Ali Kamel é manipulador e faz jornalismo de hipóteses

tv manipulação pensamento globo

Neste blog existem várias reportagens, artigos, entrevistas denunciando o jornalismo das empresas Globo como manipulador, parcial, tendencioso, mentiroso e vendido. Vide links. Um jornalismo baseado em hipóteses.

E quem dirige esse jornalismo safado, vendido (vide relatório do honrado deputado Djalma Aranha Marinho, hoje nome do plenário da Comissão de Constituição e Justiça), principalmente o da TV Globo?

Os manipuladores são os jornalistas que exercem os cargos da máxima confiança dos proprietários. Um diretor de jornalismo aprova a pauta de reportagens, seleciona os textos, as imagens e os áudios. Tudo conforme os interesses dos patrões.

Um jornalismo livre apenas é possível quando o Conselho de Redação, exclusivamente eleito por empregados sem cargos de chefia, decide a linha editorial.

A criação dos Conselhos deveria constar da Lei dos Meios, que o Brasil não possui, para evitar o monopólio, que cria o atual jornalismo manipulador do pensamento único, da censura dos empresários, do nefasto e profético Big Brother (O grande irmão Marinho, empregador de Ali Kamel) previsto por Georger Orwell.

Denunciada a existência do Partido da Imprensa Golpista (PIG)
Denunciada a existência do Partido da Imprensa Golpista (PIG)

 

globo tv pig golpista

pensamento único censura justiça

Com o monopólio dos meios, a liberdade de imprensa constitui uma propriedade das empresas, e não um direito do jornalista.

O jornalismo é feito de hipóteses. Em geral, um enunciado (ou conjunto de enunciados) que possa ser colocado à prova, atestado e controlado só indiretamente, isto é, através das suas consequências. A característica da hipótese é, portanto, que ela não inclua nenhuma garantia de verdade nem a possibilidade de uma verificação direta.

A manipulação começa pela escolha do jornalista (o patrão sabe que tipo de texto escrito se pode esperar de um editor que ele empregou). A preferência das fontes de informação (agências nacionais e estrangeiras, autoridades, pessoas de prestígio etc), sem esquecer que Carlinhos Cachoeira era ouvido e cheirado pela Veja e Globo. O abuso dos releases. A definição do espaço na imprensa, no jornalismo on line; e do tempo na tv e rádio.  E a mensagem vai da mentira a uma meia-verdade. De um balão de ensaio à propaganda (repetição) dos teasers.

tv globo

Kamel versus Nassif: a diferença de tratamento que a Justiça dá a casos semelhantes

 

por Paulo Nogueira

Falta de objetividade e de coerência nas decisões da Justiça
Falta de objetividade e de coerência nas decisões da Justiça

Da Justiça se espera ao menos uma coisa: que seja coerente nas decisões.

É a única forma que os cidadãos têm de medir eventuais consequências jurídicas de suas ações.

Estou falando isso a propósito da decisão da Justiça do Rio de condenar Luís Nassif a pagar 50 mil reais de indenização para Ali Kamel, diretor de jornalismo da TV Globo.

A juíza Larissa Pinheiro Schueler baseou sua decisão no fato de Nassif haver afirmado que Ali Kamel é “manipulador” e faz “jornalismo de hipóteses”. Isso, segundo ela, extrapolaria o “direito à informação”.

Aplique esta mesma lógica não apenas para Nassif, mas para a mídia em geral. Não faz muito tempo, no âmbito da mesma Globo de Kamel, os nordestinos foram chamados de “bovinos” por Diogo Mainardi.

Se “manipulador” custa 50 mil reais, qual seria a indenização para “bovinos”? Ou, já que falamos de Mainardi, de “anta”, como ele tratava rotineiramente Lula em seus dias de colunista da Veja?

A Justiça deveria, em tese, ser igual para todos, mas é mais igual para alguns do que para outros.

monopólio tv censura

Há uma decisão jurídica recente que demonstra isso com brutal precisão.

O jornalista Augusto Nunes, o Brad Pitt de Taquaritinga, foi processado por Collor. Quer dizer: Collor fez o que Kamel fez.

Com uma diferença: perto do que Nunes disse dele, Nassif arremessou flores na direção de Kamel.

Começa no título: “O farsante escorraçado da Presidência acha que o bandido vai prender o xerife”.

Um trecho: “… o agora senador Fernando Collor, destaque do PTB na bancada do cangaço, quer confiscar a lógica, expropriar os fatos, transformar a CPMI do Cachoeira em órgão de repressão à imprensa independente e, no fim do filme, tornar-se também o primeiro bandido a prender o xerife.”

O site Consultor Jurídico noticiou o caso assim:

“Na sentença, a juíza Andrea Ferraz Musa, da 2ª Vara Cível do Foro de Pinheiros, disse que, em um estado democrático, o jornalista tem o direito de exercer a crítica, ainda que de forma contundente.

(…) “Embora carregada e passional, não entendo que houve excesso nas expressões usadas pelo jornalista réu, considerando o contexto da matéria crítica jornalística. Assim, embora contenha certa carga demeritória, não transborda os limites constitucionais do direito de informação e crítica”, disse a juíza.

(…) No pedido de indenização, Collor alegou que foi absolvido de todas as acusações de corrupção pelo Supremo Tribunal Federal e que há anos vem sendo perseguido pela Abril.

A juíza, entretanto, considerou irrelevante a decisão do STF. “As ações políticas do homem público estão sempre passíveis de análise por parte da população e da imprensa. O julgamento do STF não proíbe a imprensa ou a população de ter sua opinião pessoal sobre assunto de relevância histórica nacional”, justificou.”

Um momento. Ou melhor: dois momentos. “Irrelevante” a decisão do STF? Então você é absolvido de acusações na mais alta corte do país e mesmo assim isso não vale nada? Podem continuar a chamar você de bandido sem nenhuma consequência?

A juíza aplicou uma espetacular bofetada moral no STF em sua sentença. Como para Augusto Nunes, também para ela não houve nenhuma consequência.

Se um juiz trata assim uma decisão da Suprema Corte, qual o grau de respeito que os cidadãos comuns devem ter pela Justiça?

O segundo momento é por conta da expressão “certa carga demeritória”. Raras vezes vi uma expressão tão ridícula para insultos e assassinato de imagem.

Regular a mídia é, também, estabelecer parâmetros objetivos para críticas e acusações feitas por jornalistas.

Não é possível que “manipulador” custe 50 mil reais e “bandido”, “chefe de bando”, “farsante” e “destaque da bancada do cangaço” zero.

Quando você tem sentenças tão opostas, é porque reinam o caos e a subjetividade.

A única coisa que une o desfecho dos dois casos é que jornalistas de grandes empresas de mídia se deram muito bem.

Isso é bom para eles e as empresas nas quais trabalham.

Para a sociedade, é uma lástima.

Enio
Enio
O debate da lei dos meios na Argentina
O debate da lei dos meios na Argentina

Geraldo Elísio denuncia na Assembléia de MG que tem três livros sob censura

A todos os meus amigos.
Acompanhado da minha advogada doutora Aurora Ramalho compareci hoje a um “Pinga Fogo” televisado da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa de Minas Gerais para expor a situação decorrente da apreensão com ordem judicial de meu netbook, pendrive, HD externo, CD’s e cadernetas de telefones e outras anotações.
Primeiro reafirmei a minha alegria em constatar a eficiência do órgão então inexistente em 1977 quando, em companhia de outros colegas ganhei o Prêmio Esso Regional de Jornalismo denunciando torturas quando ainda vigia o AI-5.
Agradeci a todos os parlamentares integrantes da Mesa dos Trabalhos pedindo aos mesmos se fizessem porta vozes de meus respeitos a todos os senhores parlamentar, integrantes de um Poder fundamental para a existência da vida democrática.
Reafirmei não mudar um ponto de tudo o que já escrevi a respeito e a minha estranheza diante do ocorrido em virtude de ter trabalhado no site Novojornal, hoje fora do ar.
Disse da minha convicção de que nenhum cidadão brasileiro a começar por eu próprio se situa acima de qualquer suspeita, e, perante os integrantes da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, de livre e espontânea vontade assinei um documento a ser encaminhado ao Ministério Público de Minas Gerais autorizando a quebra de meus sigilos fiscais, bancário e telefônico, tendo como testemunhas parlamentares da oposição e situação.
Abri mão igualmente de eventual prerrogativa de dispor de mais de 70 anos argumentando que desejo ser um cidadão livre não em virtude de uma idade avançada, mas por nada dever ou temer, nem a Deus por que a um Pai que é a Suprema Bondade e Sabedoria não se pode temer, cabendo sim o respeito.
E reafirmei a minha condição de perseguido político e de três livros que estou em fase de conclusão estar sob censura prévia, cujos textos estão contidos no meu notbok que sinceramente espero não venha a sofrer danos, pois os senhores policiais do Depatri que estiveram em minha residência, embora sendo educados e cumprindo a formalidade de ouvir duas testemunhas nem o número do processo deixaram comigo, não me exibiram a relação do que foi recolhido e não colheram nenhuma assinatura minha, sequer lacrando os equipamentos arrestados o que logicamente causa preocupações de várias naturezas.
Providências serão tomadas e agradeço a cordialidade dos senhores parlamentares Durval Ângelo, Sebastião Costa, Duarte Bechir, Rogério Corrêa, Célio Moreira, Bonifácio Mourão e a deputada Elisa Prado.
Tudo o que escrevi decorreu das minhas prerrogativas profissionais e constitucionais, inclusive o segredo da fonte, e na crença absoluta do que ouvi da boca de um amigo do passado, o doutor Tancredo Neves segundo o qual “O primeiro compromisso de Minas é com a liberdade”. Não posso assegurar que todos aprenderam esta máxima. Eu aprendi!
Geraldo Elísio (de camisa) na Assembléia Legislativa de Minas Gerais. Foi saudado pelo deputado Rogério Correia: "Geraldo tem História no jornalismo e no combate à ditadura militar". Foto: Juniamar Azeredo Coutinho
Geraldo Elísio (de camisa) na Assembléia Legislativa de Minas Gerais. Foi saudado pelo deputado Rogério Correia: “Geraldo tem História no jornalismo e no combate à ditadura militar”. Foto: Juniamar Azeredo Coutinho

Coisa rara de acontecer: jornalistas em greve contra o salário da fome e do medo

charge jornalista

O salário do jornalista brasileiro (para ser espancado e ameaçado de morte e fazer o que o patrão ordena) é humilhante. Quanto mais rica a empresa, mais baixo o salário.

O salário de merda enriquece os barões da imprensa. Os corruptos sempre compram uma mídia para lavar o nome e abrir todas as portas, principalmente as dos palácios e cofres dos bancos oficiais.

O Brasil devia ter uma lei, reivindicada em plebiscito, e aprovada em referendo, igual a do Equador: dono de mídia não pode possuir outros negócios, outros interesses que a imprensa verdadeira, comprometida com o nacionalismo, o patriotismo e o bem geral do povo.

Os jornalistas brasileiros trabalham em gaiolas de ouro e moram no cu do mundo. São pobres de marré deci.

Por que os patrões oferecem apenas um mês de estabilidade? Além de ser um emprego precário e temporário, o jornalista continua sendo despedido a pedido de qualquer Salomé. Nos anos pares de passaralho (barca), quando são recrutadas as equipes para promover campanhas eleitorais. Nos anos ímpares, as demissões em massa para formar uma redação favorável ao previsível adesismo. A política do rei morto, viva o rei. Ou do golpismo, de desestabilização dos governantes contrários ao status quo.

Para evitar  demissões, nos países verdadeiramente democráticos, os empregados elegem os conselhos de redação, com os votos e eleição de jornalistas que não exercem cargos de chefia, cargos de confiança, da máxima confiança do patronato.

jornal redação máquinas escrever cigarro

Jornalistas divulgam contracheques para provar que recebem mal no Pará

por Edson Caldas

Os funcionários do jornal Diário do Pará, Portal Diário Online (DOL) e TV RBA, em greve desde a última sexta-feira (20/9) por melhores condições de trabalho, decidiram publicar seus holerites no Facebook para comprovar o valor de seus salários.
A iniciativa surge após o diretor de redação do Diário, Gerson Nogueira, declarar em entrevista ao Portal dos Jornalistas que, apesar das “reclamações”, a média salarial na empresa era “de R$ 2,6 mil, superior inclusive à de cidades como Salvador e Recife”.
Indignados, os trabalhadores começaram a divulgar seus contracheques. Entre as principais reivindicações da greve, está o aumento do atual salário no Grupo RBA, proprietário dos veículos, e um Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR). Hoje, repórteres e fotógrafos do grupo ganham em média R$ 1.000 brutos. Com descontos, o salário pode chegar a menos de R$ 800.
“Essa situação vem se arrastando há muito tempo”, relatou Sheila Faro, presidente do sindicato, em entrevista à IMPRENSA na semana passada. “A vontade de mudar, ganhar mais, de ser valorizado e respeitado fez com que, na última assembleia, deliberássemos pela greve.”
Na última quarta-feira (25/9), os jornalistas rejeitaram uma proposta do Grupo RBA. A empresa ofereceu R$ 1.300 de salário e um mês de estabilidade. A presidente do sindicato classificou a proposta como “vergonhosa”.
“A greve continuará por tempo indeterminado até que suas reivindicações sejam atendidas”, declarou a entidade em comunicado. “Para demonstrar flexibilidade nas negociações, o Sindicato dos Jornalistas no Estado do Pará (Sinjor-PA), atendendo às deliberações da categoria, apresentará nova proposta à empresa, com intuito de chegar a um acordo e concluir as negociações.”
jornalista imprensa marrom

Os caciques do Jornal do Comércio do Recife

Estagiário na redação do Jornal do Comércio. Ou o sonho de uma imprensa livre. Ilustração de Giacomo Cardelli
Estagiário na redação do Jornal do Comércio. Ou o sonho de uma imprensa livre. Ilustração de Giacomo Cardelli

Você pega o Jornal do Comércio e, em todas as páginas, a “democrática” designação dos cargos da máxima confiança do patrão.

Na página de opinião

Diretor de redação

Diretor adjunto de redação

Editora executiva

Na página internacional

Três editores

Na página de política 

Três editores e um interino. Que diabo é diretor interino?  Existem 9 sinônimos da palavra interino: Incerto: 1. contingente2. contingenteefêmeropassageiroprecárioprovisóriotemporário, transitivo, transitório. Qualquer Salomé pede a cabeça desse interino. Aconteceu com o colunista político Inaldo Sampaio

No Caderno C 

Três editores

Na página de Esportes

Três editores

No Caderno Cidades

Três editores

Fotografia, Artes e Infografia

Seis editores

Página Brasil

Três editores

Página de Economia

Três editores

 Já denunciei que o Jornal do Comércio tem muitos caciques e poucos índios. A cabeça de um índio era a logomarca da empresa. O índio seria Felipe Camarão, herói pernambucano. Outros diziam que era o caboclo, entidade presente na Ubanda.
250px-Caboclo_Pena_Marrom
 
 O índio sumiu e apagaram o nome do senador F. Pessoa de Queiroz (efe de Francisco) que fundou, em Pernambuco, um império com dois jornais diários, televisão e rádios. Todo o monopólio passou a ser chamado Grupo JCPM, iniciais de João Carlos Paes Mendonça.
 
Nesta campanha não vi mais nenhuma placa com o índio, nem com o nome do senador, que odiava ser chamado de Francisco ou de Chico. É tudo (Vaidade das vaidades. Eclesiastes, 1,2) de João Carlos Paes Mendonça. Mas o prédio da TV está lá do jeito que F. Pessoa de Queiroz construiu. 
 
A babada de ovo chega ao absurdo do Jornal, da TV e das rádios do Jornal do Comércio partirem para a mentira e a farsa. Negam a história, e escondem o nome do fundador.
 
???????????????????????????????
 
TALIS ANDRADE DIRETOR RESPONSÁVEL E
DIRETOR DE REDAÇÃO DO JORNAL DO COMÉRCIO
 
Tive cinco passagens no Jornal do Comércio:
 
A primeira, convidado pelo secretário de redação Abdias Moura, para ser repórter especial e repórter setorista de zona (que eu chamava da zona). Compreendia todos os prédios localizados no Recife Antigo (Porto, Receita Federal, diversos órgãos dos usineiros, Marinha, Delegacia de Polícia, Câmara de Vereadores). O repórter do Diário de Pernambuco que cobria a mesma área era Selênio Siqueira. Era uma longa caminhada. Não dava tempo. Fiz um trato com Selênio para dividir notícias. Para cada jornal a gente reservava um furo jornalístico.
 
A segunda, convidado por Eugênio Coimbra, para editar o caderno de polícia do Diário da Noite, um jornal três esses: Sangue, Sport e Sexo.
 
A terceira vez , para ser repórter especial e copidesque no secretariado de Ronildo Maia Leite no Diário da Noite.
 
A quarta vez, para dividir o secretariado com Fernando Calheiros.
 
E a quinta vez, para acumular os cargos máximos de diretor responsável e chefe de redação do Jornal do Comércio. Fui com carta branca dos donos. Que nunca gostei de ser pau mandado. Esta última passagem depois conto.
 
Fui comandado por grandes jornalistas, que eram meus amigos pessoais. Que me respeitavam. Deles fui companheiro de boemia (o único que não bebia era Abdias Moura). Posso dizer, trabalhei com os melhores e principais jornalistas de Pernambuco, do final dos anos 50 aos anos 90.
 
F. Pessoa de Queiroz fundador do Jornal do Comércio
F. Pessoa de Queiroz fundador do Jornal do Comércio
 
 
Eu não entendo por que tanto editores, hojemente, no Jornal do Comércio, que fecharam o Diário da Noite. E nesta brecha, o Diário de Pernambuco lançou o jornal Agora. Mas o Diário da Noite dava de chinelo, escrito por grandes jornalistas, poetas e  escritores.
 
O Jornal do Comércio ostenta vários editores por vários motivos (que o patrão não é besta): para não pagar hora extra, pela condição de exercer um cargo da máxima confiança ou máxima fidelidade, de ser um sargento de fitas de melão, um praça pronto para furar uma greve de teatro.
 
Não é que aconteceu: na antevéspera das eleições sindicais, fui barrado na portaria do Jornal do Comércio (na mesma tarde fui recebido, fraternalmente, nas redações do Diário de Pernambuco e Folha da Manhã).
 
Quanta burrice! Não esperavam os feitores, os seguranças, os ditadores de m., que eu voltaria depois, por força da lei, para tentar fiscalizar, tentar o impossível, para evitar que fosse engravidada a urna volante que aterrizou no prédio construído por F. Pessoa de Queiroz.
 
(Continua)
 
 
Editor ruminando uma ficiticia pauta sobre grilagem de terras no Recife
Editor ruminando uma ficticia pauta sobre grilagem de terras no Recife. Ilustração de Kianoush Ramezani
 
 
 
Veja nos links os temas proibidos pela autocensura do monopólio JCPM: despejo policial, despejo judicial, sem teto, grilagem de terra, manguezal, direitos dos favelados.  
 
 

Jornais e jornalistas que defendem eleição sindical de urna prenha não têm moral para denunciar a corrupção alheia

Ilustração de Kavehadel
Ilustração de Kavehadel

 

Eleição com voto de cabresto, com voto bico de pena, com voto marmita, com urna prenha, com transporte de eleitores (ninguém sabe de onde sai o dinheiro), com urna volante (nem na ditadura existia urna voadora), sinaliza que existe algo de podre no reino da Dinamarca.

Que moral tem um jornalista, que defende a corrupção na Imprensa, para combater a corrupção noutros poderes?

Onde começa a luta contra a corrupção?

Onde começa a defesa da liberdade de imprensa se o jornalista não tem liberdade de expressão, não  vota livre no sindicato, e recebe um salário de servo, e trabalha em uma gaiola de ouro?

 

 

Até quando vai durar a intervenção do governo do Estado nas eleições e campanhas sindicais
Até quando vai durar a intervenção (ditadura) do governo do Estado nas eleições e campanhas sindicais?

 

 

 

O censor

censor 1 vale

Especialização em ciências jurídicas:

censor

Especialização em serviços de informações de inteligência e espionagem:

censor

censor 2

Qual censor presta melhor serviço à democracia, à liberdade, à justiça, à verdade, à Nação, à sociedade e ao povo em geral? 

 

cesnor 3

Jornalismo: O salário lá embaixo, e o patrão endeusado. O sorriso do patrão é a alegria maior do assalariado, que teme os passaralhos

Escrevi no nosso blogue Jornalismo de Cordel, in comunique-se com, em 4 de abril de 2009:

jornalista 2

90 ANOS DO JORNAL DO COMÉRCIO DO RECIFE

Fui diretor responsável do Jornal do Comércio e do Diário da Noite da empresa Jornal do Comércio, fundada pelo senador Francisco Pessoa de Queiroz. Ele teve o jornal e seu palacete queimados em 1930, mas ressurgiu das cinzas, e construiu o maior império de comunicação do Nordeste.

No Recife, comecei minha carreira jornalística no Jornal do Comércio, a redação comandada pelo jornalista e escritor Abdias Moura. Me tornei amigo do velho Eugênio Coimbra Jr. Companheiro de farra com Selênio Siqueira.

Meu primeiro emprego aconteceu em Natal, n’A República, tendo como colegas de redação os escritores Câmara Cascudo, Veríssimo de Melo, Newton Navarro, Miriam Coeli, Celso da Silveira, Ticiano Duarte, e o esquecido repórter Expedito Silva.

Era A República dos diretores Gerson Dumaresq (que perdeu um dedo quando tentou fazer um clichê) e do paraibano Jurandyr Barroso.

N’A República dirigi o Suplemento Literário, quando idealizei a Primeira Feira de Livros de Natal, patrocinada pelo prefeito Djalma Maranhão, e ciceroneie uma viagem de Jorge Amado, Eneida, Ênio Silveira, pelo oeste do Rio Grande do Norte, e realizei um Festival de Poesia no Teatro Meira Pires.

No Jornal do Comércio fui repórter especial e setorista (Câmara Municipal), e editor de polícia do Diário da Noite.

A Esso não premiava reportagens, proporcionava estágios para focas. Conquistei a indicação para estagiar no jornal O Globo, sob o comando de Mauro Sales. Que atraí para uma conferência no Curso de Jornalismo da Católica.

Quando voltei do Rio de Janeiro, pela promessa de carteira assinada, preferi a oferta do Diário de Pernambuco, como repórter especial e redator da coluna Ontem em Palácio (escrevi o dia-a-dia dos governos Cid Sampaio, Arraes e Paulo Guerra).

Nilo Coelho governador, pediram a minha cabeça. Restava ir para um jornal de oposição, a chefia da redação da sucursal no Recife do Correio da Manhã do Rio de Janeiro.

Ganhei bolsas para estudar no Ciespal/Unesco, em Quito; e no Programa de Graduados Latinoamericanos da Universidad de Navarra.

Retornei à empresa Jornal do Comércio, como copidesque do Diário da Noite, secretariado por Ronildo Maia Leite.

Saiu Ronildo para dirigir a sucursal de O Globo, aceitei a convocação de Antonio Camelo para assumir as editorias regional e nacional do Diário de Pernambuco.

No final dos anos oitenta, pedi licença do DP, para dirigir os dois jornais da Empresa Jornal do Comércio.

Selecionei jornalistas que marcam a história da imprensa de Pernambuco. Tive a honra de trabalhar com Nilo Pereira, Ladjane Bandeira, Ivan Maurício, Abdias Moura (que tinha abandonado o jornalismo como protesto em 1964), José de Souza Alencar, Rosalvo Melo, Audálio Alves, J. Gonçalves de Oliveira (com quem tomei alguns porres, juntamente com os poetas Carlos Pena Filho, Ascenso, Bandeira de Mello) e lancei como colunistas Ronildo Maia Leite e Carlos Garcia, nomes já famosos pelas reportagens e editorias e chefias de sucursais de jornais do Sul.

O patronato não interferia na mensagem. Quebrei a censura. E afastei toda interferência política. Adotei como modelo de direção o do Le Monde: fazia uma reunião de todos os editores e mais o chefe de reportagem, e eles decidiam, na votação, o que devia ser publicado. Duvido que isso aconteça em algum jornal brasileiro. Fica explicado porque defendo a criação do Estatuto do Jornalismo e dos Conselhos de Redação, eleitos pelos empregados sem cargos de chefia, hoje exercidos por jornalistas da máxima confiança do patronato.

Vi a capa da edição comemorativa dos 90 anos do Jornal do Comércio. Uma babação pegajosa. Considero o puxa-saquismo uma demonstração de servilismo, coisa de empregado sem competência, de jornalismo confessional, pra lá de parcial – doce para o patrão, e amargo para quem o patrão desgosta.

O salário lá embaixo, e o patrão endeusado. O sorriso do patrão é a alegria maior do assalariado, que teme os passaralhos >>> 

Sei que os bajuladores, escribas passivos – como os comunas burocratas da antiga União Soviética -, vão apagar o meu nome da história do Jornal do Comércio. Bem que mereço.

P.S.: Outros nomes amigos estão cantados nos meus livros O Sonhador Adormecido Vinho Encantado e A Partilha do Corpo.

Clique nas setas