Falta feijão na mesa do trabalhador

O Brasil, que foi o maior importador de feijão durante a década de 90, caiu para a posição de sexto em 2005.  Atualmente, passou a ser o quarto maior comprador. Que suas terras estão destinadas ao plantio de soja para engordar o gado da Europa, milho para o pró-álcool dos Estados Unidos, e açúcar para adoçar a boca do Primeiro Mundo. Veja mapa da produção no Brasil.

O plantio de feijão depende, e muito, da agricultura de subsistência, e da agricultura familiar. Acontece que os minifúndios – das reformas agrárias de difentes governos, inclusive os militares – estão sendo ocupados pela capangagem dos grandes fazendeiros (o Ceará é um exemplo) ou pelas desapropriações (caso do governador Sérgio Cabral, em São João da Barra, no Estado do Rio de Janeiro).

Reforma agrária no Brasil é assim: desapropriam fazendas superfaturadas, que fatiam em pequenos lotes, e amanhã retomam. Na marra.

 

Falta feijão na mesa do trabalhador. 

Apesar dos indícios de que o consumo per capita brasileiro de feijão está caindo – segue em 17,5 quilos por habitante ao ano –, o país precisa de 3,55 milhões de toneladas anuais para abastecer o mercado interno (Gazeta do Povo, set. 2011).

O Brasil deve iniciar uma nova rota na importação do feijão, com Canadá e Estados Unidos a partir de outubro, para suprir a falta do produto na safra  2010/2011. Geralmente, o País já compra da Bolívia e da Argentina (Diego Costa). 

“Para muitos produtores, plantar feijão se tornou inviável”. No Rio Grande do Sul, cerca de 50 mil famílias plantam o produto, que no ano passado (2010) ocupou uma área de 92 mil hectares. Uma das causas para a desvalorização é a grande importação de feijão-preto proveniente da Argentina e da China (Marcelo Beledeli). 

Os Estados Unidos compram para revender.

Código florestal ou lei pica-pau?

O Brasil tinha o Ministério da Amazônia Legal. Que hoje é toda ilegal. Para permitir a devastação das mineradoras, o corte e tráfico de madeira nobre, e os avanços dos latifúndios da lavoura de exportação e dos capinzais de engorda de gado solto.

O novo Código Florestal, que se encontra na mesa de Dilma para ser sancionado, tem como base a sacanagem de nossa vocacão agrícola. Que começou com as primeiras plantações de cana de açúcar em 1536. Também é deste ano os primeiros currais de gado.

Só que esquecem que – cito no meu livro “Sertões de Dentro e de Fora” -, em 1549,  Duarte Coelho, em carta ao el-rei, denunciava a extração abusiva de madeira:

“O fazer brasil, Senhor, que com tanta desordem o querem fazer, é tão danoso e tão odioso”.

Em 1618, Ambrósio  Fernandes Brandão, criticando os colonizadores portugueses, in “Diálogos das Grandezas do Brasil”:

“Têm por tempo perdido o que gastam em plantar árvore”.

O príncipe Nassau também multava o corte de árvores, 1630-1654.

O novo Código de Dilma não protege  o verde das nossas matas e florestas. Simbolizado no verde estampado na nossa Bandeira, nem o azul. O azul dos rios e do nosso céu, poluído pelas queimadas.

 Pica-pau (vídeo)

Uruguai tem sua lei contra o latifúndio. O Brasil não tem isso não

O Brasil é o país dos grileiros e das chacinas dos sem terra

En su última sesión del año, el Senado aprobó el Impuesto a la Concentración de Inmuebles Rurales (ICIR) que obliga a tributar a los propietarios de más de 2 mil hectáreas de campo y cuyo fin es desalentar la concentración de tierras, tanto en manos extranjeras como uruguayas. Impactará al menos en 1.500 de los más de 50 mil productores que tienen un tercio de las 17 millones de hectáreas cultivables del territorio y el gobierno estima que con ello recaudará unos 60 millones de dólares anuales.

El impuesto hecho ley prevé un gravamen anual de 67 Unidades Indexadas por hectárea (unos 8 dólares) para las extensiones de tierra entre 2 mil y 5 mil hectáreas; de 100 Unidades Indexadas (12 dólares) la hectárea para aquellas extensiones entre 5 mil y 10 mil hectáreas, y de 135 Unidades Indexadas (16 dólares) la hectárea para las propiedades superiores a las 10 mil.

En todos los casos se gravará aquellas tierras con un índice Coneat (utilizado para medir la calidad del suelo) superior a 100 o equivalente; es decir, que 3 mil hectáreas con índice 60 no pagarían, pero 1.500 hectáreas con índice Coneat 200 sí lo harían. El gobierno estima que el impuesto permitirá recaudar unos 60 millones de dólares anuales, que serían destinados a obras de acceso o de vías rurales en los departamentos del interior.