Tocaia mata jornalista no Ceará

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Brejo Santo. O radialista Patrício Oliveira, 39, foi morto a tiros na tarde de ontem, neste município (a 501 Km de Fortaleza). O comunicador tinha acabado de sair da rádio Sul Cearense AM, onde trabalhava como repórter policial, quando foi surpreendido por um homem em uma motocicleta a poucos metros da Igreja Matriz de Brejo Santo. Uma mulher que estava na garupa da moto pilotada pela vítima também se feriu e está internada no Hospital Geral de Brejo Santo.
Conforme a Polícia, o radialista transitava pela Rua Coronel Ferraz em uma moto quando foi surpreendido pelo criminoso que estava em outra motocicleta. O acusado emparelhou com a moto em que Patrício estava e efetuou vários disparos.

Ao ser baleado, o comunicador perdeu o controle da motocicleta e caiu. Ele permaneceu no local até a chegada de uma viatura da Polícia Militar (PM). Os policiais levaram Patrício ao hospital, mas ele já chegou morto na unidade de saúde. Conforme a equipe médica que tentou reanimar o comunicador, foram encontradas três perfurações no corpo da vítima, sendo duas na região do pescoço e uma na face.

AMEAÇAS

O radialista Patrício Oliveira foi morto no Centro da Cidade, quando trafegava em uma moto
O radialista Patrício Oliveira foi morto no Centro da Cidade, quando trafegava em uma moto

A reportagem apurou que, há alguns dias, o comunicador revelou a policiais que vinha sendo ameaçado de morte, por meio de ligações telefônicas, por pessoas supostamente envolvidas em ações delituosas e que já tinham sido citadas por ele durante as participações que fazia na emissora em que trabalhava.

A morte do comunicador, que era visto como uma pessoa pacata e trabalhadora, chocou a cidade de Brejo Santo. “Ninguém esperava por uma tragédia como essa. Ele havia acabado de sair da emissora após apresentar o programa. Uma ouvinte da rádio, que mora perto do local onde o crime ocorreu, telefonou pra emissora pra avisar sobre o que havia acontecido. A cidade inteira está sem acreditar”, disse a diretora da rádio Sul Cearense, Anadeis Nunes.

O corpo do radialista Patrício Oliveira foi levado do necrotério do Hospital Geral de Brejo Santo para a sede da Perícia Forense (Pefoce), de Juazeiro do Norte, onde será necropsiado.

REPÚDIO

Representantes da Associação Cearense de Emissoras de Rádio e Televisão (Acert) e da Associação Cearense de Imprensa (ACI) repudiaram a agressão contra o radialista e afirmaram que acompanharão as investigações sobre o caso.

image crime jornalista

repúdio 1

Excelente cobertura jornalística do Diário do Nordeste. Que teve a colaboração de Roberto Crispim.

Pelo noticiário, parece que a polícia demorou em socorrer a vítima. Por que a polícia?

 

Risco mortal: o Jornalismo Investigativo em um país que não é sério

 Ilustração Fadi Abou Hassan
Ilustração Fadi Abou Hassan

Tramita no Congresso um projeto de lei para a federalização das investigações destinadas a apurar assassinatos  de jornalistas. Também urge que sejam incluídas as ameaças de morte. É longa a lista de jornalistas com mortes anunciadas, e as polícias estaduais nem aí.

Com coragem e idealismo, jornalistas investigam os crimes dos poderosos. Monize Taniguti afirma:  “O jornalista deve ser ousado, mas precisa ter cautela, paciência e também contar com a sorte. Quem escolhe este tipo de jornalismo sabe que fará inimigos, pois sempre ocorrem denúncias que atingem pessoas poderosas, com dinheiro e disposta a tudo para que seu ‘negócio’ não seja desvendado”.

A jornalista Leniza Krauss foi ameaçada porque não aceitou a informação policial de que uma morte por degolamento fosse considerada um suicídio. Caso de Geralda Guabiraba na Pedra da Macumba, em São Paulo.

Esse “contar com a sorte” não devia existir em um país verdadeiramente democrático, onde existissem livres da corrupção os poderes legislativo, executivo e judiciário.

A justiça devia sair do seu encastelamento, não pactuar, pelo imobilismo, ou o silêncio cúmplice, com os corruptos. As denúncias do jornalismo investigativo precisam ser levados a sério. Jornalista não guarda informações. Jornalista divulga o que sabe. O assassinato de jornalista é uma forma de censura. A solução final da censura.

Acho um absurdo esperar que o jornalista seja assassinado, para se investigar os autores do crime, que sempre tem policiais envolvidos ou ex-policiais. Muitas vezes investiga-se a morte de um jornalista, e esquecem as reportagens que motivaram o trucidamento.

A morte do jornalista Décio Sá mapeou todos os tipos de bandidagem, de assalto aos cofres públicos do Maranhão: assassinatos, agiotagem, desvio de verbas da saúde, da educação, compra de votos, extorsão, estelionato, sonegação, tráfico de moedas, pistolagem, prostituição etc, e vai tudo terminar no deixar para lá, não estou fazendo nada.

MORTE DE JORNALISTA: FEDERALIZAR APURAÇÃO

Por João Baptista Herkenhoff, professor da Faculdade Estácio de Sá (ES).

Setores da opinião pública estão pedindo a federalização das investigações destinadas a apurar o assassinato do jornalista Décio Sá, morto a tiros no dia 23 de abril passado, quando estava num bar, em São Luís, após ter deixado a redação do jornal O Estado do Maranhão.

A federalização da competência para julgamento dos crimes contra os direitos humanos está inserida num sistema de cooperação de competências jurisdicionais desencadeada em determinadas situações, quando as instâncias de poder dos entes subnacionais (Estados e Distrito Federal) se revelam insuficientes para cumprir os objetivos inscritos na Constituição Federal. (Simone Schreiber e Flávio Dino de Castro e Costa).

Aqueles que, no campo doutrinário, opõem-se ao deslocamento de competência afirmam que a medida seria desnecessária porque existem na Constituiçãomecanismos que atenderiam os fins colimados: cooperação da Polícia Federal nas investigações; desaforamento na hipótese de suspeição sobre a imparcialidade do júri; intervenção federal no Estado-membro. Parece-lhes que este instituto fere princípios jurídicos relevantes: o do pacto federativo; o do juiz natural; o da legalidade; o que proíbe o pré-julgamento.

A meu ver as objeções não procedem.

A cooperação da Polícia Federal nas investigações é muito mais limitada do que o deslocamento da

competência jurisdicional. O desaforamento do júri tem a ver apenas com a suspeição em nível territorial. A intervenção federal é muito mais ampla do que o simples deslocamento de competência numa hipótese singular. Apelar para a intervenção federal seria, simbolicamente, buscar a UTI quando o pronto-socorro é suficiente.

O deslocamento de competência não despreza o pacto federativo. Se na transgressão aos direitos humanos é o Brasil, como Estado soberano, que responde perante as Cortes Internacionais, não pode a União quedar-se inerte diante da responsabilidade de assegurar o império interno desses direitos.

O princípio do juiz natural só é rompido quando o órgão acusador escolhe o juízo para a tramitação da causa. Na hipótese em discussão, desloca-se apenas a competência para a Justiça Federal, que não é um tribunal de exceção.

Não me parece também que o deslocamento de competência induza a um pré-julgamento. Quando o procurador-geral pleiteia e o STJ defere o deslocamento de competência, não estão eles pronunciando um juízo de culpabilidade. Estão somente reconhecendo que se encontram, em tese, diante de uma grave violação dos direitos humanos e que o ente subnacional (Estado federado) revela-se insuficiente para o provimento judicial neutro, insuspeito, merecedor da mais absoluta confiança da sociedade.

 (Publicado em JusBrasil)

Acusados de executar o jornalista Paulo Rocaro circulam livremente

Toda morte de jornalista sempre tem a participação de policiais e/ou ex-policiais. Esta a razão de federalizar a investigação e julgamento dos assassinos. São crimes  de repercussão internacional, e que mancham o nome do Brasil, e assinalam que não temos um regime verdadeiramente democrático.

Relata o Portal da Imprensa:

Moradores de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, afirmam ter visto recentemente os acusados pela morte do jornalista Paulo Rocaro na cidade. No dia 12 de fevereiro de 2012, a mando do empresário Claudio Rodrigues de Souza, o Claudinho “Meia Água”, os contratados Hugo Stancatti Ferreira da Silva e Luciano Rodrigues de Souza executaram Rocaro enquanto este dirigia em Ponta Porã (MS).

Leia também

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Assassinos de jornalista (foto) circulam livremente no Paraguai
De acordo com o Mídia Max News, as testemunhas contaram que Silva vinha circulando livremente pelas ruas da cidade paraguaia, mesmo tendo mandado de prisão expedido pela Justiça brasileira, por outros crimes. Já o outro acusado, Souza, esteve há poucos dias na residência de Claudinho “Meia Água”, em Ponta Porã, passando pelo município de Pedro Juan, até fugir para São Paulo, destino que outras fontes informam ser seu atual paradeiro.

O delegado Odorico Ribeiro de Mendonça e Mesquita, condutor do inquérito do assassinato de Rocaro, disse que a Polícia Civil de Ponta Porã ficou durante muito tempo à espreita, na tentativa de prender Silva.

Mesmo não tendo o mandado de prisão pela morte do jornalista, Mesquita contou com a possibilidade de deter o acusado por seu envolvimento em outros crimes, eventualmente fazendo-o confessar sua participação na morte de Rocaro. No entanto, Silva nunca saiu do território paraguaio e a polícia local também não mostrou interesse em prendê-lo.

Desembargador amigo de deputado acusado de pertencer à máfia que matou o jornalista Décio Sá

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por Thiago Bastos

O presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ), desembargador Antonio Guerreiro Júnior, negou ontem, em entrevista ao jornalista Roberto Fernandes, na Rádio Mirante AM, que o TJ esteja sendo moroso em relação ao pedido de autorização para a abertura de processo contra o deputado estadual Raimundo Cutrim. Ele informou que determinou a distribuição do documento, em caráter de urgência, com base em depoimentos prestados por envolvidos na morte do jornalista de O Estado e blogueiro Décio Sá. A abertura de processo contra o parlamentar depende de parecer do Poder Judiciário, já que, por estar em exercício de mandato, Cutrim desfruta de direitos garantidos por meio do foro privilegiado e, portanto, não poderia ser investigado.

Segundo Guerreiro Júnior, o procedimento contra Cutrim não ocorreu antes por inconsistência de informações contidas no material encaminhado pela polícia. “No momento em que recebemos o material da polícia, concluí que havia poucas informações ainda. Não havia consistência. Por isso, o TJ solicitou mais informações para que o documento pudesse ser distribuído. Quero deixar claro, também, que não tenho nada contra o deputado Cutrim. Trata-se de um amigo. No entanto, preciso seguir o que determina a lei”, disse o presidente do TJ, que informou que o relator do caso é o desembargador José Luiz Almeida.

O relator disse ontem a O Estado que, caso o documento encaminhado pela polícia, após leitura, comprove indícios de ligações do deputado Cutrim com envolvidos na morte de Décio Sá, existe chance de ser autorizada a abertura de processo contra o deputado. Caso isso ocorra, será aberta investigação preliminar contra Cutrim por meio da Polícia Civil, Ministério Público Estadual (MP) e Poder Judiciário, procedimento que antecederia a elaboração de ação penal contra o deputado. Antes da ação, um relatório parcial das apurações seria elaborado e, em seguida, encaminhado para o MP.

Análise – O desembargador José Luiz Almeida levantou a possibilidade de encaminhar a análise de abertura de processo contra Cutrim para outro integrante da Corte. “Pedi para que minha assessoria particular analise a causa, que chegou em minhas mãos na terça-feira [dia 23], que vai concluir se disponho de competência jurídica para ser o relator deste processo”, disse. Hoje, José Luiz Almeida, por meio de despacho, deverá anunciar se permanece como relator ou se renuncia à função. Caso o desembargador abra mão do cargo, neste caso será indicado um novo integrante da Corte. O mais cotado para assumir a vaga seria o também desembargador Raimundo Nonato de Sousa, mas, pelo fato de sua aposentadoria estar próxima, outro membro do TJ poderá ser designado à relatoria do processo.

Entrevistado pela TV Mirante, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Arnaldo Melo, disse que aguarda o parecer da Justiça sobre processo contra o deputado Raimundo Cutrim para, em seguida, encaminhar o caso à Comissão de Ética da Casa. “Somente após o pronunciamento da Justiça é que a Assembleia tomará as devidas providências”, disse.

Mais

18 de abril foi o dia em que o presidente do TJ, desembargador Guerreiro Júnior, encaminhou a distribuição do processo contra o deputado estadual Raimundo Cutrim.

23 de abril foi o dia em que o relator do processo, desembargador José Luiz Almeida, recebeu documentação da polícia com possíveis indícios da participação de Raimundo Cutrim em crimes de agiotagem.

JORNALISTA ESPANCADO NA VIOLENTA AMAZÔNIA

Em plena luz do dia, no centro da cidade de Itacoatiara, de caras limpas, bandidos invadem a redação do jornal O Candiru e espancam brutalmente Ruy Sá Chaves. Um dos bandidos depois de espancar muito o rosto do jornalista disse calmamente: “Isto é o que mandaram pra você”. O bandido mandante ainda não sabemos quem é, mas será fácil chegar a ele, pois um dos invasores foi reconhecido.
Em plena luz do dia, no centro da cidade de Itacoatiara, de caras limpas, bandidos invadem a redação do jornal O Candiru e espancam brutalmente Ruy Sá Chaves.
Um dos bandidos depois de espancar muito o rosto do jornalista disse calmamente: “Isto é o que mandaram pra você”. O bandido mandante ainda não sabemos quem é, mas será fácil chegar a ele, pois um dos invasores foi reconhecido.

Depois do incêndio criminoso nos transmissores da rádio Encanto dos Rios FM, de Benjamin Constant, ocorrido há dois meses, um novo atentado contra a liberdade de expressão foi cometido no último sábado, em Itacoatiara: a agressão estúpida e covarde ao escritor, poeta e jornalista Ruy Sá Chaves, editor do único jornal impresso do município, “O Candiru”.

Um dos fundadores do Sindicato dos Escritores do Amazonas e do Coletivo Gens da Selva, ex-proprietário das livrarias Drummond, em Belo Horizonte (MG), e Cabocla, em Manaus, autor de vários romances e livros de crônicas, Ruy Sá Chaves, que sempre foi um pacifista militante e avesso a qualquer tipo de violência, se mudou para Itacoatiara há dez anos.

Há cinco anos, ele começou a editar o tabloide “O Candiru”, cuja linha editorial se caracteriza em marcar de perto os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e repercutir as denúncias de corrupção e malversação de dinheiro público que chegam diariamente à redação do jornal.

O semanário sobrevive de uma legião de assinantes, da venda avulsa em alguns pontos da cidade e de anúncios de pequenos comerciantes locais.

Por uma questão de princípios, Ruy Sá Chaves não admite veicular anúncios pagos do governo municipal, seja qual for o verniz ideológico do ocupante do cargo.

UM JORNAL SEM PROPAGANDA DO PREFEITO

Na tarde do último sábado, 20, Ruy Sá Chaves foi brutalmente agredido, quando deixava a redação do jornal, que fica na Rua Rui Barbosa, 545, no centro de Itacoatiara.

Segundo ele, o homem que o agrediu covardemente apenas disse que alguém tinha lhe mandado realizar o serviço.

Ruy foi atingido com um soco no olho direito e, ao cair no chão, recebeu vários chutes nas costelas.

O jornalista foi hospitalizado devido aos hematomas e a um corte profundo que sofreu na pálpebra direita.

Depois de receber atendimento médico no hospital da cidade, Ruy Sá Chaves foi encaminhado à delegacia de polícia civil, onde registrou boletim de ocorrência e, em seguida, voltou ao hospital, onde passou por exame de corpo de delito.

O jornalista permaneceu internado até o início da noite do sábado, quando recebeu alta.

Ruy Sá Chaves não tem dúvida de que a agressão sofrida por ele é mais um ato de retaliação, ordenado por pessoas a quem ele desagrada, com as matérias que pública no jornal “O Candiru”.

ASSÉDIO: 23 AÇÕES JUDICIAIS

Embora se considere vítima de censura política, o jornalista garante que o jornal editado por ele não tem ideologia partidária.

“É impressionante que esse tipo de coisa ainda aconteça em pleno século 21. Eu nunca havia sido agredido fisicamente, mas, venho recebendo ameaças por telefone há meses e estou respondendo a 23 ações judiciais”, disse.

O jornalista espera que as autoridades investiguem o caso e esclareçam os fatos.

“O Candiru virou uma válvula de escape para o povo de Itacoatiara, pois aqui não tem Procon nem Ministério Público e eles usam o jornal para fazer suas reclamações e contar suas histórias. Queremos apenas exercer o nosso direito constitucional à liberdade de expressão porque é isso que fortalece a democracia”, afirmou o jornalista.

Em nota oficial, o prefeito de Itacoatiara Mamoud Amed Filho lamentou o acontecido e ordenou que sua Assessoria Jurídica enviasse um ofício ao secretário de Segurança Pública do Estado para que dê prioridade na investigação do caso a fim de que o culpado seja encontrado e sofra as punições cabíveis. Isso nunca acontecerá. A polícia estadual, no Brasil, nunca consegue elucidar os assassinatos de jornalistas. Nem descobrir os responsáveis pelas constantes agressões a jornalista. Inclusive pelo envolvimento de policiais ou ex-policiais.

Federalização já! dos crimes contra jornalistas.

A matança de jornalistas não tem divulgação. Repórteres da capital “veem jornalistas do interior como tendenciosos, corruptos e coniventes com políticos locais”

O separatismo – elitista, ideológico e partidário – sempre existiu. Os confrades, que atuavam no jornalismo impresso, não conceituavam jornalísticas várias funções. O fotógrafo  era considerado um retratista. Inferiores as funções de repórter policial, de repórter esportivo, de repórter sindical. O colunista social, uma bicha de nascença. Analfabetos os redatores dos jornais falados (classificados como speakers ou locutores em off), que terminaram ‘fundadores’ do jornalismo televisivo. Os empresários e políticos, donos de jornal, exigiam ser chamados de ‘jornalistas’; e picaretas, os desempregados jornalistas que caiam na besteira ou sabedoria de rodar jornal no interior. Este o cenário, que encontrei  como foca no final da década de 50, congelado na ditadura militar, e que nã0 mudou muito.

Na excelente e esclarecedora reportagem de John Otis: “Marcelo Moreira disse que repórteres no Rio de Janeiro e São Paulo frequentemente veem jornalistas do interior como tendenciosos, corruptos e coniventes com políticos locais. Dessa forma, explicou, a grande mídia presta menos atenção quando esses repórteres e blogueiros são alvos de ataques. O assassinato de Randolfo nem chegou ao principal noticiário da TV Globo no Rio de Janeiro, apesar de o blogueiro ter sido morto numa cidade próxima. ‘Se não estão escrevendo para os grandes meios de comunicação, são praticamente inexistentes,’ disse Moreira ao CPJ. ‘Mas esses blogueiros tiveram a coragem de escrever sobre as coisas ruins que estavam acontecendo em suas comunidades.”

O espelho é um só. Os jornalistas da capital são vistos “como tendenciosos, corruptos e coniventes com os políticos locais”, e  atuam como lobistas. Em Brasília, os chefes de sucursais residem em palácios, onde oferecem festanças para os empresários, os industriais, e os cardeais do executivo, do legislativo, do judiciário.

“A presidente Dilma Rousseff tentou minimizar os perigos que os jornalistas brasileiros enfrentam”, e permanece na tentação. A justiça se tornou campeã mundial em censura.

Quantos coleguinhas morreram neste ano 13 (contando os radialistas, os blogueiros, os cinegrafistas, os fotógrafos – eles são ou não jornalistas)?  A média de 2012 foi de um por mês. Temos Estados com dois mortos neste 2013. E, na maioria das mortes, policiais ou ex-policiais envolvidos como executores.

censura liberdade censor jornalista

Blogueiros na mira enquanto aumenta o número de assassinatos no Brasil

por John Otis

Em 23 de abril de 2012, Décio Sá, o jornalista e blogueiro mais influente do Maranhão, estado localizado no nordeste brasileiro, foi baleado três vezes na cabeça por um atirador que fugiu de motocicleta. Sá foi morto dois meses depois do assassinato de Mário Randolfo Marques Lopes, um combativo blogueiro que era editor de um site de notícias em Barra do Piraí, cidade localizada a aproximadamente 145 quilômetros ao noroeste do Rio de Janeiro.

A presidente Dilma Rousseff tentou minimizar os perigos que os jornalistas brasileiros enfrentam. (AFP / Yasuyoshi Chiba).

A presidente Dilma Rousseff tentou minimizar os perigos que os jornalistas brasileiros enfrentam. (AFP / Yasuyoshi Chiba).

As mortes de Sá e Randolfo, os primeiros blogueiros brasileiros a serem mortos devido ao seu trabalho informativo, fazem parte de um aumento mais amplo no número de assassinatos de jornalistas no país desde 2011. O caso de Randolfo também é emblemático da difícil situação dos repórteres interioranos no Brasil: sem vínculos com os principais meios de comunicação de grandes centros urbanos, esses jornalistas não têm visibilidade e o apoio de colegas em nível nacional. Um perfil tão discreto pode significar que as autoridades se sintam menos pressionadas a investigar atentados contra a imprensa regional. Ataques não resolvidos contra jornalistas, por sua vez, podem dissuadir os repórteres locais de investigar crimes e corrupção em suas regiões.

“Quando ocorre qualquer tipo de violência contra jornalistas, ela ameaça outros repórteres que poderiam querer fazer o mesmo tipo de trabalho,” afirmou Marcelo Moreira, editor-chefe da TV Globo no Rio de Janeiro e presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, a ABRAJI. “Isso é especialmente verdadeiro no Brasil, onde o número de ataques está aumentando. É por isso que estamos tão preocupados.”

Repórteres e agentes encarregados de manter a lei disseram ao CPJ, durante visitas realizadas em setembro de 2012 às cidades de São Luís, Barra do Piraí e Rio de Janeiro, que Sá e Rodolfo provavelmente foram visados por suas enérgicas reportagens sobre a corrupção política local e o crime organizado; histórias que foram, em grande parte, ignoradas pela grande mídia estabelecida no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Jornalistas de rádio foram amiúde baleados em áreas remotas do Brasil devido a reportagens agressivas e, muitas vezes,  politicamente tendenciosas. Mas, os blogueiros que produzem notícias, vistos como mais independentes do que repórteres de rádio, vêm ganhando influência em muitas das pequenas e médias cidades do país. Dessa forma, eles se tornaram os alvos mais recentes daqueles que querem silenciar a mídia brasileira.

“Tradicionalmente, o maior número de mortes de jornalistas no interior ocorria entre os que trabalhavam em rádio,” disse ao CPJ José Reinaldo Marques, pesquisador da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), um grupo do setor com sede no Rio de Janeiro. “Mas isso foi até o surgimento dos blogueiros.”

Não há estimativas oficiais do número de blogs noticiosos no Brasil. Uma pesquisa realizada em 2011 pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, criado pelo governo brasileiro, mostrou que 16% dos usuários online em áreas urbanas e 11% em áreas rurais haviam criado blogs. Os dados nada revelavam sobre a natureza das postagens, mas está claro que blogs e sites de notícias sérios, focados em eventos atuais, estão se originando por todo o país. Por exemplo, na cidade de São Luiz, capital do estado do Maranhão, onde Sá foi morto, cerca de 20 blogs com ampla difusão abordam notícias e política, segundo Marco Aurélio D’Eça, blogueiro que era um dos amigos mais próximos de Sá.

D’Eça contou ao CPJ que blogs e sites de notícias suplantaram o rádio como a mídia mais importante em muitas cidades e capitais no interior. Nestas regiões, frequentemente faltam jornais ou canais de TV locais com cobertura agressiva e elas são amplamente ignoradas pelos grandes e massivos meios de comunicação brasileiros.

As estações de rádio já supriram algumas destas lacunas, mas muitas emissoras pertencem a políticos, e seus repórteres frequentemente produzem relatos que favorecem seus chefes, disse ele. Embora alguns blogueiros também estejam alinhados e sejam e pagos por políticos, comentou D’Eça, ele e muitos outros blogueiros independentes “têm mais liberdade para investigar” assuntos como tráfico de drogas, tráfico de pessoas e crimes ambientais.

Além disso, o noticiário de rádio geralmente visa audiências menos sofisticadas e fica no ar só por alguns minutos antes de desaparecer. Em contraste, disse D’Eça, notícias locais e comentários publicados online podem ter maior impacto porque as postagens são normalmente voltadas a uma audiência mais letrada, composta por políticos, líderes empresariais, e formadores de opinião. Além disso, textos de blogs ficam disponíveis na internet por meses e podem ser reproduzidos e enviados por e-mail para atingir um público mais amplo. O resultado é que casos de corrupção, escândalos políticos e rumores em áreas rurais de Pernambuco, Mato Grosso, Bahia e outros estados – histórias que no passado teriam permanecido no âmbito local – podem agora ser lidas por usuários de internet em todo o país e repercutidas pela grande mídia.
Sá, 42, era um repórter político veterano do maior jornal da região, O Estado do Maranhão, pertencente à família Sarney, uma dinastia política liderada pelo ex-presidente brasileiro e atual presidente do Senado José Sarney, cuja filha, Roseana Sarney, é governadora do estado. O jornal geralmente evita fazer investigações ou reportagens críticas sobre os Sarney, disse Saulo McClean, repórter policial de O Estado do Maranhão. McClean escreve notícias com base em boletins policiais, mas disse que seus editores raramente o pressionam a investigar mais fundo.

Sá, entretanto, tornou-se conhecido fora do jornal em 2006, quando iniciou seu independenteBlog do Décio, que vigorosamente abordava a intersecção entre a política e o crime organizado. “Décio tinha que seguir a linha editorial em seu trabalho no jornal, mas não em seu blog,” disse McClean. “O blog dele era mais informal. Incluía boatos e rumores, mas ele sempre ia atrás dos ‘peixes grandes’”. Logo se tornou um dos blogs mais lidos no estado. As fontes de Sá eram tão boas que, às vezes, ele ia longe demais e comprometia investigações policiais, disse Aluísio Mendes, chefe da polícia do Maranhão. “Ele era muito agressivo,” disse Mendes ao CPJ. “Todo mundo lia seu blog.”

As postagens que podem ter levado ao assassinato de Sá diziam respeito ao homicídio, ocorrido em março, de um empresário local. Mendes disse que Sá se antecipou à investigação policial ao conectar o caso a uma rede maranhense de agiotas que frequentemente emprestava enormes quantias para candidatos políticos em troca de contratos governamentais quando seus clientes fossem eleitos. O empresário morto, Fábio Brasil, aparentemente não pagara sua dívida, disse Mendes. Embora Sá não tenha publicado nomes, diversos comentários publicados sob sua postagem original alegavam que o assassinato tinha sido encomendado por Gláucio Alencar e seu pai, José de Alencar Miranda Carvalho – renomados líderes do grupo de agiotas.

Como os líderes da quadrilha contavam com policiais corruptos e políticos em sua folha de pagamento, disse Mendes, eles estavam mais preocupados com o que Sá poderia revelar em seu blog do que com a investigação oficial da polícia. Assim, contrataram o mesmo atirador que assassinara Brasil para matar Sá, contou Mendes. Sá levou um tiro enquanto estava sentado em um bar em São Luís. Ele deixou esposa, que na época estava grávida, e uma filha.

Mendes contou ao CPJ que solucionar o crime era uma enorme prioridade. Sá não apenas trabalhava para a família Sarney, que exigia respostas, como era o jornalista mais conhecido do Maranhão. “Havia a sensação de que se eles podiam matar o Décio, podiam matar qualquer um,” afirmou Mendes. Um homem foi logo preso, confessou ser o atirador, e disse que o crime havia sido encomendado pela família Alencar, segundo Mendes. Gláucio Alencar, seu pai, e sete outros suspeitos – incluindo um subcomandante da polícia militar que supostamente forneceu a pistola usada para matar Sá – foram presos. Alencar e os outros suspeitos negaram as acusações e, assim como o suposto atirador, aguardavam julgamento no final de 2012.
O assassinato de Sá atraiu grande atenção da imprensa brasileira e foi considerado solucionado em 50 dias. Em contrapartida, o assassinato de Randolfo permanece sob investigação e pouco chegou aos noticiários, segundo Moreira, presidente da ABRAJI. Ao contrário de Sá, Randolfo não trabalhava para um grande jornal e não tinha conexões políticas de peso. Ele também vivia em uma cidade muito menor, Vassouras, no estado do Rio de Janeiro, onde era fundador, editor-chefe e o principal blogueiro do site de notícias Vassouras na Net.

Como muitos jornalistas de internet independentes, Randolfo se sustentava com a venda de publicidade em seu site para empresas locais, de acordo com Wilians Renato dos Santos, repórter policial para a RBP Rádio na cidade de Barra do Piraí, onde Randolfo foi assassinato. Em suas postagens, Randolfo frequentemente acusava funcionários locais de corrupção e havia noticiado sobre uma suposta rede de assassinos de aluguel liderada por um ex-chefe de polícia de Vassouras. “Ele desafiava todo mundo,” disse dos Santos. “Denunciava crimes. Ele pôs muita gente em uma situação difícil, e queriam silenciá-lo.”

Ele descreveu Randolfo como um repórter honesto e ético. J. C. Moreira, amigo de Randolfo e presidente do sindicato dos jornalistas, disse que o blogueiro proclamava com frequência: “Ninguém pode me comprar”. Mas o chefe de polícia de Barra do Piraí, José Mário Salomão de Omena, contou ao CPJ que Randolfo também publicou boatos e investigou a vida pessoal de funcionários públicos, até escrevendo sobre seus casos extraconjugais. “Ele era como um franco-atirador desarmado. Não tinha limites,” disse Omena, que não era um dos alvos das investigações de Randolfo. “Em uma cidade pequena, esse tipo de informação pode ser devastadora. Você não ia querer matar alguém que dissesse que sua mãe era uma prostituta e seu pai infiel?”

Em julho de 2011, um desconhecido entrou na redação do Vassouras na Net e disparou contra a cabeça de Randolfo, deixando-o em coma por três dias com uma bala alojada atrás de sua orelha direita. Ele sobreviveu e posteriormente denunciou em seu site que foi alvo de retaliação por ter revelado irregularidades na investigação de um assassinato. Ninguém foi acusado ou preso pelo atentado. Para sua segurança, Randolfo se transferiu em janeiro de Vassouras para Barra do Piraí, uma cidade de 88.000 habitantes. Mas as duas cidades estão a apenas 25 quilômetros de distância, e Randolfo não parou de escrever em seu site. “Depois do ataque, eu disse a ele pra tomar cuidado e esquecer o jornalismo,” seu amigo Moreira disse ao CPJ. Como Barra do Piraí era muito perto de Vassouras, comentou Moreira, “achei que ele era louco de se mudar para cá”.

Randolfo foi assassinado em 9 de fevereiro de 2012, junto com sua companheira, Maria Aparecida Guimarães. Omena disse que os corpos foram encontrados na beira de uma estrada, nos arredores de Barra do Piraí. Ambos foram raptados da casa de Randolfo na noite anterior e mortos a tiros no início da manhã.

Omena disse que, em sua maioria, os homicídios em Barra do Piraí são solucionados, mas  admitiu uma falta de progresso no caso de Randolfo. Pouco tempo após a morte de Randolfo, eledisse a repórteres que o jornalista tinha criado “um número tão grande de inimigos que é difícil saber por onde começar” a investigação. Em resposta às questões escritas pelo CPJ, Ramon Leite Carvalho,  promotor público encarregado do caso de Randolfo, se recusou a discutir detalhes, argumentando que a investigação ainda estava em curso.

Na esteira dos assassinatos de Sá e Randolfo, o governo da presidente Dilma Rousseff tentou atenuar a noção de que o Brasil está se tornando uma zona vermelha para jornalistas, de acordo com Moreira, presidente da ABRAJI. Ele assinalou que a Copa do Mundo de 2014 vai ocorrer em 12 cidades por todo o Brasil e que, em meio a um maior escrutínio internacional, o governo está tentando defender a ideia de que o país é pacífico e amistoso para repórteres. Mas pelo menos sete jornalistas brasileiros foram mortos por motivos diretamente relacionados ao seu trabalho entre janeiro de 2011 e outubro de 2012, tornando o país um dos mais letais para a imprensa. E o governo, às vezes, pareceu insensível ao problema. Em abril de 2012, a delegação brasileira se opôs a um plano liderado pela UNESCO para combater a impunidade em assassinatos de jornalistas em todo o mundo. Depois que a posição do Brasil atraiu muitas críticas da ABRAJI e de outros organismos, em junho a embaixadora do país junto à ONU, Maria Luiza Ribeiro Viotti, disse que o país apoiaria o plano à medida que este avançasse nas Nações Unidas.
Sá e Randolfo se apraziam em cutucar os poderosos, mas nenhum deles tomou qualquer medida especial para se proteger, de acordo com amigos e companheiros de profissão. Seus colegas blogueiros reagiram às mortes de maneiras diversas. Gildean Farias, editor online de O Imparcial, o jornal diário mais antigo de São Luís, disse que o assassinato de Sá o persuadiu a passar ao largo de política no blog que escreve para o jornal. D’Eça, ao contrário, tem usado seu blog para continuar a investigação de Sá sobre os agiotas do Maranhão.

Amigos repórteres de Sá têm mantido seu blog ativo. Mas, no interior do estado do Rio de Janeiro, o site de Randolfo foi tirado do ar; com sua morte, há uma sentinela a menos em uma parte do país já com poucos jornalistas. Não houve quase nenhum acompanhamento da mídia brasileira sobre o seu caso. De acordo com Moreira, da ABRAJI, isso significa bem menos pressão sobre as autoridades locais para encontrar os assassinos.

Moreira disse que repórteres no Rio de Janeiro e São Paulo frequentemente veem jornalistas do interior como tendenciosos, corruptos e coniventes com políticos locais. Dessa forma, explicou, a grande mídia presta menos atenção quando esses repórteres e blogueiros são alvos de ataques. O assassinato de Randolfo nem chegou ao principal noticiário da TV Globo no Rio de Janeiro, apesar de o blogueiro ter sido morto numa cidade próxima. “Se não estão escrevendo para os grandes meios de comunicação, são praticamente inexistentes,” disse Moreira ao CPJ. “Mas esses blogueiros tiveram a coragem de escrever sobre as coisas ruins que estavam acontecendo em suas comunidades.”

John Otis, correspondente do Programa das Américas do CPJ nos Andes, também trabalha como correspondente para a revista Time e para o Global Post. Ele escreveu em 2010 o livro Lei da Selva, sobre contratantes militares norte-americanos raptados por rebeldes colombianos. Ele vive em Bogotá, na Colômbia.

A cobertura política é mais perigosa do que a policial para jornalistas brasileiros

Celso Schroder
Celso Schroder

No Brasil, a cobertura mais perigosa para jornalistas não é a policial ou de conflitos, mas a ligada a temas políticos, defende Celso Schröder, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), informa a Agência Brasil. Para ele, “há uma dificuldade de relacionamento muito evidente entre setores do poder político e econômico e a publicização de seus atos”.

Schröder afirma que essa violência não é somente um atentado contra os direitos humanos do cidadão, mas um preocupante ataque aos princípios democráticos do Estado de Direito que, entre outras consequências, traz prejuízos à liberdade de expressão e ao direito de acesso à informação.
“Essa violência ocorre, em geral, poque há segmentos que entendem que o exercício do jornalismo atrapalha seus interesses e impedem que eles se realizem. O problema é que se isso não for combatido com efetividade, a situação deixa de ser um crime espontâneo e passa a representar uma ação organizada de enfrentamento ao Estado”, disse.
Para ele, o governo e a sociedade civil têm “acordado” para a situação. Ele citou a proposta de criação do Observatório da Violência contra Profissionais da Comunicação, que vai analisar as denúncias de violência e monitorar o desdobramento de cada caso, no âmbito da Secretaria de Direitos Humanos e o Projeto de Lei 1.078/2011, em tramitação no Congresso Nacional, que transfere à esfera federal a responsabilidade de apurar os crimes cometidos contra jornalista no execício da atividade, quando as autoridades estaduais não esclarecerem o caso em 90 dias.
“As empresas precisam se comprometer a construir uma cultura de segurança. Jornalistas têm que ser treinados para lidar com situações de risco, mas não como militares. Devem ter respaldo para buscar a notícia sem assumir riscos desnecessários”, acrescentou ele, que defende a instituição de um Protocolo Nacional de Segurança, a ser adotado pelas empresas de comunicação.
Fonte: Portal da Imprensa
[Isso explica porque nos assassinatos de jornalistas sempre aparecem como executores: policiais ou ex-policiais]