GRUPO BANDEIRANTES QUER “TIRAR O SEU DA RETA”. MIDIATIVISTAS USAM CAPACETE, COLETE A PROVA DE BALAS E MÁSCARA DE GÁS MILITAR. FÁBRICA DE MENTIRAS. O ESTADO AINDA DEVE MUITAS RESPOSTAS!

por Daniel Mazola/ Tribuna da Imprensa

chacina jornalista
Temos vivenciado momentos que prenunciam uma grande mudança social, o estado brasileiro foi colocado em xeque. Tenho visto atos extremados de muita coragem e covardia, de ambos os lados, mas a truculência é infinitamente superior por parte das forças policiais, não poderia ser diferente. Todos que participam das manifestações sabem dos riscos, principalmente profissionais da imprensa.
Protestos e passeatas sempre começam calmos, mas acabam se tornando batalhas que podem por em risco a vida de qualquer um que seja pego no fogo cruzado. Sejam mulheres, deficientes, crianças ou idosos. Devemos lamentar a morte do profissional Santiago Andrade, e se solidariza com sua família. No entanto, é FATO que essa tragédia foi causada, principalmente, pela indiferença das empresas do monopólio dos meios de comunicação com a segurança de seus funcionários.
Diferente dos trabalhadores dessas riquíssimas empresas, praticamente todos os midiativistas, fotógrafos e cinematógrafos alternativos trabalham equipados com CAPACETE, colete a prova de balas e máscara de gás militar. É a única forma de ter um pouco de segurança nessa “guerra”.
Ontem a noite, o Jornal da Band fez 1 hora de cobertura, com links ao vivo, e a dissecação do caso de seu cinegrafista, mas não citou em nenhum momento sua responsabilidade quanto ao EQUIPAMENTO DE SEGURANÇA que ela deveria oferecer! Sua linha é afirmar que há baderna e descontrole social. Não Band. Não vai TIRAR O SEU DA RETA, você também é culpada!
colete bala jornalista
O Estado ainda deve muitas respostas!
O fato é que o profissional Santiago foi gravemente ferido por uma explosão de um artefato que, “segundo as investigações policiais”, foi detonado por civis que cometeram o crime durante o ato de protesto contra o aumento das passagens. Mas como acreditar nessa “polícia” e nessa “mídia”.
Não descarto que o artefato tenha sido jogado por algum manifestante, mas pela quantidade de vezes que vi a covardia de PMs despreparados para cima dos manifestantes, em diversas manifestações que participei e acompanhei, não acreditarei jamais na versão dessa “polícia”. Sou contra esse modelo de polícia, e favorável a desmilitarização.
Agora, vejamos: o mesmo Estado que com afinco investigou o episodio lamentável ocorrido com o cinegrafista da Bandeirantes, também tem o dever ético e moral de investigar com o mesmo afinco os crimes que outras vitimas de violência policial, sofreram. E foram dezenas ou centenas.
Para essas pessoas (que morreram, perderam a visão e apanharam muito), onde está a tal pericia eficaz, igual a utilizada no caso do cinegrafista? Em que pé anda as investigações desses casos? Porque a “grande” mídia corporativa não noticia esses fatos? São perguntas que continuam sem respostas, e que o Estado deve por obrigação moral e ética, mostrar a mesma força e dedicação na investigação desses crimes que supostamente foram cometidos por policiais militares nas manifestações no Rio de Janeiro e no Brasil.
Espero que a triste notícia da morte do profissional Santiago Andrade, não venha a ser levianamente utilizada, contra a frágil democracia brasileira ou contra diretos constitucionais básicos. Mas parece que já está sendo utilizado, e ao extremo, existe um medo muito grande por parte das elites, é ano reeleitoral e de Copa.
Direito de resposta à Elisa Quadros, a Sininho
Na manhã de segunda-feira, a equipe do jornal A Nova Democracia foi à casa da cineasta e ativista Elisa Quadros, a “Sininho” para lhe dar o direito de resposta pelas acusações publicadas anteontem pelo programa “Fantástico” da Rede Globo. Segundo o programa, a ativista teria dito em uma ligação telefônica que o jovem que lançou o rojão que atingiu o cinegrafista da Band, seria ligado ao gabinete do deputado Marcelo Freixo. Coincidentemente, o advogado Jonas Tadeu que fez a acusação, defendeu os milicianos e ex-parlamentares, Natalino e Jerominho Guimarães durante a CPI da milícias em 2008, Comissão presidida por Freixo.

As acusações colocam em perigo a vida da cineasta Sininho, principalmente após a constatação da morte de Santiago Andrade. Ela contou à reportagem de AND como a onda de desinformação promovida pela Rede Globo começou, após sua chegada à 17ª DP na tarde de domingo. Veja a entrevista de 12 minutos na integra: http://www.youtube.com/watch?v=VO5-s7Fzmlo

 

Marcelo Freixo segundo Luiz Eduardo Soares
“Enquanto a história vira pelo avesso, O Globo comete um verdadeiro crime contra o jornalismo, procurando macular um dos homens públicos mais dignos e honrados de nosso país: Marcelo Freixo. Acusa-o, na capa, por interposta pessoa, e encerra o parágrafo com a indefectível sentença: “O deputado nega.” Isso não ocorreu por acaso: O Globo sabe perfeitamente que com a derrota dos grupos nas ruas e seu isolamento, com a desmoralização da linguagem da violência, o maior inimigo das iniquidades e da brutalidade estatal é a política, o espaço participativo em que as ruas e as instituições dialogam. Quem, no Rio, quiçá no Brasil, melhor do que Marcelo Freixo, hoje, representa essa via?”. Escreveu o antropólogo e escritor, Luiz Eduardo Soares.
A mesma Globo que veiculou matéria absurda contra Marcelo Freixo, uma das raras lideranças políticas respeitadas do país, sem uma apuração decente, sem fonte confiável, sem provas, em seu editorial de segunda-feira falou 6 vezes em “Jornalismo Profissional”, “que é essencial buscar sempre a isenção e a correção para informar o cidadão”, falou “que informa cidadão de maneira ampla e plural”, fala que “vai estar lá – sem tomar posição a favor de lado nenhum” e ainda tem gente que acredita! É um desserviço completo a democracia e uma afronta a nossa inteligência. Uma das maiores violências ao povo brasileiro é um monopólio de mídia que distorce, mente e fabrica informações conforme os seus interesses!

A tarifa não baixou, e assim milhares voltaram às ruas

 

Milhares de manifestantes foram às ruas do Rio de Janeiro nessa segunda-feira em protesto contra o aumento da tarifa dos transportes. Porém antes do 4º  Ato de 2014, membros da imprensa corporativa e alternativa se reuniram, na Candelária e por um minuto colocaram seus equipamentos de trabalho no chão. O protesto foi, em homenagem ao cinegrafista Santiago Andrade da Rede Bandeirantes, é contra a violência aos profissionais de imprensa.

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Na Central do Brasil, muitas revistas aconteceram na concentração, a polícia dominou o perímetro e realizou uma espécie de cerco em torno dos manifestantes. Um homem carregava um cartaz lembrando a morte do vendedor ambulante, Tasnan Accioly, atropelado na última manifestação (06/02) ao fugir das bombas lançadas pela Polícia Militar. A mídia corporativa, ignorou a lamentável e fatídica ocorrência.
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As 18h45, tensão entre manifestantes e um repórter da Rede Globo. Um grupo tentou expulsar o jornalista do Ato, mas cerca de 30 policiais fizeram a proteção com um cerco. As 19h32, “OLHA EU AQUI DE NOVO”, era o que se mais cantava. A escadaria da Alerj foi novamente palco das manifestações! Policiais militares também estavam no local. Após ocuparem a frente da Assembleia Legislativa, manifestantes decidiram caminhar rumo a FETRANSPOR.

Em frente a sede da Federação, encenaram uma performance com a queima de uma catraca. Por fim o Ato chegou a Cinelândia, e foi realizada outra homenagem, um minuto de silêncio, na escadaria do Palácio Pedro Ernesto, ao cinegrafista e ao ambulante que morreram em consequência do último Ato contra o aumento das passagens, realizado no dia 06/02.

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Às 20h40 o Choque se aproximou de um grupo de manifestantes e solicitou que um deles removesse a máscara. O manifestante se recusou e foi detido, sem apresentar qualquer resistência. A viatura saiu se recusando a informar para qual DP o rapaz seria encaminhado. Depois outra detenção sem justificativa: um midiativista foi levado por portar uma máscara de proteção contra gás.

Mesmo com a evidente campanha de criminalização do movimento e da luta social, hoje, na média, no geral, os dois Atos, que saíram da Cinelândia e da Central do Brasil, foram marcados pelo caráter pacífico, mas sempre aparecem policiais que gostam de estragar ou tumultuar. Seria incompetência, ou ordens de superiores? O Estado ainda nos deve muito, inclusive resposta!

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O texto televisivo

por Nei Duclós

Juan Soto
Juan Soto
Foi preciso que um  jornalista veterano, Fernando Gabeira, fizesse a pauta óbvia: qual o impacto da liberação da maconha no Uruguai e quais seus principais aspectos, do ponto de vista das autoridades, dos consumidores e do povo em geral? No seu programa na Globo News, Gabeira faz como no noticiário europeu, sem a obrigatória passagem do repórter, focando o principal, deixando a fonte falar sem interferência, só quando for necessário aparecer a pergunta. Gabeira “some” ao longo do programa e só no final senta-se em frente à sua câmara (ele mesmo produz as imagens) numa espécie de assinatura visual do trabalho. Elegante, preciso, discreto, eficiente, informativo.
O texto televisivo assim ganha credibilidade e não se esgarça na aparição reincidente das mesmas figuras carimbadas seguradoras de microfone. Com os novos recursos digitais, microfone ficou obsoleto. Ainda é usado porque não sabem fazer de outra maneira. O gesto mais artificial que existe e o que sobra em programas de auditório: alguém dirigi o microfone que está em sua mão para a boca gargalhando de maneira cretina. No noticiário, o que temos é a realidade atrás dos ombros dos seguradores, que pontificam sem parar, entre alguém que está no link para outro que está no estúdio.
Certa vez trabalhei em televisão e fiquei impactado com o estrelismo de todos, até do office boy. Todos protagonistas de um ego demolidor, impermeável a qualquer observação ou crítica. O chefe de reportagem mandava cobrir todos os dias o sindicato para o qual fazia a assessoria. O apresentador (que também fazia propaganda no varejão dos eletrodomésticos) se achava o editor chefe, e, apaixonado pela própria voz, entrava na redação para dar ordens. O repórter esportivo fazia merda e se garantia porque ganhava mal e se você pedisse mais qualidade batia na mesa com suas enormes manoplas. O correspondente no Exterior selecionava imagens das TVs estrangeiras e ficava pontificando, jamais fazia uma única reportagem, nunca saía à rua. Quando pautei algumas saídas teve um faniquito.
Fiquei impressionado com a quantidade gigantesca de pessoas numa redação de TV para produzir um noticiário ruim e ridículo. A pauta era feita com recortes de jornal (hoje devem chupar da internet). A matéria era derrubada em dominó: quando passava por um dançava na etapa seguinte. Assim uma pauta boa morria nos pauteiros, ou no chefe de reportagem, ou no repórter , ou no editor de ilha e finalmente no apresentador. Quando furava o bloqueio ficavam impressionados com a repercussão. Esse foi o mundo da televisão que conheci, onde eu era execrado por ser “da escrita”, pecador, portanto.
Eu mandava reescrever “cabeças”, as aberturas de matérias, pois achava uma bosta. Eles diziam que isso não existia em televisão e que eu não entendia nada porque era da escrita. Replicava que eu não entendia, mas tinha que reescrever senão não ia ao ar. Ficaram muito, mas muito putos. Aproveitaram a reengenharia, a eliminação de intermediários para sentarem diretamente no colo dos patrões acusando o diretor de redação. Conseguiram. É preciso intervir nas TVs, desde as concessões até o estrelismo, que é conivente com os sucessivos poderes. O ego substitui a reportagem. A publicidade paga todos os espaços e você paga TV a cabo para ver anúncios.
Gabeira vai para a rua. Mostra o Uruguai da maconha liberada, as apreensões, os ataques, as defesas, as perspectivas. Uma situação que tem tudo a ver com o Brasil, pois é um país da nossa fronteira que agora atrai comércio e consumidores da erva. Ele fez também um excelente programa sobre os andarilhos das estradas brasileiras. Vários programas da Globo News são idênticos. Todos sentados em suas poltronas pontificando. Aprendam com o repórter veterano. Tirem a bunda da cadeira e parem de fazer gestos com as mãos falando abobrinhas.

Conheça o dia em que morreram as noticias da televisão brasileira

Chute-na-santa

A televisão promoveu a santificação da mãe de Plínio Corrêa de Oliveira, fundador da seita TFP – Tradição, Família e Propriedade, adorada como imagem da mãe de Jesus; e da segunda esposa de Roberto Marinho.

Como esdrúxulo  reverso: a cena de um pastor chutando a imagem de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.

Nada pessoal. Sou contra a divinização pretendida, e o absurdo iconoclasta.

Jornalistas experientes aderem ao crowdfunding do Viomundo

terrorismo tv polícia

por Luiz Carlos Azenha

Um golpe palaciano, daqueles que se viu no Vaticano, me relegou ao papel de cuidar dos vídeos e docs do Viomundo, sob as ordens da papisa Conceição Lemes.

A boa notícia é que jornalistas experientes já se declararam dispostos a submeter projetos ao crowdfunding do site, ou seja, ao financiamento de produção jornalística livre de governos ou patrocinadores privados, bancada pelos próprios leitores.

O formato está sendo organizado por Leandro Guedes, da Café Azul.

1. Importante produtor da TV brasileira, ganhador dos prêmios Vladimir Herzog, Esso e Embratel, pretende fazer um mini-doc no Nordeste sobre uma tribo indígena em extinção ameaçada por madeireiros.

2. Autor do livro Privataria Tucana, que por enquanto pretendemos não identificar, quer saber se a modelo morta em importante escândalo político de Minas Gerais cometeu suicídio ou foi assassinada.

3. Premiadíssima repórter pretende passar alguns dias em Minas Gerais, debruçada sobre números do governo e da oposição, para avaliar se o “choque de gestão” dos governos Aécio/Anastasia de fato arrumou as finanças do Estado.

4. Premiadíssima repórter de Direitos Humanos considera viajar para o interior do Brasil e, em um mini doc, avaliar se de fato mudaram as condições de vida onde se deu um foco guerrilheiro durante a ditadura militar, além de revelar fatos inéditos sobre a repressão.

5. Experiente repórter na área de economia junta documentos e entrevistados para se perguntar: o objetivo de FHC era mesmo vender a Petrobras ou foi apenas um truque eleitoral do PT para pintá-lo de privatista? Quanto se gastou com o projeto de mudar o nome pata Petrobrax? Quem foi autor da ideia?

6. Jovens repórteres querem explicar como é possível que o veneno dos agrotóxicos termine no leite materno; quais são as outras substâncias que podem afetar desde os primeiros dias a saúde do seu bebê?

7. Repórter desempregado pretende demonstrar como um terreno da Telesp, que na verdade ainda hoje deveria pertencer ao patrimônio público (um bem reversível, ou seja, só controlado pela concessionária durante o período da concessão) foi negociado para um dos maiores empreendimentos imobiliários do Brasil.

8. Veterana correspondente internacional vai aos arquivos norte-americanos e faz, pela primeira vez em vídeo, a cronologia dos documentos que demonstram que o golpe cívico-militar no Brasil se enquadrava num plano muito mais amplo de contenção que, ao fim e ao cabo, levou à Operação Condor.

Estas são apenas algumas das dezenas de ideias que nos foram sugeridas por gente quem tem interesse especial na elucidação de determinados assuntos obscuros de nossa História, passada ou contemporânea. Obviamente haverá um processo de seleção inicial para submeter apenas quatro ou cinco à decisão dos leitores.

Vocês poderão acompanhar online os que querem ver aqueles reportagens realizadas, através de um contador de adesões.

Algumas serão em texto, outras em mini-docs e, eventualmente, chegaremos aos documentários.

Como o processo é complexo, vamos começar devagar, mas um dos objetivos finais é permitir que leitores sugiram ou façam suas próprias pautas, com o auxílio de profissionais experientes.

Seria o embrião para estabelecer no Brasil uma rede de correspondentes comprometidos com o interesse público, no modelo da GRNlive.

Plínio Corrêa de Oliveira preside solenidade da TFP ladeado pelas imagens da mãe e de Nossa Senhora
Plínio Corrêa de Oliveira preside solenidade da TFP ladeado pelas imagens da mãe e de Nossa Senhora
Plínio Corrêa de Oliveira em uma marcha golpista da TFP
Plínio Corrêa de Oliveira em uma marcha golpista da TFP
As procissões da Tradição, Família e Propriedade estão narradas no célebre romance Quando Alegre Partiste - Melodrama de um delirante golpe militar de Moacir Japiassu
As procissões da Tradição, Família e Propriedade estão narradas no célebre romance Quando Alegre Partiste – Melodrama de um delirante golpe militar de Moacir Japiassu

Mexico.El debate de candidatos sólo interesa a políticos, a la población le vale un carajo

 por Pedro Echeverría V.

1. Bien decía Marx que “la verdad puede estar en boca del carnicero”, refiriéndose al explotador, al asesino. El magnate multimillonario (el carnicero) Ricardo Salinas Pliego acaba de declarar que “sólo el 15 por ciento de la población dice estar interesado por el debate y al 54 por ciento no le llama la atención en lo más mínimo … y nosotros estamos en el negocio de entender las preferencias del público, además que ninguna ley nos obliga a transmitir el debate”. Por su lado, los políticos de partido nada han hecho por limpiar la mala imagen de la política – más bien al contrario – para que la población se interese por ella; les ha bastado con hablar y prometer durante las campañas políticas para luego de asumir el poder hacer todo lo contrario, el ejemplo: Felipe Calderón se hizo llamar el candidato de la seguridad y el empleo y su sexenio ha sido de 60 mil muertos y el de más altos índices de desempleo de la historia.

2. ¿Cómo puede interesarse la población por la política si para más del 80 por ciento de ella significa robo, enriquecimiento, engaño, manipulación? Pero tampoco el carnicero Salinas habla con verdad porque sus intereses económicos y de poder son evidentes. ¿Se puede olvidar que su colega el magnate propietario de Televisa Azcárraga Milmo repitió siempre con enorme cinismo que la televisión tiene la obligación de darle diversión y entretenimiento al pueblo ignorante y que la cultura es tarea del gobierno y la Secretaría de Educación? Por eso a falta de una educación de calidad, el deporte de las patadas, así como el culto a la virgen de Guadalupe, tienen el más alto significado. México ocupa los primeros lugares en fanatismo hacia el fútbol y la religión, en tanto se ubica en los últimos lugares en el mundo en atención al sistema educativo, en cuando a inversión en el servicio y atención a los problemas escolares.

3. Mientras Salinas Pliego y Azcárraga, los dueños de los monopolios televisivos cada día obtienen más fuerza y presencia en México, la política nacional depende más del poder de ellos. Muy bien lo han dicho los estudiosos: los medios de información han pasado de ser el cuarto poder a ser el primero; si antes se habló del poder del ejecutivo, legislativo y judicial, hoy esos tres poderes están sometidos al poder económico e ideológico que controlan esos medios. Después de más de 50 años (desde 1960) de dominio monopólico, los políticos de los tres poderes nada han podido hacer frente a ellos para romperlos o regularlos; al contrario, esos medios han impuesto en la práctica la política de boicot o del bloqueo contra cualquier poder o funcionario que se le ocurra oponerse a sus intereses. Han llevado a la práctica su consigna: “El que no sale en la tele no existe” y con ello han obligado a todos los políticos a arrodillarse.

(Transcrevi trechos)

“Estamos haciendo un periodismo de Pilatos: `Yo me lavo las manos y ya está”.

 

Entrevista al periodista Pascual Serrano

Bueno, yo creo que el periodismo se encuentra ahora mismo sumergido en una crisis de valores, de principios. Los poderes económicos, desgraciadamente, están acabando con nuestra profesión. Y esto se ve todos los días: no tenemos más que encender la televisión o la radio o leer el periódico para comprobar que se está haciendo un periodismo que tiene por objetivo contentar a los accionistas de los medios de comunicación y a las empresas que invierten en publicidad.

Es decir, se hace periodismo para que sea rentable y para que tenga mucha audiencia. Y, claro, conlleva que la profesión esté en un círculo perverso que difícilmente se va a detener.

Sí, sí podría tener marcha atrás. Pero para eso hace falta que los poderes públicos apuesten por un buen periodismo. El ejemplo lo tenemos en América Latina. Allí, los gobiernos están cambiando la legislación, de tal manera que –por ejemplo, en Venezuela y en Ecuador– las entidades financieras no puedan ser accionistas de los medios de comunicación. En Argentina y en Ecuador también se están poniendo en marcha medidas de este tipo.
Yo creo que un periodista debe dar rigor, contexto y pluralidad a su trabajo y también implicarse más con la sociedad. Deberíamos dedicarnos a hacer periodismo al margen del mercado.

Como saben que la gente desconfía de los medios, éstos intentan marcar una distancia ridícula para presumir de objetividad y de rigor. De sobra sabemos, por ejemplo, que en muchos editoriales se escribe eso de “dice la gente que”, cuando en realidad el que lo dice es el mismo periódico, que no se atreve a dar su opinión.

Entonces yo creo que, muchas veces, el periodista es un ensamblador de declaraciones y un jugador de la equidistancia para quedar bien con todo el mundo. Estamos haciendo un periodismo de Pilatos: “Yo me lavo las manos y ya está”.

Claro, me refiero a esos periodistas que dan 2 informaciones incompatibles (una verdadera y otra falsa) para no mojarse. Por ejemplo, el periodista que está junto a una familia iraquí que ha sido bombardeada por la OTAN y dice en su información: “Hay 2 versiones, la de la familia, que dice que ha sido bombardeada por la OTAN, y la oficial, que asegura que han sido terroristas”. ¡Pero bueno! Así no nos enteramos de nada.

Me refiero a que el periodista debería despertar la indignación cuando vemos que la OTAN ha matado a media familia que estaba celebrando una boda, por seguir con el ejemplo de antes. Hay que expresar esa rabia.Yo me sorprendo cuando veo que el mismo periodista que hace este tipo de noticias, luego escribe en el Twitter: “¡qué hijos de puta los de la OTAN, que han bombardeado a esta gente!”

(Trancrevi trechos. Leia mais. Entrevista concedida à jornalista a Luisa Segura Albert

RTVE.es)

MIJADA AO VIVO NA TELA DA GLOBO

 

Dias desses, enquanto a repórter Audrey Kleys, da TV Tribuna (afiliada da Globo na Baixada Santista), fazia sua entrada no Jornal da Tribuna 1ª Edição, falando ao vivo da praia da Enseada, no Guarujá, um banhista com a bexiga cheia entrou em quadro e, inadvertidamente, aliviou-se ao pé de uma mureta de contenção na faixa de areia. A cena é pinto perto do que fazem, à noite, os apresentadores do Jornal Nacional, na emissora-mãe.
*Com a colaboração de Roni Chira