Rebelião de presos: Pedrinhas na Papuda, e as cabeças degoladas

Aconteceu no último dia 17, mais uma rebelião no Centro de Detenção Provisória (CDP), localizado no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís.

O motim de outubro último, resultou em 9 mortes e 20 presos feridos.

Também com cabeças degoladas que são escondidas pela imprensa do Maranhão e do Brasil.

Veja cena da última revolta

pedrinhas

As cabeças degoladas no dia 17, inspiraram o PIG a publicar a seguinte manchete no dia seguinte:

BRA_OG mensalão preso

 

O jornal O Globo, dos irmãos Marinho, donos da TV Globo, concessionária do Governo, atiça: “A denúncia de rebelião, fuga e sabotagem no Complexo da Papuda, decorrentes do caos provocado pela chegada dos condenados do mensalão, acendeu o sinal de alerta”.

O Brasil é o país dos cadáveres. O assassinato de João Pessoa foi o estopim da Revolução de Trinta; o suicídio de Getúlio Vargas adiou, para 64, o golpe dos militares; o trucidamento do jornalista Herzog apressou a queda da ditadura; a morte de Tancredo consolidou a redemocratização e elegeu dois governadores: Antônio Brito, no Rio Grande do Sul, e Aécio Neves, em Minas Gerais.

O Brasil sempre foi o país das cabeças degoladas:

Lampião, Maria Bonita e cangaceiros degolados pela polícia das Alagoas
Lampião, Maria Bonita e cangaceiros degolados pela polícia das Alagoas
Antonio Conselheiro desenterrado e degolado pelo Exército
Antonio Conselheiro desenterrado e degolado pelo Exército

Que aconteceria neste Brasil “cordial” se aparecessem na Papuda, e exibidas pela Tv Globo, cabeças degoladas?

 

Parece invasão de um exército estrangeiro

BRA^SC_DDL polícia

 

Por que o povo tem medo da polícia? O povo se escondia nos sertões do Nordeste quando passava o bando de Lampião por algum vilarejo ou cidade.

Versejou o poeta Laurindo Gomes Maciel:

Lampião é uma fera
Como todo mundo sabe.
Seu nome no Universo
Não terá mais quem o gabe.
Eu temo ele não me jure
Mas não há bem que ature
Nem mal que nunca se acabe.
[…]
Virgulino Lampião,
Se achar meu verso ruim
Deus queira que o Governo
Brevemente dê-lhe fim
Falei somente a verdade
Lampião, por caridade,
Não tenha queixa de mim.
Cantou o poeta Manoel D’Almeida Filho:
Em diversas reportagens
De revistas e jornais
Com testemunhas idôneas
Contando fatos reais,
Coligimos neste livro
Lances sensacionais.
(…)
São casos que ainda hoje
Não temos quem os conteste,
Porque ficaram gravados
Nas entranhas do Nordeste
Com sangue, com ferro e fogo,
Como a maldição da peste.