CANIBALISMO JUDEU

por Talis Andrade

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Desde os tempos
da conquista de Pompeu
acreditavam os romanos
os judeus comiam carne humana

Os cristãos queimaram na fogueira
israelitas denunciados
por comemorar a Páscoa
com a crucificação de meninos
e servir em uma ceia de sabá
a carne dos sacrificados

 

 


Ilustração: Pacto com o Diabo: oferenda de uma criança — Francesco Mario Guazzo, Compedium Malleficarum, 1608. IN ZWOJE-SCROLLS

As mulheres do nazismo

por Gustavo Krause

 

HitlersFuries

Este assunto foi tratado com a perspicácia e a competência habituais de Fernando Antonio Gonçalves no artigo Mulheres do III Reich (20.06.14), inspirado na obra de Wendy Lower, Mulheres do Nazismo, consultora do Memorial do Holocausto. A estarrecedora narrativa consumiu 425 páginas, complementada por mais 170 que contém 399 fontes de pesquisa e 25 ilustrações. Certamente, não caberia voltar à matéria. No entanto, o que ficou remoendo o meu juízo e me encorajou a tratar da matéria foi o próprio Fernando que conclui o artigo assim: “As memórias jamais deverão ser resvaladas para o baúdo esquecimento. Pois, assim procedendo, proporcionam o surgimento de novas ideologias que menosprezam a dignidade dos seres humanos”.

O final do artigo mexeu em sentimentos humanitários e, naturalmente, me fez sentir o calor do sangue da ascendência e da descendência judia.

De outra parte, a revelação dos algozes nazifascista recaiu sobre um personagem, a mulher, até então, praticamente ignorado pelos horrores da crueldade, do massacre e do autêntico genocídio praticado pelos nazistas. Intrigante! A mulher, mãe, a quem a perpetuação da espécie deve a vida dividida no paraíso uterino; a quem a sobrevivência do ser desprotegido é nutrida pelo leite e aconchego do seio materno, enfim, a mulher que, por força da dominação preconceituosa do homem, sempre desempenhou um papel secundário na vida social, assumiu a tarefa de cúmplice e perpetradoras da extinção dos “inimigos” do Reich (500 mil envolvidas).

De fato, no primeiro momento, o texto intriga; em seguida, espanta; por fim, a leitura do livro faz compreender os acontecimentos: o veneno ideológico inoculado na formação da sociedade alemã, tendo como pilares a superioridade da raça ariana (definindo os inimigos a serem eliminados) e na doutrina do “espaço vital” (o lebensraum, a base do expansionismo imperialista e totalitário), geraram monstros que, na corajosa e insuperável visão de Hannah Arendt, agiam sob a serena ”banalidade do mal”, amparada pela “lei de Ninguém” que se tornou “responsabilidade de ninguém” no tribunal pós-guerra.

Em relação às mulheres, três crenças foram inoculadas em doses maciças: (a) aceitar irrestritamente a superioridade masculina; (b) “emancipar a mulher da emancipação feminina” contraditando a suposta igualdade de gênero pregada pelo bolchevismo inimigo figadal do movimento nazista; (c) procriar na maior escala possível a descendência alemã (mães com mais de quatro filhos eram agraciadas com a Cruz de Honra e, no gracejo sádico do Fuhrer, a mãe de seis filhos era mais importante do que um advogado).

Formada com esta carga doutrinária, a mulher nazista tinha o seu destino traçado: testemunha, cúmplice e assassina, sejam como parteiras, enfermeiras, burocratas, sejam como diligentes assessoras dos maridos. Ainda que com ânsia de vômitos, sinto-me no dever de registrar, pelo menos três personagens de episódios asquerosos: Liesel Wilhaus (Janoska, Polônia) praticava tiro ao alvo matando os judeus que passavam pelo seu quintal; Johanna Altvaver (Ucrânia) atraia crianças judias com doce e atirava na boca das vítimas com sua pistola de prata; Vera Wohlauf, grávida, acompanhou o marido num dos guetos poloneses para assistir ao massacre e se divertia chicoteando os judeus.

Johanner Altvater
Johanner Altvater
Liesel Willhaus
Liesel Willhaus
Vera Wohlau
Vera Wohlau

Infelizmente, os tribunais de desnazificação foram, no mínimo, benevolentes com as genocidas que, doutrinadas para matar seres inferiores, inimigos de uma “causa nobre”, obedeciam, como ocorre, até hoje, a ordem interior de eliminar o outro, mandamento primeiro dos ódios inabaláveis. De fora para dentro, a consciência, já contaminada, estava legitimada pelo poder político. Como de costume, alegavam que “não sabiam de nada” ou “cumpriam ordens”.

No entanto, em meio à louca disseminação do mal, luzem estrelas do bem e da compaixão, em gestos raros de bondade e em palavras proferidas de inconformismo, medo, desamparo, como atesta a carta de Annette Schucking (Novogorod-Volynsk–Ucrânia, 5 de junho de 1941): “Ah. mamãe, o mundo é um enorme matadouro”.

 

 

LILITH

por Talis Andrade
lilith

 
A aparição
de uma judia
rameira
cortesã
bacante
Judite às avessas
o poder da sedução
e da beleza
que leva à perdição
Atira pedras
 
A aparição
de uma judia errante
a mulher estrangeira
a fêmea impura
estranha aos outros animais do Éden
encimada por estrelas alquímicas
majestosa
Atira pedras
 
Possessão de Lilith
que visitou Adão
quando dormia
e montada nele
a vadia se satisfez
provocando-lhe
poluções noturnas
e dessa cópula
os filhos soturnos
flagelos da humanidade
que governam o mundo
 
Posta nas encruzilhadas
vestida de escarlate
adornada com quarenta ornamentos
menos um
Lilith espera algum tolo
 
As faces brancas e vermelhas
o cabelo longo e vermelho
a boca vermelha assemelhada
a uma estreita graciosa passagem
a língua pontuda como uma espada
os lábios vermelhos como uma rosa
os lábios adocicados
com todas as doçuras do mundo
a voz macia cantante
as palavras suaves como o óleo
Lilith espera algum tolo
 
Lilith a prostituta virgem
chama o passante
O tolo a segue
bebe do cálice
do vinho alucinante
fornica com Lilith
perde-se atrás dela
 
O tolo perde-se atrás dela
Lilith fornica com os homens
seduz as mulheres
que admiram o próprio corpo
nos espelhos da soledade
 
Lilith está presente
nas encruzilhadas
de cada mulher
Nos ritos de passagem
de todas as mulheres
 
Lilith presente
no primeiro mênstruo
Lilith presente
no desvirginamento
Lilith presente
no mistério do sangue
nas mutações do corpo
na concepção na gravidez
no leite
 
Lilith mata
as crianças no parto
Lilith mulher vampira
mãe da multidão misturada
a serpente que Javé
cortou os pés
a serpente poetisa
sussurrou versos
encantando Eva
Atira pedras
 


Animação “Zarafa” critica colonialismo francês na África. Despejos brasileiros e desaparecimento e morte dos Amarildos

por Alysson Oliveira

zarafa

Poética e relevante, a animação francesa “Zarafa” é uma alternativa aos excessos e à falta de diversidade, ao menos temática, dos filmes infantis vindos dos Estados Unidos.

Dirigido por Rémi Bezançon (“Um Evento Feliz”) e Jean-Christophe Lie (animador de filmes como “Kiriku – Os Animais Selvagens” e “As Bicicletas de Belleville”), o longa busca inspiração na história da primeira girafa levada da África para a França.

O filme estreia em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador e Santos, em versões dubladas e legendadas.

Uma das primeiras coisas a chamar a atenção em “Zarafa” não é apenas sua paleta de cores fortes, mas a facilidade com que a trama, assinada por Bezançon e Alexander Abela, é capaz de se comunicar com as crianças.

Usando uma linguagem simples, mas nunca infantilizada, o filme evita aquele velho clichê do cinema infantil de animação de Hollywood: seja você mesmo e tudo vai dar certo. Aqui, há tintas políticas sutis, assim como uma crítica ao colonialismo francês num paralelo entre a ida da girafa para a França e o saque promovido pelo país em suas colônias na África.

O protagonista é o pequeno sudanês Maki, no século 19, capturado para ser vendido como escravo. O garotinho consegue fugir e faz amizade com uma girafa, que é morta por um mercador, deixando seu filhote, ao qual o garoto se apega. Quando o animal é capturado por Hassan, um egípcio a caminho da Alexandria, o garoto decide ir junto. Mas ao chegar à cidade, descobrem que ela caiu sob domínio dos turcos. Hassan é enviado pelo paxá local para pedir ajuda ao rei da França, Carlos 10, e, para isso, levará a pequena girafa como um presente.

A viagem é uma grande aventura, já que é realizada num balão, levando Hassan, Maki, o francês Malaterre, condutor do balão, a girafa e duas vacas que fornecem leite. Na França, no entanto, os viajantes não encontram bem o que esperavam. Várias pessoas são corruptas, exploradoras e mal-educadas — a começar pelo rei e sua corte.

O monarca, ao ver o garoto Maki, diz, para diversão dos que o cercam, que o menino “se parece com um macaco que fugiu da jaula”. O mesmo rei esnobe receberá o troco mais tarde, com a chegada de um novo animal ao zoo. Tal qual a girafa (“zarafa”, em árabe), pessoas e riquezas foram tiradas da África e levadas para a Europa — não apenas a França. Nesse sentido, o longa faz um retrato metafórico e bastante honesto sobre essa questão.

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amarildo
NASCIMENTO DO NAZISMO,
FRUTO DO RACISMO FRANCÊS
Nota do redator do blogue: Essa questão: o racismo francês. Temos aí o que Christian Descamps chama de fantasmagorias de Gobineau. O médico e biólogo Jacques Ruffié comenta: “Gobineau era um diplomata que se entediava numa Europa que ele já encontrara pronta. Esse contemporâneo de Darwin, que se dava ares de antropólogo, decidiu procurar a raça superior que teria produzido a civilização, como outras produziram a cerâmica. Na verdade, seu esquema era muito simples: pegou um atlas e traçou um triângulo, encontrou o Nepal, onde situou seus famosos arianos.  E como gostava muito de Wagner e dos alemães, decidiu encontrar seus descendentes do outro lado do Reno.
Franscis Galton, primo de Darwin, lançou mão do esquema darwiniano para explicar a existência de raças hierarquizadas. Em sua obra de 1869, O gênio hereditário, ele considerava que as raças humanas se definem por caracteres  morfológicos. Tentou construir um racismo científico, no qual se encontrariam no ponto mais baixo os negros, no mais alto os ingleses, e mais alto ainda a família Darwin.
Gobineau se preocupava essencialmente com a raça superior. Vacher de Lapouge se interessou pela raça inferior; seu filho, aliás, foi homenageado pelos nazistas. Para ele, quanto mais a pele é escura, menos qualidades biológicas se tem. Quando os brancos  escurecem um pouco, isto é péssimo. Mas ainda há coisa pior: os judeus são portadores de genes ruins; portanto, ameaçam envenenar o sangue ariano. Essas pseudoteorias eram tão idiotas que ninguém levava a sério, até que um certo Hitler as tomou ao pé da letra”. Estas declarações de Ruffié são de 1983. Se antes pegaram o judeu, novo bode expiatório sempre  aparece. O racismo religioso é tão maléfico quanto o racismo científico,  O negro, vem sendo considerado inferior desde a lenda da Rainha Sabá e, principalmente, depois da necessidade de braço escravo para a colonização das Américas.
O engraçado que, no Brasil, o dinheiro embranquece. Toda política brasileira de marginalização do favelado – de eliminar os Amarildos – tem origem escravocrata. Uma escravidão que persiste.
Manifestante escrevendo o nome de Amarildo em uma improvisada faixa. Amarildo representa os 200 mil brasileiros que estão sendo despejados para os governadores - os novos Neros - construírem estádios e obras complementares para a Copa de 2014
Manifestante escrevendo o nome de Amarildo em uma improvisada faixa. Amarildo representa os 200 mil brasileiros que estão sendo despejados pelos governadores – os novos Neros dos  estádios e  obras complementares para a Copa de 2014
Amarildo passa a ser símbolo do martírio – chacina – dos sem terra, dos sem teto, dos descendentes de escravos, dos despejados, dos marginalizados por uma elite corrupta e parasita, uma justiça PPV e uma polícia violenta e assassina.
A polícia quando não mata, prende, fabricando processos e mais processos que a justiça legaliza.
A polícia e a justiça sempre lavam mais branco. Foi assim no holocausto das nações indígenas (os índios chamados de bugres, pederastas), no tráfico dos negros (classificados como peças).
A escravidão persiste no Brasil. A chacina de Unaí continua impune. A pacificação das favelas do Rio de Janeiro é uma farsa denunciada pelo Papa Francisco. Farsa criada pela grilagem de cobiçados terrenos nos altos dos morros com panorâmica vista do mar.
Qual a diferença de uma favela do Rio para uma favela em São Paulo ou em qualquer capital brasileira? Vai um Geraldo Alckmin adotar a política de conquista de Sérgio Cabral? Idem Eduardo Campos em Pernambuco?
Zarafa trailer

Os judeus que lutam por uma Palestina livre

Em 1947, durante uma reunião realizada na Organização das Nações Unidas (ONU) para discutir a criação de um plano de partilha da Palestina entre judeus e árabes, o rabino Yosef Tzvi Dushinsku declarou a toda assembleia que o sionismo – movimento político ideológico criado no início do século passado que defende a existência de um Estado judaico – não representava os seguidores do judaísmo, portanto não concordavam com a criação de um Estado-nação para si.

Dushinsku, judeu de origem húngara, vivia na Palestina com sua família desde 1930 e foi considerado um dos mais proeminentes rabinos ortodoxos da região. Ele veio a falecer logo após a fundação do Estado de Israel, que ocorreu em 14 de maio de 1948.

 

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 Pode haver paz na Palestina?

Lilian Milena

Movimento judeu criado na década de 1930, em Jerusalém, e hoje espalhado no mundo inteiro, contraria visão religiosa que teria determinado criação do Estado de Israel

Em 1947, durante uma reunião realizada na Organização das Nações Unidas (ONU) para discutir a criação de um plano de partilha da Palestina entre judeus e árabes, o rabino Yosef Tzvi Dushinsku declarou a toda assembleia que o sionismo – movimento político ideológico criado no início do século passado que defende a existência de um Estado judaico – não representava os seguidores do judaísmo, portanto não concordavam com a criação de um Estado-nação para si.

Dushinsku, judeu de origem húngara, vivia na Palestina com sua família desde 1930 e foi considerado um dos mais proeminentes rabinos ortodoxos da região. Ele veio a falecer logo após a fundação do Estado de Israel, que ocorreu em 14 de maio de 1948.

Desde a segunda semana de novembro os conflitos entre Israel e Palestina se intensificaram após um ataque surpresa do exército israelense que culminou na morte de Ezzedin al Qasam, um dos líderes militares do Hamas, partido que governa a Faixa de Gaza, um dos poucos territórios que sobraram para os palestinos, desde a criação do Estado de Israel.

Segundo informações da ONU, até a última quinta-feira (21), a ofensiva aérea de Israel contra a Faixa de Gaza tinha sido responsável pela morte de 140 pessoas, além de 950 feridos, na maioria civis. Já o número de mortes no lado israelense, atacado por foguetes lançados contra os judeus, somava 13.

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PROTESTOS

A ação do governo de Israel resultou em diversos protestos de judeus, de dentro do próprio país, contrários à ofensiva militar do Estado. Entretanto, chama a atenção da comunidade internacional o número de fotos e vídeos compartilhados nas redes sociais de judeus ortodoxos defendendo o fim do Estado de Israel. O vídeo mais famoso mostra o depoimento do jovem Dovid Weiss membro do grupo Neturei Karta (do aramaico “guardiões da cidade”), criado em 1937, a partir de um racha do grupo Agudas Yisroel, fundado em 1912, com o objetivo de combater o sionismo.

No vídeo Weiss cita frases impensáveis para quem sempre acreditou que o conflito histórico entre judeus e palestinos tivesse bases religiosas.

“Todos os rabinos que viveram no velho Estado de Jerusalém, antes de 1948, podem lhes dizer como viviam e coexistiam pacificamente com seus vizinhos árabes, como tomavam conta das crianças, uns dos outros, durante o Yann Kippur [mês considerado sagrado no calendário judeu]”.

Weiss denuncia também que judeus ortodoxos antissionistas que vivem em Israel sofrem constantemente repreensões ou espancamentos. Eles são chamados por judeus favoráveis a constituição do Estado na Palestina de “antissemitas”. Semita é um termo que, usualmente, refere-se aos judeus, apesar de designar os povos originários de uma mesma língua na região do Oriente Médio, e isso inclui hebreus (judeus) e árabes.

A organização Neturei Karta mantem um site (http://www.nkusa.org) onde tenta desmontar a imagem que o mundo tem da criação de Israel como Estado. Segundo a organização, a religião judaica vem sendo deturpada pelo sionismo. Numa carta entregue aos Palestinos da Faixa de Gaza, em julho de 2009, escrita pelo braço norte-americano do movimento, eles lamentam a existência do Estado de Israel.

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JUDEUS VERDADEIROS

“Os judeus verdadeiros são contra a desapropriação dos árabes de suas terras e casas. De acordo com a Torá [livro sagrado na religião judaica], a terra deve ser devolvida a vocês [Palestinos]”.

Essa linha religiosa dos Neturei Karta, que diz seguir rigorosamente os ensinamentos do judaísmo, aponta que hoje os judeus não tem direito de ocupar em massa a “Terra Santa”, localizada na Palestina. Isso decorre de uma crença religiosa que os impedem de ter domínio sobre qualquer território, mas que os orientam a viver pacificamente nos países onde tiverem que viver. A criação do Estado de Israel, descrita nos livros sagrados, na verdade, é retratada como um evento divino, e não tem nada a ver com o mundo material, de um Estado criado através das mãos humanas.

“[Os sionistas] têm usado a Torá para legitimar seu roubo, alegando que eles têm direito à terra, mandando para fora os palestinos, enquanto, na verdade, a Torá proíbe explicitamente isso. Ainda mais audazes alegam que [a Palestina] era uma terra sem povo para um povo sem terra. Deveriam parar de dizer isso, porque naqueles dias não existia a cobertura suficiente dos meios de comunicação imparciais, e contavam com o apoio das potências ocidentais”, destacam na carta aberta aos palestinos da Faixa de Gaza.

Segundo Weiss, o Estado de Israel cria inimigos, como o presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad, para justificar ataques e a criação de exércitos para proteger os judeus em Israel. “Mas nós não queremos inimigos. Sempre vivemos em paz com os muçulmanos”, completou.

Em setembro, uma delegação de rabinos anti-sionistas reuniu-se com o presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad, durante sua visita a Nova York.

Os judeus ortodoxos defendem o desaparecimento pacífico do Estado de Israel. No vídeo, Weiss pede desculpas aos muçulmanos e afirma que o único modo de repararem o dano de décadas de violência dos sionistas contra os árabes é a partir da criação de um Estado palestino. “Depois disso, haverá a paz e esses 50 anos não passarão de um pesadelo, uma miragem que nada tem a ver com a verdade”.

O movimento Neturei Karta é acusado de ser uma pequena seita extremista e ultra-ortodoxa pelos judeus sionistas, mas eles rebatem dizendo que são milhares espalhados em várias partes do mundo. Aliás, teriam sido dispersados justamente por lutarem pela libertação da Palestina. Só no bairro do Brooklyn, em Nova York, existem três sinagogas ligadas ao Neturei Karta.

O Brasilianas.org está a procura de uma comunidade Neturei Karta no Brasil. Pedimos ajuda aos leitores que puderem colaborar com mais informações sobre o assunto.

(Publicado nos portais Pátria Latina e Tribuna da Imprensa)

 

¿Cuáles fueron las empresas globales que vendieron su alma a los nazis?

por BusinessPandit

 

Uniformes SS de Hugo Boss.

Da miedo lo eficientes que fueron los nazis dirigiendo a un país entero, incluyendo su población e industria, hacia sus funestos objetivos. Hay tres grandes empresas que se suelen mencionar siempre como colaboradoras con los nazis. Hugo Boss que diseñó los intimidantes uniformes de las SS (así como las monótonas camisas marrones de las SA y las juventudes hitlerianas); Volkswagen que diseñó el escarabajo a instancias de Hitler y los produjo como salchichas usando mano de obra esclava; e IBM que diseñó las fichas perforadas que sirvieron para sistematizar la exterminación de personas por raza y clase.

 

Sin embargo, estas no fueron las únicas empresas que actuaron conjuntamente con los nazis, otros grandes negocios mundiales reconocibles hoy en día también vendieron sus almas al diablo de distintas maneras, y puede que le sorprendan algunos de los nombres que aparecen a continuación.

10 – Chase Bank

Pensándolo bien, la colaboración de Chase Bank (ahora J.P. Morgan Chase) con los nazis no es tan sorprendente. Uno de sus accionistas más importantes, J.D. Rockefeller, fundó directamente los experimentos eugenésicos antes de la guerra. Entre 1936 y 1941, Chase y otros bancos estadounidenses ayudaron a los alemanes a recaudar más de 20 millones de dólares, que suponen un importe neto de comisión de 1,2 millones de dólares, de los cuales Chase se embolsó unos 500.000 dólares. Eso era mucho dinero en la época. El hecho de que los marcos alemanes utilizados para financiar operaciones proviniesen de los judíos que habían huido de Alemania no parece molestar a Chase, de hecho su negocio aumentó después de la noche de los cristales rotos (la noche en la que los judíos de la Alemania y Austria nazis fueron atacados por grupos en 1938). Chase también congeló las cuentas de los judíos franceses en la Francia ocupada antes de que los nazis les hubieran pedido que lo hicieran.

9 – Ford

 

El propio Henry Ford era un conocido antisemita y publicó una colección de artículos bajo el encantador título The International Jew: The World’s Foremost Problem (El judío internacional: el mayor problema del mundo). Incluso patrocinó su propio periódico que utilizada como herramienta propagandística, culpando a los judíos de la Primera Guerra Mundial y, en 1938, recibió la Gran Cruz del Águila alemana, la medalla nazi de mayor nivel concedida a ciudadanos extranjeros.

 

La operación alemana de Ford produjo una tercera parte de los camiones militares utilizados por el ejército alemán durante la guerra, realizando mucho del trabajo los prisioneros. Lo que resulta aún más sorprendente es que Ford haya forzado a trabajar a mano de obra apenas en 1940, cuando el brazo americano de la compañía aún tenía pleno control.

8 – Randon House

You may not have heard of Bertelsmann A.G. but you will have heard of the books published by its many subsidiaries, including Random House, Bantam Books and Doubleday. During Nazi rule, Bertelsmann published propaganda and Nazi literature such as “Sterilization and Euthanasia: A Contribution to Applied Christian Ethics.” They even published works by Will Vesper, who had given a rousing speech at the book-burning in 1933. Random House courted Nazi controversy again in 1997 when they added, “a person who is fanatically dedicated to or seeks to control a specified activity, practice, etc.” to the Webster’s dictionary definition of Nazi, prompting the Anti-Defamation League to say that it “trivializes and denies the murderous intent and actions of the Nazi regime.”

 

 

 

7 – Kodak

Cuando se piensa en Kodak, se imaginan fotos familiares y recuerdos capturados en una película, pero lo que hay que tener en cuenta es la mano de obra esclava que la filial alemana de la empresa utilizó durante la Segunda Guerra Mundial. Las filiales de Kodak en países europeos neutrales hicieron grandes negocios con los nazis, proporcionándoles tanto mercado para sus productos como valiosa divisa extranjera. La filial portuguesa incluso envió sus beneficios a la de La Haya, que estaba ocupada por los nazis en aquel momento. Además, esta empresa no solamente hacía cámaras, diversificaron el negocio y producían gatillos, detonadores y otros artículos militares para los alemanes.

6 – Coca-Cola

 

Fanta es una bebida con sabor a naranja que originariamente fue diseñada específicamente para los nazis. Es cierto, los ingredientes para la cola que dan su nombre a la marca eran difíciles de importar, por lo que el director de operaciones alemán de Coca Cola, Max Keith, propuso una nueva bebida que se pudiera realizar con los ingredientes disponibles.

 

En 1941, Fanta se estrenó en el mercado alemán. El propio Max Keith no era nazi, pero sus esfuerzos por mantener viva la actividad de Coca-Cola durante la guerra hicieron que la compañía se embolsara importantes beneficios y que pudiera volver a distribuir coca cola a los militares americanos que se encontraban en Europa tan pronto como acabó la guerra.

5 – Allianz

 

Allianz es la duodécima mayor empresa de servicios financieros del mundo. Fundada en Alemania en 1890, no resulta sorprendente que fueran la mayor aseguradora alemana cuando los nazis llegaron al poder. Como tal, enseguida se implicó en el régimen nazi. Su consejero delegado, Kurt Schmitt, también era el Ministro de Economía de Hitler, y la compañía aseguró las instalaciones y personal de Auschwitz. Su director general estaba al frente de la política que pagó al estado nazi en lugar de a los beneficiarios de los judíos afectados por la noche de los cristales rotos. Además, la empresa trabajó estrechamente con el gobierno nazi para localizar las pólizas de seguro de los judíos alemanes enviados a los campos de la muerte y, durante la guerra, aseguró las propiedades de las que despojaron a esos mismos judíos en nombre de los nazis.

4 – Novartis

 

Bayer, aunque conocida por sus orígenes como una subdivisión del productor que fabricó el gas Zyklon B gas utilizado en las cámaras de gas nazis, no es la única empresa farmacéutica con esqueletos en el armario. Las empresas químicas suizas Ciba y Sandoz se fusionaron para constituir Novartis, más conocida por su famoso fármaco, Ritalin. En 1933, la filial berlinesa de Ciba despidió a todo el consejo de administración y lo sustituyó por personal ario más «aceptable». Entretanto, Sandoz estaba ocupada haciendo lo mismo con su presidente. Las empresas produjeron tintes, fármacos y productos químicos para los nazis durante la guerra. Novartis confesó su culpabilidad e intentó corregirlo como otras compañías cómplices aportando 15 millones de dólares a un fondo suizo de compensación a las víctimas de los nazis.

3 – Nestlé

En 2000, Nestlé aportó más de 14,5 millones de dólares a un fondo para intentar afrontar las reclamaciones por la mano de obra esclava que presentaron los supervivientes del holocausto y organizaciones judías. La empresa ha admitido que compró una compañía en 1947 que utilizó mano de obra forzosa durante la guerra y también ha declarado que «también es cierto o se puede asumir que algunas empresas del grupo Nestlé con actividad en países controlados por el régimen del Nacional Socialismo (nazismo) tenían trabajadores esclavizados». Nestlé contribuyó a la financiación del partido nazi en Suiza en 1939 y acabó ganando un contrato muy lucrativo, siendo el suministrador de todo el chocolate del ejército alemán durante la Segunda Guerra Mundial.

2 – BMW

BMW ha admitido que utilizó hasta 30.000 trabajadores forzados durante la guerra. Estos prisioneros de guerra, trabajadores esclavos y presos de los campos de concentración, produjeron los motores para la Luftwaffe y fueron obligados a ayudar al régimen a defenderse de aquellos que estaban intentando salvarles. BMW centrada únicamente en aviones y motocicletas durante la guerra, no tenía otra pretensión que ser el proveedor de la maquinaria de guerra de los nazis.

1 – General Electric

 

En 1946 General Electric recibió una multa por parte del gobierno estadounidense por sus nefastas actividades durante la guerra. En colaboración con Krupp, una empresa productora alemana, General Electric de forma intencionada y artificial subió el precio del carburo de wolframio, un material de vital importancia para los metales de la maquinaria necesaria para la guerra. Aunque solo le impusieron una multa de 36.000 en total, General Electric ganó entorno a 1,5 millones de dólares de esta estafa solo en 1936, obstaculizando el esfuerzo por ganar la guerra y aumentando el coste para derrotar a los nazis. GE también compró acciones de Siemens antes de que estallase la guerra, convirtiéndose en cómplice del uso de mano de obra esclava para construir las mismas cámaras de gas donde muchos de los trabajadores afectados fallecieron.

(El original de este artículo está en inglés y es de Business Pundit. Traducido y publicado por Euribor.es)

 

Segredos judaicos no berço do conquistador do Brasil

Belmonte é uma vila cheia de história e tradição, situada no Monte da Esperança, no vale conhecido por Cova da Beira, na margem esquerda do rio Zêzere.
Por aqui andaram os romanos, que deixaram marcas espalhadas por todo o concelho. Até ao reinado de D. Dinis, foi um importante ponto militar, já que a fronteira com o reino de Leão lhe passava bem perto. Depois de envolvida em lutas com Castela, D. João I assume a tutela da vila e nomeia Luís Álvares Cabral alcaide do castelo, título que será concedido hereditariamente aos primogénitos da família. Um destes, Pedro Álvares Cabral, que descobriu o Brasil, deverá ter nascido nesta imponente fortaleza.
Mas a vila de Belmonte é também conhecida internacionalmente por albergar uma importante comunidade judaica, identificada no início do século XX. Desde os tempos da Inquisição que esta continuou a passar oralmente, de geração em geração (através do elemento feminino), as antigas tradições judaicas. Sem qualquer contacto com outros grupos hebraicos até 1974, acredita-se que é a última comunidade de origem cripto-judaica a sobreviver, enquanto tal, em toda a Europa. Um património cultural que hoje se pode descobrir no Museu Judaico da vila, o primeiro criado em Portugal. (Jornal Oje)

Museu Judaico de Belmonte

 

O Museu pretende ser um singular espaço pedagógico-didáctico sobre o Judaísmo e a cultura do povo judeu, cumprindo uma missão educativa. Fundamentalmente, ilustra a história dos judeus portugueses e as suas vicissitudes históricas; a sua integração na sociedade portuguesa e o seu contributo na cultura, arte, literatura, comércio e ofícios; e ainda a cultura e religião dos judeus, os seus rituais e costumes, na sinagoga e em casa. A história dos cristãos-novos, e a sua persistência religiosa judaica através dos séculos, será desenvolvida, integrada num espaço reservado à vida quotidiana. Outros espaços serão reservados para as suas actividades profissionais, comércio e artesanato: mercadores, ferreiros, carpinteiros, latoeiros, ourives, remendadores de pratos, etc. A evocação do passado assume-se muito relevante, como informação para as gerações actuais e futuras. Concretiza-se um projecto de musealização com mais de uma centena de peças originais (para lá de outras), da Idade Média e dos séculos XV, XVI, XVII, XVIII, XIX e XX, peças genuínas que foram utilizadas por judeus, cristãos-novos e seus descendentes, nos seus actos religiosos, na sua vida quotidiana e nas suas profissões.

UMA VISITA A TERRA DOS CRIPTO-JUDEUS EM PORTUGAL

por  Elias Knobel
Em 1925 Samuel Schwarz encontra numa antiga sinagoga da região de Belmonte, uma pedra com inscrição de um versículo bíblico que corresponde a data de 1297 e publica o livro: “Os cristão-novos em Portugal no século XX” que teve uma versão em inglês, sendo assim divulgada para o mundo afora

No caminho para a tão aguardada Belmonte tivemos a primeira surpresa quando nos deparamos com uma cidade chamada Tomar. A visita a essa cidade não estava inicialmente planejada mas aproveitamos o momento para conhecê-la, pois sabíamos da existência de um monumento, tombado pela UNESCO, o Convento dos Templários. Caminhando pelas ruelas desta pequena cidade, para nossa surpresa vimos uma placa indicando à direção de uma sinagoga e atraídos pela inesperada curiosidade para lá nos dirigimos. Uma pequena casa utilizada até pouco tempo para fins comerciais, constituía a sinagoga de Tomar, provavelmente o mais antigo templo judaico de estilo gótico de Portugal .

Foi uma sensação agradável acompanhada de uma enorme emoção, visitar este templo,que foi adquirido e recuperado pelo mesmo engenheiro Samuel Schwarz. Um ambiente pequeno e discreto onde se destacavam quatro colunas, que representavam uma homenagem às quatro matriarcas de Israel: Sara, Rebeca, Raquel e Lia.