O Brasil não tem morador de rua. Tem viciado em droga, diz o pessoal da direita e da esquerda

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A solução dos problemas brasileiros sempre foram fáceis.

Quem dorme na rua é viciado em droga. Gente preguiçosa que não quer arranjar emprego. Tem cidade que mata: a solução final.

O bolsa-família é só para mulher parida. Não entra macho nem as 500 mil crianças prostitutas. Assim sendo: as meninas festejam a primeira menstruação.

Compare a visão portuguesa deste grave problema social do capitalismo selvagem (a falta de solidariedade):

uma potuguesa, com certeza

Mais de 2 mil pessoas dormem nas ruas de Lisboa

A vereadora do Desenvolvimento Social, Helena Roseta, afirma que a população sem-abrigo em Lisboa “está a aumentar”, ultrapassando as 2.000 pessoas, e sugere a criação de um hotel social entre as medidas para resolver o problema.

“Está a verificar-se um aumento significativo da população sem-abrigo, por razões de desorganização das suas vidas. Não tem só a ver com habitação, mas também por desemprego, problemas familiares, adições, tudo misturado. Cada vez mais, mesmo por penúria económica, incapacidade de pagar, e algumas pessoas fazem parte de uma pobreza envergonhada”, diz Helena Roseta, numa entrevista à agência Lusa dedicada ao tema da pobreza.

Para a vereadora com o pelouro do Desenvolvimento Social, este é um problema que a Câmara de Lisboa “pode e deve enfrentar”, em parceria com a Rede Social da capital (que integra cerca de 300 entidades), e que pode ser resolvido.

“Eu sempre ouvi dizer que não era possível acabar com os bairros de barracas e afinal foi. Eu também acho que é possível acabar com a circunstância de pessoas e até famílias não terem onde dormir. Temos de resolver isto com soluções novas”, considera.

Entre as novas medidas que a autarquia está a preparar, em conjunto com a rede social, está a criação de um hotel social na Avenida Infante Santo (que faz a ligação entre Santos e a Estrela), onde existe um espaço da Fundação INATEL.

“Seria uma instalação hoteleira com preços sociais e gerida de formas sociais, mas em regime de instalação hoteleira, e não de albergue. Regime mais de proximidade e privacidade, que os albergues não têm”, explica Helena Roseta, defendendo a requalificação dos actuais albergues – que apelida de ‘casernas’.

Outra das medidas propostas é criar um local onde as pessoas sem-abrigo “possam comer sentadas, normalmente, à mesa, num pequeno restaurante, ou com um ambiente de casa” e que a alimentação não seja providenciada na rua.

“Toda a gente se oferece para voluntariar e ir para a rua distribuir comida aos sem-abrigo, como se fossem dar milho aos pombos – Sem desprimor para quem faz este trabalho. Mas o mesmo sem-abrigo pode ser visitado uma noite por cinco equipas diferentes. Isto não pode ser assim, não faz sentido. Temos de mudar muito a maneira como nos aproximarmos desta população”, afirma.

Helena Roseta diz que esta é uma realidade nova, pela sua dimensão, estimando que as pessoas sem-abrigo em Lisboa ultrapassem as 2.000, das quais um milhar durma em albergues.

A autarca admite as dificuldades em conhecer o número exacto desta população, mas no ano passado – quando foi aprovada a estratégia integrada para as pessoas sem-abrigo em Lisboa (que previa já que os sem-abrigo deixassem de receber as refeições na rua) – seriam entre 700 a 800 pessoas a dormirem nas ruas da capital.

Lusa/SOL

Espanha
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15-M Lisboa. «Sê a mudança que queres ver no mundo»

 

Palavras contra o FMI, o desemprego e o Governo foram gritadas pelos activistas hoje em Lisboa.

A maioria dos manifestantes eram jovens que empunhavam cartazes e gritavam palavras de ordem como «Espanha, Grécia, Irlanda e Portugal a nossa luta é internacional».

«Sê a mudança que queres ver no mundo», «A lutar vencemos, a precariedade não é solução» e «A Passos do abismo», eram alguns dos ‘slogans’ colocados em cartazes que desfilam pela Avenida da Liberdade e lançaram o mote do protesto contra a precariedade e as medidas de austeridade aplicadas pelos diversos governos, um pouco por todo o mundo.

«Estamos convencidos que este é um protesto à escala global que poderá trazer novamente para a rua a democracia. Por isso, durante quatro dias, congregamo-nos no parque Eduardo VII e vamos organizar mais de 50 iniciativas com o objectivo de abrir à sociedade temas como a crise da dívida soberana, o Serviço Nacional de Saúde, os transportes, a água e também o desemprego», disse à Lusa Paulo Raposo, activista e organizador do Primavera Global».

300 mil manifestaram-se em Lisboa contra pobreza

Mais de 300 mil pessoas de todo o país juntaram-se hoje no Terreiro do Paço, em Lisboa, contra as desigualdades e o empobrecimento, disse hoje Arménio Carlos.

Os números foram avançados pelo secretário-geral da Confederação Geral de Trabalhadores Portugueses (CGTP,) na abertura do discurso que marcou o fecho da manifestação, que com 300 mil trabalhadores foi “a maior manifestação jamais vista em Lisboa nos últimos 30 anos”, de acordo com o sindicalista.

Pelo direito ao trabalho, melhoria das condições laborais e contra a pobreza, o líder da CGTP exigiu o aumento do salário mínimo. “Os trabalhadores levam para casa um salário líquido de 432 euros e o valor para o limiar da pobreza são 434 euros”, considerou, sem esquecer os protestos que alastram por toda a Europa, como em Espanha e Grécia. Veja vídeo 1

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Brasileira Andréa del Fuego vence Prémio Saramago

Andréa del Fuego

Andréa del Fuego que esta terça-feira recebeu o Prémio Saramago pelo romance ‘Os Malaquias’, foi também distinguida, este ano, com o Prémio São Paulo Literatura.O prémio foi atribuído por unaminidade e é entregue a Andréa del Fuego, pseudónimo de Andréa dos Santos, por Pilar del Río, presidente da Fundação José Saramago e viúva do Nobel da Literatura, que também integrou o júri.

 

Andréa del Fuego, 36 anos, estreou-se literariamente em 2004 com a antologia de contos ‘Minto enquanto posso’. O ano passado experimentou a escrita para a infância, tendo editado ‘Irmãs de pelúcia’.
A escritora, natural de São Paulo, tem formação em publicidade, fez produção de cinema e realizou duas curtas-metragens, ‘Morro da Garça’, inspirada nas paisagens de Guimarães Rosa, e ‘O Beijo e Ela’.
O apelido ‘Fuego’ serve o seu pseudónimo e provém de uma bailarina naturalista brasileira, Luz del Fuego, que dançava semi-nua, dominando uma cobra.

Antes de se dedicar à literatura, Andréa del Fuego colaborou em várias revistas, nomeadamente assinando uma coluna em que respondia a dúvidas sexuais de leitores de uma revista de rádio paulista.
Em 2005 editou ‘Nego Tudo’ a que se seguiu, em 2007, ‘Engano seu’ e, em 2009, ‘Nego fogo’.
Entretanto, lançou os títulos juvenis ‘Quase caio’ e ‘Sociedade da Caveira de Cristal’, em 2008.

A autora está incluída nas antologias ’30 Mulheres que Estão Fazendo a Nova Literatura Brasileira’, ‘Os cem menores contos brasileiros do século’, ‘Fábulas da Mercearia’, ‘Doze’ e ’69/2 Contos Eróticos’.
Integra também a coletânea ’35 Segredos Para Chegar a Lugar Nenhum’, editada em Outubro passado pela Bertrand Brasil.
Sobre ‘Os Malaquias’, Andréa del Fuego afirmou ao diário Folha de São Paulo que a história começou “com um facto familiar pouco falado em casa”. “Esse silêncio foi deixando o passado cada vez mais místico. Parti desse silêncio, desenhando o que teria sido a orfandade do meu avô Nico”.

“Perder os pais para um raio, não passaria em branco, essa força abundante que acontece entre céu e terra, um coração é fraco para absorver tanta eletricidade. Fico intrigada por forças que, por ganhar nomes e descrições, acabamos por achá-las normais, quando nunca deixará de ser um espetáculo toda tempestade”, contou.
E acrescentou ao diário paulista: “O realismo mágico ajuda muito nisso, sair dos factos lineares. Uma fuga consciente, tranquila e com retorno para casa garantido. O realismo mágico exige ainda mais do leitor: um pacto de cooperação. É um jogo arriscado e irresistível”.

O escritor Vasco Graça Moura, membro do júri desta edição do Prémio Saramago, afirma que a laureada “transfigura, numa impressiva obra de ficção, a cruel banalidade da existência de três desgraçados irmãos órfãos, nascidos no rude ambiente de uma fazenda da Serra Morena, que a vida separa desde muito pequenos”.
“Escrita surpreende insuspeitados recursos de estranheza na coloquialidade quotidiana, e desenvolve-se num ritmo muito seguro, perturbante e por vezes quase alucinatório”, atesta ainda o Graça Moura.

Esta é a sétima edição do Prémio Saramago, tendo sido os anteriores vencedores Paulo José Miranda, Adriana Lisboa, José Luís Peixoto, Gonçalo M. Tavares, Valter Hugo Mãe e João Tordo.(Correio da Manhã, Lisboa)

Compare Lisboa com São Paulo. Entenda o que é analfabetismo político

Lisboa possui 545 245 habitantes.

São Paulo é a sexta maior cidade do planeta, com 19 223 897 habitantes.

A imprensa portuguesa assinala com orgulho: Dia dos Indignados: cem mil participantes.

A imprensa brasileira registra: São Paulo reuniu apenas 70 pessoas no Largo São Bento. Informa o Estadão: setenta pessoas. Confira.

Lisboa tem motivos para se revoltar. São Paulo tem não...
Lisboa tem motivos para se revoltar. São Paulo tem não...
100 mil em Lisboa
100 mil em Lisboa
Em São Paulo, 70 manifestantes
Em São Paulo, 70 manifestantes

Lisboa: 100 mil o número de participantes. Intervenções exigem “auditoria popular” às contas públicas. Investigação cívica que o Brasil precisa urgentemente. Descobrir para onde foi o dinheiro dos leilões das estatais. Auditar a dívida externa. Somar quanto foi roubado dos cofres públicos, e que hoje se encontra depositado nos paraísos fiscais. Analisar os gastos do judiciário. As cortes dos palácios da justiça vivem no mais escandaloso esbanjamento. Um luxo que faria inveja à corte da rainha Maria Antonieta da França.

Veja as marchas principais em Portugal:

* Lisboa  vídeo 1

* Porto vídeo 2