A misteriosa morte do jornalista Sérgio Rubim, o “Mosquito”

Esta denúncia é de dezembro de 2011:

Blogueiro que denunciou estupro envolvendo filho do diretor da RBS foi encontrado morto

A quem interessava a morte de Mosquito?
A quem interessava a morte de Mosquito?

 

Esse “filho” estuprador cresceu, e hoje deve ser um dos diretores da RBS.

Empresa jornalística – como herança – pode cair nas mãos de pessoas maléficas. A condenação do monopólio dos meios vai além do abuso econômico, ou formação do pensamento único. Temos que combater qualquer possibilidade de assédio nas redações.

Mosquito foi o blogueiro mais incisivo nas denúncias sobre o caso de estupro envolvendo o filho do dono da poderosa RBS, afiliada da TV Globo. Um escandaloso e horrendo crime que aconteceu na residência da ex-esposa de um delegado de polícia.

A quem interessava a morte de “”Mosquito”?

A pergunta é do colunista Luís Soares.

O jornalista Sérgio Rubim lembrou que  Amilton Alexandre, titular do blog Tijoladas do Mosquito, um “fenômeno incrível em termos de mobilização de opiniões, se transformou em porta-voz da grande maioria das pessoas revoltadas com os crime cometidos por políticos, desembargadores, agentes do Ministério Público, juízes e conselheiros do Tribunal de Contas que eram incessantemente denunciados e escrachados no Tijoladas do Mosquito”.

Além de defini-lo como “agitador cultural”, em sua nota de pesar, o Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina lembrou que Mosquito atuou na Novembrada, durante a ditadura militar e mencionou que “a sociedade perde um defensor da democracia e da cidade e fica mais pobre com a saída de cena de um importante personagem da sua história”.

 

Dilma: “Onde estão os corruptos da compra da reeleição, do metrô, da pasta rosa? Todos soltos!”

Luscar
Luscar

 

Quando Aécio Neves botou o pé no palácio do governo começou um reinado de terror e corrupção em Minas Gerais.

Quem denunciasse ou fiscalizasse os desmandos era perseguido, espancado, preso ou morto.

Era um estado acéfalo, o governador sempre em férias no Rio e no exterior,  e no seu lugar ficava a mana Andréa Neves pintando o sete, que Aécio estonteado não conseguia fazer um quatro com as pernas. Foi assim que perdeu a carteira de motorista vencida. Tinha uma de policial dos tempos da ditadura militar, dizem.

Um poderoso capo tucano, que teve revelado o trabalho escravo em seus latifúndios, ordenou a chacina de Unaí. Não é atoa que Minas foi o estado que mais matou jornalistas em 2013. Nas suas masmorras, desde janeiro, continua preso Marco Aurélio Carone.

Um coronel da Casa Militar fez uma estudante de jornalismo, adolescente, se ajoelhar com um cano de revólver encostado na cabeça, durante uma solenidade com a presença de Aécio. A jovem (pasme!), estagiária da TV dirigida por Andréa, estava no exercício da profissão.

 

Quinta-feira última, os jornalistas mineiros assinaram um Manifesto de Alerta ao Brasil.

Que tem a dizer a imprensa vendida, o executivo, o legislativo, o judiciário das denúncias de Dilma Rousseff?

A fala da Presidente, no debate da SBT, cara a cara com Aécio, ecoou como um grito de liberdade. (T.A.)

Bira
Bira

 

Dilma: Aécio, você não está acima de qualquer suspeita

 

No debate do SBT, a Presidenta lembrou temas como Lei Seca, aeroporto em Cláudio, nepotismo, entre outras denuncias

Em debate promovido pelo SBT, nesta quinta-feira (16), a Presidenta Dilma Rousseff enfrentou o tucano Aécio Neves. A petista destacou a não punição de crimes cometidos em governos do PSDB, além de lembrar das denuncias contra o mineiro, como o aeroporto construído em Claudio. (Paulo Henrique Amorim)

Abaixo, frases da Presidenta:

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TERCEIRO E ÚLTIMO BLOCO

Candidato, todos os anos 40 mil pessoas morrem por acidentes de trânsito. Muitos por conta de motoristas dirigindo embreagados ou drogados. Queria saber o que acha e como vê a Lei Seca e se todo cidadão que for solicitado deve se dispor a fazer exame de alcool e droga?

Neste momento, Aécio lembrou do episódio em que esteve envolvido em 2011, quando teve a habilitação apreendida no Rio de Janeiro.

Candidato, eu acho a Lei Seca muito importante para o país e o senhor está tentando diminui-la

Ninguém pode dirigir nem drogado nem bêbado. Eu não faço isso e isso afeta a todos os brasileiros.

A lei seca trouxe um bem..

Eu sancionei a Lei Seca. Quero saber o que o sr. acha que todos os cidadãos devem se dispor a fazer exame de álcool e drogas

Eu acho que ninguém deve sair impune por dirigir drogado ou embriagado, porque disso depende a vida de nossos jovens

Se o sr. tiver o mínimo de discernimento, vai reconhecer q seu governo não gastou o mínimo necessário com saúde e educação

O governo do sr deixou de investir R$ 8 milhões na saúde e R$ 7,6 bilhões na educação. O sr. não responde isso

O sr foi obrigado a assinar um Termo de Ajustamento de Gestão pq não cumpriram os investimentos em saúde e educação

Como o sr. acha que pode sentar aqui e se furtar a explicar o porquê teve de assinar um Termo de Ajustamento de Gestão

Dilma lembra o caso do desaparecimento de documentos que comprovam a má gestão de Aécio do site do TCE-MG.

Temos que saber como o aeroporto de Claudio foi construído dentro da fazenda do seu tio

Ao mesmo tempo que outro aeroporto, o de Montezuma, foi construído nas mesmas condições

Eu teria muita honra de ser candidata pelo governo de Minas. Gosto muito do estado e da cidade de BH, onde nasci

No caso de Claudio, o senhor deve explicação, porque o senhor construiu dentro de uma propriedade e a chave estava com um parente seu

Nós não podemos mais tolerar o uso de bens públicos para privilegiar alguns, como o senhor (Aécio) fez no caso do aeroporto pra sua família..

aerporto

Candidato, o senhor manipula as palavras. Todos temos que aceitar que somos iguais perante a lei.

Ninguém está acima de qualquer coisa.

Temos que provar a cada dia que temos respeito pela vida pública, que não mexemos com a coisa pública em beneficio nossos, de parentes nossos.

O dinheiro é coisa pública. Ninguém pode tergiversar sobre isso

Você não é um cidadão acima de qualquer suspeita..

Ao contrário do que ocorria no passado, quando governos de elite só viam só as elites, o meu governo olha para o povo.

Nós saímos da crise garantindo emprego, garantindo renda e trabalhando para que o nosso país esteja cada vez melhor.

Reeleita, eu quero garantir saúde e qualidade na educação para todos os brasileiros.

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SEGUNDO BLOCO

O ex-diretor da Petrobras afirmou ao MPF que o PSDB recebeu propina para esvaziar uma CPI

Como Aécio explica a denúncia de seu partido, o PSDB, ter recebido propina para barrar uma CPI?

Candidato, o senhor tem dois pesos e duas medidas. Eu, sem nenhum constrangimento, investigarei tudo e todos

O senhor gosta de culpar todos, mas quando chega no presidente do seu partido, você fala que tem que investigar o PT.

Tem que investigar todos, candidato, e não como vocês faziam.

Eu não engaveto, não transfiro delegados para impedir investigação, não varro para debaixo do tapete, como vocês faziam m

Minas engavetava, na sua época, todos os processos. Vocês não deixavam nada ser investigado

Quando um delegado chegava perto de uma investigação na epóca de vocês (PSDB), vocês mandavam a investigação parar imediatamente.

corrupção polícia

Nós temos tido um empenho imenso na melhoria da segurança pública. Isso é, também, uma prioridade do meu governo.

O único governo que fez uma política eficiente de combate à violência contra os jovens, foi o meu governo

As forças de segurança atuaram conjuntamente nas nossas fronteiras

Nós fizemos o “Crack, é possível vencer”, que dá suporte à família e às vítimas

O senhor está mal informado, Aécio. Gastamos 17 bilhões em segurança pública.

Nós tivemos uma política exitosa na Copa de atuação conjunta das polícias e das forças de segurança

Inserimos a União na questão da segurança pública

Considero que é muito importante assumir um papel na segurança pública, que hoje é atribuição só dos estados. .

Eu acredito que você, de fato, não tenha muito conhecimento. Você não sabe onde está o metrô e ele está sendo feito pelo seu aliado, o prefeito

Estamos fazendo nove metrôs no Brasil

Gastamos R$ 143 milhões

Tem 13 VLTs no Brasil inteiro

Era bom o senhor passear pelo Brasil. Tem metrô construido em Fortaleza, no Rio de Janeiro. Enquanto vocês foram governo, vocês não investiram em mobilidade urbana

O senhor quer se apropriar de meus programas sociais.

Vocês fizeram Bolsa Família para cinco milhões. Nós fizemos para 50 milhões.

O sr. fala que vocês fizeram Bolsa Família pra cinco milhões de famílias? Pensa bem. Vocês não fizeram

bolsa

O sr. está confundindo, deliberadamente, todas as obras de mobilidade. O sr. sabe que as obras acontecem em parceria

O senhor tem que se informar melhor. As obras estão andando

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PRIMEIRO BLOCO

Sou defensora de um modelo de um governo de um Brasil que emprega, ao contrário do que desemprega, um Brasil governado para todos contra um Brasil que não er governado para todos.

Faço parte de um projeto que construiu bases para um Brasil moderno, inclusivo e competitivo, em que a educação estará no centro de tudo.

Um projeto que quer levar avante segurança, saúde e transporte de qualidade.

Candidato, em relação a tudo o que está acontecendo na Petrobras, a PF que foi levada a investigar tem autonomia

Onde estão os corruptos da compra da reeleição, do metrô, da pasta rosa? Todos soltos!

Pela 1ª vez, vamos ter combate consistente à corrupção e pelo fim da impunidade

Quando a gente pergunta sobre os recursos passados às rádios e a um jornal mineiro que você tem em MG, não há transparência

A diferença entre mim e você, Aécio, é que eu investigo

Vocês engavetam, escondem para baixo do tapete. No caso da Pasta Rosa, vocês transferiram o delegado

Vocês foram contra o ProUni e as Escolas Técnicas. Por que vocês foram contra o Enem?

Aécio, se você gosta tanto dos nossos programas sociais, por que não fez quando era governo?

No caso do Trensalão, a justiça da Suíça mandou as provas para o Brasil e vocês estão sendo investigados

Candidato, eu vou dar um esclarecimento: não houve nenhuma acusação à Erenice Guerra que não seja similar à sua de nepotismo

Sobre a inflação, existe uma tentativa de criar um cenário de “quanto pior, melhor

Vocês tentaram espalhar o terror na Copa, dizendo que ia dar tudo errado. E não deu

A seca é passageira, mas não é passageira quando falta planejamento, como em São Paulo

Son
Son

Candidato, vocês não podem falar de emprego, pois entregaram o país com mais de 11 milhões de desempregados

Eu não vou combater a inflação com os seus métodos: desempregando, arrochando salário e não investindo

indignados cortes

Eu gostaria de saber se o senhor (Aécio) realmente nunca empregou parentes em seus governos?

Aécio respondeu que a irmã, Andrea Neves, trabalhou em serviço de voluntáriado, sem receber nada.

O nepotismo é uma decisão do STF. Toda a sociedade brasileira sabe que dentro do governo federal e do estado não pode ter família

Sua irmã era responsável por toda a verba destinada à publicidade, que foi para as rádios e os jornais que vocês têm em Minas

 

 

Brasil. Cinco profissionais de imprensa assassinados neste mês. Algo precisa ser feito

por Jacqueline Patrocinio

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No mês de fevereiro deste ano, ao menos cinco profissionais de imprensa foram mortos: o cinegrafista Santiago Andrade, da Band; o radialista Edy Wilson da Silva Dias, da Rádio Explosão Jovem (ES); Pedro Talma, dono do jornal Panorama Regional (RJ); o também cinegrafista José Lacerda da Silva, da TV Cabo Mossoró (RN) e Carlos Dias, locutor da Rádio Juventude (RN). Desses casos, quatro mortes ainda não foram esclarecidas e podem ter relação com o exercício da profissão. 

De acordo com levantamento da organização internacional Repórteres sem Fronteiras, o Brasil tornou-se o país mais perigoso das Américas para jornalistas. Diante de um quadro tão grave, o Comunique-se entrou em contato com entidades jornalísticas e fez a pergunta que não quer calar: O que precisa ser feito? Como as organizações se movimentam para combater a violência e como cobram ações das autoridades?

Para a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), combater a impunidade é um excelente começo. De acordo com o secretário-executivo da instituição, Guilherme Alpendre, o trabalho da entidade é “manter aceso o debate sobre questões de segurança tanto na imprensa quanto em instâncias governamentais que têm mandato para obrigar ao cumprimento de medidas de proteção”.

A vice-presidente da Federação Nacional do Jornalistas (Fenaj), Maria José Braga, defende a criação de uma política pública específica para garantir a integridade física dos jornalistas e demais trabalhadores da comunicação. Como exemplo, ela cita o “estabelecimento de normas para a atuação das polícias em manifestações públicas”. No mesmo âmbito tem trabalhado a Associação Nacional dos Jornais (ANJ), segundo seu diretor, Ricardo Pedreira, que pretende estuda a possibilidade da criação, junto ao Congresso, de um protocolo padrão de atuação para os agentes em atos públicos. 

Com o objetivo de promover práticas para colaborar com a segurança de seus associados, a Abraji já apoiou treinamentos de jornalistas nesse sentido, assim como a ANJ cogita a recomendação de cursos para os veículos que representa, que somam mais de 90 por cento da circulação brasileira de jornais.

Após denúncias públicas com envio de documentos, a Fenaj conseguiu com a , a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República criasse um grupo de trabalho para estudar possíveis medidas de combate à violência contra jornalistas, que agora está em fase de finalizar seu relatório. Dentre os temas propostos pela Federação, estão a obrigatoriedade do fornecimento de equipamentos de proteção individual e um seguro de vida diferenciado para profissionais que são submetidos a situações de risco. 

Em busca de apoio junto às autoridades, Pedreira afirma que uma comissão da ANJ já esteve reunida duas vezes com o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo (PT), nos últimos 15 dias. Atualmente, a Abraji trabalha na realização de um guia de segurança para jornalistas que desejam cobrir manifestações no Brasil e, para desencorajar novos crimes, a entidade torna públicas agressões e homicídios, contribuindo para maior visibilidade do dos ameaçado. 

Ciente das responsabilidades dos empregadores, a Fenaj afirma que está cobrando há muito tempo, desde a morte de Tim Lopes, medidas para mitigar riscos, elaborando uma logística para proteger o profissional. No entanto, de acordo com a organização, “até hoje nada foi feito ou foi feito muito pouco, tão pouco que nós nem mesmo sabemos”.

Todas as instituições consultadas concordam na importância da severidade da Justiça para combater a impunidade. “Se os criminosos, executores e mandantes, forem identificados e punidos, haverá certamente uma diminuição do número de casos”, argumenta Maria José.

 

 

 

Após assassinato de jornalistas, policiais são suspeitos de ameaçar testemunhas

Ao menos seis policiais militares estão sendo acusado por suspeita de ameaça a testemunha de um dos 14 casos apurados pelo Departamento de Investigação de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), em Ipatinga, no Vale do Aço. O caso começou após o assassinato dos jornalistas Rodrigo Neto e Walgney Carvalho, no início deste ano.

Mortes de Carvalho (esq.) e Neto aconteceram este ano
Mortes de Carvalho (esq.) e Neto aconteceram este ano

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Policial é preso suspeito de envolvimento em assassinato de jornalista

De acordo com o portal O Tempo, os PM’s ainda estão sendo acusado de coagir repórteres que estavam cobrindo o assunto durante audiência de instrução na ação contra o cabo Victor Andrade. O PM foi preso em abril acusado pela morte de Cleidson Mendes do Nascimento, 26, conhecido como Cabeça, em 2011.

Os militares investigados são testemunhas de defesa do cabo Victor. O Tempo informa que a investigação sobre as ameaças estão sendo realizadas pela 12ª Região da PM – responsável por Ipatinga – a pedido do Ministério Público de Minas. “Depois da morte do Cleidson, emagreci muito e mudei a cor do cabelo. Passaram de carro em frente à minha casa e disseram que eu mudei de cara, mas não de endereço”, contou a testemunha, que já teria deixado a cidade de Ipatinga.

Os casos
O jornalista Rodrigo Neto, de 38 anos, foi assassinado na noite de quinta-feira, 7 de março, por volta das 23h em Ipatinga (MG). Ele era repórter policial e co-apresentador do programa ‘Plantão Policial’, transmitido de segunda a sábado, das 12h35 às 14h, pela Rádio Vanguarda (1170 AM). Ele também escrevia para o jornal local ‘Vale do Aço’. Na época, colegas do profissional informaram ao Comunique-se que o crime ocorreu em frente ao bar conhecido como “Churrasquinho do Baiano”. Neto saiu do estabelecimento e estava entrando em seu carro, quando foi abordado por dois homens em uma moto, que começaram a disparar armas de fogo. Um dos tiros atingiu a cabeça do jornalista e outro, o peito. O radialista foi levado com vida para o Hospital Municipal de Ipatinga, porém não resistiu aos ferimentos.

Trinta e sete dias depois da execução do jornalista policial Rodrigo Neto, o repórter fotográfico Walgney Assis Carvalho, de 43 anos, foi assassinado. O crime aconteceu na noite de domingo, 14 de abril, por volta das 22h30, no bairro de São Vicente, em Coronel Fabriciano, na região do Vale do Aço mineiro. Neto e Carvalho trabalharam juntos em um jornal impresso da região. O profissional estava em um pesque-pague quando um homem em uma moto se aproximou, pelos fundos do estabelecimento, e disparou contra Carvalho. Um tiro atingiu a cabeça e outro, a axila. Ele morreu na hora, sem chance de ser socorrido. Freelancer do jornal local Vale do Aço, Carvalho também fazia trabalhos fotográficos para a perícia da Polícia Civil da região. Ele fez reportagens em parceria com Rodrigo Neto, jornalista policial assassinado no dia 8 de março, que além do impresso, atuava na Rádio Vanguarda (1170 AM), como co-apresentador do programa ‘Plantão Policial’. In Comunique-se.

Encontraram os assassinos do jornalista Eduardo Carvalho?

Brasil assassinou, na contagem de várias ONGs, onze jornalistas em 2012. E mais dois exilados, um preso, e vários ameaçados de morte, e outros mais censurados, baleados e espancados. Jornalismo no Brasil é profissão de risco. E fica o alerta para quem faz censura judicial: os que assediam jornalistas são os mesmos corruptos que matam juízes.

Escreve Sylma Líma: O jornalista, policial aposentado e proprietário do site UH NEWS, Eduardo Carvalho foi executado na noite de 21 de novembro último em frente a sua residência, no Bairro Giocondo Orsi, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

Carvalho chegou em casa por volta das 22:40h acompanhado da esposa no veículo da família, um Ford Fusion; enquanto a esposa estacionava o carro, ele foi recolher para garagem a sua motocicleta Kasinski que era seu meio de transporte preferido por não gostar de dirigir. Neste momento Eduardo foi surpreendido por dois homens em uma motocicleta, que o atingiram com três tiros: um acima do umbigo, um no quadril direito e outro abaixo da axila direita.

 

Foto: UHNews.Foto: UHNews.

 

Infelizmente Eduardo não resistiu aos ferimentos e morreu antes mesmo de uma equipe de socorro chegar ao local. A esposa de Carvalhinho tentou reagir utilizando a arma do marido, mas ao tentar atirar verificou que a pistola calibre 380 estava sem munição. O diretor do UH NEWS tinha licença para andar armado por temer por sua vida, devido a uma tentativa de assassinato sofrida por ele.

Os bandidos deixaram cair no local o carregador com sete munições de calibre 45 usado no assassinato. O carregador foi encontrado na rua, próximo ao local do crime pela polícia.

Eduardo Carvalho tinha 51 anos e deixou a mulher e três filhas. Autor de matérias da coluna Caso de Polícia no site UH NEWS, costumava levantar temas polêmicos e por vezes criando desafetos escrevendo sobre bastidores da política e reportagens investigativas.