Hay una jueza que “exige que los empleados se pongan de pie” cuando entra al juzgado

En su cuenta oficial de Twitter, Cristina Kirchner destacó  el reportaje que le hizo el diario Página 12 a la presidenta de la Cámara Criminal y Correccional para hablar “sobre cómo, quiénes y por qué quieren frenar la elección popular del Consejo de la Magistratura votada por mayoría absoluta del Legislativo”, según enumeró la jefa de Estado, quien dijo: “Pocas veces tanta crudeza y verdad”.

“Cómo vienen la mujeres en la Justicia, como Matrix, recargadas”, bromeó la mandataria, al remarcar la alusión que Garrigos de Rébori hizo a los ataques que sufre la procuradora Alejandra Gils Carbó, en contraposición con “un fiscal con distintas velocidades de actuación. Un clásico extensivo a jueces, camaristas, fueros y otras yerbas”, destacó Cristina en alusión a Guillermo Marijuán.

“La reflexión sobre politización de la Justicia merece capítulo aparte: ‘Basta mirar quiénes están sentados en el Consejo. Está Recondo y… ¿Quién es Recondo? ¿Es apolítico?’, se pregunta. ‘No, fue secretario de Justicia de Alfonsín’ (eso lo dice la periodista)”, reseñó Fernández de Kirchner, al destacar el tramo en el que la magistrada hacía referencia a la reforma judicial que establece el voto popular para la elección de integrantes del Consejo de la Magistratura. “O sea que es radical. ‘Hizo campaña diciendo que era anti kirchnerista’ (eso también lo dice la periodista). Pocas veces tanta crudeza y verdad. Mujer tenía que ser”, acotó CFK sobre Rébori.

“También aborda el ataque despiadado sobre la procuradora fiscal de la Nación Dra. Alejandra Gils Carbó por el nombramiento de fiscales subrogantes y ad hoc”, continuó la Presidenta que transcribió la contundente respuesta de la entrevistada: “No parece casual que todos los fiscales cuestionados son los que investigan narcotráfico, trata, tráfico de armas y lavado”. En su cuenta de la red social, Cristina Fernández destacó la tapa de la edición de ayer de este diario en la que Rébori “dispara ‘Para la gente la Justicia no es justa’. Imperdible reportaje. Habla sobre reforma y cambio de la lógica judicial”.

Los dichos de Rébori sobre la reforma del Consejo de la Magistratura recibió numerosos elogios de la Presidenta, quien también destacó notas publicadas ayer en otros medios. “`Lo que han hecho es directamente un forum shopping’. Por dios, ¿qué es eso?”, se preguntó, y rápidamente se respondió: “Fórum Shopping: Dícese de la práctica corriente y conocida en el Poder Judicial de elegir el juez que va a fallar lo que vos quieras. Simple: el juez te va a dar la razón, aunque la Constitución, la ley, la jurisprudencia y María santísima digan otra cosa”.

“Es la primera vez que alguien de la magistratura verbaliza públicamente esta verdadera corruptela judicial”, dijo CFK, apuntando el mecanismo que denuncia la jueza, en el que describe cómo distintos integrantes de la Justicia “presentan amparos y cautelares en todos lados, van probando, hasta que enganchan uno y consiguen lo que quieren: parar la ley”. A su vez la Presidenta no se privó de enviar un mensaje al gremio judicial, al pedir “un sindicato ahí”, luego de explicara que Garrigó cuenta que en su fuero hay una jueza que “exige que los empleados se pongan de pie” cuando entra al juzgado. “Alguien tiene que avisarles a esos trabajadores que las prerrogativas fueron abolidas por la Asamblea del año XIII.”

La jueza María Laura Garrigós de Rébori, flamante titular de Justicia Legítima, criticó las denuncias hechas para frenar la elección popular del Consejo de la Magistratura y calificó a esa andanada como “fórum shopping”, en alusión a la práctica de elegir el juez más conveniente.

“Lo que han hecho es directamente fórum shopping. Presentan amparos y cautelares en todos lados, van probando, hasta que enganchan uno y consiguen lo que quieren: parar la ley. Me parece una barbaridad que la Asociación de Magistrados se presente así, por derecho propio, diciendo: somos jueces, no queremos esta ley de esta manera”, criticó Garrigós.

Garrigós, que preside la Cámara Criminal y Correccional, asimismo aseguró que la reforma judicial “cambia” la vida de la gente y remarcó que “las cámaras de casación pueden ayudar mucho a resolver más rápido los planteos de arbitrariedad de las sentencias, que demoran en la Corte”

En la entrevista la jueza además opinó que la ley de medidas cautelares “tal como quedó, está bien y no tiene inconvenientes”.

“Una cautelar no puede durar más de seis meses. Si presentás un amparo por ejemplo de salud, tiene que ser resuelto rápido. De igual modo, es lógico partir de que el Estado es solvente, siempre va a pagar (en reclamos económicos)”, señaló.

Garrigós también se refirió a Justicia Legítima y destacó sobre la asociación que “nunca antes nos habíamos insertado en el conocimiento del hombre de a pie. Hoy mi vecina sabe qué es `Justicia legítima`”.

Tribunal do Júri pode passar a julgar acusados de corrupção

O Tribunal do Júri, formado por cidadãos em vez de juízes, pode passar a julgar crimes de corrupção ativa como passiva. Projeto de lei com esse objetivo, do senador Cyro Miranda (PSDB-GO), aguarda designação do relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde receberá decisão terminativa.

De acordo com o Código de Processo Penal (Decreto-Lei 3.689/1941), quem cometer homicídio, induzir ou auxiliar a suicídio, infanticídio e aborto (os chamados crimes dolosos contra a vida) deve ser julgado pelo Tribunal do Júri. O PLS 39/2012 altera o CPP para incluir crimes de corrupção entre os passíveis de serem julgados dessa forma.

Ao justificar a proposta, o autor ressaltou que o nível de corrupção de num país guarda relação com os obstáculos impostos à prática, bem como ao tipo de punição aplicada. Os corruptos, observou o senador, avaliam se os problemas e penalidades enfrentados valem a pena se comparados ao valor dos rendimentos advindos da conduta.

“A penalidade para a corrupção é um conjunto de probabilidades de ser pego, e, uma vez pego, de ser punido. Isso é importante para que o indivíduo tome a decisão de ser corrupto ou não”, explica Cyro Miranda.

Para o senador, ampliar a competência do Tribunal do Júri para julgamento de crimes de corrupção, tanto ativa como passiva, vai dificultar a atuação de indivíduos corruptos e garantir mais respeito à democracia.

Pesquisa da organização não governamental Transparência Internacional aponta que o Brasil ocupou, em 2012, o 73º lugar no ranking dos países mais corruptos do mundo, entre 182 países pesquisados, informou Cyro Miranda. Numa escala de zero (muito corrupto) a dez (muito limpo), informa o estudo, o Brasil obteve nota 3,8.

Atualmente, ressalta o senador, a corrupção é tema presente em discussões sobre ética e política. Desde a posse da presidente Dilma Rousseff até janeiro de 2012, observou, seis ministros caíram em decorrência de denúncias e suspeitas de corrupção.

Para o senador, é importante dificultar a prática da corrupção, já que os atores políticos no país não distinguem o que seja amoral ou imoral. No Brasil, a diferença entre as ações dos políticos, disse é determinada apenas pelo seu sucesso ou não, ressalta.

Fonte: Agência Senado

O mensalão como desculpa para a impunidade

Durante encontro em Teresina, como revelou ontem o Estado, presidentes dos Tribunais de Justiça do País afirmaram que o STF está “emparedado” e sugeriram que “alguns réus” do mensalão estariam atuando para desestabilizar a Corte.

Como isso poderia acontecer? Os poderes executivo e legislativo da União e dos Estados não podem punir nenhum bandido togado. Como pode “emparedar”a justiça? Principalmente a Justiça Justiça que, na sua grande maioria prima pela honestidade, e nada tem a temer do Conselho Nacional de Justiça. Isso fica para quem tem rabo preso. Para os tribunais que estavam sendo investigados.

O mensalão é apenas uma das centenas de operações da Polícia Federal, que prendeu milhares de ladrões, eufemisticamente chamados de criminosos de colarinho branco, quando bandido é bandido. Sem essa de justiça PPV.

Criminosos impunes. Que vivem no luxo e na luxúria. Veja parte da lista 

Transcrevo da Wikipedia:

A primeira vez que a palavra “mensalão” foi grafada em um veículo de comunicação ocorreu no jornal Folha de S.Paulo, numa matéria do dia 6 de junho de 2005. A palavra, tal como ela é, foi utilizada também na mídia internacional sempre acompanhada de uma pseudo-tradução. Em espanhol como “mensalón” e em inglês como “big monthly allowance” (grande pagamento mensal) e “vote-buying” (compra de votos).

Seis anos de justiça tarda.

Entre 22 a 27 de agosto de 2007, o Supremo Tribunal Federal (STF), o tribunal máximo do Brasil, iniciou o julgamento dos quarenta nomes denunciados pelo Procurador Geral da República, em 11 de abril de 2006. O STF recebeu praticamente todas as denúncias feitas contra cada um dos acusados, o que os fez passar da condição de denunciados à condição de réus no processo criminal, devendo defender-se das acusações que lhes foram imputadas perante a Justiça e, posteriormente, devendo ser julgados pelo STF.

Foi descoberto em julho de 2008, durante uma investigação sobre o banqueiro Daniel Dantas, que o Banco Opportunity foi uma das principais fontes de recursos do mensalão. Através do Banco Opportunity Daniel Dantas era o gestor da Brasil Telecom, controladora da Telemig e da Amazonia Telecom. As investigações apontaram que essas empresas de telefonia injetaram R$ 127 milhões nas contas da DNA Propaganda, administrada por Marcos Valério, o que, segundo a PF, alimentava o Valerioduto, esquema de pagamento ilegal a parlamentares. A Polícia Federal pôde chegar a essa conclusão após a Justiça ter autorizado a quebra de sigilo do computador central do Banco Opportunity.

Em 2011, já depois do fim dos dois mandatos do presidente Lula, relatório final da Polícia Federal confirmou a existência do mensalão.

O documento de 332 páginas foi a mais importante peça produzida pelo governo federal para provar o esquema de desvio de dinheiro público e uso para a compra de apoio político no Congresso durante o Governo Lula. Dias depois, o real relatório veio à público mostrando que o documento não se tratava de um relatório final da Polícia Federal e sim uma investigação complementar feita a pedido do Ministério Público cujo objetivo era mapear as fontes de financiamento do valerioduto, e que o documento não comprovara a existência do “mensalão”.

 

Mensalinho tucano

No mais, informo que Marcos Valério era apenas um laranja, que ganhou duas agências de publicidade de presente: uma de um sobrinho do vice-presidente José Alencar, ambos falecidos; e outra do vice-governador de Minas Gerais, quando se originou o mensalinho.

A denúncia foi apresentada em novembro de 2007, em consequência das investigações para apurar o chamado mensalão. Azeredo, Valério e outros investigados seriam os responsáveis por um esquema que superfaturava contratos publicitários assinados pelo governo de Minas Gerais à época (1998) em que Azeredo era governador e disputava a reeleição. Ele foi derrotado por Itamar Franco.

O dinheiro excedente que não era gasto em publicidade era destinado à campanha de Azeredo. O Ministério Público calcula que pelo menos R$ 3,5 milhões foram desviados dos cofres públicos mineiros para a campanha do então governador. Posteriormente, essa forma de caixa 2 teria sido usada em âmbito nacional em campanhas do PT, dando origem à crise enfrentada pelo governo federal em 2005.

Segundo o STF, vários documentos instruem a denúncia, como laudos e relatórios de análise, trechos do relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Correios, além do depoimento de um dos acusados, o tesoureiro da campanha de Azeredo à reeleição, Cláudio Mourão.

Outras denúncias de mensalinho apareceram contra governadores de vários Estados. E os presidentes de tribunais nem aí. Os responsáveis pelos mensalinhos também continuam impunes. Idem o ex-detido, chamado de “capo”, Daniel Dantas, que teve dois habeas corpus relâmpagos do ministro Gilmar Mendes.

No encocntro de Teresina, disse o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF): “Vamos atuar pouco importando o aplauso ou a crítica”. E acresscentou: “O dia em que atuarmos de acordo com o clamor público estaremos mal”.

Dos três poderes, a Justiça é o único que não é eleito pelo povo. Os outros – o Executivo e o Legislativo – o povo julga com o voto.

A quem a Justiça presta contas?

Um presidente de Tribunal de Justiça estadual tem um poder absolutista. Veja 

Sermão da Montanha
Sermão da Montanha

Disse Jesus: “Bem- aventurados os que têm fome e sede de justiça porque serão saciados”.

Uma justiça com a cara do povo. Isso é possível

Justiça Justiça! clama o jornalista Helio Fernandes.
Uma definição que pressupõe: a justiça pode ser dupla.

O ministro Edson Vidigal revelou, quando presidente do Superior Tribunal de Justiça, a existência de uma justiça PPV.

Acrescento: contra o preto pobre, a puta pobre, o veado pobre.

Durante a escravidão legal garantiam para o escravo os três pês: pão, pano e pau.
Com a Lei Áurea tomaram o pão e o pano. Restou o pau no lombo. A polícia que chega derrubando portas e atirando nos morros murados do Rio de Janeiro.

Quando a Justiça tem fins: a) a felicidade, b) a utilidade, c) a liberdade, d) a paz.

No mundo inteiro existem marchas dos indignados.

Em 1971, o Papa Paulo VI demonstrou sua preocupação com a Justiça no mundo:

“As antigas divisões entre nações e impérios, entre raças e classes, possuem agora instrumentos técnicos novos de destruição; a corrida veloz aos armamentos ameaça o maior de todos os bens do homem, que é a vida; torna os povos e os homens pobres, mais miseráveis, enriquecendo, por outro lado, os que já são poderosos; gera continuamente o perigo de uma conflagração e, se se trata de armas nucleares, ameaça mesmo destruir totalmente a vida da face da terra. Ao mesmo tempo, nascem novas divisões para separar o homem do seu próximo. O influxo da nova organização industrial e tecnológica, se não for combatido e superado por adequada acção social e política, favorece a concentração das riquezas, do poder e da capacidade de decidir num pequeno grupo de directores, seja ele público, seja privado. A injustiça económica e a falta de participação social impedem o homem de desfrutar dos direitos fundamentais humanos e civis.

(…) Os processos judiciais dêem ao acusado o direito de conhecer os seus acusadores, bem como o direito a uma defesa conveniente. A justiça, para ser completa, deve incluir rapidez nos processos.

A esperança do Reino futuro mostra insofrimento por habitar nos espíritos humanos. A transformação radical do mundo, na Páscoa do Senhor, confere a plenitude de significado aos esforços humanos, e especialmente dos jovens, no sentido de minorar a injustiça, a violência e o ódio, e de se verificar um progresso de todos e simultâneamente, na justiça, na liberdade, na fraternidade e no amor”.

O POVO ELEGE A JUSTIÇA

Na Bolívia existia uma justiça branca e racista, que legalizava o apartheid indígena de 91 por cento da população, incluindo a maioria dos 30 por cento de crioulos.

Era a justiça de uma minoria de nove por cento. Mas isso mudou. Eleita nas urnas democráticas, pelo voto direto e secreto de cada cidadão livre, a Justiça tem nova cara: a do povo.