Quando o povo existe para a imprensa que mente

O povo sabe diferenciar o que é e não é notícia, porque ama a verdade.

Os jornais brasileiros mentem, e perdem leitores. Deixaram a informação de lado pra fazer propaganda dos interesses dos seus proprietários.

As manchetes dos jornais de hoje são vergonhosas. Venderam a notícia de que o povo foi pra rua, ontem, para pedir o fora Dilma, e o retorno da ditadura militar.

O Jornal do Comércio do Recife informa que 450 mil protestaram nesta domingo 12 de abril, nas ruas de todas capitais.  E informa que, apenas nas escolas de pernambuco,  "temos 650 mil alunos sem aulas". Teve jornais que noticiaram uma multidão de 100 mil na cidade de São Paulo
O Jornal do Comércio do Recife destaca que 450 mil protestaram neste domingo, 12 de abril, nas ruas de todas capitais. E informa que, apenas nas escolas de Pernambuco, “temos 650 mil alunos sem aulas”. Os jornais noticiaram uma multidão de 100 mil na cidade de São Paulo
A Gazeta de Vitória contou 30 mil pessoas. Qual foto tem mais gente
A Gazeta de Vitória contou 30 mil pessoas. Qual foto tem mais gente?
A Folha de São Paulo ora conta para mais ora para menos...
A Folha de São Paulo ora conta para mais ora para menos…

 

O Zero Hora de Porto Alegre parte para a comparação. E aumenta os 100 mil da Folha de S. Paulo para 250 mil
O Zero Hora de Porto Alegre parte para a comparação. E aumenta os 100 mil da Folha de S. Paulo para 250 mil

manifestação  estatística multidão pm

Multidao mentira

Acontece que o povo não apóia os partidos da extrema-direita e direita, PSDB e PMDB, que votaram a terceirização, o emprego indireto e precário, o trabalho escravo.

Destaca a Veja, que vem perdendo leitores:

Mãe publica foto de biquíni na internet e tem quase 500 mil curtidas; entenda o motivo

mãe

Mãe de três filhos, a americana Rachel Hollis estava de férias com o marido em Cancun quando ela pediu para ele tirar uma foto sua, aproveitando o sol e a areia branca, num biquíni laranja incrível. Feito o clique, a moça percebeu que a imagem mostrava as marcas deixadas pelos nascimentos de seus filhos em sua barriga.

Foi então que ela resolveu compartilhar a imagem em seu Facebook, junto com uma impactante mensagem sobre amor próprio:

“Eu tenho estrias e eu uso um biquíni.
Eu tenho uma barriga que é permanentemente flácida de carregar três bebês gigantes e eu uso um biquíni.
Meu umbigo é caído (e isso é algo que eu nem sabia que era possível) e eu uso um biquíni.
Eu uso um biquíni porque eu tenho orgulho do meu corpo e cada marca nele.
Essas marcas provam que eu fui abençoada por carregar meus filhos e a flacidez comprova que eu batalhei para perder peso.
Eu uso um biquíni porque o único homem cuja opinião importa sabe pelo que eu passei para ser assim.
E este mesmo homem diz que ele nunca viu nada mais sexy que o meu corpo, com marcas e tudo mais.
“Elas não são cicatrizes. São listras amigas, e você as mereceu.
Exiba seu corpo com orgulho“

Rachel-Hollis

Veja vídeo

Acontece com a nudez. Que pode ser indecente, pornográfica, humilhante, mas que pode ser também uma exaltação à beleza, glorificante e divina. Leia aqui O Vermelho e o Cinza

Assim são todas as marcas do corpo. Notadamente as marcas do tempo.

caras e bundas

Marlene Senna divulgou esta foto, no Facebook, das manifestações desde domingo 12 de abril, pelo retorno da ditadura, indagando: “Terceirizaram as roupas das gúrias?…”

 

Torturadores e assassinos da ditadura de 64 são derrotados pelo povo nas ruas de São Paulo. Carlinhos Metralha lança candidaturas de Moro e Bolsonaro

A imprensa conservadora e os partidos da direita (PSDB & aliados), que votaram a terceirização na Câmara presidida por Cunha (PMDB), foram derrotados hoje nas ruas vazias de São Paulo.

Promoveram até estripitize como chamariz.

Juliana Isen, a musa dos analfabetos políticos, não fez sucesso
Juliana Isen, a musa dos analfabetos políticos, não fez sucesso

 

Mas o estripitize mais escandaloso foi de um conhecido e impune estripador: o ex-agente do Dosp Carlos Alberto Augusto, carinhosamente chamado pela imprensa pusilânime de “Vovô Metralha”.

vovo metralha

vovo metralha 1

Bruna Bortoletto, no Facebook:  Metralha, esse cara torturou e matou pessoas, ele é um assassino, deveria estar preso!
Bruna Bortoletto, no Facebook: Metralha, esse cara torturou e matou pessoas, ele é um assassino, deveria estar preso!

O Movimento SOS Forças Armadas reuniu civis, policiais e militares do golpe de 64.

O carro de som da ordem unida tocando músicas marciais procurava animar o ajuntamento. Inclusive homenageou o ex-segurança do famigerado delegado Sérgio Fleury, Carlinhos Metralha, uma dupla de assassinos que participou da Chacina da Chácara São Bento, narrada no célebre romance Soledad no Recife, de Urariano Mota. Um massacre  de seis militantes de esquerda, dedurados por Cabo Anselmo.

Tinha carro de som, mas faltou gente
Tinha carro de som, mas faltou gente

Vestindo um paletó preto, gravata borboleta, capacete usado na Revolta Separatista de 1932, Carlinhos, que tem o alcunha de “Carteira Preta”, deitou falação. Disse que estava cercado de velhos parceiros, e revelou que o SOS era pelo retorno da ditadura dos marechais ou o juiz Moro para presidente.

 

Jair Bolsonaro, um candidato a presidente Daia Oliver: R7 SOS Forças Armadas. Foto
Jair Bolsonaro, um candidato a presidente do SOS Forças Armadas. Foto R7: Daia Oliver

É! faltou gente apesar das atrações circenses.

Noticiou o R7: O tratamento recebido em São Paulo pelo deputado Jair Bolsonaro foi bastante diferente do que vivenciou no Rio de Janeiro, quando foi vaiado por manifestantes.

Admiradores do Bolsonaro o rodearam e o chamavam de “presidente” enquanto pediam para o deputado tirar uma selfie.

Quem também marcou presença no protesto foi o deputado federal e major Olímpio Gomes, que preferiu não discursar.

— Eu vim aqui aplaudir.

É! as fotos mostram as ruas vazias. Portal Metropole publica:

Movimento “Fora Dilma” também fracassa em SP e leva menos de 5 mil à Paulista

Sem números oficiais da PM, a imprensa apura que menos de 5 mil pessoas estiveram presentes no movimento na Avenida Paulista

Avenida Paulista
Avenida Paulista. Foto M7
O da bandeira é da PM? É! havia mais fardados que paisanos. Foto M7
O da bandeira é da PM? É! havia mais fardados que paisanos. Foto M7

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A frieza do jornalismo preconceituoso e racista da Folha de S. Paulo

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Fac-símile foi publicado por Giovanna Dealtry, no Facebook, com o seguinte comentário:  “A Folha é um jornal doente. Isso é uma doença. Se é pra ter diploma de jornalista pra isso é melhor rasgar. Não é uma pesquisa, é uma chamada para um artigo igualmente podre”.

Thomaz Alckmin, 31 anos, filho do governador Geraldo Alckmin, faleceu na queda do helicóptero que pilotava, em Carapicuíba, São Paulo.

Eduardo Jesus Ferreira, uma criança de dez anos, foi executado, com um tiro na cabeça, por um policial militar, no Morro do Alemão, Rio de Janeiro.

Luciana Genro comentou a morte deste menino Jesus na Semana Santa: “Tudo bem lamentar a morte do filho do Alckmin. Lamento também. Mas pq não lamentam tbem a morte do menino de 10 anos, vítima de bala perdida?”

Noticia o Portal 247: “O tweet de Luciana gerou reações indignadas. Alguns internautas chegaram a defender até a morte de Luciana Genro.

Antes dela, outra liderança do Psol, o deputado Marcelo Freixo, chamou a atenção para a morte do menino Eduardo. ‘Quantos corpos serão necessários para deter nossa indiferença?’, postou ele nas redes sociais.

Ao comentar o tweet nas redes sociais, Luciana se solidarizou com o governador Geraldo Alckmin e com a primeira-dama Lu Alckmin, mas disse que os brasileiros deveriam lamentar a situação de todas as mães que perdem seus filhos de forma precoce.

O tweet de Luciana pode ter sido inoportuno e politicamente incorreto, mas chama a atenção para um fato importante: o extermínio de jovens negros e pobres pela polícia”.

Não devemos banalizar a morte. A queda de um helicóptero, com ou sem mortes, vira notícia nacional. A morte de uma criança pobre assassinada nem sempre. Nesta Semana Santa quantas crianças tiveram morte violenta neste Brasil da polícia em uma guerra racista?

A Folha de S. Paulo devia mostrar os cadáveres dessas crianças. Por que escondem?

Jornalismo cruel, pusilânime, “doente”, “podre”,  indagar “qual dor  é maior?” Que se pretende com essa pergunta?

 

 

 

Aniversário de Marta, ex-Suplicy, reuniu golpistas

Toda a imprensa golpista considerou o aniversário de Marta, ex-prefeita petista de São Paulo, e ex-ministra de Lula, o acontecimento político mais importante do ano, por reunir líderes da extrema-direita, e do PMDB, do velho PMDB que apoiou os 21 anos de governos militares. Do PMDB dos velhos que, para continuar “eternamente” no poder, defende o golpe.

A direitista e conservadora Folha de S. Paulo, moleque de recado, transmite o ultimato: “Dilma tem 20 dias…, dizem convidados da festa de Marta“. Este tipo de jornalismo marrom e safado da família Frias vem sendo praticado pelos barões da mídia, que violentam a ética e agridem a verdade. Praticam um jornalismo de baixarias.

Existe um blogue, que também faz a propaganda de uma marcha unida para o próximo dia 12, que tem o nome pornô explícito de “amanhã vai ser maior”.

Um outro blogue, Cabral arrependido, publica fotos que seriam do aniversário de Marta

liderespmdb

“Em festa organizada por Marta Suplicy, a PT mais oposta a Dilma, onde entre seus convidados estavam grandes nomes como: Michel Temer, José Sarney, Gilmar Mendes, Eduardo Braga.

Os convidados foram unanimes em dizer que Dilma deve se acertar até dia 12 de Abril, pois caso a manifestação seja maior que a anterior, eles vão assumir o poder.

Então contagem regressiva pois se depender de todos os manifestantes”, avisa o mensageiro de notícias maléficas.

Dos pm-debistas citados, o mais novo é Miguel Temer, que nasceu em 1940, e foi eleito duas vezes vice-presidente por indicação de Dilma, e com os votos de Dilma Rousseff.

O ministro Gilmar Mendes, em causa própria, é defensor da Pec da bengala, proposta que aumenta de 70 para 75 anos a idade de aposentadoria compulsória para servidores públicos. A proposta enfrenta resistência de entidades jurídicas, contrárias à permanência de ministros por mais cinco anos.  Gilmar Mendes nasceu em 30 de dezembro de 1955. O desengavetamento dessa Pec foi decidida no aniversário de Marta.

 

EXÉRCITO PRONTO PARA O GOLPE?

O blogue da extrema-direita Cabral arrependido publica o seguinte boato de incitamento ao crime:

“Apesar de muitos acharem que o exército não está agindo, pode ser verificado, em diversas partes do país, as tropas se movimentando, e se posicionando”. E publica a seguinte foto como prova (falsa inclusive):

exército se movimenta

 

Passe a seta do mouse na foto que você lerá o título dessa propaganda enganosa. Confira a propaganda de guerra civil aqui.

O R7, com o seguinte título “Sem cúpula do PT, Marta Suplicy completa 70 anos com festa em SP”, publica uma galeria de fotos onde se destacam o ex-presidente Sarney, o atual presidente do TJ-SP (o maior tribunal do mundo) José Renato Nalini, Thereza Collor e o doleiro Naji Nahas.

 

 

 

Plano de saúde HapVida faz campanha de morte do governo Dilma

Para derrubar a CPI dos Planos de Saúde, uma campanha vem sendo realizada contra o Governo Dilma Rousseff.

No monopólio dos Associados no Nordeste, adquirido pelo HapVida, rádios, televisões e jornais do sistema pregam abertamente o golpe militar.

Manchete de hoje

DP

 

No jornalismo on line, HapVida divulga memes que são cartazetes de propaganda política.

 

pesquisa do se

Eis o tipo de pesquisa safada, divulgada por um jornal de propriedade de um plano de saúde interessado no golpe, e que faz a apologia da ditadura militar.

SE a eleição fosse hoje, Lula derrotaria Fernando Collor (eleito em 1989), derrotaria Fernando Henrique (eleito em 1994), derrotaria, novamente, Fernando Henrique (eleito em 1998).

Pesquisa do SE é jornalismo rasteiro, para fazer propaganda duvidosa.

SE Chatô não tivesse criado o sistema de condomínio, os Associados continuariam sendo o maior império jornalístico da América Latina – o Diário de Pernambuco não teria sido vendido, a preço de banana, para o Grupo HapVida.

SE Aécio não fosse acionista do Estado de Minas, o faturamento
do jornal não seria tão lucrativo nos governos de Aécio e Anastasia. Quantos milhões investidos?

A Confederação Nacional dos Transportes, que pagou a pesquisa do SE, patrocinou, este mês, um boicote promovido por frotas de caminhões de carga, para desestabilizar o governo de Dilma.

Veja o titulo escandaloso do DP da HapVida:

Avaliação do governo Dilma é negativa para 64,8% dos brasileiros aponta pesquisa

Pela pesquisa do SE, o governo da presidente Dilma Rousseff atingiu a pior avaliação positiva medida pela pesquisa Confederação Nacional dos Transportes (CNT)/MDA desde outubro de 1999. Segundo duvidoso levantamento divulgado nesta segunda-feira (23), o governo da petista  “é avaliado positivamente por 10,8% dos entrevistados, em comparação a 8% alcançados no segundo mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB)”.

Apenas 1,9% considerou o governo Dilma como “ótimo” e 8,9% dos entrevistados o avaliaram como “bom”. Para 23,6% dos entrevistados, a administração Dilma  seria “regular”, de acordo com a CNT/MDA, que pagou a pesquisa.

Já quando se trata da situação política atual, SE a eleição presidencial fosse hoje, 55,7% das pessoas entrevistadas teriam votado em Aécio Neves no 2º turno, 16,6% em Dilma Rousseff e 22,3% teriam votado em branco ou nulo.

 

 

 

 

 

 

 

 

Ali Kamel é manipulador e faz jornalismo de hipóteses

tv manipulação pensamento globo

Neste blog existem várias reportagens, artigos, entrevistas denunciando o jornalismo das empresas Globo como manipulador, parcial, tendencioso, mentiroso e vendido. Vide links. Um jornalismo baseado em hipóteses.

E quem dirige esse jornalismo safado, vendido (vide relatório do honrado deputado Djalma Aranha Marinho, hoje nome do plenário da Comissão de Constituição e Justiça), principalmente o da TV Globo?

Os manipuladores são os jornalistas que exercem os cargos da máxima confiança dos proprietários. Um diretor de jornalismo aprova a pauta de reportagens, seleciona os textos, as imagens e os áudios. Tudo conforme os interesses dos patrões.

Um jornalismo livre apenas é possível quando o Conselho de Redação, exclusivamente eleito por empregados sem cargos de chefia, decide a linha editorial.

A criação dos Conselhos deveria constar da Lei dos Meios, que o Brasil não possui, para evitar o monopólio, que cria o atual jornalismo manipulador do pensamento único, da censura dos empresários, do nefasto e profético Big Brother (O grande irmão Marinho, empregador de Ali Kamel) previsto por Georger Orwell.

Denunciada a existência do Partido da Imprensa Golpista (PIG)
Denunciada a existência do Partido da Imprensa Golpista (PIG)

 

globo tv pig golpista

pensamento único censura justiça

Com o monopólio dos meios, a liberdade de imprensa constitui uma propriedade das empresas, e não um direito do jornalista.

O jornalismo é feito de hipóteses. Em geral, um enunciado (ou conjunto de enunciados) que possa ser colocado à prova, atestado e controlado só indiretamente, isto é, através das suas consequências. A característica da hipótese é, portanto, que ela não inclua nenhuma garantia de verdade nem a possibilidade de uma verificação direta.

A manipulação começa pela escolha do jornalista (o patrão sabe que tipo de texto escrito se pode esperar de um editor que ele empregou). A preferência das fontes de informação (agências nacionais e estrangeiras, autoridades, pessoas de prestígio etc), sem esquecer que Carlinhos Cachoeira era ouvido e cheirado pela Veja e Globo. O abuso dos releases. A definição do espaço na imprensa, no jornalismo on line; e do tempo na tv e rádio.  E a mensagem vai da mentira a uma meia-verdade. De um balão de ensaio à propaganda (repetição) dos teasers.

tv globo

Kamel versus Nassif: a diferença de tratamento que a Justiça dá a casos semelhantes

 

por Paulo Nogueira

Falta de objetividade e de coerência nas decisões da Justiça
Falta de objetividade e de coerência nas decisões da Justiça

Da Justiça se espera ao menos uma coisa: que seja coerente nas decisões.

É a única forma que os cidadãos têm de medir eventuais consequências jurídicas de suas ações.

Estou falando isso a propósito da decisão da Justiça do Rio de condenar Luís Nassif a pagar 50 mil reais de indenização para Ali Kamel, diretor de jornalismo da TV Globo.

A juíza Larissa Pinheiro Schueler baseou sua decisão no fato de Nassif haver afirmado que Ali Kamel é “manipulador” e faz “jornalismo de hipóteses”. Isso, segundo ela, extrapolaria o “direito à informação”.

Aplique esta mesma lógica não apenas para Nassif, mas para a mídia em geral. Não faz muito tempo, no âmbito da mesma Globo de Kamel, os nordestinos foram chamados de “bovinos” por Diogo Mainardi.

Se “manipulador” custa 50 mil reais, qual seria a indenização para “bovinos”? Ou, já que falamos de Mainardi, de “anta”, como ele tratava rotineiramente Lula em seus dias de colunista da Veja?

A Justiça deveria, em tese, ser igual para todos, mas é mais igual para alguns do que para outros.

monopólio tv censura

Há uma decisão jurídica recente que demonstra isso com brutal precisão.

O jornalista Augusto Nunes, o Brad Pitt de Taquaritinga, foi processado por Collor. Quer dizer: Collor fez o que Kamel fez.

Com uma diferença: perto do que Nunes disse dele, Nassif arremessou flores na direção de Kamel.

Começa no título: “O farsante escorraçado da Presidência acha que o bandido vai prender o xerife”.

Um trecho: “… o agora senador Fernando Collor, destaque do PTB na bancada do cangaço, quer confiscar a lógica, expropriar os fatos, transformar a CPMI do Cachoeira em órgão de repressão à imprensa independente e, no fim do filme, tornar-se também o primeiro bandido a prender o xerife.”

O site Consultor Jurídico noticiou o caso assim:

“Na sentença, a juíza Andrea Ferraz Musa, da 2ª Vara Cível do Foro de Pinheiros, disse que, em um estado democrático, o jornalista tem o direito de exercer a crítica, ainda que de forma contundente.

(…) “Embora carregada e passional, não entendo que houve excesso nas expressões usadas pelo jornalista réu, considerando o contexto da matéria crítica jornalística. Assim, embora contenha certa carga demeritória, não transborda os limites constitucionais do direito de informação e crítica”, disse a juíza.

(…) No pedido de indenização, Collor alegou que foi absolvido de todas as acusações de corrupção pelo Supremo Tribunal Federal e que há anos vem sendo perseguido pela Abril.

A juíza, entretanto, considerou irrelevante a decisão do STF. “As ações políticas do homem público estão sempre passíveis de análise por parte da população e da imprensa. O julgamento do STF não proíbe a imprensa ou a população de ter sua opinião pessoal sobre assunto de relevância histórica nacional”, justificou.”

Um momento. Ou melhor: dois momentos. “Irrelevante” a decisão do STF? Então você é absolvido de acusações na mais alta corte do país e mesmo assim isso não vale nada? Podem continuar a chamar você de bandido sem nenhuma consequência?

A juíza aplicou uma espetacular bofetada moral no STF em sua sentença. Como para Augusto Nunes, também para ela não houve nenhuma consequência.

Se um juiz trata assim uma decisão da Suprema Corte, qual o grau de respeito que os cidadãos comuns devem ter pela Justiça?

O segundo momento é por conta da expressão “certa carga demeritória”. Raras vezes vi uma expressão tão ridícula para insultos e assassinato de imagem.

Regular a mídia é, também, estabelecer parâmetros objetivos para críticas e acusações feitas por jornalistas.

Não é possível que “manipulador” custe 50 mil reais e “bandido”, “chefe de bando”, “farsante” e “destaque da bancada do cangaço” zero.

Quando você tem sentenças tão opostas, é porque reinam o caos e a subjetividade.

A única coisa que une o desfecho dos dois casos é que jornalistas de grandes empresas de mídia se deram muito bem.

Isso é bom para eles e as empresas nas quais trabalham.

Para a sociedade, é uma lástima.

Enio
Enio
O debate da lei dos meios na Argentina
O debate da lei dos meios na Argentina

Glória Maria e Singapura, campo de concentração da Petrobras

Glória Maria, na entrevista que fez com Venina Velosa da Fonseca, insinua que a ex-gerente da Petrobras foi parar nos quinto do inferno, exilada em um lugar perdido no cu do mundo.

Venina foi para Singapura no posto de gerente e para um dos lugares mais cobiçados pelo alto escalão da Petrobras.

Não foi exílio nem castigo, nem assédio moral, nem perseguição, Singapura vale como um prêmio, como reconhece Venina.

 

Clique na foto para ampliar
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Sobre a entrevista lembra Glória Maria que não houve nenhum tipo de restrição de pergunta por parte de Venina Fonseca: “Ela não sabia o que seria perguntado, porque eu não seria uma jornalista séria se dissesse as perguntas antes ou se aceitasse qualquer tipo de restrição. Não houve combinação, as perguntas foram feitas na hora e ela respondeu a todas sem hesitar”. Não foi assim. Venina não respondeu todas as perguntas.

Glória Maria denunciou que Venina foi ameaçada de morte com um revólver encostado na cabeça. Venina nem negou, nem confirmou. Simplesmente ficou calada. Falta Glória contar essa estória do revólver, e revelar os nomes do agressor ou agressores.

Glória Maria – E eu queria saber uma coisa: a senhora diz que vem recebendo várias ameaças, inclusive com arma apontada para sua cabeça e que as suas filhas vêm sendo ameaçadas. O que está acontecendo realmente?

Venina Velosa – Depois que eu apurei essa questão da área de comunicação, durante esse processo todo da área de comunicação, a gente recebeu várias ameaças por telefone. As minhas filhas, na época, deveriam ter 5 e 7 anos. Eram bem novas. Teve outros momentos mais difíceis, além desse. A opção que eles fizeram em 2009 foi realimente me mandar para o lugar mais longe possível, isso está entre aspas, onde eu tivesse o menor contato possível com a empresa. Aparentemente eu estaria ganhando um prêmio indo para Singapura, mas na verdade o que aconteceu foi que realmente quando eu cheguei em Singapura me apresentei no escritório, me foi dito que eu não poderia trabalhar, que não era para eu ter contato com o negócio e que era para eu realmente buscar um curso e me dedicar ao curso.

Venina Velosa ficou sem trabalhar, isto é, a Petrobras ficou sem gerente em Singapura. E Venina se trancou em um quarto miserável e se pôs a chorar. Um inferno Singapura. Não tem água na torneira, parece São Paulo. Não tem segurança para se andar nas ruas, parece o Rio de Janeiro. Um lugar pobre de marré deci. Foi o que insinuou Venina. Foi o que deixou transparecer Glória Maria. Que os telespectadores da Globo jamais ouviram falar de Singapura, nem onde fica, nem que diabo é: talvez um país na África, na América Central, uma ilha presídio, uma cidade do Haiti. Os jornais inclusive escrevem Singapura com “C”.

Glória Maria – Você tem uma família. Ou tinha. Foi para Singapura com filhos, marido. Depois disso tudo que aconteceu, como está a sua vida agora?

Venina Velosa – Eu tinha uma família, sim. Eu tinha um apartamento, eu tinha um marido, duas filhas, a minha mãe, a minha família, e simplesmente o que eles fizeram foi me afastar do meu país, da empresa que eu tanto gostava, dos meus colegas de trabalho. Eu fui para Singapura, eu não vi minha mãe adoecendo. Minha mãe ficou cega, minha mãe fez transplante de coração, eu não pude acompanhar minha mãe. O meu marido não pôde mais trabalhar, ele teve que retornar. Eu fui o tempo todo pressionada para fazer coisas que não eram dentro do código de ética da empresa. A única coisa que me sobrou foi meu nome. E quando eu vi que eles colocaram meu nome associado a coisas que eu não fazia, eu chamei minhas duas filhas e falei: ‘Olha, meninas, ou eu reajo e tento fazer, limpar o meu nome, ou eu vou deixar isso acontecer, a gente vai ter uma certa tranquilidade agora e o trator vai passar por cima depois. O que nós vamos fazer?’. As minhas filhas falaram: ’Vamos reagir!’.

Glória Maria esqueceu de lidar com as datas, que poderiam esclarecer a verdade.

Venina foi para Singapura em 2009.

A principal revelação foi o fato de Venina ter admitido que contratou o então namorado, com quem depois se casou, para a realização de serviços de consultoria por R$ 7,8 milhões. Sem licitação.

Foram dois contratos. Um em 2004 e outro em 2006. “Mas nós só nos casamos em 2007″, disse Venina Velosa.

Em 20o9, Venina foi para Singapura.

Insisto nas datas porque esclarecem muitas coisas: Diz Venina que viajou para Singapura com o marido, e ele “teve que retornar”. Com as filhas?

Se Venina casou em 2007, quando viajou a filha mais velha teria dois anos, e a mais nova não tinha nascido.

 

Recapitulando: Quando assinou os contratos era solterinha da Silva. Foi para Singapura, e perdeu tudo.  “Eu tinha uma família, sim. Eu tinha um apartamento, eu tinha um marido, duas filhas”. Que davam conselhos.

 

Singapura, o lugar de castigo da Petrobras

 

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Singapura, oficialmente República de Singapura, é uma cidade-Estado localizada na ponta sul da Península Malaia, no Sudeste Asiático, a 137 quilômetros ao norte do equador. Um país insular constituído por 63 ilhas, é separado da Malásia pelo Estreito de Johor, ao norte, e das Ilhas Riau (Indonésia) pelo Estreito de Singapura, ao sul.

Singapura é o país com melhor IDH dos países Asiáticos, e 9° melhor do mundo em 2014. O seu território é altamente urbanizado, mas quase metade dele é coberto por vegetação. No entanto, mais terras estão sendo criadas para o desenvolvimento por meio de aterramento marítimo.

O país é um líder mundial em diversas áreas: é o quarto principal centro financeiro do mundo, o segundo maior mercado de jogos de casino e o terceiro maior centro de refinação de petróleo do mundo. O porto da cidade é um dos cinco portos mais movimentados do mundo.

O país é o lar do maior número de famílias milionárias em dólares per capita do planeta. O Banco Mundial considera a cidade como o melhor lugar no mundo para se fazer negócios. O país tem o terceiro maior PIB per capita por paridade do poder de compra do mundo, tornando Singapura um dos países mais ricos do planeta. E um dos principais centros de turismo do mundo, e Venina se negou a fazer turismo com o marido e filhas – se deitou numa cama de um quarto miserável e se pôs a chorar.

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