IMPUNIDADE O poder de engavetar inquéritos e processos

Mehdi Amini
Mehdi Amini

 

 

 

A impunidade faz o ladrão. Começa pela certeza de que nenhum inquérito vai ser aberto. E se acaso surgir um, provocado pela indignação do povo nas ruas, o acertamento de que será engavetado, por um desembargador, ou por um ministro da justiça suprema.

(In) certas operações de investigação policial e comissões parlamentares de inquérito são para passar a impressão de combate à corrupção, e lavam mais branco o dinheiro roubado.  Pura farsa. Peças de propaganda da mídia inimiga do Brasil e do povo em geral, para atender interesses coloniais do império e do capitalismo predador e selvagem.

 

 

 

 

 

Quando um pm vale vinte civis mortos

Advogados Ativistas

Situação caótica em Belém/PA. A Ronda Ostensiva Tática Metropolitana (ROTAM), em retaliação à morte de um policial, realizou uma chacina com pelo menos 20 mortos até agora.

O que mais chama a atenção neste caso de Belém, é que a página do facebook da ROTAM anunciou que realizaria uma chacina e publicou balanço de mortos dividido por bairros ao longo da noite.

Sob a desculpa da segurança pública, as forças policiais brasileiras perpetuam um verdadeiro genocídio nas áreas pobres. Até quando?

 

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A Ronda Ostensiva Tática Metropolitana (ROTAM) realizou uma chacina em Belém na madrugada de terça (04) para quarta (05) em retaliação à morte do cabo Antônio Marco da Silva Figueiredo (43 anos). Suspeita-se que o policial era ligado à uma milícia no bairro do Guamá e ficou conhecido pelos “esculachos” e execuções de muitos jovens nas periferias da cidade, fato que teria feito sua morte ser amplamente comemorada em diversos bairros periféricos.

Nota do editor do blogue: O Tribunal de Justiça do Pará faz que não sabe. Os soldados estaduais são comandados pelo governador. Nos países ocupados, os nazistas, para criar uma legenda do medo, cobrava a morte de um soldado por dez civis. Este tipo de vingança vale para todos os estados brasileiros. O Pará passou da conta…

La renovación (ética) de la Justicia

Rafael
Rafael

 

 

por Guido Croxatto *


El lúcido texto de renuncia al cargo de ministro de la Corte Suprema de Justicia de la Nación enviado por el profesor Zaffaroni a la presidenta de la Nación a once años de haber sido designado en ese cargo es un hecho simbólico, pedagógico por su contenido, inspirador por su mensaje y aleccionador para las nuevas generaciones de abogados que buscan utilizar las herramientas que les brinda el Derecho (que muchos aún aprenden de un modo acrítico en la facultad), no para conservar privilegios e intereses estatuidos (como quiere parte de la doctrina), sino para tender a la organización de una sociedad más igualitaria y más justa, única forma, como advierte Zaffaroni en su texto de renuncia, de disminuir los niveles de violencia imperantes en la sociedad. Hay muchas formas de violencia que aún los abogados no vemos. Formas de la violencia que la Justicia (el Poder Judicial) no nombra: la desigualdad es una de ellas. La pobreza es otra forma de violencia. La exclusión es violencia. Estas formas de violencia que el derecho no nombra y la Justicia no juzga como tales (y muchas veces gran parte de la sociedad no ve como “hechos de violencia”, no se considera a la desigualdad o a la pobreza como formas de una violencia muy grave) están, sin embargo, en la base del problema de la inseguridad. La desigualdad tiene que ver con la inseguridad. Tambien la pobreza.

El texto es valioso porque asume para la Justicia la periodicidad en los cargos, que no debiera ser asumida como un gesto de debilidad de los jueces ni de la Justicia ni como una amenaza a su independencia. El carácter vitalicio de los cargos es un elemento monárquico que, como bien señala Zaffaroni, poco se corresponde con los tiempos y debates y recambios de una democracia republicana y deliberativa, donde los jóvenes –como abogados o no– están llamados a participar cada vez más (y no cada vez menos) con voz propia, la juventud está llamada a intervenir y a tomar la palabra para rediscutir el Derecho, y es para eso, como dice Zaffaroni, que debe formarse y ser apoyada en su formación: para tener elementos para dar la discusión. Para poder construir un derecho mejor. Diferente. Y más justo.

Finalmente, Zaffaroni asume que la misión central de todo Estado que quiera organizar una sociedad mas justa pasa, en primer lugar, por una reforma de la educación, que ponga al alcance de sectores tradicionalmente excluidos y marginados de la vida civil y política ese derecho: el derecho a saber, el derecho a la educación, sin el cual la participación política efectiva de los jóvenes no se hace posible. En esto se esconde una semilla y es la de un nuevo modelo de ejercicio de derechos, que va empoderando a las personas antes “representadas”, dejando atrás el paradigma de la tutela. Del modelo tutelar se sale con más educación y otorgando mayores niveles de autonomía a las personas.

Zaffaroni habla de una revolución pacífica y silenciosa: la de sectores que se incorporan por primera vez a la universidad pública. El saber jurídico no puede permanencer impasible ante esta nueva realidad social, porque en ella radica, precisamente, la mayor oportunidad de cambio de cosmovisión del Derecho: sectores antes excluidos, ahora empoderados, que el día de mañana se incorporarán como funcionarios en la administración de Justicia, es decir, que se incorporen a un poder (como el Poder Judicial) que siempre los ha mirado desde arriba, los ha negado o los ha mirado con desprecio. La revolución pacífica y silenciosa es la revolución de la administración de Justicia, a través de una nueva composición mucho más abierta y plural. Una Justicia administrada por más manos, más y diferentes miradas, nuevos lenguajes, nuevos sectores, nuevos desafíos. Nuevos problemas que antes no veíamos. Que una parte de la sociedad no nombraba. Una Justicia a la que se le quita homogeneidad y uniformidad en los pensamientos y en su forma de composición. Para eso hace falta recambio generacional e ideológico, porque así se potencia el debate al interior de cada poder del Estado. La juventud está llamada a tomar en sus manos la defensa de los derechos. A ellos les habla Zaffaroni con su renuncia. Está diciendo: yo me voy porque vienen otros jóvenes. Y porque hay que formarlos. Porque sin formación es difícil luchar por el derecho. La incorporación educativa de sectores privados históricamente del derecho a la educación es el primer paso concreto para transformar el Poder Judicial en Argentina. Y la sociedad toda. La transformación de la educación es la transformación de la Justicia. El acceso a la educación es el acceso a la justicia. Y a una mayor igualdad. Y una mejor cultura.

 

* UBA-Conicet.

Rolezinho é réu no Rio de Janeiro. Assim a polícia sai caçando o povo: eu, tu, ele…

Ninguém deve ir ao Shopping Botafogo Praia Clube, no Rio de Janeiro, que corre o risco de ser preso pela polícia de Sérgio Cabral a mando da juíza Katia Cilene da Hora Machado Bugarim.

Eis o testemunhal de Mariana Vedder:

Ontem, por volta de umas 15h da tarde, estava indo ao Botafogo Praia Shopping e percebi uma movimentação de uns 10 ou 15 Policiais Militares na porta. Entrei, perguntei pra um dos seguranças o que estava acontecendo. Eu já tinha visto que alguns deles traziam nas mãos um tanto de papeis. A resposta do segurança foi que ele estava ali para proteger a minha integridade física de uma “suspeita de rolezinho”. Notei, então, que o que os seguranças tinham nas mãos eram mesmo fotos e informações impressas do Facebook, e perguntei o que era. Resposta: “é um controle nosso de trabalho”.

Segurei a onda e fiz uns tweets contando o que aconteceu. Isso durou um minuto, tempo entre minha pergunta ao segurança e a chegada de três policiais militares e dois oficiais de justiça (um homem e uma mulher). Os cinco me abordaram para me fazer uma série de perguntas. Isso durou cerca de 20 minutos. Perguntaram se eu costumava frequentar aquele shopping, o que eu tinha ido fazer ali, se eu estava sabendo antes do que estava acontecendo, se eu fazia parte do movimento rolezinho e o motivo pelo qual fui perguntar ao segurança sobre o assunto. Uma abordagem surreal, típica de ditadura.

O oficial de justiça homem disse por mais de uma vez que uma liminar os protegia e permitia as abordagens. Disse também que a multa no valor de 2 mil reais seria paga por todos aqueles que descumprissem a ordem, e completou “vc não faz parte do movimento mesmo?”. Repeti que não fazia porque sequer estava sabendo, mas que poderia fazer se assim julgasse justo. Foi quando a mulher me interrompeu e disse que se eu continuasse defendendo “esse pessoal” daqui a pouco eles “invadiriam minha casa”. Respondi que isso era impossível, porque minha casa não representava nenhum processo de opressão a essas pessoas. Ela disse, então, que o MST invadiria minha casa. E eu falei que não, já que o MST só ocupa terras em busca de assentamentos. “E os sem-teto?”, disse ela. “Só ocupam prédios públicos com o objetivo de conseguir suas moradias”, respondi. “Eu sei, já tirei muitos deles de lá”, ela retrucou sorrindo, satisfeita.

Segurando o choro e um documento que poderia servir para “me intimar”, segundo eles (abaixo pra quem quiser ler), e com as mãos trêmulas, disse que me sentia intimidada com aquela abordagem. Completei que se no shopping aquilo era feito, daqui a pouco me parariam na rua, na minha casa e onde mais julgassem necessário.

O diálogo foi longo e muito mais sério do que posso expressar por aqui. Mas liguei para o Matheus que disse que eu poderia, se quisesse, registrar queixa por constrangimento ilegal. Fui então pra delegacia e liguei pro advogado do DDH, que me orientou a não registrar a ocorrência por entender que a polícia não é um órgão de confiança e que a denúncia poderia se voltar contra mim.

Os policiais que me abordaram junto aos oficiais de justiça eram negros, assim como os garotos das fotos que eles tinham nas mãos. Tive muita vontade de chorar, mas segurei. A luta continua.

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PS: eu aleguei também ter perguntado aos seguranças para saber mais informações, já que sou jornalista e pesquisadora. Estou escrevendo também, há cerca de um mês, um artigo sobre os rolezinhos. Estava lá também como pesquisadora.

Em sessão de Conselho da ONU, a denuncia: violações de direitos em remoções forçadas para obras da Copa

 

Mansão no Horto: moradores ricos não estão sendo perseguidos. Para o Poder Judiciário não importa que a União Federal, dona dos terrenos, queira regularizar os moradores centenários, respeitando sua missão como poder público e implementando na prática a função sócio ambiental da propriedade. Importa à “Justiça” a “limpeza” da região para beneficiar a especulação imobiliária, e por isto tem promovido uma verdadeira perseguição ideológica que ameaça responsabilizar, pessoalmente e criminalmente, até mesmo os funcionários que tem promovido a regularização fundiária de acordo com as diretrizes da União Federal previstas em lei. O local é de interesse da Rede Globo, que possui sua sede na região e vem promovendo uma campanha para a retirada dos moradores.
Mansão no Horto: moradores ricos não estão sendo perseguidos. Para o Poder Judiciário não importa que a União Federal, dona dos terrenos, queira regularizar os moradores centenários, respeitando sua missão como poder público e implementando na prática a função sócio ambiental da propriedade. Importa à “Justiça” a “limpeza” da região para beneficiar a especulação imobiliária, e por isto tem promovido uma verdadeira perseguição ideológica que ameaça responsabilizar, pessoalmente e criminalmente, até mesmo os funcionários que tem promovido a regularização fundiária de acordo com as diretrizes da União Federal previstas em lei. O local é de interesse da Rede Globo, que possui sua sede na região e vem promovendo uma campanha para a retirada dos moradores.

 

A Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa (Ancop) realizou o lançamento internacional da campanha “Copa para quem?”, durante a 23ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, na Suíça. Durante a sessão paralela intitulada “Copa do Mundo para quem? Cartão vermelho para a Copa do Mundo e Olimpíadas no Brasil: Parem as violações de direitos humanos decorrentes dos megaeventos esportivos”. Foi realizado o lançamento do vídeo da campanha “Quem ganha este jogo?”.

O objetivo da ação é denunciar para a comunidade internacional as violações de direitos humanos decorrentes de remoções forçadas em virtude dos megaeventos esportivos que acontecerão no Brasil entre 2013 e 2014 – Copa das Confederações e Copa do Mundo de Futebol, respectivamente.

Também foi solicitado que o Conselho de Direitos Humanos da ONU intervenha junto ao governo brasileiro e crie, em parceria com as comunidades afetadas, um plano nacional de reparações e um protocolo que garanta os direitos humanos nestes casos.

De acordo com André Lima, integrante da coordenação nacional da Ancop, a estratégia desta ação tem a finalidade de pressionar o governo brasileiro, “pois já percebemos que o governo só dá atenção quando denunciamos para a comunidade internacional. No geral, o governo brasileiro e a justiça são muito pouco sensíveis às denúncias aqui”.

Em virtude das obras de construção ou de reforma e ampliação de estádios para sediar os jogos internacionais, e das obras de mobilidade urbana nas 12 cidades-sede da Copa, muitas famílias se viram obrigadas a sair de suas casas para dar espaço a essas construções. A estimativa é que cerca de 200 mil pessoas em todo o Brasil estejam sendo impactadas por despejos relacionados a obras da Copa.

Segundo André, quem participou de uma ação de visita às comunidades afetadas em algumas cidades-sede da Copa, a situação de violações se repete em todas as cidades. De modo geral, as famílias não são informadas sobre as obras e planejamentos estratégicos, e muitas vezes as comunidades já são notificadas antes mesmo de a obra ter um estudo ambiental. Um comparativo da situação destas comunidades, antes e durante as obras para a Copa, está demonstrado no vídeo “Quem ganha este jogo?”. Para assistir a versão em português, clique aqui.

Essa não é a primeira vez que a Ancop denuncia a situação para a ONU. Em outras ocasiões, a entidade já enviou informações denunciando a questão de megaeventos e direito à moradia no Brasil para a Relatoria Especial e para a Revisão Periódica Universal da ONU.

A Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa reúne movimentos sociais, organizações, representantes de comunidades e outras entidades sensíveis ao tema das transformações urbanas para os megaeventos esportivos. Os Comitês Populares estão localizados nas 12 cidades-sede da Copa: Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

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A marca do prefeito Eduardo Paes
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Lei aqui as safadezas e maldades contra a Comunidade do Horto na Cidade Maravilhosa dos Marinho e Eike Batista e ex-Capital do Samba que virou rock Rio

“Los pobres han sido factor común en la historia de la humanidad como objetivo del poder de policía. Se hace política cuando desde el Poder Judicial se sostiene que los jueces no deben estar ‘politizados”

 Vladimir Kazanevsky
Vladimir Kazanevsky

Justicia contra pobres

Por Horacio Báez *

 

Si Justicia es que cada persona tenga lo que merece en condiciones de igualdad constitucional, no es entendible una Justicia contra pobres. En cambio, si “Justicia” es el actual Poder Judicial argentino, podemos entender que se hable de una Justicia contra pobres. Lo que se conoce del funcionamiento del Poder Judicial argentino es que los más vulnerables habitantes, entre los que se hallan los más pobres, argentinos o latinoamericanos, son los elegidos por las policías provinciales y nacionales para ser los autores de los delitos contra la propiedad cometidos con violencia, en banda y con armas, sean éstas de fuego o cuchillos, piedras o machetes. Muchas veces estos últimos instrumentos porque no hubo tiempo ni dinero ni conexiones para conseguir armas de fuego, aunque no fueran idóneas para disparar, pero sí para asustar.

En la Justicia Federal se vive un tiempo de excepción. La lucha persistente y muy sufrida de los organismos de derechos humanos ha logrado que se esté juzgando en todo el país a los civiles y militares que hicieron un daño mucho más grande a la vida y libertad de las personas que el daño que hacen los pobres elegidos de siempre, en todo momento histórico.

Los pobres han sido factor común en la historia de la humanidad como objetivo del poder de policía. Junto a perseguidos religiosos por la Inquisición, junto a los perseguidos por su elección sexual, junto a judíos, junto a militantes populares.

Siempre los pobres, por su vulnerabilidad, han sido cobardemente perseguidos y en la actualidad argentina y latinoamericana no vivimos una excepción. El poder de policía no se sostiene solamente con las policías bravas argentinas. También se sostiene con la intervención de jueces y fiscales que miran para otro lado, que hacen como si aplicaran la ley con igualdad, cuando en realidad sólo se dejan llevar por la comodidad de procesos que por ser contra pobres no presentan mayor resistencia y sus hechos son fácilmente probados.

Se hace política de la peor cuando se elige seguir actuando en esas condiciones de altísima selectividad, cuando se acomoda la dogmática para dar sensación de seriedad o sencillamente no se aplica ningún sistema coherente de interpretación del derecho y de los hechos y solamente se usa un sentido común muy precario, totalmente ajeno a factores de humanidad, para fundar condenas a penas privativas de libertad en cárceles que no son sanas ni limpias como ordena nuestra Constitución nacional, sino que son para castigo inhumano y oscuro.

Se hace política cuando desde el Poder Judicial se sostiene que los jueces no deben estar “politizados”. Solamente puede entenderse esta pretensión de ser “apolíticos” cuando no se tiene conciencia de que la política, así con mayúscula, es la función social que puede poner al desnudo tanta miserabilidad espiritual. Otra cosa es la politización en el sentido de resolver en favor de algún interés partidario, lo que sería vulnerar el principio de independencia judicial. Justamente en defensa de este principio ha surgido “Justicia legítima”.

Soy más o menos consciente de mi propia miserabilidad cuando aun tratando de poner algunos filtros zaffaronianos al poder de policía, me conformo con seguir integrando un Poder Judicial ilegítimo. En conceptos de Luigi Ferrajoli, no es legítimo un poder que no respeta los más altos valores constitucionales referidos a la dignidad de todo ser humano.

“Justicia legítima” es el último aire fresco que he sentido y siento en mi espíritu, luego de veintinueve años de ejercicio de la magistratura en sedes federal y provincial. Tratemos de que no decaiga esta reacción muy valiosa. Tratemos de dar más contenido democrático a nuestro país, que por primera vez en su historia lleva tantos años de Estado de Derecho. En mi caso, lo que le da sentido y fuerza moral a este intento es que estamos parados sobre la desaparición, tortura y homicidio de miles de argentinas y argentinos, latinoamericanas y latinoamericanos que entendieron cómo se debía respetar la dignidad humana.

 

* Juez de la Cuarta Cámara del Crimen de Mendoza

 

15-M Brasil. Não temos movimento de indignados. Temos despejos da justiça. Sempre contra o povo

Esta manchete ( “15 horas de terror”) de um jornal de Belo Horizonte me enganou. Fui ler a notícia acreditando que falasse dos mil habitantes da Capital mineira que, às 6 horas da madruga, acordaram com a zoadeira dos latidos e dos relinchos da polícia, enquanto o prefeito de m. dormia, e dormia o desembargador Afrânio Vilela.

Justamente às 6 horas,  mais de mil belo-horizontinos eram acordados pela polícia montada e a pé, com seus cachorros treinados. Isto sim que é terror. Que a polícia em bairro de pobre, em rua de pobre, sempre chega metendo o pé na porta, e atirando.

A manchete do “Aqui” era sobre mais um sequestro de gerente em um assalto de banco. Para resolver tais casos falta polícia.

A imprensa chora. Não pelo pobre bancário. A imprensa conservadora sempre geme pelos bancos.

Espanto besta da imprensa. Dinheiro roubado de banco, o seguro paga. Banco sempre recebe com juros.

Um vivente retirado de sua casa, na marra, também considero terrorismo. E quando são mais de mil?

E quando as moradias dessas pessoas são derrubadas…  isso tem nome?

Descreve Diniel Silveira 

Em meio a um amontoado de colchões, roupas e o pouco que restou das dezenas de barracos da ocupação Eliana Silva, na Vila Santa Rita, Região do Barreiro, em Belo Horizonte, cerca de 100 pessoas decidiram permanecer no local desde essa sexta-feira, quando a Polícia Militar iniciou o cumprimento do mandado de reintegração de posse da área. Dormindo ao relento e se valendo de sombrinhas para se proteger do sol forte, os integrantes do grupo mantinham esperança de poder permanecer no local. Entretanto, após reunião entre as lideranças do movimento, ficou decidido que o terreno seria totalmente desocupado. As pessoas saíram da área no começo desta noite.

Entre as pessoas que permaneceram na área, cerca de 20 são crianças, a maioria de colo. Segundo um dos líderes da ocupação, Leonardo Péricles, coordenador do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas, a situação precária em que as crianças se encontram foi determinante para a decisão de deixar a área.

Cerca de 50 policiais militares também permaneceram no local desde a noite anterior. Segundo o tenente Thiago Rocha, não houve nenhum tipo de protesto ou confronto. Ele permitiu a entrada de água e alimentos no terreno. Como os fogões industriais que havia no local foram retirados pela PM, restou ao grupo improvisar um fogão a lenha.

Frei Gilvander é uma das pessoas que também permaneceram no local. Articulador dos movimentos de sem teto e sem terra, ele recebeu permissão dos policiais para receber até cinco pessoas por vez dentro da área. Enquanto isso, todo o terreno começou a ser cercado pela prefeitura com arames farpados. Tal situação, segundo a assessoria do Ministério Público, seria questionada à Justiça por dois promotores da Coordenadoria de Inclusão e Mobilização Social, uma vez que a cerca está sendo instalada em um terreno sub-judice.

Com informações de Pedro Ferreira.

Cerca de arame farpado lembra campo de concentração. Veja vídeo 

Veja a razão da minha revolta, de meu nojo dessa gente. Leia