Bolha imobiliária com déficit habitacional

O aluguel de um barraco em uma favela do Recife custa de 350 a 400 reais. Dose para quem ganha um salário mínimo do mínimo.

O sonho da casa própria para quem trabalha com carteira assinada (todo emprego com FGTS é temporário) fica cada vez mais impossível. Porque os preços de venda e aluguel são absurdos. Um agiota imobiliário prefere permanecer com um apartamento vazio que alugar por um preço justo.

No Brasil, cerca de quatro milhões de pessoas moram em favelas. O déficit habitacional em todo o país é de 23 milhões de moradias. Apesar da escassez de imóveis, desde 2008 que se vem anunciando o estouro da bolha da ganância desenfreada.

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SIM, NÓS TEMOS UMA BOLHA IMOBILIÁRIA

Preços dos imóveis no Brasil subiram mais que o dobro da inflação desde 2009. Bolha deve murchar, com queda real de 10%

por Cristina Rios/ Gazeta do Povo

A discussão cresceu depois que o norte-americano Robert Shiller, prêmio Nobel de Economia em 2013 e conhecido por ter previsto o estouro da bolha do mercado imobiliário dos EUA, analisou, a pedido de investidores internacionais, o comportamento dos preços de imóveis no Brasil. E ele não teve dúvida: trata-se, sim, de uma bolha.

O professor João Basílio Pereima Neto, economista da Universidade Federal do Paraná, concorda, mas afirma que é uma bolha que vai esvaziar e não implodir. “2014 vai ser um sinalizador de como este ajuste vai ocorrer e em que velocidade. Mas é um processo que devemos ver nos próximos quatro anos, com queda real de preços.”

Ao comparar os preços dos imóveis com o nível de déficit habitacional, a renda, o crédito e os valores dos alugueis, Pereima chegou à conclusão que os atuais níveis de preços não se justificam nas principais capitais. E, com o comprador de imóvel incapaz de pagar preços tão elevados, os patamares atuais não devem se sustentar.

Desemprego

Um dos primeiros econo­mistas a publicar estudos téc­nicos sobre o tema no Bra­sil, Luciano D’Agostini, do Grupo de Macroeconomia Estru­turalista do Desenvolvimento, diz que a bolha começou a se formar em 2003, mas foi a partir de 2007 que os preços dos imóveis começaram a superar os indicadores de inflação no país.

Para ele, o ajuste de mercado deve ocorrer em quatro anos. Ele prevê uma queda mais expressiva – de até 40%, já descontada a inflação, nesse período. Segundo ele, os preços devem cair mesmo em um cenário ainda de déficit habitacional relevante e desemprego baixo – este último, aliás, uma característica comum entre em países que viveram bolhas. “Qualquer soluço do nível de emprego provoca um efeito grande sobre a inadimplência. Além disso, há fatores de risco, como o endividamento, a alta dos juros e a menor liquidez de recursos no mercado, o que pode afetar também as empresas do setor”, diz.

Preço é reflexo de alta nos custos de construção, afirma Ademi

O termo bolha imobiliária costuma causar calafrios nas empresas do setor. Embora os preços tenham subido bem acima da inflação a partir de 2007, construtoras, incorporadoras e imobiliárias descartam o uso do termo. O presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi/PR), Gustavo Selig, afirma que não houve especulação de preços no setor e que os aumentos apurados nos últimos anos foram reflexo da alta dos custos, puxados pelos terrenos e pela mão de obra.

Segundo ele, o mercado passa por um período de ajuste, mas isso não significa que haja bolha e nem que os preços vão cair. “Pode haver um ou outro caso entre os projetos que estão com preços fora do mercado. Mas são pontuais”, diz. Segundo ele, os preços dos imóveis, neste ano, devem acompanhar os índices de inflação, com alta de 6% a 8%.

A favor do seu argumento, Selig cita o fato de que não há consenso no mercado sobre a existência de bolha no Brasil. É o caso do economista Ricardo Amorim, que diz que os padrões de preços no Brasil, embora elevados, não estão tão altos para países emergentes. Amorim diz que pelo menos dois fatores são comuns a países que tiveram bolhas imobiliárias. O primeiro é o crédito sobre o PIB acima de 50% e alto consumo de cimento per capita – de no mínimo 400 quilos por ano. Em seu blog, Amorim lembra que o Brasil não atingiu nenhum desses dois patamares. Para ele, ainda há espaço para os preços subirem, não na mesma proporção dos últimos anos, mas, ainda assim, deve vir mais alta por aí.

Conservador

Apesar de descartar a existência de bolha, o setor dá sinais de que será mais conservador nos lançamentos. No início do ano, a Ademi divulgou projeção de aumento de até 70% no número de lançamentos verticais – para algo entre 7,2 mil e 7,5 mil unidades – para 2014. Mas tudo indica que esse volume não vai se confirmar, segundo Selig.

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Rigor na concessão de crédito afasta risco de estouro da bolha

Provar tecnicamente a existência de uma bolha – caracterizada quando o preço de um ativo se descola do seu valor real – é um processo complexo. A confirmação, em geral, vem quando os preços de fato começam a cair. Daí o estrago está feito.

O caso do Brasil, por exemplo, não é comparável ao dos Estados Unidos – onde a bolha estava sustentada nas operações de hipotecas e no pouco critério dos bancos na concessão do crédito. No Brasil não há previsão de estouro da inadimplência, o que faz com que o ajuste seja mais lento. Aqui, os bancos sempre foram conservadores nos financiamentos, a parcela do crédito imobiliário sobre o Produto Interno Bruto (PIB) é pequena e não há um mercado de refinanciamento de imóveis.

Variável relevante

Adolfo Sachsida, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que publicou um estudo em 2012 sobre o tema, acredita que, embora a participação do crédito sobre o PIB seja relativamente pequena, no caso de uma bolha, a velocidade de expansão do crédito é uma variável mais relevante. “Rápidas e volumosas expansões de crédito direcionado a um mercado tem o potencial de criar bolha naquele mercado”, diz. A participação do crédito imobiliário sobre o PIB cresceu de 1,84% em 2007 para 8,22% em 2013.

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Financiamento

Encaixar o sonho da casa própria no orçamento é tarefa árdua

Mesmo com a boa oferta de crédito, o descompasso entre a alta do valor dos imóveis e o crescimento da renda tem dificultado a compra. Com preços altos, muita gente não está conseguindo encaixar o financiamento dentro do orçamento. O limite que os bancos estabelecem para comprometer a renda com prestações da casa própria é de 30%.

Mas uma simulação do professor de economia João Basílio Pereima Neto, da Universidade Federal do Paraná, mostra que uma família com renda de até dez salários mínimos (R$ 7.280) não consegue pagar um imóvel de 75 metros quadrados com o preço médio de mercado em Curitiba, de R$ 5.083 por metro quadrado. O exemplo, que leva em conta uma taxa de juros de 8% ao ano em 25 anos pela tabela SAC, mostra que o comprometimento da renda com a primeira prestação para esse grupo ficaria em 105,8%.

Para as demais faixas de renda a situação é semelhante. Quem ganha até três salários comprometeria 118% da renda para pagar a prestação de um imóvel de 50 metros quadrados em Curitiba. Para quem ganha até cinco salários mínimos, o comprometimento seria de 85,1% para um apartamento de 60 metros quadrados. A única faixa que teria uma folga seria as das famílias com renda de 18 salários mínimos (R$ 13.032). O comprometimento seria de 39%.

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Na bolsa

O mercado de capitais já vem antecipando os prováveis efeitos da bolha imobiliária sobre as empresas do setor. Das 17 construtoras listadas na BM&FBovespa, 12 valem menos do que seu patrimônio. No ano passado, a queda no valor das ações gerou uma perda de R$ 10,2 bilhões em valor de mercado. Juntas, essas construtoras começaram 2013 valendo R$ 41,3 bilhões e chegaram ao fim de dezembro com valor reduzido a R$ 31,1 bilhões.

Papa Francisco: “É muito difícil de conduzir uma família para a frente sem ter uma casa”

Vaticano – O papa Francisco apelou hoje (22), nas vésperas do Natal, às autoridades políticas e aos serviços sociais do mundo inteiro para que façam “todo o possível para que todas as famílias possam ter uma casa”.

Da janela do apartamento, para milhares de fiéis reunidos para a Oração do Angelus, na Praça de São Pedro, o papa argentino disse: “Vejo lá em baixo, escrito em letra grande [numa faixa] ‘Os pobres não podem esperar’. É lindo isso!”, disse Francisco, que foi em seguida muito aplaudido.

“Há tantas famílias sem casa, seja porque nunca tiveram ou porque perderam por tantas razões diferentes. Famílias e casas andam de mãos dadas. É muito difícil de conduzir uma família para a frente sem ter uma casa”, disse o pontífice.

Francisco convidou “todas as pessoas, serviços sociais e autoridades a fazerem tudo ao seu alcance para garantir que todas as famílias tenham uma casa”.

O papa dirigiu-se, por fim, às dezenas de manifestantes que se reuniram contra a austeridade na Praça de São Pedro, apelando para que recusem o confronto. As forças policiais italianas tinham reforçado a segurança em torno do Vaticano, como medida de precaução.

No fim da sua curta aparição, o papa desejou a todos “um Natal de esperança, de justiça e de fraternidade”. (Agência Brasil)

SOLUCÃO À BRASILEIRA

VIADUTO

Comenta a TV Revolta: Então quer dizer que gastando milhares de reais dos cofres públicos com pedras para colocar em baixo do viaduto vai resolver a situação dos moradores de rua, né? E o pior que nós estamos bancando essas coisas sem poder opinar.
Estamos nas mãos desses canalhas! Até quando?
Indicação de vídeo: Vereador de Piraí diz que mendigo deveria ‘virar ração’http://www.youtube.com/watch?v=OtHMmlXJDUw
“A lei, no Brasil, só serve para político e vagabundo, não para trabalhador”, afirma catador de papelão. Assista:
http://www.folhapolitica.org/2013/06/a-lei-no-brasil-so-serve-para-politico.html

Dilma empresta um bilhão para Eike Batista

Ou melhor contado o dinheiro: R$ 935 milhões. Isso para não ser aquela história da venda de produtos por R$ 99 reais. Ou R$ 999 reais.

Eis a história de Eike Batista de como ele pegou esta dinheirama do povo brasileiro: A MMX, empresa de mineração do Grupo EBX, concluiu junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a última etapa do processo de contratação da suplementação do financiamento de longo prazo para o Superporto Sudeste. O valor total da suplementação é de R$ 935 milhões aproximadamente com prazo final de 10 anos, a contar de janeiro de 2013 e já considerados os 12 meses de carência para pagamento de juros e principal.

Após carência, os pagamentos de juros e amortização de principal se darão mensalmente. A MMX estima [É MUITA ESTIMA] sacar a primeira parcela ao longo do segundo trimestre de 2013, depois de encerradas todas as etapas para formalização e constituição das garantias. Este desembolso permitirá à MMX o alongamento de parcela significativa de seu endividamento de curto prazo.

A contratação representa uma importante etapa do projeto do Superporto Sudeste, cujo início das operações está previsto para dezembro de 2013. A entrada em operação do Superporto Sudeste é foco prioritário da diretoria da MMX. O acesso de longo prazo a uma infraestrutura adequada para exportação permitirá à MMX participar do mercado transoceânico de minério de ferro, obtendo melhores margens e trazendo mais robustez para sua estrutura de capital.

MMX

A companhia de minério de ferro do grupo EBX, do empresário Eike Batista, foi criada em 2005. Com dois sistemas em operação – Sistema Sudeste, em Minas Gerais, e Sistema Corumbá, no Mato Grosso do Sul – a MMX tem capacidade instalada para produzir 10,8 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. A MMX também está presente no Rio de Janeiro, com o Superporto Sudeste, que está sendo construído na Baia de Sepetiba. A companhia possui também direitos de extração de minério de ferro em Bom Sucesso (MG). A meta da companhia é ampliar a capacidade instalada da Unidade Serra Azul (MG) para 29 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.

TEM DINHEIRO PARA A CASA PRÓPRIA
NAS MESMAS CONDIÇÕES EIKEANAS?
Sem teto
Sem teto
Quem paga aluguel de moradia é sem teto. Que prazo oferece o governo de Dilma (vem para Caixa você também) para um velho (quem tem 60 anos), um idoso (quem tem 65 anos), um ancião (quem tem mais de 70 anos)?
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Ter o pé no Maracanã não é a mesma coisa que ter o pé na cova. O prazo de pagamento de um empréstimo nunca será de dez anos. Se fôr, o seguro fica lá em cima. Lá nas alturas. No céu, para onde vão os pobres de espírito, os que choram, os mansos, os que tem fome e sede de Justiça, os misericordiosos, os puros de coração, os pacificadores, os que sofrem perseguição por causa da Justiça.
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Os juros nunca serão os juros pagos por Eike Batista. Os juros para Eike são bem-aventuranças, ou bens aventurados.
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CONCORRÊNCIA DE CARTA MARCADA: EIKE
COMPRA O MARACANÃ PARA O CACHORRO
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Eike Batista já revelou os planos que tem para o Maracanã. Após liderar o consórcio (com sócios ocultos) que arrendou o complexo esportivo por 35 anos, o empresário pretende transformá-lo em uma extensão de seu quintal. O motivo? Trazer mais conforto a seu cão, o pastor alemão Eric.

“Ele (o cachorro) estava enjoado de se exercitar na nossa mansão. Também não gostava de andar no calçadão, pois o sol pega forte para um autêntico alemão; ele tem passaporte e tudo. No Maraca, tem um bom espaço para se exercitar. Aí, quando precisar dele em alguma reunião, mando um helicóptero pousar direto lá, não tem erro”, comentou o bilionário. Confira

 

 

Reinventando o conceito de pobreza escondida

por Abel Coentrão

Habituámo-nos [em Portugal] nos últimos anos a chamar às pessoas da classe média que caem na armadilha do desemprego os “novos pobres”. Falamos, a propósito de muitas dessas situações, desconhecidas às vezes de familiares, amigos ou vizinhos, de “pobreza escondida”.

Os velhos pobres – de número engrossado, diz quem anda no terreno, pela situação do país – são então a novíssima face da pobreza escondida, porque a outra, a envergonhada, sempre existiu.

Escondidas em fábricas ou prédios abandonados, alojadas transitoriamente em casas-abrigo, centenas de pessoas ficaram, então, de fora [do censo]. Porque o conceito internacional usado pelo INE implica que elas estejam em jardins, estações de metro, paragens de autocarro, pontes, viadutos ou arcadas de edifícios. No Porto, bastaria entrar em algumas fábricas abandonadas de Campanhã, para perceber como o conceito, de tão redutor, acaba por falhar. Redundando numa outra forma de exclusão.

Transcrevi trechos.

No Brasil, podemos incluir nesta lista milhões de favelados. Na televisão, nos programas policiais podemos entrar nas moradias dos pobres brasileiros pobres. Nas favelas, que têm o mesmo traçado de becos e vielas das construções medievais fora do muro dos castelos. Nos cortiços. Nas pensões. Nos casebres levantados: em áreas de risco; em invasões de fazendas (pelos movimentos dos sem terra) no campo; em terrenos baldios nas cidades (pelos movimentos dos sem teto). Nas favelas, grande parte das moradias, são de propriedade dos moradores. Não são sem teto. São moradores de tocas, quartinhos, gaiolas, cubículos, celas sem janelas – o ar se renova quando se abre a porta de entrada.

Sem teto é quem paga aluguel. Acontece com a classe média. Que paga preço exorbitante para morar em apartamento de um ou dois quartos.

O Brasil é o país da especulação imobiliária. As vilas do programa Minha Casa, Minha Vida só faz enriquecer construtoras de gananciosos bandidos, apadrinhados de governadores e prefeitos.

Caixa Econômica: Um feirão de casas para o povo e para a nova classe média e para os corruptos

Em SP cobertura de 3 milhões

Imóvel com churrasqueira, piscina e deck
Imóvel com churrasqueira, piscina e deck

A Caixa Econômica financia prédios de apartamentos e condomínios fechados do mais alto luxo. Quem compra um imóvel deste, sendo funcionário dos três poderes, devia ser prontamente investigado.
Mas o enriquecimento ilícito não é crime.

Apartamento custa R$ 2,94 milhões. Foto do terraço
Apartamento custa R$ 2,94 milhões. Foto do terraço

O imóvel, que já está pronto para ser habitado, pode ser financiado pela Caixa, sai por R$ 2,94 milhões e fica no Alto de Pinheiros, bairro da zona Oeste de São Paulo.

A Caixa oferece 24.500 imóveis novos, prontos e na planta – 15.200 são enquadrados no programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal (com valor máximo de venda de R$ 170 mil). Fonte: Jornal O Globo.

Teve um tempo, quando a corrupção não era generalizada, a Caixa financiava o primeiro imóvel para os sem teto da classe média. Hoje prédios e mais prédios são vendidos à agiotagem imobiliária. Os empresários dos aluguéis – cada vez mais caros – possuem centenas, milhares de apartamentos e casas no lucrativo mercado.

Os principais compradores dos imóveis da Caixa:

* Empresários prestamistas de aluguéis
* Lavanderias de dinheiro sujo
* Endinheirados da contraeconomia (economia subterrânea, economia informal, mercado negro etc)
* Estrangeiros (foragidos da justiça e trabalhadores aposentados)
* Quem tem estabilidade no emprego (funcionários do executivo, do judiciário, do legislativo, desde que a compra do imóvel não prejudique o recebimento do auxílio moradia)

CASA PRÓPRIA DA CLASSE MÉDIA BRASILEIRA

Enquanto metade dos imóveis estão vazios, metade da população, cerca de cem milhões de brasileiros, que têm um rendimento mensal de 270 reais (não passa dos cento e quarenta dólares), não compra nem as três refeições/dia. Estão incluídos os que recebem a esmola do bolsa-família.

A chamada classe média baixa (noutros países em crise como Espanha, Portugal, Grécia, Irlanda seria chamada de pobre) que ganha o mínimo de 610 reais ( no máximo, no máximo, trezentos e dez dólares) como salário ou aposentadoria ou pensão, não tem poder nenhum de compra. Principalmente se for um velho, um idoso, um ancião. Não tem onde morrer, afirma o ditado popular.

Para evitar os cruéis despejos da justiça PPV – como aconteceu em Pinheirinhos, em São José dos Campos , quando milhares de miseráveis foram retirados de suas casas, pela polícia de Alckmin, comandada pelo desembargador Ivan Sartori, presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo -,  o Governo Federal tem que pegar de volta o dinheiro de ajuda aos bancos, às montadoras e oficinas estrangeiras, e investir em moradias para o povo em geral.

PROGRAMA MINHA CASA, MINHA VIDA

Edíficio caixão do ProgramaMinha Casa, Minha-Vida
Edíficio caixão do Programa Minha Casa, Minha Vida

Um empregado precário não pode realizar nenhum projeto para o futuro. O ditador Castelo Branco cassou a estabilidade no emprego. Em troca, criou o sonegado Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – FGTS. O único bem do trabalhador.

O que hoje se pretende tirar do trabalhador europeu, no Brasil foi uma política do FMI, que começou em 1964. E tudo ficou mais maléfico para o trabalhador, nos governos pósditadura militar, principalmente com o rasga da CLT por Fernando Henrique.

Não existe, na economia privada, emprego fixo. Todos os empregos são temporários. Também acabaram com os chamados profissionais liberais, (parece piada) coisa do liberalismo econômico.

Médicos, engenheiros, arquitetos, advogados, economistas, jornalistas etc são funcionários públicos ou proprietários ou empregados de empresas anônimas ou limitadas. Ou biqueiros.

Como empregados, pendurados no cartão de crédito, promovem a multiplicação dos peixes com o pisoteado piso. São os contemplados pela Caixa Econômica para residirem sob um teto de R$ 170 mil, o valor máximo financiado.

Vão viver e morrer nos conjuntos habitacionais, formados por edifícios tipo caixão.

Conjunto habitacional padrão do Programa Minha Casa Minha Vida
Conjunto habitacional padrão do Programa Minha Casa, Minha Vida

Apático, conformado, o estudante universitário considera uma benesse morar amanhã em um prédio cortiço de rico, com um ou dois quartinhos apertados.

E o que as elites reservaram para a nova classe média brasileira?
Qual a diferença entre morar em uma superfaturada vila, planejada por um arquiteto da esquerda, lá nas lonjuras do inferno, onde o diabo perdeu as botas, ou em uma favela?

Casas projetadas pela genial arquitetura brasileira
Casas projetadas pela genial arquitetura brasileira

Refazendo a pergunta: não é preferível ficar em um local perto de tudo, principalmente do emprego?

Maré, o maior complexo  de favelas do Rio, com a riqueza do verde do que resta da Floresta Atlântica e o azul do céu e do mar
Maré, o maior complexo de favelas do Rio, com a riqueza do verde que resta da Floresta Atlântica e do azul do céu e do mar

Três mentiras em uma única manchete do Correio BraZiliense

HORA DE INVESTIR NA POUPANÇA
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A caderneta de poupança do pobre “chegará a 6,9% ao ano”.

“Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Carlos Drummond de Andrade

Gostei do “chegará”. Isso significa (que belezinha!) quanto cada mês? Se ficar nos 6 por cento é um baita lucro de 0,5 por cento ao mês.

 

HORA DE COMPRAR IMÓVEL

Hora de quem?  De poucos. Começa pela exclusão social. Os que possuem atestado de pobreza.

Estão de fora os desempregados e os que recebem bolsa-família. Cerca de cem milhões de brasileiros – a metade da população que declarou um rendimento mensal máximo de 270 reais.

Estão de fora os empregados, os aposentados, os pensionistas que recebem o mínimo de 610 reais.

Estão de fora todos os aposentados e pensionistas do INSS, porque o sistema cruel funciona assim: menos tempo provável de vida, menor o prazo das prestações, e mais altos os juros. Os juros pagos por um ancião são super, super, super mais elevados que os juros de um idoso. Os juros de um idoso são super, super mais elevados que os juros de um velho. Os juros de um velho são super mais elevados que os juros de um cinquentão. Portanto, é propaganda enganosa do governo quando anuncia imóvel para trabalhadores na faixa dos 50 aos 65 anos.

HORA DE RENEGOCIAR DÍVIDAS

Quem deve não tem poupança nem dinheiro para comprar porra nenhuma.