A OMS adverte que uma pessoa no mundo se suicida a cada 40 segundos

suicídio

 

A cada 40 segundos uma pessoa se suicida no mundo. É o que se pode concluir do primeiro relatório sobre o assunto elaborado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que calcula que 804.000 pessoas se suicidaram em 2012. Dessas, 75% vinham de países considerados de média ou baixa renda.

No Brasil, em 2012, se suicidaram 11.821 – 9.198 homens e 2.623 mulheres, segundo o estudo apresentado na quarta-feira. O relatório revela que, além disso, o número de indivíduos que tentam se suicidar e não conseguem é muito maior. “A tentativa de suicídio é o primeiro fator de risco para que alguém volte a tentar acabar com sua vida uma segunda vez e consiga”, comentam os pesquisadores da OMS.

Os dados da entidade indicam que o maior índice de suicídios ocorre entre pessoas com mais de 70 anos de idade, mas, globalmente, essa é a segunda principal causa de morte entre a população de 15 a 29 anos. Por causa dessa situação, a OMS considera que o suicídio é “um grande problema de saúde pública”, apesar de não ser tratado como tal.

Apenas 28 países do mundo contam com um plano estratégico para prevenir o suicídio de sua população, e 60 coletam dados dos suicídios consumados. A OMS destaca o estigma e o tabu em torno do suicídio como o principal problema que impede que tanto familiares como governos abordem o tema de maneira aberta e eficiente. De fato, em muitos países o suicídio é um ato ilegal e, por isso, tende a ser evitado oficialmente.

Em relação às causas do suicídio, nos países desenvolvidos a prática está mais relacionada com distúrbios mentais, provocados especialmente pelo abuso do álcool, e com a depressão. Já nas nações de média e baixa rendas, como o Brasil, as principais causas são a pressão e o estresse por problemas socioeconômicos.

Perceberam? Foi começar a campanha eleitoral, a justiça parou com os despejos. Que são executados com os soldados dos governadores:  a polícia militar
Perceberam? Foi começar a campanha eleitoral, a justiça parou com os despejos. Que são executados com os soldados dos governadores: a polícia militar

Além disso, muitos casos ocorrem entre pessoas que tiveram que superar um conflito bélico, um desastre natural, violência física ou mental, abuso ou isolamento. Os índices de suicídio também são altos entre as pessoas que sofrem discriminação, como os refugiados, os imigrantes, os homossexuais, bissexuais e transexuais, e os presidiários.

Entre as crianças que sofrem bullying, as vítimas dos assédio moral e sexual no trabalho. Mais absurdo que pareça, o assédio começa no departamento de relações humanas, dirigido sempre por uma psicóloga, que conhece bem todas as ações de provocar ou evitar uma perseguição e humilhação que levam a vítima à depressão, inclusive pelo medo de perder o emprego, e ao suicídio. É a velha relação capataz e escravo. Antes de ser criados os RHs, tais monstros eram chamados de “sargentões”.

O bulismo nas escolas tem provocado o assassinato de professores.

polícia stalking assédio

No capitalismo selvagem, no absolutismo do poder policial/judicial: as vítimas de despejo, do stalking policial, das prisões arbitrárias, das ameaças de execuções extrajudiciais (killing).

Sobre o método empregado, 30% dos suicídios são realizados por envenenamento com pesticidas – em regiões agrícolas em crise; outras maneiras comuns são o enforcamento e o uso de armas de fogo.

Silas e Feliciano pressionaram Marina na política contra gays e lésbicas

O programa de governo de Marina Silva divulgado nesta sexta-feira se posiciona claramente sobre temas recorrentes nos debates eleitorais como união gay e a participação de movimentos populares. No capítulo 6 – Cidadania e Identidades, o programa diz apoiar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, “com vistas à aprovação dos projetos de lei e da emenda constitucional em tramitação, que garantem o direito ao casamento igualitário na Constituição e no Código Civil.”

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O texto fez amplo preâmbulo a respeito da causa, afirmando que vivemos em uma sociedade sexista, heteronormativa e excludente em relação às diferenças, em que os direitos humanos e a dignidade das pessoas são constantemente violados e guiados.

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E diz que é preciso olhar com respeito as demandas de grupos minoritários e de grupos discriminados. “A população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) encontra-se no rol dos que carecem de políticas públicas específicas”, diz o documento. O programa estabelece metas, como articular no Legislativo a votação do PLC 122/06, que equipara a discriminação baseada na orientação sexual e na identidade de gênero àquelas já previstas em lei para quem discrimina em razão de cor, etnia, nacionalidade e religião.

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Compromete-se ainda com a aprovação do Projeto de Lei da Identidade de Gênero Brasileira – conhecida como Lei João W. Nery -, que regulamenta o direito ao reconhecimento da identidade de gênero das “pessoas trans”. Outra promessa é eliminar obstáculos à adoção de crianças por casais homoafetivos.

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Atualmente, uma resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão de controle externo das atividades do Judiciário, obrigou todos os cartórios do país a cumprirem a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de maio de 2011, de realizar a união estável de casais do mesmo sexo. Além disso, obrigou a conversão da união em casamento e também a realização direta de casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Porém, não há nenhuma lei no país que regulamente o assunto.

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Neca Setúbal, umas das coordenadoras do programa de governo do PSB, destacou que uma eventual gestão da ex-senadora terá o compromisso de garantir todos os direitos civis aos homossexuais.

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“Nosso compromisso é com o combate radical ao preconceito contra a comunidade LGBT. Vamos defender os direitos dessa população. Direito à saúde, oportunidades e direitos civis da população LGBT”

 

 

IGREJA COBRA “HERESIA” DE MARINA

Clique aqui e conheça como uma candidata, coagida e intimidada, muda de posição. Existe um lema indígena, que foi slogan da campanha de Evo Morales à presidência da Bolívia: “Não mente, não rouba, não é frouxo”.

 

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Rusia. Pozo del Infierno LGTB

Entrevista con Anastasia Smirnova, activista rusa del movimiento LGBT

por Lourdes Rodríguez/

La Diaria/ Uy

 

Anastasia Smirnova (izq.) durante el día del orgullo gay en Amsterdan, en agosto
Anastasia Smirnova (izq.) durante el día del orgullo gay en Amsterdan, en agosto

 

Desde hace un par de décadas circula el mito del Pozo del Infierno. Se trata de un hoyo excavado en Rusia, de una profundidad tal que los geólogos no sólo habrían logrado alcanzar el infierno sino también grabar los lamentos de las almas malditas. Lo que Anastasia Smirnova cuenta a la diaria tiene que ver con el discurso teológico, con la legitimación de mitos por parte del Estado ruso y con personas que merecen ser condenadas. Pero su relato está muy lejos de ser una leyenda urbana. Smirnova tiene 27 años, vive en San Petersburgo, es lingüista y socióloga e integra desde hace varios años la organización Russian Red LGBT.

-¿En qué etapa se encuentra el proyecto de ley presentado este mes por Alexéi Zhuravliov?

-Aún no ha sido incluido en la agenda oficial [del Parlamento], pero puede tratarse en la sesión de primavera [otoño en el hemisferio sur]. De ser así, deberá pasar por tres sesiones, ser aprobado por el Consejo de la Federación y firmado por el presidente. Si se aprueba esta ley permitirá despojar a las personas de la patria potestad por lo que se define vagamente como “relaciones sexuales no tradicionales”. En Rusia, la homosexualidad se despenalizó en 1993, pero este proyecto, al igual que las leyes sobre “propaganda”, incluye la homosexualidad en la normativa legal como una conducta penalizada o que debe ser controlada por el Estado.

-¿Qué sucede con las otras leyes homófobas ya aprobadas?

-La prohibición de la llamada “propaganda de las relaciones sexuales no tradicionales” entre menores de edad ha demostrado ser una limitación de la libertad de expresión y de reunión y del derecho de acceso a la información. Los legisladores dan un paso más en su presunta misión de protección, estigmatizando y criminalizando aun más a las personas LGBT [Lesbianas, Gays, Bisexuales y Trans]. En 2012 las autoridades se dedicaron a identificar, según su conveniencia, grupos que presuntamente son una amenaza para la sociedad rusa y, por lo tanto, pueden ser legítimamente hostigados y eliminados. Y si las autoridades son vistas como ineficientes en esa tarea, la misión es tomada por la muchedumbre. Este discurso es sostenido mediante la representación distorsionada de los hechos y el uso incorrecto del lenguaje en los medios de comunicación y en las declaraciones de los funcionarios. Entre las propuestas difundidas por los legisladores -aunque no se presentó nada formalmente- está la de establecer clínicas de terapia de conversión sustentadas por el Estado.

-¿Cómo es la relación de las organizaciones LGBT con el gobierno? ¿Hay diálogo?

-Invertimos mucho esfuerzo para establecer un diálogo. Hasta ahora hemos trabajado principalmente con los comisionados regionales y federal para los Derechos Humanos y el Consejo Presidencial de Derechos Humanos. Es difícil llamar “diálogo” al modo actual de comunicación. Más bien es un esfuerzo constante por transmitir nuestro mensaje; esperamos llegar a la etapa de ser escuchados. El gobierno ha reforzado el control sobre la sociedad civil mediante la aprobación y aplicación de normas restrictivas que impiden el ejercicio de las libertades de asociación, reunión, expresión, pensamiento y prensa. Una amplia gama de ONG, en particular las que defienden a las víctimas de violencia y abuso de poder, son perseguidas por el Estado. La Ley de Agentes Extranjeros obliga a registrarse como tales a todas las ONG cuyas actividades son consideradas “políticas” por las autoridades y que reciben financiación de fuentes extranjeras. Esto busca etiquetar a la comunidad de derechos humanos como un grupo de “espías” o “enemigos” para desacreditarla ante la sociedad y excluirla de la esfera pública. Cuatro meses después de la aprobación de esa ley, más de 1.000 ONG rusas fueron sometidas a inspecciones ilegales sin precedentes, 56 fueron identificadas como “agentes” y se instruyen procedimientos administrativos contra 22. La organización LGBT Saliendo y el festival de cine Juntos fueron multados con 500.000 y 400.000 rublos [15.700 y 12.500 dólares], respectivamente, y sus líderes fueron sometidos a proceso. Las autoridades anunciaron la inspección de otras 1.200 ONG. Hay un endurecimiento del control de la libertad de reunión mediante la aplicación arbitraria de la Ley de Asambleas y Reuniones, con sanciones desproporcionadas por presuntas infracciones durante mitines, marchas y piquetes, que tienen un objetivo “preventivo”. A su vez, el proceso de aprobación de reuniones públicas es discriminatorio. El permiso depende del tema, por lo que es difícil o imposible para algunos grupos ejercer su libertad de reunión. Las acciones de las organizaciones LGBT, los grupos de la oposición y otras asociaciones públicas se rechazan regularmente sin motivo legítimo. En los dos últimos años las autoridades de Moscú no permitieron ninguna acción pública en defensa de los derechos LGBT.

-¿Hay registro de homicidios por identidad sexual o identidad de género?

-En Rusia no hay datos oficiales. En 2013 se denunciaron a la Policía 14 crímenes de odio por estos motivos, pero sólo en cuatro se iniciaron procesos penales. Sólo un caso de ataque contra un activista LGBT antes, durante o después de una acción pública LGBT ha sido juzgado. El atacante fue condenado a dos meses de servicio comunitario y el motivo de odio no se tuvo en cuenta.

-¿Qué sabés sobre los reportes de ataques neonazis?

-En los últimos meses hemos sido testigos de la aparición y el crecimiento de dos movimientos o proyectos: Occupy Gerontofilia y Occupy Pedofilia, dirigidos por neonazis. Afirman que trabajan para luchar contra los pedófilos y los hombres jóvenes que practican sexo con hombres, para mejorar la moral de la sociedad y velar por el cumplimiento de la ley. Atraen a sus víctimas con falsas publicaciones en sitios web de citas, abusan de ellas y las torturan delante de una cámara. Los videos se publican en internet; en este momento hay 15 online. Esto se apoya en la idea promovida desde el Estado de “proteger a los niños” y en la percepción de la homosexualidad masculina como sinónimo de abuso sexual infantil.

-Diversas versiones de prensa atribuyen a la Iglesia Ortodoxa una gran influencia política…

-Así es. Lo que es aun más peligroso es que es escuchada por la mayoría de la población rusa. En algunas regiones, sus representantes participan directamente en los grupos de extrema derecha que utilizan la violencia como método. En junio un sacerdote ortodoxo estuvo presente en una audiencia como defensor de oficio del agresor de un activista LGBT. Como si eso fuera poco, después de la audiencia vi que el sacerdote entregó al agresor un certificado con palabras de agradecimiento “en nombre de la mayoría ortodoxa” por sus acciones, presuntamente proteger a la sociedad de la inmoralidad y defender los valores tradicionales.

-¿Cómo opera la Policía?

-Cuando las autoridades permiten reuniones públicas, lo habitual es que no garanticen la seguridad de los organizadores y participantes ni reaccionen como es debido ante las violaciones de la ley y el orden de quienes tratan de impedir esas reuniones. En enero de 2013, durante una movilización autorizada en la ciudad de Voronezh contra la aprobación de la ley sobre “propaganda”, la Policía local no protegió a una docena de participantes de la acción agresiva de manifestantes homófobos, que se reunieron ilegalmente y en número sin precedentes (eran entre 300 y 500, según distintas estimaciones). En muchos casos, es la Policía la que aplica violencia innecesaria contra los participantes en manifestaciones y realiza detenciones arbitrarias.

-En lo discursivo parece que la homofobia apunta contra los gays. ¿Qué sucede con las lesbianas y las personas trans?

-Actualmente el discurso del odio está dirigido contra los varones homosexuales, el resto del espectro LGBT es invisible. De todos modos pienso que el aumento de la visibilidad y la escalada de atención negativa son signos de progreso, porque para llegar a respetar los derechos de otras personas, primero hay que reconocer su existencia. Me gustaría que no hubiéramos tenido que sufrir de esta manera para ganar el respeto, pero parece que es el único camino.

O beijo proibido do pastor Feliciano

Finalmente, na internet, o vídeo das duas jovens que se beijaram na noite do último domingo (15).  A produtora WAPTV Comunicação tem entre seus clientes os pastores Silas Malafaia e Marco Feliciano.

O filmete visa justificar o abuso de autoridade praticado por Feliciano.

O pastor deputado federal gritou do palco para a multidão: “Não têm respeito ao pai, à mãe e à mulher. A Polícia Militar que aqui está, dê um jeitinho naquelas duas garotas que estão se beijando. Aquelas duas meninas têm que sair daqui algemadas. Não adianta fugir, a guarda civil está indo até aí. Isso aqui não é a casa da mãe joana, é a casa de Deus”.

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As jovens, de 18 e 20 anos de idade, foram removidas à força, para debaixo do palco, onde foram espancadas por seis guardas e alguns fiéis, e depois, algemadas,  encaminhadas para a delegacia. Elas disseram que continuaram sendo agredidas pelos guardas durante o trajeto.

Jesus, apenas uma vez, apenas uma vez, ficou revoltado. Quando expulsou os vendedores do Templo. Jesus pregava o Amor. Inclusive evitou que uma mulher adúltera – de nome desconhecido – fosse apedrejada.

O pastor Feliciano, que acredita na “cura gay”, devia rezar por um milagre. Mas esqueceu de ser pastor, e agiu como um deputado em campanha eleitoral.

Veja o vídeo, que mostra o beijo… e esconde o linchamento.

Beijo lésbico. Polícia de Feliciano prende duas estudantes

A polícia de Feliciano prende duas jovens
por Reginaldo Pupo – Especial para O Estado de S. Paulo

O deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) mandou prender duas estudantes anteontem após elas terem se beijado durante culto evangélico ministrado pelo parlamentar na avenida da praia de São Sebastião, no litoral paulista. “Essas duas precisam sair daqui algemadas”, disse Feliciano, sob aplausos dos evangélicos, que assistiram à cena por meio de dois telões instalados no local.

Do palco, o deputado, que preside a Comissão de Direitos Humanos e Minorias na Câmara, pediu que os policiais prendessem o casal. [Veja vídeo]

Joana Palhares, de 18 anos, e Yunka Mihura, de 20, foram detidas, algemadas por agentes da Guarda Civil Municipal e levadas ao 1.º Distrito Policial de São Sebastião. Joana disse ter sido agredida. O beijo, segundo elas, era uma forma de protesto contra a homofobia. “Eles (guardas) me jogaram na grade e depois nos levaram para debaixo do palco, onde fui agredida por três guardas. E ainda levei dois tapas na cara”, disse Joana.

Yunka disse não ter apanhado. “Me senti impotente enquanto a Joana apanhava e eu não podia fazer nada”. Ela reclamou que o mesmo não foi feito com casais heterossexuais que se beijaram durante a pregação.

Depois que elas foram levadas pela polícia, o deputado comparou as estudantes a um “cachorrinho”. “Ignorem, ignorem. Cachorrinho que está latindo é assim, você ignorou, ele para de latir”, disse aos fiéis.

Na delegacia, Joana passou por exame de corpo delito. Ela tinha hematomas nos braços e pernas. O advogado das estudantes, Daniel Galani, disse que vai formalizar denúncia contra Feliciano. “Foi uma afronta gravíssima aos direitos humanos e ao direito à livre expressão.” As estudantes fizeram boletim de ocorrência contra os guardas.

Lei. A Prefeitura de São Sebastião informou, por meio de nota, que a GCM agiu com base o artigo 208 do Código Penal. A lei prevê pena de detenção de um mês a um ano ou multa ao cidadão que zombar de alguém publicamente por motivo de crença ou função religiosa e impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso. A prefeitura afirmou que supostos abusos serão apurados pela corregedoria da GCM.

Estado tentou, sem sucesso, contato com o deputado. No Twitter, Feliciano escreveu que as estudantes estão se fazendo de vítimas. “Indivíduos invadem o culto, desrespeitam crianças, idosos, agridem as autoridades, chutam os policiais, e por fim dizem ser vítimas?” E completou: “Ou são loucos e necessitam de tratamento mental urgente, ou são baderneiros que querem 5 minutos de fama ou querem briga”.

Ele também postou mensagens em que transcreve artigo do Código Penal. “Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso: pena detenção, 1 mês a 1 ano ou multa.”

Confira a entrevista com as garotas

Yunka (a esq.) e Joana relataram as agressões. Foto Reginaldo Pupo
Yunka (a esq.) e Joana relataram as agressões. Foto Reginaldo Pupo

Por que o protesto?
Joana – Queríamos mostrar que ser homossexual é uma coisa normal. O próprio deputado incitou à violência, pois antes de ele se apresentar, a gente já havia se beijado normalmente durante os cultos.

Qual a reação dos seus pais?
Yunca – Meus pais não sabem ainda. Minha mãe está na Argentina e meu pai na França.
Joana – Meus pais aceitaram bem. Minha mãe postou mensagem nas redes sociais, endereçada ao Feliciano, dizendo que tem orgulho de mim.

Como vocês avaliam a ação da Guarda Municipal?
Yunca – Foi covarde. Primeiro, porque a guarda deveria dar o exemplo. Segundo, porque nos agrediram longe das câmeras e das pessoas, debaixo do palco. A Joana levou tapas na cara, jogaram-na no chão. Ela gritava por socorro. Na delegacia, os guardas civis ainda nos ameaçaram.

agredida por Deus?

Que tipo de ameaça?
Yunca – Eles mandavam a gente calar a boca e diziam que iam colocar a gente na cadeia.

Vocês se arrependem?
Yunca – Não! Faríamos tudo novamente.

NÃO FOI A PRIMEIRA VEZ DE FELICIANO

por Diogo Carvalho

Outra confusão aconteceu em Santarém, no Pará, em julho último, durante o culto de celebração dos 85 anos da Assembleia de Deus. Durante sua pregação pelas ruas do município, o presidente da comissão de direitos humanos da Câmara de Deputados, DEU ORDEM DE PRISÃO (?!?) ao Grupo Homoafetivo de Santarém (GHS), que protestava contra presença dele na cidade.

Os manifestantes empunhavam bandeiras do arco-íris e gritavam palavras de ordem contra o deputado e a favor da causa LGBT. Eles percorreram ruas da cidade pedindo a renúncia do pastor Marco Feliciano e decidiram ir ao culto protestar. O pastor, que realizava o culto no momento, interrompeu a pregação e pediu que eles fossem retirados do local pela Polícia Militar, avisando que já havia prendidos outros por perturbação.

“Eu queria saber onde estão os policiais que estão aqui? Tem uma bandeira do movimento LGBT sendo sacudida e essas pessoas estão atrapalhando o culto. Isso é proibido pela lei! Essas pessoas podem sair daqui presas, algemadas agora! Semana passada eu já prendi dois. Isso aqui não é a casa da Mãe Joana, isso aqui é uma igreja, respeitem”, gritou Feliciano.

Três manifestantes foram detidos por policiais militares a mando do deputado-pastor
Três manifestantes foram detidos por policiais militares a mando do deputado-pastor

Os seguranças contratados pela igreja e os policiais tentaram retirar os manifestantes do local. Com a recusa deles – que alegavam liberdade de expressão, já que o culto ocorria em local público -, a polícia usou spray de pimenta e ocorreram agressões de todas as partes.

Ao fim da confusão, os jovens Renan Luis, Pedro George e Gean Miranda foram detidos, acusados de perturbação da ordem pública e resistência à prisão. Outros dizem ter sofrido lesões causadas pelas agressões dos policiais.

A advogada dos manifestantes, Juliane Fontinele, declarou que as agressões começaram da parte dos seguranças contratados pela igreja e da polícia e que foi usada força excessiva, causando ferimentos nos jovens. Já, a advogada Eyceila Menezes, representando a Assembleia de Deus, afirmou que a igreja não irá prestar queixas contra os manifestantes.

O delegado Tiago Rabelo disse que irá investigar as denúncias. Já o comandante da Polícia Militar, coronel Risuenho, explicou que o comando não recebeu denúncia oficial contra os policiais pelo uso de força excessiva contra os manifestantes. “No local, eles montaram uma briga e foram retirados pelos policiais”, declarou ao jornal Diário do Pará.

Confira o vídeo aqui

Veja que ela confessa em Santarém:  “Na semana passada prendi…

Vitória, Espírito Santo
Vitória, Espírito Santo

A guerra religiosa começou com o famoso chute na imagem da Padroeira do Brasil

Chute na santa é o termo pelo qual ficou conhecido e pelo qual a população brasileira se refere, ainda hoje, a um episódio controverso ocorrido no dia 12 de outubro de 1995 quando Sérgio von Helde, bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, chutou uma estátua retratando uma santa católica.

Durante o programa matutino O Despertar da Fé, transmitido pela Rede Record, o bispo Sérgio von Helder proferiu insultos verbais e físicos contra uma imagem de Nossa Senhora de Aparecida, à qual se dedicava o feriado do dia. O bispo da Igreja Universal protestava contra o caráter do feriado nacional de 12 de outubro.

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UNA PROFESORA SUSPENDIDA POR UN LIBRO QUE CONTIENE UNA HISTORIA DE AMOR ENTRE MUJERES

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Por Mariana Carbajal

En una decisión polémica, una profesora de Lengua y literatura de un colegio secundario de San Luis fue sancionada con una suspensión de 90 días, sin goce de sueldo, por promover en una clase de cuarto año la lectura de un libro, Hay una chica en mi sopa (Planeta, 2011), que narra la historia de una adolescente que se siente atraída por su profesora de alemán. El Ministerio de Educación de la provincia le aplicó la sanción luego de que un grupo de padres y madres cuestionaron el texto como “pornográfico” y un “atropello” a la educación de sus hijos. Varios alumnos y alumnas dijeron que les daba vergüenza leerlo en voz alta. Inmediatamente, los directivos de la escuela ordenaron el secuestro de los libros y los guardaron en un depósito del edificio escolar hasta que los padres los retiraran del establecimiento. La docente no tuvo oportunidad de defender la elección del texto. En diálogo con este diario, explicó que buscó cumplir con el abordaje transversal que plantea la Ley de Educación Sexual Integral. El episodio generó el lunes pasado una marcha de organizaciones sociales y sindicales en apoyo a la profesora. Tanto el gremio docente ASDE como la Secretaría de Género e Igualdad de Oportunidades de la CTA en San Luis salieron a respaldarla, repudiaron la actitud de las autoridades educativas –frente al planteo de los padres y madres– y advirtieron que se perdió una oportunidad de convertir “un desacuerdo en un acto educativo”. ¿Tuvo la sanción un carácter aleccionador frente a una docente que se ocupó de la educación sexual integral en una provincia donde de “ese tema” casi no se habla? ¿Pueden los padres y madres definir los contenidos que se traten en las aulas? ¿Cómo se pueden trabajar los lineamientos curriculares para la educación sexual en las distintas materias? A partir del caso de San Luis, expertas consultadas por Página/12 se explayan sobre el tema.

Modos

La profesora sancionada se llama Romina García Hermelo. Tiene 30 años y hace tres que es docente en el Colegio Nicolás Antonio de San Luis, más conocido como Bellas Artes, de la capital provincial. Es una escuela pública. Y por tanto laica. Sin embargo, en la sala de profesores hay colgado un afiche con el rostro del flamante Papa argentino, Francisco. García Hermelo tenía a su cargo la materia Lengua y literatura en el curso de 4 año “C”.

Romina García Hermelo, profesora de Lengua y literatura, fue suspendida tres meses en su cargo en una escuela pública de San Luis, Argentina
Romina García Hermelo, profesora de Lengua y literatura, fue suspendida tres meses en su cargo en una escuela pública de San Luis, Argentina

Hay una chica en mi sopa es de la joven escritora peruana Silvia Núñez del Arco Vidal, esposa del polémico periodista Jaime Bayly. Es su segundo libro. “En líneas generales el libro narra la vida de una adolescente que se enamora –al punto de obsesionarse– de su profesora y relata ciertas incertidumbres en su vida en general y en su sexualidad en particular”, describió la docente.

–¿Por qué eligió ese libro para ese curso? –le preguntó Página/12.

–En cuarto año los chicos y chicas tienen 15 y 16 años. Sinceramente creo que el libro es apropiado para esa edad. El año pasado lo usé y me fue muy bien, surgieron dinámicas interesantes. Y en caso de que no lo fuera para algunos padres, madres o incluso el equipo directivo, los modos fueron realmente injustos para mí. Creo que la situación podría haber sido tranquilamente solucionable en el interior de la institución. No es una lectura pornográfica, menos hace apología del uso de estupefacientes, como alegaron algunos padres. En la sanción que me aplicó el Ministerio de Educación no hay un informe técnico que afirme eso. El tema de la sexualidad circula en relatos de grandes autores de todos los tiempos, pensemos en eso. La historia de la chica protagonista es narrada de un modo fresco, es una lectura fácil y atrapa al adolescente. Te resalto que todos los años tengo alumnas que ya son mamás. Estas lecturas muchas veces disparan temáticas que los chicos aprenden del peor modo, por los medios, por Internet. Pienso en la Ley de Educación Sexual Integral, que propone un abordaje transversal a la hora de pensar la educación sexual, y desde la literatura la propuesta claramente es acercar lecturas a los chicos y chicas, en un marco de contención y apoyo, en este caso del docente, para que puedan reflexionar en torno de su sexualidad.

Sinvergüenza

El episodio que desembocó en la sanción comenzó a escribirse el 8 de mayo, cuando un grupo de alumnos de 4 “C” les plantearon a directivos del colegio que se “sentían mal” con el libro porque “la profe nos obliga a leer en voz alta y nos da vergüenza” y “nos pone un uno si no lo traemos y leemos”. También alegaron que les había dicho “que es natural que una chica se enamore de otra”, y que “no la cataloguen como lesbiana”. Ese mismo día, según surgen de las actas del colegio –a las que tuvo acceso este diario y confirmó la asesora pedagógica de la institución, Patricia

Echaniz – se ordenó a los alumnos dejar en depósito en dirección el libro para que lo retirasen sus tutores. Al día siguiente, 9 de mayo, los directivos convocaron a una reunión a padres y madres de los estudiantes de 4 “C” para hablar del tema. Una madre llegó a decir que con esa lectura el trabajo que ella había hecho en toda su vida, “en poco menos de dos horas, la profesora lo destruyó”, es “una sinvergüenza y se lo reconoce en su presencia, es una atrevida”. Los padres pidieron que se la sacara del curso. Alegaron que el libro es “pornografía”. “No está bien llevar esa lectura a chicos adolescentes, inculcarles política, sexo”, dijo otra madre. También se cuestiona que la docente “no crea en nada”, que haya pedido “investigar sobre el movimiento zapatista” y que respete la diversidad sexual. García Hermelo cuestiona que no haya sido invitada a participar ni en la primera reunión con los alumnos ni en la segunda con los padres, y que tampoco el colegio haya generado otra instancia de diálogo para poder hablar sobre los cuestionamientos hacia el libro y su persona. Niega que amenazara a los alumnos con ponerles un 1 si no lo leían.

García Hermelo hizo una presentación ante el Inadi porque entendió que fue discriminada por su forma de pensar y hasta de vestir. “No sólo los puso incómodos el libro, sino también cómo pensaba”, apuntó.

Sin defensa

La profesora fue informada de ambas reuniones luego de que tuvieran lugar, y le dijeron que podía hacer su descargo. Lo entregó el martes 14. “En ese momento en el colegio, mientras entrego la nota de descargo llaman del Ministerio de Educación para pedir mi DNI y dirección, o sea, la sanción la tenían antes de escuchar y leer la nota de descargo. Lo corroboro, ya que al otro día recibo la sanción de suspensión por 90 días, sin goce de haberes y me instruyen un sumario”, señaló. En la notificación de suspensión –a la que accedió Página/12– el Ministerio de Educación señala que el texto es “pornográfico” y “obsceno” y que “hace apología del uso de estupefacientes”. “No realizaron ningún informe técnico del libro, es decir, no mencionan argumentos sólidos o alguna evaluación seria sobre el libro. Es decir, el ministerio me sanciona en base a un acta de padres y el equipo directivo, sin mi presencia, o sea que no pude justificar la elección de la lectura”, objetó García Hermelo. “Antes de que entregara la nota de descargo, los padres salen en algunos medios y piden audiencia con el ministro de Educación, Marcelo Sosa. El ministro los atiende y decide proceder de ese modo. Me gustaría destacar que los padres no proponen una reunión conmigo, o sea, ningún padre se me acerca, como tampoco el equipo directivo para poder dialogar sobre esta lectura en el interior de la institución. Por otro lado, el ministerio avasalla mi derecho como ciudadana a la legítima defensa, para que pueda fundamentar pedagógicamente el libro. Me sacan del colegio como si fuera una degenerada, una violadora de adolescentes. Eso es lo grave”, consideró la profesora.

El lunes pasado se realizó una marcha frente al Ministerio de Educación para apoyar a la docente, en la que participaron “padres autoconvocados”, organizaciones gremiales y sociales. El martes, el ministro Sosa aceptó recibir a García Hermelo y le comunicó que el gobierno daba marcha atrás en el quite de sueldo impuesto en un primer momento. En la resolución N 73, fechada el 15 de mayo, en la que consta la sanción, quedó asentado que la jefa del Programa de Educación Obligatoria sugirió la suspensión por 90 días y la sustanciación del sumario administrativo “a los fines de preservar el orden institucional y llevar tranquilidad a la comunidad educativa”. El gremio docente Asde, de San Luis, se solidarizó con la docente y señaló que se avergüenza de las autoridades que, “en lugar de convertir un desacuerdo en un acto educativo, han enseñado a alumnos y padres el prejuicio, la intolerancia, el culto al pensamiento único y el irrespeto, además de la inequidad al condenar ferozmente a un docente altamente calificado, en su ausencia, sin darle el derecho de defensa que corresponde”.

O que acontece quando uma linda mulher é chamada de lésbica? Veja cenas do filme que ganhou o Festival de Cannes

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 Adele Exarchopoulos e Lea Seydoux
Adele Exarchopoulos e Lea Seydoux

Scene from Blue is the Warmest Color aka “La vie d’Adèle” (2013)
starring Adèle Exarchopoulos & Léa Seydoux

Homofobia nas escolas: o menino de dez anos com sapato lilás

Em escola de Araçatuba, no interior de São Paulo, um menino de 10 anos, foi agredido e chamado de viado porque usava sapato de cor lilás da mãe.

BRA^SP_FDR estudante de 10 por ir à escola com chinelo lilás

A homofobia e o racismo caminham junt@s. E ainda existe quem escreva livro para afirmar que não existe racismo no Brasil, para reforçar o mito do país cordial.

É preciso cuidar do bulismo com seus espancamentos, estupros e furtos, que o líder de uma gangue pode ser um psicopata.

Publica hoje o jornal Público: Mais de 40% da juventude lésbica, gay ou homossexual afirma ter sido vítima de bullying homofóbico. A conclusão está contida no relatório sobre homofobia e transfobia nas escolas portuguesas apresentado nesta terça-feira pela Rede Ex-Aequo, uma associação dedicada ao combate de todas as formas de discriminação com base na orientação sexual.

O relatório, remetido ao Ministério da Educação e Ciência, apresenta os resultados de 37 denúncias de casos de homofobia e transfobia ocorridos entre janeiro de 2011 e dezembro de 2012. Nele ecoam queixas de alunos que dizem ouvir dos professores brincadeiras como “Não sabia que os maricas fazem desporto com facilidade e agilidade” ou “Tênis rosa ou cores fortes são abichanados”. Há adolescentes que clamam ter entrado em depressão por terem visto o seu nome numa casa de banho seguido de epíteto “Lésbicas do c…”.

Mas também há a queixa de uma professora que diz ter visto um colega querer baixar a nota de um aluno depois de ter percebido que ele era gay. E, pela primeira vez, chegaram à Rede Ex-Aequo queixas sobre práticas discriminatórias em escolas do primeiro ciclo do ensino básico.

Para além dos 42% que se dizem vítimas directas de bullying homofóbico, 67% dos jovens declararam tê-lo presenciado e 85% afirmaram já ter ouvido comentários homofóbicos na escola que frequentam. Na óptica da Rede Ex-Aequo, o “ambiente de intolerância” que se vive nas escolas portuguesas degenera em “situações de baixa auto-estima, isolamento, depressões e ideação e tentativas de suicídio”, contribuindo ainda para o insucesso e para o abandono escolar de muitos jovens.

“Denotou-se um aumento exponencial de denúncias de homofobia nas praxes, sendo três instituições do ensino superior visadas”, denuncia ainda a associação, para a qual “este é um problema que necessita de ser resolvido e com urgência”.

Considerando que os resultados do relatório não podem ser ignorados, a Rede Ex-Aequo recomenda às escolas que façam incluir o bullying homofóbico na lista de comportamentos proibidos pelos respectivos regulamentos internos. Além de defender a formação de professores e funcionários, a associação reclama ainda a integração do tema da orientação sexual no currículo escolar.

En nombre contre le mariage homosexuel

por Dominique Quinio

lacroix.casamento

Les opposants au projet de loi ouvrant le mariage et l’adoption aux personnes homosexuelles se sont de nouveau mobilisés en nombre, dimanche 24 mars , dans les avenues parisiennes. Pourtant la date – le dimanche des Rameaux – et les incertitudes sur le lieu du rassemblement, connu très tardivement à la suite du refus de la préfecture d’ouvrir les Champs-Élysées, auraient pu dissuader certains de venir dans la capitale. L’Assemblée a voté le projet de loi ; le Sénat doit se pencher sur le texte à partir du 4 avril ; les opposants espèrent encore infléchir la position du gouvernement ou obtenir la tenue d’un référendum.

Tous les organisateurs n’ont sans doute pas en tête, aujourd’hui, une même stratégie. Certains veulent aller jusqu’au bout du combat, en trouvant de nouvelles formes de contestation, au risque d’un jusqu’au-boutisme stérile. Pour ceux qui sont politiquement engagés, il s’agit d’appuyer sur un levier qui met en difficulté le gouvernement actuel, déjà fragilisé par la situation économique et sociale.

Pour d’autres, il importe de capitaliser sur cette mobilisation réussie, pour limiter les effets de la loi, notamment sur des questions – pour l’instant repoussées mais qui pourraient resurgir – comme la procréation médicalement assistée ou la gestation pour autrui. Sans doute ont-ils également en tête les autres projets du gouvernement en matière de politique familiale. Ces responsables souhaitent que les personnes qui ont manifesté soient convaincues de ne pas l’avoir fait pour rien, et sachent que leur engagement a porté des fruits, plus modestes qu’espéré mais réels.

Les responsables politiques doivent entendre le message : d’ordinaire, les gouvernements craignent, quand ils avancent une réforme, une rébellion des organisations syndicales ou du monde enseignant, par exemple. Mais la « société civile » n’a guère l’habitude de faire peur et sa voix, en l’occurrence, n’a pas été écoutée avec sérieux, donnant à beaucoup le sentiment d’un déni de démocratie. Il est important que le gouvernement admette qu’a défilé, avenue de la Grande-Armée, un collectif représentatif d’une partie des Français, qu’il le considère avec respect et lui donne des signes tangibles de ce respect.

 Le non massif de la rue au « mariage pour tous

Le rassemblement contre le mariage pour homosexuel avenue de la Grande armée.
Le rassemblement contre le mariage pour homosexuel avenue de la Grande armée.

por Pascal Charrier et Emmanuelle Reju

Ils sont au premier rang, juste derrière une banderole scandant « Pour la filiation père-fils » tendue à l’extrémité de l’avenue de la Grande-Armée, à quelques dizaines de mètres du podium où vont se succéder les orateurs de la « manif pour tous ». Élisabeth et Jean-François Roche sont venus spécialement de Mandagout, leur village des Cévennes, pour dire hier à Paris leur opposition à la loi Taubira sur le « mariage pour tous ».

Ils ont passé la nuit dans un bus avec une trentaine d’autres Gardois pour débarquer dans la capitale à huit heures et demie du matin. « Quand nous sommes arrivés, nous étions seuls, il n’y avait que des policiers et des organisateurs », raconte la sexagénaire, un brin de rameau accroché à son anorak rouge.

 « C’EST BEAUCOUP PLUS BEAU PUISQUE C’EST INUTILE »

Ce couple d’hôteliers à la retraite s’est protégé du froid de cette fin de mois de mars en portant des tenues adaptées, souvenirs d’une croisière en Antarctique. Le 13 janvier, ils étaient déjà là pour manifester et le fait que le texte sur le mariage gay ait été adopté depuis à l’Assemblée nationale ne les a pas découragés de revenir.

« C’est beaucoup plus beau puisque c’est inutile », philosophe Élisabeth Roche. « Ce n’est pas de moi, c’est tiré de Cyrano de Bergerac, d’Edmond Rostand. On ne peut pas ne pas réagir. Je n’ai rien contre le mariage des homosexuels. Je pense qu’il fallait simplement aménager le pacs pour leur donner davantage de sécurité juridique. 

Maintenant, il faut continuer à se battre pour les enfants, pour qu’on ne fasse pas n’importe quoi avec la procréation médicalement assistée et la gestation pour autrui. On essaye de nous faire croire que tout le monde est d’accord. Mais il faut qu’on prouve que non et que les gens sont nombreux à penser comme nous. »

Dans leur dos, l’avenue de la Grande-Armée continue justement à se remplir. Plusieurs résidents du quartier ont aussi affiché leurs convictions à leurs fenêtres et balcons. « Non au gaystrémisme », proclame une banderole. On peut aussi lire sur les façades : « On veut du boulot, pas du mariage homo » ou « Touche pas au mariage, occupe-toi du chômage ».

Dans les haut-parleurs installés le long des 5 kilomètres du parcours, résonnent des « Taubira, t’es foutue, les familles sont dans la rue », suivis de : « Ne lâchez rien ! » Bientôt, la foule remplit l’espace de la place de l’Étoile à la Porte Maillot, où Joseph Gué attend des amis. Ce lycéen de Tournon-sur-Rhône (Ardèche) était, lui aussi, déjà dans le cortège en janvier. Il dit qu’il ne sait pas si cette nouvelle mobilisation va faire fléchir le gouvernement. « Mais c’est important de manifester, c’est même un devoir », assure l’élève de terminale S.

Un peu plus loin, les manifestants continuent d’affluer, en provenance des différents points de rassemblement prévus par les organisateurs. Venu de Meaux (Seine-et-Marne), Patrick Molin est arrivé par la porte de Champerret avec son épouse, Marie, et leurs cinq enfants, âgés de 1 à 7 ans. Pour l’instant, ils marchent sur l’avenue Charles-de-Gaulle, qui relie Paris à la Défense, via Neuilly.

Il y a peu de chances qu’ils puissent s’approcher du podium. « Tant mieux, se félicite le père de famille. Cela veut dire que l’on est nombreux. » Des grands écrans ont été justement installés à intervalles réguliers pour que tous puissent assister, même de loin, aux prises de parole programmées pour ce meeting géant.

 « LA FAMILLE EST TELLEMENT ATTAQUÉE ! »

Le couple de trentenaires avait également déjà battu le pavé le 13 janvier à Paris. « Nous étions aussi là en novembre, nos enfants nous poussent à venir, parce qu’ils sont concernés, reprend Patrick Molin, qui est cadre dans le secteur du bâtiment. Et nous sommes prêts à revenir autant de fois qu’il faudra si c’est nécessaire, sur le sujet du mariage homosexuel ou sur d’autres. La famille est tellement attaquée ! C’est un combat de société que nous menons. Les gens qui nous gouvernent sont sourds. » Mais lui ne croit pas à la solution du référendum : « On ne juge pas de questions d’éthique comme cela. »

Pendant ce temps, des représentants des différentes associations organisatrices du rassemblement s’apprêtent à prendre la parole, y compris des homosexuels comme des membres du collectif « Homovox », qui s’opposent aussi à la loi Taubira. C’est le cas de Caroline, en couple avec une autre femme depuis six ans. Pour elle, c’est une évidence : « Un enfant a droit à un père et à une mère ». Elle-même explique avoir travaillé dans le domaine de la petite enfance pour trouver une autre manière d’exprimer sa « fécondité » plutôt que de revendiquer un droit d’avoir un enfant.

« Il est évident que je ne pourrais pas lui donner le meilleur », ajoute-t-elle. Maire de Chasselas, en Bourgogne, et homosexuel, Jean-Marc Veyron La Croix veut aussi répéter que cette « loi n’est pas un cadeau pour les homosexuels ».

JURISTES ET AVOCATS

Alors que la foule grossit encore, Henri Joyeux, président de Familles de France, en est convaincu : « Je vous l’annonce tout net : François Hollande va reculer. La solution, c’est de faire un référendum et il va remonter immédiatement de 10 points dans les sondages. S’il résiste, il va affronter une troisième manifestation », veut-il croire. Des juristes, avocats ou professeurs d’université, ont aussi rejoint les manifestants pour dénoncer les contradictions d’un texte qui s’oppose, selon eux, au discours général des magistrats et des éducateurs, attachés aux liens entre l’enfant et ses parents.

ELUS

Un certain nombre de politiques ont également fait le déplacement, à l’image d’Hervé Mariton. « Il est grave de diviser les Français dans un contexte de crise », plaide le député UMP de la Drôme, qui se projette dans l’avenir. Pour lui, la majorité des Français reste défavorable à l’adoption d’enfant par des couples de même sexe.

« Les choses ne sont pas terminées au plan parlementaire, le débat se poursuit, insiste-t-il. Au-delà de la loi Taubira, la mobilisation collective doit continuer. Le mouvement s’étendra et se prolongera, pour défendre la famille. La mobilisation d’aujourd’hui est en tout cas un démenti évident vis-à-vis de ceux qui pensaient que le mouvement était terminé. »

ENTRE 300 000 ET 1,4 MILLION DE PERSONNES

Les organisateurs de la « manif pour tous » ont revendiqué la présence de 1,4 million de personnes, soit plus qu’en janvier, où ils avançaient le chiffre de 1 million, contre 340 000 selon la police qui, cette fois, avance une première estimation de 300 000 manifestants. Des débordements ont eu lieu du côté de la place de l’Étoile, qui était interdite d’accès aux manifestants, tout comme les Champs-Élysées, sur décision de la préfecture de Paris.

« La France déborde », a estimé Frigide Barjot, l’une des porte-parole du mouvement, alors que les organisateurs ont plusieurs fois appelé au calme et au respect de la légalité. Les forces de l’ordre ont tiré des gaz lacrymogènes pour repousser quelques centaines de personnes qui ont tenté de franchir les barrages installés. Quelques-unes ont été interpellées.

O brasiliense, preso no luxuoso armário, odeia as mulheres

BRA_CB lesbofobia

Precisamos divulgar o termo lesbofobia. O jornal estampa a agressão a uma universitária da UnB. Lembra o trote infame da Universidade Federal de Juiz de Fora, em 2012, quando uma garota teve de carregar um cartaz, pendurado no pescoço, com os dizeres “sou lésbica”.  Depois do trote, uma suruba no campus, e uma caloura estuprada.

“Tenho medo de sair de casa”, diz a estudante de 20 anos espancada no câmpus da UnB. Ela conta que abria a porta do carro quando um rapaz chegou por trás. “Sua lésbica nojenta”, ele falou. “Quando me virei, levei um soco e caí.” Casos como o dela são cada vez mais corriqueiros na capital do país. No ano passado, o Disque 100 da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República recebeu 236 queixas de agressões (…).

Depoimento

“Gravei o olhar dele”

“Eu estava indo embora da UnB em direção ao meu carro. Carregava o meu computador, a mochila, tinha muita coisa nas mãos e, por isso, não consegui reagir. Virei para abrir a porta do veículo quando o rapaz chegou por trás e falou: “Sua lésbica nojenta”. Quando virei de novo, levei um soco e caí. Ele me chutou e veio para cima. Como faço luta, consegui tirá-lo de cima de mim, mas levei outro soco no nariz e comecei a sangrar. Apaguei, fechei os olhos por alguns segundos. Quando vi, ele estava fugindo, escondendo-se entre os carros. Falei com a polícia que, se me colocarem de frente com ele, conseguirei reconhecê-lo. Gravei o olhar dele. Estou bem machucada, com hematoma no rosto, a boca cortada e a costela machucada. Estou tomando remédio para dor de cabeça e muscular, anti-inflamatório e para não desenvolver a síndrome do pânico. Também estou fazendo tratamento psicológico. Tenho medo de sair de casa, de voltar à UnB. O agressor tinha cara de estudante. O que desejo é que isso se transforme em uma revolução contra a homofobia, o racismo ou qualquer outro tipo de preconceito. Na UnB, homossexuais são ameaçados a todo o momento, temos que falar, temos que lutar.”

Estudante da UnB agredida na última segunda-feira

A população feminina é predominante no DF e também em Brasília, onde mulheres alcançam 53% e homens 46%. A população de idosos é de 21,9%.
Os agressores são sempre jovens. Da classe alta de barnabés, que Brasília tem o segundo maior PIB e nenhuma indústria. Os filhos de papai estupram e matam (relembrem o caso Ana Lídia), queimam índios e mendigos…
O psicopata social, uma doença do ensino privado. Impera o bulismo nas escolas mais ricas.