Escola de jornalismo de Cachoeira. Entrevistas com sósias e sombras. Imagine quando passar a Copa

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Remember que Cachoeira foi “jornalista”, dono de secreta “agência de notícias”, e gravou várias conversas que terminaram como furos sensacionalistas da TV Globo e escandalosas capas da revista Veja.

 

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Imagine quando não tem Copa

por Gilmar Crestani

Os três patetas (Mesquita, Civita & Marinho) disseram que “não sabiam de nada”…

Tudo que acontecia e acontece nos governos de esquerda é culpa do governante. A mesma regra não se aplica quando acontece sob as barbas dos donos da velhas mídias. Abrem manchetes quando Lula ou Dilma diz que não sabem de determinados acontecimentos. Já os a$$oCIAdos foram proibidos pelo Instituto Millenium de repercutirem o vazamento de uma prática institucionalizada de seus membros, a entrevista falsa. A Folha cansa de dar recados que diz ter obtido em off. Inventa declarações de Ministros ou outros funcionários do Governo, o que o obriga ao governo desmentir. A seção “erramos” é a única parte confiável da Folha.

A “barriga” é um fato desonroso para o mentiroso, mas é também demonstração do motivo pelo qual Mário Sérgio Conti é escolhido a dedo para atuar em todas as posições no jogo que fazem os grupos mafiomidiáticos. Até aí, embora seja uma prática consagrada, o que dizer dos patrocinadores. Será por isso que o Banco Itaú investe tanto nos veículos para os quais Conti perpetra entrevistas?

De repente a Copa está servindo para que o mundo conheça o povo brasileiro e a mídia brasileira. Quando ao povo, todo dia os turistas dão declarações entusiasmadas. Quanto à velha mídia, a repercussão que vêm obtendo corresponde aos fatos…

Conti não é míope, nem ingênuo. É safo! Não é de admirar que um dos seus heróis é Joaquim Barbosa: aliás, agora sabemos de onde Assas JB Corp tirou a justificativa que deu ao Barroso para a manipulação do julgamento da Ação 470: “Foi feito pra isso, sim!” O suprassumo da arrogância foi a conclusão: “Foi um erro tolo. Não prejudiquei ninguém, a não ser eu mesmo.” É exatamente isso. Os leitores destes veículos são “ninguém”. A velha mídia não está nem aí para o produto que entregam desde que forre os cofres. Credibilidade não conta, o que conta é a conta. A emboscada do atirador da elite faz lembrar outro pistoleiro, interpretado por Terence Hill, no filme “Meu Nome é Ninguém”… Ao contrário do pistoleiro da ficção de Sérgio Leone, o pistoleiro da velha mídia escorregou numa casca de banana, e, por ser um banana, se embananou e o tiro saiu pela culatra.

Se fazem isso durante a Copa, quando há marcação cerrada da mídia internacional por estas bandas, imagine o que não fazem quando não há imprensa internacional por aqui?!

 

“Barriga” com Felipão falso repercute pelo mundo

Conti

Publicação de bate-papo com sósia do técnico da Seleção brasileira por Mario Sergio Conti, colunista da Folha e do Globo, que já se transformou até em piada internacional, no site Eurosport, foi também tema de publicação da BBC internacional, sob o título traduzido: “Brasil confuso com entrevista com ‘Scolari falso’”

247 – A “barriga” do ano cometida por Mario Sergio Conti, atualmente apresentador de um programa na Globonews e colunista dos jornais Folha de S. Paulo e Globo, repercutiu no mundo todo (leia mais aqui).

Ele publicou uma falsa entrevista de Luiz Felipe Scolari, depois de se encontrar com um sósia do treinador no avião. O caso, que já se transformou até em piada internacional, repercutindo no site Eurosport, foi também tema de publicação da BBC internacional, sob o título traduzido: “Brasil confuso com entrevista com ‘Scolari falso’” (leia aqui).

Vladimir Palomo conversou com o colunista Mario Sergio Conti como se fosse o próprio Felipão, em um bate-papo registrado pelo jornalista em sua coluna publicada nas versões online dos jornais O Globo e Folha de S. Paulo.

Brasil: A presidente Dilma não foi à SIP. Razões

por Breno Altman

Oxalá esse gesto da presidente Dilma possa dar início a uma batalha firme pela democratização da imprensa e a adoção de marco regulatório que rompa com o feudalismo midiático.

O dirigente do Grupo Estado, Júlio César Mesquita, não escondeu sua frustração. Diante da cadeira vazia na cerimônia de abertura da 68ª Assembleia da Sociedade Interamericana de Imprensa, comparou a atitude da atual presidente a de seus antecessores, Ernesto Geisel e Fernando Collor, nos dois convescotes da agremiação anteriormente por aqui realizados.

A comparação pode ser estapafúrdia, mas o rancor tem sua razão de ser. As famílias que controlam os meios de comunicação na região, sem aliados importantes além dos Estados Unidos, ambicionavam aval implícito de Dilma Rousseff para sua ofensiva contra políticas de democratização e regulação levadas a cabo por diversos governos progressistas. Apesar de sua administração manter intactos os privilégios dos monopólios de imprensa, a presidente pode ter sido eloquente ao dar silencioso bolo no evento dos marajás da informação. Como não foram tornados públicos os motivos dessa decisão, é natural que provoquem especulações. Uma abordagem possível remete à trajetória da associação. A SIP, afinal, congrega a fatia mais ativa e influente das elites continentais, com expressiva folha de serviços prestados às ditaduras.

Às vésperas das eleições de 2010, em julho, o então presidente da SIP, Alejandro Aguirre, afirmou que Lula “não poderia ser chamado de democrata” e o incluiu entre os líderes que “se beneficiam de eleições livres para destruir as instituições democráticas”. Seu objetivo era evidente: como porta-voz dos barões da mídia, queria colaborar no esforço de guerra contra a condução de Dilma Rousseff, pelo sufrágio popular, ao Palácio do Planalto.

A SIP, no entanto, vai além de movimentos pontuais, ainda que constantes, para a desestabilização das experiências de esquerda. Trata-se de um laboratório para estratégias de terceirização política dos Estados nacionais, na qual as corporações privadas de imprensa ditam a agenda, articulam-se com esferas do poder público e se consolidam como partidos orgânicos da oligarquia.Diante deste inventário de símbolos e realizações, fez bem a presidente ao se recusar a emprestar o prestígio de seu mandato e a honradez de sua biografia. Ainda mais em um momento no qual sócios nacionais da associação animam julgamento de exceção contra dirigentes históricos de seu partido e integrantes de proa do governo Lula.

Oxalá esse gesto possa dar início a uma batalha firme pela democratização da imprensa e a adoção de marco regulatório que rompa com o feudalismo midiático.