus adversarios académicos utilizando razones políticas. Sin embargo, en este volumen sobre el descubrimiento de América, sólidamente construido y documentado, se contextualiza mejor el mito de Cristóbal Colón, aunque destruya centenares de investigaciones y apriorismos en torno a aquel hecho excepcional que fue la incorporación de un nuevo continente a la Modernidad. El antropólogo Mahieu, pese a sus ideas y quimeras políticas, introdujo una nueva percepción histórica sobre el descubrimiento de América que los historiadores oficiales se empeñan en enterrar y vilipendiar, pero que emerge de manera cada vez más diáfana y evidente.

 

Quando os jornalistas mentem (Veja vídeo)

Conheça a verdade

Veja o vídeo. Jornalista eis sua casa:

Divulgue o vídeo. Foi produzido pelos jornalistas da Campanha. Não custou nenhum tostão furado.

A mentira tem pernas curtas

Publicado em 10 de maio último pelo Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco, nas vésperas das eleições sindicais, que acontecem nos próximos dias 17 e 18 (além de anunciar um tardio cuidado, a Diretoria confunde livro velho com livro raro):

“Livros raros, entre eles uma coleção editada no século dezenove, em Portugal, fazem parte do acervo bibliográfico do Sinjope. Livros e coleções foram aos poucos sendo redescobertos, a partir de uma faxina nos armários de uma das salas do Sinjope. O material estava armazenado há mais de trinta anos. Os livros se misturavam a documentos e pilhas de pastas de arquivo de documentos do dia a dia do sindicato, acumulados ao longo do tempo. A maioria dos livros foi doada na década de1970 por particulares.

Mas, paralelamente à descoberta, foi possível verificar que o tempo e a umidade fizeram estragos. Uma das estantes estava tomada pelo cupim e isso também afetou o que nela estava guardado. Foi preciso muito cuidado para não danificar ainda mais os livros. Alguns deles, infelizmente, atingiram um estado tal , que acabavam se desintegrando à medida que eram retirados. Outros, apresentavam-se totalmente imprestáveis para qualquer trabalho de recuperação.

Agora, o próximo passo é catalogar cada obra, por meio de uma parceria, que está sendo articulada entre o Sinjope e algumas instituições que atuam nessa área, para que parte do acervo possa ser disponibilizada por meio de empréstimo aos associados.

O objetivo é recuperar aos poucos as edições que precisam ser restauradas e que devem ganhar uma capa nova para que possam ser manuseadas com segurança. È um trabalho que deverá ser feito aos poucos, à medida que o acervo vá sendo catalogado”. Confira 

Em quinze anos de governismo. Em quinze anos de continuísmo. Em quinze anos de chapa batida. Tudo apodreceu no Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Pernambuco. Até os livros.

Esta é a única estante da "biblioteca". Foto Sinjope
Esta é a única estante da “biblioteca”. Foto Sinjope

Eu gosto desta idéia

livro 2

por Giovanna Souza

Olá, pessoal, olhem quem apareceu: EU! Estou sem internet, aí fica difícil de postar pelo celular… Mas hoje eu consegui, e estou aqui com uma proposta bem legal. Um dia desses a Renata postou uma campanha super legal no blog dela… É um abaixo assinado para reduzir os impostos sobre o preço dos livros. Gente, todo mundo sabe que os livros são bem carinhos… Seria ótimo que o preço deles abaixasse um pouco, só pra variar. Para assinar só é preciso o nome e o email. Eu já assinei, agora é a vez de vocês. Precisa de pelo menos 20.000 assinaturas… Vamos lá, isso não dura nem 3 minutos. Estou contando com vocês! Para assinar é só clicar aqui.

banco biblioteca livro

Bicheiro Cachoeira solto. Jornalista Ricardo Antunes preso

14-N jornalismo

Depois de amanhã completam dois meses de Ricardo Antunes preso, incomunicável, num calabouço secreto, de segurança máxima, do governador Eduardo Campos.

A Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região determinou, hoje, a liberdade do bicheiro Cachoeira. A defesa de Cachoeira alegou que houve excesso de prazo para a conclusão da investigação, e o argumento havia sido aceito pelo relator, desembargador Tourinho Neto.

No mérito, Tourinho Neto manteve o voto pela liberdade e foi acompanhado pelo desembargador Cândido Ribeiro. A desembargadora Mônica Sifuentes foi contra a concessão do habeas corpus.

Há cerca de 10 dias, Cachoeira foi solto.

Cachoeira anda colecionando habeas corpus.

cachoeira detido

 

Ricardo Antunes foi trancafiado no dia 5 de outubro último, antevéspera das eleições.

Até hoje se desconhece o nome do advogado de Ricardo Antunes. Contra Ricardo a estapafúrdia publicação, ad infinitum, de um press release suspeito e contraditório  da polícia, informando da extorsão ou chantagem ou negociação de uma notícia de um milhão de dólares.

Ensina Angelina Nunes: Jornalismo investigativo é todo trabalho de jornalista que não se limita ao release, ao declaratório. O que o repórter deve fazer é cruzar dados, fuçar orçamento, ler editais, destrinchar leis, ouvir mais personagens, buscar as informações escondidas nas estatísticas. Uma boa matéria dá trabalho, requer tempo, algum dinheiro e capacitação.

José Roberto de Toledo: É mais fácil definir jornalismo investigativo pelo que ele não é: não é entrevista quebra-queixo, resumo de release, declaração de autoridade, curadoria de noticiário alheio. Investigar é procurar informações inéditas e socialmente relevantes, contextualizá-las no tempo e no conjunto de outras informações e contar uma boa história. Não precisa ser apenas sobre corrupção, não precisa mandar ninguém para a cadeia nem derrubar ministro. 

A prisão de um jornalista deve ser investigada. Pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), e pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), da qual Ricardo Antunes é sócio.

O caso Ricardo precisa ser analisado pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Pernambuco (Sinjope).

Que os órgãos de classe tranquilizem a profissão. Notifiquem que Pernambuco não está em temporada de caça.

Ricardo Antunes era o único jornalista que escrevia notícias do desagrado do governador Eduardo Campos.

O blogue de Ricardo, Leitura Crítica, foi fechado pela polícia. Veja a lista de dez bons livros escritos no cárcere. Clique aqui.

Existe ou não existe liberdade de expressão no Brasil?

Que crime praticou Ricardo para ser preso?

Nenhum jornalista, em Pernambuco, possui a fortuna de uma notícia de um milhão de dólares.

ditadura pesquisa indignados