Ministro Toffoli: “O julgamento do mensalão levará mais 2 anos”. Até 2015, portanto. Nesse caso, o que será fato ou interpretação? A Tribuna foi o único jornal que saiu com espaços em branco, não colocava “receitas” para agradar

por Helio Fernandes

 

O ministro Dias Toffoli deu entrevista anteontem, que foi manchete da Folha. Assinada pelos jornalistas Fernando Rodrigues e Felipe Seligman, é longa, variada, importante, ganhou dois terços da página 4. Tratou de diversos assuntos, quase todos polêmicos, incluindo o pessoal. Mas nada disso pode ser analisado agora, existe uma prioridade zero, que os próprios autores colocaram na manchete da Primeira.

Foi a afirmação surpreendente de Dias Toffoli; “O mensalão vai levar ainda 2 anos para ser julgado”. Nenhuma dúvida, qualquer restrição ou hipótese a não ser o que está na afirmação TAXATIVA: “2 anos para o fim do julgamento”. Que ele não chama de Ação 470, rotineiramente identifica como mensalão.

Tenho dito aqui, várias vezes, “o julgamento da Ação 470 não terminará em 2013”. Portanto, isso, que para mim é praticamente certo, pode levar 6 ou 7 meses, e ultrapassará 2013. Mas se o ministro estiver correto, vai até maio ou junho de 2015.

Fiquemos então com a certeza do ministro. Abandonemos o que temos escrito, interpretações baseadas em informações ou informes confiáveis, mas não comparáveis às afirmações do ministro. Que está lá dentro, tem contatos, conversas, fala e ouve coisas que muitas vezes não chegam às ruas.

SE TOFFOLI SABE O QUE DIZ,
REVOLUÇÃO NO SUPREMO

Vejamos agora os fatos concretos e indiscutíveis que acontecerão, basta que o prazo DIVULGADO pelo ministro esteja certo. Nem examinarei o imponderável, o imprevisível, o incerto num julgamento que já devia ter acabado há muito tempo. Para facilidade do entendimento, vamos numerar os fatos, se o julgamento for até 2015.

1 – Joaquim Barbosa continuará como relator, não será mais o presidente.

2 – O presidente será Ricardo Lewandowski, com a ministra Cármen Lúcia assumindo a vice. Importantíssimo.

3 – O país já terá passado da eleição de 2014, Dona Dilma reeleita ou um novo presidente da República. Nada de maior importância, a próxima vaga do Supremo será em 2016 e outra em 2017. Bastante tarde, as previsões do ministro Toffoli vão só até 2015.

4 – Os quatro deputados que tiveram seus mandatos cassados já terão disputado as eleições de 2014. Se apesar de cassados exercem os mandatos, quem impedirá que disputem a reeleição?

5 – Se perderem, serão cassados pelo eleitor, nenhuma discussão.

6 – Mas se forem reeleitos pelo voto direto,estarão obviamente fortalecidos, o Supremo não poderá cassá-los. Na Câmara, qualquer que seja a forma de decisão, ganharão e continuarão.

7 – Renan Calheiros não será mais presidente do Senado, nem Henrique Eduardo Alves, da Câmara.

8 – Em outubro de 2014 haverá eleição para renovação da Câmara inteira, e para 27 senadores (só existe uma vaga no Senado, por Estado).

9 – Normalmente, 50 por cento não voltam, 50 por cento se reelegem. Isso é importante.

Em suma: examinei apenas os fatos que acontecerão, se o julgamento for mesmo até 2015. Toffoli deve saber o que diz. Quanto a mudanças de comportamento, redução de penas, definição do que é regime semi-aberto, como podem ser cumpridas as penas, já que não existem estabelecimentos que cumpram a lei, prisão doméstica e por aí, isso não é fato, será definido pelo debate ou pelas convicções.

FORA, BERLUSCONI

Há 5 anos, no auge das acusações sobre corrupção e imoralidade moral e sexual, Berlusconi ganhou a eleição nas 11 capitais mais importantes, incluindo Roma. Foi primeiro-ministro, fracassado como sempre, mas “engavetando” os processos contra ele.

Agora, na eleição de domingo, Berlusconi foi derrotado nas mesmas 11 cidades principais. E a derrota mais alarmante e sufocante, para ele, foi em Roma, seu partido ficou em quarto lugar.

PREFEITO DE ROMA, UM MÉDICO
ESPECIALISTA EM  TRANSPLANTE

Seu nome é Ignazio Marino, de menos de 60 anos, realizado na profissão, achou que “devia servir à coletividade”. Reforçou a posição do primeiro-ministro, dito de centro-esquerda. Como o voto não é obrigatório (quando teremos isso no Brasil?), houve  abstenção razoável. Mas a direita está em queda livre.

CORRUPÇÃO NA FRANÇA

Christine Lagarde (agora diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, o sempre contestado FMI), estava sendo investigada quando foi ministra da Economia da França. Várias vezes foi dos EUA até a França para depor na investigação.

Não se livrou da investigação, mas seu chefe de gabinete de então foi investigado, acusado e com prisão preventiva decretada. Seu nome: Stephane Richard. Ele estava envolvido na venda da Adidas, escândalo que teve enorme repercussão na época. As investigações querem descobrir quem ficou com quase 800 milhões de reais, que desapareceram.

Quando esses exemplos de corrupção oficial e conseqüente prisão preventiva chegarão ao Brasil? E o fim do voto obrigatório?

 

censura jornalista

PS – Você está certo, Limongi, certíssimo, quando diz: “Pronto, já era esperado. Deixem o Neymar em paz. Ele é jovem, centrado, responsável. Faz o que entende nos momentos de folga e lazer. Contanto que não prejudique suas atividades de atleta profissional”.

PS2 – E termina: “Que Deus continue iluminando os passos de Neymar, que prossiga sua trajetória vitoriosa. Sempre apoiado pela família, o que é fundamental. Ficaria surpreso se Neymar não gostasse de se divertir”.

PS3 – Ricardo Sales, rigorosamente verdadeiro. Chamei de “Mobral”, porque eram rigorosamente analfabetos. Até o Augusto, zagueirão do Vasco quando era “Expresso da Vitória”, funcionava como censor. Polícia civil, foi requisitado para trabalhar na Tribuna.

PS4 – Fui dezenas de vezes chamado à Polícia Central, ficava na esquina da Tribuna. O “chefão” reclamava: “O senhor não deixa os censores tomarem café ou comer um sanduíche no restaurante do jornal”.

PS5 – Resposta: “Só dou uma cadeira para eles sentarem, para não atrasar a saída do jornal”. Ele me olhava surpreendido, mandava: “Pode se retirar, o senhor é audacioso”.

PS6 – A Tribuna foi o único jornal que não preenchia os espaços em branco. Muitos se orgulham de terem colocado receita de bolo, de comida, serviam à ditadura. Nós não, saíamos com os espaços em branco.

PS7 – Eles podiam ter fechado o jornal, tinham medo da repercussão internacional. Estrangulado o jornal financeira e publicitariamente, resistimos mais 43 anos, só fomos fechar em 2008, depois que joguei tudo que tinha, não dava mais.

PS8 – Tivemos 1005 (mil e cinco) primeiras páginas com espaços em branco. E  páginas internas, mais de SEIS MIL, da mesma forma, e centenas delas estavam INTEIRAMENTE EM BRANCO. Não cedi de maneira alguma, perdi tudo, mas resisti até o fim. E não me arrependo de maneira alguma. Fiz o que precisava fazer. Na próxima ditadura, não estarei mais aqui, mas será inevitável. Resistam.

PS9 – O dólar subiu acima de 2,156, apesar do BC entrar vendendo duas vezes. Mas Mantega deixou entrever que no seu arsenal de combate à inflação, o câmbio não será uma das armas utilizadas.

PS10 – A Bolsa continuou caindo e Eike Batista continuou vendendo. O que levou o Santander a dizer, “em 2014, Eike estará sem caixa”. Já está sem caixa. Devia estar comprando, as ações podem cair mais um pouco, mas voltarão a se recuperar. Bolsa não sobe sempre, Bolsa não desce sempre.

 

 

Grécia: Justiça absolve Kostas Vaxevanis (vídeo)

A justiça grega absolveu  o jornalista que publicou os nomes de mais de 2 mil gregos que têm contas bancárias na Suíça e que não pagaram impostos sobre os depósitos.

O apoio do povo e da imprensa libertou Kostas Vaxevanis
O apoio do povo e da imprensa libertou Kostas Vaxevanis

Kostas Vaxevanis considerado herói nacional, estava acusado de invasão da privacidade e, caso fosse condenado, incorria numa pena que podia chegar aos três anos de prisão.

Vaxevanis considera que “esta decisão prova a coragem de um juiz que teve a valentia de se colocar contra a realidade destes dias”.  O jornalista diz ainda, que a decisão teve em conta a vontade das pessoas e que “libertou a imprensa que, desde há muito tempo, tem estado refém”.

A absolvição de Vaxevanis, 46 anos, jornalista de televisão e que publica investigações jornalísticas na revista “Hot Doc” foi conhecida após uma sessão que se prolongou durante as últimas 12 horas e depois do Ministério Público ter pedido uma condenação de três anos de prisão.

O jornalista esteve detido algumas horas no domingo. Os advogados da defesa alegam que a acusação constituiu o seu cliente arguido sem que nenhuma das pessoas que constam na lista apresentasse queixa, uma ocorrência rara num processo por difamação no país.

O presidente da Federação Internacional dos Jornalistas deslocou-se a Atenas para manifestar a sua surpresa com o ocorrido no último fim de semana e para testemunhar num processo que classifica de “farsa”. Jim Boumelha pediu que a acusação “desista do processo”.

Um promotor contra a publicação da lista Lagarde
Um promotor contra a publicação da lista Lagarde

O repórter afirma que a lista lhe foi enviada numa carta anónima. Os nomes divulgados fazem alegadamente parte da chamada Lista Lagarde. Em 2009, a então ministra francesa das Finanças recebeu uma listagem roubada por um empregado do banco HSBC. Antes de devolver os ficheiros a Berna, Christine Lagarde deu uma cópia ao governo de Atenas. Mas autoridades gregas não fizeram nada desde 2010.

Un síntoma de la corrupción en Grecia

Não tem outra: todo país em crise foi devastado pela corrupção no executivo, no legislativo e no judiciário. Idem todo país pobre, imensamente rico em minérios, principalmente  nióbio, ouro, petróleo, combustíveis nucleares, florestas, rios e lagos.

A corrupção é a mãe de todos os males. E todo dinheiro da corrupção encontra-se nos cofres dos bancos piratas nos paraísos fiscais – cofres que são verdadeiras bocetas de Pândora.

Este nariz de cera visa homenagear o jornalistas grego Kostas Vaxevanis, que o governo, empresários e banqueiros e demais sonegadores pretendem prender, pela sua coragem, nacionalismo, e verdadeiro jornalismo de denunciar uma lista de traficantes de moedas.

Kostas Vaxevanis, herói nacional, aplaudido pelos gregos
Kostas Vaxevanis, herói nacional, aplaudido pelos gregos

 

¿Un juicio con dimensión política?

Kostas Vaxevanis fue detenido y posteriormente puesto en libertad el 28 de octubre, al día siguiente de que su revista publicase más de 2.000 nombres de personas que habían depositado dinero en el banco HSBC en Suiza. Es lo que se conoce como la “lista Lagarde”, con el nombre de la antigua ministra de Economía francesa, que envió ese documento en un CD a las autoridades griegas en 2010.

El día 29 el redactor jefe de Hot Doc compareció ante el tribunal de Atenas para responder sobre una infracción de la ley por haber publicado datos privados, pero su juicio se retrasó hasta el uno de noviembre. Sus abogados anunciaron que trataran de demostrar el cariz político de este caso. Según el diario Kathimerini, esta demora debería permitir también que ciertas personas que aparecen mencionadas en la lista comparezcan como testigos en la audiencia.

Por qué publiqué la lista Lagarde

“Cuantas más leyes tenga un país, más corrupto es”, solía decir el historiador romano Tácito. Grecia tiene unas cuantas leyes. De hecho, tiene tantas, que la corrupción está garantizada. Un club exclusivo de personas poderosas comete actos ilegales, luego consigue que se aprueben las leyes necesarias para legalizar esas prácticas, con lo que obtiene la amnistía y al final, ningún medio de comunicación revela lo que ha ocurrido en realidad.

Mientras escribo, se está hablando en todo el mundo de las aventuras de una revista independiente en Grecia, Hot Doc, de la que soy editor. La publicación en nuestra revista de una lista de presuntos titulares de cuentas bancarias en Suiza y mi posterior detención, han provocado un gran revuelo. Pero no en los medios de comunicación griegos. Hace unos meses, Reuters y la prensa británica revelaron escándalos en los que estaban implicados bancos griegos. Los medios griegos tampoco escribieron nada al respecto entonces. El espacio que tendría que haberse reservado a los informes sobre estos escándalos lo ocuparon anuncios pagados y patrocinados por esas mismas personas que provocaron que los bancos griegos se hundieran.

El caso “Lagarde” en Grecia es simplemente la expresión extrema de esta situación. En 2010, Lagarde entregó al entonces ministro de Finanzas, Yorgos Papaconstantinou, una lista de griegos titulares de cuentas en bancos extranjeros. Parte de estas cuentas eran de “dinero en negro”, dinero que puede que no se declarara o que tenía que blanquearse. Tras una serie intrincada de sucesos, Papaconstantinou admitió haber perdido los datos originales, pero en cambio pasó una copia a su sucesor Evangelos Venizelos, que al final confesó haberlos tenido en su poder, pero que hasta ahora no los había presentado. Por lo tanto, la lista aún no se ha investigado como es debido.

Chantaje político y financiero

En los dos últimos años, el asunto de nombrar a las personas que supuestamente poseen cuentas bancarias en Suiza ha envenenado la vida política en Grecia y se han producido chantajes en las salas oscuras del poder corrupto. En este contexto, Hot Doc publicó 2.059 nombres de griegos que presuntamente poseen cuentas en bancos suizos, sin especificar la cantidad de sus depósitos ni ningún otro dato personal.

Y entonces, en un acto de extrema hipocresía, los poderes nos recordaron su verdadero carácter. El fiscal de Atenas ordenó mi detención inmediata. Como base de la acusación se mencionó la ley sobre datos personales. Pero en realidad, no se había revelado ningún dato personal, sólo el hecho de que ciertas personas poseían una cuenta en un banco determinado. Ni siquiera sostuvimos que estas personas eran culpables, sino que simplemente pedíamos una investigación.

Las transacciones bancarias se realizan en público, no en secreto. Por lo tanto, la existencia de una cuenta bancaria no es un dato personal. Un dato personal sería la cantidad y el tipo de las transacciones. En Grecia, los bancos envían sobres con sus logotipos, en los que incluyen datos sobre transacciones; es decir, declaran su relación con los clientes. En cambio, la publicación de una simple lista de nombres y la petición de una investigación se definió como publicación de datos personales.

La democracia: una raza nueva y extraña

En la mitología griega antigua, la justicia se representa como una mujer ciega. En la Grecia moderna, simplemente pestañea y asiente. El estudio de la lista Lagarde es muy revelador. Editores, empresarios, armadores y todo el sistema del poder parecen haber transferido dinero al extranjero. Y esta información procede sólo de un banco. Mientras, en Grecia, la gente rebusca comida en los cubos de basura.

No todo el mundo ha provocado la crisis en Grecia. Y no todos están pagando por ella. El club del poder, exclusivo y corrupto, intenta salvarse a sí mismo, fingiendo que se esfuerza por salvar a Grecia. Pero en realidad, intensifican las contradicciones de Grecia, mientras el país se tambalea al borde de un precipicio.

Si en la Biblia, los pecadores “filtran el mosquito y se tragan el camello” [Mateo, 23-24], en Grecia, los poderes pecadores filtran las pensiones y se tragan las listas para, por supuesto, hacerlas desaparecer. Son las listas de sus amigos, sus conocidos, sus favoritos y sus compinches en sus tramas.

En el país que vio nacer a la democracia, como nos gusta recordar, la democracia se ha convertido en una raza nueva y extraña. Los que están en el poder se aseguran de que el derecho al voto se entienda como democracia y al mismo tiempo niegan la democracia al abusar de los derechos que les confieren los votantes. Y la justicia sigue siendo esclava de la política.

“La libertad de prensa y la verdad en Grecia están siendo procesadas”

O Brasil tem sua lista de traficantes de moedas. Basta pesquisar no noticiário das operações da Polícia Federal. Operações que terminam em pizza. Tanto que o STF acaba de inocentar um marqueteiro político que recebeu dinheiro do PT, no exterior, por serviços prestados no Brasil: a campanha de Lula a presidente.

O jornalista que denunciar os milionários sonegadores do Brasil também será preso. Diferente de Kostas Vaxevanis jamais seria consagrado um herói nacional. Seria, sim, considerado um renegado pela grande imprensa. O precedente da prisão de Ricardo Antunes é bem exemplar. Não importa se chantageou. As denúncias que fez precisam ser investigadas já!  Tem Ricardo Antunes uma notícia de um milhão de dólares.

El periodista Kostas Vaxevanis a su llegada a la Fisalía de Atenas. Reuters. A prisão de Ricardo Antunes foi secreta
El periodista Kostas Vaxevanis a su llegada a la Fisalía de Atenas. Reuters. A prisão de Ricardo Antunes foi secreta

Kostas Vaxevanis, el periodista que publicó este sábado en la revista Hot Doc la lista con los datos de 2.059 ciudadanos griegos que tienen presuntamente cuentas bancarias en Suiza, dondre habrían estado evadiendo impuestos, declaró esta mañana ante la Fiscalía de Atenas, que pretende imputarle un delito de violación de la privacidad.

A su salida del Tribunal, Vaxevanis, que para muchos griegos se ha convertido en una especie de héroe nacional, dijo que “sólo cumplía con mi trabajo en el nombre del interés general. Periodismo es revelar la verdad cuando el resto del mundo está intentando ocultarla“. Vaxenavis, que es redactor jefe de Hot Doc, fue detenido el domingo y la pena que podría esperarle ronda los dos años de prisión.

La lista publicada por la revista es la conocida como ‘lista Lagarde’, una base de datos que en 2010, la entonces ministra francesa de Finanzas, Christine Lagarde, entregó a las autoridades griegas para perseguir a las personas con capitales evadidos en Suiza. Los nombres formaban parte de las listas que entregó a las autoridades de Francia el exinformático del HSBC en Ginebra, Hervé Falciani, hoy detenido en España y pendiente de su extradición. Leia mais 

Grécia imita Pernambuco. Detido jornalista grego que publicou a “lista Lagarde”

 Kostas Vaxevanis
Kostas Vaxevanis

Um jornalista grego foi detido hoje por ter revelado os nomes de uma lista de cidadãos com contas bancárias na Suíça e vai ser presente ao procurador de Atenas, informou fonte policial citada pela agência France Presse.

O jornalista Kostas Vaxevanis publicou os 2.059 nomes da lista entregue ao Governo grego, em 2010, por Christine Lagarde, na altura ministra das Finanças de França.

O anúncio de que o gabinete de procurador de Atenas ordenou um inquérito à publicação da lista pela revista HotDoc indignou muitos gregos e dominou os comentários nas redes sociais.

“Em vez de prenderem os ladrões e os ministros que violam a lei, querem prender a verdade”, escreveu o jornalista na sua conta no Twitter no sábado à noite.

A lista faz parte de um conjunto de documentos revelado por um funcionário do banco HSBC na Suíça e foi entregue ao Governo grego em 2010 pela ex-ministra francesa e atual diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI).

O ministro das Finanças grego à época, George Papaconstantinou, disse na quarta-feira passada no Parlamento não saber o que aconteceu ao original da “lista Lagarde”.

No mesmo dia, o atual ministro das Finanças, Yannis Stournaras, disse ter pedido a França que envie uma cópia.

O Governo de coligação grego saído das eleições de junho começou por afastar a possibilidade de agir judicialmente contra as pessoas que constam da lista, por evasão fiscal, alegando que ela foi obtida ilegalmente.

Mas a indignação de muitos gregos com o que consideraram ser uma tentativa de encobrimento do caso obrigou o Governo a recuar.

Em Pernambuco, o jornalista Ricardo Antunes foi preso pela polícia do governador Eduardo Campos. Está em prisão de segurança máxima, incomunicável. Não pode escrever para se defender da acusação de extorsão. Parece humor negro: inquérito policial contra jornalista corre em segredo de justiça. A acusação é de que Ricardo cobrou do jornalista, cientista político, sociólogo, banqueiro, construtor imobiliário, pesquisador de opinião pública etc Antônio Lavareda, um milhão de dólares por uma notícia. A “grande rede” noticiou a prisão, e não publicou mais nada. Eta rede encabrestada! Esta mesma rede vai ser estendida na campanha presidencial de 2014. Diante do espantoso silêncio da grande imprensa, correm entre jornalistas independentes e blogueiros tenebrosos boatos e rumores. É no que dá a censura.

Destapan una lista con casi 2.000 presuntos defraudadores griegos

La identidad de casi 2.000 presuntos defraudadores de Hacienda griegos con cuentas en Suiza ha quedado al descubierto este sábado tras ser filtrada la conocida como ‘Lista Lagarde’ a los medios griegos. Entre los afectados se encuentran varios hombres fuertes del gobernante Nueva Democracia y próximos al primer ministro, Antonis Samaras.

La actual directora general del Fondo Monetario Internacional (FMI), Christine Lagarde, entregó en 2010 al otrora ministro de Finanzas griego, Giorgos Papakonstantinou, una lista con 1.991 ciudadanos helenos con cuentas bancarias abiertas en Suiza en la entidad HSBC. La cuantía total de los fondos depositados en dicho banco podrían rebasar los 1.500 millones de euros.

Entre los presuntos defraudadores del fisco, están el asesor del primer ministro griego Stavros Papastavros y el exministro y prominente miembro de Nueva Democracia, Georgios Voulgarakis, así como otros altos cargos del Ministerio de Finanzas griego, grandes empresarios, periodistas, médicos, abogados, funcionarios, entre otros.

Hasta el momento, solo se ha pronunciado Voulgarakis, quien ha tachado la publicación de la revista ‘Hot Doc’ de “desinformación” y “difamatoria”. A través de la red social Twitter, el exministro griego ha asegurado que “ni su mujer ni él han sacado empresas o cuentas bancarias del país”.

MOMENTO DELICADO

El Gobierno heleno ha tratado de ocultar la existencia de dicha lista por la potencial ola de indignación que podría causar en el país por el hecho de que los más pudientes estén esquivando la severa doctrina fiscal impuesta por Atenas en el grave contexto de crisis que sufre Grecia. Leer más 

Vaxivanis, acusado de violación de la privacidad, escribió varios mensajes en su Twitter antes de que le detuvieran: “están entrando en mi casa con un fiscal, me están arrestando. Difunde la palabra”. También calificó en la red social de “milicia fascista” a los policías que rodearon la casa en la que fue arrestado.

En un vídeo enviado a Reuters por ‘Hot Doc’, Vaxevanis apareció ante la cámara defendiendo su decisión de publicar la lista. “No hice otra cosa que desempeñar mi obligación como periodista”, declaró en el vídeo. “Si alguien es responsable ante la ley son aquellos ministros que escondieron la lista, la perdieron y dijeron que no existía. Yo sólo hice mi trabajo. Soy periodista e hice mi trabajo“. En la filmación, Vaxivanis acusa a las autoridades de intentar amordazar a la prensa y defiende su inocencia. Leer más