Deu no Jornal da ImprenÇA do romancista Moacir Japiassu

 

O considerado Talis Andrade, jornalista de escol e um dos mais inspirados poetas do Brasil, envia um, como direi, desabafo de seu refúgio no Recife:

 medo morte jornalista legenda

(…) fui anticandidato a presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Pernambuco, e tive quatro votos dos cinco mil filiados.

Topei a parada para ter motivação para meter o pau nos pelegos. Foi uma eleição comandada pela Central Única dos Trabalhadores – CUT, única no mentiroso nome, que existem mais outras cinco ou seis centrais para comer o imposto sindical, que arrecada, na marra, mais de 2 bilhões de reais, e ninguém presta contas dessa dinheirama. Eta Brasil corrupto.

Na antevéspera do pleito a “democracia radical” de ser impedido de entrar no Jornal do Comércio, onde comecei como foca e terminei diretor responsável e redator chefe. Terminei entrando, por força da lei, para descobrir o lugar que aterrissou uma das urnas volantes.

Mudados tempos: as redações eram abertas, e os jornalistas viviam nas ruas. Sem medo e sem nojo do povo.

As redações viraram gaiolas de ouro para uma meninada que recebe o salário da fome e do medo. Na atual cultura de rejeição dos idosos, como condenou o Papa Francisco, a Chapa Você Sabe Porquê, que encabecei, terminou sendo chamada dos “Velhinhos”. A danação desta contrapropaganda escancara uma cruel realidade. Mas tudo tem seu lado bom. Fez recordar minha vaidade de garoto de trabalhar ao lado de decanos. De Câmara Cascudo, Mauro Mota, Costa Porto, Eugenio Coimbra Jr., Veríssimo de Melo.

Os jornalistas de  40, 50 anos, viviam o batente como se tivessem a mesma idade dos noviços. Ninguém teria a petulância de chamar Newton Navarro, Carlos Pena Filho, Audálio Alves, Abdias Moura, Ladjane Bandeira de encalhe, de imprestáveis. Qual o futuro de uma profissão de beletristas que, aos 30/35 anos, entra na ancianidade?

A cobertura política é mais perigosa do que a policial para jornalistas brasileiros

Celso Schroder
Celso Schroder

No Brasil, a cobertura mais perigosa para jornalistas não é a policial ou de conflitos, mas a ligada a temas políticos, defende Celso Schröder, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), informa a Agência Brasil. Para ele, “há uma dificuldade de relacionamento muito evidente entre setores do poder político e econômico e a publicização de seus atos”.

Schröder afirma que essa violência não é somente um atentado contra os direitos humanos do cidadão, mas um preocupante ataque aos princípios democráticos do Estado de Direito que, entre outras consequências, traz prejuízos à liberdade de expressão e ao direito de acesso à informação.
“Essa violência ocorre, em geral, poque há segmentos que entendem que o exercício do jornalismo atrapalha seus interesses e impedem que eles se realizem. O problema é que se isso não for combatido com efetividade, a situação deixa de ser um crime espontâneo e passa a representar uma ação organizada de enfrentamento ao Estado”, disse.
Para ele, o governo e a sociedade civil têm “acordado” para a situação. Ele citou a proposta de criação do Observatório da Violência contra Profissionais da Comunicação, que vai analisar as denúncias de violência e monitorar o desdobramento de cada caso, no âmbito da Secretaria de Direitos Humanos e o Projeto de Lei 1.078/2011, em tramitação no Congresso Nacional, que transfere à esfera federal a responsabilidade de apurar os crimes cometidos contra jornalista no execício da atividade, quando as autoridades estaduais não esclarecerem o caso em 90 dias.
“As empresas precisam se comprometer a construir uma cultura de segurança. Jornalistas têm que ser treinados para lidar com situações de risco, mas não como militares. Devem ter respaldo para buscar a notícia sem assumir riscos desnecessários”, acrescentou ele, que defende a instituição de um Protocolo Nacional de Segurança, a ser adotado pelas empresas de comunicação.
Fonte: Portal da Imprensa
[Isso explica porque nos assassinatos de jornalistas sempre aparecem como executores: policiais ou ex-policiais]

O mercado pune

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Por Franco Benites

 

Li aqui no Facebook (não vou citar quem foi; se ele quiser que se pronuncie) que um colega de profissão prepara uma mudança de rumo. O jornalismo vai ficar em segundo plano para dar lugar a cursos (e quem sabe futuramente trabalhos?) na área de administração. Está virando rotina: a cada dia, descubro um novo jornalista que pensa ou tenta mudar de terreno.

Entendo quem segue este caminho. É o baixo salário, a falta de reconhecimento, a vida jornalística que se torna corrida em excesso para o coração. Tudo isso junto e mais um monte de outros fatores. De longe, acompanho e lamento. Ainda mais quando o (candidato a) desertor em questão é talentoso no jornalismo (caso desse meu colega, que tem textos brilhantes).

Apesar das constantes notícias de desemprego na área, sempre tive a sensação de que o mercado (igual à bola no futebol) punia. Quem era boa se estabelecia. Quem era ruim não duraria muito. Vi muita gente sair do jornalismo para o direito, administração, salão de beleza, caixa do banco e achava graça. Eram pessoas talhadas para qualquer coisa na vida, menos o jornalismo.

Mas o mercado tem punido quem é bom. Me entristece ver gente que faz a diferença com seus textos e ideais no jornalismo migrando de área porque espera ter um futuro menos incerto e mais decente. Dá vontade de dizer ‘Ei, não faz isso, pensa bem’. Mas quem pensa bem sou eu e entendo as razões da mudança.

Apesar dos dissabores inerentes à profissão, ainda me vejo de bem com o jornalismo. Já falei disso outras quatrocentas vezes: a profissão que abracei e que me abraçou me deu lugares, pessoas, alegrias e bens impensáveis e inacessíveis a um garoto que mal tinha um pau para dar num gato (minha vó usava essa expressão para deixar bem claro qual a situação da minha família).

A alegria (gire a roleta e mude os adjetivos para teimosia, persitência, inocência) de ser jornalista ainda existe. Temo que um dia ela suma e eu pense em mudar de área porque vai ser a maneira mais digna de honrar os compromissos financeiros e construir uma família. Coitado de mim. Teria que, na casa dos 30 e poucos anos, descobrir um inventar uma habilidade que hoje é totalmente desconhecida.

Assim como alguns amigos, vez por outra, penso em mudar a direção do curso profissional. Ainda não tive a coragem ou vontade concreta de iniciar a mudança, como tantos outros. A esses competentes colegas de profissão eu desejo que a travessia valha a pena. E se decidirem voltar ao jornalismo que possam recomeçar com um novo fôlego e com mais sorte. Talento, eu sei, há de sobra.

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La “dictadura” en los medios privados

por Oswaldo Ávila Figueroa

 

Entre otras acepciones, el término dictador, según la Real Academia, significa: “El que asume todos  los poderes de un Estado moderno”. “Persona que abusa de su autoridad o trata con dureza a los demás”.

La práctica de la dictadura, no solo se observa en el ámbito político, sino en otros sectores: medios de comunicación, municipios, gremios, hogares, instituciones educativas públicas y privadas. La dictadura funciona y se desarrolla, mientras existan hombres y mujeres sometidos, aduladores y que desprecian su libertad a cambio de un sueldo o el disfrute de alguna prebenda.

En el transcurso de la era republicana los medios de comunicación, a nombre de la libertad de expresión, se acostumbraron a ejercer su poder dictatorial para obtener utilidades e influir en los regímenes a tomar decisiones que aseguren la expansión de sus negocios.

Hoy, con el advenimiento del gobierno de la justicia social, sienten mermar sus intereses y hegemonía, pero como no aceptan el proceso de reivindicación de los marginados, se despojan de su disfraz, asumen la dictadura en  su escenario y obligan a su personal a movilizarse en su órbita. La mayoría acepta el sometimiento de escribir como propio lo que piensan otros, los dóciles se mantienen en el redil y unos cuantos abandonan el esclavismo mediático.

Los dictadores del periodismo “independiente” obligan  a sus empleados a entrevistar a un ex presidente defenestrado, hoy insignificante exiliado. Dedican dos páginas como si se tratara de un ilustre personaje, es que en el fondo lo utilizan  para pretender agredir el liderazgo de Rafael Correa Delgado. Los dueños del mismo negocio califican de importantes líderes a militantes del MPD, ubicados, ahora, en la línea de oposición al régimen, pero ayer, cuando encabezaban protestas callejeras, los tildaban de revoltosos, mediocres y aventureros.

A otro ex mandatario de SP, expulsado por engañar a sus seguidores, le dedican colección de fotos seleccionadas y ya lo proclaman  vencedor de la próxima contienda presidencial. Qué sarcasmo de la dictadura de la palabra.

Por allí un articulista pretende impartir lecciones para  la excelente formación del periodista   profesional, Se olvida que no solo se requiere preparación académica, sino  el adiestramiento para soportar el autoritarismo  de sus jefes  o intermediarios, alistarse para obedecer ciegamente y renunciar a la libertad de pensar.

Lamento la infelicidad de los periodistas, obligados a mentir y escandalizar, y elogios para los valientes que emigran de la dictadura en busca de la libertad.

México: La CNDH registra 82 asesinatos de 2000 a la fecha; Contralínea habla de 93 y 16 desaparecidos

Quem mata jornalistas? Uma máfia de corruptos do executivo, do judiciário, do legislativo e seus parceiros e sócios proprietários de empresas e serviços e chefes do tráfico, notadamente  de moedas, & outras quadrilhas que empobrecem o país e o povo. O dinheiro desviado vai para os paraísos fiscais. É bem significativo que o homem mais rico do mundo seja um mexicano.

 

Acosados, reporteros afrontan solos el ambiente de guerra en México

* En Veracruz cubren actos en bola

* Paranoicos, muchas de sus enfermedades son por estrés: experta

Foto

Protesta de periodistas luego del asesinato de Regina Martínez, corresponsal de Proceso en Veracruz, el pasado 29 de abril. Foto Jesús Villaseca
por Fernando Camacho Servín

“A medida que las guerras se hacen largas y a la gente se le pudre el alma, los periodistas caen menos simpáticos. De ser quien te saca en la tele para que te vea la novia, te conviertes en testigo molesto”, afirma el escritor español Arturo Pérez-Reverte en su libroTerritorio comanche, donde narra la experiencia de ser corresponsal de guerra.

Aunque oficialmente en México no existe una guerra, en muchas regiones del país la intensidad de la violencia alcanza niveles propios de unconflicto armado interno, por la duración de los enfrentamientos, el tipo de armas usadas, la participación de fuerzas militares y el desplazamiento forzoso de civiles, como establece la Corte Penal Internacional de La Haya.

En este escenario, el de los periodistas ha sido uno de los sectores más agredidos. De acuerdo con cifras de la Comisión Nacional de los Derechos Humanos, de 2000 a la fecha han sido asesinados 82 comunicadores en México, aunque algunos medios, como la revista Contralínea, ubican la cifra en 93 ejecutados y 16 desaparecidos en los dos sexenios panistas.

La gran mayoría han debido enfrentar solos este panorama adverso. Ante el retraso de la puesta en marcha del mecanismo de protección para defensores de derechos humanos y periodistas, los reporteros en zonas de conflicto han resuelto como pueden el estrés que implican la violencia, las amenazas y la falta de garantías para realizar su trabajo sin morir en el intento.

Carlos –nombre falso para proteger su identidad– empezó como corresponsal en Tamaulipas a principios de los años 90, cuando la violencia estaba limitada a ciertas áreas fronterizas y ningún reportero vivía atemorizado, a menos de que violara elcódigo de ética respecto a los grupos delincuenciales: no tumbarles un cargamento, no bajarles a sus novias, no meterse con su dinero.

En 2005 se sintió el cambio

Sin embargo, a partir de 2005 empezó a sentirse el cambio. “A mí hace cinco años me dieron p’arriba (me secuestraron). No me pasó nada, pero me di cuenta de que fue porque los mismos compañeros cuestionaban por qué yo sí hacía notas que ellos no podían”.

A partir de entonces, todo cambió.Me entero de cosas porque tengo que enterarme, pero cuando empiezas a platicar del tema a todo les dices que no sabes. Me hago pendejo porque no sabes ni con quién estás hablando. Te vas cerrando y desconfías de todo.

“Al paso de los años, vivir recelando hasta de tu sombra te empieza a pasar la factura. Te puedo mostrar unas manchas que me salieron de cuando me levantaron. Una vez bajé 40 kilos cuando me dio una úlcera y una gastroenteritis cabrona, que yo asocio con el estrés”.

A la tensión por el trabajo –dice Carlos– se suma la falta de alternativas de distracción. A la una dejo de trabajar y me voy a encerrar a mi casa. Ahí hice un chapoteadero y me meto con mis chiquillas. La gente no sale a más de 15 kilómetros de las ciudades, porque no sabes si te toca la mala suerte de que te puedan agarrar.

El miedo, las enfermedades y la paranoia son temas que se comentan muy superficialmente con los compañeros o la familia. “En el norte estamos acostumbrados al calor, al frío, a vivir en el límite. A lo mejor una terapia sería buena, pero la creo innecesaria, y en el diarismo no se puede hacer eso.

“Además el sicólogo también tiene sus pedos, porque le levantaron al suegro o lo que sea; por eso no le veo sentido”.

Atención sicológica necesaria

Veracruz se ha vuelto uno de los estados donde los comunicadores tienen más motivos para temer por sus vidas, ya que en los pasados 18 meses han sido asesinados nueve reporteros o fotógrafos: Noel López Olguín, Miguel Ángel López Velasco, Misael López Solana, Yolanda Ordaz de la Cruz, Regina Martínez, Gabriel Huge, Esteban Rodríguez, Guillermo Luna y Víctor Manuel Báez Chino.

Según confía un alto directivo de un medio, es la entidad donde algunos reporteros han pedido permiso para portar armas, pero no para disparar contra sus agresores, sino contra sí mismos, para no sufrir las torturas que puedan venir. Donde ningún diario tiene guardias más allá de las 9 de la noche. Donde la consigna es ir a cubrir un acto solamente si es en bola, nunca solos.

“Ante este proceso de exterminio, muchos colegas agarraron sus tiliches y se fueron. Algunos regresaron a los pocos meses y los ejecutaron; algunos cambiaron de domicilio y de profesión”, cuenta en entrevista telefónica un reportero veracruzano que también pide el resguardo de su identidad.

La vida cotidiana de los compañeros sí ha cambiado mucho. Están paranoicos, cambiaron su número de celular, cambiaron de rutas, llaman para decir que ya están en sus casas. Ya no son las redacciones románticas de antes, que eran un mercado de negros. Ahora cada quien entrega su material y se va, dice.

Por el miedo a ser asesinados, “muchos de los reporteros ya no hacen una cobertura tan perruna. Antes no se les iba ni el aire, y ahora ya son más selectivos. Además, están como una olla express: si les preguntas algo o les pides su material, explotan. Ya no tienen vida social y son extremadamente precavidos”.

Aunque los medios veracruzanos tratan de dar ánimos a sus reporteros, lo cierto es que no hay ninguna medida extra para ayudarlos a sobrellevar el estrés. Creo que necesitarían atención sicológica, y no porque estén mal de la cabeza, sino porque necesitan fugar esa tensión excesiva, porque si no, se van a quemar.

Tómate una aspirina y ponte a trabajar

A pesar del grave desgaste de los periodistas en zonas de conflicto, la gran mayoría de los medios informativos donde trabajan no se han preocupado por brindarles ningún tipo de asistencia sicológica, o la posibilidad de cambiarlos de fuente o de domicilio de manera temporal.

Más por casualidad que por un esquema diseñado ex profeso, la tanatóloga Maricarmen Olivares Gutiérrez comenzó a notar que los reporteros del diario de nota roja El Centinela, de Zacatecas, comenzaron a enfermarse con mucha frecuencia de gripe, gastritis, colitis y problemas en las articulaciones.

Al platicar con ellos y ahondar en sus problemas, se dio cuenta de que estos síntomas físicos eran la somatización del enorme nivel de estrés emocional que les provocaba convivir todos los días con escenas y entornos violentos.

Empecé a encontrar reporteros que percibían la violencia como si fuera contra ellos o contra un familiar. Se hacían muy retraídos y al mismo tiempo muy violentos. A la menor provocación querían renunciar a su trabajo, tenían pesadillas y entraban en una especie de crisis de adolescencia, de sentir que nadie los comprendía, detalló Olivares en entrevista.

Por su cuenta, la tanatóloga comenzó a acercarse a ellos para preguntarles cómo se sentían y sugerirles encontrar alguna actividad que les permitiera olvidarse del trabajo.Muchos han formado equipos de futbol o se juntan los viernes a jugar dominó. En otros casos es recomendable que cambien de trabajo, porque no todos tienen estómago para esto.

En una sociedad que cada vez se vuelve más tolerante a la violencia, donde se habla de una balacera o un muerto como si nada, los periodistas han tenido que asumir ellos solos ese entorno con todas las afectaciones personales que les genera, lamenta.

“A los medios no les importa gran cosa el aspecto emocional de los reporteros –indica–, lo ven como algo secundario. Lo que yo hago con ellos es de manera informal, y en otros lugares difícilmente se hace algo, porque existe la idea de que no es para tanto, de decirles: ‘no seas payaso, tómate una aspirina y ponte a trabajar’”.

 (Transcrito La Jornada)

Jornalismo entre as piores profissões nos Estados Unidos

 

No Brasil, jornalismo não é profissão, continua sendo bico, escada.

Jornalismo bom, bem bão, para os portas-vozes, os chapas-brancas,

os pelegos, os donos de ONGs e os filhos do patrão.

Confira. Ranking das melhores e piores profissões.